quinta-feira, 24 de julho de 2008

Anvisa desenvolverá projeto piloto para avaliar impactos de regulação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou em seu site, hoje (24), que a instituição foi escolhida pelo governo federal para ser o piloto do projeto voltado a avaliar o impacto da regulação nos segmentos da economia que estão sob sua responsabilidade.

Segundo a agência, a experiência a ser desenvolvida na Anvisa faz parte da ações desenvolvidas pelo Programa de Fortalecimento da Capacidade Institucional para Gestão em Regulação (Pro-Reg), instituído em março de 2007. O Pro-Reg tem duração de 18 meses, por isso a atividade deverá ser implantada na Anvisa até o início de 2009.

A instituição foi escolhida pelo fato de a agência ter tomado a iniciativa de promover o primeiro seminário internacional sobre o impacto regulatório, em outubro passado, no mesmo ano de criação do Pro-Reg. Outro fator é a realização, pela agência, de um programa interno para a melhoria do seu processo de regulamentação, ação esta desenvolvida desde 2006. Neste período, a agência adotou uma medida que coincide com a diretriz de fortalecimento da capacitação das agências do Pro-Reg.

Pro-Reg
Coordenado pela Casa Civil em parceria com os ministérios do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) e da Fazenda, o Pro-Reg conta com um montante de US$ 6,7 milhões, levantados pelo governo brasileiro junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), para investir em ações de capacitação, estudos e projetos.

Entre os objetivos do programa estão: dotar as agências reguladoras federais de um melhor desempenho e autonomia e ampliar a transparência de suas ações para a sociedade.

Suspensão
No dia 14 de julho, a Anvisa divulgou que as reavaliações de agrotóxicos em andamento na agência foram suspensas. A interrupção se deve a uma liminar da 13ª Vara Federal, obtida pelas empresas registrantes deste tipo de produto. De acordo com o gerente-geral de Toxicologia da Anvisa, Luiz Cláudio Meirelles, a Agência tentará reverter a decisão no prazo mais breve possível.

Mais informações podem ser obtidas no site www.anvisa.gov.br. Com informações da Anvisa)

Encontro internacional debate empreendedorismo indígena

Acontece, até amanhã (25), em Manaus (AM), a Conferência sobre Empreendedorismo Indígena nas Américas (Fibea). O encontro conta com a participação de lideranças indígenas, acadêmicos, empreendedores e não-indígenas, membros de agências governamentais, organizações não-governamentais (ongs) e legisladores, que têm interesse na implementação de alianças de negócios indígenas.

A conferência é o maior evento sobre o tema nas Américas. Antes, já foram realizadas edições nos Estados Unidos. A idéia é estabelecer contatos, compartilhar idéias e explorar oportunidades de negócios entre o público participante. A Fibea 2008 também pretende disseminar a cultura indígena por meio de exposições de produtos e mostras de filmes indígenas.

Os participantes terão acesso a três exposições: “Os sentidos da Amazônia”; “A Arte Rupestre”; e a mostra de esculturas “Os filhos de nossa terra”. A programação do encontro também conta com diversas palestras e mesas-redondas, que debaterão temas como o conhecimento tradicional, os recursos naturais, a tecnologia e a pesquisa científica.

Informações sobre o evento podem ser obtidas pelo telefone (92) 3584-6770.(Com informações do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - Inpa)

Fonte: Gestão CT

Petrobras e Emater-MG levam Programa do Biodiesel ao Norte de Minas

Representantes da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) e da Petrobras reuniram-se, no dia 18, no Município de Vargem Grande do Rio Pardo, no norte do Estado, para apresentar aos agricultores familiares e às lideranças locais o Programa do Biodiesel. Na ocasião, foi discutido o plantio de mamona e girassol, matérias-primas utilizadas na fabricação do produto. A reunião foi realizada na sede do Clube Social da cidade, com a participação de produtores, técnicos da petrolífera e extensionistas da Emater-MG.

Segundo informações da Emater-MG, a parceria entre as duas entidades prevê que agricultores familiares da região produzam mamona e girassol para o processamento na Usina de Biodiesel de Montes Claros, que já está pronta. A Emater-MG prestará assistência técnica aos agricultores, além de manter unidades demonstrativas, fazer a divulgação do programa e o cadastramento dos produtores. A Petrobras fará a distribuição das sementes para os agricultores já cadastrados no programa e se comprometerá a comprar a R$ 0,91 o quilo da semente produzida.

