terça-feira, 15 de julho de 2008

60ª SBPC - Brasil terá Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia

O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) criará o programa dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia, que substituirão os Institutos do Milênio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O anúncio foi feito pelo ministro Sergio Rezende nesta segunda-feira (14/7), na 60ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Campinas.

Segundo o ministro, o programa, que terá R$ 270 milhões do governo federal nos três primeiros anos, poderá contar nesse período com recursos totais de R$ 400 milhões, se somadas a participação de outros ministérios, de agências estaduais de amparo à pesquisa e de entidades como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

De acordo com Rezende, a iniciativa representa uma fase de transição no sistema de fomento federal para ciência e tecnologia. “Os Institutos do Milênio conseguiram excelentes resultados, mas têm recursos muito limitados. Os Institutos Nacionais vão substituí-los com mais sustentabilidade. Vamos entrar em uma fase de sistematização e de consolidação do apoio à ciência e tecnologia”, disse Rezende .

A primeira chamada de propostas deverá ser publicada no início de agosto. “As propostas serão avaliadas por uma comissão composta por membros estrangeiros e por brasileiros que atuam no exterior. Os convênios dos Institutos do Milênio terminam em novembro e até dezembro o novo programa estará em ação”, explicou.

O ministro indicou que os institutos serão sediados em instituições científicas de excelência, articuladas com grupos de pesquisas e laboratórios associados que trabalharão em parceria. Os convênios terão duração de cinco anos, com recursos definidos para três anos.

“Os Institutos Nacionais estarão sustentados sobre um trapézio cuja base é formada pelos grupos de pesquisa e pelas redes temáticas, que reúnem de 40 mil a 50 mil pesquisadores nas universidades, seguida pelos núcleos de excelência no Pronex e depois pelos próprios institutos, além de centros como os Cepids, em São Paulo”, disse. O Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex) é coordenado pelo CNPq. Cepids são os 11 Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão da FAPESP.

De acordo com Rezende, o programa será coordenado pelo MCT, mas terá recursos substanciais do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

“Teremos R$ 110 milhões do CNPq e R$ 160 milhões do FNDCT. Esses recursos correspondem a três vezes os valores destinados aos Institutos do Milênio”, disse. Os recursos totais do Programa de Ciência e Tecnologia federal são de R$ 41 bilhões.

Participação dos estados

Segundo Rezende, o novo programa já tem participação garantida do BNDES (por meio do Fundo Tecnológico - Funtec), dos ministérios da Saúde e da Educação e das fundações de amparo à pesquisa de São Paulo (FAPESP), Rio de Janeiro (Faperj) e Minas Gerais (Fapemig).

“Estamos em fase final de discussão para apoio também da Petrobras. Outras agências de fomento estaduais poderão participar. Neste momento estamos discutindo os detalhes de como será feito o convênio com as três maiores”, disse. O ministro salientou que o fato de o programa ser lastreado por várias entidades é importante para garantir sua continuidade mesmo após o fim da gestão atual.

Serão aprovados 25 institutos em áreas estratégicas e 20 em áreas espontâneas. Os recursos serão alocados em três faixas: até R$ 3 milhões, até R$ 6 milhões e até R$ 9 milhões para três anos. Dos recursos provenientes do MCT, 30% deverão ser destinados às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

“Os institutos deverão apresentar propostas em áreas estratégicas, como nanotecnologia, biocombustíveis, biotecnologia, energia renovável, gás, petróleo e carvão, agronegócio, Antártica, programa espacial, mudanças climáticas, saúde, Amazônia e biodiversidade, e tecnologias da informação e comunicação”, disse.

Segundo Rezende, o programa faz parte de uma série de iniciativas que incluem mais recursos para o CNPq e mais incentivo às parcerias com os estados, com fortalecimento do Pronex. “O MCT garante que investirá no Pronex os mesmos valores que as agências estaduais investirem. Elas poderão estabelecer os limites”, afirmou.

Fonte: Fábio de Castro / Agência FAPESP

Trends in Morbid Obesity and in Bariatric Surgeries Covered by the Brazilian Public Health System

Perda salvadora

Ao longo de 2001, Olívia deixou de ver na balança os 85 quilogramas adequados para seu 1,80 metro e chegou a 167 quilos. Ela sentia uma fome imensa por causa de medicamentos para controlar uma doença que lhe causava dores lancinantes, depressão, e a impossibilitava de caminhar. Já não cabia nos aparelhos de exames médicos, e quatro anos depois do início dos problemas o neurologista previu que ela não resistiria mais de seis meses com aquele peso.

A equipe de psicólogos responsável por avaliá-la autorizou então a cirurgia bariátrica, redução do estômago usada como último recurso contra obesidade extrema. Vista por muitos como uma forma preguiçosa de dar vazão à vaidade, a cirurgia tem revelado efeitos importantes além do emagrecimento, como curar diabetes do tipo 2 e reduzir a propensão ao câncer. Mas não é uma solução fácil. Ao contrário, condena o paciente a mudanças permanentes no estilo de vida.

