sábado, 2 de agosto de 2008

Hidratação e cuidado com a pele em períodos de seca


Seca exige hidratação e cuidado com a pele - Especialistas da UnB mostram como evitar doenças respiratórias. Cabelos também merecem atenção

Durante o inverno, os atendimentos a pacientes com sinusites, pneumonias, otites, rinites e resfriados aumentam em até 30% no Hospital Universitário de Brasília (HUB). Tudo em decorrência da queda da umidade relativa do ar e do frio, comuns nesta época do ano na capital.

Segundo o pneumologista Ricardo Martins, essas doenças ocorrem porque o sistema respiratório está entre as partes do corpo mais expostas ao meio externo. “O organismo precisa de temperatura e umidade adequadas para trabalhar”, explica. Quando algum desses fatores está fora do habitual, o organismo precisa compensá-lo para manter a ordem.

Por isso, quem não quer fazer parte das estatísticas pode tomar medidas simples, mas bastante eficazes. A principal delas é tomar pelo menos dois litros de água por dia. Para facilitar a conta, Martins sugere um copo a cada hora. “É preciso repor o que está faltando. O organismo é composto de mais de 60% de água, o que mostra a sua importância para a vida”, explica.

Além da ingestão do líquido, recomenda-se tomar outros cuidados em casa, no trabalho e na rua. Vale resgatar a idéia de colocar umidificadores na residência ou toalhas molhadas. No serviço, o ar condicionado, que resseca o ambiente, agrava a situação e deve ficar preferencialmente desligado. Se for inevitável que permaneça em funcionamento, a temperatura ideal é de 23ºC.

Além disso, ao circular pelos centros urbanos, o ideal é evitar regiões de grande fluxo de veículos, a exemplo da Rodoviária do Plano Piloto ou do centro de Taguatinga. Com a queda da umidade, a poluição atmosférica tende a se acentuar e a favorecer as doenças respiratórias.

COMIDA
No almoço, café e jantar, também há medidas que devem ser adotadas. Entre elas, priorizar alimentos ricos em líquidos, como frutas, verduras e legumes. E para não perder o costume, deixar de lado comidas gordurosas, que sobrecarregam o sistema digestivo.

Quanto à prática de esportes, nada de exercícios no começo da tarde, principalmente entre as 14h e as 15h. “É maléfico para o organismo”, diz Martins. O período da manhã, até as 9h, e da tarde, depois das 17h, são os mais indicados para essas atividades.

Tira-dúvidas
A pele é um dos órgãos mais afetados nessa época do ano e requer cuidado constante. Veja abaixo as dicas da dermatologista do HUB Carmélia Reis para manter a saúde da sua.

É preciso usar creme hidratante sempre?
A hidratação da pele é muito importante, consistindo tanto na reposição da água perdida, bem como em reter água e óleos existentes na superfície da pele que formam uma camada protetora: o manto hidrolipídico. Ele age como uma barreira contra agressões externas, além de manter a pele lubrificada e hidratada.

O que acontece com quem não toma esses cuidados?
Os sintomas de pele ressecada são escamação, prurido (coceira), opacidade, aspereza, falta de elasticidade, suscetibilidade e irritações. Favorecem esses sintomas os fatores ambientais e climáticos, como a radiação-UV, temperaturas frias, vento, umidade baixa e banhos quentes. A perda da elasticidade antecede o aumento rápido da formação de rugas na pele. A exposição excessiva à radiação-UV é a maior responsável pelo câncer de pele.

Qual a recomendação para o banho?
A água é absolutamente essencial para o funcionamento normal da pele, principalmente da sua camada mais externa, o estrato córneo. Os banhos devem ser tépidos (mornos), rápidos e com pouco sabonete, aplicado somente nas áreas essenciais. Óleo de uva, óleo de purcelin e óleo de amêndoas doces podem ser aplicados ainda com o corpo umedecido.

