terça-feira, 5 de agosto de 2008

Manual de Capacitação Sobre Mudança do Clima e Projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL)

O Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE/MCT) lançou o Manual de Capacitação Sobre Mudança do Clima e Projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). A publicação é parte das atividades definidas no contrato de gestão com o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

O manual será o principal material de apoio para os cursos do Programa de Capacitação Sobre Mudança do Clima e Projetos de MDL, que foram iniciados em 2006. Os cursos surgiram de uma parceria do Centro com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e federações estaduais, para subsidiar empresas na elaboração de Projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) e para apontar as oportunidades de negócios no mercado internacional de créditos de carbono. "Para se promover projetos de MDL, é fundamental o conhecimento das questões que circundam as mudanças climáticas e dos caminhos que o Brasil pode seguir na captação de recursos para esse tipo de iniciativa", afirma o coordenador do programa no CGEE, Marcelo Khaled Poppe.

O programa de capacitação teve início com experiências piloto, em 2006, no Rio de Janeiro, São Paulo, Recife e Porto Alegre. Depois de definida a metodologia e o formato - cursos com duração de 24 horas -, foram realizados, em 2007, seminários em nove cidades: São Paulo (SP), Goiânia (GO), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Florianópolis (SC), Brasília (DF), Fortaleza (CE) e São Luís (MA). Neste ano, o programa já promoveu um curso em Goiânia (GO) e outro em Curitiba (PR). Até agora, o programa contou com cerca de 420 participantes.

O manual foi elaborado a partir da experiência dos cursos passados. Poppe explica que, durante o desenrolar das atividades, os participantes e monitores sentiram falta de material de apoio mais acessível do que o usado até então. "Paralelamente aos cursos, fomos definindo o escopo de um manual que condensasse as informações e que tivesse uma orientação mais pedagógica. A literatura sobre o assunto é extremamente vasta e complexa, formada por protocolos, acordos internacionais e peças jurídicas, e não é direcionada a esse tipo de curso", disse. O coordenador antecipa também que o manual poderá se tornar uma referência para todas as instituições acadêmicas e outras interessadas na inserção de módulos de capacitação sobre o tema.

MDL
Criado no Protocolo de Quioto para reduzir emissões de gases do efeito estufa (GEE), o MDL permite a compra, por parte dos países signatários do protocolo, de créditos de carbono gerados por projetos de redução de emissões executados nos países em desenvolvimento, para os quais as regras existentes não impõem metas físicas de redução de emissões. Os países desenvolvidos podem comprar créditos derivados de projetos de MDL de países em desenvolvimento – como projetos de reflorestamento ou de uso de energias de fontes renováveis, por exemplo. Os créditos de carbono criam um mercado para a redução de GEE, dando um valor monetário ao esforço de redução de emissões. A comercialização funciona por meio da compra e venda de certificados de emissão de gases do efeito estufa.

Negócios
Uma das principais intenções do manual e dos cursos de capacitação é mostrar que projetos de MDL podem resultar em boas oportunidades de negócios internacionais. Poppe explica que o Protocolo de Quioto, ao estabelecer metas de emissão de gases de efeito estufa, criou o mercado de créditos de carbono. Normalmente, a redução de emissão de dióxido de carbono (o principal gás de efeito estufa) por projetos de MDL nos países em desenvolvimento é comprada por empresas de países desenvolvidos, que têm custos extras devido a essa redução e utilizam os créditos de carbono para cumprir suas metas definidas no Protocolo. "Os mecanismos de flexibilização desenhados em Quioto visam apoiar iniciativas de redução de emissão de gases. Quando se fala de projetos de MDL, deve-se considerar despesas com o desenvolvimento e a implementação dos projetos. Todas as etapas do ciclo de projetos geram custos, incluindo atividades de reflorestamento, construção de obras e instalação de equipamentos necessários, como biodigestores, por exemplo", destaca. Os benefícios vêm da comercialização dos créditos decorrentes das emissões evitadas.

Veja aqui o Manual.(Assessoria de Comunicação do CGEE)

Fonte: Agência CT

Lançado edital para a criação de Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia

Edital financiará programas estratégicos em 19 áreas de pesquisa
O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), lançou ontem (4) um edital de R$ 435 milhões. A iniciativa tem a parceria da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), e das fundações de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp), Minas Gerais (Fapemig) e do Rio de Janeiro (Faperj).

O recurso será distribuído em três anos, para a criação de uma rede de institutos nacionais de Ciência e Tecnologia. A expectativa é instalar cerca de 60 institutos, que funcionarão de forma multicêntrica, sob a coordenação de uma instituição-sede que já tenha competência em certa área de pesquisa.

O anúncio da criação dos institutos foi feito pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, em julho último, na 60ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Campinas (SP). Na ocasião, ele avaliou que "a maior parte dos centros de pesquisa deve ser instalada na região Sudeste, devido à maior base científica instalada."

Rezende disse também que os convênios serão assinados por cinco anos. "Os recursos estão assegurados pelos três primeiros anos, então temos que ter robustez em termos financeiros para garantir a continuidade, mesmo após o termino deste governo". A intenção, de acordo com o presidente do CNPq, Marco Antonio Zago, é financiar programas de pesquisa e não pequenos projetos.

