quinta-feira, 17 de julho de 2008

IBP realiza evento para debater o Plano Nacional de Energia 2030

Nesta sexta-feira (18), será realizado workshop para debater o Plano Nacional de Energia 2030. O evento acontecerá na sede do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), no Rio de Janeiro, e está marcado para começar às 8h.

Na parte da manhã, serão debatidas as demandas: concepção, cenários econômicos, eficiência energética e demanda de energia. Já no período da tarde, serão debatidas as ofertas: cenários de ofertas das diversas fontes de energia, composição da matriz em 2030.

Participam do evento o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício T. Tolmasquim; o presidente do IBP, João Carlos de Luca; Celso Lucchesi, da Petrobras, Eloi Fernandez, da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), entre outros.

Informações adicionais podem ser obtidas no IBP pelo telefone (21) 2112-9028 e pelo e-mail .

Fonte: Gestão CT

Mercado brasileiro de geotecnologia deve ultrapassar R$ 1 bilhão em 2008

O mercado brasileiro de geotecnologia funciona hoje com uma expectativa de alcançar um crescimento de 20% a 25% em 2008, chegando a R$ 619 milhões. Esses números, que englobam apenas os segmentos de dados, softwares e serviços, e constam de uma pesquisa inédita sobre o mercado nacional de geotecnologia da Intare Consultoria em Gestão da Informação, foram divulgados ontem (15/07), durante a abertura do Geosummit Latin America 2008, que acontece até amanhã no Centro de Exposições Imigrantes, em Sâo Paulo.

De acordo com Iara Mussi Félix, consultora responsável pela pesquisa, “o setor de geotecnologia, que inclui desde o fabricante até os prestadores de serviços e os desenvolvedores da tecnologia, deve ultrapassar R$ 1 bilhão neste ano”.
Segundo o estudo, o mercado brasileiro tende a crescer ainda mais, uma vez que os investimentos do segmento geoespacial na evolução das tecnologias e o desenvolvimento da internet e as funcionalidades GIS (Sistemas de Informação Geográfica) na Web 2.0, potencializam o número de aplicações e usuários, provedores e consumidores da informação geográfica.

Existe ainda uma demanda corporativa por dados e informações detalhados e atuais, em interface com o mercado de TI, para um melhor planejamento, soluções e desempenho das empresas e órgãos dos segmentos de óleo e gás, mineração, agricultura, educação, telecomunicações, meio ambiente, finanças, governo, utilities e serviços. De acordo com Iara Félix, o principal desafio do mercado de geotecnologia é a velocidade de tráfego de dados e informações na internet. Gilberto Câmara, diretor-executivo do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), também presente ao encontro com os jornalistas, acrescentou ainda a falta de estruturação nacional dos dados geoespaciais na lista.

Em relação ao setor de rastreamento e monitoramento, Cyro Buonavoglia, Presidente da GRISTEC (Associação Brasileira das Empresas de Gerenciamento de Riscos e Tecnologias de Monitoramento e Rastreamento), afirma que hoje existem cerca de 100 empresas, que representam 95% do mercado. Segundo a entidade, mais de 200 mil veículos de transporte de carga – cerca de 15% da frota nacional de caminhões – possuem sistema de rastreamento, enquanto que o número de veículos de passeio rastreados ultrapassam 1 milhão de unidades. Buonavoglia disse ainda que o segmento de GPS aliado ao gerenciamento de risco recebeu grandes avanços tecnológicos nos últimos dois anos. “Atualmente o índice de recuperação de veículos rastreados que foram roubados ou furtados está acima de 85%”, finaliza.

O GPS também é um recurso de destaque nos celulares da tecnologia 3G: todos os aparelhos já saem de fábrica com o localizador. No mundo já são aproximadamente 200 milhões de celulares com GPS. Além da navegação, orientação e localização com o GPS, é possível captar dados no campo e disponibilizar imediatamente na internet. “O Brasil conta no momento com 257 cidades cobertas pela tecnologia do GPS, o que representa cerca de 80% da área urbana nacional”, afirma Danghesi.

