quinta-feira, 31 de julho de 2008

2º Simpósio de Pesquisa do CEFETES

Nos dias 21 e 22 de agosto será realizado o II Simpósio de Pesquisa do Cefetes. O evento tem como objetivos a divulgação da produção científica, tecnológica, artística e cultural da Instituição e a articulação dos diversos setores envolvidos na produção científica e tecnológica em torno de ações e projetos de interesse comum.

Este ano o evento integrará o Cefetes e as Escolas Agrotécnicas Federais de Alegre, Colatina e Santa Tereza no modelo de Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, ampliando ainda mais a possibilidade de interação entre as diversas áreas do conhecimento.

Já está confirmada a presença do diretor da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio - Fiocruz, André Malhão, da vice-diretora de Pesquisa da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio - Fiocruz, Isabel Brasil, e do professor da Universidade Federal de Minas Gerais, Rochel Lago.

As inscrições para o envio de trabalhos podem ser feitas até o dia 15 de agosto. Mais informações, acesse cefetes.pesquisa.googlepages.com/programaiisimposio

Confira a programação:

Dia 21 de agosto - Salão de Convenções da Unidade Vitória

8 às 9 horas - Credenciamento

9 às 9h30min - Abertura e boas-vindas

9h30min às 10h30min - Conferência de abertura: Áreas estratégicas para o desenvolvimento científico e tecnológico do Estado do Espírito Santo (secretário de Estado de Ciência e Tecnologia - Rogério Silveira de Queiroz)

10h30min às 11 horas - Coffee-break

11 às 12h30min - Mesa-redonda: Ações regionais de fomento à C,T&I em Instituições de Educação Profissional e Tecnológica. Coordenação: Thalmo de Paiva Coelho Jr.
Debatedores: Luciano Peixoto (Fapes), Silvio Ramos (Facitec-Vitória) e Isabel Brasil (EPSJ-Fiocruz).

12h30min às 13h30min - Almoço

13h30min às 14h30min - Relato da experiência da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio na gestão de ensino, pesquisa e extensão (André Malhão - diretor da EPSJV-Fiocruz)

14h30min às 15 horas - Apresentação Oral

15 às 15h30min - Apresentação oral - O Centro de Pesquisa, Inovação e Desenvolvimento do Espírito Santo - CPID (Aurélio Barreto Neto - Cefetes)

15h30min às 16 horas - Coffee-break

16 às 16h30min - Sessão de pôsteres

16h30min às 17 horas - Apresentação oral

17 às 17h30min - Parque Tecnológico de Econegócios (Mirela Chiapani - Instituto Marca de Desenvolvimento Socioambiental - IMADESA)

17h30min - Encerramento do 1º dia

19 horas - Evento cultural (apresentação da Orquestra Pop&Jazz, no Teatro do Cefetes)


Dia 22 de agosto

9 às 10h30min - Conferência: Pesquisa e empreendimento tecnológico - Prof. Rochel Lago (UFMG)

10h30min às 11 horas - Coffee-break

11 às 12 horas - Conferência: Desenvolvimento tecnológico e inovação na cooperação universidade - empresa (professor Antônio Alberto Fernandes - Nites-Ufes)

12 às 13h30min - Almoço

13h30min às 14 horas - Apresentação oral

14 às 14h30min - Apresentação oral

14h30min às 15 horas - Sessão de pôsteres

15 às 15h30min - Coffee-break

15h30min às 17 horas - Mesa-redonda: Ações nacionais de fomento à C,T&I em instituições de educação profissional. Coordenação: Tadeu Pissinati Sant'Anna
Convidados: Moisés Domingos Sobrinho - Setec-Mec, Representantes da Finep, MCT, CNPQ e Capes

17 às 17h30min - Avaliação do Simpósio

17h30min - Encerramento

Estandes:
Nites (Núcleo de Inovação Tecnológica do ES)
Editoras e Revistas Científicas das IFETs
Incubadora de Empresas de Base Tecnológica do Cefetes

