quinta-feira, 3 de julho de 2008

Relatório aponta evolução brasileira em C&TI

O cenário para a inovação no Brasil está mudando rapidamente. Orçamentos são cada vez maiores e pesquisadores brasileiros estão na vanguarda da evolução de biocombustíveis e em outras áreas. Atualmente, o Brasil é o 15º maior produtor de publicações científicas, e, em menos de uma década, ocupará o 8º lugar.

Mas, no Reino Unido e no restante da Europa, a capacidade de inovação no Brasil é menos conhecida do que a dos demais países que integram o chamado "Bric", que conta também com China, Índia e Rússia. Então, quais são as reais perspectivas para a ciência, tecnologia e inovação no Brasil durante os próximos dez anos?

Para responder essas e outras questões, a organização inglesa Demos acaba de concluir o documento Brasil: A economia de conhecimento Natural. O relatório, que é fruto de um trabalho de seis meses, é composto de entrevistas com líderes brasileiros, inovadores, cientistas e políticos e foi desenvolvido em parceira com o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE/MCT).

O documento será lançado no próximo dia 8, em Londres, Inglaterra. Na oportunidade o professor Luiz Augusto Horta Nogueira, convidado especial do CGEE, falará sobre Bioenergia no Brasil. Também participam do evento o embaixador do Brasil, Carlos Augusto Santos Neves, e o chefe-executivo do UK Trade and Investiment, Andrew Cahn.

Veja a programação do evento: groups.demos.co.uk/events/theatlasofideas20

Fonte: Agência CT

Direito e Política na Era Espacial

O livro Direito e Política na Era Espacial será um dos temas abordados na tarde do próximo dia 15, durante a 60ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acontece em Campinas (SP).

O autor José Monserrat Filho, chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais do Ministério da Ciência e Tecnologia (Assin/MCT), conta no livro como nasceu a Era Espacial e analisa os principais acontecimentos e avanços ocorridos ao longo dos últimos 50 anos. Ele alerta sobre os riscos da transformação do espaço em "teatro de guerra" e reflete sobre como "estabelecer amplas e sólidas garantias jurídicas de paz e segurança no espaço". O livro foi escrito em dois anos e lançado no final de 2007.

José Monserrat explica ainda que o livro surgiu como tema de estudo e pesquisa, e que o assunto o acompanha desde 1960. Ele lembra que a década de 60 foi um período de grande atividade espacial, inclusive com a corrida à lua entre os Estados Unidos e a então União Soviética. Naquela época, as duas potências, e outros países, já se interessavam em discutir a regulamentação das atividades espaciais, assunto que era restrito aos setores militares. Sobre esse tema, foram reservados dois capítulos.

Quanto à questão do lixo espacial, Monserrat fala da intensificação das atividades espaciais pacíficas e da falta de uma regulamentação da matéria. Preocupado, ele destaca que o espaço hoje está cheio de dejetos, restos de satélites, foguetes, o que cria um perigo de colisões, e pode redundar em uma espécie "apagão". "Os satélites poderiam ser tirados de atividades de uma maneira inesperada, prejudicando os sistemas de telefonia, de televisão, de mapeamentos, ou seja, toda essa gama imensa de atividades espaciais para os povos da Terra", disse.

José Monserrat Filho é um dos maiores especialistas do Brasil em questões espaciais. Ele começou a estudar Direito Espacial em 1960, na então União Soviética. Monserrat é vice-presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial, onde coordena o Núcleo de Estudos de Direito Espacial.

Fonte: Deográcia Pinto / Agência CT

Brasil e Venezuela firmam acordo de cooperação Espacial

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez assinaram recentemente, em Caracas,Venezuela, o acordo Quadro de Cooperação em Ciência e Tecnologia Espacial.

O termo tem o objetivo de impulsionar, fortalecer e concretizar oportunidades de cooperação científico-tecnológica no campo da exploração e utilização do espaço externo com fins pacíficos.

