segunda-feira, 7 de julho de 2008

Fapespa decide pelo apoio à pesquisa em novas áreas

O Conselho Superior da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará (Fapespa) decidiu, no dia 2 de julho, incentivar a formação de redes de pesquisa e inovação nas áreas de engenharia biológica, pesca e aqüicultura e tecnologias de informação e comunicação. A reunião foi coordenada pelo secretário de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, Maurílio Monteiro, que preside o conselho.

Na reunião, foram aprovados o lançamento de mais um edital para apoiar a participação de pesquisadores paraenses em eventos científicos, que representa um investimento de R$ 550 mil, e a composição das câmaras de assessoramento da fundação. Os nomes dos pesquisadores serão divulgados, posteriormente, no site da Fapespa.

Os conselheiros também debateram sobre o programa de bolsas para o Sistema Paraense de Ciência, Tecnologia e Inovação, com valores similares aos do CNPq, proposta apresentada pelo secretário-adjunto de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, João Weyl. Além disso, homologaram os resultados já divulgados dos editais lançados pela fundação: Mestrado e Doutorado; Pibic Graduação; Pibic JR; Apoio à Realização de Eventos Científicos e Universal.

O presidente da Processamento de Dados do Estado do Pará (Prodepa), Renato Francês, acompanhou a reunião do Conselho Superior da Fapespa e recebeu os agradecimentos do secretário Maurílio Monteiro pela cooperação da Prodepa com a fundação.

Mais informações podem ser obtidas no site www.fapespa.pa.gov.br. (Com informações da Fapespa)

Fonte: Gestão CT

Sectes e Fapemig firmam parceria para indicadores de programas de inclusão social

No último dia 4, em Belo Horizonte (MG), foi assinado termo de outorga entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), entidade associada à ABIPTI, e a PUC Minas. A parceria foi firmada no âmbito do projeto de pesquisa Modelagem, Construção e Análise de Indicadores Complexos para o Programa de Inclusão Social, que promoverá a inclusão social e econômica das classes menos favorecidas.

No valor de R$ 300 mil, o projeto terá duração de 12 meses e busca o desenvolvimento e automatização de um sistema de análise e monitoramento de condições sociais para ser utilizado no Programa Travessia, iniciativa criada pelo governo de Minas e coordenado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), que tem como objetivo promover a inclusão social e econômica das camadas mais pobres e vulneráveis da população mineira.

Segundo informações da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), o secretário adjunto, Evaldo Vilela, falou que os municípios mineiros têm muitos dados e que isso não forma uma base de conhecimento complementar. Segundo ele, o objetivo é colocar essas cidades em uma situação melhor com relação a esses dados. “Esses números ajudam a planejar, organizar, pensar melhor um município e isso será possível já a partir de janeiro de 2009”, disse Vilela.

Já a vice-reitora da PUC Minas, Patrícia Bernardes, enfatizou que o projeto, especificamente, vai unir uma série de questões, tanto a tecnológica como a social. “A idéia é promover a inclusão desses municípios. A PUC quer verticalizar, aprofundar a parceria e isso vai beneficiar alunos, professores e os municípios que farão parte do projeto.”

Informações adicionais podem ser obtidas no site www.sectes.mg.gov.br. (Com informações da Sectes)

Fonte: Gestão CT

R$ 4,8 milhões para a implantação do Parque Tecnológico de Viçosa

No dia 30 de junho, o vice-governador de Minas Gerais, Antônio Augusto Junho Anastásia, junto ao reitor da Universidade Federal de Viçosa (UFV), assinaram no auditório da Fundação Arthur Bernardes, campus da UFV, o convênio para a implantação da 1° fase do Parque Tecnológico de Viçosa (PTV). O valor do convênio é de R$ 4,8 milhões.

O PTV é uma iniciativa da UFV por meio do Centro Tecnológico de Desenvolvimento Regional (Centev), em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes/MG), do governo de Minas Gerais e da prefeitura de Viçosa.

O PTV é multitemático e tem como objetivo atrair empreendimentos relacionados à biotecnologia, à agricultura e pecuária aplicadas. O parque terá uma área de 2 milhões de m². Além dos espaços empresariais, que somam cerca de 400 mil m², toda a área remanescente de um 1 milhão e 700m² será transformada em um parque ecológico que abrigará, entre outros atrativos, um museu interativo de ciência e tecnologia.

O empreendimento do PTV será o Centro de Biosegurança e Quarentena Vegetal (CBQV). Liderado pela UFV, este centro terá uma função estratégica no desenvolvimento da Defesa Sanitária Vegetal Brasileira.

Informações adicionais sobre o PTV estão disponíveis no e-mail www.centev.ufv.br e pelos telefones (31) 3899-3133/3134.

Fonte: Gestão CT

Faperj lança edital voltado à tecnologia da informação

A Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) lançou, no dia 3 de julho, um edital voltado para o desenvolvimento da tecnologia da informação.

O edital nº 24/2008 tem por objetivo apoiar projetos de inovação tecnológica para o desenvolvimento da tecnologia da informação, que contribuam para o desenvolvimento econômico e social do Estado.

Os interessados em participar da seleção deverão inscrever as propostas por meio do sistema inFAPERJ disponível no site www.faperj.br, até o dia 29 de agosto. Uma cópia impressa da documentação do projeto deve ser entregue, na fundação, até o dia 5 de setembro.

Poderão participar da chamada grupos formados por um conjunto de pesquisadores e empreendedores com vínculo empregatício em empresas brasileiras sediadas no Estado, em parceria com instituições científicas e tecnológicas fluminenses.

As propostas deverão apresentar soluções novas e criativas, relevância imediata para as comunidades, potencial para impacto econômico e realização de teste piloto e produção de protótipo.

Os projetos deverão abordar pelo menos um dos seguintes temas: aceleração dos processos de inclusão digital de comunidades rurais ou urbanas menos favorecidas; ampliação das redes públicas gratuitas de acesso à internet e redução dos custos dos equipamentos necessários à implementação dessas redes; desenvolvimento de aplicações relevantes para plataformas públicas; desenvolvimento de equipamentos de computação de baixo custo; desenvolvimento de tecnologias para garantir a segurança, disponibilidade, integridade, confidencialidade e autenticidade no armazenamento e transmissão de informação em ambientes públicos ou não confiáveis; aplicações da tecnologia da informação à área médica; televisão digital.

O edital dispõe de R$ 2,5 milhões e serão financiadas até 20 propostas, dentro do limite disponível de recursos financeiros. O recurso poderá ser dispensado para a compra de material de consumo, equipamentos e material permanente, pequenas obras de infra-estrutura e instalações, serviços de terceiros, diárias e passagens no território nacional e despesas acessórias de importação.

A divulgação do resultado preliminar está prevista para a partir de 25 de setembro e a entrega da documentação de regularização de empresa deverá ser feita até o dia 10 de outubro. Os resultados finais deverão ser divulgados a partir do dia 23 de outubro.