A obesidade mórbida, em que o Índice de Massa Corpórea ou IMC – o peso dividido pelo quadrado da altura – é maior que 40, aumentou 255% no Brasil entre 1974 e 2003, chegando a 0,64% da população adulta. Ainda modesto se comparado aos 4,9% dos Estados Unidos, mas são mais de 600 mil brasileiros com um peso tão excessivo que acarreta complicações como diabetes do tipo 2 e problemas ortopédicos e cardiovasculares graves.

A avaliação está no trabalho de Isabella Oliveira coordenado por Leonor Pacheco, pesquisadora ligada à Universidade de Brasília (UnB). O estudo mostrou que a prevalência de obesidade – IMC maior que 30 – aumentou de 4,4% em 1974/1975 para 11,1% em 2002/2003. A proporção de obesos é maior entre as mulheres (13% no levantamento mais recente, de 2002/2003) do que em homens (8,8%), mas neles o índice cresceu mais rapidamente nessas três décadas. O peso de Olívia, que chegou a ter um IMC de 51,5, tornou-se tão insustentável que ela chegou a quebrar o tornozelo. Com uma dieta rigorosa perdeu 20 quilos, insuficientes para reduzir os danos da obesidade à saúde.

A cirurgia bariátrica tem se mostrado a opção mais eficaz de perder peso para quem já tentou todas as outras maneiras e não conseguiu resultado. No Brasil, que só fica atrás dos Estados Unidos no número de cirurgias, ela foi regulamentada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 1999, seguindo diretrizes internacionais. Recomenda-se intervenção cirúrgica para obesos mórbidos e também para obesos (IMC entre 35 e 40) com complicações graves associadas à obesidade como falta de ar, diabetes e hipertensão.

O artigo de Leonor e Isabella, publicado na Obesity Surgery e que também tem como co-autores Lilian Peters, do Ministério da Saúde, e Wolney Conde, do Departamento de Nutrição da Universidade de São Paulo (USP), mostra que entre 1999 e 2006 foram feitas mais de 10 mil cirurgias bariátricas pelo SUS, praticamente metade delas na Região Sudeste. O número anual de cirurgias vem crescendo, mas até hoje atendeu somente 0,29% do número estimado de obesos mórbidos no país.

Clique aqui para ler o texto completo na edição 137 de Pesquisa FAPESP.

Veja o artigo Trends in Morbid Obesity and in Bariatric Surgeries Covered by the Brazilian Public Health System no site

Fonte: Maria Guimarães / FAPESP

60ª SBPC - Brasil e Reino Unido anunciam projeto de cooperação espacial

Brasil e Reino Unido vão trabalhar juntos no espaço: o satélite brasileiro de observação da Terra Amazônia-1 incluirá a câmera britânica RALCam-3. A cooperação será concretizada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), e pelo Rutherford Appleton Laboratory – Science & Technology Facilities Council (RAL-STFC).

O fato foi anunciado em conjunto pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, e pelo embaixador do Reino Unido no Brasil, Peter Collecott, em entrevista coletiva durante a 60ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na Universidade de Campinas (Unicamp), em Campinas (SP).

O satélite Amazônia-1, com lançamento previsto para 2010, será o primeiro satélite de recursos terrestres totalmente desenvolvido pelo Brasil e utilizará a Plataforma Multimissão-PMM de médio porte, também desenvolvida pelo INPE e por indústrias brasileiras, no contexto do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), coordenado pela Agência Espacial Brasileira (AEB). O Amazônia-1 carregará, igualmente, um instrumento óptico com resolução espacial de 40 m e capacidade de imageamento de uma faixa de 780 km.

A câmara RALCam-3 produzirá imagens com resolução da superfície terrestre de cerca de 12m e com 110 km de campo de visada. A tecnologia que será utilizada é inédita em satélites brasileiros e permitirá a geração de imagens com maior definição, aptas, por exemplo, a monitorar o meio ambiente e prover a gestão de recursos naturais.

Origens da parceria
Essa cooperação espacial, pioneira nas relações entre os dois países, resultou do documento assinado pelo INPE e o RAL-STFC em abril de 2007, para estimular a colaboração entre as duas instituições, como parte das atividades da parceria Brasil-Reino Unido no âmbito mais geral da ciência, tecnologia e inovação.

Durante a visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Reino Unido, em 2006, foi criado o Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação, que identifica metas e prioridades para ambos os países. Esse plano foi consolidado no Ano Brasileiro-Britânico da Ciência e Inovação (março de 2007 a 2008), que, organizado pela representação diplomática britânica no Brasil e pelo governo brasileiro, por meio do MCT e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), identificou áreas de cooperação entre instituições brasileiras e britânicas. Devido ao sucesso do Ano da Ciência, os governos dos dois países firmaram acordo e iniciaram nova etapa de cooperação bilateral. Essa cooperação, que inclui a organização de eventos, missões e outras atividades, vem promovendo a aproximação e o entendimento entre universidades, institutos de pesquisa e empresas dos dois países em diversas áreas da ciência.

Distribuição gratuita dos dados
Associado aos satélites da série CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite / Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres), o Amazônia-1 produzirá imagens com maior freqüência e maior definição, adequadas para monitorar o ambiente e gerenciar recursos naturais. Tais imagens poderão ser utilizadas em todo o mundo, pois o Brasil, por intermédio do INPE, adota a política de dados livres, considerados bens públicos e disponibilizados gratuitamente pela internet.