Em cada país foi escolhido um órgão para os propósitos de implementação, avanço e cumprimento do acordo. No Brasil os trabalhos serão realizados pela Agência Espacial Brasileira (AEB), instituição vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Na Venezuela, a responsabilidade será da Agência Bolivariana para Atividades Espaciais (ABAE), órgão subordinado ao Ministério do Poder Popular para a Ciência e Tecnologia.

Estes órgãos devem formar um Comitê Coordenador, composto por três membros, o qual tem a responsabilidade de promover e regulamentar a instrumentação do acordo. O Comitê tem, entre outras atividades, que promover a obtenção de recursos financeiros e de informação necessárias para atender os programas e fomentar a transferência dos resultados dos projetos conjuntos.

O encontro entre Chávez e Lula faz parte das reuniões trimestrais planejadas com a finalidade de fortalecer a integração binacional. A próxima reunião ocorre em setembro próximo.

Fonte: Edilene Silva / Agência CT

Ciclo Cinema & Sociedade (NEI/UFES) para o semestre de 2008/2.

NÚCLEO DE ESTUDOS INDICIÁRIOS - Projeto Cinema & Sociedade

Ciclo: Horário Eleitoral – As Eleições no Cinema

14/08 – “Intervalo Clandestino”, de Eryk Rocha (Brasil: 2006).
Sinopse: O estado de espírito do povo brasileiro diante da realidade social e política do país. O documentário se desenvolve junto à população, no ritmo acelerado do cotidiano. A câmera circula pela malha urbana do Rio de Janeiro e capta uma atmosfera pré-eleitoral contraditória. Em meio ao caos cotidiano a atenção se volta para pessoas comuns de diversas profissões que, através de depoimentos e impressões, tecem comentários e reflexões sobre as perspectivas políticas do país.

21/08 – “Primárias – Kennedy e as Eleições Presidenciais de 1960” (Primary), de Robert Drew (EUA: 1960).
Sinopse: Primary é o registro histórico de momentos decisivos da ascensão do senador John F. Kennedy à presideência dos Estados Unidos. O filme acompanha as eleições primárias que escolheram o candidato do Partido Democrata à presidência, em 1960, quando Kennedy enfrentou o senado Hubert Humphrey. Robert Drew (ex-editor e correspondente da revista Life), utilizando equipamentos de captação de som e imagem portáteis de forma pioneira, revolucionou a linguagem do documentário americano ao abandonar a predominância da narração e as técnicas tradicionais da reportagem. O resultado é o raro retrato íntimo de um dos maiores líderes políticos do século 20.

28/08 – “Crise é o Nosso Negócio” (Our Brand is Crisis), de Rachel Boynton (EUA: 2005).
Sinopse: “Crise é o nosso negócio” narra uma dramática aliança entre política e marketing.
Em seu primeiro filme, Rachel Boynton obtém uma visão impressionante da campanha de Gonzalo Sánchez de Lozada, o "Goni", à presidência da Bolívia em 2002, a partir do trabalho da empresa americana de consultoria de James Carville, famosa por conduzir Bill Clinton ao primeiro mandato na Casa Branca. Contratada para elaborar as estratégias eleitorais de Sánchez de Lozada, a empresa põe em prática técnicas agressivas de manipulação de opinião; o objetivo é reformar a imagem de Goni e virar o jogo na reta final das eleições. Bem-sucedidos, os estrategistas descobrirão, tarde demais, que seu êxito teve um preço alto.
“Crise é o nosso negócio” estuda os riscos da simbiose entre ideologia e marketing para a consolidação da democracia numa nação à beira do colapso. Os direitos de adaptação ficcional do documentário foram comprados por George Clooney.