Metade dos recursos será reservada para projetos em 19 áreas consideradas estratégicas pelo Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação (PACT&I – 2007-2010) – lançado em novembro último -, como biocombustível, biotecnologia, nanotecnologia, agricultura, saúde, nuclear, espacial e Amazônia.

Os R$ 435 milhões são formados por recursos do governo federal (R$ 270 milhões), das fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) de São Paulo (R$ 75 milhões), Minas Gerais (R$ 30 milhões) e Rio de Janeiro (R$ 30 milhões), e outros R$ 30 milhões da Capes para pagamento de bolsas.

Para os estados do Norte, Nordeste, Centro-Oeste e o Espírito Santo, são reservados 35% dos recursos, ficando a região Sudeste com 50% e a região Sul com 15%. As propostas sob a forma de projetos devem ser encaminhadas ao CNPq exclusivamente via internet - por intermédio do Formulário de Proposta On line, disponível na Plataforma Carlos Chagas - até o próximo dia 18 de setembro. A divulgação dos resultados da seleção será em 17 de novembro, tendo início a partir de 5 de dezembro a contratação dos projetos. (Ubirajara Jr - Assessoria de Comunicação do MCT)

Fonte: Agência CT

Inpe faz aniversário e comemora maior competitividade

Investimentos e acordos na área espacial tornam Brasil mais competitivo


A solenidade, realizada nesta manhã, contou com as presenças do ministro Sergio Rezende, do presidente da AEB, Carlos Ganem, presidente Finep, Luiz Fernandes, diretor do Inpe, Gilberto Câmara

Reconhecido no mundo todo por seus sistemas de monitoramento do meio ambiente, estudos climáticos e previsão do tempo, ciências espaciais e atmosféricas, engenharia de satélites e pela excelência de seus cursos de pós-graduação, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT) completa 47 anos.

Nesta terça-feira (5), uma solenidade, com a presença do ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende e o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem, marca os 47 anos do Instituto e os 20 anos de um de seus principais programas, o Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (Cbers).

Na ocasião, foram homenageados vários servidores ativos e aposentados que tiveram destaque nas carreiras de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Gestão, bem como os pesquisadores do Inpe que fazem parte do IPCC – Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2007.

As atividades do Inpe foram iniciadas em 3 de agosto de 1961, com a criação do Grupo de Organização da Comissão Nacional de Atividades Espaciais (GOCNAE), que em 1963 passou a ser chamado Comissão Nacional de Atividades Espaciais (CNAE). Com a extinção da CNAE em 1971, foi criado o Inpe, ainda como órgão vinculado ao CNPq.

O Inpe é o principal órgão civil responsável pelo desenvolvimento das atividades espaciais no País. Ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), tem como missão contribuir para que a sociedade brasileira possa usufruir dos benefícios propiciados pelo contínuo desenvolvimento do setor espacial. O Instituto também se dedica à prestação de serviços, como a comercialização de imagens meteorológicas e de sensoriamento remoto, e à realização de testes, ensaios e calibrações. Além disso, o Inpe transfere tecnologia, fomentando a capacitação da indústria espacial brasileira e o desenvolvimento de um setor nacional de prestação de serviços especializados no campo espacial.

Cbers
Um dos mais importantes programas do Inpe é o Cbers, que teve início com a assinatura do acordo de cooperação espacial com a China em 1988. Como resultado desta parceria, o Cbers-1 foi lançado em outubro de 1999 e operou até agosto de 2003. O Cbers-2 foi lançado em outubro de 2003 e o Cbers-2B, em 2007. Até 2013, estão previstos os lançamentos de mais dois satélites: Cbers-3 e Cbers-4.

Também se destaca a Plataforma Multimissão (PMM), cujo primeiro projeto encontra-se em avançada fase de execução. A primeira PMM deverá compor o satélite de sensoriamento remoto Amazônia-1, que permitirá o aumento da freqüência da produção de imagens e, assim, o acompanhamento mais imediato de fenômenos de grande impacto, tais como queimadas e desflorestamento. Dentro da categoria de Satélites de Sensoriamento Remoto, há ainda uma segunda missão, que prevê a colocação em órbita de um satélite com imageador radar.

O Inpe mantém, desde 1993, o Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais. Atualmente, o sistema é operado por dois satélites em órbita equatorial – o SCD-1 e o SCD-2, primeiros satélites nacionais, produzidos inteiramente no País – e dois satélites em órbita polar – os Cbers-2 e Cbers-2B. O sistema conta, hoje, com mais de 750 PCD’s espalhadas pelo território nacional, atendendo a aproximadamente 80 usuários.

Com relação à área de Observação da Terra, destaca-se o Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes). Com 20 anos de história, o Prodes é considerado o maior programa de acompanhamento de florestas do mundo, por cobrir os 4 milhões de km2 de áreas florestais e por sua freqüência anual. Seu resultado mostra a taxa média e a estimativa da extensão do desflorestamento bruto da Amazônia brasileira e tem orientado a formulação de políticas públicas para a região.

Desde junho de 2004, o Inpe também opera o sistema Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), que utiliza sensores com alta freqüência de observação para reduzir as limitações da cobertura de nuvens. A maior freqüência de observação permite que o Deter forneça aos órgãos de controle ambiental informação periódica sobre eventos de desmatamento, para que possam ser tomadas medidas de contenção. Outro importante instrumento utilizado na preservação da maior reserva natural da Terra é monitoramento orbital de focos de calor, que fornece dados ao Programa de Prevenção e Controle às Queimadas e Incêndios Florestais no Arco de Desflorestamento, conhecido como Proarco, sob a responsabilidade do Ibama.

