sexta-feira, 18 de julho de 2008

Temperatura no Brasil poderá subir 2º C até o final do século, alerta Inpe

Mesmo que atualmente as emissões de gases do efeito estufa (GEEs) fossem reduzidas a zero, ainda assim o planeta sentiria as conseqüências do aquecimento global. O alerta foi dado no dia 15, pelo pesquisador Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), durante a sua apresentação na 60ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

De acordo com ele, se o nível de GEEs se mantiver nos parâmetros atuais, a temperatura no Brasil poderá subir até 2º C até o final do século. Nobre explicou que a elevação de 0,5º C já deve causar conseqüências como a extinção de um número cada vez maior de animais, o aumento do nível do mar, a redução da neve no hemisfério norte, entre outras.

Dados do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) revelam que, em vez de cessar ou reduzir, as emissões de CO2 têm aumentado. De 1990 a 2000, houve um aumento de 1,3% no lançamento de GEEs na atmosfera. De 2000 a 2006, os índices quase triplicaram, passando para 3,3%.

O pesquisador do Inpe ressalta que as mudanças climáticas são inequívocas, reais e irreversíveis. “Já passamos do ponto de irreversibilidade dos efeitos do aquecimento no planeta. Não há nenhuma solução tecnológica para os problemas causados pelo efeito estufa, isso poderia ter acontecido se a percepção dos problemas tivesse sido no pós-guerra”, avaliou. Segundo ele, o custo para retirar o gás carbônico da terra é estimado em dez vezes o Produto Interno Bruto (PIB) mundial, o que torna tal ação impraticável.

Nobre ainda citou uma definição de Paul Crutzen, prêmio Nobel de Química em 1995, para explicar as mudanças provocadas pela ação antrópica. Para o pesquisador premiado, o planeta vive no período antropoceno, era geológica em que o homem dominou e provocou transformações ambientais de grande magnitude. “Essa era é marcada, dentre outras coisas, pelo aumento em 10 mil vezes na taxa de desaparecimento de espécies, em relação à evolução natural”, destacou.

O representante do Inpe também lembrou das projeções nada animadoras relacionadas à Amazônia que foram apontadas no IPCC. A previsão é que, até o final do século, a resposta da floresta aos efeitos do aquecimento global seja a savanização. De acordo com Nobre, até lá a temperatura na região poderá subir até 4º C, transformando a vegetação amazônica em grandes extensões de savana.

Informações sobre a 60ª Reunião da SBPC podem ser obtidas no site www.sbpcnet.org.br. (Com informações da Fapeam)

Fonte: Gestão CT

60ª SBPC - A cada semana, 1,2 milhão de pessoas se mudam do campo para a cidade

Desafios das metrópoles
A cada semana, 1,2 milhão de pessoas se mudam do campo para a cidade. Esse processo é particularmente comum na Ásia e na África, mas o modo como tem ocorrido tem aspetos negativos que deveriam ser evitados no Brasil.

O alerta foi dado por George Martine, consultor da Organização das Nações Unidas, durante o simpósio “Crescimento urbano, populacional e meio ambiente no século 21”, realizado na 60ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Campinas.

O sociólogo e demógrafo canadense é o autor do relatório Situação da população mundial 2007: Desencadeando o potencial do crescimento urbano, divulgado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no ano passado.

Segundo ele, a ação dos administradores públicos tem agravado o problema. Atitudes como combater a migração e negar serviços urbanos aos mais pobres geram prejuízos sociais, financeiros e ambientais.

Esses efeitos são preocupantes, uma vez que a escala dessa migração deve ser a maior de toda a história. “Espera-se que a população urbana mundial passe dos atuais 3,3 bilhões para 5 bilhões em 2030”, alertou, ressaltando que o fenômeno será sentido especialmente nos países mais pobres.

O Brasil já tem alto grau de urbanização, com 80% da população em cidades, mas Martine aponta que o país ainda tem muito a aprender sobre crescimento e planejamento urbano. Para ele, ainda é preciso derrubar alguns mitos, como o da separação entre “rural e urbano” e o de que a urbanização degrada o meio ambiente.

Revisão de conceitos
“Nenhum indicador mostra que o crescimento das cidades denigre o meio ambiente”, concordou Marília Steinberger, do Departamento de Geografia da Universidade de Brasília. Para ela, trata-se de uma herança do pensamento “anti-cidade”, que vem da década de 1970 e associa as cidades aos grandes males da sociedade.

Os próprios conceitos de cidade e campo precisam ser revistos, segundo ela. “Os conceitos registrados no Tratado das Questões Urbanas, assinado na Eco 92, foram um alerta para dizer que as questões urbanas, rurais e ambientais devem ser tratadas como uma coisa só”, pontuou.

Mas não é isso que os dois especialistas têm observado. A invasão de áreas de proteção ambiental por favelas, por exemplo, está diretamente ligada à falta de atenção à população mais pobre. Na seqüência, a dificuldade que essas pessoas acabam tendo de acesso aos serviços urbanos como saúde, segurança, educação e até ao emprego só contribuem para aprofundar os problemas da cidade.

Ao ser questionado sobre o problema do trânsito nas grandes cidades, Martine citou o exemplo de Bogotá, capital da Colômbia. “Há quinze anos as ruas da cidade eram completamente paradas por causa do trânsito caótico”, contou.

Uma construtora japonesa apresentou então uma solução no valor de US$ 90 bilhões que consistia na construção de túneis e viadutos. Com um terço desse valor, porém, a prefeitura da capital preferiu um plano alternativo. Construiu ciclovias, copiou parte do modelo de transporte público de Curitiba (PR) e dificultou o acesso dos automóveis.

Com isso, a capital colombiana ganhou um trânsito que, coisa rara entre as metrópoles do continente, é melhor hoje do que era há quinze anos. “É preciso se perguntar para quem serão feitas as mudanças. Fazer viadutos privilegiará somente os donos de automóveis e continuará a deixar a maior parte da população à pé”, disparou Martine.

Veja o relatório "Situação da população mundial 2007: Desencadeando o potencial do crescimento urbano" no link (20MB).

Maiores informações : www.unfpa.org.br/index.htm#

Fonte: Fábio Reynol / Agência FAPESP

60ª SBPC - Mouse ocular é uma das principais atrações

O Mouse Ocular, um dispositivo que permite teclar usando apenas os olhos – mais precisamente os músculos ativados por movimentos dos olhos, incluindo olhares e piscadas, é uma das principais atrações da 60ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que ocorre na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em São Paulo.

O produto conquistou o primeiro lugar no Prêmio Finep de Inovação Tecnológica da Região Norte e é dirigido àquelas pessoas que não podem usar as mãos para teclar. O programa permite digitar, navegar na Internet, comunicar-se virtualmente por e-mail ou chat e, até mesmo, desenvolver programas usando apenas os olhos.

O prêmio foi concedido em 2005 pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP/MCT). O programa utiliza cinco eletrodos colados nas têmporas e ao redor dos olhos que captam os movimentos do globo ocular para convertê-los em sinais elétricos biológicos. Estes sinais são codificados digitalmente e reconhecidos por um programa desenvolvidos por pesquisadores da Fundação Paulo Feitoza, instituição sem fins lucrativos sediada em Manaus.

Maria do Socorro Fernandes nasceu sem os braços. Ela conta que só usando o equipamento começou a se interessar pela informática. “Com apenas um mês de treino, passei a navegar na Internet, enviar e-mails e conversar via chat. Nunca havia usado computador até me iniciar usando o mouse ocular”, comemorou. Maria Fernandes disse que teve conhecimento do programa por intermédio de uma associação de portadores de deficiências.