05/09 – “Entreatos”, de João Salles (Brasil: 2004).
Sinopse: De 25 de setembro a 27 de outubro de 2002, a pequena equipe de Entreatos acompanhou de perto a campanha de Luís Inácio Lula da Silva à presidência da República. O filme revela os bastidores de um momento histórico através de material exclusivo, como conversas privadas, encontros familiares, reuniões estratégicas, telefonemas, traslados e gravação de programas eleitorais. Foram 240 horas de registro em vídeo. Todo o material filmado era imediatamente guardado em cofres; nenhum fragmento foi divulgado até a finalização do filme, já em 2004. Na edição, os realizadores concentraram-se nas cenas mais reservadas da campanha, aquelas testemunhadas apenas pela equipe do filme. Entreatos foi lançado nos cinemas junto com Peões, documentário em que Eduardo Coutinho retrata personagens que militaram com Lula nas greves do ABC, sem no entanto terem se tornado famosos. Os dois filmes enriquecem mutuamente e formam um desenho inédito da história brasileira contemporânea. (Livraria da Travessa)

12/09 – “O Voto é Secreto” (Raye Makhfi) de Babak Payami (Irã: 2001).
Sinopse: Uma urna de eleições cai do céu presa em um pára-quedas. Esse surreal acontecimento vai transformar a vida de um soldado que cumpre suas funções em uma praia deserta. Para seu espanto, logo depois chega a responsável pela urna, uma funcionária da justiça eleitoral encarregada de recolher os votos daquela comunidade. Este dia realmente não será como os outros. O soldado deverá acompanhá-la em seu jipe. Ao final do dia, vai perceber que uma eleição pode ser mais interessante do que ele poderia imaginar.

19/09 – “Eleição” (Election), de Alexander Payne (EUA: 1999).
Sinopse: Uma aparentemente inofensiva eleição para presidente do corpo estudantil de escola Carver torna-se uma batalha entre jovens e adultos, onde o caráter de cada um é revelado da maneira desconcertante, seja o pacato professor Jim McAllister, a ambiciosa aluna Tracy Flick, rebelde Tammy Metzler, entre outros personagens da história.

26/09 – “Vocação do Poder”, de Eduardo Escorel e José Jofily (Brasil: 2005).
Sinopse: Qual o atrativo de uma carreira política? Essa é uma das perguntas feitas por Vocação do Poder. Para tentar responder, a equipe acompanhou seis candidatos a vereador na eleição do Rio de Janeiro em 2004. O documentário traça um panorama das campanhas de cada personagem e do processo eleitoral - desde as convenções partidárias, passando pelo trabalho nas ruas, e apuração dos votos até a reação dos eleitos e dos derrotados depois de conhecido o resultado.

Serviço:
Quintas-feiras, das 19 às 22h.
Local: CCHN/UFES
Público – Alvo: Estudantes de Ciências Sociais e público em geral.
Coordenador: Prof. Mauro Petersem Domingues (DCSO/UFES)
Serão conferidos certificados de participação para os presentes aos filmes e debates.

Fonte: Coordenação do Ciclo

Inpe afirma que o rio Amazonas tem 6.992 quilômetros de extensão, 140 a mais que o rio Nilo

Amazonas deixa Nilo para trás
Os livros de geografia precisam ser alterados. Maior rio do mundo em volume de água, o Amazonas agora pode ser considerado também o maior em extensão, com 140 quilômetros a mais que o rio Nilo, na África.

Novas medições realizadas por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam que o Amazonas tem 6.992 quilômetros de extensão desde sua nascente no sul do Peru até sua foz, no Pará. O Nilo tem 6.852 quilômetros desde a nascente, no Burundi, até o delta no Egito. Ou seja, 140 quilômetros – ou meros 2% – a menos.

A metodologia utilizada no trabalho, coordenado por Paulo Roberto Martini, da Divisão de Sensoriamento Remoto do Inpe, combinou imagens de duas fontes diferentes para medir o rio Amazonas: foram empregados mosaicos Geocover – gerados a partir de dados do satélite Landsat 5 – e imagens do Modis, um sensor de grande campo instalado em duas plataformas da Nasa, a agência espacial norte-americana.

Segundo Martini, a combinação das duas fontes serviu para garantir a precisão das medidas. O Modis tem resolução espacial de 250 metros de pixel, isto é, “enxerga” grandes quadrados de mil quilômetros de lado. Os mosaicos Geocover têm resolução de 25 metros de pixel, cobrindo áreas de 180 x 180 quilômetros. A combinação associou a alta resolução à grande abrangência.