O Amazonas-1 e a Plataforma Multimissão
O satélite Amazônia-1 é baseado na Plataforma Multimissão (PMM), desenvolvida pelo INPE. A PMM é plataforma genérica para satélites na classe de 500 kg. Com massa de 250 kg, ela provê os recursos necessários, em termos de potência, controle, comunicação e outros, para operar, em órbita, uma carga útil de até 280 kg.

A configuração atual do Amazônia-1 prevê a câmera Advanced Wide Field Imager (AWFI), a ser desenvolvida pela indústria brasileira. Considerando a capacidade da PMM, há margem técnica para incluir outro instrumento que complemente a missão e represente um avanço em termos tecnológicos e de aplicações. A câmera britânica RALCam-3 tem as características ideais para isso.

Sobre o STFC/RAL
O Rutherford Appleton Laboratory (RAL) está diretamente ligado ao Science & Technology Facilities Council (STFC), o conselho de pesquisa britânico responsável pela gestão de tecnologia e infra-estrutura para pesquisas científicas no Reino Unido. Foi criado em abril de 2007, pela fusão do CCLRC – Council for the Central Laboratory of the Research Councils (Conselho Gestor do Laboratório Central dos Conselhos de Pesquisa) e do PPARC – Particle Physics and Astronomy Research Council (Conselho de Pesquisa sobre Física de Partículas e Astronomia). O RAL também é responsável pelas Instalações de Neutron & Síncroton e pela Instalação de Laser Central, e seu programa espacial está associado ao Centro Espacial Nacional Britânico. (Assessoria de Comunicação do MCT)

Fonte: Agência CT

60ª SBPC - MCT anuncia compra de supercomputador para simulações avançadas das mudanças climáticas globais

Mudança tecnológica
Sergio Rezende, ministro da Ciência e Tecnologia, anunciou, na 60ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Campinas, o processo de aquisição de um supercomputador para simulações avançadas das mudanças climáticas globais.

O sistema, que será adquirido por meio de uma parceria entre a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, e a FAPESP, será instalado no Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), em Cachoeira Paulista, junto ao recém-inaugurado Centro de Ciência do Sistema Terrestre do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), dirigido pelo climatologista Carlos Nobre.

Com ele será possível elaborar cenários futuros de mudanças climáticas de alta resolução para apoiar estudos de impactos e vulnerabilidade e fazer projeções dos extremos climáticos para os países da América do Sul. Para sua aquisição serão destinados R$ 35 milhões pela Finep e mais R$ 13 milhões pela FAPESP.

“Por ser muito complexa e envolver inúmeras variáveis, a área de estudos do clima evoluiu muito nos últimos anos e ainda tem muito que evoluir. Ela envolve uma dinâmica complexa não-linear que faz com que os pesquisadores, cada vez mais, tenham que aprender a fazer novos modelos para previsões de curto, médio e longo prazo”, disse o ministro.

“Essa parceria entre os governos federal e estadual disponibilizará o maior computador do país para modelagem das mudanças climáticas. Só com esse tipo de instrumento computacional altamente potente será possível coordenar o clima como ninguém imaginou há 60 anos”, afirmou.

De acordo com Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, o Brasil já experimentou uma capacidade de modelagem climática global competitiva mundialmente, mas vem perdendo terreno nos últimos anos com os rápidos avanços das máquinas de supercomputação. “Com esta colaboração entre MCT e FAPESP, a expectativa é que o Inpe compre uma máquina que esteja, na área de mudanças climáticas globais, entre as cinco ou seis mais poderosas do mundo”, disse.

Brito Cruz informou que a FAPESP deverá anunciar, no começo de agosto, um edital voltado à área de mudanças climáticas que convidará pesquisadores do Estado de São Paulo a se associar para organizar projetos abrangentes e ousados sobre a criação do que chamou de “modelo climático brasileiro”.

“Hoje devem existir cinco ou seis modelos climáticos globais com enfoque em detalhes relevantes de outras regiões do mundo. Nós precisamos de um modelo feito por cientistas do Brasil com ponto de vista nos impactos das mudanças climáticas em território nacional”, afirmou.

“O edital integra um programa da FAPESP que terá um diferencial, uma vez que o Inpe teve uma atitude muito interessante, do ponto de vista institucional, ao se oferecer para sediar sua organização executiva, o que inclui a contratação de pessoal adicional para atender os pesquisadores das várias instituições de pesquisa do Estado. Nessa mesma época será lançado ainda um segundo edital para pesquisas em todas as áreas relacionadas com as mudanças climáticas globais”, disse Brito Cruz.

Rédeas do futuro
Segundo Gilberto Câmara, presidente do Inpe, o supercomputador terá infra-estrutura de uso coletivo e, por isso, será usado pelo Inpe em previsões de tempo, clima e mudanças climáticas. Também estará à disposição de pesquisadores da Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Globais (Rede-Clima), que inclui diversos institutos de pesquisa e universidades do país, e de cientistas vinculados ao programa de pesquisa sobre mudanças climáticas globais, que será lançado pela FAPESP.

“Os R$ 48 milhões representam o maior recurso que o Inpe já dispôs em toda a sua história para a compra de um supercomputador, que terá uma capacidade de processamento sustentado 50 a 60 vezes maior da que temos hoje”, apontou Câmara, sinalizando que a iniciativa mudará a capacidade brasileira de projetar seu futuro.

