quinta-feira, 26 de junho de 2008

Petrobras lança Centro de Excelência - EPC

A Petrobras lançou nesta segunda-feira, 23/06, o Centro de Excelência em Engenharia, Suprimento e Construção - CE-EPC (sigla em inglês para Engineering (Engenharia), Procurement (Suprimento) and Construction (Construção). O objetivo é desenvolver e consolidar a indústria do setor no Brasil por intermédio do alinhamento tecnológico mundial com a disseminação das boas práticas de planejamento, engenharia e de construção e montagem de instalações.

O Centro de Excelência conta com o apoio do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Ministério de Minas e Energia (MME), empresas do setor como Shell (Holanda), Statoil/Hydro (Noruega) e Repsol YPF (Espanha), empresas da cadeia de engenharia, suprimento e construção, além entidades como a Associação Brasileira de Engenharia Industrial (Abemi), Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) e de diversas instituições de ensino.

Segundo o Gerente Executivo de Engenharia da Petrobras, Pedro Barusco, “a criação do centro de excelência visa unir estas entidades para potencializar os esforços no desenvolvimento de ações das empresas brasileiras nos projetos de investimento das operadoras de petróleo e gás no Brasil e no exterior, em bases competitivas e sustentáveis”.

Integração com universidades
O Centro de Excelência em Engenharia, Suprimento e Construção terá como um dos seus principais desafios promover a efetiva integração das empresas com as universidades brasileiras, que servirão como base de recursos e de conhecimento para execução dos projetos. A UFF (Universidade Federal Fluminense) será a universidade âncora. O centro buscará ainda a cooperação com outros centros de excelência no Brasil e exterior como o Instituto da Indústria de Construção da Universidade do Texas.

O centro de excelência é fruto de um projeto do Prominp - Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural. Está sendo criado como uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip).

Fonte: Maria Fernanda Romero / Agência Petrobras

Colóquio 2010-2020: Novos Desafios para a Universidade

Missões da academia
Para cumprir adequadamente o papel central que terá no desenvolvimento do Brasil, a universidade precisará contribuir com a melhora do ensino básico, além de repensar seu modelo institucional e criar novas redes de conhecimento.

Essas foram algumas das propostas apresentadas por especialistas no debate “Universidade e desenvolvimento”, nesta quarta-feira (25/6), na Universidade de São Paulo (USP), durante o “Colóquio 2010-2020: Um período promissor para o Brasil”, que homenageia os 60 anos de atuação do físico José Goldemberg.

Participaram do debate Carlos Vogt, secretário do Ensino Superior de São Paulo, e os professores Glauco Arbix, do Departamento de Sociologia, e Wanderley Messias da Costa, do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.

Segundo Arbix, a universidade precisa entrar em sintonia com o esforço do Brasil para se desenvolver. Ele afirma que as mudanças dos processos e fluxos de produção do conhecimento nos últimos 20 anos criaram novos desafios.

“É preciso criar e expandir redes de conhecimento, pois a educação, a ciência e a tecnologia estão no centro da competitividade do país. O conhecimento tem um papel central na produção de novas relações econômicas e sociais”, afirmou.

O professor apresentou uma série de propostas para aumentar a sintonia entre a universidade e o ritmo de desenvolvimento. Para ele, a universidade tem a responsablidade de fazer mais alianças com o setor produtivo, o governo e a sociedade civil.

“Há também uma grande necessidade de remodelagem institucional: os departamentos prejudicam o desempenho da instituição, porque são foco de resistência às redes interdisciplinares. É preciso minar o sistema departamental alocando a maior parte dos recursos em programas multidisciplinares”, disse.

Outra proposta de Arbix é criar mais programas interinstitucionais. “No Brasil não temos mobilidade entre as universidades, nem de docentes, nem de alunos, mas isso é necessário. Quanto à cooperação entre universidade e empresa, trata-se de uma questão de sobrevivência”, afirmou

Arbix defendeu a adoção de um padrão mundial de pesquisa. “É fundamental definir indicadores para avaliar a produção. Nesse aspecto, estamos no caminho certo: as atividades da Capes [Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior] e da FAPESP são fundamentais para a universidade. Seguir um padrão internacional de produtividade, com avaliação rigorosa, é essencial”, destacou.

