quarta-feira, 30 de julho de 2008

MAUÁ é vice-campeã da 5ª Maratona Universitária da Eficiência na categoria gasolina

Em sua melhor performance em todas as participações na competição, o Centro Universitário do Instituto Mauá de Tecnologia, conquistou o vice-campeonato da Maratona Universitária da Eficiência 2008, categoria gasolina, com o protótipo Eco Mauá 1. O veículo desenvolvido pelos estudantes dos cursos de Engenharia e de Design do Produto atingiu 333,91 km por litro de gasolina, no final da disputa, sábado (26), no Kartódromo Ayrton Senna, em Interlagos, São Paulo. Esta foi a terceira participação da Mauá na competição que, neste ano, completou cinco edições.

No total, 28 protótipos de 14 instituições de ensino superior de Engenharia e de Design de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul participaram da Maratona. A Universidade Anhembi Morumbi (SP) venceu a modalidade gasolina, enquanto a Federal de Santa Maria (RS), a categoria elétrica. O desafio proposto aos competidores da Maratona Universitária da Eficiência é apresentar soluções que deixem osveículos mais econômicos, que possibilitem ao usuário rodar por mais quilômetros com menos combustível.

Após o quarto lugar obtido em 2007, os alunos da Mauá apostaram nas alterações introduzidas no motor para garantir melhor rendimento na disputa deste ano. A classificação final confirma que o sistema de ignição eletrônica foi um diferencial positivo para a equipe do Eco Mauá 1. "O resultado foi bastante positivo. Os alunos trabalharam muito na ignição, dormiram no kartódromo para finalizar o carro e nós percebemos que pequenos detalhes fazem a diferença", comentou o professor-orientador das equipes da Mauá, Éd Cláudio Bordinassi. O segundo carro da Mauá, o Eco Mauá 2, enfrentou vários problemas e não completou a prova. Os dois protótipos da instituição competiram na modalidade gasolina. Para o próximo ano, o orientador das equipes da Mauá acredita que os carros já poderão contar com injeção eletrônica, o que não foi possível nessa edição da prova.

Éd Bordinassi admite a possibilidade de a instituição competir, também, na modalidade elétrica. "Temos essa expectativa", explica o professor. Doze alunos de várias habilitações do curso de Engenharia e um aluno do curso de Design do Produto integraram as equipes que representaram a Mauá na versão 2008 da Maratona Universitária da Eficiência. Para o próximo ano, a organização do evento já anunciou a criação da categoria biodiesel.

A competição
A Maratona Universitária da Eficiência é dividida em duas modalidades: gasolina e elétrica. Na primeira o veículo pode efetuar um percurso pré-definido até três vezes, em um tempo determinado. Ao término de cada trajeto é verificada a quantidade de gasolina restante e calculada a distância que seria percorrida pelo carro com um litro de combustível; prevalece o melhor dos três resultados. Na modalidade elétrica o objetivo é completar o mesmo percurso com o menor consumo de energia elétrica fornecida por uma bateria. Nas duas modalidades, a classificação resulta da somatória das pontuações. As três equipes que obtiveram o menor consumo energético, em cada categoria, serão premiadas com um automóvel, modelo Fiat, para uso didático.

Outras informações no site www.maratonadaeficiencia.com.br.

Fonte: IMT

7º Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio

No dia 22 de agosto encerram-se as inscrições para o 7º Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio. Podem participar estudantes de qualquer curso superior, alunos de pós-graduação lato sensu e profissionais que atuam com projetos e planejamento de gestão, sem distinção quanto à categoria funcional, tipo ou tempo de atuação no mercado.

As inscrições devem ser feitas pelo site da Alcoa para as categorias Produtos & Aplicações (tema livre) e Gestão da Reciclagem (com foco na reciclagem de alumínio, resíduos pós-consumo ou gerados na produção de bens de consumo). Os trabalhos serão julgados e premiados separadamente por categoria e modalidade de participação (profissional e estudante).