Posteres:
Pesquisas realizadas nas IFETs
Pesquisas realizadas em cooperação internacional
Pesquisas nas Escolas Agrotécnicas Federais

Evento Prévio:
No dia 20 de agosto será realizado na Unidade Serra o Simpósio Regional das Instituições Federais de Educação Profissional e Tecnológica: Desafios da pesquisa, pós-graduação e inovação da Rede Federal.
Tecnológica do Cefetes

Posteres:
Pesquisas realizadas nas IFETs
Pesquisas realizadas em cooperação internacional
Pesquisas nas Escolas Agrotécnicas Federais

Evento Prévio:
No dia 20 de agosto será realizado na Unidade Serra o Simpósio Regional das Instituições Federais de Educação Profissional e Tecnológica: Desafios da pesquisa, pós-graduação e inovação da Rede Federal.

Maiores informações pelo site.

Fonte: CEFETES

Efeitos da produção de etanol e biodiesel sobre a produção agropecuária do Brasil

Biocombustível não ameaça alimentos - Produtividade agrícola aumentou em 11 anos e permite convivência dos dois setores, conclui pesquisa da UnB

Para explicar a alta do preço de alimentos no mundo, o argumento mais comum é jogar a culpa na produção de biocombustíveis. Ou seja, a oferta de comida teria diminuído em decorrência da redução de áreas agriculturáveis para o setor, levando a uma inflação nas gôndolas dos supermercados. No entanto, um estudo feito na Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da Universidade de Brasília (UnB) mostra que essa explicação está equivocada, pois os dois setores convivem perfeitamente, sem que um afete a produção do outro.

Para que houvesse prejuízo à disponibilidade de alimentos no Brasil, as estatísticas deveriam apontar queda nas safras. Mas o que vem acontecendo é exatamente o contrário, diz a economista Isabel Murillo Hernandez, autora da pesquisa. A produtividade das culturas de milho, arroz e feijão cresceu entre os anos de 1995 e 2006. E o mais surpreendente: a produção agroalimentar tem aumentado sem precisar de novas terras.

As culturas alimentares, sem necessidade de ocupar novas áreas, deixaram disponíveis espaços para o avanço do plantio de matéria-prima para os biocombustíveis, como soja e cana-de-açúcar. “Por isso, não há como se falar em concorrência entre elas”, afirma a economista.

A produção de milho, por exemplo, aumentou de 36,2 milhões de toneladas para 42,6 milhões em uma década, período em que a produtividade cresceu de 2,5 toneladas por hectare (t/ha) para 3,2 t/ha, uma evolução de 27%. Além disso, o espaço ocupado por essa lavoura, que era de 14,1 milhões de hectares, passou para 12,9 milhões de hectares.

Quanto ao arroz, foram colhidas 11,2 milhões de toneladas em 1995 e 11,5 milhões em 2006, com aumento na produtividade, que era de 2,5 t/ha e foi para 3,8 t/ha. Esses fatores fizeram com que essas lavouras liberassem mais de 25% da área anteriormente utilizada, passando de 4,4 milhões de hectares para 3 milhões hectares.

O mesmo efeito se verifica com o feijão, cuja produção saltou de 2,9 milhões de toneladas para 3,4 milhões. A produtividade subiu de 0,5 t/ha para 0,8 t/ha, enquanto a área necessária para o plantio também foi menor, diminuindo de 5,3 milhões de hectares para 4,2 milhões de hectares.

Para a pesquisadora, os dados engrossam as vozes que defendem os biocombustíveis, tendo em vista declarações recentes de autoridades internacionais, como o Banco Mundial (Bird), de que a crise dos alimentos seria causada por essa fonte de energia limpa. “O preço do petróleo é que está afetando os custos de produção, que tem o efeito de encarecimento dos transportes e insumos”, afirma.