Preocupados em desenvolver um equipamento acessível para todos, os pesquisadores brasileiros conseguiram chegar a um custo de produção de R$ 150 reais. “Queremos levar essa tecnologia para a rede de saúde pública, tornando-a acessíveis em hospitais, centros de excelência e postos de saúde”, conta o engenheiro elétrico-eletrônico Rogério Caetano, coordenador de desenvolvimento da fundação. A idéia é tornar possível a comunicação de pacientes com paralisias crônicas, distrofias musculares, doenças degenerativas e pacientes com enfermidades pós-operatórias.

Caetano adianta que o próximo passo é reconhecer os movimentos da face usando uma câmera. Doutor em engenharia elétrica-eletrônica, ele é um pesquisador carioca que mudou-se para Manaus e acredita no potencial científico e tecnológico da região. “Estamos avançando para que mais cientistas se fixem na região amazônica. Iniciativas como o mouse ocular, que chegou a ser finalista no prêmio nacional da Finep, mostram que a ciência da região Norte está se desenvolvendo cada vez mais”, considera. (Débora Pinheiro - Assessoria de Comunicação do MCT)

Fonte: Agência CT

60ª SBPC - Apresentadas pesquisas feitas por indígenas do Amazonas

Dzamakoli, em baniwa significa pássaro dourado. Foi assim, revelando seu nome de batismo na etnia a que pertence, que Danilo da Silva Lopes encerrou sua apresentação na 60ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em São Paulo. Dzamakoli é como Danilo é chamado na Comunidade do Miriti, no município de São Gabriel da Cachoeira, localizado na região noroeste do estado.

Ele e mais três alunos indígenas vieram à Reunião da SBPC com a finalidade de apresentar trabalhos de pesquisa desenvolvidos no município com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT), por meio do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica Júnior (Pibic Jr.). Além deles, outros quatro estudantes, todos pertencentes à Escola Agrotécnica Federal de São Gabriel da Cachoeira (EAF-SGC), estão em Campinas para expor estudos científicos na SBPC Jovem.

Para o estudante Diego Cordeiro Lima, tudo é novidade. Nascido na comunidade Jutica, quase fronteira com a Colômbia, distante três dias de voadeira (pequeno barco de transporte) de São Gabriel da Cachoeira, Lima nunca tinha viajado de avião. Foi a primeira vez também que o aluno saiu do município e ele contou que está aproveitando as atividades em Campinas ao máximo.

“Sair do município é muito importante, conhecer pesquisas, abrir novos horizontes de conhecimento”, afirmou o professor Rinaldo Sena Fernandes, professor da EAF que está acompanhando os alunos na SBPC. Ele garante que a Escola Agrotécnica irá priorizar as próximas reuniões da Sociedade como forma de divulgar as produções científicas da instituição.

De acordo com Rinaldo Fernandes, três fatores chamam bastante atenção nas apresentações da Escola: o fato de ser do Amazonas, de alguns alunos serem indígenas e do estado financiar bolsas de Pibic Jr., o que é uma novidade para várias pessoas de outras regiões do país, segundo o professor.

Jaciara Lima de Oliveira, da etnia baré, apresentou o trabalho “Padrões fenológicos de uma comunidade arbórea no Parque Nacional Pico da Neblina”, em que ela estudou 627 árvores para monitorar a floração, frutificação e folhação. Jaciara explicou que o conhecimento da fenologia de uma espécie é importante para entender suas relações com o meio ambiente e como elas reagem às mudanças climáticas.

“A SBPC reúne os melhores projetos do país, sinto-me honrado em ter o trabalho selecionado para participar do evento. Aqui, vi coisas muito interessantes que talvez nunca tivesse acesso em São Gabriel da Cachoeira”, diz o estudante Michael Collins Silva que apresentou estudo sobre serrapilheira em florestas de platô.

Co-orientadora de todos os trabalhos da EAF apresentados na 60ª Reunião, a professora Maria Rosimar Pereira explica que alguns dos projetos estão ligados ao Programa de Grande Escala da Biosfera - Atmosfera na Amazônia (LBA/INPA). O LBA mantém torres de observação em São Gabriel da Cachoeira, onde Rosimar é representante do Programa. (A informações são de Andréia Mayumi – Agência Fapeam)

Fonte: Agência CT

IICA - Pesquisadores discutem produção de biocombustíveis

Pesquisadores discutem produção de biocombustíveis

O Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) promove o encontro de pesquisadores de instituições vinculadas ao Programa Cooperativo para o Desenvolvimento Tecnológico Agroalimentar e Agroindustrial do Cone Sul (Procisur).

Representantes do Brasil, da Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai apresentarão estudos desenvolvidos na área de biocombustíveis, com ênfase na produção de etanol a partir do bagaço de cana-de-açúcar, resíduos florestais e biomassa de gramíneas, entre outras matérias-primas.

A reunião, na sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Brasília, tem como objetivo a integração dos grupos de estudos dos países com projetos em andamento ou em processo de formulação direcionados à produção de etanol.

Fonte: Agência Brasil

Amazônia - Conhecer para Preservar

Preservação científica
Para a senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, o avanço do conhecimento sobre a Amazônia será a solução para o desenvolvimento e preservação ambiental da região, contanto que leve em conta as dinâmicas sociais locais.

“Não há como combinar preservação e desenvolvimento econômico e social da Amazônia, senão com soluções advindas das atividades de ciência e tecnologia – e para isso temos um aporte científico e tecnológico de alta qualidade”, disse durante a 60ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Campinas.

“Mas isso deve ser feito com as devidas mediações, porque também não pode existir uma visão unilateral da ciência em relação à dinâmica social e cultural da região”, completou.

A senadora defendeu o projeto Amazônia: Desafio Brasileiro do Século 21 – A necessidade de uma revolução científica e tecnológica, da SBPC e Academia Brasileira de Ciências (ABC), e prometeu defender a implementação das propostas no Congresso Nacional.

“Não há dúvida que o aumento de conhecimento sobre a região é uma estratégia fundamental para viabilizar a estrutura logística necessária, o desenvolvimento sustentável, a inclusão social e o ordenamento territorial e fundiário”, afirmou.

Marina destacou, entre os pontos importantes do documento, o apoio à pesquisa e à inovação tecnológica, a implantação de novas universidades, a criação de instituições técnicas e científicas associadas ao ensino, pesquisa e tecnologia e a ampliação e fortalecimento de redes de informação na região.

“É tudo fundamental e coincide com os eixos estruturantes da minha gestão no ministério. A questão é como conciliar esses aspectos com outros processos, até porque não se pode suprimir a dinâmica social que está em ação na região, incluindo o conhecimento já produzido e uma série de políticas já em curso. Será preciso pensar como fazer essa mediação”, destacou.
Acesso ao patrimônio genético

A senadora comentou ainda a questão do acesso ao patrimônio genético para pesquisa. Segundo ela, seu primeiro projeto apresentado no Senado foi sobre o acesso aos recursos genéticos, por entender que se trata de um meio de valorizar a floresta em pé e os conhecimento tradicionais associados e proteger a biodiversidade.

“Infelizmente, o projeto não foi aprovado. Foi apresentada uma medida provisória pelo governo, que não atendia adequadamente às necessidades de uma regulação tão complexa. No ministério, fizemos esforços para recuperar o projeto, mas houve uma dificuldade muito grande na interface entre os diferentes ministérios”, disse.

Segundo Marina, no entanto, sua equipe deixou, ao sair do ministério, uma proposta para que o processo de licenciamento dentro de unidades de conservação e referente a espécies ameaçadas de extinção fique sob responsabilidade do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes, enquanto os outros pedidos fiquem sob responsabilidade das instituições de pesquisa.