“Utilizamos as imagens de alta resolução do Geocover para calibrar as de baixa resolução. Com isso, a imagem do Modis teve precisão cartográfica equivalente à de uma resolução dez vezes menor. A diferença entre as medidas ficou abaixo de um pixel do sensor Modis: um erro de apenas 250 metros em quase 7 mil quilômetros”, disse Martini.

De acordo com o pesquisador, a mesma metodologia também foi utilizada para medir o Nilo e pode ser aplicada para qualquer grande rio do planeta coberto por imagens Modis, o sensor instalado em dois satélites da Nasa, que emite imagens diárias.

“O Inpe instalou uma estação em Cuiabá, que cobre toda a região do rio Amazonas, recebendo um link direto das imagens do Modis e disponibilizando-as abertamente na internet. No caso do Nilo não foi tão simples, porque cada parte do rio é coberta por uma estação diferente”, explicou.

Segundo Martini, a interpretação dos dados foi feita diretamente sobre a imagem na tela do Spring, um software de geoprocessamento desenvolvido no Inpe. “Embora a Nasa disponibilize as imagens abertamente, para utilizá-las a fim de medir os rios é preciso ter um bom background de sensoriamento remoto e cartografia. Desde 1990 o Inpe estuda o rio Amazonas por meio de tecnologias derivadas do Programa Espacial Brasileiro”, afirmou.

Nascente peruana
De acordo com Martini, a diferença da extensão do rio Amazonas em relação ao que foi registrado anteriormente não se deve apenas à metodologia empregada, mas também a um fator conceitual.

“Há duas maneiras de medir um rio. Uma delas é buscar uma hierarquia, seguindo o tributário [afluente] que tem maior fluxo d’água. Por esse critério, o Amazonas já era o maior. A outra maneira é medir as vertentes mais distantes de onde a água está fluindo, ainda que tenham menos água. Por esse critério, só agora descobrimos que o rio é o mais longo”, apontou.

Segundo o pesquisador do Inpe, as vertentes mais distantes do rio, onde se iniciaram as medidas, só foram cientificamente definidas na expedição às nascentes organizada pela produtora RW Cine, em junho de 2007, que reuniu pesquisadores do Instituto Geográfico Militar do Peru, da Agência Nacional de Águas (ANA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do próprio Inpe.

“O registro cartográfico e ecológico dessa expedição teve um suporte importante das imagens da câmera CCD do satélite sino-brasileiro CBERS e da plataforma Google Earth. Os dados foram integrados pelo representante do Inpe na expedição, o pesquisador Oton Barros”, disse.

A equipe da expedição comprovou cientificamente que o ramo nascente do rio Amazonas é o rio Apurimac, no altiplano da cordilheira ocidental dos Andes, descendo pela cordilheira oriental e formando o rio Ucayalli, na planície peruana. Já o Nilo começa no Burundi, antes de chegar ao lago Vitória, entre Uganda, Quênia e Tanzânia.

Mais informações: www.inpe.br

Fonte: Fábio de Castro / Agência FAPESP

R$ 180 milhões para projetos de nanotecnologia

O ministro da Ciência e Tecnologia (MCT), Sergio Rezende, garantiu ontem (2) que há recursos da ordem de R$ 30 milhões para serem aplicados no desenvolvimento de programas de nanotecnologia, ainda este ano. "São verbas que aguardam por indicação de onde serão aplicadas. Nos próximos três anos são mais R$ 150 milhões", acrescentou o ministro na primeira reunião do Comitê Consultivo para a Área de Nanotecnologia, realizada no Ministério.

Rezende destacou que, com o passar dos anos, foi formada uma rede do setor de nanotecnologia para facilitar a captação de recursos. Entretanto, chamou atenção para que essas iniciativas sejam melhor administradas e funcionem de fato como uma rede integrada. "Em alguns casos não foi formada uma rede, mas, sim, um conglomerado de unidades", ressaltou.

De acordo com o ministro, o MCT, a partir de 2005, canalizou recursos para redes regionais de nanotecnologia, ancoradas no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF/MCT) e no Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene/MCT), o que possibilitou a continuidade dos programas.