SOJA
O trabalho mostra, ainda, em números, o inegável avanço das culturas de soja e de cana-de-açúcar, puxado, em parte, pelos biocombustíveis. Ao contrário das culturas de alimentos, que se utilizaram apenas da melhoria de técnicas que aumentam a produtividade, essas lavouras também se valeram da ocupação de mais terras para incrementar a produção.

Entre 1995 e 2006, por exemplo, a produção da soja simplesmente dobrou. De 25,6 milhões de toneladas, saltou para 52,4 mi. A produtividade subiu de 2,1 para 2,3 t/ha, assim como a área plantada, que foi de 11,7 milhões de hectares para 22 milhões. Para se expandir, a cultura se aproveitou dos espaços liberados pelas lavouras de milho, arroz e feijão. Também pelas pastagens naturais e pastagens plantadas.

Por sua vez, as plantações de cana-de-açúcar, que gera o etanol, acompanharam a tendência da soja. Em termos de produção, os números são de 303,6 milhões de toneladas em 1995 e 457,2 milhões em 2006; produtividade de 65,4 t/ha para 73,9 t/ha; área de 4,6 milhões de hectares para 6,1 milhões de hectares.

Isabel diz que, em um futuro ainda distante, pode surgir uma competição via preços de mercado por áreas destinadas a culturas de produtos alimentícios e biocombustíveis, já que o empresário investe naquilo que oferece mais retorno. Nesse caso, entrarão em cena os arranjos institucionais para regular e estabelecer o equilíbrio da produção agroalimentar e agroenergética. A pesquisa mostra que, pelo menos por enquanto, a produção de alimentos deve se manter dentro do atual patamar da demanda, sem que a produção de biocombustíveis prejudiquem a oferta de alimentos.

A economista, que é funcionária do Ministério da Agricultura do Equador e vai retornar ao país, espera que os conhecimentos adquiridos sobre a experiência do Brasil auxiliem o seu país em decisões de políticas a respeito de investimentos em biocombustíveis.

Veja a relação entre aumento e diminuição de áreas plantadas por três macrorregiões no Brasil (de 1995 a 2006, considerando médias de crescimento):

- Norte/Nordeste

Aumentou

  1. Soja: + 858,8 mil hectares
  2. Milho: + 134 mil hectares

Diminuiu

  1. Pastagens naturais: - 894 mil hectares
  2. Pastagens plantadas: - 811 mil hectares
  3. Arroz: - 87,8 mil hectares
  4. Cana-de-açúcar: - 76,6 mil hectares
  5. Feijão: - 51,9 mil hectares

- Sul/Sudeste

Aumentou

  1. Soja: + 2.168,5 mil hectares
  2. Cana-de-açúcar: + 153,3 mil hectares

Diminuiu

  1. Pastagens naturais: - 875,8 mil hectares
  2. Pastagens plantadas: - 616,5 mil hectares
  3. Feijão: - 322,5 mil hectares
  4. Milho: - 241,3 mil hectares
  5. Arroz: - 26,8 mil hectares

(São Paulo)

Aumentou

  1. Cana-de-açúcar: + 427,2 mil hectares
  2. Soja: + 119,2 mil hectares

Diminuiu

  1. Pastagens plantadas: - 213,1 mil hectares
  2. Milho: - 83,6 mil hectares
  3. Pastagens naturais: - 60,6 mil hectares
  4. Arroz: - 49,4 mil hectares
  5. Feijão: - 16,9 mil hectares

- Centro-Oeste

Aumentou

  1. Soja: + 2.890,6 mil hectares
  2. Milho: + 448,4 mil hectares
  3. Cana-de-açúcar: + 103,1 mil hectares
  4. Arroz: + 8,7 mil hectares
  5. Feijão: + 5,8 mil hectares

Diminuiu

  1. Pastagens plantadas: - 937,9 mil hectares
  2. Pastagens naturais: - 371,7 mil hectares

(Goiás)