“O princípio é que a pesquisa será inteiramente favorecida com esse processo. Chegamos a levar essa proposta à Casa Civil, mas ela não foi acolhida à época. Creio que, com isso, resolvemos a maior parte dos problemas referentes à pesquisa. Na consulta pública ao projeto da Casa Civil foram apresentadas, esta semana, cerca de 60 sugestões. Agora faremos um projeto de sistematização e vou fazer minha proposta. A expectativa é que chegue o quanto antes ao Congresso”, afirmou.

Fonte: Fábio de Castro / Agência FAPESP

Revisão da Carta de Belém: Parlamentares e cientistas apóiam aumento no números de doutores na região Norte

A revisão da Carta de Belém, com o compromisso de cientistas e parlamentares de dobrar o número de doutores na região Norte, foi o principal resultado da sessão especial da Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional (CAINDR) da Câmara dos Deputados, realizada na 60ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em São Paulo.

Elaborada por parlamentares e cientistas na reunião da SBPC no ano passado, na capital paraense, a Carta de Belém é um documento com propostas para ampliar a pesquisa e o número de cientistas na região Norte. Pela nova redação, o objetivo é chegar a 2011 com 7 mil doutores. “O desconhecimento sobre a Amazônia acarreta conseqüências nefastas, como a biopirataria e a perda de divisas”, ressalta a deputada Janete Capiberibe (PSB-AP), presidente da CAINDR.

Na abertura do debate, realizado na tarde de ontem (16), o presidente da SBPC, Marco Antônio Raupp, destacou que esta é a segunda vez que a CAINDR participa de uma edição da reunião anual da entidade e chamou a atenção para a importância de se ampliar o conhecimento científico sobre a região Norte. Além dele, o físico e ex-presidente da SBPC, Ênio Candotti, defendeu com entusiasmo a aceleração da formação de pesquisadores no Norte brasileiro e argumentou que a floresta em pé sempre vale mais do que riquezas provenientes do extrativismo e do desmatamento. “A produção sustentável de biofármacos, que dispensa o desmatamento e se apresenta como alternativa à indústria madeireira, é um exemplo”, disse.

Entrevista
A senadora Marina Silva (PT-AC) compareceu à Unicamp à noite e, em coletiva à imprensa, defendeu a construção de novas universidades e de instituições técnico-científicas associando o ensino à pesquisa em tecnologia. Marina Silva apoiou as soluções apontadas por parlamentares e a comunidade científica na sessão especial da CAINDR, destacando o fortalecimento da pós-graduação e de redes de informação na Amazônia. A senadora enfatizou que não basta, porém, intensificar o conhecimento científico. Para ela, as práticas de participação social na região são tão importantes quanto à produção científica.

O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) tem três unidades de pesquisas na Amazônia: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM). Elas atuam em dezenas de linhas de pesquisa em ciências naturais, exatas e humanas, e mantêm mais de 20 cursos de mestrado e doutorado.

Entre 2003 e 2007, considerando-se apenas os principais instrumentos de financiamento do MCT, que são os fundos setoriais, bolsas de estudo e fomento à pesquisa, os investimentos do ministério na Amazônia Legal foram superiores a R$453 milhões, significando um crescimento de 326%. De janeiro a maio de 2008, os recursos aplicados em bolsas de estudos na região cresceram 7% em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo o valor total de R$ 9,444 milhões. (Débora Pinheiro - Assessoria de Comunicação do MCT)

Fonte: Agência CT

Parlamaz defende a criação da Universidade Pan-Amazônica

A criação da Universidade Pan-Amazônica foi um dos pontos de destaque da reunião do Parlamento Amazônico (Parlamaz), que terminou ontem (16), na sede do Senado Federal, em Brasília. A iniciativa voltou a ser defendida pelo senador João Pedro (PT-AM), autor do projeto de lei do Senado 662/07, que propõe a implantação da instituição de ensino.

De acordo com ele, a iniciativa seria um instrumento de defesa da Amazônia por meio do conhecimento. “Mas a criação dessa universidade passa pelo fortalecimento da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA)”, destacou o senador.

O PLS 662/07 determina que a instituição terá sede em Manaus (AM) e atenderá os estudantes oriundos dos oito países que integram a OTCA – os mesmos que fazem parte do Parlamaz: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela. Além disso, a proposição prevê que a universidade será mantida pelo governo brasileiro, mas com a possibilidade de receber aportes financeiros dos países da OTCA e de outras fontes.

Demarcação
O parlamentar também defendeu a demarcação de terras indígenas, em Roraima, da forma como havia sido definida pelo governo federal. A situação dos povos indígenas na Amazônia foi outro ponto debatido durante o evento.

Em relação à polêmica sobre a terra indígena Raposa Terra do Sol, em Roraima, o senador lembrou que o local conta com 19 mil índios, oriundos de cinco etnias. O conflito em torno da região surgiu porque produtores de arroz são contra a forma como o governo estabeleceu a demarcação na área. A questão está sendo examinada pelo Supremo Tribunal Federal.

A questão ambiental também esteve presente na pauta de discussões dos parlamentares que fazem parte do grupo. Sobre o tema, a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) destacou que somente a implementação de políticas voltadas para os “povos da floresta” permitirá que o desenvolvimento econômico da região ocorra com sustentabilidade ambiental.

“Não conseguiremos manter uma árvore em pé com um ser humano miserável e empobrecido embaixo dela. Se for assim, a árvore cairá”, disse. Já a presidente do Parlamaz, a deputada boliviana Ana Lucia Reis, ressaltou a necessidade de integração e colaboração dos países amazônicos para garantir a sustentabilidade econômica, social e cultural dos povos da região.

Parlamaz
O Parlamaz foi criado em 1988, no Peru. O grupo passou por uma fase de desmobilização em razão de problemas políticos dos países da região, retomando os seus trabalhos a partir de 2001, na Bolívia. Durante a reunião realizada em Brasília, a presidente do parlamento lembrou que a reorganização do grupo foi retomada efetivamente para a elaboração do seu plano estratégico.

A íntegra do PLS 662/07 está disponível neste link. (Com informações da Agência Senado e da Agência Câmara)

Fonte: Gestão CT

Ibict lança edital para implantar biblioteca digital nas instituições públicas de ensino e pesquisa

O Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict/MCT) abriu, no dia 7, edital para estimular as instituições públicas de ensino e pesquisa do país. O edital Finep/BDB 001/2008 destina-se a apoiar projetos de implantação de biblioteca digital de teses e dissertações nas instituições públicas de ensino e pesquisa e sua integração ao repositório nacional de teses e dissertações da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD), com vistas a possibilitar que a comunidade brasileira de C&T publique os trabalhos defendidos no país, dando maior visibilidade à produção científica nacional.

Os interessados em submeter propostas deverão encaminhar toda a documentação via Correios, até o dia 15 de agosto, por meio de formulário disponível no site www.ibict.br, ao endereço Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia – SAS – Quadra 5 – Lote 6 – Bloco H – Sala 415 – CEP 70070-912 – Brasília (DF).
Poderão concorrer ao edital, instituições públicas de ensino e pesquisa com atuação em território nacional, mantenedora de programas de pós-graduação reconhecidos pelo MEC/CAPES.

As instituições contempladas pelo programa receberão um kit tecnológico, em regime de comodato, composto por um servidor pré-formatado e configurado com o sistema operacional Unix/Linux, com os softwares Apache, MySol e PHP e o sistema TEDE. Ainda receberão a licença para uso do software Adobe Write, que viabilizará a geração de arquivos pdf e um CD-ROM com a metodologia completa para implantação da biblioteca digital, bem como todos os manuais operacionais e de usuário.