A parceria entre as instituições começou no ano passado e está prevista para durar até 2010. Ela surgiu com o intuito de proporcionar uma alternativa de renda para os agricultores locais. De acordo com informações da Emater-MG, mais de 14 mil agricultores serão beneficiados pelo programa só neste ano.

Desde 2005, o governo federal mantém o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel.

Mais informações podem ser obtidas no site www.emater.mg.gov.br.(Com informações da Emater-MG)

Fonte: Gestão CT

Inaugurado no Rio o Orla Digital

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e o secretário de Ciência e Tecnologia, Alexandre Cardoso, inauguraram, no dia 22, em frente ao Copacabana Palace, o Orla Digital, um sistema de internet gratuito.

A inauguração é o primeiro resultado prático do projeto Orla Digital, lançado em janeiro deste ano e financiado pela Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (Sect) , com verba da Fundação Carlos Chagas de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj). O acesso sem fio à internet cobrirá toda a Avenida Atlântica e pode ainda alcançar trechos de algumas ruas transversais próximas à orla.

O projeto conta ainda com apoio da prefeitura, que disponibilizou a infra-estrutura de postes e dutos da RioLuz para a instalação de equipamentos de rádio e a passagem de cabos de fibra ótica. De acordo com o cronograma de implantação, o Orla Digital será realizado em duas etapas. A primeira foi realizada nesta semana e a segunda, no fim de agosto, após ser analisada a demanda do serviço na primeira fase, para que ajustes e correções possam ser feitos.

Com tecnologia Motomesh, da empresa Motorola, a cobertura do sinal na orla será formada por quatro células de comunicação em malha interligadas. As tarefas envolvendo a implementação e configuração da rede e do software de gerência de rede estão sendo realizadas em conjunto com as equipes da Rede-Rio/Faperj e da empresa de engenharia Mibra, responsável também pela execução das obras e instalações.
O projeto técnico é coordenado pelo professor Luís Felipe Magalhães de Moraes, responsável pelo Laboratório de Rede de Alta Velocidade (Ravel) e por Claudio Amorim, responsável pelo Laboratório Computação Paralela (LCP), ambos do Programa de Engenharia de Sistemas e Computação da Coppe/UFRJ.

Mais informações podem ser obtidas no site www.cienciaetecnologia.rj.gov.br. (Com informações da Sect)

Fonte: Gestão CT

Sisema-MG lança edital de credenciamento de pareceristas

O Sistema Estadual do Meio Ambiente (Sisema-MG) publicou, no início deste mês, um edital de credenciamento de pareceristas, a fim de agilizar o processo de licenciamento ambiental no Estado e a concessão de outorgas pelo uso e recursos hídricos.

O instrumento jurídico-administrativo permite que profissionais com formações diversas se cadastrem junto ao Sisema e passem a analisar processos recebidos diariamente pela administração ambiental. Os formulários para o credenciamento estão disponíveis no site www.semad.mg.gov.br. Toda a documentação deverá ser entregue na sede do Sisema, das 9h às 17h, até o dia 10 de agosto.

O edital permite o credenciamento de pessoas formadas em agronomia, arquitetura, ciências biológicas, direito, economia, engenharias ambiental, agrícola, agrônoma, civil, de alimentos, elétrica, florestal, mecânica, de minas, de pesca, geológica, hídrica, metalúrgica, química e sanitária, física, geografia, geologia, química ou zootecnia.

Os pedidos de credenciamento de pareceristas serão analisados por uma comissão coordenada pela Subsecretaria de Inovação e Logística, formada por um representante da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e um de cada entidade vinculada ao Sisema. Todos os candidatos terão os cadastros deferidos e vão compor uma lista de pareceristas por área de especialização, que ficará à disposição para eventuais demandas de serviços.

Veja a íntegra do edital neste link.

Fonte: Gestão CT

Petrobras e Cefet-RN inauguram Centro Móvel de Treinamento em Mossoró

A Petrobras, em parceria com o Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) e a Fundação de Apoio ao Cefet-RN (Funcern), inaugurou nesta quarta-feira (23/07), às 10h, o Centro Móvel de Treinamento, localizado na sede do Cefet Mossoró, na rua Raimundo Firmino de Oliveira, 400, conjunto Urich Graff.

