terça-feira, 22 de julho de 2008

60ª SBPC - Alta no preço dos alimentos não tem relação com a substituição de áreas plantadas para introdução da cana

Muito mais terra à vista
Muitas são as críticas recentes que associam a alta na cotação de preços dos alimentos em nível internacional com o suposto aumento da produção de biocombustíveis, cenário que faz com que o Brasil seja fortemente acusado por outros países como um dos principais responsáveis pelo problema.

Levantamentos sobre a produção dos dois tipos de produtos, no entanto, mostram que essa hipótese não é verdadeira: diferentes estudos realizados no país e no exterior mostram, de fato, o acréscimo no preço dos alimentos produzidos em todo o mundo. Mas é importante lembrar que esse aumento ocorreu, progressivamente, também em outros setores da economia mundial, afetando commodities como petróleo, cobre e alumínio.

O quadro foi apresentado na semana passada em conferência proferida pelo reitor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), José Tadeu Jorge, na 60ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Com base em estudos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), Tadeu Jorge destacou que a soja e o arroz foram os alimentos que tiveram o maior aumento de preços entre 2000 e 2008. O custo da unidade da saca da soja pulou de US$ 11,40 para US$ 28,70 no período, enquanto o arroz passou de US$ 7,25 para US$ 28,41 e, o milho, de US$ 5,31 para US$ 14,18.

Ao mesmo tempo, os preços do barril do petróleo subiram de US$ 28 para cerca de US$ 150, acompanhado por elevações nos valores do cobre, cujo preço pago por tonelada no mercado internacional subiu de US$ 1,8 para US$ 8 de 2000 a 2008, e nos preços do alumínio, que também aumentou de US$ 1,54 para US$ 2,85.

"Essa tendência de alta muito semelhante entre as commodities é uma forte evidência de que não há relação direta da alta de preços dos alimentos por causa dos fatores relacionados com a produção de etanol. Acredito que ninguém tenha substituído a produção de petróleo ou alumínio para dar lugar ao plantio de cana para produção de etanol ", disse o também professor da Faculdade de Engenharia Agrícola da Unicamp.

"Estamos diante de uma questão mais puramente econômica do ponto de vista global, do que propriamente um problema localizado. Uma das conclusões para o aumento significativo dos preços é o crescimento da demanda mundial por diversos tipos de alimentos, que é o tipo de demanda que cresce mais cedo e mais rápido quando há aumento de poder aquisitivo da população”, disse.

Gráfico da área plantada
Após analisar os números de área plantada para a produção de diferentes tipos de alimentos no Brasil, Tadeu Jorge citou o exemplo da área plantada de arroz, que vem caindo no Brasil, passando de 6,6 milhões de hectares na safra 1980/81 para cerca de 3 milhões na safra 2005/06, devido, segundo ele, principalmente ao aumento do rendimento das novas variedades do grão, e mais uma vez não pela expansão da cana.

Embora a área plantada de arroz tenha caído, a produção do grão subiu de 10,5 milhões de toneladas na safra 1986/87 para 11,7 milhões de toneladas em 2005/06. De acordo com ele, a área plantada de soja no Brasil subiu de 8,6 milhões de hectares na década de 1980 para mais de 22 milhões de hectares na safra 2005/06.

"Isso significa que o Brasil está ofertando mais soja no mercado internacional e, mesmo assim, os preços desse grão continuam subindo, o que rigorosamente não tem nada a ver com substituição de área de soja no país para o plantio de cana”, disse.

“Não há parcela de responsabilidade do etanol brasileiro na questão do preço dos alimentos no mercado internacional. A agropecuária é um negócio e, como qualquer outro, quando a demanda aumenta quem produz alimentos quer ganhar mais dinheiro", pontuou o engenheiro de alimentos.

Tadeu Jorge mostrou dados sobre o uso da terra no Brasil, que destina cerca de 237 milhões de hectares para pastagens, o que representa 81% da área agricultável utilizada no país atualmente, 21 milhões de hectares para soja (7%), 12 milhões de hectares para milho (4%) e 5,4 milhões de hectares para cana-de-açúcar (2%), sendo que 60% da produção de cana no país está concentrada no Estado de São Paulo.

Laranja ou cana-de-açúcar?
Tadeu Jorge afirmou ainda o que talvez muitos brasileiros gostariam de ouvir: o Brasil tem potencial para compatibilizar a demanda por álcool e a produção e exportação de alimentos. “Essas são duas grandes oportunidades distintas que hoje se oferecem para o Brasil no mercado internacional”, ressaltou.

“O país tem terra suficiente para plantar as culturas de interesse de acordo com as tendências internacionais, seja laranja, para que continue na liderança mundial de exportação de sucos da fruta, ou cana para a produção de etanol. Se estamos falando de um negócio, o que interessa é o valor econômico”, disse.

Dos 851 milhões de hectares de área do território brasileiro, 470 milhões não podem ser usados por serem considerados herança para o futuro da humanidade, que são as áreas da Amazônia e outros biomas e reservas do país, além dos centros urbanos. Do total do território, 220 milhões de hectares são usados ainda para a produção animal e cerca de 70 milhões de hectares são as áreas utilizadas atualmente no agronegócio.

“Temos pelo menos 90 milhões de áreas agricultáveis, ou seja, que têm vocação agrícola e que teoricamente estão prontas para uso em nosso país. Temos uma área potencial maior do que toda a que está sendo usada hoje. Nenhum outro país no mundo possui uma condição como essa: uma área potencial que pode ser usada para aumentar a produção agrícola nacional sem causar nenhum dano ambiental”, afirmou.

Entretanto, para utilizar toda essa área agricultável de maneira sustentável, na visão do reitor da Unicamp, o Brasil necessita de uma política agrícola diferente de todas que o país já teve. “Precisamos de uma política agrícola fundamentada nos conceitos da agropecuária a fim de qualificar toda a cadeia produtiva do agronegócio brasileiro, que ainda tem muitas características de empirismo e amadorismo”, observou.

“O Brasil já contou com muitos planos econômicos voltados a setores específicos da agricultura, o que também é importante, mas não é disso que precisamos para darmos conta do crescimento da produção de etanol sem que isso ocorra em detrimento da produção de alimentos”, explicou.

A importância de investir nesse setor Tadeu Jorge deixou bem claro: o agronegócio é responsável por aproximadamente 36% do total das exportações brasileiras, responde por 27% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e emprega cerca de 37% da população brasileira. “Sempre ouvimos falar que o Brasil é o celeiro do mundo e iria abastecer o mundo inteiro. De fato a verdadeira vocação brasileira é o agronegócio”, defendeu.

Tadeu Jorge mandou ainda um recado para a comunidade científica, alertando para o fato de que o debate sobre a produção de alimentos e de biocombustíveis no Brasil tem sido conduzido de maneira bastante parcial: "Os setores olham essa questão de acordo com seus interesses e teorias, mas na academia essa visão deve ser analisada em suas múltiplas facetas, de preferência sem muita paixão", disse.

