quarta-feira, 9 de julho de 2008

China e Brasil - Parceiros em programas de inovação

China quer Brasil como parceiro em programas de inovação
Nos próximos dez anos, a China pretende se tornar a maior potência do mundo no que diz respeito à inovação. E, dentro dessa perspectiva, pretende ampliar as parcerias com o Brasil nas áreas de ciência e tecnologia. Essa foi a tônica das conversas que o vice-ministro da Ciência e Tecnologia da República Popular da China (Most), Shang Yong, manteve na semana passada em sua visita ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

Além da bem-sucedida parceria que os chineses já têm com o Brasil na área especial, Yong disse que há interesse em acordos nos segmentos de saúde, agricultura, biotecnologia e biocombustível. Nesse último item, inclusive, ele informou haver a intenção de se instalar laboratórios sino-brasileiros para pesquisas em conjunto com o compromisso da transferência de tecnologias.

Segundo o vice-ministro chinês, nos próximos dez anos a proposta do governo é aumentar, dos atuais 1,5% para 2,5%, os investimentos do Produto Interno Bruto (PIB) em ciência e tecnologia. Yong disse ainda que a China tem interesse em se aproximar da América do Sul e espera que o Brasil possa se tornar um facilitador nessa interlocução.

Para setembro próximo, estuda-se um encontro técnico-científico no Brasil, quando serão apresentadas algumas propostas para o estabelecimento de um grande plano de pesquisa a ser desenvolvido em parceria, incluindo outros países latino-americanos, focando principalmente as áreas de alimento, energia e saúde.

Além do chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais (Assin) do MCT, José Monserrat Filho, também recepcionaram Yong e sua comitiva o secretário-executivo do MCT, Luiz Antonio Elias, o conselheiro Felipe Santarosa, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), e representantes do Instituto Brasileiro de Metrologia e Normas Técnicas (Inmetro) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Fonte: Anpei

1885 - Nasce o filósofo Ernst Bloch

1885: Nasce Ernst Bloch, filósofo da utopia e da esperança
A 8 de julho de 1885 nascia o filósofo do "princípio esperança" e da "utopia concreta" e um dos mentores do movimento estudantil. Décadas depois, o pensamento do alemão Ernst Bloch permanece vivo.

Um punho esquerdo cerrado; abaixo do polegar, uma estrela. No ano da morte de Ernst Bloch, o diretório acadêmico da Universidade de Tübingen propôs que a instituição adotasse o nome do filósofo, acompanhado desta logomarca.

A homenagem lembra que Bloch foi um dos pais intelectuais do movimento estudantil. O punho fechado em protesto evoca um gesto muito repetido por ele em suas palestras, expressando resistência contra a injustiça existente.

"Utopia concreta"
Ernst Bloch nasceu em 8 de julho de 1885, numa família judaica de Ludwigshafen. Muitos anos mais tarde, ele ainda definiria como constitutivo para seu pensamento o contraste entre a cidade natal, industrial e operária, e a vizinha Mannheim, burgo da cultura burguesa herdada.

Em 1905, iniciou seus estudos de Filosofia, Germanística, Física e Música em Munique e Würzburg, doutorando-se em Filosofia três anos mais tarde. Já em 1918 publicou a obra Espírito da utopia, onde afirma: "O mundo existente é o mundo passado, porém o anseio humano, em ambas suas formas – como inquietude e como sonho acordado – é a vela que leva ao outro mundo".

Defendendo-se das acusações de perseguir o irrealizável, Bloch desenvolverá o conceito, aparentemente paradoxal, da "utopia concreta", distanciando-se assim tanto do puro sonho quanto do banimento de todas as esperanças para um mundo melhor, para o além.

À idéia freudiana do inconsciente como algo "não-mais-consciente", o filósofo justapõe a existência do "ainda-não-consciente". "Sobretudo nos dias de expectativa, em que predomina não o que já foi, mas sim o que está por vir, na dor indignada, na gratidão da felicidade, na visão do amor [...], transpomos claramente as fronteiras de um saber ainda-não-conhecido."

Nasce o princípio esperança
Após seu doutoramento, Bloch torna-se amigo do filósofo húngaro Georg Lukács e freqüenta os círculos de Max Weber em Heidelberg. Na década de 20, vivendo como autor autônomo em Berlim, aproxima-se tanto de Walter Benjamin, Theodor Adorno e Siegfried Kracauer como dos artistas Bertolt Brecht, Kurt Weill e Otto Klemperer.