Aumentou

  1. Soja: + 1.021,2 mil hectares
  2. Cana-de-açúcar: + 55,9 mil hectares
  3. Feijão: + 8,9 mil hectares

Diminuiu

  1. Pastagens plantadas: - 430,9 mil hectares
  2. Pastagens naturais: - 155,1 mil hectares
  3. Milho: - 114,4 mil hectares
  4. Arroz: - 40,6 mil hectares

ESTATÍSTICAS
A dissertação de mestrado Efeitos da produção de etanol e biodiesel sobre a produção agropecuária do Brasil de Isabel Murillo Hernandez foi orientada pelo professor Flávio Borges Botelho Filho e usou dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE. Contatos pelo e-mail.

PERFIL
Isabel Murillo Hernandez é mestre em Agronegócios pela Universidade de Brasília (UnB), e economista formada pela Pontificia Universidad Católica del Ecuador.

Fonte: UnB

130 mil pessoas perdem a vida no Brasil por causa da violência

Vácuo de conhecimento
A cada ano, cerca de 130 mil pessoas perdem a vida no Brasil por causa dos mais diversos tipos de violência. Foi com esse dado que o sociólogo Gláucio Soares abriu sua palestra no 6º Encontro da Associação Brasileira de Ciência Política, nesta quarta-feira (30/7), na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O pesquisador, do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj), atribuiu as responsabilidades pelo problema não somente ao poder público, mas também ao cidadão e até à comunidade acadêmica. Segundo ele, o conhecimento científico tem um impacto importante na redução dos índices de violência.

Soares criticou a falta de estudos ligados ao tema e relacionados ao Brasil ou à América do Sul. “Se fizermos um levantamento nos trabalhos de mestrado e doutorado em ciências políticas em todo o país, teremos a impressão de que alguns países não existem”, disse o pesquisador. Paraguai, Peru, países da América Central, nações africanas –, com exceção da África do Sul –, e regiões do próprio Brasil são algumas das omissões que destacou na produção acadêmica nacional.

“Alagoas, por exemplo, é um dos estados mais violentos e simplesmente não sabemos o que está acontecendo lá”, disse. O preço dessa omissão, segundo ele, é maior do que as vidas tiradas anualmente, pois ainda é preciso considerar os feridos e as demais seqüelas deixadas pela violência.

No entanto, para Soares, não adianta ter dados se não houver ações de governo. Para ele, as políticas públicas são “fios invisíveis”, uma vez que sua percepção por parte da sociedade é sutil, embora façam muita diferença.

Segundo o sociólogo, essas políticas envelhecem e precisam ser renovadas. Como exemplo do processo de obsolescência mencionou o código de trânsito brasileiro de 1961, que reduziu constantemente os acidentes fatais até o fim da década de 1970, quando o número de ocorrências se estabilizou.

“Quando um novo código de trânsito foi adotado, em 1997, o número de mortes caiu dramaticamente, mais uma vez. Foram mais de 4 mil vidas salvas somente no primeiro ano de implantação”, afirmou.

Ação acadêmica
Como exemplo de colaboração acadêmica e cidadã contra a violência, Soares citou um trabalho que coordenou na Universidade de Brasília (UnB) na década de 1990, quando seis alunos se voluntariaram para levantar dados a respeito das mortes no transporte público na capital federal. Ao sair em campo, os estudantes constataram que a maioria dos acidentes se dava nos ônibus no momento em que o passageiro desembarcava do veículo.

A solução proposta foi a adoção de um equipamento mecânico que impedia que o motorista movimentasse o veículo com a porta aberta. Entretanto, somente as empresas públicas de transporte adotaram a tecnologia, fazendo o número de fatalidades entre eles cair a zero. Nas companhias privadas, as mortes continuaram.

“Essas empresas, que são licenciadas pelo poder público, não se moveram pelo interesse da sociedade”, apontou Soares, colocando a responsabilidade pela violência também sobre a iniciativa privada.

A recém-criada “lei seca” nacional, que pune os motoristas flagrados embriagados, também foi mencionada como exemplo de medida respaldada em fatos científicos.