“O Brasil é um dos países, de acordo com o que alguns modelos já evidenciam, que mais poderão ter a sua população e economia prejudicadas pelas mudanças climáticas. Isso significa que devemos usar a capacidade científica disponível para tomar as rédeas do nosso futuro”, assinalou.

Câmara disse que a licitação para aquisição do supercomputador será lançada até o final do mês de julho. “Depois disso teremos um prazo de aproximadamente 60 dias para as empresas interessadas darem suas ofertas. Apesar de a tecnologia já existir, esse não é um computador de prateleira e precisa ser todo fabricado. A previsão é que a entrega da máquina ocorra em março de 2009”, explicou.

Veja mais em: INPE compra novo supercomputador para estudar as mudanças climáticas

Fonte: Thiago Romero / Agência FAPESP

60ª SBPC - Em busca da eficiência ambiental

“O Brasil tem que sair da posição defensiva e assumir o papel de protagonista de uma política ambiental mundial.” Essa é a tônica da política ambiental do governo federal, segundo o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, expressa na conferência Política Ambiental e Mudanças Climáticas, apresentada na segunda-feira (14/7), na 60ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Campinas.

Durante duas horas, Minc resumiu os principais projetos do ministério em sua gestão iniciada há cerca de um mês e meio. O que ele chama de protagonismo perante a comunidade internacional é uma postura mais dura diante das críticas que o país tem recebido no que se refere ao meio ambiente.

“Nosso etanol e nosso biodiesel são atacados pelos europeus porque os biocombustíveis deles não são tão competitivos quanto os nossos. Precisamos diferenciar protecionismo econômico de defesa ambiental”, disse.

Na gestão interna, Minc informou que está sendo montado um inventário de emissões produzidas no país. “Os dados que usamos hoje são de 1994”, disse ao anunciar a conclusão do documento para o ano que vem, com um balanço preliminar a ser divulgado em outubro. “Esse balanço parcial será fundamental para as tomadas de decisões setoriais, teremos dados mais confiáveis que o atual inventário que já tem 14 anos”, explicou.

Minc também se mostrou disposto a levar a todo o país experiências implantadas no Estado do Rio de Janeiro, onde era secretário do Meio Ambiente antes de substituir Marina Silva no ministério. Um desses projetos é o Fórum de Mudanças Climáticas, que tem a participação da comunidade científica e de diversos outros setores da sociedade e detectou o setor de transportes como um dos principais emissores de poluentes. A partir dali, o B5 (diesel com 5% de biodiesel) se tornou obrigatório em todo o estado. Medidas como essa, segundo Minc, poderiam ser tomadas nacionalmente.

Etiqueta nos carros
Segundo o ministro, a partir de outubro os automóveis sairão de fábrica com etiquetas de eficiência energética, a exemplo do que já ocorre com eletrodomésticos como geladeiras e fogões. Por meio da etiqueta, o consumidor poderá comparar modelos a partir do consumo de combustível.

Também para mitigar as emissões de gases poluentes e reduzir o consumo de energia, Minc aposta no programa de troca de geladeiras que utilizará o Fundo de Eficiência Energética (FEE), pago pelos consumidores de energia elétrica, para financiar com condições especiais a troca dos refrigeradores antigos.

O ministro também destacou o desmatamento na região amazônica. “Desde novembro, quando a soja e a carne aumentaram de preço, o desmatamento na Amazônia, que estava em declínio desde 2005, voltou a subir”, apontou.

Para conter esse avanço, o governo federal adotou medidas mais duras, entre as quais o leilão de gado encontrado em áreas ilegais. “Hoje está sendo leiloado o primeiro lote com 3,5 mil cabeças de gado apreendidas”, anunciou.

Outra medida que gerou protestos na bancada ruralista do Congresso e em alguns governos estaduais da Amazônia foi a resolução do Banco Central que proíbe os bancos públicos de conceder créditos no bioma amazônico para produtores de regiões que não possuam legalização ambiental. A medida, até então inédita no país, teve início no dia 1º deste mês. “Antes, o dinheiro público estava financiando o desmatamento”, disparou o ministro.

Para contornar o problema da falta de fiscalização no campo, Minc disse ser preciso também investigar as empresas que estão na cabeça da cadeia produtiva, como os frigoríficos que recebem gado de pastagens ilegais, por exemplo. “Essas empresas são co-responsáveis pelos crimes ambientais de seus fornecedores e devem ser responsabilizadas pelo crime do mesmo modo que um cidadão comum torna-se receptador ao comprar um carro roubado”, comparou.

Em conjunto com a fiscalização, o ministro aposta em ações sociais para que a autuação dê certo. “Se você proibir alguém de derrubar árvores na Amazônia ele vai dois quilômetros adiante e continuará fazendo a mesma coisa. É preciso dar alternativas econômicas viáveis para que o mercado ilegal diminua”, afirmou.

Um passo nessa direção foi o estabelecimento de um preço mínimo para produtos extrativistas, como babaçu, açaí e castanha. O piso no preço garantiria uma extração sustentável, uma vez que a produção depende da floresta, e ajudaria a criar uma infra-estrutura comercial que ainda não existe, como frigoríficos, depósitos e transporte adequado desses produtos.