E para lavar os cabelos?
Os cabelos também sofrem com as agressões do tempo. Tornam-se ressecados, sem brilho, eletrizados e quebradiços. A palavra de ordem é lavar os cabelos com água temperada (com pouco calor), no meio do dia, quando a temperatura ambiente está estabilizada. O número de vezes varia de acordo com a rotina de cada um, sempre com xampus adequados ao tipo de cabelo.

Posso fazer escova todos os dias?
O controle da temperatura dos secadores é muito importante em qualquer época do ano, principalmente na estação do frio. Não deve ser uma rotina. É fundamental a aplicação, ainda com os cabelos úmidos, de uma fina camada de silicone mineral para proteger e hidratar os fios do cabelo.

Como melhorar a hidratação dos fios?
Os cuidados com os cabelos devem ser na mesma proporção que se tem com o corpo. Recomendamos o uso de xampus sem resíduos, máscaras hidratantes e cremes condicionadores, contendo proteínas hidrolisadas, manteiga de karité, vitamina E, B5, extrato de cacau, óleo de lanolina ou abacate, entre outros. O uso concomitante, por via oral, de cápsulas contendo biotina, sílica, l-cisteína, queratina, vitaminas e minerais melhoram a qualidade dos cabelos.

E em relação às unhas?
As unhas também sofrem nessa estação do ano; apresentam-se frágeis, ressecadas, estriadas, descamativas e quebradiças. Evite o uso de Triclosan e de agentes químicos presentes em produtos de limpeza, entre outros. Recomendamos a hidratação contínua, uso local de ativos contendo uréia, lanolina e ácido lático; o uso oral de substâncias contendo biotina promove o estímulo de queratinização e o fortalecimento das unhas.

* É fundamental a orientação do seu dermatologista para todos os tratamentos recomendados.

Entendendo a baixa umidade relativa do ar
Basta olhar os avisos do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para perceber que a baixa umidade relativa do ar não é privilégio do Distrito Federal. Estados em todas as cinco regiões do País têm recebido os alertas do órgão. A coordenadora do Laboratório de Climatologia Geográfica (LCGea) da UnB, Ercília Steinke, explica: o fenômeno é causado, entre outros motivos, pela presença de uma massa de ar originada em uma região de alta pressão atmosférica no oceano Atlântico que age na região durante todo o inverno.
Essa massa vem do mar com umidade, mas a deixa no litoral, motivo pelo qual chove em cidades de praia nessa época do ano. “Quando chega no interior do Brasil, já está seca”, diz. Além disso, a pesquisadora lembra que o DF fica, nesse período do ano, sob o predomínio de um sistema meteorológico de alta pressão atmosférica (anticiclone) que dificulta a ascensão do ar quente para que sejam formadas as nuvens de chuva.
Para quem não entende como frio e umidade relativa do ar baixa convivem no Planalto Central, a justificativa vem da interação entre a massa de ar seca (massa Tropical Atlântica) e outra massa de ar fria (massa Polar Atlântica) com bastante energia, vinda do Sul do País. O lago Paranoá não interfere no aumento da umidade relativa. “Ele não contribui em nada para a alteração dos valores de umidade relativa, mas sim para os valores de umidade absoluta. Entretanto, isso só acontece nas suas margens. Todo vapor d´água produzido do lago é consumido lá mesmo”, afirma.
PERFIL
Ricardo de Melo Martins é mestre em Medicina (Clínica Médica), com graduação em Medicina pela UnB. Integra o quadro dos Professores da Área de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UnB e do corpo clínico do Serviço de Pneumologia do HUB/UnB. Contatos pelo e-mail

Carmélia Reis é doutora em Medicina (Dermatologia) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mestre em Medicina pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Graduou-se em Medicina pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Contatos pelo e-mail

Ercília Steinke é doutora em Ecologia, mestre em Tecnologia Ambiental e Recursos Hídricos, com graduação em Geografia, todos pela Universidade de Brasília (UnB). Contatos pelo e-mail

Fonte: Fabiana Vasconcelos / UnB

CGEE coordena planejamento estratégico da Finep

Mudança organizacional da Finep será baseada em processo de planejamento estratégico já iniciado e coordenado pelo CGEE

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) escolheu o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) para coordenar a elaboração de seu Planejamento da Gestão Estratégica (PGE). O objetivo do trabalho, iniciado em julho último, é produzir, por meio de análises e estudos, o conhecimento necessário para embasar a mudança organizacional pela qual passará a agência a partir de 2009, com uma visão estendida a 2013 e 2023.