Fonte: Thiago Romero / Agência FAPESP

Programa Computador Portátil para Professor vai contemplar 64 Municípios em agosto

Professores de 64 Municípios serão os primeiros a adquirir computadores portáteis abaixo do custo e ter acesso a uma linha facilitada de financiamento. Os equipamentos serão em torno de 35% mais baratos do que os disponíveis no mercado atualmente. O Programa Computador Portátil para Professor, lançado no dia 4 de julho, inicia a fase de teste a partir de agosto, priorizando os Municípios com melhor Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

Também foram incluídas nessa primeira etapa, as cidades que compõem as 37 redes municipais de ensino apontadas pela pesquisa Redes de Aprendizagem – boas práticas de Municípios que garantem o direito de aprender –, realizada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

De acordo com o cronograma previsto para o programa, a fase de teste se estende até o dia 9 de setembro. A partir do dia 10 do mesmo mês, professores de todas as capitais serão beneficiados pelo programa e, em outubro, as demais cidades brasileiras serão contempladas. A estimativa é de que o programa alcance, aproximadamente, 3,4 milhões de professores em atividade da educação continuada, do ensino básico até o universitário. O projeto não vai beneficiar professores fora da educação continuada, como cursos pré-vestibulares, escolas de música e de idiomas e academias de ginástica.

Programa
O Programa Computador Portátil para Professor não envolve recursos orçamentários e conta com a adesão de empresas fabricantes de computadores e de bancos públicos e privados na criação de linhas de empréstimo para a aquisição dos equipamentos.

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) será a responsável pela captação dos pedidos e entrega dos computadores no endereço indicado pelo professor.

Veja a lista dos 64 Municípios neste link.

Mais informações podem ser obtidas no site www.mec.gov.br. (Com informações do MEC)

Fonte: Gestão CT

Brasileiros conquistam medalhas na 49ª Olimpíada Internacional de Matemática

O Brasil teve um ótimo desempenho na 49ª Olimpíada Internacional de Matemática, que se realiza até hoje (22), na Espanha. Os estudantes Renan Henrique Finder, de São Paulo (SP), Henrique Pondé de Oliveira Pinto, de Salvador (BA); Rafael Tupinambá Dutra, de Belo Horizonte (MG), Régis Prado Barbosa e Davi Lopes Alves de Medeiros, ambos de Fortaleza (CE), conquistaram medalhas de prata. Marcelo Matheus Gauy, de São José do Rio Preto (SP) obteve medalha de bronze.

Com um total de 152 pontos, Brasil ficou na 16ª posição no ranking mundial entre 103 países participantes. Os seis estudantes, todos vencedores de medalhas, tiveram a orientação dos professores Luciano Guimarães Monteiro de Castro do Rio de Janeiro (RJ) e Carlos Yuzo Shine de São Paulo (SP).

Prova
Um comitê internacional elegeu os problemas que seriam resolvidos entre os propostos pelos países participantes. As provas foram realizadas em dois dias e abrangeram disciplinas como álgebra, teoria dos números, geometria e combinatória. Em cada dia, os participantes resolveram três problemas em 4 horas e meia. As resolução das questões requererem criatividade, engenho e habilidade matemática do que conhecimentos e fórmulas aplicadas.

A participação brasileira na competição é organizada pela Olimpíada Brasileira de Matemática, iniciativa que tem desempenhado um importante papel para melhorar o ensino e promover a descoberta de talentos para a pesquisa em matemática. A Olimpíada é um projeto conjunto da Sociedade Brasileira de Matemática e do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA/MCT), contando também com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT), do Instituto do Milênio Avanço Global e Integrado da Matemática Brasileira e da Academia Brasileira de Ciências.(Com informações da assessoria de imprensa da Olimpíada Brasileira de Matemática)

Fonte: Agência CT

Fapes disponibiliza banco de publicações científicas

Os pesquisadores com bolsas ou projetos de pesquisa financiados pela Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Fapes) já contam com um banco para publicações científicas eletrônicas no site da fundação. O serviço está disponível no site www.fapes.es.gov.br.

Segundo o diretor-presidente da Fapes, Luciano Terra Peixoto, a ferramenta vai permitir que a sociedade capixaba tenha acesso livre aos resultados das pesquisas financiadas pelo governo do Estado. Ele informou que o banco de publicações também vai funcionar como fonte de pesquisa para estudantes do ensino médio e jovens pesquisadores, gerando a produção do conhecimento.

O banco de publicações é acionado no momento em que o pesquisador tem o relatório de seu projeto aprovado pela fundação. Ele receberá uma mensagem eletrônica com o título do trabalho aprovado, acompanhado de instruções para inserção do texto no banco de publicações, e assim o trabalho ficará publicado no site.

Os pesquisadores com relatórios anteriormente aprovados também poderão inserir no sistema as publicações correspondentes. Para isso, basta utilizar o canal “fale conosco” do site e informar o título da publicação e sua modalidade como artigo, tese de doutorado ou dissertação de mestrado. Em seguida, ele recebe por e-mail uma mensagem com os procedimentos para que o material possa ser publicado no banco. (Com informações da Fapes)

Fonte: Gestão CT

Brasileiros são premiados na 40ª Olimpíada Internacional de Química

A equipe brasileira que representou o país na 40th International Chemistry Olympiad (IChO), realizada em Budapeste, Hungria, de 12 a 21 de julho, voltou ao Brasil com medalhas. O desempenho da equipe foi melhor do que o conseguido na IChO do ano passado, em Moscou, Rússia, na qual a equipe brasileira conquistou três medalhas. Neste ano, todos os participantes foram premiados.

O Brasil foi representado por quatro estudantes, todos do Ceará, e pelos professores José Arimatéia Lopes, da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e Nágila Silva Ricardo, da Universidade Federal do Ceará (UFC). A estudante Thaís Macedo Bezerra Terceiro Jorge conquistou a medalha de prata, enquanto os estudantes Bruno Matos Paz, Victor Tsuneichi Chida Paiva e Walter Collyer Braga ganharam medalhas de bronze.

Apoiada pela União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC), a competição reuniu estudantes do ensino médio de 71 países. Além de um exame teórico, os estudantes foram avaliados em laboratórios com a realização de três problemas de investigação química.

Seleção
Para garantir uma vaga na equipe, os quatro estudantes percorreram a Olimpíada Brasileira de Química, participaram de seletivas realizadas em seis fases, as três primeiras iniciadas em 2007 e as fases finais no primeiro semestre deste ano. Uma delas avaliou conhecimentos de técnicas de laboratório.

Os 15 estudantes mais bem colocados nessa série de avaliações se deslocaram para Teresina (PI) e, durante 15 dias, participaram de cursos e discussões com professores do Curso de Mestrado em Química da UFPI. Após essa etapa, foram escolhidos os quatro representantes brasileiros na 40th IChO, na Hungria. No próximo ano, a olimpíada internacional será realizada na Inglaterra.

O Programa Nacional Olimpíadas de Química é uma atividade realizada pela Associação Brasileira de Química (ABQ) em parceria com a Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap) e com o apoio do CNPq e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Mais informações podem ser obtidas no site www.icho.hu. (Com informações da Coordenação Nacional do Programa Nacional Olimpíadas de Química)

Fonte: Gestão CT

60ª SBPC - O Protocolo de Kyoto é inócuo para deter o aquecimento global

Carbono como commodity
“O Protocolo de Kyoto é inócuo para deter o aquecimento global.” A afirmação categórica é da geógrafa italiana Teresa Isenburg, professora do Departamento de Estudos Internacionais da Universidade de Milão, que há décadas se debruça sobre as relações internacionais que envolvem o meio ambiente.

Para ela, o documento assinado em 1997 na cidade japonesa acabou atendendo somente os interesses do mercado financeiro, o que pode ser percebido na União Européia, onde os impactos do tratado deveriam ser mais sentidos.

Segundo a cientista, a Eco 92, conferência da Organização das Nações Unidas realizada no Rio de Janeiro, trouxe esperanças de mudanças reais de atitudes que não se concretizaram cinco anos depois, em Kyoto. O panorama histórico explicaria isso.