O secretário de Política e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (Seped/MCT), Luiz Antonio Barreto de Castro, ressaltou que os recursos voltados para o setor estão garantidos e pediu aos membros do Comitê Consultivo para a Área de Nanotecnologia que busquem uma diretriz para a formalização das redes. "Se for a decisão desse conselho a criação e investimento em uma rede nacional, que esta traga resultado importantes para o País", disse.

O Comitê Consultivo para a Área de Nanotecnologia se reuniu ontem para debater assuntos como a interação entre empresas e grupos de pesquisa no setor e a elaboração de um documento do programa de nanotecnologia.

Fonte: Agência CT

Salgadinho de Milho com propriedades funcionais ganha o primeiro lugar do Prêmio Henri Nestlé de Nutrição e Saúde

Development and assessment of acceptability and nutritional properties of a light snack


Mais qualidade no pacotinho
O desenvolvimento de um salgadinho de milho com propriedades funcionais rendeu a Vanessa Capriles, pesquisadora da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP), a primeira colocação do Prêmio Henri Nestlé de Nutrição e Saúde na área de Tecnologia e Bioquímica de Alimentos, entregue no dia 20 de junho.

O grande avanço do trabalho Desenvolvimento de snack que associa conveniência a saúde, que é um dos desdobramentos da tese de doutorado da nutricionista, que conta com apoio da FAPESP, está na composição do novo produto, sobretudo em relação aos teores de 0,1% de lipídios (gordura) e 15,3% de fibra alimentar.

“O salgadinho funcional apresenta, em média, redução de 34% de seu valor calórico comparado aos salgadinhos similares comercializados no país, que apresentam cerca de 22% de lipídios e 2% de fibras alimentares”, disse Vanessa, pesquisadora do Departamento de Nutrição da FSP.

O alimento foi desenvolvido por meio da substituição do veículo lipídico utilizado na sua aromatização por uma solução enriquecida com duas fibras alimentares, a inulina e a oligofrutose, ingredientes com ação prebiótica (que contribuem para o equilíbrio da flora intestinal) reconhecidamente comprovada na literatura científica.

“Os snacks de milho são produzidos pelo processo de extrusão, responsável pelo volume e crocância desses produtos. Após esse processamento inicial, que deixa o produto com gosto de farinha, ele passa por uma etapa de aromatização para ser aceito ao consumo”, explicou.

O problema é que para fixar os aromas nos snacks tradicionais são utilizados óleos e gorduras em alta quantidade. No mercado, segundo Vanessa, há uma variação de 20% a 40% de gordura na composição desses produtos. “O novo procedimento se concentra nessa etapa de aromatização, à medida que desenvolvemos abordagens que não necessitam da adição de gordura ao snack, adicionando fibras no lugar”, disse.

Segundo ela, os resultados do trabalho permitem a utilização das alegações “light”, “isento de gordura” e “fonte de fibra” para o novo snack, de acordo com a legislação brasileira para rotulagem de alimentos estabelecida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“De acordo com a legislação brasileira, para ser rotulado como light o produto deve ter uma redução calórica de, pelo menos, 25% em relação ao convencional, enquanto o nosso teve 34%”, disse.


Boa aceitação sensorial
A pesquisadora avaliou o impacto da substituição da gordura pelas fibras na composição, digestibilidade do amido e aceitação sensorial do produto com o auxílio de uma escala estruturada de nove pontos aplicada em 42 consumidores.

O snack apresentou o mesmo índice de aceitação no que diz respeito ao sabor e “crocância” dos snacks semelhantes vendidos no mercado. “Ele é praticamente idêntico ao produto comercial, além de ser versátil e poder adquirir diferentes formatos e receber qualquer tipo de sabor”, afirmou.

Um pedido de patente do produto foi depositado pela USP junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). “Estamos prontos para transferir a tecnologia para empresas interessadas. Temos uma companhia na região Nordeste que tem interesse em introduzir o snack na merenda de escolas da região”, disse Vanessa.