Com relação às atividades em Meteorologia, o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Inpe, criado em 1994 e sediado em Cachoeira Paulista (SP), deu passos significativos nos últimos anos na manutenção de sua liderança como um dos mais completos núcleos de previsão meteorológica e climática do Hemisfério Sul e do planeta. Essa é uma área da ciência altamente vinculada ao desenvolvimento do país, em especial nos setores agrícola, energético e na conservação do meio ambiente. Graças aos recursos computacionais do Inpe, o Brasil está entre países com alta capacidade de processamento dedicado para operação e pesquisa em tempo e clima.

A área de Ciências Espaciais e Atmosféricas realiza pesquisas básicas e aplicadas com a finalidade de entender os fenômenos físicos e químicos que ocorrem na atmosfera e no espaço. E o Inpe também mantém atividades associadas à área espacial que desenvolvem pesquisas pura e aplicada, visando o domínio de tecnologias de ponta e de interesse estratégico às atividades espaciais nas áreas de sensores e materiais, física de plasma, computação científica e modelagem matemática.

Na área de infra-estrutura de apoio a satélites, o Inpe conta com dois laboratórios e um centro operacional. São eles: o Centro de Rastreio e Controle de Satélites (CRC), o Laboratório de Integração e Testes (LIT) e o Laboratório de Combustão e Propulsão (LCP). O LIT equipara-se aos melhores laboratórios do gênero no mundo, sendo o único em sua categoria no Hemisfério Sul. Inaugurado em 1987, o Laboratório realiza uma grande gama de testes, integração e montagem de modelos de satélites, subsistemas e componentes espaciais.

Outra atividade importante do Instituto é a recepção, gravação, produção e disseminação de dados de satélites nacionais e estrangeiros. A partir de 2004, o Inpe passou a disponibilizar gratuitamente as imagens do satélite Cbers, através da Internet, tornando-se a instituição que mais distribui imagens de satélites no mundo. (Assessoria de Imprensa do Inpe)

Fonte: Agência CT

R$ 41 bilhões de investimentos para Ciência e Tecnologia até 2010

O fortalecimento da aliança público-privado foi um dos principais temas da cerimônia de abertura do I Festival de Tecnologia de Petrópolis (FTP 2008), realizada na tarde de ontem no auditório da Faculdade Arthur Sá Earp Neto (Fase), onde o secretário-executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Luiz Antonio Rodrigues Elias, anunciou a liberação de R$ 41 bilhões até 2010 para serem investidos em inovação tecnológica.

Também estiveram presentes à cerimônia o secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Alexandre Cardoso, o prefeito de Petrópolis, Rubens Bomtempo, o presidente do Sistema Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, e o diretor-superintendente do Sebrae/RJ, Sérgio Malta, que se encontraram com 300 executivos de Tecnologia da Informação de todo o Brasil.

Para o secretário-executivo do MCT, Luiz Antonio Rodrigues Elias, o FTP 2008 eleva o padrão da cidade. “Eventos como esse fortalecem a idéia da aliança público-privado, que é um plano nacional do Governo Federal, cuja meta é liberar R$ 41 bilhões por meio das instituições federais para investir na inovação tecnológica, que abrange toda a extensa área de Tecnologia da Informação, incluindo recursos humanos, equipamentos e qualificação de mão-de-obra”, afirmou o secretário-executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia. “A meta é que o Brasil consiga exportar US$ 3,5 bilhões em Tecnologia da Informação até 2010”, completou o secretário-executivo Luiz Antonio Elias.

O FTP 2008 é uma iniciativa do Movimento Petrópolis-Tecnópolis, que visa promover o desenvolvimento econômico e social da Cidade Imperial por meio da atração de empresas de base tecnológica. E na cerimônia de abertura do Festival, o prefeito de Petrópolis, Rubens Bomtempo, comemorou a adesão da Orange ao Movimento, entregando uma placa de boas-vindas ao executivo da empresa, Mauro Cruzeiro.

O prefeito ressaltou a importância da união de esforços para transformar Petrópolis um reconhecido pólo de tecnologia. “O segredo do sucesso desse trabalho é o coletivo. Sempre acordamos em permitir e valorizar todos os setores envolvidos com o Movimento Petrópolis-Tecnópolis e hoje já damos outros passos importantes, como trabalhar a qualificação da mão-de-obra galgada na tecnologia. Queremos que a tecnologia esteja presente na vida de Petrópolis e em todos os estágios do saber”, afirmou o prefeito Rubens Bomtempo.

O presidente do Sistema Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, destacou que o FTP 2008 marca a maturidade do Movimento Petrópolis-Tecnópolis. “O movimento nasceu há cerca de dez anos e esse evento demonstra que o projeto está realmente maduro. Sem sombra de dúvidas, Petrópolis já tem referências em termos de tecnologia, como o CEFET, Senai e a GE Celma, por exemplo. Estamos hoje reforçando o estímulo que o Petrópolis-Tecnópolis deve ter”, afirmou o presidente do Sistema Firjan, reforçando o desejo de que “o vírus da tecnologia se espalhe por Petrópolis e por todo Brasil”.