O sociólogo afirmou que a extrema concentração da pós-graduação em ciências humanas é outro problema a ser combatido. “Temos um grande crescimento da pós-graduação, mas onde estão esses mestres e doutores? Dados da Capes mostram que 40% dos pós-graduandos estão na área de humanas, a única que cresce. Não é com doutores em humanas que o país vai se desenvolver”, disse.

O professor da FFLCH afirmou ainda que é preciso implantar sistemas meritocráticos para remuneração, carreira e promoções nas universidades. Segundo ele, a estrutura de promoção por tempo de casa e de benefícios por antiguidade são avessas à competição saudável.

“Outra proposta é construir uma rede global de pesquisa brasileiras. Não se sabe quantos são, mas temos um enorme número de pesquisadores bem posicionados em centros dinâmicos de produção do conhecimento no exterior”, disse.

Expansão e capacitação
Carlos Vogt apresentou o programa da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp), criado pela secretaria para expandir o ensino público superior no Estado com o uso de novas tecnologias de informação e comunicação. O programa agrega as três universidades estaduais paulistas e oferecerá cursos de licenciatura em mais de 70 cidades.

“Na faixa etária dos 18 aos 24 anos, apenas 11% da população tem acesso ao ensino superior. Em países como Chile, México e Argentina, esse percentual está em torno de 30%. O programa terá o objetivo de aumentar esse acesso e, ao mesmo tempo, contribuir com o desenvolvimento ao melhorar o ensino básico por meio da qualificação de professores”, disse.

O primeiro curso a ser oferecido, com certificação pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), será o Pedagogia Univesp, com 5 mil vagas para formar professores da 1ª a 4ª séries e gestores de escolas. Cerca de 40% das atividades, assim como as avaliações, serão presenciais. “Esse curso terá turmas de 25 alunos atendidos por um tutor. A seleção será feita por meio de vestibular”, explicou Vogt.

A Univesp, de acordo com o secretário, oferecerá também cursos de pós-graduação, de extensão, de capacitação e de formação continuada. “Teremos também um canal de televisão digital, em parceria com a TV Cultura, com sinal aberto e que apresentará programas relacionados aos cursos 24 horas por dia: a TV Univesp”, disse.

Novo padrão de produtividade
Wanderley Messias da Costa, que também é coordenador de Comunicação Social da USP, destacou no colóquio que, nos últimos dez anos, houve um crescimento vertiginoso da produção científica brasileira, com cerca de 17 mil artigos científicos publicados e formação de 10 mil doutores e 32 mil mestres. Mas que o crescimento trouxe problemas que precisarão ser solucionados.

“Há má distribuição desses recursos humanos: metade dos doutores está no Sudeste. Há também um mau aproveitamento, pois as universidades ainda são o principal mercado para os doutores. Essa qualificação precisa ser expandida para fora da academia”, disse.

Para ele, o crescimento da produção acompanha uma tendência global. “A produção científica mundial se tornou tão grande que escapa à escala humana: a cada ano são publicados cerca de 1,3 milhão de artigos científicos, o que totaliza cerca de 3,6 mil por dia, ou 150 por hora”, disse.

A imensa produtividade, segundo ele, se refletiu em uma mudança do comportamento dos pesquisadores. “Temos uma geração envolvida com um novo padrão de produtividade e competitividade, estimulada sobretudo pelo sistema Capes, que não tem tempo para participar de comissões e reuniões. Não há mais tempo para politização das discussões ou para participação institucional. É uma geração menos engajada e menos institucional”, disse.

Com esse processo, disse Costa, as universidades têm perdido autonomia em relação às políticas de pesquisa. “O pesquisador está submisso a um sistema draconiano de avaliação. Por outro lado, temos que reconhecer que é preciso avaliar.”

O desafio para os próximos anos, de acordo com ele, é harmonizar esse perfil da nova geração de pesquisadores com uma necessidade cada vez maior de participação institucional.