O objetivo é estimular a criatividade e difundir as idéias dos estudantes e profissionais brasileiros no setor, além de promover a conscientização ecológica entre os participantes. A entrega dos trabalhos inscritos deverá ser feita até 22 de setembro. Os finalistas serão conhecidos em novembro e a ordem classificatória dos vencedores será divulgada no evento de premiação, programado para dezembro.

Na modalidade Estudante, podem concorrer universitários de todo o País que estejam matriculados em cursos de tecnologia/graduação e pós-graduação (lato sensu) no ano letivo de 2008. As equipes participantes podem ser multidisciplinares, compostas por alunos de cursos diferentes, desde que da mesma instituição. É possível também a inscrição em mais de uma categoria. A modalidade profissional também está aberta em duas categorias: produtos & aplicações e gestão da reciclagem.

Para Franklin L. Feder, presidente da Alcoa América Latina e Caribe, o Concurso contribui para o desenvolvimento do mercado brasileiro de alumínio e estimula estudantes e profissionais. “O Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio está evoluindo constantemente. É gratificante para nós perceber que, ano após ano, o Concurso se destaca e atrai mais participantes, estudantes e profissionais, de todo o Brasil. Isso gera diversidade de projetos inovadores e melhores propostas para a reciclagem do alumínio, condizendo com nossa preocupação ética e de sustentabilidade, valores permanentes da Alcoa”, afirma.

Categorias
Estudantes e profissionais poderão inscrever seus trabalhos em duas categorias: Produtos & Aplicações – tema livre, podem concorrer apresentações de novos produtos e aplicações em alumínio – e Gestão da Reciclagem, cujo foco é a reciclagem do alumínio (resíduos pós-consumo e/ou gerados na produção de bens de consumo).

Apoio
O 7º Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio conta com o apoio institucional das principais entidades do setor, como o IAB-Instituto de Arquitetos do Brasil, Instituto de Engenharia, UniEthos-Educação para a Responsabilidade Social e o Desenvolvimento Sustentável, AEnD-BR-Associação de Ensino/Pesquisa de Nível Superior em Design no Brasil, ADP-Associação dos Designers de Produto, ABM-Associação Brasileira de Metalurgia e Materiais, ABEDESIGN-Associação Brasileira das Empresas de Design e o Centro São Paulo de Design. O Prêmio Alcoa conta também com o apoio técnico da ABAL-Associação Brasileira do Alumínio.

O estudante ou a equipe indicada pela comissão julgadora como autor do melhor trabalho em cada categoria receberá R$9 mil e um troféu como prêmio e o professor-orientador, R$5 mil. Para a instituição de ensino a que pertencer o premiado, serão doados R$5 mil em equipamentos didáticos. Já os profissionais terão direito a um prêmio no valor de R$11 mil em ambas as categorias. Os três estudantes que chegarem à final em cada categoria receberão R$1,5 mil e diploma. A mesma regra vale para os profissionais que participarem do Prêmio. Já os orientadores dos alunos finalistas ganharão um palm top e diploma.

Os inscritos enviarão os trabalhos obrigatoriamente pelos Correios, para o endereço divulgado no regulamento do Prêmio. O julgamento será realizado na segunda quinzena de outubro por duas comissões, uma para cada categoria.

Esclarecimentos sobre o Concurso podem ser solicitados por meio do e-mail . Mais informações no site www.alcoa.com.br.

Fonte: Alcoa

Silício no lugar de inseticidas na cultura de tomate


Pesquisa da UnB mostra que substância protege as plantas. Além de reduzir o uso de agrotóxicos, evita danos ao meio ambiente

Uma substância usada como fertilizante, o silício, pode ser a chave para reduzir o emprego de agrotóxicos na cultura do tomate, além de ser menos nocivo ao meio ambiente e à saúde humana. É o que mostra a dissertação de mestrado da agrônoma Marília Cristina dos Santos, defendida na Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da Universidade de Brasília (UnB), sob orientação da professora Ana Maria Resende Junqueira.

Marília testou o produto em quatro concentrações diferentes e, em todas elas, os resultados foram positivos. “A maior eficiência ocorreu com o uso de 8 kg por hectare, diminuindo em 40% a incidência da traça-do-tomateiro”, conta. Também foram analisadas as doses de 2 kg, 4 kg e 6 kg por hectare. Ainda assim, a menor dose apresentou 30% de redução nos danos causados pela traça.