Já em 1924, Bloch se manifestara contra a ameaça nazista num artigo intitulado "A violência de Hitler". A ascensão ao poder do Partido Nacional-Socialista em 1933 obriga o filósofo ao exílio. Após permanências em Paris e Praga, passa a viver, a partir de 1938, nos Estados Unidos. Lá ele inicia, entre muitos outros projetos, o manuscrito de sua obra máxima, O princípio esperança, cujo primeiro de três volumes só será lançado em 1954.

Música e esperança
Para o pensador judeu, a precondição para que se supere a servidão e as estruturas hierárquicas da sociedade é o princípio vital da esperança. Este não se deixa abalar por uma decepção qualquer, pois o ser humano precisa de coragem e de disposição à luta, um "otimismo militante".

Esperança e utopia dirigem-se, para Bloch, a alvos concretos: um humanismo real; uma sociedade cujos membros façam valer seu direito de recusar a posição de humilhados e ofendidos, onde possam ousar "andar eretos". Ao contrário de seus colegas marxistas, para ele a superação do capitalismo não passava de trabalho preparatório, a caminho desse alvo maior.

Nesse longo caminho, as artes, em especial a música, desempenham um papel ativo: "A relação com este mundo torna a música um sismógrafo social, ela reflete fraturas sob a superfície social, expressa desejos de transformação, convida à esperança. [...] O som exprime o que ainda está mudo no ser humano", afirma Bloch em O princípio esperança.

"Revisionista" na RDA
Em 1949, Bloch retorna à terra natal, visando "cooperar com todas as forças para a construção democrática da Alemanha", e assume a cátedra de Filosofia na Universidade de Leipzig, na então República Democrática Alemã (RDA).

O conflito com o Partido Socialista Unitário (SED), latente desde o início, explode em 1956, quando sua obra é classificada como "antimarxista e revisionista".

Durante uma viagem à Alemanha Ocidental, cinco anos mais tarde, ele e sua família são surpreendidos pela construção do Muro de Berlim, que dividirá o país fisicamente em duas metades, duas visões de mundo. Bloch decide permanecer, passando a lecionar na Universidade de Tübingen.

Revolução, movimento estudantil e terrorismo
Bloch saudou o movimento estudantil do final dos anos 60 como uma "rebelião contra a repressão primária", capaz de pôr em desordem e movimento uma sociedade estagnada. "Nossos senhores fazem, eles próprios, que o homem comum se torne seu inimigo e se indigne, e a isso eles chamam de rebelião."

Entretanto o filósofo distinguia estritamente entre protestos estudantis e o terrorismo desgovernado à maneira da Facção do Exército Vermelho (RAF). "Não se deve confundir revolução com exibição barata de força. Espernear sem cessar porque nada nos agrada, jogar tudo fora por ter visto algo melhor [...], isso não é revolução. É claro que revolução é um estado de maturidade."

O filósofo faleceu em 4 de agosto de 1977, em Tübingen. E a "Universidade Ernst Bloch" é uma utopia: ela só existiu no mundo palpável por um curto espaço de tempo e sob pressão estudantil. Porém a assembléia geral dos estudantes reivindicou para si o nome e a logomarca, e os preserva, mais de 30 anos depois. Movida a esperança, a resistência contra o jeito como as coisas são – mas não deveriam ser – continua, nem que seja apenas em algumas cabeças. (Augusto Valente)

Fonte: DW

Estudantes capixabas disputam o Robocup World Championship

A vaga na disputa foi resultado da conquista do 1º lugar no Campeonato Brasileiro de Robótica .

A equipe capixaba de robótica Artes Brazil, atual campeã brasileira de robótica na categoria RoboCup Jr, na modalidade Rescue, embarca hoje (09) para Suzhou, na China, onde disputa o Mundial de Robótica 2008 (Robocup World Championship).

Os integrantes da Artes Brazil fazem parte da Seleção Brasileira de Robótica. Formada por quatro estudantes do ensino médio e fundamental de diferentes escolas de Vitória, com faixa etária entre 13 e 15 anos, a equipe é apoiada pela Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Fapes), a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e a empresa ArcelorMittal.

Da categoria RoboCup Jr fazem parte 60 equipes de vários países, com a proposta de divulgar ciência e tecnologia por meio de competições para alunos do ensino médio e fundamental.