“A USP, por exemplo, tem 2 mil comissões permanentes, 40 organismos superiores e 250 conselhos departamentais, além de inúmeras comissões ad hoc, temporárias. Quanto mais democracia, mais comissões, mais colegiados e mais burocracia. Ao mesmo tempo, o pesquisador tem menos tempo para tudo isso”, afirmou

Fonte: Fábio de Castro / Agência FAPESP

Propagandas incitam maus hábitos

Uma pesquisa feita pelo Observatório de Políticas de Segurança Alimentar e Nutrição (Opsan) da Universidade de Brasília (UnB) revela que as propagandas de alimentos sugerem opções que fazem mal à saúde dos consumidores. Os dados preliminares do estudo serão divulgados nesta quinta-feira, 26 de junho, das 9h às 13h, na sala Isabel dos Santos, da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), no Setor de Embaixadas Norte, lote 19.

O levantamento foi feito entre 2006 e 2007, a partir da programação de canais televisivos abertos e fechados, bem como análise de jornais e revistas. Os pesquisadores constataram que 72% do total de peças televisivas analisadas visam o consumo de apenas cinco categorias, que incluem fast food, sorvetes, refrigerantes, bolos e biscoitos. A pesquisa, coordenada pela professora Elisabetta Recine, da UnB, mostra também que 44% das propagandas são direcionadas ao público infantil. A pesquisa foi financiada pelo Ministério da Saúde.

Informações pelo telefone 3307 2028.

Fonte: UnB

Efeito antioxidante e hipolipemiante de subprodutos da uva

Picolé funcional

O bagaço de duas variedades de uva, subproduto do processamento de vinhos e sucos que normalmente é descartado, pode contribuir para a redução do risco de cânceres e doenças cardiovasculares. A conclusão é de Emília Ishimoto, pesquisadora do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP).

Em sua tese de doutorado, a pesquisadora fez a desidratação e trituração da casca e das sementes de duas variedades de uva, cabernet sauvignon e isabel, para obtenção de um tipo de farinha de bagaço e, em seguida, para a elaboração de extratos concentrados.

Com o objetivo de avaliar a capacidade antioxidante do bagaço e sua atuação no perfil lipídico dos animais, 60 hamsters foram divididos em seis grupos e submetidos a diferentes dietas. Um grupo utilizado como controle recebeu alimentação normal e outro teve dieta acrescida com óleo de coco, de modo a aumentar o teor de gordura consumido.

Os outros quatro grupos de dez animais se alimentaram com subprodutos do bagaço de uva, sendo dois com extratos e dois com farinhas de vinho, um de cada variedade da fruta. Depois de cerca de um mês, os pesquisadores coletaram amostras de sangue e sacrificaram todos os animais para extrair seus fígados.

Os quatro grupos de hamsters tratados com bagaço de uva, de acordo com Emília, apresentaram uma redução de até 32% do colesterol total em relação aos outros dois grupos que não ingeriram os subprodutos.

“De modo geral, os animais que consumiram ração elaborada com os subprodutos do bagaço de uva tiveram uma melhora do perfil lipídico no sangue, o que pode implicar redução de risco contra doenças do coração”, disse ela.

“Dosamos os níveis de triglicérides e de HDL e LDL no sangue de todos os animais, conhecidos como colesterol bom e ruim, e verificamos que os quatro grupos tiveram uma redução média de 50% nos níveis de triglicérides, em comparação com os outros dois grupos que não consumiram os subprodutos da uva. Observamos ainda uma redução de até 30% da fração LDL nesses quatro grupos”, disse.

Potencial antioxidante
As enzimas antioxidantes do bagaço de uva foram mensuradas no fígado dos animais. “Algumas dessas enzimas hepáticas também tiveram aumento estatístico considerável. A enzima catalase, por exemplo, que protege o organismo contra a ação de radicais livres, teve seu poder de ação dobrado”, contou Emília.

“Com a melhora do perfil antioxidante dos animais também é reduzido o risco de várias doenças relacionadas ao estresse oxidativo, como câncer, diabetes, Parkinson e Alzheimer. Quase todo o resíduo de bagaço consumido no Brasil para produção de vinho e suco é desprezado na natureza, ainda que seja um suplemento alimentar de baixo custo e com alto valor nutricional”, disse.

Com alguns dados estatísticos sobre o perfil lipídico e antioxidante dos grupos que se alimentaram com o bagaço em mãos, a pesquisadora deu início ao desenvolvimento de um processo de produção de um sorvete, tanto de massa como picolé, utilizando bagaço de uva como ingrediente funcional.