Veja a íntegra do edital neste link.

Fonte: Gestão CT

SBPC destaca a importância da mídia

A importância da mídia e os avanços da ciência são os temas a serem proferidos pelo assessor de Assuntos Internacionais do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), José Monserrat Filho, na 60ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O assessor destaca que o encontro é a maior iniciativa brasileira dedicada à difusão do conhecimento científico e tecnológico no País. “A SBPC é uma organização que vem de baixo para cima, lembrando que foi criada há 60 anos pela sociedade".

Monserrat Filho lembrou que não precisa ser necessariamente um cientista, ou um técnico, para ser sócio da SBPC. “O que por si só já mostra o espírito da SBPC, que é democrático, amplo, e que tem a perfeita percepção da necessidade de as pessoas conhecerem melhor a ciência para se tornarem mais cultas, hábeis, preparadas, e mais capacitadas para resolver os problemas”, afirmou, ressaltando os trabalhos realizados pela instituição. “Acho que o País tem muito a dever à SBPC pelo trabalho incansável feito nessa área. Não é por acaso que a SBPC hoje é de tamanho renome, de fama tão merecida, como se pode constatar tranqüilamente na sociedade brasileira”, acrescentou.

Sobre sua palestra na SBPC, o cientista vai falar em matéria de imprensa, de mídia e sobre o Jornal da Ciência, que é um veículo criado para inaugurar uma nova área nessa questão, que é a área da política científica. “Nós não temos apenas que fazer e difundir a ciência, educar as pessoas no caminho da ciência, mas também temos que esclarecer, noticiar e debater os problemas de como se apóia a ciência, como se organizam os programas e projetos de apoio à ciência, como se organizam as instituições científicas, para que serve o Ministério da Ciência e Tecnologia, e quais são os problemas que giram em torno dessas iniciativas”, acrescentou Monserrat.

O professor se considera um verdadeiro apaixonado pela SBPC, lembrando que em 1977, naquela famosa reunião realizada na PUC de SP, exatamente porque a reunião normal daquele ano foi proibida de ser realizada na Universidade Federal do Ceará, pelo então regime militar. Ele considera que foi uma reunião excepcional, na medida em que mostrou a capacidade da opinião do povo brasileiro: dos intelectuais, dos estudantes brasileiros, de se reunirem e decidir realizar uma reunião dessa natureza com aquela amplitude, aqueles ideais, aqueles objetivos, apesar das proibições, apesar das grandes ameaças feitas então. “Foi um capítulo fantástico da história do Brasil, eu diria da história do povo brasileiro. O caminho do conhecimento, da cultura e do maior desenvolvimento”, relembrou.

A 60ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, (SBPC), será realizada de 13 a 18 desse mês, em Campinas, São Paulo. (Deográcia Pinto - Assessoria de Comunicação do MCT)

Fonte: Agência CT

Faperj anuncia o resultado do edital de apoio a grupos emergentes

A Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) anunciou, na quinta-feira (3), a lista de contemplados no edital de Apoio a Grupos Emergentes de Pesquisa no Estado do Rio de Janeiro.

O resultado apresenta 101 projetos selecionados pela comissão avaliadora encarregada de julgar as propostas. O programa, com recursos de R$ 20 milhões, tem por objetivo apoiar o desenvolvimento de atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação por grupos de pesquisa considerados emergentes, ou seja, doutores com até dez anos de formado.

A relação dos aprovados contempla um total de 19 instituições de pesquisa e ensino sediadas no Estado. Na lista, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) foi a instituição com o maior número de propostas aprovadas, com 39, seguida pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), com 18. A Universidade Federal Fluminense (UFF), com 12 projetos, foi a terceira colocada.

Além delas, a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio), o Instituto Militar de Engenharia (IME), a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnem), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Instituto de Pesquisas Jardim Botânico (IPJB), o Cefet-Química, o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), a Universidade Salgado de Oliveira (USO), a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a Universidade Estácio de Sá (Unesa), a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), o Instituto Nacional do Câncer (Inca) e o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) também tiveram propostas aprovadas.

Os recursos a serem pagos em duas parcelas vão atender a duas categorias, de acordo com o montante solicitado. Na primeira, o recurso a ser disponibilizado é igual ou inferior a R$ 200 mil e os grupos devem contar com quatro ou mais pesquisadores. Na outra categoria, com valor entre R$ 200 mil e R$ 400 mil, os projetos devem reunir um mínimo de sete pesquisadores.

A Fiocruz, o IME, a Cnem, a Embrapa, o LNCC e o Impa são instituições associadas à ABIPTI.

Veja a lista dos projetos aprovados neste link.

Mais informações podem ser obtidas no site www.faperj.br . (Com informações da Faperj)

Fonte: Gestão CT

Oito novos Etecs no Estado de São Paulo

Assinados convênios para oito Etecs de municípios paulistas

No último dia 3, foram assinados convênios para instalação de novas escolas técnicas (Etecs) em oito municípios do Estado de São Paulo. São eles: Cajamar, Francisco Morato, Santos, Porto Ferreira, Registro, Itapetininga, Várzea Paulista e Mogi Guaçu.

Segundo informações da Secretaria de Desenvolvimento do Estado, a solenidade contou com a presença da diretora superintendente do Centro Paula Souza, Laura Laganá, que assinou os convênios com representantes de cada um dos municípios.

A iniciativa é parte do Plano de Expansão do Ensino Profissional do Estado de São Paulo. Até o final do plano de expansão o número de Etecs passará de 77 mil para 177 mil. Já as faculdades de tecnologia (Fatecs) passarão de 26 para 52.

Ainda segundo a secretaria, em todas as unidades a prefeitura será responsável pela construção ou adequação do prédio. Em todos os casos, o Centro Paula Souza cuidará de toda a infra-estrutura restante, inclusive a parte pedagógica.

Para mais informações, acesse o site www.desenvolvimento.sp.gov.br.

Fonte: Gestão CT

CPFL Energia procura parceiros para projetos de Inovação Tecnológica

A CPFL Energia, maior empresa privada do setor elétrico brasileiro, vai ampliar sua rede de parceiros para projetos de inovação tecnológica (P,D&I), com participação de empresas e instituições de todo o país. Para facilitar e agilizar o cadastramento dos interessados, a empresa criou uma página no seu site específica para esse fim.

Em média, a CPFL investe R$ 30 milhões em cerca de 60 projetos de P&D&I ao ano. Este cadastramento servirá para todas as distribuidoras do grupo. A ficha de cadastro está focada nos núcleos de pesquisas e não somente nas instituições. A parceria com fabricantes desde o início do processo também passa a ter papel fundamental na escolha.

"O Brasil é um país rico em instituições de pesquisas, núcleos acadêmicos e fabricantes, e queremos mapear o maior número possível para futuras parcerias no processo de P,D&I", afirma Marcelo Corsini Afonso, gerente de Inovação Tecnológica da CPFL Energia. Ele destaca que os novos projetos terão maior envergadura de forma a obter resultados práticos, com grande impacto tecnológico.