“Em 1992, os Estados Unidos estavam envolvidos e distraídos com a primeira guerra do Golfo. Cinco anos depois, eles já se apresentavam como a única potência mundial”, disse.

Teresa aponta que o unilateralismo norte-americano enfraqueceu o multilateralismo “periférico” vigente até então. Além dos Estados Unidos, outros interesses também determinariam o destino da reunião de Kyoto.

Com medo da criação de uma taxação para conter emissões de gases causadores do efeito estufa, a iniciativa privada teria se adiantado e apresentado a proposta do mercado mundial de carbono, conforme conta a geógrafa.

A vontade do empresariado teria prevalecido e gerado as bolsas de carbono, em que são negociados créditos referentes a esse gás. Cada tonelada de dióxido de carbono não emitida ou seqüestrada da atmosfera em países não-desenvolvidos gera um crédito de carbono, comprado por empresas dos países desenvolvidos para compensar suas próprias emissões e, com isso, cumprir a meta exigida pelo protocolo: reduzir as emissões desses gases de modo que em 2012 elas sejam 5% menor que a quantidade registrada em 1990.

“A Itália, por exemplo, começou a investir em projetos na China e no Marrocos, porque não conseguiu diminuir as próprias emissões. Pelo contrário, elas aumentaram”, exemplificou.

De acordo com a pesquisadora o mercado de carbono se tornou um “jeito barato de mascarar o problema sem resolvê-lo”. “Se a Itália fosse reduzir as emissões em seu próprio solo, gastaria 80 euros por tonelada de dióxido de carbono, na China esse valor é de 3 euros e a Itália não precisa parar de poluir”, afirmou.

Participação da sociedade
A professora da Universidade de Milão também criticou a ausência nas negociações de Kyoto de propostas que previssem taxação sobre o petróleo. “Seria muito simples, o recolhimento das taxas formaria um fundo internacional que financiaria as mudanças para fontes mais limpas de energia”, apontou.

Como exemplo da força dos tratados internacionais, ela cita a eliminação do tráfico de escravos em 1815, pelo Congresso de Viena, que atingiu uma fonte de energia importante para a economia da época. “Outro ponto negligenciado no protocolo foram os países produtores de petróleo que mantêm uma economia dependente do produto e não assumiram compromissos de mudança”, disse.

Como solução, Teresa aposta na participação da sociedade civil, que até agora teria se mantido à margem das discussões. No caso de Kyoto, a resposta ao problema ambiental do aquecimento foi entregue ao sistema financeiro que, segundo ela, não resolve o problema e ainda procura ganhar dinheiro com isso. “A sociedade civil tem que se levantar e retomar elementos importantes que estão sendo desapropriados, como água, ar e as diversas formas de vida”, disse.

Fonte: Fábio Reynol / Agência FAPESP

R$ 1,5 bi do BNDES para apoio a empresas de diferentes portes

Novo programa de fundos de investimento terá R$ 1,5 bi do BNDES para apoio de empresas de diferentes portes

O BNDES aprovou a criação do novo Programa de Fundos de Investimento, com orçamento de R$ 1,5 bilhão. O objetivo é ampliar o apoio à capitalização de empresas de diferentes portes, difundir as boas práticas de governança e estimular a cultura do capital de risco no país. O novo programa terá como foco negócios voltados para setores considerados prioritários pelo BNDES.

O programa permitirá investimentos em quotas de até dez fundos, sendo até oito fundos de investimento em participação (private equity) e até dois fundos de investimento em empresas emergentes (venture capital). A seleção desses fundos será feita em etapas, com base em uma avaliação das oportunidades de mercado e prioridades do BNDES.

A participação máxima da BNDESPAR no patrimônio comprometido dos fundos será, respectivamente, de até 20% nos fundos da modalidade private equity e de até 25% nos fundos de venture capital. Este programa terá vigência de 24 meses, período no qual serão selecionados os dez fundos.

Primeira chamada
A primeira chamada do programa já está em vigor para a capitalização de três fundos na modalidade private equity, com políticas de investimentos no agronegócio, na cadeia produtiva do etanol e/ou geração de energia por biomassa e no incremento da governança, sem foco setorial.

As propostas dos gestores interessados em participar em uma ou mais modalidades mencionadas na primeira chamada deverão ser elaboradas de forma independente e segundo o roteiro de informações para seleção e enquadramento.

As propostas deverão ser encaminhadas ao BNDES até 11/08/2008. Elas serão avaliadas conforme os critérios eliminatórios e classificatórios, detalhados no programa e também descritos no site.

A importância estratégica do novo programa de fundos do BNDES está associada ao fortalecimento do mercado de capitais brasileiro e ao reforço da atuação do Banco como agente indutor do investimento no país. A perspectiva é de que o programa permita a capitalização de empresas em setores estratégicos, possibilitando também a consolidação em alguns segmentos, complementando fontes de financiamento e gerando novos postos de trabalho na economia.

O BNDES participa hoje de 31 fundos de investimento, sendo sete deles em fase de contratação. Esses fundos totalizam patrimônio comprometido de aproximadamente R$ 7,4 bilhões, com efeito alavancador de cerca de cinco vezes os recursos investidos pelo BNDES. Desde o início de sua atividade via fundos, o BNDES propiciou investimentos indiretos em mais de 110 empresas de diferentes tamanhos e setores da economia brasileira.

Fonte: Anpei

Workshop: Meet the Editors

O Instituto de Física de São Carlos (IFSC), da Universidade de São Paulo (USP) receberá nos dias 7 e 8 de agosto os editores das revistas científicas Physical Review B, Peter Adams e Physical Review Letters (PRL), Daniel Ucko para um workshop especial dirigido a autores e pareceristas.

A programação do evento inclui o colóquio especial PRL at 50: a history of moving physics forward, apresentado por Ucko em várias universidades e instituições no exterior como parte das celebrações do aniversário de 50 anos da revista, em julho.

No workshop, estudantes e pesquisadores em geral terão a oportunidade de uma interação mais próxima com editores de duas das revistas científicas mais prestigiosas da Sociedade Americana de Física.

Os participantes do evento discutirão tópicos como “O papel dos autores e pareceristas nos processos de revisão”, “Diferenças entre artigos e pareceres na Pysical Review e na PRL” e “Como escrever bons artigos e pareceres úteis”.

Mais informações:
www.ifsc.usp.br/noticias/Visualizar_evento.msql?evento=931 ou pelo e-mail .

Fonte: Agência FAPESP

10º Congresso Argentino de Paleontología Y Bioestratigrafía y 7º Congreso Latinoamericano de Paleontología

Estimados colegas: Mediante el presente tenemos el gusto de informarles la realización del X CONGRESO ARGENTINO DE PALEONTOLOGÍA Y BIOESTRATIGRAFÍA Y VII CONGRESO LATINOAMERICANO DE PALEONTOLOGÍA que tendrá lugar en la ciudad de La Plata durante el 2010. Los invitamos a visitar nuestro sitio oficial, donde se publicará oportunamente toda la información vinculada con el mismo. Le agradeceremos la difusión de este evento y que ante cualquier duda o sugerencia se contacte con nosotros a: e-mail .
Saludos cordiales,
Comisión Organizadora de XCAPyB - VIICLP

Prezados colegas: Temos o prazer de informar da realização do X CONGRESO ARGENTINO DE PALEONTOLOGÍA Y BIOESTRATIGRAFÍA Y VII CONGRESO LATINOAMERICANO DE PALEONTOLOGÍA, que acontecerá na cidade de La Plata durante 2010. Convidamos vocês para visitar a nossa página oficial, na qual se publicará toda a informação a respeito. Agradecemos também a máxima difusão sobre o evento e ficamos às ordens para consultas ou sugestões pelo e-mail.
Cordiais saudações,
Comissão Organizadora XCAPyB - VIICLP


Dear colleagues, It is our pleasure to inform you about the X CONGRESO ARGENTINO DE PALEONTOLOGÍA Y BIOESTRATIGRAFÍA Y VII CONGRESO LATINOAMERICANO DE PALEONTOLOGÍA, that will take place in La Plata in 2010. We invite you to visit our offical site, in which all tha appropriate information will be published. We should be most grateful for your giving the widest diffusion of the meeting and remain available for consultation and suggestions at e-mail.
Sincerely,

Organizing Committee XCAPyB - VIICLP


Fuente/Fonte/Source: La evolucion darwiniana

Portaria nº 429 do MCT institui o Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia

Na sexta-feira (18), foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), a Portaria nº 429, de 17 de julho, que institui o Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia, que substituirá o atual Programa Institutos do Milênio.