Para verificar seu potencial de comercialização, ela realizou uma avaliação sensorial com 43 indivíduos, por meio de um método para medir a aceitação do paladar em uma escala variável de sabor.

“Os sorvetes foram aprovados sensorialmente e, após completarmos esse ciclo, fizemos o depósito de patente do processo de produção do sorvete e da farinha. Com esse mesmo processo também é possível produzir outros alimentos como bolos, pudins, iogurtes e barras de cereal”, afirmou.

O trabalho, que teve orientação de Elizabeth Ferraz da Silva Torres, do Departamento de Nutrição da FSP, foi realizado no âmbito de um projeto apoiado pela FAPESP na modalidade Auxílio a Pesquisa.

Participaram também pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP, da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).

Veja entrevista no YouTube

Fonte: Thiago Romero / Agência FAPESP

Educação, Ciência e Tecnologia: Desafios para as instituições de ensino superior

Intercâmbio, socialização de projetos e experiências desenvolvidas na gestão dos centros de educação superior e de ciência, tecnologia e inovação. Esses conhecimentos foram discutidos na Conferência Regional de Educação Superior (CRES 2008) – Mostra Internacional de Educação Superior, Ciência e Tecnologia para Desenvolvimento, que aconteceu em Cartagena, na Colômbia, entre os dias 4 e 6 de junho de 2008.

Participaram do evento aproximadamente 3.500 representantes de países, como: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, Espanha, México, Paraguai, Panamá, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.

O evento tem como objetivo criar um espaço para apresentação de boas práticas acadêmicas em gestão de ciência, tecnologia e inovação por meio de uma “amostra” de instrumentos de gestão e de modelos de programas de formação de recursos humanos em gestão de C&T e também reafirmar o princípio da educação superior como constitutiva de valores fundamentais ao desenvolvimento humano, a justiça social e a cultura de paz, como política de Estado e como bem público, socialmente referenciado e direito universal.

O Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Universidade de Brasília (CDT/UnB) participou do evento por meio de seu programa Multincubadora de Empresas, que enviou um artigo para participar da chamada pública promovida pelo Instituto Internacional para a Educação Superior na América Latina e o Caribe (Iesalc/UNESCO) e pelo Ministério da Educação da Colômbia.

O artigo do CDT foi elaborado com base na área temática de transferência de tecnologia entre o setor produtivo e o setor acadêmico. O documento especifica a metodologia utilizada pela Multincubadora na seleção criteriosa e no acompanhamento sistemático dos empreendedores participantes do Programa, baseado em viabilidade técnica, econômica, mercadológica e no perfil psicológico do empreendimento.

A metodologia de incubação da Multincubadora foi selecionada entre as 9 propostas eleitas como modelo na América Latina e Caribe. Um dos coordenadores do Programa e autor do artigo, Cristiano Hummel, declara a importância de eventos desse porte: “Nós conseguimos fazer contato com outras empresas da América Latina interessadas em melhorar sua metodologia de incubação baseada na nossa. Também conseguimos identificar outros modelos que nos servirão de referência para a melhoria de nossos serviços”.

Empreendedorismo e Tecnologia
A Multincubadora do CDT estimula a criação e o desenvolvimento de empreendimentos no Distrito Federal, por meio de ações e serviços que contribuam para o sucesso de empreendimentos inovadores, favorecendo o fomento tecnológico, o desenvolvimento econômico, a auto-sustentabilidade local e a inclusão social.

Quem desejar ter sua empresa incubada, deve participar de um processo seletivo regulado por uma chamada pública anual e possuir o perfil de umas das modalidades de incubação: Base Tecnológica, Tradicional, Design, Social e Solidária e Hotel de projetos.

Mais informações nos telefones – (61)33072733 / (61) 33470617 ou no endereço: incubadora.cdt.unb.br

Fonte: Denise Porfírio / CDT

2º Encontro RedeAPLmineral

A Rede Brasileira de Informação dos Arranjos Produtivos Locais de Base Mineral (APLmineral) realiza, nos dias 28 e 29 de agosto, o 2º Encontro RedeAPLmineral, no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, em Brasília. O evento tem por objetivo a disseminação dos conhecimentos tecnológicos, a divulgação das potencialidades da rede, das competências e dos trabalhos em andamento de cada grupo de discussão. Uma reunião ordinária do comitê executivo será realizada, no dia 27, como um evento prévio.