O presidente do Conselho Gestor do Petrópolis-Tecnópolis, Chico Nóbrega, também enfatizou o desejo coletivo de fazer da cidade uma das principais referências em tecnologia. “Depois de todos esses anos descobrimos que o mais importante é unir os esforços e esquecer as diferenças que podem existir em cada esfera de poder envolvido neste movimento. Há uma interseção entre todos, empresas, faculdade e governo, que deve ser considerada. Estamos predestinados a trabalhar juntos para obtermos bons resultados. Temos que apostar que é possível unirmos os interesses diversos em torno de uma causa única”, destacou Chico Nóbrega.

“O Festival faz parte de uma missão universitária porque abriga um espaço de inteligência, em que vários se unem para melhorar a saúde e a vida. Saúde é felicidade e saúde é tecnologia”, ressaltou a diretora-geral da Fase, Maria Isabel Sá Earp, também presente à cerimônia.

A gerente-executiva do Movimento Petrópolis-Tecnópolis, Ana Hofmann, fez questão de agradecer ao Grupo de CIOs do Estado do Rio de Janeiro pelo apoio para a realização do Festival. “Quero agradecer imensamente ao Grupo de CIOs do Rio de Janeiro, pessoas fundamentais para que este auditório estivesse lotado nesta cerimônia”, afirmou Ana Hofmann.

Durante a cerimônia de abertura do Festival, os membros do Conselho Consultivo do Festival de Tecnologia de Petrópolis - formado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Governo do Estado do Rio de Janeiro, Grupo de CIOs do Estado do Rio de Janeiro, PUC e Sistema Firjan - premiaram os trabalhos de excelência em tecnologia, aplicados a várias áreas do conhecimento:

Prêmio Dom Pedro II - Destaque Nacional de Inovação Tecnológica: Concedido a Marco Antônio Meggiolaro em reconhecimento ao trabalho de pesquisa para o aperfeiçoamento do tratamento de pacientes de câncer.

Prêmio Barão de Mauá - Destaque Nacional de Empreendedorismo em Tecnologia:
Concedido a Marcelo Soares pelo espírito empreendedor que levou a Celma a se tornar a GE Celma, hoje a maior exportadora de serviços do país e uma das melhores empresas do Grupo GE.

Prêmio Santos Dumont - Destaque Nacional de Produto Tecnológico:
Concedido a Expedito Parente em reconhecimento à criação do combustível ecológico.


Prêmio Petrópolis-Tecnópolis - Destaque Nacional de Investidor em Tecnologia:
Concedido à FINEP em reconhecimento à atuação fundamental para o crescimento do setor de TI.

Prêmio Júlio Koeller - Destaque Nacional para Novas Empresas:
Concedido à empresa Cipher, pela excelência refletida no rápido crescimento da carteira de clientes de grande porte. ( Maxpress)

MDL brasileiro desperta interesse de outros países

Integrantes da Autoridade Nacional Designada de Botsuana se reuniram hoje com o coordenador-geral de Mudanças Globais de Clima do MCT, José Domingos Miguez

Os procedimentos brasileiros de análise, avaliação e aprovação de projetos de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL) estão chamando a atenção de diversos países em desenvolvimento. Segundo o coordenador-geral de Mudanças Globais de Clima do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), José Domingos Gonzales Miguez, está aumentando a demanda para que técnicos do Brasil expliquem e capacitem profissionais estrangeiros. “O MDL nasceu de uma iniciativa brasileira e outras nações estão querendo saber como nós trabalhamos esta questão”, afirmou José Miguez após receber, hoje (5), os integrantes da Autoridade Nacional Designada (AND) de Botsuana.

De acordo com o coordenador, os países africanos de língua portuguesa são os que mais procuram esse tipo de auxílio. Entretanto, José Miguez adverte que é um trabalho inicial e que existe a perspectiva de cooperação entre Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e outros. “É algo para os próximos anos”, pontuou.

O MDL é um instrumento desenvolvido para reduzir as emissões de gases que causam o efeito estufa. Por meio desse processo, é possível registrar projetos de redução de emissões nos países em desenvolvimento e, em seguida, vender essas reduções certificadas para países desenvolvidos, que dessa maneira podem cumprir suas metas de diminuição de emissão desses gases. Para que um projeto resulte em redução certificada de emissões (RCEs), as atividades precisam ser aprovadas pela Autoridade Nacional Designada.

Botsuana
A Autoridade Nacional Designada de Botsuana é a primeira comitiva o conhecer o trabalho realizado pela AND do Brasil, que é exercida no País pela Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima (CIMGC), na qual o Ministério da Ciência e Tecnologia exerce a Presidência e a Secretaria Executiva. A Comissão é responsável por apreciar e emitir pareceres sobre projetos que resultem em diminuição das emissões de gases causadores do efeito estufa. A visita segue à tarde e termina amanhã (6).

No encontro desta manhã, a comitiva foi recebida pelo coordenador de Cooperação Internacional da Assessoria de Assuntos Internacionais (Assin/MCT), Paulo Rogério Gonçalves, e pelo coordenador-geral de Mudanças Globais de Clima do MCT, José Domingos Miguez.