Após a coletiva, os eventos foram abertos oficialmente, com a presença de Juan Pablo De Vera, presidente da Reed Exhibitions Alcantara Machado; Maria Teresa Peres de Souza, gerente nacional da Caixa Econômica Federal; Fábio Fagundes, representante da Petrobras; Gilberto Câmara, diretor do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais); Cyro Buonavoglia, presidente da Gristec (Associação Brasileira das Empresas de Gerenciamento de Riscos e Tecnologias de Monitoramento e Rastreamento); Eduardo Sanovicz, diretor de Feiras da Reed Exhibitions Alcantara Machado; Emerson Granemann, consultor dos Congressos; e José Danghesi, Show Manager dos eventos.

Para Câmara, os avanços tecnológicos no setor têm sido bastante consistentes, destacando o crescente impacto da geotecnologia na vida das pessoas, por meio de mapas digitais e GPS, por exemplo. “Há uma tendência muito favorável que o setor cresça no Brasil. Estamos ainda no começo e esse é um mercado muito promissor”, conclui. De Vera finalizou a cerimônia ressaltando a satisfação em realizar a nona edição do Geosummit e a primeira da ExpoGPS. “Para nós da Reed Exhibitions Alcantara Machado é um prazer realizar esses eventos que oferecem aos visitantes uma ampla programação técnica, permitindo atualização tecnológica”.

O Geosummit Latin America 2008 tem o apoio institucional da Gita Brasil (Associação de Tecnologia e Informação Geoespacial), Gita (Geoespatial Information & Technology Associations), ABCE (Associação Brasileira de Concessionárias de Energia Elétrica), Crea-SP (Conselho Regional e Engenharia, Arquitetura e Agronomia de São Paulo), Abimaq (Associação Brasileira da Idústria de Máquinas e Equipamentos), IRIB (Instituto de Registro Imobiliário do Brasil), Sobratema (Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção), AEASP (Associação de Engenheiros Agrônomos do Estado de São Paulo), INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Já a ExpoGPS conta com o apoio da Gristec (Associação Nacional das Empresas de Gerenciament o de Risco e de Tecnologia de Rastreamento e Monitoramento) e NTC&Logística (Associação Nacional de Cargas e Logística).

Fonte: TN Petróleo

60ª SBPC - LNCC desenvolve programa para reparação de aneurisma

Um programa de computador que simula a circulação sangüínea em cirurgias como reparação de aneurisma. Esse é um dos destaques do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC/MCT) na 16ª Exposição de Tecnologia e Ciência (ExpoT&C), realizada na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em São Paulo. Segundo o diretor da instituição, Pedro Leite da Silva Dias, há hospitais que utilizam o software para a capacitação de médicos em técnicas cirúrgicas.

“Hoje temos esses computadores de ponta que exigem técnicas bastante diferenciados e nos permitem desenvolver soluções que busquem o bem da sociedade brasileira”, disse Pedro Leite. O diretor acrescentou que uma das três funções fundamentais do LNCC é desenvolver novas metodologias para solução de problemas computacionais e que a atuação do laboratório começa na medida em que o trabalho parte de um problema físico, o transforma em matemático e, depois, o resolve nos computadores. “O LNCC detém esse conhecimento de como sair do problema matemático e chegar numa resolução computacional”, ressaltou.

Outra missão do LNCC, segundo Pedro Leite, é prover a comunidade científica brasileira de recursos computacionais, que visam a atender a demanda de modelagem como banco de dados utilizado em diversas áreas do conhecimento.

Pedro Leite explicou que essa demanda por tecnologia computacional no Brasil cresceu e que o LNCC trabalha para atender com equipamento de última geração. O diretor pontuou que o programa Sistema Nacional de Processamento de Alto Desempenho (Sinapade), do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), coordena essa procura por meio de vários centros regionais em Porto Alegre, em Campinas (SP), em Cachoeira Paulista (SP), em Recife (PE), em Fortaleza (CE) e em Belo Horizonte (MG). Além de dois no LNCC e outro no Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (COPPE). (Deográcia Pinto - Assessoria de Comunicação do MCT)

Fonte: Agência CT

O Primeiro curso de Engenharia Florestal no Brasil

A Universidade Federal do Paraná (UFPR), instalada em Curitiba, foi a primeira instituição de ensino superior no País a abrigar um curso de Engenharia Florestal. A história do curso começou em Viçosa, em Minas Gerais no ano de 1960. “Nossa história é sui generis”, menciona o professor da federal, Sebastião do Amaral Machado.