Os institutos nacionais serão formados por uma instituição sede, caracterizada pela excelência de sua produção científica e/ou tecnológica, alta qualificação na formação de recursos humanos e com capacidade de alavancar recursos de outras fontes, e por um conjunto de laboratórios associados de outras instituições articulados na forma de redes científico-tecnológicas.

De acordo com a portaria, os Institutos Nacionais deverão ser caracterizados por uma área ou tema de atuação bem definidos, em área de fronteira da ciência e/ou da tecnologia ou em áreas estratégicas do Plano de Ação em CT&I 2007-2010.

Institutos Federais
Segundo a norma, os Institutos Federais de C&T, incluindo aqueles vinculados ao MCT, poderão participar do programa, por meio de propostas de constituição de centros, programas ou projetos mobilizadores, com as mesmas características e critérios de seleção exigidas para os Institutos Nacionais. Estas propostas deverão ser formuladas e apresentadas por pesquisadores de reconhecida competência nas áreas de atuação, devendo ter o respaldo dos dirigentes das instituições.

Coordenação
O Programa Institutos Nacionais de C&T será coordenado pelo MCT, que aportará recursos orçamentários do CNPq, do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), por meio da Finep.

No entanto, a gestão operacional do programa ficará a cargo do CNPq, em articulação com outras entidades que aportarão recursos financeiros ao programa.

Entidades
Na portaria foram listadas as instituições que participarão do financiamento e da gestão do programa. São elas: Ministério da Educação, por meio da Capes; Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de C&T e Insumos Estratégicos (SCTIE); Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp); Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj); e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), entidade associada à ABIPTI.

Está estabelecido que poderão participar do programa, inclusive do financiamento em suas áreas de interesse e competência, o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); o Ministério de Minas e Energia, por meio da Petrobras; e outras entidades federais e estaduais.

Distribuição regional
As normas do programa vão estabelecer percentuais mínimos de recursos destinados a financiar propostas provenientes das diversas regiões do país, de modo a assegurar uma adequada distribuição geográfica dos institutos.

As redes propostas no âmbito do programa deverão incluir pesquisadores de grupos em novos campi universitários, e/ou em instituições em regiões menos favorecidas.

Comitê
Será instituído um Comitê de Coordenação do programa, que terá a responsabilidade de aprovar todas as características do programa, incluindo: a forma de seleção, que poderá ser feita por edital ou por carta-convite; cronogramas; indicação dos membros da comissão de avaliação; aprovação da lista das propostas a serem financiadas, com os valores dos respectivos orçamentos; acompanhamento do programa, examinando o desempenho no final do segundo ano e no final do terceiro ano; e recomendação de modificações, prorrogações, continuidade ou interrupção do programa.

Comporão, inicialmente, o comitê:
• secretário executivo do MCT, que o presidirá;
• presidente do CNPq;
• presidente da Finep;
• diretor de Programas Horizontais e Instrumentais do CNPq;
• diretor de Programas Temáticos e Setoriais do CNPq;
• diretor de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Finep;
• um representante da Capes/MEC;
• um representante da SCTIE/MS;
• um representante do BNDES/MDIC;
• um representante da Petrobras/MME;
• um representante da Fapesp;
• um representante da Faperj;
• um representante da Fapemig;
• seis representantes da comunidade científica e tecnológica; e
• dois representantes do setor empresarial.

Veja a íntegra da PORTARIA Nº 429, DE 17 DE JULHO DE 2008 no link.

Fonte: Gestão CT

Banco do Brasil financiará conversor popular de TV digital

O Banco do Brasil financiará a compra de conversores para a TV Digital em até 48 meses. O anúncio foi feito no dia 15, pelo ministro das Comunicações, durante o lançamento, em São Paulo (SP), do conversor popular de R$ 199,00 que será vendido com prestações acessíveis a toda a população.

De acordo com o Ministério das Comunicações, o valor mensal do equipamento será de R$ 10,14 em 32 vezes, com juros incluídos e com o vencimento da primeira parcela após 59 dias da contratação. A partir de R$ 250,00, as prestações poderão se estender em até 48 vezes.

Além do aparelho de R$ 199,00, a empresa que está lançando o conversor popular disponibilizará outros dois modelos. Um deles custará R$ 249,00, preparado para o programa de interatividade Ginga. O outro será de R$ 299,00 e oferecerá acesso à internet, usando a própria televisão como monitor.

Em notícia publicada no seu site, o Ministério das Comunicações informou que para os interessados que já possuem crédito no Banco do Brasil a operação de financiamento será automática e poderá ser realizada diretamente nos terminais de cartão em qualquer estabelecimento afiliado à rede Visa, sem necessidade do comparecimento dos compradores ao banco. Os consumidores também poderão ter acesso à linha por meio do site www.bb.com.br, no item BB Crediário, ou nas milhares de agências espalhadas pelo país.

Há sete meses, durante o lançamento da TV Digital, o ministro das Comunicações adiantou que os preços dos conversores iriam despencar. Os primeiros equipamentos disponibilizados no mercado custavam até seis vezes mais caro.

Ainda segundo o Ministério das Comunicações, a Caixa Econômica Federal e o Banco Postal dos Correios também lançarão novas linhas de financiamento. Em seu site, o órgão também informa que em breve duas empresas, Comsat Tecnologia e NorteCom irão disponibilizar no mercado novos conversores a preços populares.

Informações sobre as ações do Ministério das Comunicações podem ser obtidas no site www.mc.gov.br. Com informações do Ministério das Comunicações)

Sudene aprova projeto para implantar central de geração de energia eólica em Camocim-CE

No dia 18, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) a Resolução de nº 14 da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) que aprova o projeto de titularidade da Empresa Eólica Formosa de Geração e Comercialização de Energia S/A que tem o objetivo de implantar uma Central de Geração de Energia Eólica (CGE) no município de Camocim (CE), com apoio financeiro do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FNDE).

Segundo a resolução, o projeto integra-se aos objetivos de promoção do desenvolvimento includente e sustentável da área de atuação da Sudene e enquadra-se nas diretrizes e orientações gerais e prioridades espaciais e setoriais para a aplicação dos recursos do FNDE.

O FNDE desembolsará até R$ 256,87 milhões para a central.

Veja a íntegra da resolução neste link.

Fonte: Gestão CT

60ª SBPC - Apenas 30% das pesquisas sobre Amazônia são produzidas por brasileiros

Apenas 30% das pesquisas sobre a Amazônia têm a participação de pelo menos um pesquisador com residência no Brasil. O dado foi apresentado hoje (16) pelo pesquisador do Instituto de Pesquisas da Amazônia (Inpa) Adalberto Luís Val durante a 60° Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.