O centro terá uma mini-sonda, estrutura com mastro de 9 metros de altura, similar ao de uma sonda de perfuração terrestre. Os alunos vão trabalhar com equipamentos e ferramentas reais, onde poderão praticar os processos realizados numa sonda normal. O curso com atividades práticas será complementar a qualificação teórica do curso de plataformista de sonda.

Projetado e construído pela Petrobras, este é o primeiro dos cinco centros móveis que serão instalados no País. Participam também deste projeto em Mossoró as empresas BCH Energy do Brasil, Iroilrigs International, Saipem do Brasil, Queiroz Galvão Perfurações e Prest Perfurações.

Em Mossoró, nos próximos nove meses, cerca de 400 alunos do curso de plataformista de sonda devem passar por esse aprendizado prático no Centro Móvel de Treinamento. Os alunos dos cursos patrocinados pelo Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp) também receberão capacitação prática com o uso destes equipamentos.

A necessidade de formação de mão de obra no mercado local, para atender a crescente demanda da atividade de perfuração, é realidade no Rio Grande do Norte. A função de plataformista, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Governo Federal, está na lista das 18 profissões que mais geraram emprego no Rio Grande do Norte, em 2007. O Centro Móvel de Treinamento vem suprir a lacuna existente atualmente em treinamento prático para a formação de profissionais desta área.

Fonte: Agência Petrobras

Inpe divulga análise da 1ª Pesquisa de Usuários das Imagens CBERS

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT) concluiu a análise dos resultados da 1ª Pesquisa sobre o Perfil dos Usuários das Imagens do Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres – CBERS.

Promovida para averiguar a aplicabilidade das imagens e auxiliar o aperfeiçoamento dos processos, produtos e serviços, a pesquisa mostrou o índice de satisfação com a qualidade dos dados e revelou a importância do satélite sino-brasileiro para a popularização do sensoriamento remoto. Entre os resultados, 57% responderam que não utilizavam imagens de satélites antes de ter acesso às imagens CBERS do Inpe.

"Esta pesquisa foi aplicada no universo de 15.007 usuários e finalizada com uma amostra efetiva de 3.471 participantes. O erro amostral calculado foi de 1,5% para mais ou para menos, com um nível de confiabilidade de 95% sobre os resultados obtidos", informa Luiz Tadeu da Silva, Analista em Ciência e Tecnologia da Divisão de Geração de Imagens (DGI) do Inpe, que conduziu os trabalhos da pesquisa junto com José Carlos Neves Epiphanio, coordenador do Segmento de Aplicações do CBERS.

Veja aqui o relatório completo da pesquisa e a análise de seus resultados.

Fonte: Agência CT

SENAI e SESI ampliarão oferta de cursos gratuitos

Compromisso, que integra o acordo firmado com o Ministério da Educação, é uma contribuição da indústria para facilitar o acesso dos brasileiros à educação.


O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Serviço Social da Indústria (SESI) aumentarão a oferta de cursos gratuitos em todo o país. A meta é que em 2014 o SENAI invista 66,6% da receita líquida em cursos de formação profissionais gratuitos.

Hoje a instituição destina cerca de 46% dos recursos líquidos para cursos que não exigem o pagamento de matrículas e mensalidades. O SESI também ampliará gradativamente a destinação de parte da receita líquida a vagas gratuitas de educação básica e continuada. A meta é que o SESI aplique 6% dos recursos líquidos em vagas gratuitas em 2009 e esse percentual alcance 16,67% em 2014.

Os cursos gratuitos das duas instituições serão voltados à população de baixa renda. A ampliação das vagas em cursos de formação profissional e a gratuidade dos serviços de educação também fazem parte do acordo firmado entre a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o SESI, o SENAI e o Ministério da Educação (MEC).

Compromissos semelhantes integram o acordo firmado pelo MEC com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), o Serviço Social do Comércio (SESC) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). As medidas serão incorporadas aos regimentos internos das entidades do Sistema S em até 30 dias.

“Os acordos marcam o triunfo do diálogo”, afirmou o presidente da CNI, Armando Monteiro Neto, durante a apresentação dos protocolos de compromisso aos jornalistas, nesta terça-feira (22). Também participaram da entrevista coletiva, na sede do MEC em Brasília, os ministros Fernando Haddad, da Educação, e Carlos Lupi, do Trabalho, e o presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Antônio Oliveira Santos.