O curso teve início em Viçosa por conta da ação de um grupo de pessoas que se engajaram na criação do ensino superior de Engenharia Florestal. A princípio funcionaria na capital do Rio de janeiro, mas uma interferência política o conduziu para Viçosa. “Como tudo no Brasil funciona movido à política, o curso foi instalado em Minas Gerais, por causa do então Presidente do País, Juscelino Kubitschek , que na época apoiou a fundação da graduação, mas definiu que deveria funcionar em Minas, sua terra natal”, relata o professor Machado. O curso, abriu então sua primeira turma com 20 vagas, mas 19 dos estudantes completaram a formatura.

Já no início de seu funcionamento, a Escola Nacional de Florestas – como era denominada na época - recebeu o apoio da Food and Agriculture Organization (FAO), Organização para a Agricultura e a Alimentação das Nações Unidas. Como não havia professores brasileiros naquela época, a parceria com a FAO possibilitou o envio de docentes de diversos países, como Alemanha, Suécia, Argentina, entre outros. “Eles trouxeram para nós experiências e conhecimento da melhor qualidade, pois o ensino europeu estava há 50 anos na nossa frente. Era muito interessante ter aulas com línguas e sotaques variados e uma visão estratégica por parte deste professores”, narra o professor Machado. Entretanto, o convênio durou até o ano de 1969.

Neste intervalo, muita coisa aconteceu no trajeto do curso. Em 1963, em pleno funcionamento em Viçosa, o curso teve que preparar malas para sua nova sede: Curitiba, onde funciona até hoje. É que quando esses professores estrangeiros começaram a chegar na cidade, apontavam para sua deficiência florestal, sua localização. Aparecia aí a necessidade de se levar o curso para outra região. Dessa vez, foi o Presidente João Goulart que definiu o novo local que sediaria a graduação: a Universidade Federal do Paraná. “Curitiba estava inserida num ponto estratégico com muitas florestas e exuberância da indústria madeireira. Isso era bastante atrativo para o curso”, conta o professor Machado que lembra ter saído de férias em Viçosa no ano de 1963 e em seguida foi convocado a estudar em Curitiba no ano de 1964. “O Presidente João Goulart, queria ver a pele do Magalhães Pinto e quando chegou o pedido de transferência do curso, ele não teve dúvida em escolher seu destino para o Paraná”, narra.

Outro convênio fez a referência da Escola de Engenharia Florestal, mas dessa vez com a Alemanha. “Como a nossa escola tinha perdido o acordo com a FAO, em 1969, o Dr. Newton Carneiro negociou uma nova parceria com a Alemanha que vigorou até 1969. Mesmo quando terminou esse convênio formal, nossa relação com a Alemanha nunca acabou”, lembra.

Com esse acordo, a Alemanha enviou 10 professores que trouxeram todo o conceito que já estava incorporado à área de Engenharia Florestal em seu País. “Foi uma efervescência de conhecimentos jamais vista nesta universidade, o que trouxe um impulso muito forte ao nosso curso. Costumo dizer que se a FAO foi nosso pai, a Alemanha foi nossa mãe”, afirma. O suporte da Alemanha vinha da Universidade de Flensburg, com apoio do GTZ (instituição de fomento e financiamento acadêmico).

O professor Sebastião do Amaral Machado é um dos docentes que viveu a história do curso da UFPR na prática. Ele foi aluno da segunda turma e depois tornou-se professor e até escreveu o livro: “Engenharia Florestal da Universidade do Paraná: a 1ª do Brasil”. “Eu acho que sou um elemento vivo e testemunha de toda evolução desta escola e confesso que tentei ser sempre participativo neste processo”, diz.

A linha de pioneirismo também mobilizou a abertura do mestrado e doutorado na área. A pós-graduação também foi iniciada primeiramente no Brasil dentro da Federal do Paraná, que já formou mais de 2000 engenheiros florestais e cerca de 800 pós-graduados.

O curso hoje
A Engenharia Florestal da UFPR é baseada no tripé da universidade centrada em ensino, pesquisa e extensão e tem cinco subáreas que norteiam a formação dos alunos, que são: silvicultura, manejo, economia florestal, técnica da madeira e conservação da natureza.

Formar profissionais capazes de proteger o meio ambiente, planejar, organizar e direcionar o uso de recursos florestais em benefício da sociedade são alguns dos principais objetivos do curso hoje, que possui um currículo composto por disciplinas básicas e profissionalizantes, além das disciplinas optativas que permitem o direcionamento para as áreas de interesse. Além das aulas teóricas, os alunos têm oportunidade de praticar os conhecimentos adquiridos, utilizando diversos laboratórios e três estações experimentais, onde são desenvolvidas as aulas práticas e os projetos de pesquisa.