“Se soberania hoje é informação, esse é o tamanho da soberania que temos sobre a região. Temos que fixar recursos humanos na Amazônia, o que vai proporcionar a retaguarda para uma ação na Amazônia confiável, justa, sustentável, que é o que precisamos”, apontou Val, ao defender a necessidade urgente de aumentar a quantidade de doutores na região como uma questão estratégica para o desenvolvimento do país.

O pesquisador, que participou de encontro com parlamentares da Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, detalhou a proposta da Academia Brasileira de Ciências (ABC) – entregue recentemente aos ministros do Meio Ambiente, Carlos Minc, da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, e de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger – para impulsionar o desenvolvimento científico e tecnológico na região e atrair pesquisadores de alto nível para a floresta.

Com pequeno aumento do percentual dos investimentos para ciência e tecnologia, Val defende que é possível formar pelos menos 2,1 mil novos doutores na região até 2011 e expandir o número de universidades e centros de pesquisa na Amazônia.

“A Amazônia ocupa quase 60% do território brasileiro e responde por 7,8% do Produto Interno Bruto do país. Mesmo assim, os recursos em ciência e tecnologia para a região são apenas 2% do total nacional. A Amazônia é uma questão nacional, não pode ser tratada isolada do desenvolvimento do país como um todo”, argumentou.

A presidente da Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, deputada Janete Capiberibe (PSB-AP), afirmou que a proposta da ABC contará com o apoio político do Congresso Nacional e defendeu a adoção de novos parâmetros em ciência e tecnologia para a Amazônia para reduzir as desigualdades regionais da produção de conhecimento do país, com respeito às “características peculiares” da região.

“Essa biodiversidade da Amazônia tem que trazer distribuição da riqueza para as comunidades tradicionais, indígenas, quilombolas, mulheres agricultoras, parteiras, castanheiras e pescadores. Enfim, a população como um todo”, ponderou. (Luana Lourenço - Radiobrás.)

Fonte: Portal do Meio Ambiente

1º Seminário de Avaliação dos Projetos de Modernização dos Institutos de Pesquisa - Modernit

Finep e ABIPTI realizarão 1º Seminário de Avaliação dos Projetos do Modernit

Nos dias 2 a 4 de setembro, será realizado, em Brasília, o 1º Seminário de Avaliação dos Projetos de Modernização dos Institutos de Pesquisa (Modernit). O evento é uma realização da Finep, por meio da Área de Institutos Tecnológicos e de Pesquisas (AITP) e do Departamento de Institutos de Pesquisas (Dipe), em conjunto com a ABIPTI.

Segundo informações da Finep, a proposta é que essa avaliação disponibilize ao MCT, à Finep e ao CNPq subsídios para novas ações de instituições responsáveis pelo financiamento em ciência, tecnologia e inovação, dando continuidade à Reunião de Acompanhamento organizada pela ABIPTI, no dia 26 de fevereiro deste ano.

O objetivo do seminário, agendado para setembro, é apresentar o resumo das atividades, metas e resultados obtidos pelos institutos de pesquisa tecnológica (IPTs), a partir do financiamento MCT/Finep e CNPq (bolsas), por meio de recursos da chamada pública MCT/Finep/Ação Transversal – Modernit 03/2006, que foi dividida em duas linhas - Linha 1 – Apoio a Modernização da Gestão; e Linha 2 – Modernização da Infra-estrutura Laboratorial.

Informações adicionais podem ser obtidas na Finep pelo telefone (21) 2555-0656 e pelo e-mail . Na ABIPTI, os contatos podem ser feitos pelo telefone (61) 3348-3110 e pelo e-mail .

Fonte: Gestão CT

Lançada a 10ª Revista Amazonas Faz Ciência

Revista da Fapeam é lançada durante reunião da SBPC

No dia 18, o governador do Amazonas, Eduardo Braga, lançou a edição nº 10 da Revista Amazonas Faz Ciência, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapeam). O lançamento ocorreu durante o encerramento da 60ª Reunião da SBPC, que aconteceu em Campinas (SP). A Fapeam é uma instituição associada à ABIPTI.

Na ocasião, o governador elogiou a qualidade da Revista da Fapeam e as ações executadas pelo sistema de C&T do Estado. “É um grupo que já nasceu coeso, por isso vem dando certo. A Fapeam tem conseguido excelentes resultados e indicadores”, destacou.

Braga ainda lembrou que Estado do Amazonas continuará investindo na promoção de políticas e ações destinadas a fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação porque, na sua avaliação, o desenvolvimento sustentável é um desafio que só será vencido com o apoio dessas áreas.

De acordo com ele, os investimentos em pesquisa no Estado têm o objetivo de transformar o conhecimento em inovação e gerar produtos e processos indispensáveis ao desenvolvimento do Amazonas. “Estamos implantando políticas afirmativas para a conservação dos recursos naturais como, por exemplo, na área de mudanças climáticas, conservação ambiental e desenvolvimento sustentável”, disse.

O presidente da SBPC, Marco Antonio Raupp, agradeceu a presença de Braga e destacou a importância do apoio do governador para levar a SBPC 2009 ao Amazonas. “É a chegada da ciência ao Norte”, afirmou. Já o presidente da Fapeam, Odenildo Sena, lembrou que 2009 marcará uma data histórica para o Estado. “Será mais um avanço, meu caro, pois a ciência já chegou ao Norte desde 2003, quando a FAP foi implantada, juntamente com todo o sistema”, afirmou.

Amazonas Faz Ciência
A Revista Amazonas Faz Ciência é dedicada ao ensino e à popularização de conhecimento científico e tecnológico. A publicação é apontada como referência no Estado e, de acordo com Sena, o lançamento de sua 10ª edição durante a SBPC permitiu divulgar um recorte do que tem sido realizado em termos de ciência e tecnologia no Amazonas.

Informações sobre as ações da Fapeam podem ser obtidas no site www.fapeam.am.gov.br. (Com informações da Fapeam)

Fonte: Gestão CT

Rio Grande do Norte lança o Inova RN

O Governo do Rio Grande do Norte vai lançar, amanhã (22), em Natal, e no dia 25 de julho, em Mossoró, o Programa Inova RN com o objetivo de minimizar a distância entre o conhecimento científico e a aplicação no setor produtivo, a fim de proporcionar um aumento da competitividade da pequena e micro empresa.

Em Natal, o lançamento será no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern), com a presença da governadora Wilma de Faria, do secretário de Desenvolvimento Econômico, Marcelo Rosado, da presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Norte (Fapern), Isaura Rosado, do presidente da Fiern, Flávio Azevedo e do superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Norte (Sebrae), Zeca Melo.

Na ocasião, a Fapern tornará público o Edital 004/2008 que visa apoiar projetos para o desenvolvimento de atividade inovadora de micro e pequenas empresas. Poderão concorrer micro-empresas que tenham faturamento anual bruto de 1,2 milhão e pequenas empresas com faturamento de R$ 10,5 milhões.

Projetos nas áreas de agronegócio; aqüicultura; apicultura; fruticultura; tecelagem; confecção; processamento de alimentos; medicamentos; reciclagem; controle de poluentes; biocombustíveis; energias alternativas; nanotecnologia; neurociência; novos materiais e novos produtos; engenharias; mineração, petróleo e gás; informática; turismo e arranjos produtivos locais priorizados serão aceitos. De acordo com o Núcleo Norte-Rio-Grandense de Apoio aos Arranjos Produtivos Locais (APLs), são priorizados os seguintes APLs no Estado: Bordados do Seridó, Aqüicultura, Laticínios, Apicultura, Caprinovinocultura, Mineral, Água Mineral, Cerâmica Apodi-Assu, Fruticultura e Tecelagem.