A vaga da equipe capixaba na disputa pelo Mundial de Robótica foi resultado da conquista do 1º lugar na modalidade Rescue, na Competição Brasileira de Robótica, e o 3º lugar no Brasil Open, realizado em Florianópolis (SC), em outubro do ano passado.

O desafio desta modalidade consiste na construção e programação de um robô capaz de completar um percurso na simulação de um desastre, que é representado por uma construção de dois andares. No trajeto, o robô vai encontrar vítimas, se deparar com obstáculos e falhas e terá que utilizar estratégias para chegar até o fim.

Os treinos para esta competição foram realizados de março a junho deste ano, no Laboratório de Robótica Educacional do Centro Tecnológico da Ufes, onde estudantes de graduação dos cursos de Engenharia Mecânica, Elétrica e Computação atuaram como orientadores da equipe.

Para a professora e coordenadora do Laboratório, Carmem Faria Santos, que acompanhará a equipe na China, esta iniciativa é de grande importância para fomentar o conhecimento científico tecnológico. O trabalho conjunto entre estudantes do ensino fundamental e médio com alunos de graduação da área tecnológica promove uma aproximação da Ufes com a comunidade.

“Iniciativas com esta despertam o interesse dos jovens, estimulando-os na busca pelo conhecimento no intuito de aplicá-lo em suas construções. Oferecer aos estudantes um ambiente de aprendizagem como um Laboratório de Robótica Educacional é oferecer ferramentas para que eles possam entender os conceitos básicos da robótica para que, no futuro possam ser capazes de construir a sua própria tecnologia”, analisou a professora.

O Mundial de Robótica é um evento anual promovido pela Federação de RoboCup. Ele consiste em competições entre robôs autônomos cooperativos em várias ligas e sub ligas de futebol de robôs, robôs de resgate e robôs domésticos. Nele, equipes de aproximadamente 40 países apresentam suas inovações tanto em hardware quanto em software, colocando-as à prova em competições específicas. Após as competições, os avanços científicos mais relevantes são apresentados durante o Simpósio Internacional RoboCup.

Fonte: SECT

R$ 12 milhões do Sebrae para apoiar incubadoras

Incubadoras têm mais um instrumento para apoio técnico-financeiro
Sebrae vai apoiar com até R$ 12 milhões projetos que visem ao atendimento a incubadas em questões de gestão empresarial, acesso a mercados, à inovação e a serviços financeiros

As incubadoras do País podem contar com mais um instrumento de apoio técnico e financeiro. Trata-se do edital 06/2008, lançado pelo Sebrae, que vai contribuir para a consolidação e competitividade das empresas incubadas. São até R$ 12 milhões, no total, para o desenvolvimento de projetos que deverão contemplar o atendimento às empresas incubadas em questões de gestão empresarial, acesso a mercados, à inovação, à tecnologia e acesso aos serviços financeiros.

Podem concorrer a esse apoio incubadoras de empresas que estejam em funcionamento há, no mínimo, quatro anos, que apresentem, no mínimo, seis empresas incubadas e já tenham graduado duas empresas. Além disso, as entidades gestoras de incubadoras devem se articular diretamente com as unidades estaduais do Sebrae para que possam participar do processo de competição.

“Essa ação está inserida no esforço do Sebrae em aumentar o número de micro e pequenas empresas inovadoras no País. Com esse edital, pretendemos dar um salto no movimento de incubadoras brasileiras. Ao conferirmos apoio a incubadoras em estágio mais maduro, que já ultrapassaram a fase de consolidação, conseguimos partir para um salto de qualidade”, explica o gerente da Unidade de Acesso à Inovação e Tecnologia do Sebrae Nacional, Paulo Alvim.

Segundo o gerente, o apoio pretende auxiliar no sucesso dos negócios. “Um dos indicadores que utilizamos para medir isso é o incremento significativo do faturamento das empresas em um período de 36 meses. Essa indução está presente no edital porque é um indicador que permite geração de renda, impostos e postos de trabalho”, diz Alvim.

Propostas
As entidades gestoras de incubadoras deverão demonstrar nas propostas que estão solicitando o apoio para atividades como aceleração do desenvolvimento das empresas beneficiadas pelo projeto, apoio técnico e gerencial para as empresas por meio de capacitações e consultorias, divulgação das empresas e aumento da interação entre o setor empresarial e as instituições tecnológicas.