“O álcool está diretamente associado à questão da violência doméstica, do trânsito e aos homicídios”, afirmou o pesquisador citando exemplos das cidades de Bogotá, na Colômbia, e Diadema, na Grande São Paulo. Ambas tinham índices de violência alarmantes e adotaram medidas de restrição ao álcool, como a lei apelidada de “fecha-bar” na cidade paulista.

Adotada em 2001, a lei que proíbe o funcionamento de bares após as 23 horas ajudou a tirar Diadema dos primeiros lugares no ranking das cidades mais violentas do Brasil, resultando em uma redução de 68% da taxa de homicídios no município.

Bogotá, por sua vez, foi governada por rivais políticos que se revezaram no poder, mas que mantiveram as políticas de sucesso dos antecessores. “Foram políticas de Estado e não de governo, por isso deram certo”, disse o pesquisador.

Fonte: Fábio Reynol / Agência FAPESP

Pesquisadores da USP desenvolvem revestimento de argamassa com fibras de polipropileno

Paredes sem fissuras
Pesquisadores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram um novo tipo de revestimento de argamassa com melhores características mecânicas. O motivo é o uso, em sua composição, de fibras sintéticas, feitas de polipropileno.

O trabalho é resultado de uma das linhas de pesquisa do Consórcio Setorial para Inovação em Tecnologia de Revestimentos de Argamassa (Consitra), coordenado por pesquisadores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e da Universidade Federal de Goiás, em parceria com representantes da iniciativa privada –, que apresentam as demandas de mercado em busca de soluções tecnológicas.

De acordo com uma das coordenadoras do Consitra, Mércia Barros, professora do Departamento de Engenharia de Construção Civil da Poli-USP, o objetivo ao adicionar fibras sintéticas às argamassas foi evitar as fissuras, um dos problemas mais comuns nas fachadas das construções.

“De maneira geral, os revestimentos de argamassas disponíveis no mercado, que estão presentes em aproximadamente 90% dos edifícios habitacionais do país, têm um comportamento mecânico frágil que os tornam vulneráveis à deformação e ao rompimento”, disse.

“As fibras de polipropileno tornam o revestimento de argamassa mais resistente aos esforços de tração, permitindo que o material não perca aderência e diminuindo o risco de fissuração. Esse tipo de revestimento também pode ser utilizado em áreas úmidas no interior dos edifícios, como banheiro e cozinha”, acrescentou a professora.

Os estudos da Poli, que buscaram ainda identificar as características de outras fibras sintéticas que também influenciam na resistência da argamassa, indicam que a adição de fibras resultou em melhorias no comportamento reológico (relativo à deformação da matéria) das argamassas, facilitando sua aplicação.

A argamassa é um compósito formado por aglomerantes, agregados e aditivos. O aglomerante é formado por cimento e cal e o agregado normalmente é composto de areias naturais ou outros materiais artificiais extraídos da britagem de rocha calcária.

“As fibras de polipropileno foram introduzidas como um tipo de aditivo, que também podem ser materiais plastificantes e hidrofugantes que melhoram a resistência das argamassas. De acordo com as diretrizes do Consitra, devemos transferir esses resultados o mais rapidamente possível ao setor produtivo, representado pelas construtoras e fabricantes de argamassas”, afirmou Mércia.

Norma técnica
Com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), por meio do Programa de Tecnologia de Habitação (Habitare), o Consitra se concentra no estudo e aprimoramento tecnológico de argamassas utilizadas em construções. O consórcio conta atualmente com cerca de 30 projetos de pesquisa em andamento com foco em problemas tecnológicos que envolvem o revestimento de edifícios, entre os quais estudos sobre aderência, fissuração e manchas provocadas por fungos.