Segundo Monteiro Neto, o acordo confirma a relevância do SESI e do SENAI para a educação brasileira. Ele explicou que o compromisso firmado com o Ministério da Educação preserva a autonomia e a gestão dos empresários sobre as entidades do Sistema S e mantém o foco da educação profissional nas demandas do setor produtivo. “Ao ampliar a gratuidade dos cursos, o Sistema S se afina com as políticas públicas e dá uma contribuição importante para facilitar o acesso dos brasileiros à educação”, completou Monteiro Neto.

O ministro da Educação destacou que o acordo com o Sistema S ajudará o governo a superar o desafio de elevar a oferta de cursos técnicos. Para o ministro do Trabalho, o aumento da gratuidade dos cursos facilitará o acesso à cidadania para milhares de brasileiros, que precisam se qualificar para encontrar um emprego ou progredir na carreira. Os protocolos de compromisso foram negociados em reuniões realizadas no período de 28 de maio a 1º de julho entre técnicos do Ministério da Educação, do SESI, do SENAI e demais entidades do Sistema S.

Essas são as principais metas previstas para o SENAI e o SESI no acordo:
  • Destinar, anualmente, dois terços da receita líquida da contribuição compulsória geral do SENAI para vagas gratuitas em cursos e programas de formação inicial e continuada e de formação técnica de nível médio;
  • A alocação de recursos para as vagas gratuitas deverá evoluir, anualmente, a partir do patamaratualmente praticado até chegar em 2014 com o comprometimento de 66,6% da receita líquida da contribuição geral, na seguinte projeção média nacional: 50% em 2009, 53% em 2010, 56% em 2011, 59% em 2012, 62% em 2013 e 66,6% em 2014;
  • As vagas de gratuidade serão destinadas a pessoas de baixa renda, preferencialmente, trabalhador, empregado ou desempregado, matriculado ou que tenha concluído a educação básica;
  • Os cursos e programas de formação inicial e continuada poderão ser estruturados em módulos que compõem itinerários formativos. Os cursos de formação inicial terão carga horária mínima de 160 horas;
  • A CNI e o SESI se comprometem a destinar, anualmente, um terço da receita líquida da contribuição compulsória do SESI para educação, compreendendo educação básica e continuada e ações educativas relacionadas com saúde, esporte, cultura e lazer destinadas a estudantes. Desse montante, será destinada a metade à gratuidade nas finalidades descritas acima para estudantes de baixa renda;
  • A alocação na educação terá o cronograma definido pela seguinte projeção média nacional: 28% em 2009, 29% em 2010, 30% em 2011, 31% em 2012, 32% em 2013, até chegar a 33,33% em 2014. Dessa projeção, deverão estar comprometidos com a gratuidade 6% em 2009, 7% em 2010, 10% em 2011, 12% em 2012, 14% em 2013, até chegar a 16,67% em 2014.
Fonte: Sistema Fibra

Escócia oferece bolsa de doutorado na área de Estudos sobre Democracia e Representação

O Departamento de Direito, Artes e Ciências Sociais da Universidade de Strathclyde, em Glasgow (Escócia), abriu uma vaga para bolsista de doutorado na área de Estudos sobre Democracia e Representação. As inscrições estarão abertas até o dia 8 de agosto.

O estudante selecionado receberá, por três anos, uma bolsa de 10 mil libras anuais para realizar seu projeto no recém-inaugurado Centro para o Estudo de Eleições e Representação da universidade.

Os candidatos deverão ter interesse particular em conduzir uma pesquisa que examine aspectos da representação legislativa e política, tanto da perspectiva institucional quanto sob o ponto de vista comportamental.

Os temas podem ser voltados a pesquisas existentes sobre representação legislativa ou podem tratar da comparação entre modelos tradicionais de políticas representativas e modelos alternativos como democracia direta, deliberativa ou participativa.

Os interessados devem enviar uma proposta de tese de no máximo duas mil palavras, identificando um tema de pesquisa original, relacionando-o à literatura existente e apresentando um desenho de pesquisa claro e articulado.

Projetos de pesquisa quantitativa e análise terão preferência, embora propostas voltadas para abordagens qualitativas também sejam consideradas. Os estudos com foco em um único país serão admitidos, mas as propostas que incluam um componente comparativo serão especialmente bem-vindas.