Veja a íntegra do edital no link:
www.ibict.br/anexos_noticias/bdtd_edital_chamada2008.pdf

Fonte: Gestão CT

60ª SBPC - “Instrumentos econômicos para a conservação de florestas na região amazônica”

Guardiões da floresta
Dois tipos de iniciativas estão ganhando cada vez mais importância na preservação da Amazônia: criar oportunidades para que os proprietários rurais entrem na legalidade – no aspecto ambiental e fundiário – e, para que os povos tradicionais continuem tirando seu sustento da floresta, torná-los “guardiões da mata”.

Foi o que apontaram especialistas presentes no simpósio “Instrumentos econômicos para a conservação de florestas na região amazônica”, na 60ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Campinas.

Para Paulo Moutinho, coordenador científico do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), os rumos das negociações internacionais indicam que em um futuro próximo haverá mecanismos realmente capazes de envolver os grandes produtores na conservação da floresta, ao compensá-los pelo chamado custo de oportunidade.

Segundo ele, o Ipam tem um projeto desse tipo na região indígena no sul do Parque do Xingu, em parceria com a organização não-governamental Aliança da Terra, ligada aos produtores rurais.

“A ação de desmatamento é muito grande ali, devido à pecuária, inicialmente, e agora à soja, que esses produtores em muitos casos plantavam até a beirada dos rios. Eles sempre estiveram envolvidos por uma imagem de vilões responsáveis pela devastação. O trabalho tem o objetivo de resolver esse quadro”, disse Moutinho.

A projeto consistiu na criação de um cadastro socioambiental para o qual se exige que o produtor apresente um registro georreferenciado de sua propriedade em um sistema de licenciamento ambiental do Estado do Mato Grosso. De posse dos dados, uma equipe de campo das entidades realiza um diagnóstico socioambiental da propriedade.

“Avaliamos se há reserva legal, se há condições compatíveis com a legislação, se há presença de açudes, se é feito uso correto de inseticida e assim por diante. Depois disso, os produtores assinam um protocolo, em um evento com autoridades, compromentendo-se a recuperar o passivo ambiental e investir na legalização total”, explicou.

De acordo com Moutinho, os produtores se dispõem a assinar o protocolo porque obtêm uma série de vantagens, à medida que fazem uma melhor gestão dos recursos. Ao remover açudes e instalar bebedouros para o gado, por exemplo, evitam erosão na época chuvosa, que assoreia rios, reduzindo prejuízos em eventos de chuvas ou secas fortes.

“Temos 60 proprietários cadastrados e outros 500 produtores estão na fila para entrar no programa. São grandes produtores, com fazendas de 20 mil, 30 mil hectares ou mais. O impacto é de larga escala. Com mais produtores envolvidos será possível dar um tratamento de paisagem às estratégias ambientais, com criação de corredores ecológicos, por exemplo”, disse.

Bolsa Floresta
Virgilio Viana, diretor executivo da Fundação Amazonas Sustentável, afirmou que o governo amazonense está conseguindo reduzir o desmatamento no estado – o mais preservado da Amazônia – com base em programas que valorizam a floresta e transformam os moradores da regiões em “guardiões da mata”.

“Ninguém desmata por burrice ou estupidez. Os produtores fazem uma opção racional decorrente de um conjunto de fatores econômicos e sociais. O raciocínio do governo tem sido o de interferir nesses fatores”, disse Viana, que até março era secretário de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas, cargo que ocupou por cinco anos.

Segundo ele, a floresta foi economicamente valorizada, com iniciativas que aumentaram os preços dos produtos. “O governo criou um sistema de Bolsas Floresta, que remunera financeiramente os moradores de Unidades de Conservação que assumem compromisso de zerar o desmatamento”, disse.

Depois de passar por um curso de dois dias sobre mudanças climáticas, os moradores assumem o compromisso e passam a receber R$ 50 mensais por família, entregues às mulheres. “Parece pouco, mas representa um aumento médio de 50% na renda financeira, já que a maior parte da economia é de subsistência”, salientou.

Determinante econômico
Para Phillip Fearnside, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), envolver os moradores da região também é uma boa política para diminuir a devastação. “Investir na preservação não significa, evidentemente, pagar guardas para proteger a floresta. O governo deverá investir em condições que permitam que essas populações tirem seu sustento da floresta, em atividades sustentáveis”, disse.

Segundo ele, atualmente, com a falta dessas políticas, todos os fatores estruturais e econômicos – com exceção do câmbio que está baixo, dificultando a exportação –, estão favorecendo uma iminente alta dos desmatamentos.

“Ao afetar os grandes produtores, as oscilações de preços têm papel importante no desmatamento. E, além do aumento do preço da carne e da soja, estamos em um pico em relação ao preço da terra, o que é fundamental como motor da devastação. Todas essas forças estão alinhadas para que se tenha mais desmatamento pela frente”, apontou.

Além dos fatores de preço de commodities e da terra, investimentos em infra-estrutura também poderão contribuir. “Temos uma série de estradas sendo construídas em grandes blocos de floresta intacta, como é o caso da BR-139, que liga Porto Velho a Manaus, e a BR-163, entre Santarém e Cuiabá. Com isso, o processo que ocorre no arco do desmatamento, com ocupação de propriedades, plantio de soja e abertura de pastagens, deverá se reproduzir na Amazônia Central”, disse Fearnside.

Fonte: Fábio de Castro / Agência FAPESP

Amazontech 2008


No dia 15, foi lançado, na sede do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília, o Amazontech 2008 evento de ciência, tecnologia e inovação voltado para a discussão de soluções aplicáveis à Amazônia Legal. O encontro é realizado pelo Sebrae e conta com o apoio da Embrapa e do governo do Estado do Maranhão.

Esta será a sexta edição do Amazontech, que ocorrerá de 25 a 29 de novembro, em São Luís (MA). “O Maranhão é uma região pré-amazônica com áreas que já foram de florestas e a Embrapa terá muito o que apresentar, já que atua fortemente com várias ações em mais de 60 municípios do Estado”, afirma o diretor-executivo da Embrapa, José Geraldo Eugênio, que é vice-presidente da ABIPTI pela região Centro-Oeste.

Dez unidades da empresa participarão do evento. Elas irão expor suas tecnologias e soluções para a região. A Embrapa também será responsável pelo desenho e implantação da vitrine do encontro e pela programação técnica como mesas redondas e minicursos.

Programação
O Amazontech também contará com a participação de nove Estados brasileiros da Amazônia Legal e dos oito países da Pan-Amazônia. A programação prevê exposições científico-tecnológicas, conferências, painéis, palestras, cursos, encontro de governadores da Amazônia Legal, reunião de secretários de ciência e tecnologia da Amazônia Legal, de reitores de universidades da Pan-Amazônia, além de rodadas de projetos e de negócios.

Serão debatidos temas como tecnologia para o manejo e aproveitamento sustentável dos recursos naturais da Amazônia; bioindústria, bioenergia e seqüestro de carbono; inclusão social; tecnologia e inovação para o desenvolvimento sustentável dos pequenos negócios; e alternativas tecnológicas para a sustentabilidade sócio-econômico-ambiental dos ecossistemas florestas, mangues, campos naturais e água.

Informações sobre a Amazontech podem ser obtidas no site www.amazontech2008.com.br.
(Com informações da Embrapa)

Fonte: Gestão CT

Angiogênese: da pesquisa básica à aplicação científica

Foram necessárias cadeiras extras para acomodar os 130 ouvintes que lotaram durante dois dias (16 e 17) o auditório Hélio Fraga no Centro de Ciências da Saúde, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O motivo para o grande comparecimento foi o simpósio Angiogênese: da pesquisa básica à aplicação clínica, aberto para estudantes de graduação, pós-graduação, professores e pesquisadores, e destinado a fazer uma ponte entre a pesquisa fundamental e sua aplicação clínica.

