segunda-feira, 30 de junho de 2008

4º Curso Regional para Guardaparques de America Latina - ARGENTINA

Estan abiertas las inscripciones para este curso, que tiene dos meses de duración y se dicta en el Centro de Formación y Capacitacion en Areas Protegidas de APN - Argentina.

Esta dirigido a Guardaparques en funciones, estatales y de ONGs, y que se desempeñan con funciones en el terreno (requisito imprescindible).

La mayoria de las vacantes son con becas totales (viaje internacional, alojamiento, comida, etc.), y otras sin beca que deben cubrir sus costos y tambien para postulantes nacionales de Argentina.

Pueden entrar en http://www.capacitacionapn.com.ar/

El formulario II con los datos personales de
www.capacitacionapn.com.ar/cfycap/paginas/formulario%20III%20-%20Compromiso%20Institucional.doc


Por mas informaciòn escriban a centrocapacitacion@apn.gov.ar , si quieren, con copia a mi, pues soy uno de los creadores del curso y docente en varias materias.

Por favor difundirlo con otros colegas de la Región.

Saludos
Gpque. Téc. Daniel Paz Barreto
Director General de Conservacion de Areas Protegidas - Chubut, Argentina

Exportação de soja convencional, orgânica e transgênica para a União Européia - Eureka

Prezados!

Gostaria de obter informações sobre exigências legais (Decretos, IN ...) para a exportação de soja convencional, orgânica e transgênica para a União Européia, bem como quais os organismos certificadores.

Obrigada.
Andréia Claudino
Unidade de Apoio a Projetos - Inovação e Tecnologia
Sebrae Paraná

Pesquisa da UFRJ busca novas formas de desenvolver biocombustíveis

Com o encarecimento dos combustíveis derivados do petróleo, torna-se de fundamental importância para a sociedade o desenvolvimento de fontes alternativas de produção de energia. O Brasil é hoje o maior produtor mundial de etanol a partir da cana-de-açúcar, fator que impulsiona de maneira decisiva a economia nacional. Entretanto, o percentual de aproveitamento deste vegetal ainda pode ser aumentado, e muito. Pesquisadores do Laboratório de Ecologia Molecular, do Instituto de Microbiologia da UFRJ, estudam formas de melhorar a eficiência da produção destes biocombustíveis.

"Atualmente, quando extraímos o caldo da cana, utilizado pelas leveduras para produzir o etanol, aproveitamos somente um terço da planta. Os outros dois terços, correspondentes ao bagaço, são descartados ou sub-aproveitados. Porém, este material é bastante rico em celulose, e estamos estudando a possibilidade de utilizá-lo também. Os sistemas de obtenção de celulose hoje em dia não funcionam muito bem, pela falta de conhecimento científico na área. Esse aproveitamento trará diversas vantagens, como o barateamento da produção, aumento da eficiência do plantio e, conseqüentemente, aumento também da competitividade no mercado externo. Praticamente 100% da cana poderá ser transformada em bioetanol", explica Alexandre Rosado, professor do Instituto e coordenador do laboratório.

Este trabalho é parte da tese de mestrado do aluno André Castro, orientado pelos professores Alexandre Rosado, Rosalie Coelho (do Instituto de Microbiologia) e Elba Bon (do Instituto de Química).

Intestino de peixes
Há dois anos, o grupo liderado por Alexandre começou a estudar a diversidade microbiana do intestino de peixes da família dos cascudos. Foram selecionadas espécies presentes no estado do Rio de Janeiro, em rios da Mata Atlântica. Esses animais se alimentam basicamente de matéria orgânica vegetal. Os pesquisadores se interessaram em estudar bactérias do intestino desses peixes capazes de quebrar a celulose, uma molécula longa e dura, e um dos principais constituintes das plantas.

Para degradar a celulose, os peixes necessitam manter uma associação simbiótica com bactérias que vivem em seu intestino. “Graças a estes microrganismos, chamados celulolíticos, eles são capazes de viver à base desta matéria orgânica vegetal. Essa relação de simbiose não existe apenas nos peixes. Os cupins, por exemplo, só conseguem “comer” a madeira porque possuem microrganismos capazes de quebrar a celulose. Se estas bactérias fossem removidas, o cupim morreria de fome”, destaca o professor.