Após o acompanhamento dos trabalhos em Brasília (DF), a delegação segue para o Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). Nos dias 7 e 8, eles desembarcam no Rio de Janeiro onde acompanham o trabalho de análise de projetos. Em São Paulo, serão realizadas visitas técnicas em duas unidades que têm projetos de MDL aprovados pela Autoridade Nacional: um aterro sanitário e uma área de reflorestamento. Os integrantes da comitiva também analisarão o modelo de aprovação, as resoluções e procedimentos adotados internamente, o sistema de aprovação de propostas e o funcionamento da AND brasileira. (Fabio Lino - Assessoria de Comunicação do MCT)

Fonte: Agência CT

Cobertura vegetal urbana e conforto térmico em residências

Pesquisa feita em três regiões da cidade de São Paulo comprova que a vegetação urbana reduz a necessidade de ventiladores e aparelhos de ar-condicionado para manter o conforto térmico em residências, podendo reduzir o consumo de energia elétrica. O trabalho foi apresentado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP de Piracicaba, pela engenheira agrônoma Giuliana Del Nero Velasco, que sugere o plantio de árvores de grande porte no sistema viário para ampliar a redução de temperatura obtida com a cobertura vegetal.

O trabalho analisou áreas com diferentes densidades de vegetação na Zona Sul da cidade, a primeira com 3,72% de cobertura verde, a segunda com 11,71% e a terceira com 33,92%. “Os locais foram escolhidos por geoprocessamento, a partir das imagens de alta resolução do satélite Ikonos II", explica Giuliana. “Após a aplicação do Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI) e análise de mapas de clima já existentes, foi feito um levantamento de campo para confirmar os dados do sensoriamento remoto e definida uma amostragem de 100 residências em cada área”.

Em cada residência foram coletados dados sobre a cobertura vegetal, temperatura, umidade e, por meio de questionários, da presença de ar-condicionado e ventiladores. A concessionária de energia local forneceu informações sobre o consumo de eletricidade. “Por fim, realizou-se o cálculo dos graus-hora de calor, que indica quantos graus de temperatura a mais precisam ser retirados do ambiente de forma artificial”, completa a agrônoma.

No mês mais quente medido pela pesquisa (março), a área com menor vegetação apresentou 10 graus-hora de calor por dia, contra 3,91 graus-hora de calor da região com maior cobertura vegetal. “Isto mostra que o local com menos cobertura arbórea possui uma necessidade maior de refrigeração aritificial”, ressalta Giuliana, acrescentando que a temperatura às 9 horas chegou a ser 2,14 graus maior que a região mais arborizada. “Nessa área, a média de temperatura foi menor, o que resultou em um valor mais baixo de graus-hora de calor”.

Árvores
No mês de março, a área com menor cobertura vegetal chega a registrar um valor de 310 graus-hora de calor, enquanto a região mais arborizada teve 121,21 graus-hora de calor. Os questionários aplicados na pesquisa também mostram que o número de aparelhos de ar condicionado e ventiladores é semelhante nas três áreas. A média de ventiladores varia de 1,81 a 2,04 aparelhos por residência e de ar-condicionado, de 0,18 a 0,29 aparelhos por casa.

“Com esses números, não é possível estabelecer uma relação mais direta entre cobertura vegetal e consumo de energia, pois isso depende de outros fatores, como os hábitos de cada morador, a presença ou não dos aparelhos”, explica a agrônoma. “Mas o estudo deixa claro que a vegetação reduz a necessidade de se obter conforto térmico de forma artificial”.

Giuliana recomenda a ampliação do plantio de árvores de grande porte nas calçadas. “A pesquisa mostra que maior parte da vegetação está dentro das casas”, aponta. “Apesar de sua importância, os padrões construtivos em São Paulo mudam facilmente, o que faz com que um terreno residencial dê lugar a um prédio de escritórios ou um estacionamento e as árvores no interior dos lotes sejam derrubadas”.

Segundo a engenheira agrônoma, os benefícios serão maiores com o plantio de espécies de grande porte e não de arbustos. “Além de reduzir a temperatura, elas retêm poluentes, absorvem gás carbônico e reduzem o impacto das chuvas em maior escala, pois possuem copa e estrutura para isso”, ressalta. “O impacto das árvores na rede elétrica pode ser reduzido com o uso de fiação compacta, que não implica em aumento de custos e evitam podas em excesso”.

Fonte: Júlio Bernardes / Agência USP

Cogumelos comestíveis da Amazônia já eram usados por tribos indígenas


A riqueza dos cogumelos comestíveis da Amazônia - Os cogumelos comestíveis da Amazônia, fonte de proteína, já eram usados por tribos indígenas como os Yanomami

Alimento tradicional na culinária japonesa, os cogumelos comestíveis ainda são pouco conhecidos na Amazônia, exceto pelas tribos indígenas, como os Yanomami, que os consomem como fonte de proteína. Em busca de mais conhecimento sobre estes fungos, a equipe da bióloga do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT), Noemia Kazue Ishikawa, passou a estudar o cogumelo amazônico Lentinus strigosus (Kasikoirima, em Yanomami).

Em sua dissertação de mestrado em Agricultura no Trópico Úmido do Inpa (Cultivo micelial in vitro e elaboração de "semente-inóculo" de Lentinus strigosus, um cogumelo comestível isolado na Amazônia), Ruby Vargas-Isla mostra que o clima amazônico contribui para o cultivo desse fungo, uma vez que a temperatura média de produção dos principais cogumelos no mundo é de 25ºC.