A agência quer a participação de seus funcionários, stakeholders e outros especialistas em todas as etapas do processo. Por isto, sete grupos temáticos já foram criados, com a participação de 129 funcionários das várias áreas da Finep. O trabalho será concluído em dezembro deste ano e faz parte da agenda que o Centro mantém com o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) no âmbito do contrato de gestão.

Antonio Carlos Galvão, diretor do CGEE que supervisiona o projeto, conta que a gênese do processo envolveu várias conversas com a direção da Finep, e também com a assessoria de planejamento da empresa. De acordo com ele, o processo agora começa a ganhar ritmo. “Parte expressiva do corpo técnico da Finep já está mobilizada nos grupos temáticos”, comenta. “O processo vai envolver a casa inteira”.

Os estudos que o CGEE realizará objetivam identificar tendências futuras, e avaliar o impacto delas, em fomento, crédito e investimento -- os três principais campos de atuação da Finep. A visão de futuro da agência e o foco de sua atuação serão definidos a partir da realização de estudos de futuros – que levem em conta os ambientes macroeconômico, político e de inovação, bem como a sua missão. O projeto ainda pretende fornecer elementos para a construção de um novo modelo de gestão e um plano de ação para a agência. “Há a expectativa de que a gente possa fornecer as bases para uma mudança sensível na forma de atuação da empresa, no sentido de mudar concepções, aperfeiçoar procedimentos, redefinir a maneira pela qual a Finep opera no sistema”, analisa Galvão.

Segundo Eliane Bahruth, superintendente da Área de Planejamento da Finep (Apla), nos últimos dois anos a empresa passou por um crescimento significativo, tanto em volume de recursos para suas operações quanto em importância no cenário de CT&I do País. “Várias reflexões internas se tornam necessárias para propiciar um crescimento estruturado que aprimore e consolide sua atuação estratégica no curto, médio e longo prazos”, avalia.

As fases do planejamento
O Planejamento de Gestão Estratégica vai se desenrolar em quatro fases. Na primeira, já concluída, houve o lançamento do processo e a implantação do Modelo de Governança e dos Grupos Temáticos (GT). Os GTs dedicam-se ao estudo de temas como: ambiente de financiamento à inovação; modelo institucional; modelo de gestão; RH e cultura; gestão do conhecimento; imagem institucional e comunicação; infra-estrutura e ambiente de trabalho. Os coordenadores de cada GT fazem parte de um Grupo Gestor (GG), composto ainda pelo coordenador da Área de Planejamento (Apla) da Finep e representantes do CGEE. Este grupo se reúne a cada 15 dias para compartilhar informações e garantir a interação entre os grupos temáticos, que se encontram semanalmente.

Há, ainda, o Núcleo de Coordenação do PGE, responsável não só pela aplicação da metodologia mas também por questões administrativas, como acompanhamento e suporte às atividades de mobilização e de validação das etapas e definição de estratégias para a aplicação do referencial teórico-metodológico associado ao planejamento. O Grupo Orientador (GO) tem a responsabilidade de oferecer orientação estratégica, política e institucional durante o processo; têm assento nele a diretoria executiva da agência, a presidenta e o diretor supervisor do CGEE; um superintendente de cada uma das diretorias da Finep, e o chefe de gabinete. O GO se reúne uma vez por mês. A concepção é de que o processo se guie por meio de muito diálogo e com flexibilidade. Serão evitadas decisões impositivas e procuradas as convergências entre diferentes pontos de vista.