De acordo com Paulo Alvim, a dica para as instituições interessadas é ler bem o edital e preparar propostas consistentes e de qualidade. “Toda essa atenção se deve por conta deste ser um edital diferenciado e de muito compromisso por parte das incubadoras e das empresas que serão objeto do benefício”, explica.

Cada entidade interessada pode apresentar projeto para beneficiar no mínimo três empresas e no máximo 15 empresas incubadas, cujo faturamento (receita operacional líquida) anual em 2007 situe-se entre R$ 100 mil e R$ 1,8 milhões. Até 50 incubadoras de empresas poderão ser apoiadas pelos recursos do edital.

Serviço
Edital 06/08 - Apresentação das propostas até as 18h do dia 29 de agosto no Sebrae/UF
Divulgação dos Resultados – outubro de 2008

Veja o edital completo no link

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

CGEE apresenta o relatório Brazil: the natural knowledge-economy

Organização inglesa publica estudo sobre C&T no Brasil; perspectivas são “especialmente brilhantes”, afirma relatório

O panorama da inovação no Brasil está mudando rapidamente; as perspectivas nesse campo são, no momento, “especialmente brilhantes”. A constatação aparece no relatório Brazil: the natural knowledge-economy, lançado em Londres em 8 de julho. Elaborado pela organização inglesa DEMOS, com a participação do CGEE, o relatório faz parte do projeto Atlas das Idéias, iniciado pela think-tank em 2006.

O título Brazil: the natural knowledge-economy chama a atenção para uma singularidade nacional: o fato de a força da inovação no País se revelar com clareza nas atividades relacionadas aos recursos naturais – petróleo, ferro, agronegócio, com destaque para os biocombustíveis. “O sistema de inovação do País é em grande parte, mas não exclusivamente, construído sobre seus recursos naturais e ambientais”, explica o estudo. O caminho brasileiro, de acordo com Brazil: the natural knowledge- economy, contesta a visão para a qual as economias baseadas no conhecimento ou em recursos naturais ocupam extremos opostos no espectro do desenvolvimento econômico. No Brasil, afirma a organização, “a compet&e circ;ncia crescente em ciência e tecnologia não está separada, ou em oposição, aos recursos naturais, e sim integralmente ligada a eles”.

Ao longo de seis meses, em duas visitas ao Brasil, pesquisadores da Demos realizaram extensa pesquisa de campo: mais de 100 entrevistas foram realizadas em sete estados. O relatório descreve a surpresa, para olhos europeus, dos desenvolvimentos recentes do Brasil no campo da ciência e tecnologia. O primeiro estudo do Atlas apresentou o estado da Ciência e Tecnologia na China, Índia e Coréia do Sul. “As competências da China e da India são mais bem compreendidas do que as do Brasil” (que é uma surpresa), diz o press release da Demos que convida para o lançamento.

“O CGEE complementou, com o conhecimento profundo que tem do ambiente de ciência, tecnologia e inovação do Brasil, a experiência de networking internacional e a competência que a Demos desenvolveu durante a primeira fase do projeto Atlas das Idéias”, afirma Lucia Melo, presidente do CGEE. O CGEE desempenhou um papel fundamental no mapeamento da rota de entrevistas a ser seguida, identificando os atores principais e estabelecendo os contatos que proporcionaram a preparação de um extenso e realista documento sobre o cenário da CT&I no Brasil. “Estamos muito felizes com o resultado. A publicação é excelente e apresentará ao mundo uma face do Brasil importante e pouco conhecida”. Para Fernando Rizzo, Diretor do CGEE que supervisionou o estudo, um fator que considera muito positivo &eacu te; o olhar externo que a participação da Demos propiciou.

Durante o lançamento, em Londres, haverá um workshop sobre o Brasil, do qual participam o embaixador do Brasil na Grã Bretanha, Carlos Augusto Santos Neves; Andrew Kahn, executivo principal da UK Trade & Investment, além de dirigentes do CGEE. Também haverá uma apresentação do Prof. Luiz Horta sobre o Biocombustíveis no Brasil, assunto definido como de grande interesse durante o desenvolvimento do estudo. Em outubro, a tradução de Brazil: the Naturalkonwledge- economy será lançada em Brasília.