Desenvolvido na Coordenação de Pesquisas em Tecnologia de Alimentos (CPTA) do Inpa, a pesquisa revelou que o L. strigosus apresentou bom crescimento a 35ºC, além de resistência até 45ºC, o que pode viabilizar a produção de cogumelos (fungicultura) na região. A fungicultura exige ambiente climatizado, o que acarreta gastos financeiros e contribui para o aquecimento global, com a emissão de gás carbônico (CO2). "O planeta está aquecendo, e é cada vez mais difícil cultivar cogumelos. O L. strigosus é um fungo termófilo, mais resistente ao calor", ressalta a pesquisadora.

E não é apenas a resistência ao calor que torna este cogumelo um grande potencial de cultivo comercial. "Relatos recentes mostram a ação de compostos isolados do L. strigosus contra o protozoário parasita da Doença de Chagas", disse a pesquisadora. Existem, também, os benefícios para a saúde, já que os cogumelos comestíveis são alimentos funcionais, que unem efeitos nutricionais a medicinais. Rico em proteína, sem gordura, o cogumelo é alimento certo nas dietas.

Risco
A pesquisadora alerta para os riscos de se coletar o L. strigosus na mata para o consumo sem uma orientação adequada. De acordo com ela, a diversidade de cogumelos na Amazônia é grande e pouco conhecida. Assim, enganos com cogumelos venenosos podem ocorrer. O L. strigosus ainda não é cultivado, nem pode ser encontrado nos supermercados, mas tem um forte potencial para a fungicultura na região. (Foto: Divulgação Ascom/Inpa / Assessoria de Comunicação do Inpa)

Fonte: Agência CT

Workshop BIOEN em Genômica de Cana-de-açúcar

A vez da cana
Cientistas do Brasil, França e Estados Unidos participaram, nesta segunda-feira (4/8), do Workshop do Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN) em Genômica de Cana-de-açúcar.

De acordo com a coordenadora do evento realizado na sede da Fundação, Marie-Anne Van Sluys, professora do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP), o objetivo do workshop foi realizar uma atualização do conhecimento na área.

“A proposta era trazer todos – tanto brasileiros como estrangeiros – para o nível do que temos hoje na genética e na genômica da cana-de-açúcar, com destaque para potenciais usos no melhoramento, na transformação e nos aspectos evolutivos”, disse Marie-Anne.

Segundo ela, o evento representou um primeiro passo para construir a plataforma e fazer o seqüenciamento do genoma da cana-de-açúcar. “O BIOEN realizará essa tarefa, em um primeiro momento, em pequena escala, seqüenciando mil pedaços lineares do genoma da cana que tenham regiões de interesse para o programa, nos próximos quatro anos”, salientou.

“A partir das discussões apresentadas no workshop ficou claro que o genoma é complexo, mas também que existem estratégias de diferentes lugares que vão nos ajudar a montar essa infra-estrutura”, afirmou.

Segundo a pesquisadora, o projeto tem duas vertentes, que permearam todas as apresentações. Uma delas é a que vai montar a infra-estrutura de seqüenciamento e análise. A outra corresponde às descobertas científicas que o projeto deverá gerar.

“Ainda conhecemos muito pouco sobre o que faz a cana ser diferente de espécies próximas como sorgo e arroz, ainda que compartilhem muitos genes em comum. Conhecemos vários dos ingredientes, mas a combinação deles é o que faz a cana ser o que ela é”, explicou.

Na abertura do evento, o diretor científico da FAPESP, Carlos Henrique de Brito Cruz, explicou que o programa BIOEN, lançado no dia 3 de julho, tem o objetivo de estimular e criar condições para que os cientistas do Estado de São Paulo desenvolvam projetos de pesquisas relevantes em temas relacionados à bioenergia.

“A bioenergia é uma importante oportunidade para o Brasil e para o mundo, por atender a necessidades que vão desde a geração de energia até as estratégias para limitar a emissão de gases de efeito estufa”, disse Brito Cruz.

Segundo ele, o Brasil tem uma liderança expressiva não apenas na produção de etanol, mas também no conhecimento relativo ao melhoramento genético da cana-de-açúcar. “O Programa BIOEN foi, portanto, construído sobre bases relevantes de conhecimento."

O BIOEN apóia pesquisa básica e aplicada sobre biocombustíveis, com o objetivo de acumular conhecimento para a produção sustentável e aplicações em áreas relacionadas à produção de bioenergia. A iniciativa conta com investimentos iniciais de R$ 73 milhões, envolvendo instituições acadêmicas ou em associação entre universidades e empresas.

Novas estratégias de seqüenciamento
Francis Quetier, responsável pelo Departamento de Ecossistemas e Desenvolvimento Sustentável da Agência Nacional de Pesquisa (ANR) da França, falou sobre a evolução das tecnologias e estratégias para o seqüenciamento do genoma.

Segundo ele, que foi o criador do Centro Nacional de Seqüenciamento (Genoscope), o seqüenciamento e a análise do genoma da planta impõem dificuldades técnicas específicas.

“O problema com o seqüenciamento da cana-de-açúcar é que ela tem uma estrutura cromossômica bastante complexa. As variedades mais utilizadas da planta têm uma centena de cromossomos, vários quase idênticos”, disse o professor francês.