A idéia dos pesquisadores, então, foi buscar um arsenal de bactérias novas e não estudadas. Hoje em dia, somente de 1% a 10% dos microrganismos são conhecidos, e isto limita bastante as possibilidades de desenvolvimento científico. “Sempre devemos buscar coisas novas, enzimas melhores ou combinações mais eficientes, algo que estamos tentando desenvolver agora”, frisa Alexandre.

O grupo já separou para estudo duas espécies de bactérias. Elas foram selecionadas por produzir muita celulase, enzima que quebra as partículas de celulose em partes menores. A próxima etapa é caracterizar bioquimicamente os diferentes tipos de celulase, avaliando formas de combiná-los para aumentar a eficiência da quebra da celulose.

Bromélias
Outra pesquisa desenvolvida no laboratório estuda os microrganismos presentes na água de bromélias. A aluna Flávia Lima desenvolveu uma dissertação de mestrado neste tema, em parceria com o professor Fábio Araújo, da UERJ. “Trabalhamos com duas espécies da plantas, uma delas existente apenas no estado do Rio de Janeiro, na Serra da Tiririca. As bromélias formam um pequeno ‘copinho’ em seu interior. Dentro dela, existe uma concentração muito grande de microrganismos do entorno, que ainda não foram devidamente estudados. É importante ressaltar que, nesta análise, usamos as técnicas da biologia molecular e também da microbiologia, como por exemplo, amplificação de seqüências de DNA específicas, DGGE e seqüenciamento de DNA , que permite a identificação de diferentes microrganismos em uma amostra”, explica Alexandre.

Tanto nas bromélias quanto no intestino dos peixes, foram descobertas grandes quantidades de novos microrganismos. Existe, portanto, um potencial imenso nesta área.

"No momento atual, não tenho a menor dúvida de que o grande diferencial na obtenção do bioetanol mais barato virá da microbiologia. Essa busca de microrganismos que produzam enzimas celulases trará inúmeras possibilidades para o desenvolvimento de novos combustíveis. Será possível, no futuro, fazer combinações de diferentes celulases para aumentar a eficiência do processo de produção do etanol", finaliza o professor.

Fonte: Priscila Biancovilli / Olhar Vital

Resultados finais do “Colóquio 2010-2020: Um período promissor para o Brasil”

Questões críticas
Na década que se iniciará em 2010, o Brasil, se fizer mudanças estruturais, poderá avançar substancialmente em ciência e tecnologia, crescimento econômico, distribuição de renda e preservação da natureza. Mas até lá, de acordo com o físico José Goldemberg, duas prioridades se destacam: definir estratégias para enfrentar os problemas da Amazônia e aumentar a participação das universidades no desenvolvimento.

A análise foi feita durante o “Colóquio 2010-2020: Um período promissor para o Brasil”, encerrado na última quinta-feira (26/6), em São Paulo. O evento homenageou os 60 anos de atuação profissional de Goldemberg.

O colóquio foi uma realização da Academia Brasileira de Ciências (ABC), da FAPESP, da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), da Sociedade Brasileira de Física (SBF) e de diversas unidades da Universidade de São Paulo (USP).

Segundo Goldemberg, durante os debates especialistas abordaram temas como desenvolvimento sustentável, energias renováveis, universidade, tecnologia e meio ambiente. O resultado, uma série de prognósticos e sugestões para os próximos anos, deverá ser convertido em um documento. Os debates gerarão textos que serão publicados em uma edição especial do Jornal da USP.

“A finalidade do simpósio era traçar balizas para o futuro do Brasil. Acredito que algumas das sugestões mais criativas e importantes estiveram relacionadas ao papel da universidade no desenvolvimento do país e às estratégias para enfrentar os problemas da Amazônia”, disse Goldemberg à Agência FAPESP.

O debate em torno do papel da universidade no desenvolvimento concluiu que ela precisará contribuir com a melhora do ensino básico, além de repensar seu modelo institucional e criar novas redes de conhecimento.