Segundo a pesquisadora, atualmente doutoranda em Agronomia na UnB, os efeitos do silício para adubação já eram conhecidos, mas sua atuação como protetor de planta para o tomate é novidade, com a vantagem de estar livre dos problemas causados pelo uso de agrotóxicos. O estudo deve auxiliar no combate à traça-do-tomateiro (Tuta absoluta), praga muito comum em lavouras de tomate, responsável por quebras de até 100% na produção.

Apesar dos poucos milímetros de comprimento, o inseto é capaz de grandes estragos na lavoura. “A traça se alimenta da parte interna das folhas, construindo galerias chamadas de minas. A planta não consegue realizar fotossíntese e a produção fica comprometida”, explica Marília. A larva da traça também ataca caule e frutos, comprometendo toda a planta.

Para proteger o vegetal, a pesquisa coloca em prática uma idéia simples. O silício, que é borrifado sobre a planta, deposita-se no vegetal e funciona como uma barreira física às larvas da traça, em função das inúmeras partículas de quartzo presentes no produto. Marília e Ana Maria ainda buscam explicações sobre os detalhes desse processo, mas acreditam que a larva sofra ferimentos em seu aparelho bucal ao tentar se alimentar da planta. Assim, morre de fome.

FÁBRICAS
O estudo analisou genótipos de tomate industrial usados pelas indústrias, um setor que utiliza 1/3 de todo o tomate colhido no País, movimenta mais de R$ 1 bilhão por ano e tem no estado de Goiás o maior produtor, com 600 mil toneladas colhidas na safra de 2007. Nas fábricas, os frutos de tomate se transformam em molho, extrato, suco e ketchup.

Para a agrônoma, o silício, pode vir a reduzir o uso de inseticidas nas lavouras de tomate e, consequentemente, reduzir os custos de produção, auxiliando no crescimento econômico dessas empresas. “Como todo produto feito em larga escala, os preços dos derivados do tomate são muito influenciados pelos preços dos insumos no mercado internacional. Por isso, a tecnologia de produção deve buscar competitividade, reduzindo os custos e elevando a produtividade”, afirma Marília.

BENEFÍCIOS
Por ser encontrado na natureza, o silício não apresentaria os mesmos problemas causados pelos inseticidas. Um dos benefícios de maior apelo para o consumidor seria a redução no uso de agrotóxicos, que utilizados em excesso e incorretamente podem prejudicar a saúde. Outra vantagem refere-se ao meio ambiente. “Os agrotóxicos são substâncias tóxicas e podem contaminar o solo, o lençol freático, a fauna, a flora e os seres humanos, bem como as pessoas que os aplicam e aqueles que se alimentam de produtos tratados por eles”, afirma Ana Maria.

Marília explica que o silício usado nos testes foi obtido de resíduos de atividades siderúrgicas, depois de terem passado por um processo para retirada da toxidez. Ou seja, o material é reciclado. As pesquisadoras ressaltam que ainda são necessários novos estudos para se chegar à dose ideal para controle da traça. Esclarecem que, no momento, o silício pode auxiliar na redução do uso de inseticidas e que o produto não irá eliminar o uso dos agrotóxicos, uma vez que há outras pragas e doenças a serem controladas, para as quais o material ainda precisa ser testado.

Para uso futuro também será necessário o aperfeiçoamento do modo de pulverização, considerando que as partículas do silício são grossas para a estrutura dos aparelhos utilizados atualmente. No mínimo, os resultados abrem um campo de pesquisas a ser explorado. “A busca por produtos alternativos é cada vez maior. Vale a pena continuar pesquisando e verificando a possibilidade de uso”, diz Ana Maria.

Fertilizantes são usados em excesso
Além do foco nos agrotóxicos, o estudo também analisou a fertilização e descobriu que as recomendações padrões de adubação, realizadas com base na análise do solo, que guiam os agricultores na aplicação de fertilizantes, podem estar superestimadas. “Foi observado que as menores doses de cada adubo proporcionaram maior produção de frutos adequados ao processamento”, afirma Marília.