Mais informações: www.cpfl.com.br

Fonte: Anpei

Objeto Brasil lança a revista Innovation IDEA/Brasil

A Associação Objeto Brasil lança a versão nacional e bilíngüe da revista Innovation, com imagens de todos os vencedores do prêmio IDEA/Brasil.

O lançamento da publicação conta com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimento (Apex-Brasil) e acontece amanhã (8) às 19h, no piso térreo da Livraria Cultura, localizada na Avenida Paulista, em São Paulo (SP).

A revista de inovação norte-americana é distribuída trimestralmente a executivos e pertence à IDSA (Industrial Designers Society of America), entidade que realiza o prêmio IDEA e congrega o setor de design nos Estados Unidos.A Innovation IDEA/Brasil terá 160 páginas e será distribuída em diversos eventos destinados às áreas empresarial, acadêmica e de design.

Associação
Criada há 12 anos, a Associação Objeto Brasil tem como objetivo promover o design brasileiro no mundo, sejam eles frutos do artesanato ou da alta tecnologia, e conta com o apoio institucional do Fórum Permanente das Relações Universidade-Empresa (Uniemp).

Informações adicionais podem ser obtidas pelo e-mail e pelo telefone (11) 3170-4033.A ABIPTI é parceira da iniciativa.

Fonte: Gestão CT

3º Workshop da Metodologia MGPDI – Metodologia de Gestão de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação

A Associação Sul-Riograndense de Apoio ao Desenvolvimento de Software (Softsul) realiza, no dia 17 de julho, na sede da instituição, a 3ª edição do Workshop da Metodologia MGPDI – Metodologia de Gestão de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação.

O objetivo do evento é apresentar a Metodologia desenvolvida pelo Centro Tecnológico Softsul, com subsídios da Finep, que visa a apoiar as empresas na gestão da inovação, ajudando a planejar, especificar e implantar um método voltado ao uso da inovação em empresas de pequeno e médio porte. Os interessados em participar devem confirmar presença pelo e-mail ou pelo telefone (51) 3346-4422. A inscrição é gratuita e as vagas são limitadas.

O treinamento é direcionado a gestores, gerentes e profissionais de empresas de pequeno e médio porte, que tenham interesse em inovação. O workshop será ministrado pelas consultoras do projeto, Rosane Melchionna e Fabiana Zaffalon.

MGPDI
A metodologia surgiu da carência das organizações em gerenciar as oportunidades de desenvolvimento de pesquisa e inovação, identificadas no âmbito das áreas de negócio. Com essa metodologia, pretende-se disponibilizar à comunidade um conjunto de conceitos, práticas e ferramentas que permitam uma maior eficácia na concepção e proposição de inovações, além de suporte técnico para todas as etapas da gestão da inovação.

Mais informações podem ser obtidas no site www.softsul.org.br. (Com informações da SOFTSUL)

Fonte: Gestão CT

BNDES , capital intangível comporá classificação de risco de empresas

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) implantará uma nova metodologia de análise de rating (risco) das empresas e dos projetos que demandam financiamento da instituição. Essa metodologia vai se basear na avaliação do capital intangível das empresas e da inovação.

O anúncio foi feito no dia 2 de julho pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho. Ele participou da abertura do Congresso Internacional sobre Inovação Tecnológica e Desenvolvimento - 12ª Conferência Internacional Joseph Schumpeter, promovido pelo Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Coutinho afirmou que "a percepção da qualidade do capital intelectual e das estratégias inovadoras das empresas será um elemento imprescindível na análise de todos os projetos de concessão de crédito ou de capitalização para o sistema operacional do banco". A idéia é que todos os fundos de apoio do BNDES a projetos inovadores, que apresentam juros favorecidos, sejam beneficiados pela capacidade de análise que será aperfeiçoada no que respeita à avaliação dos intangíveis.

O presidente do BNDES informou que dentro de poucas semanas a nova metodologia estará incorporada às linhas operacionais do banco. A nova sistemática de avaliação segue experiência internacional e já foi testada no Brasil utilizando exemplos de empresas inovadoras bem-sucedidas, com o objetivo de que seja aplicada com confiabilidade no país.

A medida será importante, disse Coutinho, porque, para apoiar empresas inovadoras, é preciso valorizar o capital intelectual e o potencial de inovação que ela possui. "Se você não faz isso, você subestima o valor da empresa. E, ao fazer isso, fica difícil, inclusive, participar dela como sócio. Para participar dela como sócio, é preciso reconhecer o valor do capital intangível, o capital intelectual, a qualidade da estratégia, da governança e da gestão da empresa. Isso tudo faz parte de uma avaliação que foi desenvolvida com muito cuidado pelos técnicos do banco", explicou.

De maneira geral, todos os setores econômicos poderão se beneficiar com a nova avaliação. "Todas as empresas que têm conduta inovadora. Mas, especialmente, as empresas de setores que são altamente intensivos em processos inovadores", como as áreas farmacêutica, de biotecnologia, da Tecnologia da Informação, mecânica avançada, nanotecnologia, química avançada e automação. "São as áreas cuja intensidade de gastos sobre o faturamento em pesquisa e desenvolvimento ultrapassa os 10%. Essas são empresas onde a metodologia de intangíveis pode fazer uma diferença grande e positiva para o fomento do BNDES."

Coutinho sinalizou que uma empresa que está investindo menos em inovação do que a média internacional vai ter uma pontuação menor do que aquela que está fazendo um esforço inovador proporcional ao que é feito no mundo inteiro naquele mesmo setor.

Fonte: Agência Brasil

Elevação da temperatura aumenta a incidência de raios em São Paulo

SOME ASPECTS OF STRATOSPHERIC ELECTRIC FIELDS DUE TO A CONSTANT CONVECTION CURRENT DENSITY-CHARGE MODEL OF CLOUD STRUCTURE

Estudo realizado pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Elat/Inpe/MCT) revela que, na cidade de São Paulo, cada grau de aumento na temperatura corresponde a um aumento de 30% na incidência de raios.

Os resultados desta pesquisa, recentemente aceita para publicação no Journal of Geophysical Research, têm implicações diretas na avaliação do impacto do aquecimento global na incidência de raios nas próximas décadas.

Segundo o coordenador do Elat, Osmar Pinto Junior, atualmente ocorrem em São Paulo cerca de 60% a mais raios do que há 50 anos. Um aumento similar foi encontrado em Hong Kong, na China, cidade onde a temperatura aumentou cerca de dois graus durante esse período, semelhante ao que ocorreu em São Paulo. (Assessoria de Imprensa do Inpe)

Para ler o artigo SOME ASPECTS OF STRATOSPHERIC ELECTRIC FIELDS DUE TO A CONSTANT CONVECTION CURRENT DENSITY-CHARGE MODEL OF CLOUD STRUCTURE clique aqui.