“É preciso manter a defesa do mérito e da qualidade. Seria trágico que a USP, por exemplo, procurasse passar dos atuais 70 mil estudantes para 350 mil, a exemplo da Universidade do México. Ela perderia a qualidade que a caracteriza”, afirmou.

Segundo o professor, se as recomendações feitas pelos debatedores forem seguidas, a universidade será capaz não apenas de gerar tecnologia, mas também idéias que influirão decisivamente nos rumos da sociedade.

Outro ponto alto do debate, segundo ele, foi a discussão sobre a Amazônia, cujos problemas deverão ser enfrentados de duas maneiras: pela agricultura familiar, com atendimento ao pequeno fazendeiro, e pelo agronegócio.

“Ao que tudo indica, o agronegócio é o principal responsável pelo desmatamento na Amazônia. Temos que incentivar a agricultura familiar, como já começou a ser feito. Acontece que há 25 milhões de pessoas na Amazônia e nem todas vão viver da agricultura familiar. No evento, foram dadas sugestões interessantes para combinar essas realidades”, apontou.

Segundo Goldemberg, entre as principais sugestões estão a implementação do zoneamento ecológico-econômico e da regularização da posse da terra, com o objetivo de acabar com os procedimentos que têm generalizado o uso gratuito da terra.

“Alguns sugerem que os problemas da Amazônia poderiam ser resolvidos com mais ênfase em pesquisa científica. Eu não compartilho dessa visão. Acho que regularizar a posse da terra na região é muito mais importante no momento”, salientou.

Descompassos científicos
Segundo Goldemberg, embora não sejam suficientes para resolver os problemas amazônicos, os avanços científicos serão fundamentais para o país. Opinião semelhante foi defendida durante o debate de encerramento pelo presidente da FAPESP, Celso Lafer, em relação à formação de recursos humanos para pesquisa.

“A capacitação científica e tecnológica é uma variável crítica para uma sociedade poder ter um papel no controle do seu próprio destino e é um objetivo atingível para um país como o Brasil”, disse Lafer, que também é professor titular do Departamento de Filosofia e Teoria Geral do Direito da Faculdade de Direito da USP.

De acordo com ele, investimentos estatais garantiram para o Brasil uma base acadêmica para a pesquisa que é, em muitos setores, competitiva internacionalmente. “Formamos quase 10 mil doutores por ano e publicamos anualmente mais de 17 mil artigos em periódicos científicos. A produção científica do Brasil passou de 0,4% do total mundial em 1980 para 1,7% em 2007”, ressaltou.

Mas, embora a existência da capacidade acadêmica e pessoal qualificado tenha estimulado o desenvolvimento nacional, Lafer observa um descompasso entre a capacidade acadêmica e a tradução dessa capacidade na criação de conhecimento e tecnologia no setor produtivo.

“Um indicador disso é o pequeno número de patentes registrado pelas empresas brasileiras por agências de patentes dos principais centros econômicos mundiais. As 90 patentes criadas no Brasil e registradas nos Estados Unidos em 2007, representam apenas 0,06% do total ali registrado, sendo que temos 1,7% da produção de ciência do mundo. Esse é um descompasso a ser superado”, disse.

O descompasso também ocorre no âmbito regional, com uma extrema concentração da ciência no Estado de São Paulo, que responde por mais de 50% dos artigos publicados no país, com 30% dos cientistas ativos.

“Do 1,70% dos artigos científicos brasileiros publicados nos Estados Unidos, 0,90% provém do Estado de São Paulo; de 0,06% de patentes brasileiras registradas nos Estados Unidos, 0,03% provém de São Paulo. Temos, portanto, do ponto de vista de equilíbrio federativo em matéria de capacitação, um tema a ser trabalhado para o futuro”, afirmou.

Economia e energia
O diretor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP, Carlos Azzoni, analisou as discussões em torno da superação da capacidade limitada de crescimento econômico do Brasil.

“Para termos uma década promissora quanto ao crescimento econômico é preciso compreender que o Estado investidor do passado não existirá mais. O Estado deverá, a partir de agora, assumir um papel indutor, favorecendo as condições para a geração de investimentos privados”, disse.