"O conteúdo do simpósio é o processo de Angiogênese, nome que se dá à formação de vasos sanguíneos a partir de vasos já pré-existentes, através de células que se desprendem da parede do vaso, se proliferam e se organizam em um novo" explicou o professor do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) e organizador do simpósio, Luiz Eurico Nasciutti.

Para falar sobre o tema, o evento contou não só com pesquisadores da casa, mas também com estudiosos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Teve ainda as participações internacionais de Anne Eichmann, do Instituit National de la Santé et de la Recherche Médicale (INSERM) e Jean-Léon Thomas da Université Pierre & Marie Curie. Para Luiz Eurico, o intercâmbio de pesquisadores é válido.

"Trazer profissionais de diversos lugares não é obrigatório para um evento, mas é importante porque é uma maneira de se saber o que está sendo produzido no mundo, mesmo dentro do país, ou região. É também uma forma de encontrar pessoas que estejam trabalhando de acordo com o mesmo sistema e que possam estabelecer cooperações, ou grupos de trabalho" enfatiza o professor.

Para atingir um de seus objetivos, a integração entre a área de pesquisa básica e a clínica, o simpósio envolveu pessoas voltadas para análise da angiogênese no ponto de vista celular e molecular e quem utiliza esses conceitos na parte clínica. Para a obtenção de estratégias para o tratamento de patologias, há a necessidade de uma intensa pesquisa. Como explicou Luiz Eurico, a importância do estudo é fundamental para avanços na pesquisa de doenças como câncer.

"Quando há uma lesão na pele, há também a destruição de tecidos e morte de vasos sanguíneos. Para haver a regeneração dos tecidos, os vasos sanguíneos são importantes, é o processo de angiogênese que deve acontecer sempre. Tumores e outras lesões patológicas, também para crescer, precisam de vasos sanguíneos, dos nutrientes, de alimentos. Tumor só cresce se houver vascularização eficiente. Por isso se estuda muito o processo de angiogênese, para buscar formas de tratamento para diversas doenças, como o câncer ou outros tumores. A célula tumoral produz fatores que estimulam o crescimento de vasos sangüíneos, ela cria o ambiente ideal para se desenvolver", esclarece Luiz Eurico.

Outro grande objetivo do evento também foi largamente atingido: trazer os universitários para o simpósio. Como as inscrições eram abertas também para graduandos e pós-graduandos, o evento contou com grande participação desses estudantes.

"Trazer este evento para dentro da universidade e possibilitar que os estudantes participem era o objetivo maior desse simpósio. E realmente, eu diria que 70% ou 80% dos frequentadores eram estudantes de graduação ou pós-graduação. Uma boa parte de graduandos já está fazendo Iniciação Científica. O simpósio é um estímulo a mais para eles e pôde-se ver que eles ficaram até o fim participando. Estamos muito contentes", concluiu o professor.

Fonte: Heryka Cilaberry / Olhar Vital

Prêmio Ecologia 2008

As inscrições para o Prêmio Ecologia 2008 estão abertas.

Com o objetivo de incentivar projetos na área ambiental, o prêmio é uma iniciativa do governo do Estado do Espírito Santo, por meio da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama).

O prêmio visa a destacar ações relevantes relacionadas ao meio ambiente para a promoção do desenvolvimento sustentável no Estado. Os interessados em concorrer poderão entregar os trabalhos na sede da Seama ou enviá-los para a secretaria via Correios.

As inscrições também podem ser feitas em estandes instalados nos Shoppings Vitória e Guarapari. O regulamento estará disponível em breve no site do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos www.iema.es.gov.br.

Nessa edição, são oito categorias que compõe diversas áreas de atuação do prêmio: educacional, empresarial, experiência de sucesso, pesquisa científica, ONG, jornalismo, desenho infantil e fotografia. O primeiro colocado de cada categoria será premiado com um computador. O segundo lugar com uma máquina fotográfica e o terceiro receberá uma televisão.

Em 2007, a premiação contou com mais de 300 inscritos. A categoria que mais atraiu participantes no último ano foi a de desenho infantil, com 139 concorrentes.

Mais informações podem ser obtidas no site www.es.gov.br ou pelo e-mail (Com informações da Seama)

Fonte: Gestão CT

Alicia Maria Ivanissevich do ICH é a vencedora do 28º Prêmio José Reis

Na cerimônia de abertura da 60ª Reunião Anual da SBPC, realizada no dia 13 em Campinas (SP), o presidente do CNPq, Marco Antonio Zago, entregou a 28ª edição do Prêmio José Reis de Divulgação Científica.

A vencedora foi Alicia Maria Ivanissevich, jornalista do Instituto Ciência Hoje (ICH) da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que foi reconhecida pela importância de seu trabalho de jornalismo científico na difusão da ciência no Brasil. A jornalista Mariluce de Souza Moura, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), recebeu a Menção Honrosa do Prêmio.

O Prêmio José Reis de Divulgação Científica é uma homenagem e reconhecimento do CNPq aos difusores do conhecimento científico no país. A edição deste ano contemplou a modalidade jornalismo científico.

A premiação foi criada em 1978 e representa uma homenagem ao médico, pesquisador, jornalista e educador José Reis. Ele nasceu no Rio de Janeiro, e morreu em São Paulo, no dia 16 de maio de 2002, aos 94 anos de idade.

Informações adicionais podem ser obtidas no site www.cnpq.br

Fonte: Gestão CT

R$ 3 milhões para pesquisas dos Núcleos de Excelência no Rio Grande do Norte

A Fundação de Apoio à Pesquisa do Rio Grande do Norte (Fapern) anunciou esta semana que este ano lançará novo edital que multiplicará por dois o financiamento a pesquisas realizadas por Núcleos de Excelência no Estado. Ao todo serão R$ 3 milhões do CNPq/MCT e do governo do Estado para cinco novos grupos.

A Fapern informa que para solicitar a entrada no programa, o grupo deve, obrigatoriamente, ter como coordenador um pesquisador nível 1-A do CNPq. Hoje, seis grupos de pesquisa do RN estão classificados no Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex) e são apoiados, por meio da Fapern, com valores entre R$ 400 mil a R$ 430 mil cada um, o que totaliza R$ 2,3 milhões.

Segundo texto da fundação, a presidente da Fapern, Isaura Rosado, disse que a intenção é lançar o edital ainda este ano. "Uma ampliação de 100% no apoio às pesquisas de alto nível é um passo importante no que se refere à ciência e tecnologia e vai ter repercussão na vida das pessoas", afirma.

Os Multimeios
A Fapern está, até o dia 25 deste mês, com inscrições abertas para a oficina Os Multimeios, a ser ministrada por Paulo Bruscky, artista pernambucano.

Artistas visuais, fotógrafos, pintores, escultores, designers e interessados podem participar da oficina, que acontece de 28 a 30 deste mês, no Palácio Potengi, em Natal (RN).

Informações adicionais podem ser obtidas pelos telefones (84) 3232-1703 e 1731 ou pelo site www.fapern.rn.gov.br. (Com informações da Fapern)

Fonte: Gestão CT

ANP libera recurso para o programa sergipano de biodiesel

A Agência Nacional de Petróleo (ANP) autorizou a Petrobras a liberar cerca de R$ 13 milhões para projetos de desenvolvimento da cadeia de biodiesel de Sergipe. O recurso será entregue ao Núcleo Regional de Competência da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e será utilizado em 16 subprojetos. Entre eles: gestão, produção agrícola, pós-colheita, armazenamento e unidade piloto de produção de biodiesel.