A graduação tem duração de cinco anos em turno integral e ainda é referência no País. “O nosso curso foi patriarca no Brasil e ainda tem esse papel, principalmente entre os federais”, comenta o professor titular do Departamento de Ciências Florestais da UFPR, Jorge Roberto Malinovski.

Para o docente, o crescimento estratosférico da profissão de engenheiro florestal está abrindo oportunidades diversificadas. Há segundo ele, uma situação atual no mercado que amplia a oferta de vagas. “Estamos vivenciando uma fase de reposição de antigas vagas e há uma crescente abertura de outras, como o caso típico de Paisagismo, que antes era exercido apenas por arquitetos e hoje também é ocupado por engenheiros florestais”, comenta o Malinovski.

Há outras portas que se abrem, de acordo com o professor, como os projetos da Amazônia, os vários empreendimentos madeireiros no País, a alta demanda por conta de Prefeituras em diferentes localidades e principalmente pela abrangência que a questão ambiental tomou em todo o mundo. “Grande parte de nossos alunos chegam até a universidade em busca da parte ambiental, mas são muitas outras as frentes de trabalho. É possível se trabalhar na produção de madeira, na fiscalização para o setor, em pesquisas, silvicultura, plantio de florestas, ecopaisagismo e muitas outras áreas”, acrescenta.

O professor alerta que há lugar para muita gente, mas os bons profissionais é que vão assumir estes postos. “Eu diria que a nossa universidade forma pessoas, mas o sucesso do profissional no mercado vai depender do seu perfil”, conclui. (Por Luciana Grili Celulose Online)

Fonte: Sbef News

60ª SBPC - INT desenvolve sistema de captura de movimentos humanos

Sistema de captura de movimentos humanos é apresentado na ExpoTec
Equipamento desenvolvido pelo Instituto Nacional de Tecnologia (INT/MCT) facilita e permite avaliações ergonômicas de situações de trabalho e em análises do uso de produtos. Os movimentos humanos são capturados por sensores acoplados a uma roupa especial e podem ser acompanhados na tela de um computador.

Ao vivo dos laboratórios de ergonomia do INT, no Rio de Janeiro, e da Universidade de Paris, França, as pesquisadoras Cristina Zamberlan e Carla Guimarães, apresentam o equipamento, hoje (17), em uma videoconferência no pavilhão do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), na 16ª Exposição de Tecnologia e Ciência (ExpoT&C).

Além da videoconferência "Sistema de Captura de Movimentos Humanos", será realizada uma demonstração do equipamento, utilizado pelos pesquisadores da área de Desenho Industrial do INT.

O público acompanha numa tela instalada no estande do INT um personagem de animação se movendo da mesma maneira que um usuário trajado com a roupa especial. Sem câmeras, a captura permite a reprodução precisa dos movimentos, e a coleta dos dados para análise do movimento humano. Os dados, reproduzidos com precisão, são utilizados hoje pelo Laboratório de Ergonomia do INT em projetos como o de avaliação de situações de trabalho em plataformas de petróleo.

Às 15h, se realiza a videoconferência "Segurança no uso de computadores", com a equipe do Centro de Atendimento a Incidentes de Segurança (Cais/RNP). Na sexta-feira (18), a programação traz os temas "Realidade Virtual", às 13h, com Jauvane Oliveira, do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC/MCT) e "Biocombustíveis", às 15h, com Paulo Gustavo Pries de Oliveira, do INT.

As apresentações ocorrem no pavilhão do MCT, na 16ª ExpoTeC. O evento integra as atividades da 60ª Reunião Anual da Sociedade para o Progresso da Ciência (SBPC), que se realiza em Campinas (SP), no campus da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).(Assessoria de Imprensa do INT)

Fonte: Agência CT

60ª SBPC - "12 anos de lei de patentes no Brasil"

Proteção sem medida
O impacto e a importância da legislação sobre propriedade intelectual no Brasil no dia-a-dia das empresas e dos laboratórios acadêmicos são completamente distintos. O poder de proteção desse tipo de propriedade muda de acordo com variáveis como o setor empresarial, a área do conhecimento e a tecnologia envolvida.

Essa foi a tônica do simpósio “12 anos de lei de patentes no Brasil”, realizado na 60ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Campinas.