Licença ambiental para pesquisas
Um dos tópicos mais relevantes para a comunidade científica apontados durante a conferência do ministro do Meio Ambiente foi o problema da exigência de licença especial do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para pesquisas em determinadas áreas protegidas.

A questão foi levantada por Ennio Candotti, professor da Universidade Federal do Espírito Santo e ex-presidente da SBPC. A resposta de Minc foi a apresentação do programa apelidado de “Destrava Ibama” iniciado este mês para desburocratizar as ações do órgão federal que controla o acesso às reservas ambientais.

O ministro concordou com Candotti que, em muitas situações, a licença do Ibama para execução de pesquisas em campo não se justifica. “A atividade científica não pode ser vista como nossa adversária, no meu ponto de vista ela é a nossa principal aliada”, disse.

Fonte: Fábio Reynol / Agência FAPESP

Prêmio de Incentivo em Ciência e Tecnologia para o SUS 2008

As inscrições para o Prêmio de Incentivo em Ciência e Tecnologia para o SUS 2008 estarão abertas de 15 de julho a 29 de agosto com uma novidade: a inclusão da categoria Experiências bem-sucedidas de incorporação de conhecimentos científicos no Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo o Ministério da Saúde, em virtude da comemoração de 20 anos de existência do SUS, foi incluída a categoria especial, que premiará com R$ 20 mil a experiência de incorporação de nova tecnologia ao SUS ou aos serviços de saúde. O pré-requisito solicitado é que o relato da experiência tenha sido publicado em revista científica indexada ou em anais de congresso científico, no período de 5 de outubro de 1988 a 14 de julho de 2008.

Nesta sétima edição do prêmio serão mantidas as demais categorias: doutorado, mestrado, especialização e trabalho publicado. Podem ser cadastrados trabalhos que tenham sido aprovados em banca, ou publicados no período de 18 de junho de 2007 a 14 de julho de 2008, por pesquisadores, estudiosos, profissionais da área de saúde ou da área científica.

Em cada categoria será premiado um trabalho e outros cinco receberão menção honrosa. No total, o Ministério da Saúde, em parceria com a Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco), distribuirá R$ 60 mil em prêmios.

Mais informações: bvsms.saude.gov.br/bvs/ct/premio/index.htm, pelo e-mail ou (61) 3315-3778

Fonte: Agência FAPESP

Primeiras sugestões ao Plano sobre Mudanças do Clima

Neste mês, o Plano Nacional sobre Mudanças do Clima, que está sendo elaborado pelo governo federal, começa a receber contribuições setoriais. No dia 10, a secretária de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Suzana Kahn, se reuniu com representantes da indústria de transformação e construção, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.

A reunião foi promovida pelo Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, que integra o grupo executivo responsável pela elaboração do plano. O grupo é coordenado pelo MMA e composto por outros seis ministérios e pela Casa Civil. O fórum também promoverá reuniões com o setor financeiro e com as empresas que trabalham com desenvolvimento e comércio de projetos de carbono, com os movimentos sociais e ONGs, governos municipais e parlamentares.

Além disso, o MMA realizará, até o final deste mês, encontros específicos com cinco ministérios responsáveis por setores inseridos no plano. São eles: Agricultura, Minas e Energia, Cidades, Transportes e Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. “A idéia é avançar rapidamente nas discussões”, disse Kahn, em notícia divulgada pelo MMA.

Na reunião realizada na sede da CNI, ela apresentou a estrutura do plano e algumas ações já em andamento pelo governo federal. “A idéia é que o documento traduza o que o Brasil já está fazendo e detecte as ações necessárias para o futuro. Não queremos esperar para fazer o ideal e sim fazer o possível neste momento”, afirmou. A idéia é que o plano esteja pronto em setembro.

Ainda durante o encontro, Kahn lembrou que hoje a indústria não é a maior emissora de gases de efeito estufa no Brasil. Atualmente, o desmatamento representa 75% das emissões nacionais, ao contrário do que ocorre no resto do mundo. No entanto, a secretária alertou que isso pode ocorrer no futuro se não houver cuidado. “Precisamos da parceria do setor”, ressaltou.

Também presente ao evento, o presidente do fórum, Luiz Pinguelli Rosa, sugeriu que as indústrias reflitam sobre o que podem fazer para reduzir as suas emissões nos processos produtivos e também nos produtos que comercializam. Já o diretor-executivo da CNI, José Augusto Fernandes, destacou que o setor está trabalhando para se capacitar para o debate, melhorar a sua política ambiental doméstica e auxiliar nos debates globais.

O plano do governo federal será estruturado em torno de quatro eixos: mitigação, vulnerabilidade, impacto e adaptação; pesquisa e desenvolvimento; capacitação; e divulgação.

Informações sobre as ações do MMA podem ser obtidas no site www.mma.gov.br.(Com informações do MMA)

Fonte: Gestão CT

Sudeste tem mais aprovados no resultado final do edital Programa Subvenção Pesquisador na Empresa

A Finep divulgou na sexta-feira (11), em seu site, o resultado final do edital Programa Subvenção Pesquisador na Empresa 03/2006 Carta-Convite MCT/Finep. Do total de 42 propostas aprovadas, 20 são da região Sudeste, 12 da região Sul, nove da região Nordeste e uma da região Centro-Oeste. O Norte não teve proposta aprovada.