Azzoni destacou também a necessidade de manter políticas de redução das desigualdades sociais. “Não é possível que se tenha qualquer ilusão de que a desigualdade possa ser superada pelo livre funcionamento do mercado. Precisamos manter os programas sociais que ultimamente têm apresentado excelentes resultados”, disse.

José Aquiles Grimoni, diretor do Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE), da USP, indicou as propostas debatidas em relação ao desafio das energias renováveis. Segundo ele, as discussões sugerem um maior foco em inovação, melhor preparação de recursos humanos, maior diversificação de fontes de energias – como a eólica e a fotovoltaica – e a adequação de tarifas considerando a sustentabilidade.

Ele afirma ainda que será preciso rever a primeira fase do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa). “Alguns empreendedores conseguem a licença para exploração das energias renováveis e depois tentam vendê-las a outros empresários, o que é evidentemente inaceitável”, disse.

Grimoni recomenda ainda a adoção de políticas mandatórias para energias renováveis e eficiência energética e o planejamento estratégico com foco nos usos finais. “Uma das conclusões importantes é que investir em eficiência e racionalização é muito mais barato do que investir em novas matrizes energéticas. Foi importante também a distinção feita pelo professor Goldemberg entre racionalização e racionamento: não é preciso que ninguém deixe de usar a energia, basta usá-la mais racionalmente”, afirmou.

Fonte: Fábio de Castro /Agência FAPESP

LNLS recebe propostas para edição do Activity Report 2007

Já está disponível o link de acesso para a submissão de reports para a edição do Activity Report 2007, que é uma publicação do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS/MCT).

Com a publicação são divulgados os trabalhos realizados com o uso da infra-estrutura do campus. As contribuições serão recebidas até o dia 15 de agosto deste ano, com referência aos trabalhos realizados no LNLS até o dia 31 de dezembro de 2007. Reports de pesquisas realizadas em 2005 e 2006, ainda não publicados em edições anteriores do Activity Report, também poderão ser incluídos na edição de 2007.

Veja como participar no site: www.lnls.br/

Fonte: Agência CT

CBPF apresenta o colóquio ""Desfazendo Mitos" com José Israel Vargas

DESFAZENDO MITOS: UMA VISÃO DESASSOMBRADA DO PROGRESSO
Ex-ministro de Estado de Minas e Energia, ex-secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, embaixador da Delegação Permanente do Brasil junto a UNESCO e Membro da Academia Brasileira de Ciência e do Conselho de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento da Organização das Nações Unidas - ONU, José Israel Vargas é o próximo convidado da Série de Colóquios do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), na próxima terça, dia 1º de julho.

Com o tema "Desfazendo Mitos", Vargas vai analisar como "progresso" e "sustentabilidade", entre outros mitos, ocupam um lugar e desempenham uma função nas sociedades modernas e, especialmente, nas políticas de desenvolvimento do país, tomando como exemplos questões como a ocupação do cerrado brasileiro, a internacionalização da Amazônia, e a explosão e o caótico crescimento de grandes cidades brasileiras, como São Paulo.

Considerado uma das maiores autoridades mundiais em assuntos relacionados à energia nuclear e a políticas de desenvolvimento tecnológico, José Israel Vargas é referência internacional, com estudos adotados por várias universidades em todo o mundo.

O Colóquio "Desfazendo Mitos" vai se realizar no Auditório do 6º andar da sede do CBPF, Rua Dr. Xavier Sigaud, 150 (próximo ao Rio Sul), às 16 horas.

Fonte: Dayse Lima / CBPF

Neai - Ufam reúne pesquisas sobre povos indígenas da Amazônia

Pesquisa sobre Amazônia será reunida
Por Pouca gente já ouviu falar nos povos indígenas da família lingüística Arawá, habitantes da região do médio Purus. Um número ainda menor conhece os trabalhos de Curt Nimuendaju (nascido Kurt Unkel, na Alemanha, em 1883, e naturalizado brasileiro. Morreu em 1945) sobre os Apinayés ou os Timbira orientais, marcos dos estudos etnográficos no Brasil.