O recurso total disponível para o financiamento é de R$ 4 milhões oriundos do MCT e do Orçamento Geral do Estado. A estimativa é que sejam financiados 35 projetos, com valores de R$ 100 mil e R$ 150 mil para pequenas empresas individualmente ou grupos de micro-empresas associadas. Os projetos deverão ter prazo de 18 meses para execução.

Mais informações podem ser obtidas no site www.fapern.rn.gov.br. (Com informações da Fapern)

Fonte: Gestão CT

IPTs privados debatem proposta para apresentar ao MCT

Em reunião realizada no dia 18, na sede da ABIPTI, em Brasília, um grupo de institutos privados de todo o Brasil debateu uma proposta que será apresentada ao MCT na primeira quinzena de agosto. Ela trata sobre o reembolso de custos indiretos de P&D e pagamento de pessoal, encargos e benefícios realizados pelos institutos de pesquisa tecnológica (IPTs) privados.

O pleito contará com o apoio da Aliança Estratégica para a Promoção da Inovação Tecnológica, que é composta pela ABIPTI, pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) e pela Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras (Anpei).

“O governo hoje fixa através de circular, de resoluções internas, alguns valores para salários, para encargos, que não estão fixados em lei, estão fixados em circulares”, explica um dos representantes do grupo, o gerente de Desenvolvimento de Negócios do Instituto Eldorado, Paulo Ivo, em entrevista ao Gestão CT.

No entanto, ele destaca que esses valores são tabelados a nível Brasil sem levar em consideração as diferenças existentes no país. “Existem sindicatos diferenciados que forçam com que cada região pague um valor para o seu profissional”. Nesse sentido, os institutos irão solicitar para que o MCT adote o reconhecimento regional, sem a necessidade de um tabelamento.

De acordo com Ivo, seria exigida a comprovação de que a instituição está pagando o salário para o profissional e que ela está recolhendo o encargo e as provisões adequadas e exigidas pelo sindicato local. “Ou seja, o que é real”, diz. O gerente destaca que a idéia é levar esse pleito para o governo federal para que seja avaliada a sua viabilidade. “Nós achamos que isso é justo para remunerar o projeto”, afirma.

Debate
Durante a reunião realizada na ABIPTI, o representante do Instituto Eldorado explicou que o que motivou a reunião junto à Associação foi a necessidade de ter o apoio da própria ABIPTI e das demais entidades que integram a Aliança Estratégica para a Promoção da Inovação Tecnológica para que seja possível pleitear alguns pontos que estão penalizando os institutos privados junto a editais, ao desenvolvimento de projetos com recursos da Lei de Informática e outros assuntos.

Ivo lembrou que essas e outras demandas já vinham sendo discutidas desde 2002 por um grupo inicial de sete institutos privados. “Esse grupo surgiu espontaneamente para discutir alguns pontos comuns focados na Lei de Informática, como fazer relatórios, como criar uma administração mais coesa etc. Esse era o foco inicial”, diz.

Ele destaca que, na época, o grupo não quis criar uma associação específica porque avaliou que a ABIPTI e a Anpei poderiam representar esses institutos com mais força e propriedade. Atualmente, 15 IPTs privados de todo o Brasil já aderiram à iniciativa. Somados, eles reúnem cerca de 4 mil pesquisadores e faturam aproximadamente R$ 500 milhões por ano. “Então, são instituições representativas”, ressalta.

Além do Instituto Eldorado, também integram o grupo institutos como o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), a Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi), o Instituto Nacional de Tecnologia (INT), a Fundação para Inovações Tecnológicas (Fitec), o Centro de Inovação Tecnológica (Venturus) e o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar). Todos são associados à ABIPTI.

Estudo
No encontro, o diretor de Gestão da Inovação do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), Antonio Carlos Bordeaux Rego, apresentou o “Estudo sobre o reembolso de custos indiretos de P&D”. A iniciativa mostra como o tema é tratado na Comunidade Européia e nos Estados Unidos. “O estudo mostra como é pago, como que o governo reconhece esses dispêndios. E nós fizemos um benchmarking desse estudo”, diz.

A idéia, segundo ele, é entregar o documento ao MCT para que o ministério possa avaliar se é viável adotar os mesmos critérios no Brasil, mas com adequações. “Nós fizemos um trabalho muito longo, de anos, que nós vamos disponibilizar ao governo e tentar, com isso, conseguir o nosso pleito”, afirma.

Propostas
Como resultado do encontro, os institutos apresentarão as seguintes propostas para serem debatidas com o MCT: reembolso de custos indiretos, e o reembolso de pagamento de pessoal, encargos, provisões e benefícios efetivamente realizados.

Também será solicitado ao MCT que os seguintes pontos sejam levados em consideração nas discussões: detalhamento das diretrizes ao nível dos instrumentos – editais e chamadas; reconhecimento das diferenças regionais; e acompanhamento e avaliação [dos resultados] em parceria com as instituições representativas.

Na ocasião, o diretor de Relações Institucionais da ABIPTI, Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque, destacou que um subproduto importante desse debate é o resgate da Aliança Estratégica para a Promoção da Inovação Tecnológica. “Quem sabe essa é uma oportunidade de reforçar e ampliar a conexão entre as três instituições”, disse.

ABIPTI
Ivo ainda destaca a importância da ABIPTI para a realização da reunião realizada na sede da associação. Ele avalia que a representatividade no encontro foi excelente e que a associação conseguiu mobilizar os institutos para o debate em torno do tema. “As instituições têm como certa a força da ABIPTI para levar junto com a Aliança Estratégica o nosso pleito para o governo e obter resultados”, ressalta.

Informações podem ser obtidas na ABIPTI pelo telefone (61) 3348-3110 e pelo e-mail .

Fonte: Bianca Torreão / Gestão CT

2º Prêmio Endeavor & Exame PME de empreendedorismo 2008

Estão abertas as inscrições para o II Prêmio Endeavor & Exame PME de empreendedorismo. O prêmio reconhece empreendedores que sonham grande e que possuem forte capacidade de realização para conduzir e alavancar a curva de crescimento de seus negócios. Esses empreendedores lideram empresas promissoras, inovam, criam novos mercados, modificam as indústrias nas quais estão inseridos e transformam as vidas das pessoas e das comunidades à sua volta.

Após a primeira seleção, serão escolhidos 12 finalistas. Eles serão avaliados por um júri formado por grandes empresários e empreendedores brasileiros. Na etapa final desta seleção, haverá três vencedores, representando as seguintes categorias: Histórico de Realizações, Inovação e Potencial de Crescimento. A cerimônia de premiação ocorrerá no final deste ano.

Em 2007, a banca contou com a participação dos seguites jurados: Luiza Helena Trajano, fundadora do Magazine Luiza, Luiz Gemignani, presidente da Promon, Edson Vaz Muza, controlador da Caloi, entre outros grandes nomes.

As inscrições estão abertas até o dia 5 de agosto de 2008, pelo site da Endeavor:
www.endeavor.org.br/premio.

Fonte: Anpei

Fiergs e Protec realizam curso de patentes e gestão da propriedade industrial

No próximo dia 25, a Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica (Protec) e a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) realizam, em parceria, o curso Patentes e Gestão da Propriedade Industrial, em Porto Alegre (RS). A capacitação será realizada no Centro de Eventos do Sistema Fiergs, das 9h às 17h30.