Mais informações: www.strath.ac.uk

Fonte: Agência FAPESP

Pesquisa inédita pretende revelar o papel feminino na gestão e operacionalização das incubadoras de empresas e parques tecnológicos

Podem participar da pesquisa todas as mulheres que atuam dentro das incubadoras de empresas e parques tecnológicos brasileiros. Elas terão até o dia 8 de agosto para responder, anonimamente, a questões relacionadas a suas vidas profissionais como cargos que exercem e remuneração que recebem

A Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) acaba de iniciar uma pesquisa inédita no país para averiguar a participação e a relação profissional das mulheres dentro das incubadoras de empresas e parques tecnológicos brasileiros. A iniciativa surgiu a partir de debates realizados no XVII Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas, em setembro de 2007 na cidade de Belo Horizonte – MG, quando um grupo de gestores de incubadoras decidiu fazer um balanço sobre questões que levassem em consideração o tipo de atuação das mulheres, cargo, salários e qualificação profissional, entre outros fatores.

As profissionais atuantes nas incubadoras terão duas semanas para responder a questões que vão desde sua situação familiar e domiciliar, passando por informações de seus cônjuges e pais, até sua formação acadêmica e atuação profissional, além disso questões de relacionamento profissional em áreas como tecnologia e engenharia.

Gonçalo Guimarães, doutor em Urbanismo pela USP, integrante do grupo dirigente da Anprotec e um dos idealizadores da pesquisa, explica a razão de se fazer um levantamento desse tipo. “Observamos cada vez mais o surgimento de lideranças femininas no movimento de incubadoras como casos isolados. Sabemos que existe uma grande parcela de incubadoras que são tocadas por mulheres, mas, infelizmente, não temos nenhum instrumento ou estudo que mostre onde elas estão e o que estão fazendo” explica.

Outro fator preponderante da pesquisa é saber se há diferenças nos cargos e funções desempenhadas por homens e mulheres dentro da incubadora. Nesse ponto, o objetivo é ajustar possíveis problemas para se chegar à igualdade de oportunidades para ambos os sexos. “Será que as oportunidades para os gêneros são iguais? Será que há alguma política que favoreça esse equilíbrio ou, pelo menos, que evite a discriminação? A pesquisa busca justamente aflorar esse tipo de discussão para checarmos a importância do papel da mulher dentro da incubadora e se existe alguma política diferenciada para sua atuação”, completa Gonçalo.

Os resultados da pesquisa serão apresentados durante o XVIII Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas, que acontecerá nos dias 22 a 26 de setembro em Aracaju – SE, durante a sessão plenária que tratará o tema: “Gênero e Economia: Empreendedorismo de Batom”, que terá como palestrante Henry Etckowitc, coordenador do projeto “As Mulheres na Inovação, Ciência e Tecnologia” e professor da New Castle University, na Inglaterra.

Os formulários foram enviados, por e-mail, para mais de três centenas de incubadoras de empresas espalhadas pelo país. Podem participar da pesquisa todas as mulheres que atuam na incubadora, sejam em cargos de direção ou técnicos. As profissionais terão até o dia 8 de agosto para responder ao questionário e enviá-lo para a Anprotec.

O que dizem elas
No movimento de incubação de empresas, algumas gestoras são unânimes ao afirmar que no decorrer de suas atividades profissionais nunca sofreram algum tipo de discriminação por serem mulheres. Porém, alertam para o fato de que, mesmo possuindo qualificações iguais ou superiores aos homens, muitas das vezes recebem remuneração e exercem funções diferenciadas. “A mulher tem um papel importante dentro das incubadoras, mas em categorias executivas ela está em segundo escalão, mesmo se qualificando academicamente igual ou melhor do que homens. Em termos de salário e cargos, ainda são minoria”, argumenta, Ednalva Morais, vice-diretora do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Universidade de Brasília.

A diretora da Anprotec e da Fundação Parque Tecnológico da Paraíba, Francilene Procópio Garcia, considera importante identificar não só o percentual de mulheres atuantes nas incubadoras, mas também as suas responsabilidades. “Precisamos saber se houve mudanças naqueles espaços que culturalmente vem sendo dominados pelo gênero masculino”, propõe.

Regina Fátima Faria, gerente da Incubadora de Empresas da Coppe/UFRJ, argumenta que há uma possível predominância masculina no movimento de incubadoras em decorrência da área de atuação dessas entidades. “Grande parte dos profissionais que gerem as incubadoras são oriundos de uma formação acadêmica na área de engenharia, que é um mundo predominantemente masculino”.