Cronologia das fases
O trabalho está agora na segunda fase, chamada de inicial, quando há a coleta de dados que servirão de base para a elaboração dos estudos. Entre as informações coletadas, estão diagnósticos anteriores, situação atual da Financiadora, as parcerias, características e expectativas do corpo funcional em relação a sua carreira dentro da instituição. Depois da coleta de informações, a proposta é construir um panorama atualizado da agência, extraindo conclusões das oficinas para identificação das forças, fraquezas, oportunidades e ameaças. Um portal digital dedicado ao planejamento da gestão estratégica da Finep foi disponibilizado aos participantes e todo o corpo funcional, para viabilizar a participação por meio de fóruns de discussão e dar acesso a documentos e à agenda de atividades. Também estão previstas consultas estruturadas para apurar a percepção do corpo de funcionários sobre temas específicos e dos stakeholders sobre o posicionamento estratégico da Finep atual e futuro, no Sistema Nacional de CT&I.

Na terceira etapa do trabalho do PGE, de consolidação, as informações obtidas anteriormente serão analisadas e discutidas exaustivamente pelas equipes da Finep, do CGEE e stakeholders. Além disso, prevê-se a validação da linha do tempo e a definição de marcos estratégicos da instituição. A última fase, chamada de ‘comprometimento’ representa a construção final da proposta de planejamento da gestão estratégica da Finep. Essa é a etapa em que se espera obter a declaração da visão de futuro da instituição, bem como a estruturação de um roadmap estratégico norteador para a execução das propostas do estudo.

Desafio
Para Antonio Carlos Galvão, coordenar o planejamento para a Finep é “um desafio instigante para o CGEE”. Ele destaca a sólida e permanente parceria entre as duas instituições, já que a agência está presente em grande parte das atividades do Centro. “A Finep e o CGEE têm intimidade. É uma financiadora e ativa participante na direção do Centro, pois integra o seu Conselho de Administração”, observa Galvão. Para ele, essa oportunidade concreta de participar da elaboração do planejamento da gestão estratégica da Finep representa para o CGEE a chance de organizar uma série de reflexões que o Centro vem fazendo, com vários matizes e com vários parceiros.

Um desses trabalhos resultou no lançamento, em março deste ano, pelo CGEE, da publicação “Apreciação da Chamada 2006 do Programa de Subvenção Econômica à Inovação”, que divulga os resultados da avaliação do primeiro edital do programa realizado pela Finep.

Eliane Bahruth também está satisfeita com o trabalho, já que, segundo ela, dentre as instituições que lidam com estudos do futuro, o CGEE, por sua ligação institucional com o MCT, tem a inovação e atividades de C&T incorporadas às suas atividades. Eliane ainda ressalta que a experiência adquirida pelo CGEE com o desenvolvimento de planos estratégicos para os institutos do MCT comprovam a expertise do Centro no assunto.

Na semana passada, uma nova etapa do PGE se iniciou, com a realização de seminários e oficinas de trabalho. A primeira da série de palestras a serem realizadas foi a do especialista Gilberto Jannuzzi, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Ele apresentou ao quadro de funcionários da Finep um amplo cenário sobre o futuro da energia.

Fonte: CGEE

Espécie brasileira de bambu (Glaziophyton mirabile) ameaçada de extinção

A espécie brasileira de bambu, Glaziophyton mirabile, sofre grande risco de extinção, segundo o biólogoLuiz Sergio P. Sarahyba, integrante da American Bamboo Society, entidade que pesquisa espécies de bambu de todo mundo, e ex-membro da Comissão de Sobrevivência de Espécies, da IUCN.

O biólogo conta que esteve pessoalmente no ambiente natural de Glaziophyton mirabile com o Dr Ruy Valka Alves e Dra. Andréa Costa, do Museu Nacional de Itatiaia, e Dra Lynn Gail Clark (IOWA). “Para nós, foi um grandioso momento. Caminhamos muito para chegar até ela e, de fato, constatamos a situação frágil da pequena população da espécie”, lembra.