Segundo a Agência USP de Inovação, foi aberto um edital de licenciamento para exploração do salgadinho enriquecido, cujos contratos serão realizados regionalmente (Norte, Sul, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste) e apenas a empresa ganhadora poderá produzir e comercializar produtos com a tecnologia em cada uma das regiões.

Esse modelo de licenciamento foi idealizado com o objetivo de garantir uma maior cobertura em todo território nacional e atende a necessidades específicas de distribuição desse segmento de negócio.

No Prêmio Henri Nestlé, Vanessa Capriles recebeu troféu, certificado e viagem para a Suíça com todas as despesas pagas. Os co-autores do trabalho, a pesquisadora Rosana Soares e o professor do Departamento de Nutrição da FSP José Alfredo Arêas, que orientou o trabalho, receberam um notebook cada um.

O prêmio da Nestlé Brasil tem apoio de entidades como a Associação Brasileira de Nutrologia, Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição, Sociedade Brasileira de Ciência e Tecnologia de Alimentos e Sociedade Brasileira de Pediatria.

Veja o artigo Desenvolvimento e avaliação da aceitabilidade e das propriedades nutricionais de um snack light no link .

Fonte: Thiago Romero / Agência FAPESP

Brasil e Japão celebram acordos nas áreas de biomassa e biotecnologia

Delegações brasileiras e japonesas, representando instâncias do governo, instituições de pesquisa e empresas de setores públicos e privados se reuniram, nesta quarta-feira (2), em Brasília, para assinar acordos que permitirão a ambos países desenvolver projetos conjuntos de pesquisa técnica na área de biomassa e de biotecnologia. Os acordos também permitem investimentos mais expressivos para o aumento do comércio bilateral – com destaque para a exportação de etanol para os japoneses.

Na ocasião, os ministros da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, encontraram-se com o ministro da Economia, Comércio e Indústria do Japão, Akira Amari, que considerou a parceria como uma demonstração de compromisso do Brasil na busca de novas tecnologias e na consolidação do Brasil na posição de destaque no mercado mundial de bioetanol.

Também participaram da reunião representantes dos ministérios das Relações Exteriores (MRE), da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), do Meio Ambiente (MMA), do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), da Petrobras, da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) e da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), entre outras instituições e empresas dos dois países.

Altamente dependente do petróleo, o Japão prevê que até 2015 deve diminuir essa dependência graças a um projeto nacional para a produção de bioetanol a base de celulose e, ao mesmo tempo, do aumento da compra de bioetanol do Brasil. A reunião de hoje concretizou, por meio da assinatura de um acordo técnico, uma parceria entre a Rede Bioetanol do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), representado pelo Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e o Centro de Pesquisas em Biomassa do Japão (AIST). Com o objetivo de aproveitar a palha e o bagaço de cana, as duas instituições desenvolvem em parceria pesquisas com enzimas que barateiam de maneira significativa o custo de produção de etanol.

Combustível seguro e certificado
Brasileiros e japoneses salientaram que o etanol produzido no Brasil descarta danos ambientais e em nada ameaça a produção de alimentos. A qualidade do produto a partir de programas de certificação também mereceu destaque. O presidente do Inmetro, João Jornada, falou sobre programas de certificação do etanol que são desenvolvidos no Brasil, em cooperação com instituições internacionais.

No encontro, o ministro Rezende lembrou que apenas 1% das terras cultiváveis do País é usado para o plantio de cana-de-açúcar, reforçando que a produção de bioetanol é totalmente compatível com a política de segurança alimentar e ambiental. O ministro Akira Amari acrescentou que o Japão reconhece o caráter sustentável do etanol brasileiro e que o seu governo vê com muito interesse a perspectiva de importar esse produto também por causa da estabilidade do preço com relação ao petróleo.

Na prática, esse voto de confiança se traduziu na assinatura de um acordo comercial entre a empresa Copersucar e a japonesa Japan Biofuels Supply LLP, que prevê o fornecimento anual de 200 milhões de litros de etanol ao Japão. O produto será utilizado na fabricação de bio-ETBE, mistura de etanol à gasolina.