A princípio, os fertilizantes, nas doses utilizadas, não causariam malefícios à planta. No entanto, o excesso representa um gasto desnecessário de dinheiro, como mostram os dados a seguir:

- Um pé de tomate industrial sem fertilizantes e sem agrotóxicos produz em média 4,3 frutos por planta, num total de 381 g.

- Com a dose recomendada de potássio, o vegetal produz 5,6 tomates e 593 g. Se esse fertilizante for reduzido pela metade, ou seja, 100 kg/ha, o pé gera mais frutos, 7,8, mas de menor peso: 402 g.

- A situação se repete com o uso de nitrogênio. Na dose padrão, são 6,6 tomates por planta e 593 g. Na quantidade 50% menor, são 8,1 frutos e 521 g.

- Com o uso combinado de três fertilizantes (nitrogênio, fósforo e potássio), a planta gera 5,7 frutos e 473 g.

Ana Maria explica que o excesso na adubação não geraria apenas prejuízo financeiro. Um dos experimentos mostrou que a utilização do nitrogênio em dose duas vezes superior à recomendada aumentaria em 40% os danos causados pela traça-do-tomateiro. Isso levaria a uma maior aplicação de agrotóxicos, resultando em prejuízos diversos.

PERFIL
Marília Cristina dos Santos é doutoranda em Agronomia pela Universidade de Brasília (UnB), mestre em Ciências Agrárias pela mesma Instituição e graduada em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Contatos pelo e-mail

Ana Maria Resende Junqueira é pós-doutora em Agronegócios pela University of Queensland (Austrália) e doutora em Agricultura pela University of Wales (Grã-Bretanha). Graduou-se em Engenharia Agronômica pela UnB. Contatos pelo e-mail

Fonte: Daiane Souza/UnB

IPT abre concurso público para 278 vagas

IPT selecionará profissionais para as áreas administrativa e de pesquisa com salários de até R$7045,00. Inscrições a partir de 04/08

Será realizado neste semestre concurso público do IPT para preencher 278 vagas, que abrangem todos os Centros Tecnológicos e áreas de administração do Instituto. Os salários variam de R$1370,00 a R$7045,00, em regime CLT. As inscrições vão de 4 a 22 de agosto e poderão ser feitas pelo site www.institutocidades.org.br.

Do total, são 165 vagas para pesquisadores, 65 para técnicos de Ensino Médio e outras 48 na área administrativa. Estão reservadas 14 vagas para portadores de necessidades especiais tanto na área técnica quanto na administrativa. O edital completo está disponível na página web do Instituto Cidades.

Processo seletivo
A seleção será composta de duas fases para candidatos às vagas administrativas, com uma prova de conhecimentos gerais e outra de conhecimentos específicos. Os candidatos a pesquisadores e técnicos de Ensino Médio também passarão pelas duas primeiras fases, e os pré-selecionados se submeterão a uma banca examinadora, composta por três membros, um deles externo ao IPT, reconhecido por notória especialização.

As provas de primeira e segunda fases, realizadas no mesmo dia, deverão acontecer na segunda quinzena de setembro. A data será definida após o período de inscrições.

Pesquisa
A área de pesquisa do IPT possui a maior demanda por profissionais: aproximadamente 60% das vagas são destinadas a pesquisadores, nos níveis P2 e P3, de acordo com nível de graduação e pós-graduação, e tempo de experiência.

A carreira no Instituto exige pesquisadores altamente qualificados e com experiência em P&D. Em contrapartida, o IPT oferece ambiente propício para que o profissional possa atuar e desenvolver seu potencial numa instituição de pesquisa com mais de 100 anos de tradição e que vem contribuindo com o desenvolvimento tecnológico nacional.

Para mais informações, acesse o site www.institutocidades.org,br.

Fonte: IPT

t-TEB - modelo computacional para representação de superfícies urbanas em modelos atmosféricos de previsão de tempo e tempestades

Previsões mais precisas
Um modelo computacional para representação de superfícies urbanas em modelos atmosféricos de previsão de tempo e de tempestades foi desenvolvido por Hugo Abi Karam, pesquisador do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo (USP).