Segundo a assessoria de comunicação da Protec, o evento será realizado no âmbito da Olimpíada do Conhecimento 2008 e terá como temas pedidos de patente no Brasil; o contrato de licenciamento de marcas e patentes; e outros.

Informações adicionais podem ser obtidas no site www.protec.org.br

Fonte: Gestão CT

Zona rural terá 500 novos centros de inclusão digital

O MCT deve lançar, até o fim do mês de agosto, um edital para a implantação de 500 centros de inclusão digital na zona rural brasileira. As regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste serão as primeiras a receberem os centros. A informação é da Agência Brasil.

Cada um dos centros terá 12 computadores conectados à internet e capacidade para trabalhar com 300 a 400 pessoas por mês. Será feito um investimento de R$ 25 milhões no projeto e os moradores contemplados poderão usufruir do benefício a partir de outubro.

Os recursos pagos às empresas vencedoras do concurso público para implantação dos centros serão repassados pela Finep. O primeiro convênio de instalação das unidades de inclusão digital no campo será feito para o prazo de um ano.

Consulte as ações do MCT no site www.mct.gov.br.(Com informações da Agência Brasil)

Fonte: Gestão CT

Confea lança Prêmio de Inovação e Criatividade Tecnológica

Como parte do projeto 75 Anos do Sistema Confea/Crea e Mútua, o Confea lança o primeiro Prêmio de Inovação e Criatividade Tecnológica.

Com o objetivo de incentivar a cultura da criatividade e da inovação e de promover o desenvolvimento sustentável, o prêmio vai contemplar duas modalidades de participação: trabalhos de pesquisa e desenvolvimento em dissertações de mestrado, teses de doutorado ou pós-doutorado, e pesquisas de criação, materializados em produtos patenteados ou patenteáveis, apresentados em forma de projeto.

Os trabalhos devem ser enquadrados em uma das grandes áreas tecnológicas (engenharia, arquitetura e agronomia), mas podem participar todos os profissionais registrados no Sistema Confea/Crea e Mútua, em todos os níveis de formação, isto é, engenheiros, arquitetos, agrônomos, geógrafos, geólogos, meteorologistas, técnicos e tecnólogos dessas modalidades.

As inscrições podem ser feitas até 1º de agosto. A premiação será entregue durante a 65ª Semana Oficial da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia (Soeaa), que acontece em Brasília, em dezembro de 2008. Como prêmio, o Confea custeará a participação dos primeiros colocados de cada categoria em evento internacional relacionado à profissão. Já o segundo e o terceiro colocados participarão de evento nacional, com tudo pago. Os trabalhos também serão apresentados durante a Soeaa, comporão o acervo do Confea e poderão ser publicados em livro técnico.

A intenção é que o Prêmio de Inovação e Criatividade Tecnológica seja realizado anualmente, sempre com o desfecho durante a Soeaa.

Acesse aqui o edital completo.

Mais informações pelo e-mail ou (61) 3348-3811.

Fonte: Anpei

SBPC contará com duas reuniões regionais de mobilização

No dia 18, representantes da diretoria da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e de instituições de C&T do Amazonas, como a Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado, a Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapeam) e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) deram início, em Campinas (SP), ao planejamento estratégico para a realização da 61ª Reunião da entidade.

O encontro será realizado de 13 a 17 de julho de 2009, na Universidade Federal do Amazonas. Duas reuniões regionais de mobilização anteciparão o evento: uma em Oriximiná (PA) e a outra em Tabatinga (AM). A primeira reunião será realizada no município paraense, de 5 a 8 de novembro. Já a segunda ocorrerá de 25 a 28 de março, em Tabatinga. “Com essa descentralização vamos atingir regiões extremas, chamando a comunidade científica do Norte para Manaus em julho de 2009”, afirmou a pesquisadora Veral Val, secretária da SBPC, em notícia publicada no site da Sect/AM.

Os principais assuntos debatidos na reunião entre a diretoria da SBPC e representantes de instituições de C&T do Amazonas foram o tema da 61ª Reunião, a criação de uma comissão executiva e as estratégias para a viabilização da logística de transportes para os participantes. Na ocasião, foi sugerido que o tema do evento seja escolhido por meio de um concurso nacional para alunos de pós-graduação. “Com isso, poderemos ouvir o que eles pensam sobre a Amazônia e o que querem realmente que seja abordado na 61ª SBPC”, disse Val.

Durante o encontro, o coordenador geral da SBPC, Aldo Malavasi, destacou a importância da interação institucional das instituições ligadas à ciência, tecnologia, inovação e desenvolvimento sustentável. Ele adiantou que o MCT, o Ministério do Meio Ambiente e a Embrapa confirmaram presença na 61ª Reunião.

De acordo com informações da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia do Amazonas, uma das propostas inovadoras para a realização da próxima reunião da SBPC diz respeito à logística de transportes. É o projeto “SBPC nos Rios”, que irá abranger, pelo menos, seis roteiros de barco pelo rio Madeira. Os participantes do Sul e Sudeste terão como opção as estradas vindo de Belém e Porto Velho, com destino a Manaus. “Em relação à parte urbana ligada por via aérea devemos discutir um pacote especial”, afirmou o presidente da SBPC, Marco Antonio Raupp.

A expectativa é que a indústria hoteleira e a infra-estrutura do turismo em Manaus sejam aquecidas com a realização da reunião. A coordenação da SBPC 2009 espera atingir um público de 25 mil pessoas, levando em consideração a realização de eventos dentro da reunião, como o Encontro Científico dos Países da Panamazônia.

Informações sobre as ações da SBPC podem ser obtidas no site www.sbpcnet.org.br.(Com informações da Sect/AM)


Fonte: Gestão CT

Morre Antônio Maria Amazonas Mac Dowell

Morreu, no último dia 16, em Natal (RN) o engenheiro Antônio Maria Amazonas Mac Dowell. Nascido em 1937, em Belém (PA), Mac Dowell era engenheiro aeronáutico pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e mestre em ciências aeronáuticas pela École Nationale Supérieure de l'Aéronautique, Paris.

No ITA, além de ter lecionado diversas disciplinas da divisão de Engenharia Mecânica, foi chefe do Laboratório de Transmissão de Calor e do Grupo de Energia e Propulsão. Na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) ministrou as disciplinas de Transmissão de Calor e de Projeto de Instalações Industriais no curso de engenharia mecânica. Na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) lecionou Termodinâmica nos cursos de engenharia civil e mecânica e Transmissão de Calor e Máquinas Térmicas no Curso de engenharia mecânica. Ainda na UFPB exerceu as funções de coordenador científico do Laboratório de Energia Solar, no período de 1973/1975, e de pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa, no período de 1976/1979, e participou de diversas comissões para reestruturação da universidade.

No período de 1975/1976, esteve cedido à Finep onde coordenou o Programa de Energia Solar. No período de 1979/1985, foi cedido ao Ministério da Educação e Cultura (MEC), onde exerceu as funções de coordenador dos Programas de Bolsas da Capes e de subsecretário de Desenvolvimento da Educação Superior.

Nos anos de 1985/1989, foi cedido ao MCT, onde exerceu as funções de secretário executivo adjunto (1985/1986) e de secretário executivo (1986/1989) do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (PADCT).

De 1989/1990, foi cedido ao Ministério da Educação e do Desporto, onde exerceu a função de subsecretário de Desenvolvimento das Instituições de Ensino Superior. No período de 1990/1992, exerceu as funções de diretor do departamento de Coordenação dos Órgãos de Execução e de secretário adjunto da Secretaria de Ciência e Tecnologia da Presidência da República (SCT/PR).