No encontro, os participantes terão a oportunidade de apresentar sugestões, propostas e planos para o aperfeiçoamento técnico, o desenvolvimento sustentável e a competitividade das micro e pequenas empresas que compõem os Arranjos Produtivos Locais de Base Mineral no país.

O evento é voltado para agentes relacionados a arranjos produtivos locais (APL’s), públicos ou privados, em espacial micro, pequenas e médias empresas; associações; cooperativas; federações; confederações empresarias; sindicatos de trabalhadores; universidades; IPT’s; Sistema Sebrae; agências de fomento e desenvolvimento; instituições de crédito e organizações do terceiro setor, envolvidas com o desenvolvimento de APL’s de base mineral.

A ABIPTI é parceira da Rede APLmineral. Também são parceiras da iniciativa o Instituto Brasileiro de informação em Ciência e Tencnologia (Ibict), associado à ABIPTI; a Finep; o Fundo Setorial Mineral (CT-Mineral); a Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral (SGM/MME); e a Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setec/MCT).

Mais informações podem ser obtidas no site www.redeaplmineral.org.br

Fonte: Gestão CT

Bahia lança o PROGREDIR 2008 que investirá US$ 16 milhões em APLs

Na última quinta-feira (19), o governador da Bahia, Jacques Wagner, lançou, em Salvador, a etapa 2008 do Programa de Fortalecimento da Atividade Empresarial (Progredir) que vai operar US$ 16,6 milhões, em 30 meses.

A iniciativa tem como objetivo ampliar a competitividade de micro, pequenas e médias empresas de diversos segmentos produtivos por meio da cooperação em todo o Estado.

Segundo informações da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), os recursos a serem investidos são provenientes do próprio Estado, de parceiros e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

A meta é beneficiar 11 arranjos produtivos locais (APLs). Entre os APLs que serão contemplados, estão: o de tecnologia da informação; transformação plástica; fruticultura; turismo; piscicultura; derivados da cana-de-açúcar; sisal; ovinocaprinocultura; entre outros.

Em notícia divulgada pela Secti, o secretário de CT&I, Ildes Ferreira, disse que o programa vai beneficiar produtores de quase 60 cidades de todas as regiões da Bahia. “Essa é uma tentativa de se interiorizar o conhecimento e a inovação tecnológica.”

Ainda de acordo com o secretário, quando os empresários modernizam seus métodos de produção e gestão, passam a ter mais capacidade competitiva nos mercados locais, nacional e internacional. “Os produtores ganham mais dinheiro e o Estado tem maior arrecadação”, lembrou.

Mais informações sobre as ações realizadas pela Secti, que é uma instituição associada à ABIPTI, podem ser obtidas no site www.secti.ba.gov.br.

Fonte: Gestão CT

Brasileiros conhecem experiência das faculdades comunitárias americanas

Na semana passada, um grupo de educadores de faculdades comunitárias dos Estados Unidos e de centros federais de educação tecnológica (Cefets) brasileiros se reuniram na sede do Conselho Americano de Educação, em Washington (EUA), com o objetivo de trocar informações e implementar uma colaboração sustentável e produtiva entre os dois países.

O encontro contou com a participação de integrantes do programa Educação Superior para o Desenvolvimento, da Associação Nacional de Faculdades e Universidades Independentes, da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), do Departamento de Estado dos EUA e de cinco Cefets. Na ocasião, eles fizeram um detalhamento do contexto da educação profissional e técnica nos dois países. Os participantes também analisaram o papel que cada sistema educacional desempenha no desenvolvimento da força de trabalho e na colaboração com a comunidade empresarial local.

Após a reunião, os representantes brasileiros visitaram diversas faculdades comunitárias dos EUA. O intercâmbio firmado também prevê a visita de educadores americanos às escolas brasileiras de formação profissional. Durante a viagem, os educadores brasileiros, que são oriundos de Cefets de todas as regiões do país, visitaram communitty colleges no Texas, em Michigan, na Virgínia e na Califórnia.