Fonte: Agência CT

Fatores associados a alterações vocais em professoras

Factors associated with voice disorders among women teachers

Vozes abafadas
Um estudo com 747 professoras constatou que 59,2% estavam com rouquidão. Pior: 25,6% tiveram perda temporária da voz, que, além do impacto sobre a saúde das profissionais, pode afetar o desempenho docente e prejudicar o processo de aprendizagem.

A pesquisa, realizada por pesquisadores da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e da Universidade Federal da Bahia (UFBA), teve resultados publicados na edição de junho dos Cadernos de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no artigo Fatores associados a alterações vocais em professoras.

As professoras, da rede municipal de ensino de Vitória da Conquista (BA), com média de idade de 34 anos, responderam a um questionário com perguntas sobre atividades de trabalho, carga horária semanal, demanda psicológica envolvida nas tarefas e situação da saúde vocal, incluindo queixas de disfonia e presença de sintomas de rouquidão.

A avaliação da saúde vocal foi feita considerando as características do uso da voz, ocorrência de alterações, tipos de tratamentos buscados e informações sobre atividades domésticas.

“Ainda que não seja uma doença ocupacional aguda, a rouquidão começa com sintomas de fraqueza de voz, que levam à dificuldade de modulação, e percorre um caminho que pode levar a patologias como nódulos e calos nas cordas vocais”, disse Eduardo Farias dos Reis, professor da Faculdade de Medicina da UFBA.

“Isso ocorre com freqüência, uma vez que a atividade docente não pode parar e a voz é o principal instrumento de trabalho. Calos nas cordas vocais, que é o momento mais avançado em que a doença já está instalada, foram relatados por 12,9% das docentes”, aponta o também diretor do Fundo Estadual de Saúde, órgão vinculado à Secretaria de Saúde do Estado da Bahia.

O estudo aponta que 91,7% das professoras fazem uso intensivo da voz, sendo as duas alterações mais comuns o cansaço ao falar e a sensação de voz rouca ou fraca após um dia de trabalho. Quanto aos sintomas relacionados à saúde da garganta, os mais freqüentemente citados foram sensação de ressecamento (66,5%), coceira (51,5%), pigarro (49,7%) e dor (43,6%).

Voz disciplinar
Reis reconhece que a prevalência de rouquidão encontrada no estudo foi elevada, alcançando patamares similares aos observados em outros estudos publicados em revistas internacionais, que apontaram um índice de 57% em professores na Espanha e 58% nos Estados Unidos.

“Outras pesquisas mostram ainda que uma parte importante do ato vocal é usada para controlar e disciplinar os alunos, e não para transmitir conhecimento. Esse é um problema vivido pelos professores de todo o país e que acaba tendo diferentes repercussões no ensino, que vão desde dificuldades na sala de aula, devido ao uso inadequado e nocivo da voz, até o afastamento temporário ou permanente do trabalho”, afirmou.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) considera os professores como a categoria de maior risco de contrair enfermidades da voz. O tipo de voz mais propenso a causar danos aos órgãos vocais, segundo a organização, é a "voz projetada", aquela utilizada para exercer influência sobre outras pessoas, seja para chamar atenção ou para tentar persuadir e ganhar a audiência.

O estudo aponta que a rouquidão esteve associada a fatores como trabalhar como professora há cinco ou mais anos, exercer atividades em duas ou mais escolas, ter mais de 24 horas semanais em sala de aula em todas as escolas em que trabalha e usar a voz gritando ou falando alto. A rouquidão, cansaço ao falar, perda da voz e irritação na garganta foram mais freqüentes entre os professores com mais de 25 horas semanais de trabalho.

Outro dado importante levantado pelo trabalho é o consumo de bebida alcoólica, referido por 19,3% das docentes, e o número de docentes fumantes (7%). “Há também baixa procura por ajuda médica. Por envolver um tratamento caro, demorado e que normalmente não é coberto pelos convênios, apenas 4,9% das professoras disseram ter consultado um fonoaudiólogo”, disse Reis.

De acordo com o artigo, os fatores de risco para o adoecimento vocal listados com mais freqüência na literatura científica são de cunho biológico (predisposição hereditária) ou relativos aos hábitos individuais (falta de educação vocal apropriada).

Um dos principais destaques do estudo foi mostrar a importância dos fatores associados à forma e à intensidade com que o trabalho docente é executado, indicando a necessidade de redimensionamento de alguns aspectos do trabalho docente, como, por exemplo, a diminuição do tempo que se usa a voz profissionalmente.

“Vale lembrar que o uso intensivo da voz foi referido por mais de 90% das professoras. Então, esse tipo de fator associado à ocorrência de alterações vocais deve ser considerado na formulação e na execução de medidas preventivas do adoecimento vocal dessas profissionais em todo o país”, destacou o professor da UFBA.

Para ler o artigo Fatores associados a alterações vocais em professoras, de Eduardo Farias dos Reis e outros, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui

Fonte: Thiago Romero /Agência FAPESP

Manter e reflorestar o Bioma Cerrado pode render US$ 20 bi

Bioma Cerrado em pé rende US$ 20 bi
Manter o cerrado remanescente em pé e reflorestar as áreas degradadas do bioma podem render no mínimo US$ 20 bilhões (ou algo em torno de R$ 34 bilhões) em crédito de carbono.

Esta é a estimativa de um estudo obtido com exclusividade pelo Estado e conduzido pelas ONGs Conservação Internacional (CI) e The Nature Conservancy, além da Universidade Federal de Goiás, que contabilizaram as vantagens de não desmatar.

Os pesquisadores chegaram a esse número após mapearem as regiões com cobertura vegetal abaixo da prevista pelo Código Florestal para o bioma (35% para as áreas de cerrado localizadas na Amazônia Legal, 30% no Piauí e 20% nas demais) e aquelas que mantêm a vegetação original acima desse limite.

A idéia era checar quanto é possível gerar de créditos de carbono em duas frentes: com o reflorestamento das áreas degradadas e com o desmate evitado das que se mantêm conservadas. E medir também quão eficiente o bioma é em seqüestrar carbono. "Sabemos que um cerrado maduro, em seu estado natural, é um verdadeiro dreno de carbono. Cada hectare é capaz de retirar até 2 toneladas de CO2 da atmosfera por ano. É mais do que o estimado para a Amazônia, de 1 t/ha, apesar de lá a biomassa ser maior", comenta o diretor do Programa Cerrado-Pantanal da CI, Ricardo Machado.