Eles concordam com elas
Defensor da idéia de que a incubadora de empresas pode e deve ser gerida por mulheres, José Alberto Sampaio Aranha, diretor do Instituto Gênesis da PUC-Rio e também integrante do grupo dirigente da Anprotec, revela que sua preferência em ter uma gestora à frente das incubadoras se dá pelo fato de que as mulheres são mais atenciosas com os empreendedores incubados. “O processo de incubação é uma relação onde você está preparando uma empresa para ficar adulta. É mais ou menos parecida com educar um filho, onde você tem que ser duro em certos momentos e elogiar e incentivar em outros. É uma relação muito feminina de mãe para um filho, e a mulher sabe fazer isso muito melhor do que o homem, pois sabe trabalhar os dois lados”, defende Aranha.

Julia Zardo, gerente da Incubadora de Empresas do Instituto Gênesis, concorda com o chefe Aranha e completa: “Aqui na incubadora a maioria dos profissionais são mulheres. Acredito que isso ocorra pelo fato de que, nesse ambiente inovador, nós temos mais criatividade e jogo de cintura para enfrentar os problemas e encontrar soluções”.

Quanto às empresas incubadas, as mulheres possuem mais sensibilidade do que os homens no relacionamento com os empreendedores, é o que pensa Regina Faria: “A mulher é mais ligada aos detalhes no acompanhamento dos empreendedores”. Francilene Procópio: “Trabalhar numa incubadora tem muito haver com a questão de saber acolher o empreendedor com o mesmo espírito de uma mãe que, nas suas preocupações e desafios, sabe muito bem avaliar, escutar e entender os problemas de seus filhos”. José Alberto Sampaio Aranha: “A mulher é mais ligada à sua relação familiar e domiciliar. Conseqüentemente, se ela tiver no trabalho a possibilidade de cuidar dessa relação, ela passa a ter maior perspectiva de permanência na gestão dentro da incubadora do que o homem, que sempre está preocupado em ganhar mais para sustentar a família”.

Serviço
Pesquisas Gênero Empreendedorismo
Prazo para envio dos formulários: 8 de agosto de 2008
Como conseguir os formulários acesse o e-mail ou (61) 3202-1555

Fonte: Anprotec

Só a produção da vacina irá controlar de fato a Dengue no Brasil

O caminho é a vacina
O governo brasileiro gasta demais com o combate à dengue, mas só a produção da vacina irá controlar de fato a doença, que atingiu 230.829 pessoas entre janeiro e abril deste ano, de acordo com os registros do Ministério da Saúde.

A avaliação foi feita pelo pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) Hermman Schatzmayr – que foi responsável pelo isolamento do vírus da dengue 1, 2 e 3 no Brasil. Para a produção da vacina, no entanto, ainda será preciso superar uma série de desafios científicos.

De acordo com ele, a doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti custa R$ 1,2 bilhão por ano ao governo federal. “É muito dinheiro”, disse Schatzmayr durante o I Encontro da Rede-Pan Americana de Pesquisa em Dengue, nesta quarta-feira (23/7), em Recife.

Segundo o pesquisador, que abriu o evento com uma palestra sobre a situação da dengue no Brasil, os recursos são gastos com inseticida para combate das larvas, treinamento de pessoal, apoio aos estados, assistência médica, controle do vetor, repasse de material, rede de laboratórios, equipamentos e bolsistas que estudam o problema.

A vacina, de acordo com o pesquisador, é o melhor caminho para o controle da dengue. “O país tem três grandes desafios a enfrentar: diagnóstico rápido da doença, controle do vetor e produção de vacina para imunizar a população. A vacina é o principal deles. É o ideal para o Brasil, por ser um país muito grande, disse Schatzmayr.

De acordo com reportagem da Agência Fapesp, realizada durante a 60ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Campinas, na semana passada, as pesquisas para o desenvolvimento da vacina estão adiantadas. Uma parceria entre o Instituto Butantan e o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH, sigla em inglês) está em fase de pesquisas clínicas com humanos e em dezembro uma planta piloto já deverá começar a produzir a vacina.

O Butantan realizará ensaios no interior de São Paulo para testar a eficácia da vacina, mas ainda precisará de dados sobre o número de pessoas contaminadas – o que não está disponível porque a maioria das pessoas que contrai a doença não desenvolve os sintomas.

Na ocasião, Elena Caride Siqueira Campos, da Fiocruz, afirmou que combater a dengue no organismo humano não é fácil, já que existem quatro tipos diferentes de vírus e, para ser eficaz, a vacina terá de ser tetravalente, ou seja, combater os quatro simultaneamente, encontrando um equilíbrio entre atenuação do vírus e a imunogenicidade.