Os brasileiros examinarão as melhores práticas em cada community college dos EUA, inclusive a colaboração entre essas instituições e o setor privado. Eles têm interesse no papel que a educação profissional e técnica desempenha no desenvolvimento econômico e na ampliação das oportunidades econômicas para a população menos favorecida.

Estudo
Em 2007, a parceria entre os dois países teve início quando um grupo de educadores brasileiros visitou algumas faculdades comunitárias nos EUA. Em seguida, dois consultores de educação superior estiveram no Brasil para conhecer os sistemas públicos estadual e federal.

O intercâmbio deu origem ao estudo comparativo “American Community Colleges and Brazilian Vocational and Technological Education” – Community Colleges Americanos e a Educação Profissional e Tecnológica Brasileira. A pesquisa foi elaborada por dois americanos e dois brasileiros, especialistas em educação profissional e tecnológica e em faculdades comunitárias.

Informações sobre as ações do governo federal em educação profissional e tecnológica podem ser obtidas no link: portal.mec.gov.br/setec/

Fonte: Gestão CT

Fundação Araucária lança chamada de apoio à organização de eventos de extensão e difusão acadêmica

A Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná lançou chamada ao Programa de Apoio à Organização de Eventos de Extensão e Difusão Acadêmica. O programa tem como objetivo o financiamento da organização de eventos de natureza acadêmica, direcionados à complementação extracurricular e disseminação do conhecimento técnico-científico ou cultural, promovidos por instituições de ensino superior e de pesquisa do Estado. Os interessados devem enviar as propostas à fundação, por meio do Formulário Único de Projeto (FUP) disponível no site www.fundacaoaraucaria.org.br. A documentação impressa deve ser enviada pelos Correios ou entregue diretamente na secretaria da fundação, mediante protocolo no endereço Rua Com. Franco, 1341 – Cietep – Jardim Botânico – CEP 80215-090 – Curitiba (PR).

O envio de propostas poderá ser feito em três momentos. Para os eventos realizados em julho de 2008, os projetos deverão ser entregues com 20 dias de antecedência, a partir da data do início do evento. Os eventos previstos para agosto de 2008 devem ter as propostas entregues com 35 dias de antecedência. Para os eventos realizados entre setembro de 2008 e janeiro de 2009 o prazo para recebimento de propostas é de 60 dias de antecedência. A chamada visa apoiar a organização de eventos a serem realizados de 9 de julho de 2008 a 31 de janeiro de 2009.

Poderão enviar projetos docentes ou pesquisadores vinculados a instituições de ensino superior, centros ou institutos de pesquisa, públicos ou privados, sem fins lucrativos e com sede no Paraná. As propostas submetidas devem ser pertinentes às áreas de administração e economia; arquitetura e urbanismo; ciências agrárias; ciências biológicas; ciências da saúde; ciências sociais, humanas e jurídicas; educação e psicologia; engenharias; física e astronomia; geociências; letras e artes; matemática, estatística e informática; química e multidisciplinar.

O recurso disponível para a chamada é de R$ 100 mil, a serem investidos pelo Fundo Paraná. Cada projeto deve ter valor-limite de R$ 4,5 mil. São financiáveis materiais de consumo para a realização do evento, serviços de terceiros, gastos com hospedagem, estadia, passagens e locomoção de palestrantes, ou conferencistas convidados e gastos com publicação dos anais do evento.

Veja a íntegra do edital no link:
www.fundacaoaraucaria.org.br/chamadas/chamadas2008/CP09-2008.pdf

Ação no Supremo questiona utilização dos transgênicos no Paraná

A Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem) ingressou, no dia 18, no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI) questionando a resolução 102/07 do governo do Paraná que acrescentou critérios de avaliação às sementes comercializadas no Estado.

A norma estadual tem o objetivo de evitar que organismos geneticamente modificados façam parte da produção paranaense. A relatora da ADI nº 4095 será a ministra Ellen Gracie.

A petição inicial da ação pede pela concessão de uma liminar para garantir previamente o plantio de sementes transgênicas, já que algumas delas estão liberadas em todo o território nacional pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).

A Abrasem ainda argumenta que há vício formal na resolução paranaense por invasão de competência privativa da União de legislar sobre o assunto, bem como a competência concorrente entre os Estados e a União.