Informações dessa natureza começam a se tornar mais acessíveis ao público em geral. Um projeto de pesquisa produzido por professores do Núcleo de Estudos da Amazônia Indígena (Neai), vinculado ao Programa de Pós-Graduação de Antropologia Social (PPGAS), da Universidade Federal do Estado do Amazonas (Ufam), está fazendo um mapeamento das atividades das instituições e da produção bibliográfica relacionadas aos povos indígenas e disponíveis no estado.

O coordenador do projeto, Gilton Mendes, professor do Departamento de Antropologia da Ufam, explica que o trabalho consiste em levantamento de acervo bibliográfico, organização de ficha catalográfica, criação de banco de dados e sistematização de informações, por meio de um conjunto de softwares denominado Sistema de Informações Geográfica (SIG), o que permitirá à população a coleta, armazenamento, edição e visualização de dados a partir de mapas temáticos.

“A intenção é reunir o máximo possível de informações, espalhadas em acervos reais e virtuais, e organizá-las nesse sistema, que possibilitará às pessoas identificarem a localização em que cada pesquisa foi desenvolvida”, explicou.

Segundo Mendes, o projeto, intitulado “Amazônia Indígena”, conta com recursos da ordem de R$ 26 mil provenientes do Programa de Infra-Estrutura para Jovens Pesquisadores – Programa Primeiros Projetos (PPP), resultante de convênio entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Em pouco mais de seis meses de atividade, o grupo já coletou em torno de 1,4 mil títulos, entre os quais livros, artigos, CDs, DVDs, monografias, dissertações e teses, a partir de levantamento em bibliotecas, acervos particulares e núcleos de pesquisas, bancos de teses e outros. “O resultado está sendo surpreendente. Superamos a expectativa inicial de capacidade e velocidade de coleta dos títulos bibliográficos”, afirmou.

Mesmo em se tratando de dados parciais, Mendes adianta algumas constatações. Uma delas indica que a maior parte das obras coletadas é caracterizada pela multidisciplinaridade. Outro dado importante é que o alto rio Negro concentra o maior número de trabalhos produzidos.

“Enquanto o alto rio Negro apresenta um volume significativo de produção, maior do que qualquer outra região amazônica, algumas calhas do Solimões se caracterizam por um vazio bibliográfico”, lamentou Mendes, que atribui o fato, entre outras causas, a maior presença institucional na região em relação a outras. “A pesquisa tem demonstrado, até o momento, que a atuação institucional e a produção científica andam juntas.”

O material coletado até agora está em processo de análise para elaboração do primeiro relatório parcial do projeto, a ser entregue à Fapeam em agosto. Participam ainda do projeto os pesquisadores Frantomé B. Pacheco, Deise Lucy Montardo, Maria Helena Ortolan, Carlos Machado Dias, José Basini Rodriguez (na condição de colaborador) e mais nove alunos dos cursos de ciências sociais, geografia e letras da Ufam, que atuam como bolsistas pelo Programa de Apoio à Iniciação Científica do Amazonas (Paic), da Fapeam.

As principais áreas de estudo dos pesquisadores são lingüística, organização social (coletivos indígenas urbanos), natureza e cultura, xamanismo, ritual e música, territorialidades, política indígena e indigenismo.

Dificuldades e sucessos
Apesar da relevância do objeto, alguns obstáculos estão retardando o desenvolvimento do estudo. No caso da vertente que se propõe a realizar a análise de instituições, por exemplo, um dos grandes problemas, segundo Mendes, é a falta de colaboração de algumas entidades, que não permitem o acesso a informações.

A dificuldade na catalogação de material audiovisual é outro desafio para a pesquisa, uma vez que em alguns casos não existe nenhum tipo de identificação dos registros.

Mesmo assim, os pesquisadores comemoram os desdobramentos positivos do projeto, prevendo que ele deverá estimular novas investigações – inclusive inéditas – junto aos povos tradicionais no Amazonas, uma vez que possibilitará identificar as áreas do conhecimento e regiões menos exploradas.

Além disso, segundo o coordenador, os participantes (pesquisadores e alunos) atuam levantando material e, ao mesmo tempo, têm possibilidade de acesso a informações que podem favorecer o desenvolvimento de pesquisas individuais, conforme as áreas de interesse. “É o que podemos chamar de projeto guarda-chuva”, disse.