No seqüenciamento parte-se de pequenos fragmentos de DNA para tentar reconstruir o que eles eram dentro do cromossomo. No caso da cana-de-açúcar, corre-se o risco de não conseguir saber em qual cromossomo estava cada seqüência, porque muitos deles são extremamente parecidos.

“Com isso, utilizando os aparelhos atuais, somos obrigados a utilizar o que chamamos de uma profundidade maior – ou o número de repetições feitas para cada cromossomo. Isto é, em vez de repetir o equivalente a 20 vezes o genoma, seremos obrigados a fazer cerca de 40 ou 50 vezes para ter mais confiabilidade”, explicou.

Com o advento de novos seqüenciadores, será possível chegar a 40 ou 50 vezes o equivalente ao genoma sem aumentar muito o custo, segundo Quetier. “Espero que com estratégias como o WGS possamos ter uma grande quantidade de informações sobre o genoma da cana-de-açúcar”, disse.

Segundo ele, a estratégia WGS consiste em quebrar o DNA em pequenos fragmentos que são seqüenciados isoladamente. Como há vários equivalentes genômicos, ocorre uma sobreposição dos fragmentos. Identificando essa sobreposição é possível reunir os fragmentos, reconstituindo a ordem dos nucleotídeos sobre cada um dos cromossomos.

“Acredito que conseguiremos a qualidade de informação que procuramos, combinando as estratégias disponíveis. Poderemos seqüenciar as extremidades de grandes regiões ou aumentar a profundidades de pequenos trechos”, afirmou.

Sorgo: modelo para a cana
Andrew Paterson, da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos, apresentou trabalho inédito no qual utilizou o mapeamento genético do sorgo para auxiliar na identificação de regiões ricas em genes semelhantes aos da cana-de-açúcar. Segundo o cientista, que é especialista em genomas de gramíneas, o trabalho será publicado em breve em uma revista de alto impacto.

“Há cerca de 15 anos sabemos que os genomas do sorgo e da cana-de-açúcar são muito semelhantes, exceto pelo fato de que o genoma do sorgo tem apenas uma cópia de cada cromossomo e o da cana-de-açúcar tem oito a dez cópias e que, por isso, é muito mais difícil para estudar”, disse.

O genoma do sorgo foi seqüenciado há cerca de dois anos e agora sua análise está nos estágios finais de conclusão. “Esperamos que a análise da seqüência genética do sorgo sirva como um ponto de partida, como um modelo, para chegar a um melhor entendimento do genoma mais complexo da cana-de-açúcar”, afirmou.

Glaucia Mendes de Souza, do Instituto de Química da USP, apresentou os resultados do Projeto Sucest-FUN, também conhecido como Projeto Genoma da Cana, que estabeleceu condições para o conhecimento de variações de expressão gênica em diferentes variedades de cana-de-açúcar.

Segundo Glaucia, o projeto, finalizado em 2003 – e que envolveu 240 pesquisadores de mais de 40 instituições, sendo 17 delas do exterior – avaliou o transcriptoma da planta e montou um vasto banco de dados sobre o material genético da planta.

“O banco de dados do Sucest reúne informações sobre o seqüenciamento de cerca de 240 mil fragmentos de genes, denominados ESTs, ou etiquetas de seqüência expressa. O projeto nos deu base para montar o BIOEN”, disse.

No workshop, Angelique D’Hont, do Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad), na França, falou sobre as comparações entre regiões ricas em genes de gramíneas e a estabilidade do genoma poliplóide da cana-de-açúcar.

O genoma do arroz foi o tema de Robin Buell, da Universidade Estadual de Michigan, e de Jan Leach, da Universidade Estadual do Colorado, nos Estados Unidos. Michel Vincentz, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), abordou o tema “Fatores de transcrição: kits de ferramentas genéticas para evolução de plantas”.

Os genomas da cana-de-açúcar e do sorgo foram abordados por Ray Ming, da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos. O genoma poliplóide da cana-de-açúcar e o desenvolvimento de marcadores moleculares foi o tema de Antônio Augusto Franco Garcia, do Departamento de Genética da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP.

“Da planta ao gene: como preservar, manter e explorar recursos genômicos” foi o tema de Helene Berges, do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS, na sigla em francês), da França. “Melhorando a cana-de-açúcar” foi o tema de Graham Bonnett, da CSIRO Plant Industry. “Ambiente genômico dos elementos transponíveis expressos da cana-de-açúcar” foi o tema de Marie-Anne Van Sluys.

Fonte: Fábio de Castro / Agência FAPESP

Pesquisador da UERJ participa de um dos maiores experimentos científicos do mundo o LHC

Coordenador do Grupo Física de Altas Energias do Departamento de Física Nuclear e Altas Energias do Instituto de Física da UERJ, Alberto Santoro é um dos pesquisadores a participar do projeto, cujo objetivo principal é encontrar a origem das massas das partículas, ou 'Higgs'.

O professor está com viagem marcada para o dia 21 de outubro. Nesta data, numa extensa área entre as fronteiras da Franca e Suíça, terá início um dos maiores experimentos já produzidos pelo homem: a inauguração do LHC, maior acelerador de partículas do mundo. O 'Large Hadron Collider' – o grande acelerador - possui 27 km de circunferência, está submerso a aproximadamente 100 metros de profundidade e demorou cerca de 19 anos para ser construído. Em seu interior existem 4 grandes detectores (CMS, Atlas, Alice e LHCB) que irão fornecer uma quantidade de dados até hoje inatingíveis.