Ele descreve a planta como uma espécie distinta, de estratégia de sobrevivência especial. “Inicialmente descrita como uma espécie sem folhas, em decorrência da ausência de regiões nodais no colmo (espécie de caule) externo, verificamos que não se tratava de uma espécie áfila (sem folhas), na realidade, a emissão de folhas acontece exatamente no ápice do colmo, cumprindo assim a função de realização da fotossíntese da lâmina foliar”, explica.

De acordo com o biólogo, caso as queimadas locais não a tenham transferido da lista de espécies endêmicas e ameaçadas para a lista das espécies extintas, os poucos exemplares ainda existentes da espécie estão localizados no ápice do Morro da Cuca na Área de Proteção Ambiental de Petrópolis. “Seria uma ação de conservação "in situ" de grande relevância criar um cinturão de proteção a esta espécie tão especial da flora de bambus brasileiros, já que não vejo nenhuma chance de sobrevivência desta espécie fora de seu ambiente natural”, propõe. (AMDA / Fórum de ONGs – Rede Mata Atlântica.)

Fonte: Sbef News

UnB promove a Semana Cultural da Bolívia

Programação:

- Dia 3, domingo: palestra e exibição do filme Evo Pueblo, de Tonchy Antezana;

- Dia 4, segunda-feira: Los Andes no Creen en Dios, de Antonio Eguino;

- Dia 5, terça-feira: exibição do filme Evo Pueblo, de Tonchy Antezana. Às 19h30, abertura da exposição fotográfica Bolívia Além do Tempo, na sede da CAL (SCS, Quadra 4, Edifício Anápolis). Visitações até 31 de agosto, de terça a sexta-feira, das 10h às 20h, e aos sábado s, domingos e feriados, das 12h às 18h;

- Dia 6, quarta-feira: às 9h, oferenda floral, na Praça do Buriti, em frente ao Busto Simón Bolívar;

- Dia 7, quinta-feira: exibição do filme Los Andes no Creen en Dios, de Antonio Eguino;

- Dia 8, sexta-feira: exibição do fime Evo Pueblo, de Tonchy Antezana.

EXPOSIÇÃO
- De 7 de agosto a 3 de setembro, no Espaço Piloto da UnB (Edifício de Oficinas Especiais, bloco A, campus do Plano Piloto). Memórias Herdadas, Desenhos de Gabinete, Um e Meca, exposições de quatro artistas pelo Projeto Artista Selecionado. Visitações de segunda a sexta, das 10h às 19h e aos sábados das 9h às 13h.

- De Brasília à Tropicália: Utopia da Modernidade, até 30 de agosto, no Museu Nacional do Conjunto Cultural da República (Esplanada d os Ministérios). A exposição reúne obras do acervo da Casa da Cultura da América Latina (CAL) da UnB, esculturas, objetos históricos, vídeo-instalações, gravuras e serigrafias. Visitações de terça a sexta-feira, das 9h às 21h, e aos sábados, domingos e feriados, das 9h às 19h.

Maiores informações pelo telefone 3321 5811 (Casa da Cultura da América Latina) e pelo 3307 3726 (Espaço Piloto-UnB).

Fonte: UnB

Seminários de Inovação acontecem em nove estados

Começam nesta quarta-feira (7) os Seminários de Inovação, projeto desenvolvido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em parceria com o Movimento Brasil Competitivo (MBC).

Os eventos são parte do Programa Nacional de Sensibilização e Mobilização para Inovação (Pró-Inova/MCT), que segue o Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação (PACTI 2007/2010). A iniciativa também conta com a parceria do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT), entre outros. Fortaleza (CE) sediará o primeiro evento nesta quarta-feira (7), mas a programação continua até 18 de setembro em mais oito cidades: Maceió (AL), Aracaju (SE), Blumenau (SC), Vitória (ES), Divinópolis (MG), Curitiba (PR), Campina Grande (PB) e Petrolina (PE). As inscrições para os seminários são gratuitas.