Combate ingrato
Na avaliação de Schatzmayr, os estados brasileiros ainda não estão totalmente estruturados para dar uma resposta rápida diante de uma epidemia. “Em uma situação como essa, é preciso agilidade para providenciar tendas de atendimento e remanejamento de médicos. O índice de mortalidade em decorrência da dengue deveria ser de 0,5% a 1%. Mas já registramos 10%, isso é um absurdo”, destacou.

Schatzmayr cita como exemplo o Estado do Mato Grosso do Sul, que teve uma epidemia séria de dengue no ano passado, apresentou uma resposta rápida e registrou pouquíssimas mortes. “A dengue está avançando no público infantil, os pediatras devem estar alertas para o rápido diagnóstico”, sublinhou.

Ele defende o repasse de informações sobre o mosquito Aedes aegypti para as crianças, em sala de aula. “É primordial mostrar vídeos sobre o inseto, trabalhar o assunto nas escolas, para que elas possam levar a informação para casa. Exibir o mosquito por dez segundos na televisão não surte efeito”, disse.

Em relação ao controle do vetor, o pesquisador reconhece que se trata de um trabalho difícil – até mesmo pela extensão territorial do Brasil – que exige entrar na casa das pessoas, verificar se há larvas e identificar se são do mosquito da dengue.

“Hoje, a ação é municipalizada, por isso é muito variado o interesse e a capacidade de atuação de cada um. Talvez, seja necessário mais foco do Estado junto aos municípios. É preciso repensar a participação do Estado, porque as cidades sozinhas não conseguem dar conta.”

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que entre 50 e 100 milhões de pessoas contraiam dengue todos os anos em mais de cem países de todos os continentes, exceto Europa. Conforme a OMS, foram registrados 900 mil casos de dengue nas Américas no ano passado, dos quais 560 mil (dois terços) no Brasil.

Fonte: Cleide Alves / Agência FAPESP

Nomeado comitê dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia

O Ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Machado Rezende, nomeou, por meio da portaria nº 456, de 22 de julho, os 21 integrantes do Comitê de Coordenação do Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia. A primeira reunião do comitê será realizada no dia 29 de julho em Brasília (DF).

O Programa dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia substitui o de Institutos do Milênio. Cada instituto será formado por uma instituição sede com excelência na produção científica e tecnológica com alta qualificação na formação de recursos humanos, sempre que possível associada a um conjunto de laboratórios ou grupos de outras instituições, articulados na forma de redes científico-tecnológicas que apresente capacidade de alavancar recursos de outras fontes.

Os Institutos deverão ser caracterizados por uma área ou tema de atuação bem definido na fronteira da ciência ou tecnologia, ou em áreas estratégicas do Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação de 2007-2010. As redes deverão ter um forte componente de formação de recursos humanos e procurar incluir pesquisadores de grupos de novos campus universitários ou de instituições em regiões menos favorecidas.

O Programa Institutos Nacionais será coordenado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia que aportará recursos orçamentários ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT), do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT) e de outras ações programáticas. A gestão operacional do Programa será feita pelo CNPq, em articulação com outras entidades que aportarão recursos financeiros ao programa, entre as quais as fundações de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), do Rio de Janeiro (Faperj) e de São Paulo (Fapesp).

Veja aqui a Portaria nº 456 de nomeação do comitê (Assessoria de Comunicação do CNPq)

Fonte: Agência CT

Falta de monitoramento do plâncton no Atlântico Sul impede avaliar mudanças climáticas

Plâncton ignorado
Há mais de 50 anos o plâncton do Atlântico Norte é monitorado periodicamente. Estudos baseados nesses dados têm mostrado que as mudanças climáticas globais estão afetando a distribuição das comunidades planctônicas, com conseqüências sobre toda a cadeia alimentar marinha e, portanto, sobre a pesca.

No Atlântico Sul, no entanto, a falta de longas séries históricas impede a realização de estudos que avaliem a dimensão desses impactos. O alerta foi feito pelo professor Jean Louis Valentin, do departamento de Biologia Marinha da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na semana passada, durante a 60ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

“Observamos muitos fenômenos que podem estar sendo causados pelo efeito das mudanças climáticas sobre o plâncton, que é a base da cadeia alimentar marinha e fonte essencial dos recursos pesqueiros. Mas não podemos tirar conclusão alguma porque não temos séries temporais longas. Recomendo fortemente um monitoramento sistemático do plâncton”, disse Valentin.