Os trabalhos serão realizados em um período de cinco anos e servirão de base para a pesquisa e desenvolvimento da cadeia de biodiesel sergipana, que já está em operação. Foram plantados no Estado 3.600 hectares com girassol, consorciado com culturas alimentares típicas da agricultura familiar. A produção de 4 mil toneladas a serem colhidas em outubro próximo, será adquirida pela Petrobras. Cerca de 3,5 mil famílias estão envolvidas nessa primeira etapa de implantação do Programa de Biodiesel de Sergipe.

Todos os projetos ainda estão em processo de análise e foram desenvolvidos no âmbito da Rede Sergipe de Biodiesel, coordenada pelo governo do Estado, por meio do Sergipe Parque Tecnológico, com apoio das secretarias de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia e da Agricultura, formada por instituições como Embrapa Tabuleiros Costeiros, Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra de Sergipe, Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Estado de Sergipe, Sebrae.

Mais informações podem ser obtidas no site www.agencia.se.gov.br (Com informações do governo do Estado de Sergipe)

Fonte: Gestão CT

60ª SBPC - Jovens pesquisadores do CNPq falam sobre células tronco e viagens portuguesas na SBPC

O estudo de células tronco, a análise de diários portugueses dos anos 1800 até a utilização de carvão ativado como filtro para poluentes da água foram os temas que os bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic), apresentaram na 60ª Reunião da SBPC, na Universidade de Campinas, em São Paulo. Os estudantes foram agraciados com o Prêmio Destaque do ano na Iniciação Científica de 2007, realizado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT).

Ganhadora na categoria Ciências da Vida, Carolina Lavini Ramos, estudante de biologia da Universidade de São Paulo (USP), falou sobre o estudo de atividades imunorreguladoras das células tronco mesenquimais humanas. Seu projeto analisou o comportamento de células-troncos como agentes inibidores de linfócitos no organismo, podendo utilizá-las no organismo humano para reduzir as possibilidades de rejeição em casos de transplante.

Tiago Bonato, estudante de história da Universidade Federal do Paraná (UFPR), ganhador na categoria de Ciências Humanas, Sociais, Letras e Artes, apresentou o trabalho sobre o olhar iluminista de viajantes setecentista sob o habitante do sertão na América Portuguesa. Em seu estudo, Tiago analisou diários de dois portugueses, o padre Joaquim José Pereira e o advogado Vicente Jorge Dias Cabral, que vieram ao Brasil em uma expedição científica para procurar a Quina do Piauí, uma planta medicinal, e o salitre natural, matéria-prima da pólvora. A análise do estudante buscou traçar uma linha de tempo para a origem da construção do imaginário do habitante do sertão como a figura do sertanejo.

O último trabalho apresentado foi o da estudante Elaine Inácio Pereira, do curso de química da Universidade Federal de Lavras (UFL), ganhadora na categoria Ciências Exatas, da Terra e Engenharias. A pesquisa estudou o uso do cloreto férrico como agente ativante na preparação de um carvão ativado feito a partir de cascas de café descartadas pela agroindústria. O carvão obtido foi utilizado na remoção de poluentes da água, tendo apresentado maior capacidade de remoção que o carvão comercial.

A estudante Elaine também fez relatos de sua viagem aos centros de excelência do Reino Unido, Inglaterra, patrocinada pelo British Council, parceiro do CNPq no prêmio. Todo ano, uma categoria é selecionada para fazer a viagem, e os outros ganhadores recebem um ano de assinaturas de revistas especializadas.

O Prêmio Destaque do Ano na Iniciação Científica é uma forma de reconhecimento e incentivo por parte do CNPq aos bolsistas de Iniciação científica que se destacaram durante o ano por relevância e qualidade de seus relatórios finais. Também é premiada a instituição que contribuiu de forma mais relevante para o alcance dos objetivos do Programa de Iniciação Científica do CNPq.

Casca de banana
O trabalhado da estudante Milena Boniolo, do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), ganhadora do XXII Prêmio Jovem Cientista, na categoria Graduado, também foi apresentado na 60ª Reunião da SBPC.

Com um estudo sobre utilização de cascas de banana para despoluir a água, Milena explicou como surgiu sua idéia de utilizar a casca da fruta. "O Brasil desperdiça entre 20% e 40% das cascas de bananas consumidas no país. Esse desperdício gera enorme impacto ambiental e poluição", contou. A pesquisadora tritura as cascas da banana, transformando-as numa farinha, que depois é separada e preparada em laboratório. O resultado obtido é um eficiente biossorvente de metais, como o urânio, quando misturado à água. (Assessoria de Comunicação do CNPq)

Fonte: Agência CT

8º Encontro Sobre Abelhas

A oitava edição do bianual Encontro Sobre Abelhas, principal evento científico sobre pesquisas com abelhas no país, será realizada em Ribeirão Preto (SP), de 23 a 26 de julho.

Com o tema principal “Biodiversidade e uso sustentado de abelhas”, o evento reunirá alguns dos principais nomes da área no mundo que divulgarão estudos recentes. Estão previstas sete conferências plenárias, 17 simpósios com 72 palestrantes e 326 trabalhos em formas de painéis.

Serão apresentados e discutidos temas como “Comportamento de abelhas nativas”, “Biologia e manejo de abelhas africanizadas”, “Biologia da polinização”, “Pragas, parasitas e doenças de abelhas tropicais”, “Conservação e avaliação da biodiversidade de abelhas tropicais”.

O encontro, que será realizado no Hotel JP, tem organização da Pós-Graduação em Entomologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto e da Pós-Graduação em Genética da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto.

Mais informações: www.rge.fmrp.usp.br/abelhudo

Fonte: Agência FAPESP

4ª Inovatec e 2ª Inovaminas

Quarta edição do Inovatec e 2ª Inovaminas acontecem em setembro

De 29 de setembro a 2 de outubro, será realizado no Expominas, em Belo Horizonte (MG), a 4ª Edição da Feira de Ciências, Tecnologia e Inovação (Inovatec). O evento é voltado à divulgação e incentivo às inovações tecnológicas.

A feira tem como objetivo ser um espaço onde empresas, pesquisadores, inventores, órgãos públicos e instituições de ensino e pesquisa poderão interagir, trocar experiências e transferir tecnologia.

Paralelamente ao evento, será realizado a 2ª Inovaminas – Conferência Mineira de Inovação Tecnológica.

Os eventos são promovidos pela Empresa Minasplan com apoio oficial dda Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Acesse o site www.inovatec.minasplan.com.br para obter mais informações sobre o evento.

Contatos pelo e-mail e telefone (31) 3371-3377.

Fonte: Gestão CT

Facepe lança edital do Pappe Subvenção

A Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe) lançou, no dia 10, em parceria com a Finep, o edital do Programa de Apoio à Pesquisa em Empresas na Modalidade Subvenção a Micro e Pequenas Empresas – Pappe Subvenção. A data limite para submissão eletrônica das propostas é o dia 25 de agosto. Já a documentação complementar impressa deve ser entregue até o dia 1º de setembro.

O edital conta com R$ 15 milhões para desembolso em três anos, sendo que R$ 10 milhões são oriundos da Finep e R$ 5 milhões são do orçamento da Facepe. O Pappe Subvenção tem como objetivo o apoio financeiro, na forma de subvenção econômica, ao custeio de atividades de pesquisa, desenvolvimento ou inovação (PD&I) realizados por micro e pequenas empresas (MPEs), individualmente ou em consórcio.

Serão selecionadas propostas de empresas sediadas em Pernambuco. A chamada está de acordo com o que está definido na Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (Pitce), priorizando as áreas de principal interesse do Estado: agronegócio, biotecnologia, nanotecnologia e arranjos produtivos locais (APLs) – gesso, lacticínios e ovinocaprinocultura.