Alberto Santoro esclarece a participação da UERJ neste experimento. O professor explica que os 4 detectores do LHC irão produzir uma grande quantidade de informações. Estas, em sua forma bruta, são diretamente transferidas para os computadores do CERN, nomeados de T0. Estes irão distribuí-las por centros de filtragens chamados de T1, que repassam para os Centros T2 somente as informações que correspondem às pesquisas às quais estão relacionadas.

A UERJ é um centro T2, responsável pelo armazenamento de parte das informações detectadas pelo CMS. Este detector é composto por 100 milhões de elementos individuais de detecção, cada um deles procurando sinais reveladores de novas partículas e fenômenos, numa velocidade de 40 milhões de vezes por segundo. Possui 5 metros de diâmetro, 21 metros de comprimento e pesa cerca de 12,5 toneladas.

A principal missão do CMS será a de desvendar os mistérios que rondam a existência, ou não, dos chamados 'Bóson de Higgs'. Considerado pelos grandes cientistas da atualidade como a única peça que falta para montar o quebra-cabeças que explicaria a 'materialidade' do universo, o 'Bóson' seria um campo de energia formando a partir do choque, em velocidade extrema, de múltiplas partículas. Na teoria, se uma energia for alta o suficiente, ela produz os 'Higgs' que se irrompe e depois se desfaz, ('decai', como dizem os físicos em seu jargão) produzindo uma coleção de outras partículas. É nesta fase do decaimento que se identifica os 'Higgs'.

Por muito tempo, acreditou-se que os átomos fossem a unidade indivisível da matéria. Depois, os cientistas descobriram que o próprio átomo era resultado da interação de partículas ainda mais fundamentais como léptons, férmions e bósons. Hoje, estima-se que haja um total de 18 partículas fundamentais, sendo que são 6 leptons, 6 quarks e outros 6 bósons. A idéia é identificar o movimento e o funcionamento destas partículas. Sabe-se, por exemplo, que os bósons intermediários transportam a interação entre as partículas. Mas há muito ainda o que se pesquisar.

O projeto do LHC foi desenvolvido pelo 'Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire' (CERN), entidade criada em 1954 com o objetivo de desenvolver experimentos na área da Física de partículas. As pesquisas envolvem mais de 10.000 pesquisadores de 500 instituições do mundo inteiro e a inauguração do LHC, programada para o dia 21 de outubro, será a sua maior realização nestes pouco mais de 50 anos de história e pesquisas.

Fonte:Henrique Galvão / UERJ

Comitiva japonesa visita a FAPESP

Relações estreitadas
Representantes do governo japonês se reuniram na segunda-feira (4/8) com o presidente da FAPESP, Celso Lafer, na sede da Fundação, em São Paulo. A visita teve como objetivos conhecer as modalidades de apoio à pesquisa científica, tecnológica e inovativa oferecidas pela Fundação, além de verificar possibilidades de futuras parcerias.

Integraram a comitiva o ministro de Relações Exteriores, Kenichiro Sasae, o diretor da Divisão da América do Sul do Ministério de Relações Exteriores, Shiraishi Kurato, e o cônsul-geral do Japão em São Paulo, Masuo Nishibayashi.

A reunião faz parte de uma ampla avaliação da política externa do governo japonês, de modo a definir caminhos estratégicos para o país. “Sasae, que há anos trabalha na área econômica e conhece muito bem o funcionamento do G8, transmitiu a visão do governo japonês frente a grandes temas internacionais”, disse Lafer.

Novas fontes de energia foi um dos temas discutidos com mais profundidade durante a reunião. “Como o Japão tem grandes preocupações com o meio ambiente, tivemos a oportunidade de expor destaques de nossa atuação nesse tema, em especial o Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN). Mostramos como na reflexão brasileira sobre a área energética há uma dimensão importante de pesquisa e desenvolvimento”, disse.

Lafer salientou o interesse da FAPESP em estabelecer contatos com instituições de apoio à pesquisa científica e tecnológica japonesas para a discussão de possíveis acordos. Os representantes do governo japonês se comprometeram a avaliar as linhas de atuação da Fundação de modo a identificar áreas de interesse estratégico para parcerias.

“Para a FAPESP é de grande importância uma maior interação com o Japão, um grande centro produtor de conhecimento, inovação e tecnologias aplicadas”, disse Lafer.

Fonte: Thiago Romero / Agência FAPESP

3ª Jornada do Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática da PUC-SP

A 3ª Jornada do Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática (NPPI) da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) será realizada no dia 20 de setembro, na capital paulista. Os trabalhos podem ser enviados até 18 de agosto.

O evento apresentará resultados de pesquisas desenvolvidas no núcleo com o objetivo de incentivar a produção de trabalhos sobre as interfaces entre psicologia e informática que possam colaborar para o avanço do conhecimento na área.

“Dependência em internet: acolhida e atendimento”, “Assistência em dependência não-química”, “Tratamento para dependência em internet”, “Serviço para dependência em internet via e-mail”, “Internet e infância: questões contemporâneas”, “Censura e pedofilia na internet” e “Internet e potencialidades psicopedagógicas” serão alguns temas em discussão.

Mais informações: www.pucsp.br/nppi/jornada

Fonte: Agência FAPESP