Para o estudo, porém, foram considerados apenas o que pode ser seqüestrado pela floresta replantada em crescimento e o quanto existe de carbono estocado no excedente de vegetação nativa. Os pesquisadores partiram do princípio de que cada hectare do cerrado possui cerca de 10 t de matéria seca e que, para produzir 1 t de biomassa seca, são necessárias 3,67 t de dióxido de carbono. Dessa forma, em média, cada hectare do cerrado seqüestra 36,7 ha de CO2. Eles consideraram ainda que o seqüestro de carbono por novas mudas em crescimento pode render US$ 15 por tonelada de CO2, enquanto, para o desmatamento evitado, o mercado voluntário poderia remunerar cerca de US$ 7 por tonelada.

Segundo o mapa de remanescentes do bioma, feito pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), o cerrado havia perdido 40% de sua vegetação original até 2002. No novo trabalho, a área que deveria ser reflorestada foi medida pela diferença entre o que o levantamento considerava como remanescente e o quanto o local deveria de fato ter de mata para respeitar o Código Florestal.

Pela conta, um amplo programa de recuperação ambiental criaria créditos na ordem de US$ 1,88 bilhão. Já as áreas que possuem mais vegetação do que a lei exige poderiam render um total de US$ 18,2 bilhões por desmatamento evitado.

Para Machado, este número é até conservador, visto que os dados do MMA, além de estarem desatualizados, aceitam como vegetação nativa algumas áreas que já foram alteradas pelo homem. Para a CI, que fez um levantamento paralelo, em 2002 a alteração da mata nativa já havia chegado a 55%. Como o crédito de carbono do reflorestamento é mais valorizado, o valor final pode ser mais alto. Em setembro, a organização deve lançar uma atualização da taxa de desmatamento do bioma.

O lucro com a obtenção de créditos de carbono, no entanto, não pode ser visto como uma solução para o cerrado, pondera Machado. Os US$ 20 bilhões são pensados para um projeto de 30 anos, o que dá somente R$ 13,7 por ano por hectare. "Esse valor é suficiente apenas para custear a manutenção das áreas. Sabemos que um fazendeiro ganha muito mais dinheiro derrubando a vegetação. Só que há um custo evitado se o cerrado for mantido, pois a recuperação de uma área degradada requer investimentos que variam entre R$ 1 mil e R$ 5 mil por hectare, sem contar os serviços ambientais do seqüestro de carbono", diz.

Estratégia - Segundo Machado, a ocupação do cerrado a partir da década de 1960, com a instalação de Brasília e o posterior avanço do setor agropecuário, levou embora boa parte do bioma sem que se conhecesse direito sua biodiversidade. "Sem saber o que existe fica difícil até fazer uma estratégia clara de proteção, que vise, por exemplo, as regiões com alta concentração de espécies e aponte onde é possível consolidar o desenvolvimento", observa.

"Toda vez que fazemos um levantamento descobrimos novidades. No fim do ano passado, em uma expedição de 29 dias pelo Jalapão, encontramos 14 prováveis novas espécies (oito de peixes, três de répteis, uma de anfíbio, uma de mamífero e uma de ave)", conta o pesquisador.

Por sua riqueza, o cerrado é considerado um dos hotspots de biodiversidade do mundo, ou seja, uma região gravemente ameaçada e que abriga uma enorme variedade de espécies. Só de plantas, são pelo menos 6,6 mil, mas algumas estimativas apontam mais de 10 mil.

Considerada por muitos anos como uma região de solo pobre, ruim para a agricultura, tornou-se o "celeiro do mundo" com a criação de variedades mais resistentes de grãos e de novas técnicas de cultivo. Mas o que, por um lado, trouxe riqueza para o País, por outro afetou uma vegetação antiga, resistente, que se moldou durante séculos aos constantes incêndios, mas não teve como resistir à serra elétrica. Antes da chegada da agricultura, boa parte das árvores do cerrado já tinha sucumbido aos fornos da indústria siderúrgica de Minas.

Quando divulgou os dados de desmatamento, a CI previu que, se o ritmo de destruição se mantivesse, o bioma corria o risco de desaparecer até 2030. Além de levar consigo uma biodiversidade riquíssima, isso pode afetar o suprimento de água de boa parte do País. Nas suas chapadas estão as nascentes dos principais rios das bacias Amazônica, do Prata e do São Francisco. (Giovana Girardi/ Estadão Online)

Fonte: Ambiente Brasil

LSST - Large Synoptic Survey Telescope mapeará todo céu noturno pelo menos 2 vezes por semana

De olho em todo o céu
Trazer o Universo para o computador é a função do LSST (Large Synoptic Survey Telescope, na sigla em inglês). Planejado para entrar em plena operação em 2015, esse telescópio terrestre com espelho primário de 8,4 metros de diâmetro será capaz de mapear e escrutinar todo o céu noturno, pelo menos duas vezes por semana.

O resultado será a produção de imagens nunca vistas, capturadas com uma câmera digital de 3 bilhões de pixels, a maior do tipo no mundo. A câmera será capaz de registrar imagens de objetos que se movem muito rapidamente, como asteróides, e sondar os mistérios da energia escura que domina o Universo.

O diferencial é que essas imagens passarão do telescópio direto para uma base de dados instalada em supercomputadores. Talvez por isso o projeto, orçado em US$ 400 milhões, tenha atraído a atenção de parceiros como o Google ou o bilionário Bill Gates, fundador da Microsoft, que doou US$ 30 milhões.

A idéia dos responsáveis pelo LSST é processar a informação gerada, analisá-la e torná-la disponível em tempo real a pesquisadores e ao público geral em todo o mundo.

“Devido à grande quantidade de dados armazenados, o usuário comum não poderá levá-los para seu computador e usar seus softwares sobre eles. Cada fotografia produzirá, em dados, o equivalente ao conteúdo de um DVD. Com essa massiva quantidade de dados produzida, serão precisos recursos computacionais de maior porte para efetuar o armazenamento. Isso será feito em nossos centros de processamento”, disse Jeffrey Kantor, responsável pelo gerenciamento de dados do projeto.

O LSST tirará uma foto a cada 20 segundos. Em uma noite, serão gerados 15 terabytes (trilhão de bytes) de imagens; em um ano, serão 7 petabytes (quatrilhão). “Como a quantidade de dados gerada pelos grandes telescópios tem se tornado maior que a capacidade humana e computacional de processá-los e de analisá-los, teremos dois supercomputadores, um para um processamento rápido e outro para análises científicas mais profundas”, explicou.

O telescópio será construído em Cerro Pachón, no Chile. Câmera, lentes e filtros custarão US$ 200 milhões. Os sistemas computacionais e softwares consumirão quantia equivalente. Uma parte substancial do orçamento para o gerenciamento de dados está reservada para prover formas de torná-los disponíveis aos usuários.

“O maior problema é a lacuna ainda existente entre a rede e a memória, e entre a memória e a CPU. Nesses sistemas de informação massiva, para manter os processadores ocupados, funcionando, temos que alimentar os bancos de dados rapidamente”, disse Kantor.

“ Muito da ciência que desenvolveremos será feita no computador. Em um telescópio ou observatório tradicional o dado é produzido e levado para casa. No nosso caso, todos os dados estarão lá no computador, disponíveis para qualquer interessado no mundo”, afirmou.