Segundo Mércia, além da argamassa com fibras de polipropileno, outra novidade é que as pesquisas do Consitra estão dando origem ao desenvolvimento de normas técnicas junto à Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Um desses padrões normativos auxiliará no conhecimento do que os pesquisadores chamam de “módulo de deformação de argamassas”. “Esse padrão é fruto do Consitra e já foi aprovado na ABNT. Trata-se de uma nova norma que deve ser regulamentada em breve e que se refere a um novo método de avaliação de deformabilidade das argamassas”, explicou.

Esse tipo de ensaio das taxas de deformação é atualmente realizado, de acordo com a professora da Poli-USP, de forma heterogênea no mercado e a falta de padronização nos testes tem comprometido a confiabilidade dos estudos realizados pelas empresas.

“Cada construtora avalia seus produtos de maneira distinta e sem parâmetros de comparação. Com a nova norma da ABNT, que deverá estar em vigor nos próximos meses, todas as empresas deverão seguir uma mesma linha de avaliação, uma vez que no mercado existem diversos tipos de argamassas e as construtoras as usam indiscriminadamente, muitas vezes sem conhecer exatamente o padrão de comportamento do produto”, afirmou

Fonte: Thiago Romero / Agência FAPESP

C.E.S.A.R produz ciência para o mundo

Grupo de Testes do C.E.S.A.R produz ciência para o mundo
Somente em 2008 o grupo de testes do C.E.S.A.R teve quatro artigos aceitos em eventos internacionais de pesquisas sobre testes de software. A equipe atua em um mercado que está em franca expansão mundialmente. Nos últimos anos, o setor de testes teve um incremento significativo nas empresas de tecnologia da informação; na Microsoft, a proporção profissional pode chegar a um engenheiro de testes para um engenheiro de desenvolvimento.

O trabalho GRIT: A Practical Experience of the independent software test group at C.E.S.A.R, que trata da experiência prática da atuação do GRIT (Grupo Independente de Testes) no C.E.S.A.R, foi apresentado em Las Vegas, durante o evento Practical Software Quality and Testing (PSQT 2008). Estimating the allocation of Test Engineers at software development projects at C.E.S.A.R, também selecionado para o PSQT, a ser realizado em Mineápolis, mostra um recurso de gerenciamento para alocação correta da quantidade de engenheiros de testes em um projeto de desenvolvimento de software.

"Ter um artigo selecionado em um evento como o PSQT significa que estamos contribuindo com o estado da arte da nossa área em nível mundial", enfatiza uma das autoras do trabalho, Melissa Pontes.

Introduction of software testing discipline at University foi escolhido para o evento Test Excellence through Speed and Technology (TEST 2008), realizado em Nova Deli. A publicação evidencia a necessidade de abordar o assunto testes de software nas universidades como forma de atender o mercado, mostrando lacunas do mercado brasileiro no assunto e comparando com universidades do exterior. O artigo relata ainda algumas iniciativas dos autores para que seja oferecida uma disciplina de testes nos cursos de graduação. Para isso, eles têm realizado encontros com diretores de cursos a fim de discutir a importância de testes e propor uma ementa da disciplina.

O grupo acredita na importância da participação neste evento por ser realizado na Índia, onde existe muita mão-de-obra especializada, principalmente de testes. Ainda mais porque a pesquisa revela que, mesmo com o desenvolvimento alcançado em testes pelos indianos, o país pode passar pelas mesmas dificuldades de alocação de especialistas, apontadas no artigo.

O título mais recente, Independent Software Test Group: Structure and Practical Results, está na programação da International Conference on Software QA and Testing on Embedded Systems (QA&TEST 2008), que será realizada em Bilbao, na Espanha.

Esses eventos são reconhecidos mundialmente na área de testes e, na visão do grupo, são oportunidades para participar de debates sobre o que há de mais recente na área e, ao mesmo tempo, apresentar o C.E.S.A.R como instituto de inovação em ambientes internacionais de investigação científica, onde estão concentrados os maiores pesquisadores no assunto.