O objetivo deste programa, que foi lançado em 2006, é apoiar a contratação de pesquisadores mestres e doutores para trabalhar com pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica nas empresas.

Este é o resultado final do edital. Em outubro de 2007 foi divulgada a 10ª etapa de seleção.

Veja a planilha do resultado final neste link.

Fonte: Gestão CT

5ª Feira de Oportunidades de São Carlos

A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) promoverá, no dia 19 de agosto, das 8h às 18h, a 5ª Feira de Oportunidades – “Aproximando universitários e empresas”. Empresas interessadas em participar do evento devem se inscrever até 30 de julho.

O objetivo principal é criar espaços que possibilitem a aproximação entre universitários e empresas que ofereçam oportunidades de estágios a trainees.

Na tentativa de otimizar essa aproximação, a Feira de Oportunidades da UFSCar oferecerá estandes e palestras para empresas interessadas em apresentar suas demandas, possibilidades de trabalho e políticas de estágios ou de treinamento que desenvolvem.

O evento também é uma oportunidade para que empresários conheçam o potencial das instituições de ensino superior que transformam a região de São Carlos em um importante pólo de formação profissional.

A Feira de Oportunidades será realizada na área externa da Biblioteca Comunitária da UFSCar, na área norte do campus São Carlos.

Mais informações: ou (16) 3351-8403.

Fonte: Agência FAPESP

3ª Chamada de Capitalização de Fundos de Capital Semente tem prazo prorrogado

Até o dia 21 deste mês, propostas poderão ser enviadas para a última banca de avaliação da 3ª Chamada de Capitalização de Fundos de Capital Semente (Projeto Inovar Semente) da Finep. Esta é a nova data anunciada pela financiadora na semana passada.

Segundo texto da Finep, a modificação da data, que anteriormente era o dia 7
deste mês, foi para que mais empresas tenham chance de se inscrever, de acordo com explicações da chefe do Departamento de Investimentos em Fundos da Finep, Janaína Prevot.

A chamada é uma iniciativa da Finep em parceria com o Fundo Multilateral de Investimentos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (Fumin/BID), que também participará da avaliação. O objetivo é selecionar potenciais administradores de fundos de investimento em microempresas e empresas de pequeno porte inovadoras de qualquer setor.

Os fundos terão atuação, preferencialmente, local, e poderão estar situados em qualquer região do Brasil. Cada um deles terá aporte de até 40% proveniente da Finep, que participará na condição de membro votante. Os investidores privados deverão aportar, no mínimo, 20%.

Segundo texto da Finep, até o fim de 2008, a financiadora terá apoiado três fundos pelo Programa Inovar Semente com patrimônios que, somados, devem alcançar R$ 60 milhões. A idéia é beneficiar mais de 60 empresas nascentes. O investimento médio da financiadora ficará em torno de R$ 8 milhões por fundo.

Veja a íntegra do edital da 3ª chamada neste link.

Fonte: Gestão CT

7º Escola do CBPF tem participação de mais de 300 estudantes

Começou ontem (14) a sétima Escola do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF/MCT), evento tradicional da agenda científica do País. A cerimônia de abertura das atividades, conduzida pelo coordenador e pesquisador do CBPF, Itzhak Roditi, contou com a presença do diretor do CBPF, Ricardo Galvão, e mais 300 estudantes inscritos.

Lembrando que nesta edição a Escola comemora dez anos de existência, Galvão destacou a importância da iniciativa na formação de estudantes e futuros pesquisadores em física. “Seguindo a linha do CBPF, que implementou um novo modelo de pesquisa científica no Brasil, a Escola tem cumprido com dedicação seus objetivos de fortalecer a comunidade brasileira de física, de valorizar e ampliar a formação de estudantes pesquisadores”, afirmou o diretor.

Sérgio Duarte, pesquisador do CBPF e coordenador da primeira edição do evento, encerrou a cerimônia. Ele ressaltou o amadurecimento da atividade ao longo dos últimos dez anos, que resultou na elaboração de uma programação de cursos diversificada, atenta às demandas de pesquisa em física e aberta aos interesses da comunidade de físicos brasileiros.

A sétima Escola do CBPF, que termina no próximo dia 25, oferece também uma programação de palestras e atividades voltadas para o público em geral, em paralelo com os cursos de graduação e pós-graduação abertos aos estudantes já inscritos.

Programação:

Física Forense (Andréa Porto Carreiro, Instituto de Criminalística Carlos Éboli)
Terça-feira, 15, 18h30

Exploration o Four Solar System With Unmanned Spacecraft (Klaus Keil, Universidade do Havaí)
Quinta-feira, 17, 18h30
O professor Klaus Keil, do Instituto de Geofísica e Planetologia da Universidade do Havaí vai mostrar resultados de análises de uma grande quantidade de amostras que explicam a formação e a origem dos corpos celestes que transitam em torno do Sol.