Nos anos de 1992/1994, exerceu a função de secretário de Administração Geral do MCT, onde exerceu, de 1995 a 1998, a função de subsecretário de Planejamento e Orçamento.

O engenheiro participou de diversas delegações brasileiras em fóruns internacionais. Foi presidente do Conselho Fiscal da Finep no período de 1996/1998, foi presidente do Conselho de Administração da Fundação Centro Tecnológico para Informática (CTI), representante do MCT no Conselho Diretor da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) e representante do governo na Comissão Permanente do Programa do Mercado Comum do Conhecimento Científico e Tecnológico (Mercocyt) da Organização dos Estados Americanos (OEA), de 1993 a 1998.

Em 1994, foi representante alterno do governo no Conselho Executivo do Instituto Interamericano para Pesquisa em Mudanças Globais (IAI) e foi seu presidente em 2000. De 1999 a 2004, foi diretor de Planejamento, Orçamento e Administração da Agência Espacial Brasileira (AEB).

Como premiações recebeu, entre outras, a de comendador da Ordem do Rio Branco, do Ministério das Relações Exteriores, em 1998; e de comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico, da Presidênica da República do Brasil, em março de 1998.

Segundo informações da AEB, o professor Antônio Mac Dowell estava morando em Natal. Deixou mulher e quatro filhos.

Fonte: Gestão CT

12º Seminário de Iniciação Científica do Cetec

A Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec) realiza, de 22 a 24 de julho, o 12º Seminário de Iniciação Científica. Serão apresentados trabalhos desenvolvidos por 28 bolsistas financiados pelo CNPq nas áreas de tecnologia metalúrgica e de materiais; biotecnologia e tecnologia química; tecnologia ambiental; informação tecnológica e metrologia e ensaios.

O seminário será uma oportunidade para aqueles interessados em aprender um pouco mais sobre ciência e tecnologia e em conhecer os projetos que estão sendo desenvolvidos na fundação. As apresentações ocorreram de 8h as 16h40 na sala sete do Núcleo de Capacitação Tecnológica do Cetec.

Segundo o presidente da Comissão Julgadora do Programa Institucional de Bolsas para Graduandos, Paulo Martins, o seminário é importante porque é o momento dos bolsistas prestarem contas sobre o trabalho desenvolvido, além de terem a oportunidade de serem aconselhados por especialistas da área, que compõem as bancadas julgadoras.

Para as próximas edições do seminário, Martins acredita que deve haver novidades. De acordo com ele, a idéia é que no futuro todas as informações referentes ao evento sejam totalmente informatizadas. Ele informou que está sendo desenvolvida uma ferramenta de tecnologia de gestão que vai criar um denominador comum para todas as informações geradas pelo evento. Segundo o pesquisador, a gestão do seminário é muito complexa e o sistema irá dar mais segurança a todos os envolvidos.

Mais informações podem ser obtidas no site www.cetec.br. (Com informações do Cetec)

Fonte: Gestão CT

Cefet de S. C. lançará campus para educação tecnológica em Libras

O Centro Federal de Educação Tecnológica de Santa Catarina (Cefet-SC) vai instalar, na Cidade Pedra Branca em Palhoça (SC), um novo campus, que contará com cursos em Libras.

A iniciativa é única no Brasil e na América Latina, como explica Vilmar Silva, articulador político do novo campus. O ensino será bilingüe, tanto com aulas faladas, como na linguagem dos sinais.

O Cefet já programou os primeiros cursos técnicos e de ensino superior, que serão na área de produção de websites, multimídia, pedagogia. Também estão previstos dois cursos de pós-graduação lato sensu: educação de surdos, e tradução e interpretação.

A idéia é promover a formação inicial e continuada em cursos técnicos que terão de 40 a 180 horas/aula. As obras estão previstas para começar no próximo mês de outubro e a expectativa é de que sejam concluídas no próximo ano. Serão investidos R$ 5 milhões para a instalação do novo centro.

O novo campus vai atender a 800 alunos presenciais e 1,2 mil a distância, além de realizar pesquisas na área de educação de surdos. A incubadora do centro também terá ações especiais para o incentivo de micro-empresas que atuem na área de desenvolvimento de softwares e produzir material didático para a educação de surdos.

Informações complementares sobre o Cefet-SC pode ser obtidas pelo site:
www.cefetsc.edu.br.

Fonte: Gestão CT

Publicada portaria que dispõe sobre o licenciamento ambiental municipal

Foi publicada, na edição do dia 18 do Diário Oficial da União, uma portaria do Ministério do Meio Ambiente que dispensa a anuência prévia do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade nos processos de licenciamento ambiental de atividades ou empreendimentos com impacto local situados em área urbana consolidada localizadas em Áreas de Proteção Ambiental (APA).

De acordo com o texto, a dispensa da anuência do Instituto Chico Mendes será possível nos casos em que o município possua corpo técnico especializado, integrante do quadro funcional da cidade, para a realização da fiscalização e do licenciamento ambiental.

Além disso, será exigido que o município conte com um Conselho Municipal de Meio Ambiente que esteja em funcionamento e com uma legislação própria disciplinando o licenciamento ambiental municipal e as sanções administrativas pelo seu descumprimento.

A portaria ainda determina que a dispensa de anuência prévia do Instituto Chico Mendes não desobriga a instituição de fiscalizar as atividades e empreendimentos licenciados pelo município e adotar as medidas urgentes e necessárias para evitar ou minorar danos ambientais.

A íntegra da portaria Nº 206, DE 17 DE JULHO DE 2008 está disponível no link.

Fonte: Gestão CT

Criada a Câmara Federal de Compensação Ambiental

O Brasil conta agora com uma Câmara Federal de Compensação Ambiental (CFCA). A iniciativa foi instituída por meio de uma portaria do Ministério do Meio Ambiente (MMA) publicada na edição do dia 18 do Diário Oficial da União.

A câmara foi criada no âmbito do MMA, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) O grupo será presidido pelo titular da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA.

A instância também contará com a participação de representantes das seguintes entidades: Ibama, Instituto Chico Mendes, Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema), MMA, Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente (Anamma), Confederação Nacional da Indústria (CNI), Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (Crub) e Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (FBOMS).

Entre outras atribuições, a CFCA será responsável por: propor critérios, examinar e decidir sobre a aplicação dos recursos e medidas destinados à compensação ambiental a serem utilizados nas unidades de conservação existentes ou a serem criadas, apresentadas pelo Instituto Chico Mendes e pelos demais órgãos ambientais; examinar e decidir sobre os recursos administrativos em que se requer a revisão do grau de impactos ambientais calculado para o empreendimento; e solicitar informações aos órgãos envolvidos sobre a aplicação dos recursos da compensação ambiental, elaborar relatórios periódicos e disponibilizar as informações sempre que solicitada.

A câmara contará com uma secretaria executiva, a cargo da Diretoria de Áreas Protegidas da Secretaria de Biodiversidade e Florestas (SBF) do MMA, que prestará apoio técnico e administrativo ao seu funcionamento e deverá assessorar a presidência da CFCA nos assuntos de sua atribuição, executar os trabalhos técnicos e administrativos e propor as rotinas necessárias ao funcionamento da instância, estabelecer a interlocução com empresas cujas licenças contenham a condicionante da compensação ambiental, entre outras atividades.

A íntegra da portaria está disponível neste link.

Fonte: Gestão CT