Batizado como t-TEB, a ferramenta, que fornece condições micrometeorológicas de ruas, paredes e telhados de cidades de clima tropical, foi criada para ser incorporada ao modelo de previsão de tempestade conhecido como ARPS (The Advanced Regional Prediction System, na sigla em inglês), criado pela Universidade de Oklahoma, nos Estados Unidos, e que, por ter código livre, atualmente é utilizado pelo Grupo de Hidrometeorologia do IAG para a região metropolitana de São Paulo.

“A superfície das cidades no ARPS é representada como se fosse uma camada de areia, que pode ser umedecida por causa da precipitação, sem qualquer tipo de construção ou ruas asfaltadas. O nosso modelo, desenvolvido em colaboração com pesquisadores franceses, permite a substituição dessa superfície de areia por elementos computacionais que lembram uma metrópole, fazendo com que as ilhas de calor urbanas sejam simuladas e representadas com maior precisão”, disse Karam.

“Essas adaptações ao modelo ARPS permitirão uma melhor previsão de tempestades em até 24 horas, primeiro na cidade de São Paulo e posteriormente no Rio de Janeiro”, explicou o também professor do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O t-TEB, que faz o diagnóstico dos fluxos de calor e energia trocados entre a atmosfera e as superfícies urbanas, terá outras importantes aplicações. “Temos necessidade de fazer boas previsões da precipitação nas áreas urbanas para o manejo dos reservatórios de água potável que normalmente estão em volta das cidades, além da melhor caracterização do conforto ambiental das cidades com a simulação da distribuição de ondas de calor ao longo da malha urbana”, disse Karam.

Um artigo sobre o modelo computacional foi submetido à revista Theoretical and Applied Climatology. “Só estamos esperando essa publicação para que o código-fonte do t-TEB possa ser divulgado para livre acesso dos pesquisadores interessados”, disse o pesquisador.

Cânions urbanos
Segundo Karam, entre as possibilidades de pesquisa com o t-TEB estão estudos da estrutura dos grandes turbilhões da camada-limite atmosférica sobre áreas urbanizadas tropicais e a investigação do papel da camada-limite urbana na dispersão de poluentes atmosféricos e no desenvolvimento de tempestades.

“O tipo de modelagem proporcionado pelo t-TEB representa para as áreas urbanas o que os modelos de vegetação, desenvolvidos nos Estados Unidos no fim da década de 1970, representaram para superfícies vegetadas. Esses últimos levam em conta características como temperatura das folhas e o bombeamento de umidade do solo pelas raízes das árvores. Nosso modelo, no entanto, é particularmente dedicado para a simulação das condições encontradas somente em cidades tropicais”, destacou.

O t-TEB calcula os componentes do balanço de radiação e energia de superfícies urbanas por meio de um conjunto de “cânions urbanos”. “Os cânions urbanos são definidos pelo volume de ar entre as superfícies da rua, as paredes verticais dos prédios e o espaço aéreo que se abre do topo dos edifícios para a esfera celeste. O modelo é forçado pelas condições meteorológicas medidas em estações com sensores instaladas sobre o telhado de um prédio da área de interesse”, explicou.

Os cânions apresentam condições microclimáticas particulares, que são associadas a fatores como geometria, largura da via, altura das paredes, presença de vegetação, sombras, ventilação, emissão antrópica de calor, umidade e poluentes atmosféricos.

“A geometria dos cânions urbanos, definida pela razão entre a altura dos edifícios e a largura da rua, permite que a capacidade e difusividade térmica dos materiais superficiais sejam empregadas na determinação das temperaturas das superfícies urbanas”, disse Karam.

O modelo permite ainda a determinação das condições de incidência, emissão, reflexão múltipla e absorção de radiação solar e infravermelha dos cânions urbanos. O t-TEB foi desenvolvido em parte no IAG-USP e em parte em estágio de Karam no Centro Nacional de Pesquisas Meteorológicas, na França, durante pós-doutorado com bolsa da FAPESP.