Um grupo de 19 universidades e laboratórios norte-americanos públicos e privados participa do projeto que, até o momento, recebeu cerca de US$ 55 milhões de diversas fontes. “O que torna o LSST diferente, e de certo modo atrai parceiros, é o nosso objetivo de organizar a massiva quantidade de dados que será produzida de modo a torná-la útil”, ressaltou Kantor.

Mais informações: www.lsst.org

Fonte: Washington Castilhos / Agência FAPESP

FAP - D.F. lança sete editais de apoio

O Fundo de Apoio à Pesquisa (FAP) do DF lançou sete novos editais para auxilio à pesquisa. Eles podem ser acessados no www.fap.df.gov.br. É preciso ficar atento aos prazos, que são curtos.

Confira as categorias:

EVENTOS (EDITAL 04): apoiar, no todo ou em parte, a realização no DF de congressos, workshops, seminários, mesas redondas, exposições, feiras. entre outros. Valor total de recursos: R$ 1.240.000,00;

DEMANDA ESPONTÂNEA (EDITAL 05): apoiar atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação em todas as áreas do conhecimento. Valor total: R$ 2.000.000,00;

INDUZIDA CERRADO (EDITAL 06): promover o aumento do conhecimento da flora, fauna, dos recursos hídricos e do solo do Cerrado do DF, no sentido de desenvolver metodologias que possibilitem a exploração sustentável. Valor total de R$ 1.250.000,00;

POLÍTICAS PÚBLICAS (EDITAL 07): apoiar a execução de projetos de pesquisa que contribuam para a eficiência das políticas públicas do DF nas áreas de segurança pública, habitação, saneamento, transporte, educação, geração de empregos, saúde, ciência e tecnologia e meio ambiente. Valor total: R$ 500.000,00;

INSTITUCIONAL (EDITAL 08): apoiar o desenvolvimento de projetos conjuntos de pesquisa científica, tecnológica e de inovação. Total: R$ 500.000,00;

PARTICIPAÇÃO EM EVENTOS (EDITAL 09): apoiar a apresentação de trabalhos em eventos de caráter científico ou técnico-científico, no país ou no exterior. Total: R$ 150.000,00;

INVENTOR (EDITAL 10): estimular a inovação, revelar talentos e investir em estudantes e profissionais que procuram alternativas para problemas que podem ser melhorados ou sanados com Ciência, Tecnologia e Inovação. Total em prêmios: R$ 18.000,00.

Fonte: UnB

Revista Ciência Agronômica recebe indexação internacional

A revista Ciência Agronômica, periódico da área de Ciências Agrárias, foi escolhida para ser indexada no Web of Science, site internacional onde pesquisadores podem encontrar informações nas áreas das ciências, ciências sociais, artes e humanidade nos 9.300 jornais de pesquisa mais prestigiosos e de alto impacto do mundo.

A titulação foi motivo de reconhecimento público pelo Instituto Nacional do Semi-Árido (Insa/MCT), como periódico estratégico na divulgação de artigos voltados para as questões peculiares do ecossistema Semi-Árido e área de estratégia no Plano de Ação 2007-2010, do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

Tal reconhecimento ocorreu no treinamento sobre Editoração Eletrônica oferecido pelo Insa em parceria com o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict/MCT), em junho último, na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

Na opinião do diretor do Insa, Roberto Germano Costa, a indexação da revista é uma grande conquista para a região Nordeste e a divulgação científica regional. " Desta forma, passamos a ter um veículo de divulgação dos resultados de nossas pesquisas, o que nos dá visibilidade internacional", comemorou Germano.

Histórico
O primeiro número da revista Ciência Agronômica (www.ccarevista.ufc.br) foi lançado em 1971, pela Escola de Agronomia da Universidade Federal do Ceará (UFC) e sempre publicou artigos relacionados às ciências básicas e aplicadas, voltados aos problemas peculiares ao Semi-Árido.

A publicação tem o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT). O trabalho culminou com a indexação da Revista Ciência Agronômica na base do ISI desde o volume 38 (v. 38, n. 1, 2007). (Aline Guedes - Departamento de Comunicação do Insa )

Fonte: Agência CT

1º Congresso Internacional da Associação Brasileira Multidisciplinar de Estudos sobre Drogas

O 1º Congresso Internacional da Associação Brasileira Multidisciplinar de Estudos sobre Drogas (Abramd) será realizado entre os dias 31 de julho e 2 de agosto, no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo.

O evento reunirá especialistas brasileiros e internacionais que discutirão, de forma multidisciplinar, termas relacionados a dependências de drogas.

A abertura do congresso será feita por Dartiu Xavier da Silveira, presidente da Abramd e professor do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing do Rio de Janeiro, Luiz Eduardo Bento de Mello Soares, apresentará a palestra magna “Uso cultural e dependência”.

Mais informações: www.abramd.org.br

Fonte: Agência FAPESP

Ufam inaugura sistema de aquários

O Departamento de Ciências Pesqueiras da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) inaugurou na sexta-feira (4/7) um sistema de aquários. O objetivo é viabilizar projetos de pesquisa de estudantes que estão terminando a graduação.

O sistema foi construído dentro de um contêiner marítimo modificado. O contêiner usado foi adquirido com recursos do Programa Primeiros Projetos (PPP), resultado de uma parceria da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Segundo a Agência Fapeam, contendo quatro prateleiras de chapa de aço, seis metros de profundidade e feito com plástico, o contêiner-aquário possibilita a realização de experimentos triplicados, o que aumenta a precisão das conclusões das pesquisas.

O sistema de aquários é abastecido com água de um poço armazenada em uma caixa de água com capacidade de 3 mil litros. Um compressor de ar mantém o sistema fechado.

A coordenadora do projeto destaca que o aquário possibilitará experimentos com alevinos, não tendo porte para espécimes grandes. “É muito importante termos um sistema desses, o que possibilita que nossos alunos estudem peixes vivos em pequena escala”, disse Andréa Belém Costa, professora da Ufam que coordenou a implantação do aquário.

Andréa afirma também que a predileção serão alevinos de peixes da região. As primeiras espécies que serão colocadas no sistema são exemplares de tambaqui, matrinxã, pirarucu e cará.

O destino da água utilizada no aquário também foi pensado pelos pesquisadores. Em um primeiro tanque a água descartada passará por um processo de limpeza no qual as impurezas se juntam em um lodo no fundo do aquário. “Pretendemos usar esse lodo como adubo nas hortas da Faculdade de Ciências Agrárias”, disse a professora. Após mais um tanque de tratamento, dessa vez à base de bactérias, a água é canalizada e vai para um dos igarapés da Ufam.