Fonte: Anpei

Palestra : "The Origins of Genome Architecture"

Michael Lynch, da Universidade de Indiana, Estados Unidos, será o convidado para a última palestra da programação cultural da exposição Revolução Genômica. Com o tema arquitetura do genoma, o professor norte-americano falará no dia 4 de agosto.

A palestra terá como base o mais recente livro de Lynch, The Origins of Genome Architecture, ainda sem tradução em português. No livro, publicado em 2007, o pesquisador destaca como o seqüenciamento dos mais variados organismos transformou os estudos da evolução e permite entender como surgiu a diversidade arquitetônica dos genes e do material genético.

A palestra será realizada no auditório do Centro de Estudos do Genoma Humano, rua do Matão, travessa 13, nº 106, Cidade Universitária, São Paulo. É necessário fazer a inscrição pelo site: www.revolucaogenomica.com.br/genoma, pois o número de lugares é limitado.

A programação cultural da mostra Revolução Genômica está a cargo da revista Pesquisa FAPESP. A cobertura completa das palestras pode ser acompanhada no site da revista .

Fonte: Agência FAPESP

Em 1576 morria Hans Staden, autor de relato de viagem sobre Brasil

Em 30 de junho de 1576, o alemão Hans Staden, autor de um importante relato de viagem sobre o Brasil pós-descobrimento, morria em seu país natal.

Em Wahrhaftige Historia, o alemão Hans Staden relata duas viagens que realizou ao Brasil entre os anos de 1548 e 1555. Quatrocentos e cinqüenta anos depois de sua primeira edição, o livro permanece um dos mais curiosos documentos sobre a cultura dos índios brasileiros, especialmente os tupinambás, que aprisionaram o navegante e mercenário alemão e quase o devoraram em seus rituais canibalescos.

Os homens do outro lado do Atlântico
O relato de Hans Staden (1525–1579) está para os alemães assim como a carta de Pero Vaz de Caminha para os reis de Portugal. Em Verdadeira História dos Selvagens, Nus e Devoradores de Homens, Encontrados no Novo Mundo, A América, a reportagem feita por Staden é a descrição de um homem simples, de forte fervor religioso, sobre a natureza e a paisagem do Brasil e os costumes de seus habitantes.

Uma aventura onde se revelam também as questionáveis formas de colonização empregadas pelos europeus na conquista de outros continentes e o inevitável choque cultural entre os chamados "selvagens" e "civilizados".

Segundo a Brasiliana da Biblioteca Nacional, de 2001, o livro de Staden foi determinante para os europeus: "A sua influência no meio culto da época ajudou a criar, no imaginário europeu quinhentista, a idéia da terra brasílica como o país dos canibais, devido às ilustrações com cenas de antropofagia".

Monteiro Lobato foi taxativo ao estimar o valor dos escritos do autor alemão: "É obra que devia entrar nas escolas, pois nenhuma dará melhor aos meninos a sensação da terra que foi o Brasil em seus primórdios".

Em suas próprias palavras, Staden não pretendia se vangloriar de suas experiências junto a um povo tão exótico para ele. "O porquê de ter escrito este livrinho foi enfatizado por mim em diversos trechos. Todos nós devemos louvar e agradecer a Deus por ter-nos protegido desde o nascimento até os dias de hoje, ao longo de uma vida inteira."

"Assim como os portugueses, franceses, espanhóis e holandeses, os alemães também participaram da exploração do Brasil no início do século 16. Minha primeira viagem para a América foi em uma nau portuguesa. Éramos três alemães a bordo, Heinrich Brant von Bremen, Hans von Bruchhausen e eu. A segunda viagem ia de Sevilha, na Espanha, para o Rio de La Plata", conta o autor, que na segunda expedição era o único alemão presente. "Acabamos sofrendo um naufrágio em São Vicente. Trata-se de uma ilha que fica bem próxima à terra firme brasileira e é habitada por portugueses."