Fonte: Thiago Romero / Agência FAPESP

Uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação no Brasil 2007

Um país cada vez mais digital
O número de brasileiros que acessam a internet cresceu seis pontos percentuais em relação a 2006, chegando a 34% em 2007. Dos domicílios no país, 24% já contam com computador.

Os dados são da Pesquisa sobre o Uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação no Brasil 2007, publicada pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br) do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).

Iniciada em 2005, a nova edição da pesquisa apontou pela primeira vez que mais da metade (53%) da população consultada disse ter usado computador, dos quais 40% nos últimos três meses. Foram feitas entrevistas em 17 mil domicílios em zonas urbanas, com pessoas a partir de 10 anos de idade.

O crescimento mais expressivo da aquisição de computadores ocorreu em domicílios com renda entre três e cinco salários mínimos, nos quais a penetração passou de 23% para 40% no período. A proporção de domicílios com computador aumentou em todas as regiões do país.

Mais da metade dos domicílios com acesso à internet têm banda larga, um aumento de 10 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Mas 42% ainda têm acesso discado. Das casas com acesso rápido, em 12% a conexão é usada por mais de um computador.

A pesquisa também ressalta o expressivo crescimento no uso de centros de acesso pago, como as lan houses ou internet cafés, que pulou de 30% em 2006 para 49% no ano seguinte. Quanto menor a renda da população, maior é a utilização desses espaços. Dos usuários de internet com renda de até um salário mínimo, 78% disseram utilizar a rede por meio desses centros de acesso pago. O acesso no trabalho foi apontado por 24% dos entrevistados.

“Se por um lado, a ausência do computador em casa não impede o uso das tecnologias da informação, também é evidente que a disponibilidade do computador no domicílio pode influenciar a freqüência e a intensidade de seu uso”, apontou Rogério Santanna dos Santos, secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento e conselheiro do CGI.br, em artigo no relatório.

O secretário destacou o programa Banda Larga nas Escolas, lançado em abril e que pretende oferecer, até o fim de 2010, acesso rápido à internet a todos os alunos das escolas públicas do ensino fundamental e médio situadas na área urbana das cinco regiões do Brasil.

A publicação do Cetic.br destaca também o elevado uso das tecnologias de informação pelo setor privado brasileiro, especialmente entre empresas de grande porte, das quais 95% têm computadores e 92% têm acesso à internet. Destaque para o crescimento das redes sem fio nas empresas, que passou de 18% em 2006 para 28% no ano seguinte. O número de companhias que usou a internet para aquisição de bens e serviços chegou a 64%.

Dos entrevistados, 66% disseram ter usado telefone celular nos três meses anteriores. O uso foi alto em todas as faixas de renda, com 48% entre os que ganham menos de R$ 380 por mês e 84% entre os acima de R$ 3,8 mil.

A Pesquisa sobre o Uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação no Brasil 2007 pode ser baixada em formato pdf no endereço: www.cetic.br/tic/2007/indicadores-cgibr-2007.pdf.

Fonte: Agência FAPESP

Convênio entre a Mauá e a Universidade Steinbeis, da Alemanha, possilibita obter dupla diplomação

O Centro Universitário do Instituto Mauá de Tecnologia firmou convênio com a Universidade Steinbeis, da Alemanha, para implantação de um curso de pós-graduação em administração empresarial com ênfase em estratégia de crescimento.

O acordo possibilitará a estudantes fazer parte do curso na Alemanha e obter dupla diplomação: mestrado profissional (pós-graduação stricto sensu), com diploma alemão válido na União Européia, e especialização MBA executivo (pós-graduação lato sensu), com certificado brasileiro emitido pela Mauá. A primeira turma terá início em setembro e as inscrições estão abertas.

Segundo o Instituto Mauá, o curso será desenvolvido em dois anos no Brasil, com uma estada de quatro semanas na Alemanha. O programa será baseado em estudos de casos reais, vivenciados nos dois países. O objetivo é identificar oportunidades e formas de atuação e cooperação com empresas da União Européia, em especial da Alemanha, além de entender procedimentos para exportação de produtos e prestação de serviços.