Os acordos técnico-científicos firmados hoje resultam de uma missão coordenada pelo MCT que em 2006 levou ao Japão representantes da área de biomassa e biotecnologia para identificar parceiros potenciais para cooperação bilateral. A missão teve representantes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Rede de Bioetanol, que engloba o trabalho de três grupos de pesquisa da UFRJ.

Fonte: Agência CT

Prêmio México de Ciência e Tecnologia 2008

As inscrições para o Prêmio México de Ciência e Tecnologia 2008 estão abertas até o dia 31 de outubro. Promovido pelo governo do México, o prêmio tem o objetivo de prestigiar o trabalho científico e tecnológico realizado por pesquisadores ativos, residentes em países da América Latina, Caribe e Península Ibérica.

Lançado em 1990, pela presidência da república mexicana, o prêmio, no valor de 560 mil pesos (cerca de R$ 86 mil), será concedido a um pesquisador de reconhecido prestígio profissional que tenha contribuído de forma significativa para o conhecimento científico universal, para o avanço tecnológico ou para o desenvolvimento das ciências sociais; que tenha se destacado pelo impacto internacional das suas contribuições, ou por sua contribuição para a formação de recursos humanos.

Os candidatos deverão residir em alguns dos países da América Central, da América do Sul, do Caribe, da Espanha ou de Portugal. Não serão aceitas candidaturas de cidadãos mexicanos. O candidato deverá ser indicado por uma instituição científica, tecnológica e/ou acadêmica.

O pesquisador vencedor deverá apresentar uma série de palestras em instituições de ensino superior e de pesquisa científica e tecnológica do México, durante o período de uma semana, a partir do dia da cerimônia de premiação.

Mais informações: www.ccc.gob.mx ou telefone (61) 3322-2171.

Fonte: Agência FAPESP

Cnen lança Portal do Conhecimento Nuclear

O Centro de Informações Nucleares (CIN), da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), desenvolveu o Portal do Conhecimento Nuclear, que reúne na internet as principais fontes de informação da área.

O portal traz na seção Pontos Focais, a visão temática dos sites relativos a assuntos selecionados e de amplo interesse dentro das aplicações da ciência e tecnologia nuclear. Entre os diversos Pontos Focais estão Aplicações Nucleares na Área Médica, Aplicações Nucleares no Meio Ambiente, Ciências dos Materiais e Tecnologias de Suporte e Fusão Nuclear.

A página principal do site destaca notícias consideradas mais relevantes e dá acesso ao conjunto completo de notícias divulgadas por cada site por meio de RSS. Esse recurso possibilita aos usuários o acesso às notícias da área nuclear com a visita a um único site.

A seção Páginas Amarelas é formada por um catálogo de fornecedores de serviços e produtos da área nuclear.

Mais informações: portalnuclear.cnen.gov.br

Fonte: Agência FAPESP

Exposição: Saúde e Medicina no Brasil e Portugal – 200 anos

Na próxima segunda-feira (7/7) será inaugurada no Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro, a exposição Saúde e Medicina no Brasil e Portugal – 200 anos, que integra as comemorações da chegada de D. João VI ao Brasil.

Dentro das atividades haverá também um simpósio internacional que reunirá as academias nacionais de saúde dos dois países.

Organizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o simpósio trará na programação discussões sobre as políticas nacionais de saúde no Brasil e em Portugal; aspectos históricos sobre a medicina na metrópole portuguesa e no Brasil colônia; características sobre as Academias Nacionais de Medicina do Brasil e Portugal; e cooperação em saúde entre os dois países.

A abertura das comemorações da chegada da corte de D. João VI ao Brasil contará com os ministros da saúde do Brasil, José Gomes Temporão, e de Portugal, Ana Jorge.

A exposição tem curadoria geral de Helena Severo, projeto dos arquitetos Chicô Gouveia e Maurício Dantas e apoio do governo do Estado do Rio de Janeiro, do Ministério da Saúde, da Fiocruz, da Academia Nacional de Medicina e do Museu Histórico Nacional.

Mais informações: www.fiocruz.br

Fonte: Agência FAPESP

SENGE realiza Encontro Regional de Vitória



Fonte:Senge