“Os diferentes tipos de aproveitamento da propriedade intelectual no Brasil dependem da posição dos indivíduos como agentes econômicos, o que envolve variáveis como origem e acesso ao capital, e do nível de competência tecnológica industrial e científica dos pesquisadores”, explicou Sérgio Paulino, assistente da presidência do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

Segundo o economista, que também é professor do curso de especialização em gestão e inovação tecnológica na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), 12 anos depois da criação da Lei da Propriedade Industrial, de 1996, os usuários desse tipo de regulamentação no Brasil ainda não entendem com clareza os benefícios oferecidos pela legislação.

“Do ponto de vista das patentes, ainda não podemos dizer quais são os impactos da legislação, apesar de sabermos que eles são diferentes. Esse quadro não é muito claro uma vez que ainda não conseguimos torná-lo trabalhável. Isso é frustrante e se justifica, em parte, pela própria capacidade de exame de patentes, que não é linear e também não está atrasada igualmente em todos os setores industriais. O atraso das análises varia muito”, afirmou.

Paulino reconheceu as desvantagens desse atraso, como, por exemplo, a perda de competitividade da indústria farmacêutica nacional. “Esse setor foi fortemente impactado em termos regressivos nas últimas décadas, perdendo capacidade de disputa no mercado exatamente pela falta de reconhecimento de patentes nessa área”, disse.

Ele disse ainda que a capacidade de apropriação da propriedade intelectual no Brasil é absolutamente restrita e relativa, o que faz com que a lei de patentes não seja nem muito boa nem muito ruim. “Ela é ótima para alguns e péssima para outros, dependendo do setor de atividades e de cada leitura, percepção, incentivo ou perda, que serão sempre diferentes”, sinalizou.

Após ouvir as reflexões de Paulino, outro especialista em direito de propriedade intelectual que também participa da coordenação do curso de especialização em gestão e inovação tecnológica da Unicamp, Ricardo Remer, fez uso da palavra. A Unicamp em abril de 2006 passou a Petrobras em número de registros de patentes no INPI, na primeira vez que uma instituição de ensino e pesquisa liderou o ranking.

“Defino tecnologia como um conjunto de processos para se chegar a determinado fim e que tenha um dono. Trata-se do conhecimento empacotado em direito de propriedade. Mas, infelizmente, no Brasil, costumo dizer que estamos em um campeonato cujas regras não conhecemos muito bem, mas mesmo assim somos obrigados a entrar em campo para perder quase sempre”, lamentou Remer.

Fonte: Thiago Romero / Agência FAPESP

60ª SBPC - Anunciada para dezembro a vacina contra a Dengue

Vacina da dengue a partir de dezembro
Foram 100 milhões de casos registrados no mundo somente no ano passado. Cerca de 3 bilhões de pessoas moram em regiões sujeitas ao contágio e 20 milhões de turistas passam anualmente por esses lugares. No Brasil, a cada ano o cenário se repete.

A dengue é uma das maiores epidemias mundiais e, por isso, alvo de institutos de pesquisa e corporações farmacêuticas de diversos países que buscam desenvolver uma vacina para o mal. No Brasil, o desafio foi tomado pelo Instituto Butantan, de São Paulo, e pelo Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro.

Representantes das instituições falaram sobre os estágios em que se encontram as vacinas brasileiras para a dengue na 60ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Campinas. Elena Caride Siqueira Campos, da Fiocruz, e Expedito de Albuquerque Luna, do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo, que participa da pesquisa do Butantan, discorreram sobre a doença e seus trabalhos de pesquisa.

Em parceria com o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH, sigla em inglês), os trabalhos do Butantan estão mais adiantados. “Já estamos na fase das pesquisas clínicas com humanos e em dezembro deveremos ter planta piloto produzindo a vacina”, anunciou Luna, que espera ter, em 2010, uma planta definitiva instalada no instituto paulista.

O Butantan realizará em breve ensaios minuciosos em uma cidade no interior de São Paulo para testar a eficácia da vacina. “Necessitamos de dados precisos sobre o número de pessoas contaminadas, o que ainda não existe”, disse. Isso ocorre porque a maioria das pessoas que contrai a doença não desenvolve os sintomas. No estudo, os moradores da região que tiverem febre farão exame de sangue para saber se ela foi causada pela dengue.