Forças do Brasil, de acordo com a Demos
O documento salienta como forças do Brasil a estabilidade política e econômica, o crescimento da produção cientifica e do numero de doutores e mestres, o apoio federal “bem organizado, tanto financeiro quanto regulatório” à ciência e tecnologia, uma base confiável em propriedade intelectual – em que a quebra de patentes de medicamentos para a AIDS é positivamente avaliada, a posição proeminente como exemplo na mitigação dos efeitos da mudança climática conferida pelo uso de biocombustiveis, uma cultura que valoriza a criatividade, e as multinacionais Petrobras, Vale, Gerdau e Embraer.

Fraquezas
As sete fraquezas apresentadas são: desigualdades social e geográfica; “baixa taxa de conversão da base de conhecimento em inovação”; o país ser voltado para si próprio; o peso dos impostos; o problema de como transformar em riqueza o potencial valor da liderança em biocombustiveis e no tema mudança climática; sistema educacional “abaixo de seu potencial”; e o descaso por reter e atrair recursos humanos altamente qualificados.

Aproveitar as qualidades brasileiras
O relatório oferece seis recomendações ao Brasil, todas no sentido de que o País tire maior proveito das qualidades que têm. A primeira delas é ampliar a discussão sobre temas que, de acordo com a consultoria inglesa, são inevitavelmente controversos – o exemplo é a tensão entre investir em ciência básica e investir na diminuição da desigualdade. A segunda afirma que o Brasil deve “contar uma nova história sobre a inovação” – o texto afirma que o País “precisa de confiança para escrever um novo capitulo” nessa história. “Aproveitar ao máximo a notoriedade global” trazida pelos biocombustiveis, e fazer disso uma oportunidade para “comunicar ao mundo sua força cientifica” é a terceira recomendação; organizar uma rede de apoio internacional a partir dos cientistas e empreendedores brasileiros vivendo no exterior e, finalmente, implementar com firmeza as políticas publicas já existentes completam as recomendações.

Para os estrangeiros, três recomendações
A consultoria inglesa avalia que a comunidade internacional se concentra muito na floresta amazônica e ignora a extensão e a diversidade da ciência e da inovação no Brasil; que o País tem potencial para cooperar e contribuir por ter desenvolvido novas formas de fazer ciência. Em particular para a Grã Bretanha, a consultoria sugere que consolide os resultados do recente “Ano da Ciência” encetado em colaboração. Para a Demos, “muitas áreas de inovação”, de seu país, “poderiam ser beneficiadas”.

Um sumário de Brazil, a knowledge natural- economy
O estudo, um caderno de 160 páginas, estrutura-se em uma Introdução e sete capítulos: Mapeamento, Pessoas, Lugares, Empresas, Cultura, Colaboração, Prognóstico. Há também um anexo com a lista de instituições visitadas.

Introdução
Kirsten Bound, a pesquisadora de campo principal e autora do relatório, chama a atenção inicialmente para o desconhecimento internacional sobre as atividades brasileiras em ciência e tecnologia – de Santos Dumont à produção científica, do avião Ipanema, da Embraer, movido a etanol, à força do sistema de pós-graduação; e propõe a definição da economia brasileira como baseada no conhecimento sobre os recursos naturais. “O sistema de inovação do País é em grande parte construído sobre seus recursos naturais e ambientais”, propõe a pesquisadora, para manifestar que o caminho brasileiro contesta a visão segundo a qual as economias baseadas no conhecimento ou em recursos naturais situam-se como dois extremos no espectro do desenvolvimento econômico. &nb sp;“No Brasil, a competência crescente em ciência e tecnologia não está separada, ou em oposição, aos recursos naturais, e sim integralmente ligada a eles”, afirma a Introdução.

Mapeamento
O segundo capitulo, Mapping, apresenta a economia brasileira, delineia brevemente a história da ciência e tecnologia no País, descreve o sistema de inovação brasileiro, detacando as instituições federais, as leis de inovação e de incentivos fiscais, o Plano de Ação em Ciência e Tecnologia e a Política de Desenvolvimento Produtivo. Ao falar do financiamento, apresenta os números do dispêndio em pesquisa e desenvolvimento em relação ao PIB e compara os investimentos federais aos estaduais. Também alinha os dados sobre publicações cientificas, produção das principais universidades e patentes. Finalmente, destaca áreas de pesquisa: biocombustíveis, pesquisa em biodiversidade, nanotecnologia e pesquisa em células tronco .