Os interessados em ter acesso aos primeiros resultados da pesquisa podem se dirigir à rua coronel Sérgio Pessoa, nº 147, centro, Manaus, onde funciona a sede do Núcleo de Estudos da Amazônia Indígena (Neai/PPGAS). (* Repórter da Agência Fapeam)

Fonte: Lisângela Costa* / Agência FAPESP

ABM: 1º Workshop sobre Inovações nos Materiais Magnéticos para a Indústria Automobilística Atual e as Perspectivas dos Carros Híbridos

A Associação Brasileira de Metalurgia e Materiais (ABM) promove, no dia 2 de julho, na capital paulista, o 1º Workshop sobre Inovações nos Materiais Magnéticos para a Indústria Automobilística Atual e as Perspectivas dos Carros Híbridos.

O evento reunirá pesquisadores brasileiros e estrangeiros, fabricantes e usuários de materiais magnéticos para discutir o presente e o futuro dessas tecnologias.

Os materiais magnéticos são utilizados na fabricação de vários acessórios dos automóveis, como motor de partida, limpador de pára-brisa, refrigeração, vidro elétrico, bicos de injeção e nos sensores de posição que dão velocidade ao veículo.

Mais informações: www.abmbrasil.com.br/seminarios

Fonte: Agência FAPESP

Efeitos das mudanças climáticas sobre a floresta primária da Amazônia Central

Na biosfera, o vegetal é o único ser vivo capaz de transformar energia solar em carboidratos. A importância de cada produtor primário do reino vegetal depende de sua biomassa e de sua ca-pacidade de troca gasosa com a atmosfera.

Neste sentido, a floresta e o fitoplâncton desempenham papel importante nesta interação. Em geral, 50% do peso da massa seca de uma árvore é carbono, que está (mais de 95%) em for-ma de celulose, hemicelulose e lignina.

Segundo o Global Forest Resources Assessment 2005 da FAO, o estoque de carbono das florestas brasileiras é de, aproximada-mente, 50 bilhões t C. A emissão anual brasileira, via queima de combustível fóssil e produção industrial, é de 70 milhões t C. Isto quer dizer que as florestas poderiam neutralizar as emissões bra-sileiras, durante 700 anos.

No entanto, a floresta no chão desempenha o papel de vilã da atmosfera. Quando queimada, a floresta emite monóxido e dióxido de carbono e, pela decomposição, a emissão é de metano. O desmatamento na Amazônia, por exemplo, no período de 1978 a 2007, apresentou um potencial médio de emissão de 220 milhões t C, por ano. Quando esta emissão é acrescentada às emissões brasileiras, o Brasil passa a ser o 5º maior emissor de gases de efeito estufa do mundo. Isto é demais para uma região que con-tribui com menos de 10% na formação do PIB nacional.

E quais serão os efeitos das mudanças climáticas globais sobre a Amazônia? Com base em modelos climáticos, a Amazônia vai es-quentar até 8 ºC e vai haver queda de chuvas, segundo o estudo “Mudanças Climáticas e seus Efeitos sobre a biodiversidade Brasileira”, que foi divulgado pelo MMA, em 27/02/07.

Conseqüências? Até 18% da área que é hoje mata vai virar uma vegetação rala, semelhante ao cerrado. Segundo ainda este es-tudo, a perda da floresta, combinada com a menor umidade, po-de converter a Amazônia em grande emissor.

De outro lado, existem os “céticos” do aquecimento global, que não concordam que o homem seja o responsável pelas mudanças globais, e sim os raios cósmicos galácticos. E mais, nos próximos 50 anos, o número de raios deve aumentar, elevando a produção de nuvens baixas e, com isso, haverá um resfriamento da Terra, ao invés de um aquecimento.

Na região de Manaus, há 3 parcelas permanentes de 1 ha cada, em floresta primária, que são monitoradas desde 1980. São 27 anos de medições sobre árvores, com diâmetro maior ou igual a 25 cm.