Mais informações: www.fapeam.am.gov.br

Fonte: Agência FAPESP

1º Encontro da Rede Pan-Americana de Dengue

O primeiro Encontro da Rede Pan-Americana de Dengue será realizado no Recife, de 22 a 25 de julho, com o objetivo de promover o intercâmbio de conhecimentos e estimular o desenvolvimento conjunto de estudos que busquem soluções para o crescente aumento dos casos da doença.

Participarão pesquisadores das Américas, do Reino Unido, de Cingapura e da Índia. Serão discutidos temas relacionados às áreas de epidemiologia, imunopatologia, diagnóstico, vacinas, vetores e virologia.

Entre os palestrantes estão Amy Morrison, do Laboratório de Iquitos (Peru), Eva Harris, da Escola de Saúde Pública da Universidade da Califórnia em Berkeley (Estados Unidos), Paul Reiter, do Instituto Pasteur (França), Hermann Schatzmayr, do Instituto Oswaldo Cruz e responsável pelo isolamento dos vírus da dengue 1, 2 e 3 no Brasil, e Scott Halstead, da organização internacional Iniciativa para uma Vacina Pediátrica da Dengue (PDVI, na sigla em inglês).

A comissão organizadora do evento selecionou 25 trabalhos para apresentação oral. Outros 150 serão apresentados no formato pôster.

O evento conta com apoio do Ministério da Saúde, da Fundação Oswaldo Cruz, do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães, da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), da PDVI e da Sociedade Brasileira de Virologia (SBV).

Mais informações: www.lavite.info/denguemeeting

Fonte: Agência FAPESP

RNP promove melhorias na rede Ipê

Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste foram principais beneficiadas

O Centro de Engenharia e Operações da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP/MCT) efetuou uma série de atualizações na rede Ipê, nos primeiros seis meses do ano. Além dos avanços e ajustes nos pontos de presença (PoPs) e instituições usuárias da rede, o CEO promoveu outras importantes melhorias, como o aumento da capacidade de troca de tráfego com a Internet comercial a partir do PoP-RJ (de 650 Mbps para 1 Gbps), a substituição de switches do PoP-SP (por onde passam importantes conexões) e a melhoria dos peerings com a Embratel nos PoPs SP, DF e RJ.

No final de março, o CEO ativou uma conexão de 155 Mbps do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) ao PoP-RJ, gerando uma maior redundância para o acesso do CPTEC, que já é conectado ao PoP-SP. Em abril, o PoP paulistano recebeu a conexão de 2 Mbps da representação do Ministério da Educação em São Paulo. Dias depois, a Universidade Federal do Vale do São Francisco teve sua conexão com o PoP-PE ampliada de 2 Mbps para 34 Mbps, mesma capacidade do circuito recebido pela Universidade Federal de Sergipe no final de abril. Além desses, seis Cefets do interior tiveram sua conexão com a rede Ipê atualizada de 2 Mbps para 4 Mbps.

Enlaces
No começo de abril, o CEO colocou em operação o novo circuito STM-1 (155 Mbps) do PoP-MS, cerca de quatro vezes mais veloz que o anterior. Durante os meses de abril e maio, circuitos com esta capacidade foram instalados também em outros cinco pontos: PoP-RN, PoP- PB, PoP-MT, PoP-ES e PoP-MA. Neste mesmo período, os enlaces dos PoPs TO, RO, RR e AC também foram atualizados: o primeiro recebeu um circuito de 34 Mbps (E3) e os demais tiveram suas conexões ampliadas de 4 Mbps para 6 Mbps. Em junho, o PoP-AM teve sua conexão ampliada para 20 Mbps. (Assessoria de Imprensa da RNP)

Fonte: Agência CT

Estudo revela que universidades privadas rejeitam pesquisas

Instituições priorizam retorno financeiro e deixam produção científica para as públicas. Cenário continuará assim, diz estudo

Produzir ciência e tecnologia, bem como registrar patentes, são frutos do trabalho das universidades, que desempenham papel fundamental no desenvolvimento de qualquer nação. No Brasil, entretanto, as instituições públicas estão praticamente sozinhas nessa função, segundo estudo desenvolvido pela Universidade de Brasília (UnB). O filósofo Gustavo Javier Castro Silva analisou a expansão das faculdades particulares em seu doutorado “O ensino superior privado: o conflito entre lucro, expansão e qualidade”, no Departamento de Sociologia (SOL) da UnB, sob orientação do professor Lúcio Castelo Branco.

Segundo o estudo, enquanto as instituições mantidas pelo governo fazem da pesquisa e da pós-graduação um de seus pontos primordiais, as particulares mantêm o foco na graduação, ou seja, no ensino. Ou, ainda, nas mensalidades. Assim, as universidades públicas seguem isoladas na produção de Ciência e Tecnologia.

Já as particulares tendem a continuar distantes da pesquisa. Para subsidiar a pesquisa, Gustavo Silva fez um estudo de caso em uma instituição particular de Brasília. O Distrito Federal possui 84 faculdades particulares, uma das maiores concentrações por habitante no País. Embora o estabelecimento tenha interesse em se tornar universidade, demonstrou estar pouco amadurecido para a tarefa.

As respostas do questionário aplicado a 64 professores apontam a inexistência de um comportamento que vá resultar no crescimento acadêmico da instituição. Dos docentes, 62% disseram não ter apoio para produção intelectual. A estatística mostra que o grupo mais necessitado desse suporte é o que menos se sente atendido: entre os docentes do mestrado, são 87,5% insatisfeitos. Os coordenadores e os professores de graduação tiveram percepção semelhante, com 60% e 58,9%, respectivamente.

De acordo com Gustavo Silva, o desinteresse do setor privado pela pesquisa pode ser explicado por uma razão de mercado. Graduação tem público maior, que significa mais retorno financeiro. Pela mesma lógica, os cursos de pós-graduação e a produção científica são desinteressantes, pois possuem uma relação custo-benefício desequilibrada. “A pesquisa implica a existência de cursos de mestrado e doutorado, e aí começam os problemas. Em geral, esses programas não são sustentáveis financeiramente”, diz.

O resultado desse quadro é desolador. A cada ano são inauguradas dezenas de faculdades particulares em todo o País sem qualquer vínculo com a pesquisa, vocação inerente ao ambiente acadêmico. O censo do Ministério da Educação mostrou um aumento de 300% no número de instituições de ensino superior (IES) privadas entre 1991 e 2006. Nos mesmos 15 anos, as universidades públicas cresceram 11%. Ainda de acordo com o censo, em 2006 existiam 2.022 instituições privadas e 248 públicas.

GERENCIAMENTO
Silva aponta, também, empecilhos gerenciais para faculdades privadas deixarem a pesquisa de lado. “A maioria das instituições de ensino superior são empresas familiares” diz. A conseqüência, na maioria das vezes, é uma gestão pouco profissional, tendo em vista que o fator parentesco tem um peso maior que o profissionalismo. Para o filósofo, esse sistema tira a autonomia universitária. “O que deveria imperar em um ambiente rigorosamente universitário são o desempenho, a qualidade e a produtividade”, afirma.