Pessoas
No capitulo seguinte, sobre recursos humanos, o relatório aponta a necessidade de aumentar a quantidade de cientistas trabalhando na indústria. Também sugere a necessidade de atrair os brasileiros altamente qualificados que estejam trabalhando no exterior, embora reconheça a importância da presença deles em grandes centros de pesquisa, como colaboradores para os cientistas no Brasil. Chama a atenção também para a necessidade de diminuição da desigualdade social.

Lugares
Desigualdade também é tema do capitulo quatro, Lugares (Places). Depois de apresentar dados gerais sobre diferenças regionais brasileiras, o relatório destaca hotspots: No Sudeste, São Paulo (definido com “um outro país”, onde, quando se trata de C&T, “não apenas gasta e produz mais, como gasta e produz exponencialmente mais”); Rio de Janeiro (“conhecido pelas praias e pelo fio dental, mas também um dos mais fortes centros de ciência e tecnologia do País”); Minas Gerais (em que o destaque é a cidade de Santa Rita do Sapucaí); no Sul, Curitiba e Florianópolis; no Nordeste, o estado de Pernambuco; no Norte, a cidade de Manaus. Também Brasília recebeu menção especial no relatório.

Empresas
Três empresas são destacads no estudo: Petrobras, Embrapa e Natura; Vale, Gerdau e Embraco, são também mencionadas como “heróis feitos em casa”. O texto lamenta que sejam poucas as empresas que inovam; e apresenta três “fatores históricos” que explicariam a ‘performance de inovação desapontadora’: o fato de a estrutura da economia ser dominada por pequenas empresas familiares; a política de substituição de importações dos anos 60-70-80; as conseqüências do período de instabilidade econômica e política. Estabelecido o diagnóstico, o texto avalia como positivas as políticas e estratégias do governo; observa que há incertezas no quadro regulatório e na implementação. Finalmente, em resposta a uma questão sobre as perspectivas p ara o aparecimento de mais empresas inovadoras de grande porte, o relatório chama a atenção, positivamente, para incubadoras, para o aumento da disponibilidade do capital de risco; do lado negativo, para a dificuldade para a abertura de firmas e a falta de uma cultura de empreendedorismo.

Cultura
O capitulo sobre cultura traça um quadro contraditório do ideário dos brasileiros no Brasil. Com base, principalmente, em dados da organização norte americana Pew Research, a Demos descreve o País como conservador e despreconceituoso; preocupado com a preservação do meio ambiente; mais partidário do que contrário à globalização; de opinião favorável à ciência. A diversidade étnica e cultural da população é destacada no relatório como fonte de criatividade – vantajosa para a criação de inovações. O relatório também menciona como positivas algumas iniciativas de inclusão social. No parágrafo final, a consultoria avalia que a cultura brasileira, sua diversidade e criatividade, combinada com a singularidade de ter desenvolvido um sistema de inovação baseado em seus recursos naturais, pode fazer do País um lugar em que “a vasta maioria da população veja a si própria como contribuindo para um futuro mais inovador, próspero e sustentável”.

Colaboração
As dificuldades para a pesquisa conjunta internacional em biodiversidade, resultado da inexistência de legislação clara para o acesso aos recursos genéticos e biológicos, abrem o capitulo sobre Colaboração. No entanto, o relatório reconhece que a colaboração internacional cresce a uma taxa “saudável” ainda que, de acordo com os dados apresentados, venha existindo uma redução leve no numero de artigos publicados resultantes de cooperação entre cientistas brasileiros e estrangeiros. Com base em dados da National Science Foundation, a agência de financiamento à pesquisa dos EUA, o relatório afirma que a colaboração dos cientistas brasileiros é maior com os norte americanos, embora ligeiramente menor do que a mantida com os países da União Européia tomados em conjunto. O relatório detalha as relações de cooperação entre o Brasil e os EUA, França, Alemanha, Japão; Reino Unido e União Européia. Também informa sobre a cooperação sul-sul, classificada como “uma nova onda surgindo no Brasil”; e salienta as parcerias com países africanos e com a China, em assuntos como pesquisa em agricultura e doenças infecciosas. Adicionalmente, o texto diferencia a posição do Brasil em relação àquela da Índia e da China – enquanto os dois últimos são retratados como uma ‘ameaça’, o Brasil é visto como “uma potencia mais ocidental”.

Conclusão
A autora menciona, para finalizar, dois versos do Hino Nacional que a seu ver retratam dualidade que marca a trajetória de nosso país: o primeiro, que constata ser o Brasil“gigante pela própria natureza”; e o segundo , “O teu futuro espelha essa grandeza”, que só o tempo poderá confirmar.