O principal objetivo dos Seminários é difundir a importância da inovação para o incremento de competitividade nas empresas. O evento é dirigido, principalmente, a empresários e estudantes, que poderão conhecer os instrumentos de incentivo à inovação existentes em todo o País.

Por meio do Pró-Inova são divulgadas a legislação e os instrumentos de apoio da área. A Finep participará dos eventos fazendo a apresentação dos tipos de financiamento disponíveis na agência para empresas e academia.

Criado em 2001, o Movimento Brasil Competitivo (MBC) tem a participação de dezenas de empresas privadas e estatais, universidades e institutos de pesquisa, com a finalidade de fomentar o desenvolvimento nas organizações. O MCB congrega as funções do Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP) e do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade (PBQP). Saiba mais aqui.

Serviço
Locais e datas :
  • Fortaleza (CE): 7/8
  • Maceió (AL): 13/8
  • Aracaju (SE): 14/8
  • Blumenau (SC): 27/8
  • Vitória (ES): 3/9
  • Divinópolis (MG): 4/9
  • Curitiba (PR): 9/9
  • Campina Grande (PB): 16/9
  • Petrolina (PE): 18/9
Horário: das 18h30 às 21h30
Mais informações e inscrições - (61) 3229-2101 ou pelo e-mail (Assessoria de Imprensa da Finep)

Fonte: Agência CT

Representantes de Botsuana chegam ao Brasil para conhecer experiência com MDL

Os procedimentos adotados no Brasil para análise, avaliação e aprovação de projetos de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL) poderão nortear as ações da Autoridade Nacional Designada (AND) de Botsuana.

Na próxima semana, a partir de 5 de agosto, representantes da nação africana chegam ao Brasil para conhecer o trabalho realizado pela Autoridade Nacional Designada, que é exercida no País pela Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima (CIMGC), em relação a qual o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) exerce a Presidência e a Secretaria Executiva. A Comissão é responsável por apreciar e emitir pareceres sobre projetos que resultem em diminuição das emissões de gases causadores do efeito estufa.

A visita técnica começa por Brasília (DF), onde a comitiva conhecerá o trabalho realizado pela Cordenação-Geral de Mudança Globais de Clima do Ministério da Ciência e Tecnologia e pela CIMGC. A comitiva será recebida pelo chefe de Assessoria de Assuntos Internacional (Assim/MCT), José Monserrat Filho, pelo secretário-executivo da Comissão Interministerial de Mudanças Globais do Clima, José Domingos Miguez e por representantes dos ministérios das Relações Exteriores, Meio Ambiente e Minas e Energia.

Após o acompanhamento dos trabalhos em Brasília (DF), 5 e 6 de agosto, a delegação segue para o Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). Nos dias 7 e 8, eles desembarcam no Rio de Janeiro onde acompanham o trabalho de análise de projetos. Em São Paulo, serão realizadas visitas técnicas em duas unidades que tem projetos de MDL aprovados pela Autoridade Nacional, um aterro sanitário e uma área de reflorestamento. Os integrantes da comitiva também vão analisar o modelo de aprovação, as resoluções e procedimentos adotados internamente, o sistema de aprovação de propostas e o funcionamento da ADN brasileira.

MDL
O MDL é um instrumento desenvolvido para reduzir as emissões de gases que causam o efeito estufa. Por meio desse processo, é possível registrar projetos de redução de emissões nos países em desenvolvimento e, em seguida, vender essas reduções certificadas para países desenvolvidos, que dessa maneira podem cumprir suas metas de diminuição de emissão desses gases. Para que um projeto resulte em redução certificada de emissões (RCEs), as atividades precisam ser aprovadas pela Autoridade Nacional Designada. (Rafael Godoi - Assessoria de Comunicação do MCT)

Fonte: Agência CT