Durante este período, ocorreram três fenômenos climáticos fora do padrão regional, que foram: El Niño, em 1983 (1.958 mm de precipitação anual), 1997 (2.242 mm) e em 2003 (1.958 mm); La Niña, em 2000 (3.566 mm); e Seca, em 2005 (2.698 mm). A pre-cipitação média anual, durante o período de 1980 a 2005, foi 2.598 mm. Os El Niño ficam bem definidos, com precipitações anuais bem abaixo da média do período, enquanto que no ano da La Niña, a precipitação foi bem maior do que a média. A seca de 2005 não foi, aparentemente, ocasionada pela falta de chuvas, porque a precipitação deste ano foi quase igual à média histórica.

E o que aconteceu com os 3 hectares de florestas primárias, sob impacto dos três fenômenos climáticos, em cinco ocasiões dife-rentes? A floresta não tomou conhecimento dos fenômenos cli-máticos, pois continuou crescendo e seqüestrando carbono da atmosfera.

Os estoques de carbono total (parte aérea + raízes grossas) das 3 repetições eram 115, 118 e 102 t C ha-¹, em 1980 e passaram a ser 135, 141 e 122 t C ha-¹, em 2007, proporcionando um in-cremento médio anual das 3 repetições igual 0,77 t C ha-¹ano-¹.

Se for baseado neste comportamento, um modelo linear pode apontar para uma biomassa dobrada, a cada 140 anos. Seria aceitável esta projeção? Outra coisa é saber se o comporta-mento destes 3 hectares repetir-se-á nos demais 299.999.997 hectares de florestas da Amazônia.

Afinal, as mudanças globais vão aquecer ou esfriar a Terra? O quanto disto afetará as florestas da Amazônia? São perguntas que precisam ser respondidas, sob pena de confundir a opinião pública.

Depois de 100 anos, nevou em Bagdá, em 2008. Então, os “céticos” estão certos. Que dirão os moradores do leste e do sul da Europa (Hungria, Romênia, região dos Bálcãs, Grécia e Itália), que sofreram com a forte onda de calor em 2007? Além disso, as seguintes constatações precisam ser consideradas:
1. de 1850 a 2005, a concentração de CO2 na atmosfera saltou de 280 ppm, para 380 ppm; 2. a Terra levou 1.800 anos para atingir o primeiro bilhão de habitantes e, em 2008, está muito próxima de atingir 7 bilhões; 3. o tempo de residência do CO2 na atmosfera é de mais de 1.000 anos e, 4. a quantidade de lixo que se produz diariamente.

Nesta altura dos acontecimentos, o importante é levar em con-sideração os cenários da modelagem, as críticas dos “céticos” e o comportamento dos 3 hectares de Manaus. É melhor estar, hoje, um pouquinho certo, do que completamente errado daqui a 100 anos.

O fato é que pouco se sabe sobre os efeitos das mudanças cli-máticas sobre a floresta amazônica e vice-versa. Se não temos certeza destes efeitos, o melhor caminho é investir pesado para melhorar o conhecimento e usar a cautela na utilização dos recursos da floresta.

Manter a floresta amazônica em pé parece ser o melhor negócio, tanto para neutralizar as emissões, como para preservar os seus serviços ambientais e o seu papel de proteção de outras formas de vida. (* Pesquisador do Inpa Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia)

Fonte: Niro Higuchi(*) / Revista Opções

8º Encontro Nacional de Coordenadores e Associações de Pais e Portadores de Lesões Labiopalatais e Deficientes Auditivos

Nos dias 3 e 4 de julho, a cidade de Bauru (SP) reunirá representantes de associações de 15 estados brasileiros para discutir as políticas públicas no atendimento a pessoas com lesões labiopalatais e deficiências auditivas.

Na ocasião ocorrerá a oitava edição do Encontro Nacional de Coordenadores e Associações de Pais e Portadores de Lesões Labiopalatais e Deficientes Auditivos, no Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC) da Universidade de São Paulo (USP).

“O avanço tecnológico a serviço da saúde e reabilitação: telessaúde e telemedicina”, “Os avanços na legislação da pessoa com deficiência” e “Fonoaudiologia: preparando os pais e cuidadores para prevenção e tratamento dos distúrbios de fala na fissura labiopalatina” serão assuntos discutidos.
Mais informações: www.centrinho.usp.br/eventos ou telefone (14) 3235-8437

Fonte: Agência FAPESP