Veja o texto completo: www.demos.co.uk/files/Brazil_NKE_web.pdf

Fonte: CGEE

Abalo sísmico pela internet

Saiba onde tem abalo sísmico pela internet. Já está no ar o novo site do Observatório Sismológico (SIS) da UnB.

Com uma grande novidade: pela página eletrônica, será possível saber se houve algum registro de sismo no Brasil. Basta acessar www.obsis.unb.br, na opção Veja onde a Terra tremeu no Brasil a partir de sua casa! (canto esquerdo da tela) e conferir os sismogramas diários das estações da Rede Sismográfica Nacional (RSN), coordenada pela UnB.

Além de informar os abalos sísmicos à população, o site tem a meta de despertar interesse sobre os terremotos. "Embora pouco freqüentes, um dia poderão afetar de forma mais severa áreas importantes do território nacional", afirma o coordenador do SIS, Lucas Barros.

Informações pelos telefones 3349 4453 e 3340 4055.

Fonte: UnB

1º Encontro Científico Pan-Amazônico

Universidade do Estado do Amazonas e MCT anunciam I Encontro Científico Pan-Amazônico

A reitora da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Marilene Corrêa da Silva Freitas, e o chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais do Ministério de Ciência e Tecnologia (Assin/MCT), José Monserrat, anunciaram em Manaus (AM) a realização do I Encontro Científico Pan-Amazônico, destinado a reunir os mais destacados cientistas dos países de toda a Amazônia sul-americana.

Participam do evento pesquisadores que se dedicam ao estudo das mais importantes questões da Amazônia nos países da região, ou seja, Bolívia, Brasil, Colômbia, Guiana, Equador, Peru, Suriname, Venezuela e do Departamento Ultramarino da França, a Guiana Francesa.

O I Encontro Científico Pan-Amazônico, que será realizado na Reitoria da UEA, em Manaus, já tem data preliminar marcada: 3, 4 e 5 de novembro deste ano.

O secretário de Ciência e Tecnologia do Amazonas, José Aldemir de Oliveira, e o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa, Odenildo Sena, prestigiaram a reunião e avaliaram positivamente a iniciativa.

Também manifestaram apoio ao projeto os representantes consulares de três países em Manaus: o cônsul geral do Peru, Ruben Juan Blotte Fchallet-Orregio; a cônsul geral da Venezuela, Rosa Linda Madrid, e o representante do cônsul honorário do Chile, Enrique Teodoro Vargas.

O objetivo central do I Encontro Científico Pan-Amazônico é reunir os principais pesquisadores e grupos de pesquisa que trabalham em temas essenciais da região Amazônica nos vários países da América do Sul. A idéia é que eles se conheçam e troquem informações sobre projetos de pesquisas em andamento ou planejados; identifiquem interesses comuns e complementaridades entre seus projetos; examinem a possibilidade e a necessidade de projetos conjuntos unindo grupos de pesquisa de dois ou mais países; discutam a viabilidade de cursos de graduação e pós-graduação em diferentes locais sobre temas de interesse para os países da região; analisem a viabilidade de criação de uma rede de Institutos de Estudos Avançados sobre a Amazônia; projetem outros encontros e um programa permanente de seminários e workshops. (Assessoria de Comunicação do MCT)

Fonte: Agência CT

2° Encontro Nordestino de Empreendedorismo Inovador


O 2° Encontro Nordestino de Empreendedorismo Inovador está com inscrições abertas

A Bahia será sede do 2° Encontro Nordestino de Empreendedorismo Inovador , que acontecerá entre os dias 23 e 25 de deste mês, no Othon Palace Hotel, na cidade de Salvador.

O evento, realizado pela Anprotec e Sebrae em parceria com a Rede Baiana de Incubadoras é voltado, principalmente, para empreendedores, gestores de incubadoras e parques tecnológicos, empresários e profissionais que atuem em áreas de desenvolvimento e consolidação de empresas.

Os participantes do 2° Encontro Nordestino conhecerão sobre o desenvolvimento do empreendedorismo no nordeste do país, as legislações que facilitam a implantação de empreendimentos, importância e desafios da instalação de parques tecnológicos, além das dificuldades da adoção de um novo modelo de incubação no Brasil.

Os interessados em participar do evento já podem fazer suas inscrições pelo site:
www.rbi.org.br/encontronordestino/

Fonte: Anprotec