Tempo: uma ilusão ainda que persistente (Luiz Alberto Oliveira, CBPF)
Sexta-feira, 18, 18h30
O pesquisador propõe uma reflexão, pela ótica da física, sobre o significado do conceito de tempo para o conhecimento da natureza e para outros campos da cultura.

Projeto Portinari: Um problema inverso de espelhamento (João Cândido Portinari, Fundação Portinari)
Terça-feira, 22, 18h30
João Cândido Portinari fala do trabalho pioneiro, da Fundação Portinari, de estabelecer uma ponte entre as atividades de arte, cultura, ciência e tecnologia.

Origem dos raios cósmicos (Ronald Shellard, CBPF)
Quinta-feira, 24, 18h30
O físico vai explicar o interesse desse fenômeno para novos avanços na física das partículas elementares, bem como a importância do Observatório Pierre Auger, projeto internacional, já em operação na Argentina, que reúne pesquisadores brasileiros e de mais 15 países.

Casa da descoberta (Daisy Luz, UFF)
Dias: 21 a 25 Horário: 10h às 17h
Projeto itinerante da Universidade Federal Fluminense (UFF), que vai estar de portas abertas durante todo o evento para mostrar aos visitantes que a física é uma área interessante e a chave para muitos dos "enigmas" do dia a dia. (Dayse Lima - Núcleo de Comunicação Social do CBPF)

Fonte: Agência CT

Integração Nacional e UE definem trabalhos para este ano

O Grupo de Trabalho de Apoio à Cooperação Técnica entre Brasil e União Européia (UE), constituído pelo ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, se reuniu, na semana passada (8 e 9), com a comitiva da UE, em São Paulo (SP). No encontro, os técnicos discutiram o acordo de cooperação entre o Brasil e o bloco europeu.

Nos dois dias de trabalho, o grupo definiu os compromissos para este ano com os representantes da UE. Foi confirmada a participação brasileira no Open Days 2008, que será realizado em outubro, na cidade de Bruxelas (Bélgica). Na ocasião, será lançada a Agenda de Cooperação 2009-2011. Também ficou definida a implementação da Agenda de Cooperação.

Foi estabelecida a organização conjunta do Congresso sobre Gestão de Políticas Regionais, em Brasília, no mês de dezembro de 2008, que contará com a participação dos parceiros do Mercosul no evento. O apoio do Ministério das Relações Exteriores foi solicitado para a comunicação com Argentina, Uruguai e Paraguai, a fim de formalizar os convites.

O grupo de trabalho é coordenado pelo secretário Henrique Villa e tem como oficial-sênior a secretária de Programas Regionais, Márcia Damo. Ainda participam do grupo, as Secretarias de Desenvolvimento do Centro-Oeste (SCO) e de Infra-Estrutura Hídrica (SIH), além da Secretaria-Executiva do Ministério da Integração Nacional.

Mais informações podem ser obtidas no site www.integracao.gov.br. (Com informações do Ministério da Integração Nacional)

Fonte: Gestão CT

Diálogos sobre Educação Socioambiental na Bacia do Prata

Os Diálogos sobre Educação Socioambiental na Bacia do Prata serão realizados nos dias 28 e 29 de julho no Centro de Convenções da Universidade Nacional de Assunção (UNA).

O encontro pretende resgatar os temas abordados durante os Diálogos sobre Economia Ecológica e Ecologia Política, realizados em março, em Foz do Iguaçu, com a presença de 230 representantes dos governos, das sociedades civis, das universidades e dos meios de comunicação dos cinco países da Bacia do Prata (Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai), além de participantes do Canadá, Chile e México.

Serão apresentadas as Práticas de Educação Socioambiental mapeadas pelos Círculos de Aprendizagem Permanente I e II, com uma visão sobre as iniciativas socioambientais já existentes nos cinco países da Bacia.

Nesse contexto, os representantes desses países, membros dos Círculos de Aprendizagem Permanente I e II, participarão do Segundo Módulo de Formação Socioambiental, entre os dias 30 de julho e 1º de agosto, em San Bernardino, no Paraguai.

Um dos objetivos desse módulo será iniciar o mapeamento dos 150 participantes do CAP III, com representantes dos cinco países da Bacia do Prata, para capacitação ao longo do segundo semestre de 2008, com vistas à continuação dos Processos de Formação Socioambiental, cujo objetivo será capacitar 4,5 mil educadores socioambientais até o fim de 2009.

Mais informações pelo e-mail ou (45) 3520-5936

Fonte: Agência FAPESP

FNDE disponibiliza guia do PNLA - Programa Nacional do Livro Didático para a Alfabetização de Jovens e Adultos 2008

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) disponibilizou, na semana passada, em seu site, o guia do Programa Nacional do Livro Didático para a Alfabetização de Jovens e Adultos (PNLA 2008). Com a iniciativa, os gestores locais e coordenadores de turma das entidades parceiras do Programa Brasil Alfabetizado deverão escolher quais as obras mais adaptadas ao seu público. A opção deverá ser feita exclusivamente pela internet, no período de 28 de julho a 11 de agosto.

O PNLA foi criado em abril do ano passado. A iniciativa aproveita toda a estrutura do Programa Nacional do Livro Didático e objetiva assegurar a qualidade do material produzido. “Devido às particularidades da alfabetização de jovens e adultos, o MEC permite certa liberdade metodológica às instituições parceiras, mas com monitoramento e avaliações constantes”, explica o diretor de Políticas de Educação de Jovens e Adultos da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), Jorge Teles.