De acordo com Valentin, o declínio da produção de sardinha na região de Cabo Frio, no litoral fluminense, é um exemplo de fenômeno que pode estar sendo causado por impactos do clima sobre o plâncton.

“A sardinha só existe ali por causa do fenômeno da ressurgência, que é um afloramento das águas do fundo, ricas em nutrientes. Isso faz crescer o plâncton, que é o único alimento da sardinha. O aumento da temperatura torna a água menos densa, provocando uma estratificação da coluna d’água, diminuindo a ressurgência”, explicou Valentin.

Segundo o professor, outros fenômenos ocasionados pelas mudanças climáticas podem estar também afetando as comunidades plantônicas na região do estuário do Rio da Prata. “Com o aquecimento, há uma maior descarga de água continental, que altera a composição do plâncton. Isso tem diversos efeitos sobre a cadeia alimentar oceânica, podendo levar ao aparecimento de espécies exóticas e tóxicas”, disse.

Nenhuma conclusão poderá ser tirada, no entanto, enquanto não houver um monitoramento contínuo do plâncton. “Não podemos saber se essas alterações estão relacionadas às mudanças climáticas, pois no Atlântico Sul não há coleta contínua de dados por mais que um ou dois anos. Precisaríamos de séries de 40 a 50 anos”, disse Valentin.

O aquecimento global, de acordo com o professor, causa o deslocamento de comunidades planctônicas, levando espécies de águas frias a desaparecer, enquanto as de áreas quentes ocupam novas regiões. “Essa substituição de populações, que muda todas as relações tróficas, tem sido observada no hemisfério norte”, disse.

Segundo o cientista, como há necessidade de várias décadas de monitoramento sistemático, é preciso que ele comece a ser feito imediatamente. Para ele, isso poderia ser feito a partir de pontos de coleta próximos a laboratórios distribuídos pela costa brasileira.

“Bastaria uma coleta semanal. O custo não passaria de R$ 30 mil, incluindo o financiamento de bolsas de mestrado e o aluguel de barcos. É irrisório para um benefício tão grande”, disse.

Um orçamento maior permitiria, segundo ele, adquirir um CPR (Continuous Plankton Recorder) – o aparelho utilizado para recolher de amostras desde 1958 no Atlântico Norte. “O ideal seria também investir em bolsas para taxonomistas, ampliar os programas já existentes e melhorar métodos de coleta e processamento das amostras”, declarou.

O pesquisador lembra que há projetos de excelência atuando no país, como o Projeto Laplata – que estuda os mecanismos físicos que influenciam o processo biológico nos oceanos – e o Programa Goos Brasil, componente brasileiro do Sistema Global de Observação dos Oceanos (Goos). Mas nenhum deles faz coleta de plâncton.

“No Atlântico Norte temos uma realidade diferente. Quando consultamos a base de dados global do governo norte-americano sobre plâncton, vemos claramente que estamos carentes de informação sobre o Atlântico Sul”, disse o cientista, referindo-se à Base de dados de observação, produção e ecologia de plâncton costeiro e oceânico (Copepod, na sigla em inglês).

Fonte: Fábio de Castro / Agência FAPESP

1º Simpósio Mundial de Estudos de Língua Portuguesa

A primeira edição do Simpósio Mundial de Estudos de Língua Portuguesa será realizada de 1 a 5 de setembro, na capital paulista, com promoção da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP).

O encontro, cuja organização é fruto de uma parceria com universidades estrangeiras em que se ensina a língua portuguesa e suas variadas formas de difusão cultural, tais como língua, lingüística e literaturas, acolherá a estrutura e a programação de três outros eventos.

Trata-se do 3º Encontro Anual do Grupo de Pesquisa “Mudança Gramatical do Português”, vinculado à USP e ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do 4º Simpósio Internacional sobre Práticas Escritas na Escola, vinculado ao Programa Capes/Cofecub que apoia projetos conjuntos de pesquisa entre Instituições de Ensino Superior do Brasil e da França, e do 2º Encontro do Grupo de Pesquisa sobre Morfologia Histórica.

Na ocasião serão apresentados mais de 40 simpósios temáticos e cinco mesas-redondas, além de exposições de pôster.

Mais informações: www.fflch.usp.br/eventos/simelp

Fonte: Agência Fapesp