Podem participar as micro e pequenas empresas de Pernambuco, isoladas ou em associação, e que tenham faturamento bruto anual de, no máximo, R$ 10,5 mil no ano fiscal anterior à submissão da proposta e que realizem, ou se proponham a realizar, atividades de PD&I no Estado.

O edital conta com duas chamadas de recebimento e avaliação de propostas. Na primeira, os projetos devem ser apresentados eletronicamente até o dia 25. Já a data limite para a entrega da documentação impressa é o dia 1º de setembro. Os resultados deverão ser divulgados no dia 6 de novembro e a contratação dos projetos deverá ocorrer a partir de novembro de 2008.

Na segunda chamada, a data limite para submissão eletrônica das propostas é o dia 20 de novembro e a entrega da documentação complementar impressa deve ser feita até o dia 26 de outubro. Já a divulgação dos resultados deve ocorrer no dia 6 de fevereiro. A contratação dos projetos acontecerá a partir de fevereiro de 2009.

A submissão de propostas será feita exclusivamente por meio do Formulário Eletrônico de Propostas Auxílio Pappe Subvenção, no Sistema de Propostas da Facepe que estará disponível no site da instituição a partir do dia 4 de agosto.

O edital está disponível neste link. Informações sobre o edital podem ser obtidas pelo e-mail . Já os proponentes que tiverem dificuldades no preenchimento do Formulário de Propostas Online poderão contar com o suporte online disponível em todas as páginas do sistema AgilFAP, pelo e-mail ou pelo telefone (81) 3181-4617.

Maiores informações: agil.facepe.br/

Fonte: Gestão CT

Educação em Museus

UFMG realiza curso de Educação em Museus

O curso Educação em Museus: a mediação em foco, realizado pelo Centro de Difusão da Ciência (CDC) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) está com inscrições abertas até o dia 8 de agosto.

O objetivo do curso é formar e qualificar os participantes que atuam em diversos tipos de museus articulando conteúdos pedagógicos e museológicos. Também serão desenvolvidas e aplicadas estratégias de medição baseadas em princípios conceituais discutidos ao longo do curso.

São oferecidas 60 vagas. O público-alvo é composto por educadores e monitores de museus, centros de ciência, órgãos de cultura e extensão, além de alunos de cursos de licenciatura e professores do ensino fundamental e médio da rede pública e particular de ensino.

As aulas serão realizadas de 18 a 22 de agosto. Aos que completarem 75% da carga horária, a Pró-Reitoria de Extensão (Proex) emitirá certificado.

As inscrições podem ser feitas no CDC, que fica localizado no 2º andar do prédio da Reitoria, no campus da Pampulha, localizado na Av. Antônio Carlos, 6.627.

Informações adicionais podem ser obtidas no site www.ufmg.br/cdc e pelo telefone (31) 3409-4428.

Fonte: Gestão CT

8ª Jornada Integrada de Ortopedia e Traumatologia de Ribeirão Preto - Joint

A 8ª Jornada Integrada de Ortopedia e Traumatologia de Ribeirão Preto (Joint) será realizada de 4 a 6 de setembro na cidade no interior paulista.

O encontro bianual é voltado a ortopedistas, traumatologistas, cirurgiões, fisioterapeutas, enfermeiros, pesquisadores, professores e universitários. Entre os temas da programação estão “Conceitos atuais na traumatologia ortopédica”, “Artroplastia no membro superior”, “Conceitos atuais em ortopedia pediátrica” e “Atualização em medicina esportiva”.

Paralelamente será realizada, também no Centro de Convenções Ribeirão Preto, no dia 4, a 2ª Jornada de Enfermagem e Fisioterapia, ligada á ortopedia.

Mais informações: www.oxfordeventos.com.br/joint ou (16) 3967-1003.

Fonte: Agência FAPESP

MMA anuncia pacote de medidas

No dia 14, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, anunciou que a partir de agosto o prazo para obtenção de licenças ambientais para pesquisas em áreas protegidas será reduzido para um mês. Hoje, os cientistas costumam esperar um ano ou mais por elas. A informação foi dada pelo ministro durante a sua conferência realizada na 60ª Reunião Anual da SBPC. O evento ocorre até amanhã (18), em Campinas (SP). “É possível separar claramente o que é biopirataria e o que é necessidade de acesso para pesquisa”, afirmou.

O ministro também adiantou que no dia 1º de agosto o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, enviará ao Congresso Nacional dois projetos de lei. Um deles implementa a Política Nacional de Mudanças Climáticas. O outro propõe a criação de um fundo voltado a políticas para a redução de emissões, mitigação e monitoramento. De acordo com Minc, inicialmente o fundo contará com R$ 600 milhões “advindos dos 10% de participação especial sobre o lucro do petróleo a que o ministério tem direito, mas que eram reservados preferencialmente para estudos e prevenção e reparação de acidentes no oceano.”

Ele ainda informou que, na mesma data, será criado o Fundo da Amazônia, abrigado dentro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ele contará com um conselho onde terão assento representantes da comunidade científica, de organizações não governamentais, dos governos da Amazônia e de ministérios.

“No primeiro ano, pretendemos captar US$ 900 milhões para manter as florestas em pé e recuperar áreas degradadas e para políticas de incentivo ao extrativismo e práticas sustentáveis. Por outro lado, os bancos públicos deixarão de conceder créditos para atividades insustentáveis, ao mesmo tempo em que oferecerão condições mais favoráveis para tecnologias mais limpas”, disse.

A terceira medida determinada pelo ministro será anunciada no dia 22 de setembro. É o 1º Plano Nacional de Mudança Climática, que está sendo elaborado há três anos e que contará com mais de 400 recomendações apresentadas em encontros que reuniram 280 mil pessoas.
“Trata-se de propostas relacionadas com desmatamento ilegal, regularização fundiária, eficiência energética, incentivos a mecanismos de desenvolvimento limpo (MDL), gestão integrada de resíduos sólidos, plano nacional de defesa civil, modernização da rede hidro-meteorológica e avanços na gestão costeira”, informou.

Outras medidas
Durante a conferência, o ministro ainda falou sobre a dificuldade de se trabalhar com um inventário de emissões com base no período de 1994 a 1997. Por isso, ele solicitou um balanço prévio dos setores mais significativos, até setembro, já que acredita que é fundamental ter uma estimativa mais atualizada. Minc lembrou que, quando era secretário de Meio Ambiente do Rio de Janeiro, encomendou esse inventário à comunidade científica e passou a negociar reduções com setores como o de transportes. “Também estimulamos metas de redução nas emissões e compensações como o plantio de milhares de árvores em regiões que chamamos de parques de carbono”, afirmou.

O ministro também está levando do Rio de Janeiro para o âmbito nacional o decreto de compensação energética, com o apoio do Ministério de Minas e Energia (MME). De acordo com ele, para cada 100 megawatts gerados por fonte fóssil (gás, carvão, óleo) haverá a obrigação de gerar entre 5% e 8% de energia com base renovável: solar eólica, PCH (pequena central elétrica), metano (aproveitamento do lixo) e resíduos orgânicos como o bagaço da cana.

Outra ação defendida por Minc é a intensificação do programa de troca de geladeiras de baixa eficiência energética por aquelas que já saem de fábrica com selos do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) em cores que informam sobre os modelos mais econômicos. “Já negociamos com as montadoras para que os veículos, igualmente, tragam etiquetas com o nível de emissão. Isto será concretizado em outubro”, disse.

Amazônia
Minc ainda destacou que a ex-ministra Marina Silva, que ele tem como amiga, conseguiu a proeza de derrubar o índice de desmatamento de 28 mil km² em 2005 para 12 mil km² em 2007. No entanto, ele lembrou que as derrubadas voltaram a crescer de novembro para cá. Ele atribui esse resultado ao aumento dos preços da carne e da soja. “Nos últimos 20 anos, nota-se que quando essas duas commodities sobem, crescem o desmatamento e a fronteira agrícola”, disse.