De acordo com ele, foi a partir desse controle que se percebeu a necessidade de instituir o PNLA. Teles lembra que havia carência de material didático voltado para a realidade desse público diferenciado e muitos alunos acabavam perdendo a motivação.

A expectativa do MEC é atingir 1,3 milhão de alfabetizandos de cerca de 4 mil municípios nesta primeira distribuição de livros didáticos para jovens e adultos. Os títulos serão distribuídos em volume único, com as disciplinas de matemática e língua portuguesa.

A íntegra do guia está disponível neste link. (Com informações do MEC)

Firmada parceria entre a Capes e Commonwealth Agricultural Bureaux

No dia 9, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Commonwealth Agricultural Bureaux (CAB International) firmaram uma parceria. Por meio de um contrato assinado pelas duas entidades, todo o conteúdo da base de dados CABI Compendia estará disponível no Portal Periódico Capes, contemplando a comunidade acadêmica e científica com informações atualizadas nas áreas de saúde animal, aqüicultura, espécies arbóreas, culturas e plantios.

Na mesma cerimônia, que foi realizada na sede da Embrapa, em Brasília, também foi renovado o convênio entre a Capes e a Embrapa referente ao ano de 2008. O diretor-executivo da empresa, Kepler Euclides Filho, assinou o termo de renovação com a coordenação, garantindo o acesso dos pesquisadores da Embrapa ao conteúdo do Portal Periódicos Capes.
“As duas iniciativas são muito importantes para a Embrapa, uma empresa que tem o reconhecimento de vários países do mundo pela qualidade das pesquisas que desenvolve”, afirmou o presidente da Capes, Jorge Guimarães, em notícia divulgada no site da coordenação.
Já o diretor da Embrapa destacou que a parceria contemplará não apenas os pesquisadores da empresa, mas todo o Brasil. “Será mais um ano em que usufruiremos de uma posição muito favorável à pesquisa, no que diz respeito ao acesso de conteúdos de qualidade”, disse. Ele ainda lembrou do esforço conjunto que está sendo feito pelas duas instituições para que as Organizações Estaduais de Pesquisa Agropecuária (Oepas) também possam ser usuárias do Portal Periódicos Capes.
Já para a coordenadora do Sistema Embrapa de Bibliotecas, Maria Helena Kurihara, a importância dos dois convênios representa um avanço para o dia-a-dia da produção da ciência e do conhecimento na Embrapa. “A possibilidade de acesso ao Portal Periódicos da Capes representa uma série de vantagens para os pesquisadores, que dispõem de cerca de 12,4 mil títulos de periódicos online com textos completos, em 126 bases de dados referenciais.

Compendia
A partir das parcerias firmadas, os pesquisadores terão acesso garantido também ao Compendia Interactive Encyclopedias. Eles terão disponíveis mais de 800 páginas de textos sobre doenças animais, vetores, espécies de aves e criações em geral, além de mapas e imagens e glossário com mais de 50 mil definições e dados provenientes da World Organisation for Animal Health e Cornell of Veterinary Medicine.

Em relação ao tema aqüicultura, serão disponibilizados mais de 300 culturas de espécies aquáticas e 700 páginas de informações detalhadas, 130 estudos de caso e mais de 150 mil registros sobre criações de animais e plantas, recursos naturais e meio ambiente.

Já os pesquisadores interessados em dados sobre espécies florestais contarão com mais de 200 páginas e 5,5 mil ilustrações, além de 750 páginas sobre pragas e ervas.

Sobre a área de proteção de culturas e plantios, a base de dados oferece 2,4 mil páginas com informações sobre pragas, plantações, doenças e ervas, somando 110 mil registros, 8 mil imagens e mais de 9 mil termos no glossário.

Informações sobre as ações da Capes podem ser obtidas no site www.capes.gov.br. Para conhecer as ações da Embrapa, acesse www.embrapa.br. (Com informações da Assessoria de Imprensa da Embrapa)

Fonte: Gestão CT

Brasil sedia reunião do Conselho diretor do Parlamaz - Parlamento Amazônico

De ontem (14) até o dia 16, o Congresso Nacional sediará uma reunião do Conselho Diretor do Parlamento Amazônico (Parlamaz). O grupo conta com a participação de deputados e senadores dos países que fazem parte da região amazônica. No encontro, deverá ser discutido e aprovado o Plano Estratégico do Parlamaz.

Os seguintes países confirmaram presença no evento: Bolívia, Brasil, Colômbia, Peru, Suriname e Venezuela. A reunião será conduzida pela presidente do Parlamaz, a deputada boliviana Ana Lucia Reis, e pela secretária-executiva do colegiado, a deputada venezuelana Zulay Zambrano.

O convite para que o encontro ocorresse no Brasil foi do senador João Pedro (PT-AM). O parlamentar vinha defendendo a rearticulação do Parlamaz, cujas atividades foram reduzidas nos últimos anos. De acordo com ele, “os países que compõem esse parlamento precisam se articular para propor soluções para a região”. (Com informações da Agência Senado)

Fonte: Gestão CT