Mais informações pelo e-mail ou (11) 5088-0848, com a professora Lérida Gherardini Malagueta

Fonte: Agência FAPESP

2ª Semana de Pós-Graduação de Bioquímica Médica

Os alunos do Instituto de Bioquímica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) promoverão de 15 a 19 de setembro, na capital fluminense, a 2ª Semana de Pós-Graduação de Bioquímica Médica.

O evento, que ocorrerá no Centro de Ciências da Saúde da UFRJ, no campus da Ilha do Fundão, pretende oferecer diferentes abordagens a temas como "Dengue", "Alvos terapêuticos no câncer" e "Inclusão de deficientes no ensino superior".

A programação científica inclui ainda minicursos, apresentações de pôsteres e sessões orais de alunos pós-graduandos da área de bioquímica médica. As inscrições para o encontro estão abertas até 17 de agosto.

Mais informações: www.spgbioqmed.com

Fonte:Agência FAPESP

Em 1858 é utilizada a impressão digital para identificação

No dia 28 de julho de 1858, as impressões digitais foram usadas pela primeira vez para uma identificação. Melhor dizendo: a impressão de toda a mão. O inglês William Herschel, funcionário da administração britânica, a utilizou numa colônia. A polícia passou a incorporar este método em suas investigações 31 anos depois.

Era irritante! Toda semana Sir William Herschel, que trabalhava na administração civil inglesa em Calcutá, fazia o pagamento dos funcionários indianos. E toda vez era a mesma coisa: havia mais gente para receber do que o número real de empregados. Que situação! William não conseguia diferenciar as pessoas nem pelo nome e muito menos pela aparência. Elas pareciam todas iguais.

Até que, enfim, teve uma brilhante idéia: arquivou a impressão digital de cada um dos empregados. A partir daí, quando eles recebiam o salário, tinham que, além de assinar um papel, deixar a marca dos dedos indicador e médio que seriam comparados à impressão arquivada. A identificação era perfeita e ele nunca mais teve problemas. Sua intenção maior era fazer uma pressão moral e não tanto um apurado trabalho de comparação das digitais.

Esta idéia, entretanto, não foi inédita. Já no século 14, na Pérsia, há registros de papéis oficiais que continham, ao lado da assinatura, uma impressão digital como comprovante de autenticidade. Ninguém sabia ainda que a digital é uma absoluta prova de individualidade. Quanto mais impressões digitais William colecionava, mais ele se convencia de que se tratava de uma identificação única, sem margens de erro.

Sua suposição estava certa. Todos nós temos nosso próprio e exclusivo modelo digital. Cada particularidade do desenho da pele das mãos é única, e este modelo não sofre modificações com o passar dos anos, nem é transferido geneticamente. Isto significa que todas as pessoas, incluindo as que já morreram e as que nascerão, podem ser diferenciadas uma das outras através da impressão digital.

Sistema de medição cai em desuso
Nem mesmo uma cicatriz no dedo é capaz de alterar a identificação. A polícia só precisa de uma parte da superfície, seja uma curvatura, um nó ou mesmo um redemoinho das finas linhas do dedo, para realizar o trabalho de investigação.

Desde a iniciativa de Herschel, em 1858, até seu uso para fins policiais, passaram-se décadas. A polícia usava o método de Alphonse Bertillion, que identificava um suspeito através da medição do antebraço, da coxa, da circunferência do crânio, da distância entre os dois olhos. Se isto não bastasse, o método previa outros 243 critérios.

Porém, um erro de Justiça aboliu este método. Um homem foi executado como assassino de uma prostituta. Após sua morte, seu advogado apresentou restos de uma xícara de café que havia sido destruída na cabeça da vítima.

Embora o homem executado tivesse enorme semelhança física com o verdadeiro assassino, as impressões digitais nos cacos da xícara comprovaram que seu cliente não poderia ser o autor do crime. Este caso teve tamanha repercussão que a impressão digital acabou sendo definitivamente adotada pela polícia.

A datiloscopia, como é chamado o sistema de identificação por meio de impressões digitais, foi empregada pela primeira vez na Alemanha em 1903, pelo departamento criminal de Dresden. Em 1914 quase todos os países já utilizavam este sistema. (jt/ms)

Fonte: DW