Nessa mesma linha consta a baixa transparência nas gestões. Até 1998, a legislação impunha que faculdades particulares fossem empreendimentos sem fins lucrativos. A transição para outro modelo significou uma confusão no gerenciamento financeiro. Silva diz que a situação é preocupante, pois a falta de transparência é um obstáculo para a profissionalização.

PRIVATIZAÇÃO
Silva é pessimista quanto à idéia de existir uma universidade privada realmente de qualidade no Brasil. “Há muito mais fatores contra que a favor”, diz. A afirmação está embasada nos problemas já citados, mas também na análise do perfil das instituições de ensino superior.

Enquanto as universidades públicas mantêm um leque de cursos nas áreas de ciências exatas, humanas e da saúde, a maior parte das instituições privadas se concentra em setores burocráticos e de demanda constante, como Direito, Administração e Ciências Contábeis. Embora cada área de estudo tenha seu mérito, imaginar que apenas três cursos contribuam para o desenvolvimento do país é miopia acadêmica.

O filósofo é enfático ao afirmar que o governo precisa da iniciativa privada para atender à inserção de alunos no ensino superior e reconhece o esforço nesse sentido. Mas também acredita que a política de acesso ao ensino superior precisa se guiar por critérios mais rigorosos. “Não adianta continuar criando faculdades sem fiscalização e sem qualidade”, diz.

REFLEXÃO
Para o filósofo, não existe alternativa além de fortalecer as universidades públicas. Para ele, esperar uma evolução no segmento privado está fora de cogitação. “É de uma ingenuidade enorme pensar que o setor privado pode assumir a construção de uma universidade.”

Fortalecer as instituições mantidas pelo governo exige investimentos financeiros. Nesse ponto, Silva defende a discussão de medidas polêmicas, mas necessárias, como a cobrança de mensalidades. “Mais cedo ou mais tarde o Brasil vai ter de pensar nisso.” A cobrança é comum em paises como os Estados Unidos, líder absoluto na produção anual de artigos científicos, com quase 300 mil somente em 2006, ou 32% de toda a produção mundial. No mesmo ano, o Brasil ocupava a 15ª posição, com 2%.

PERFIL
Gustavo Javier Castro Silva é doutor em Sociologia pela Universidade de Brasília (UnB), mestre em Relações Internacionais pela UnB e em Ciência Política pela Pontifícia Universidade Católica do Chile, com graduação em Filosofia pela Universidade Católica de Valparaíso, no Chile.Contatos pelo telefone 3445 5771 (Unieuro ou pelo e-mail .

Fonte: UnB

Em 1913 era concedida a patente do PVC

No dia 4 de julho de 1913, o químico alemão Fritz Klatte recebeu o certificado para o patenteamento de cloreto de polivinil (PVC). Sua produção em escala industrial, entretanto, começou apenas dez anos depois.

Em algumas fontes de pesquisa, Fritz Klatte é registrado como o "precursor da era da matéria plástica", mas a sua biografia e as suas invenções permanecem sem menção. Ele não consta numa das maiores enciclopédias alemãs, a Brockhaus, e mesmo o dicionário biográfico alemão, de inúmeros volumes, só lhe dedicou umas poucas linhas.

Maiores informações podem ser encontradas na crônica municipal de Diepholz. Fritz Klatte nasceu naquela cidade em 1880, onde se tornou ajudante de farmacêutico, depois de concluir a escola. Posteriormente, formou-se em Farmácia e em Química.

Em 1908, logo após seu doutoramento, começou a trabalhar em pesquisa química num laboratório industrial. Foi quando fez uma descoberta que mudaria definitivamente a vida de todos nós: ele inventou a matéria plástica que é até hoje a mais produzida no mundo – cloreto de polivinil, o PVC.

A partir do acetileno
Klatte começou pesquisando o gás acetileno, usado hoje quase exclusivamente para soldagens. Na época, porém, o acetileno era uma substância básica na técnica química.

O trabalho de Klatte tornou-se científica e economicamente interessante a partir de 4 de julho de 1913, quando lhe foi concedida a patente para um "processo de fabricação de produtos tecnicamente valiosos de ésteres de vinil". As substâncias básicas para a produção do novo material eram o acetileno e o gás cloro.

Com essa patente começou a era do plástico. Ela descreve pela primeira vez a fabricação de uma nova matéria de substâncias sintéticas, através da polimerização. Com a utilização de artifícios técnicos, as moléculas de estrutura simples dos gases iniciais são levadas a unir-se em moléculas cada vez maiores. Assim, a partir do cloro e do acetileno, forma-se a substância cloreto de vinil, da qual se produz então o cloreto de polivinil (PVC), através da polimerização.

Embora dezenas de toneladas anuais do novo material já fossem produzidas durante a Primeira Guerra Mundial e o requerimento de patente de Klatte mencionasse inúmeras aplicações possíveis para a substância, o PVC não foi desde o início o plástico de uso versátil como o conhecemos hoje.

Ele foi utilizado, no começo, principalmente para a eliminação do gás cloro, altamente tóxico, que surgia como resíduo na produção de soda cáustica, uma importante substância técnica.

Imagem negativa
Hoje, o PVC já não é mais utilizado para a eliminação do cloro: pelo contrário, o cloro é produzido hoje como matéria-prima para a fabricação de PVC. A imagem negativa da matéria plástica original decorre do fato de que, quando queimada, ela libera o gás cloro, extremamente cáustico, podendo produzir um outro gás – a dioxina, ainda mais tóxico.

Além disso, não são ecologicamente inócuos os metais pesados que têm de ser adicionados à massa em produção, para que ela possa ser melhor trabalhada e para que o plástico final fique mais elástico.

Apesar de tais aspectos negativos, o PVC tem muitas propriedades úteis e é de produção barata. Por esta razão, são fabricadas anualmente cerca de 18 milhões de toneladas de PVC em todo o mundo e aplicadas na fabricação de centenas de produtos, de caixilhos de janela a embalagens.

Fritz Klatte não viveu para assistir à ascensão do PVC como material de aplicação em massa. Em 1917, ele contraiu tuberculose e passou vários anos em diversos sanatórios. Com as atribulações da Primeira Guerra Mundial, a sua empresa deixou de lado o trabalho com os polímeros. A patente caducou.

A partir de 1930, o estado de saúde de Klatte piorou cada vez mais. Ele faleceu em 1934, num sanatório nas proximidades da cidade de Klagenfurt.

Enquanto o PVC espalhava-se mais e mais no nosso mundo moderno, o seu inventor Fritz Klatte caiu no esquecimento. Só muito tempo depois é que ele recebeu uma única homenagem, através de uma placa fixada na casa onde nasceu e que o denomina de "pioneiro da química dos plásticos". A placa, como não poderia deixar de ser, é de PVC. (Carsten Heinisch /am)

Fonte: DW