Combate a quatro vírus ao mesmo tempo
A vacina da Fiocruz nasce com a técnica de clones infecciosos e tem como base o vírus da febre amarela. A técnica consiste em retirar um trecho do genoma do vírus da febre amarela e colocar no lugar o pedaço equivalente do vírus da dengue. O resultado é o chamado “genoma quimérico”.

O uso do vírus da febre amarela não vem por acaso. O instituto fluminense é o maior produtor mundial da vacina 17D para essa doença. Com isso, a Fiocruz pretende aproveitar o know how e a capacidade instalada para futura produção da nova vacina.

Mas combater a dengue no organismo humano não é fácil. Existem quatro tipos diferentes de vírus e, para ser eficaz, a vacina terá de ser tetravalente, ou seja, combater os quatro simultaneamente. “Para cada um desses tipos é preciso encontrar um equilíbrio entre atenuação do vírus (para que a pessoa não adoeça com o medicamento) e imunogenicidade (a “força” que a dose deve ter para imunizar)”, explicou Elena.

Segundo a pesquisadora, o trabalho ainda não encontrou resultados satisfatórios para a dengue do tipo 3. Mesmo assim, ela espera já em 2009 poder realizar os testes das primeiras formulações tetravalentes da vacina e, até 2012, dar início aos testes clínicos.

No Brasil, até agora foram registrados os tipos 1, 2 e 3 da dengue, mas, segundo os dois especialistas, é apenas uma questão de tempo para o tipo 4, que já foi encontrado na Colômbia e na Venezuela, chegar por aqui.

“A dengue sempre existiu, mas com o advento das embalagens plásticas, que servem de criadouro para o mosquito vetor Aedes aegypti, o difícil acesso à água potável e as más condições de saneamento dos aglomerados urbanos ela se disseminou pelo mundo a partir da década de 1970”, salientou Luna.

No Brasil, a epidemia chegou na década de 1980 com o tipo 1 e o tipo 2 na seguinte. No início desta década foram registrados os primeiros casos do tipo 3. Tudo indica que a epidemia deve se agravar com a chegada do tipo 4. Por isso, a importância da vacina. “Além disso, ter uma vacina não ajuda somente a saúde do país. É um trunfo importante na hora de transferir tecnologias e trocar conhecimento com outros países”, disse Elena.

Fonte: Fábio Reynol / Agência FAPESP

Conferência sobre Pró Criança Cardíaca

Rosa Célia Pimentel Barbosa, fundadora do projeto Pró Criança Cardíaca, iniciativa que já atendeu mais de 12 mil crianças e viabilizou cerca de 600 cirurgias no coração, será a conferencista convidada da Academia Nacional de Medicina nesta quinta-feira (17/7), às 18h, no Rio de Janeiro.

A médica falará sobre a experiência do Pró Criança Cardíaca, instituição médica sem fins lucrativos fundada em 1996 e voltada para o apoio a crianças cardíacas carentes. O projeto viabilizou a realização de mais de 200 cateterismos e 7 mil eletros e ecocardiogramas. A criança atendida pelo programa ainda recebe atendimento odontológico para evitar infecções cirúrgicas.

Além disso, no Pró Criança há espaço para cultura, o “Cantinho da Leitura”, que conta com mais de 100 títulos entre clássicos da literatura infantil. Cestas básicas, roupas e ajuda de custo também são oferecidas pelo projeto.

As sessões da Academia Nacional de Medicina são abertas ao público. A academia fica na Av. General Justo, 365/7 andar, no centro do Rio de Janeiro.

Mais informações: (21) 2524-2164

Fonte : Agência FAPESP

First International Journey of Mobility Acoustics

O First International Journey of Mobility Acoustics será realizado nos dias 27 e 28 de agosto, em São Paulo, com organização da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, por meio do Departamento de Engenharia Mecânica.

O evento se propõe a reunir a comunidade técnica e científica com especialistas do setor produtivo do Brasil e do exterior. Especialistas nas áreas hidroviária, rodoviária, aeroviária e ferroviária apresentarão avanços das tecnologias de acústica da mobilidade.

Haverá também exposição de equipamentos, produtos e serviços na área de ruídos e vibrações. A jornada será realizada no Auditório professor Francisco Romeu Landi, na Av. Luciano Gualberto trav. 3, nº 380, Cidade Universitária.

Mais informações: www.mecanica-poliusp.org.br/07even/mobacoustics.htm

Fonte: Agência FAPESP