O livro revisitado
Os nove meses em que Hans Staden ficou em poder dos tupinambás renderam um relato impressionante em nível antropológico, sociológico, lingüístico e cultural que é constantemente revisitado. O livro, que é considerado um sucesso editorial, já inspirou montagens teatrais pelo mundo afora, semeando a imaginação dos modernistas Raul Bopp e Oswald de Andrade na criação da Revista de Antropofagia, de 1928, onde foi publicado o substancial Manifesto Antropofágico, de Oswald: "Perguntei a um homem o que era o Direito. Ele me respondeu que era a garantia do exercício da possibilidade. Esse homem chamava-se Galli Mathias. Comi-o".

A aventura de Hans Staden acabou sendo levada às telas pelas mãos do cineasta brasileiro Luiz Alberto Pereira em Hans Staden, um dos poucos filmes na história do cinema em que a língua falada pelos atores é, predominantemente, a tupi, e que conquistou diversos prêmios no Brasil e nos Estados Unidos.

O livro ganhou em 1998 uma primorosa edição da Dantes Editora e Livraria, do Rio de Janeiro, em tradução de Pedro Süssekind, que traz, além das ilustrações originais, desenhos e gravuras de Theodoro de Bry, Roque Gameiro, Van Stolk, entre outros.

Fonte: Filipe Tadeu / DW

LNLS seleciona pesquisador

O Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) abriu uma vaga para pesquisador na área de Espectrometria de Massas aplicada à caracterização de proteínas e proteômica. As inscrições poderão ser feitas até o dia 30 de outubro.

O candidato selecionado deverá liderar um grupo no desenvolvimento de projetos de pesquisa envolvendo análise de proteínas e proteômica e coordenar o laboratório multiusuário de Espectrometria de Massas.

Os requisitos incluem ampla experiência na área, comprovada por meio de currículo, além do interesse em instrumentação e aplicações de espectrometria de massas para caracterização de bioquímica de proteínas e proteômica.

É preciso ter doutorado em bioquímica, biologia molecular ou áreas afins, com ênfase em espectrometria de massas. Exige-se um mínimo de dois anos de pós-doutorado realizado em laboratório, com reconhecida produção científica na área.

Mais informações: www.lnls.br

Fonte: Agência FAPESP

60º Congresso Brasileiro de Enfermagem

O 60º Congresso Brasileiro de Enfermagem será realizado de 3 a 6 de novembro, em Belo Horizonte (MG). As inscrições com desconto poderão ser feitas até o dia 25 de agosto.

O evento aborda o tema “Espaços de cuidado, espaços de poder: enfermagem e cidadania”. A programação inclui conferências, mesa-redonda, painel, exposições de trabalhos, rodas de conversas, encontros temáticos e feira tecnológica e cultural.

Convidados de diversas áreas e especialistas renomados da saúde estarão presentes no congresso, que é promovido pela Associação Brasileira de Enfermagem.

Na conferência de abertura, Amélia Cohn, professora do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, abordará o tema “Cuidado, poder e cidadania na atenção à saúde”.

Mais informações: www.abenmg.org.br/cben

Fonte: Agência FAPESP

3º Congresso Norte-Nordeste de Multirresistência Bacteriana

O 3º Congresso Norte-Nordeste de Multirresistência Bacteriana, o 2º Workshop Sul-Americano de Ciência e Tecnologia Farmacêuticas e o 1º Forum de Microbiologia Aplicada ao Controle de Infecções em Serviços de Saúde serão realizados entre os dias 22 e 24 de agosto, em Olinda (PE).

Os eventos, promovidos pelo Departamento de Ciências Farmacêuticas da Universidade Federal de Pernambuco, ocorrerão no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda.

Serão abordados temas como “Infecções comunitárias graves associadas”, "Orientações para o uso de microbianos em situações de risco”, “Hemodiálise: da legislação ao controle de qualidade” e “A importância do monitoramento da qualidade no laboratório de pesquisa em microbiologia”.

Mais informações: www.ufpe.br/multirresistencia

Fonte: Agência FAPESP