O ministro afirmou que a queda da ex-titular da pasta do Meio Ambiente foi muito comemorada pela frente ruralista, mas garantiu que a sua gestão é de continuidade. Ele destacou que a pecuária ilegal é a principal responsável pelo desmatamento na Amazônia e que o ministério está implementando ações que foram apelidadas pela imprensa de ‘boi pirata’, com o objetivo de embargar o gado ilegal criado em áreas de preservação. “O primeiro leilão está sendo realizado hoje: são 3,5 mil cabeças apreendidas em reservas do Pará e que vão se converter em churrasco para o Fome Zero”, afirmou.

Na ocasião, o ministro também prometeu apoiar a pesquisa, investindo em linhas da fronteira do conhecimento. Ele também disse que deverá agilizar o projeto de lei que envolve o acesso à biodiversidade e a repartição correta de seus benefícios com as populações tradicionais. Minc analisou que atualmente o processo está sendo muito longo e burocrático e disse que considera justos os protestos da comunidade científica. “Ele será bastante reduzido, mesmo porque vários aspectos podem ser contemplados por portarias. A biopirataria existe e é um crime a ser combatido, mas sem prejudicar a agilidade e a eficiência da pesquisa nacional”, destacou.

Informações sobre as ações da Reunião da SBPC podem ser obtidas no site www.sbpcnet.org.br. (Com informações da Unicamp)

Fonte: Gestão CT

6º Prêmio Anual de Divulgação Científica e Tecnológica Francisco de Assis Magalhães Gomes

Prêmio mineiro de divulgação científica e tecnológica recebe inscrições

Os interessados em participar do 6º Prêmio Anual de Divulgação Científica e Tecnológica Francisco de Assis Magalhães Gomes já podem fazer as suas inscrições. A premiação é uma iniciativa da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes) de Minas Gerais e conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapemig).

Esta edição contemplará os profissionais de ciência e tecnologia que se destacaram como divulgadores da C&T para o público leigo de Minas Gerais. O vencedor receberá como prêmio R$ 10 mil. Já o segundo colocado levará R$ 5 mil. Os dois ganhadores ainda receberão diploma e medalha.

A premiação foi criada em 1996 em homenagem ao ex-professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Francisco de Assis Magalhães Gomes, um dos pioneiros na pesquisa sobre energia nuclear no Brasil. A iniciativa objetiva estimular e incentivar os pesquisadores a buscarem linguagens criativas e inovadoras para popularizar a ciência e a tecnologia.

As inscrições estão abertas até o dia 12 de setembro. Serão analisados apenas os trabalhos divulgados para a sociedade e realizados no período de 1º de janeiro de 2005 a 31 de maio de 2008. As propostas devem ser encaminhadas à Sectes, na Superintendência de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, Praça da Liberdade, s/nº, 3º andar, CEP: 30.140-010, Belo Horizonte, Minas Gerais.

Informações e o regulamento do prêmio estão disponíveis no site:
www.tecnologia.mg.gov.br.

Fonte: Gestão CT

2ª Mostra Jovens Designers

Mostra de jovens designers acontece em agosto e setembro em BH

No período de 18 de agosto a 14 de setembro, acontece a etapa Belo Horizonte (MG) da 2ª Mostra Jovens Designers, no Ponteio Lar Shopping. Durante a mostra os 50 melhores trabalhos de conclusão de curso de 24 universidades das regiões Sul e Sudeste serão apresentados. O evento é uma realização da Associação dos Designers de Produto, do Instituto Nuoo e conta com patrocínio da Fiat Automóveis.

Segundo informações da assessoria de comunicação do evento, a mostra, que conta com o apoio da Lei de Incentivo à Cultura e do governo Federal, faz parte do “O Olhar da Criação – 1º Circuito de Design de Minas Gerais”. Com o tema “A Multiplicidade de Caminhos”, o evento que ocorre de 18 a 29 de agosto abrange um ciclo de palestras e debates, organizado pelo Instituto Nuoo e o Ponteio Lar Shopping e ministrado por autoridades do setor de design, além de exposições variadas.

A 2ª Mostra Jovens Designers fica à disposição do público das 10h às 22h de 18 de agosto a 14 de setembro, a entrada é gratuita. Já o Olhar da Criação – Multiplicidade de Caminhos – 1º Circuito de Design de Minas Gerais acontece de 18 a 29 de agosto. Neste caso é necessário realizar inscrições e pagar o valor de R$ 60 por palestra, sendo R$ 30 para estudantes. Veja mais informações no site www.nuoo.com.br. O telefone de contato é (31) 3287-7053.

Fonte: Gestão CT

Funtac realiza Oficina para Eleição de Prioridades de Pesquisa

Pesquisadores, técnicos, extensionistas e profissionais do Sistema de Ciência e Tecnologia do Estado do Acre têm até o dia 22 de julho para confirmarem presença na Oficina de Prioridades.

No encontro, que será realizado no dia 24 de julho, no Auditório da Fundação de Tecnologia do Estado do Acre (Funtac), serão escolhidas as linhas de pesquisa que farão parte dos próximos editais para seleção e contratação de projetos. Os interessados em participar devem encaminhar mensagem para o e-mail .

Os programas de pesquisa para fomentar o avanço da ciência e tecnologia no Estado são desenvolvidos pelo governo estadual, por meio da Funtac, em parceria com o CNPq.

Mais informações podem ser obtidas no site www.funtac.ac.gov.br. (Com informações da Funtac)

Fonte: Gestão CT

TO discute preparativos para Semana Nacional de C&T

Em reunião com representantes de instituições e universidades, o secretário de Ciência e Tecnologia do Tocantins, Osmar Nina Garcia Neto, discutiu os preparativos para a 5ª edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), que será realizada de 20 a 26 de outubro.

No encontro, o governador incentivou o cadastramento de atividades para a semana que pode ser feito no site semanact.mct.gov.br ou na página da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Tocantins www.tecnologia.to.gov.br.

Poderão ser desenvolvidas feiras de ciências, concursos e oficinas científicas, dias de portas abertas em universidades, palestras de cientistas ou pesquisadores e exibição de filmes e vídeos científicos.

O tema do evento neste ano é Evolução e Diversidade. O secretário informou que devido à amplitude do tema, podem ser desenvolvidas palestras sobre variados assuntos como a evolução da vida; seleção natural; evolução social; diversidade biológica, ambiental, étnica e cultural, a partir de conhecimentos científicos. Segundo Osmar Nina, para Palmas, a secretaria está planejando uma programação com palestras, oficinas, painéis, mesas-redondas, desafios científicos e gincanas tecnológicas com a participação de estudantes do ensino médio.

No ano passado, a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia no Tocantins, cujo tema foi Terra, contou com 250 atividades, em 19 Municípios e envolveu 65 instituições.

Desde 2004, a semana é realizada no Brasil com o objetivo de mobilizar a população, em especial crianças e jovens, em torno de temas e atividades de ciência e tecnologia, valorizando a criatividade, a atitude científica e a inovação. Pretende também chamar a atenção para a importância da C&T para o desenvolvimento do país, assim como contribuir para que a população possa conhecer e discutir os resultados, a relevância e o impacto das pesquisas científicas e tecnológicas e suas aplicações.

Em 2007, foram realizadas quase 10 mil atividades, em cerca de 400 cidades e com a participação de aproximadamente 1,4 mil instituições de ensino e pesquisa e entidades diversas.

Mais informações podem ser obtidas no site www.tecnologia.to.gov.br. (Com informações da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Tocantins)

Fonte: Gestão CT