O governo do Paraná deve se manifestar, em breve, sobre a ação. Informações complementares sobre a ADI podem ser obtidas neste link.

Fonte: Gestão CT

LNLS promove workshop sobre eletrônica : Linha Visível Ultravioleta Fluorescência (VUVF)

O Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS/MCT), localizado em Campinas (SP), promove no próximo dia 2 de julho o workshop sobre Linha Visível Ultravioleta Fluorescência (VUVF). A apresentação será realizada pelo pesquisador Avram Slovic e inclui demonstrações e análise de dados, além de teorias da técnica. A inscrição deve ser feita até amanhã (27). Veja aqui como se inscrever.

A linha VUVF foi construída para medir o tempo de vida da fluorescência das moléculas que ficam excitadas com luz ultra-violeta e visíveis. Essa técnica é aplicada para estudar sondas como: triptófano (no caso de proteínas) ou fotossensíveis, observando mudanças no tempo de vida dos elétrons excitados em função do ambiente. A esperança é que a linha VUVF sirva à comunidade científica: química, bioquímica e física, substituindo os lasers que têm comprimento de ondas de excitação fixa e preço alto.

Serviço
O que: workshop sobre Linha VUVF – Visível Ultravioleta Fluorescência
Local: Sala 69 - Andar superior do Prédio de Biologia
Laboratório Nacional de Luz Síncrotron
Rua Giuseppe M. Scolfaro, 10.000 – Guará – Campinas (SP)
Telefone: (19) 3512-1010
Data limite para inscrições: 27/06

Fonte: Agência CT

Brasil inicia curso de mestrado em Ciências da Saúde na África

Com o objetivo de formar pesquisadores para atuar na melhoria dos sistemas de saúde dos países africanos e no controle das diversas epidemias que atingem a região, foi iniciado em Maputo, capital de Moçambique, o Curso de Mestrado em Ciências da Saúde.

A iniciativa é da Fundação Oswaldo Cruz e tem o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT), da Associação Brasileira da Cooperação (ABC/MRE) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Ministério da Educação (MEC).

O processo de apoiar pesquisas em outros países permite ao Brasil tornar-se referência no hemisfério Sul na produção de fármacos e de conhecimento sobre saúde pública. Por orientação do governo moçambicano, os 15 estudantes da primeira turma do curso foram selecionados entre profissionais de saúde pública ligados às áreas de serviço de laboratório ou de investigação científica. Todos são de Maputo, onde as aulas são realizadas no Centro Regional de Desenvolvimento Sanitário.

A oportunidade de ajudar no desenvolvimento da saúde pública na África surgiu em 2006, a partir de um pedido do governo moçambicano, que teve a região destruída em razão de quase 20 anos de guerras. “O país sofre com carência de mão-de-obra qualificada, pouca confiabilidade dos diagnósticos e quadros de epidemias de diversas doenças, como Aids, tuberculose, malária, diarréias infecciosas”, explica o coordenador do Programa de Pós-graduação em Medicina Tropical da Fiocruz, o pesquisador Márcio Bóia.

A expectativa dos organizadores do curso é de que a qualificação desses pesquisadores sirva de base para laboratórios de referência nacional e continental de saúde pública e que atuem na capacitação de mais profissionais de saúde na África. Há projeto de criar uma nova turma em 2009 e, nos próximos anos, cursos de mestrado em outras áreas e, também, cursos de doutorado.

Fonte: Agência CT

CNPq divulga resultado de dois novos editais

Na semana passada, o CNPq divulgou o resultado de duas chamadas públicas. O primeiro edital, nº 05/2008, é uma seleção pública de propostas para promoção de eventos científicos, tecnológicos ou de inovação, a serem realizados no segundo semestre deste ano. O outro edital divulgado é o MCT/CNPq nº 042/2007, de apoio a projetos de difusão e popularização da ciência e tecnologia.

No âmbito do primeiro edital, nº 05/2008, foram aprovadas 225 propostas dentro das áreas de engenharias, ciências exatas e da terra, ciências humanas e sociais aplicadas e 104 projetos no âmbito da área de ciências da vida. A íntegra do resultado está disponível neste link.

Já no edital MCT/CNPq nº 042/2007, de apoio a projetos de difusão e popularização da ciência e tecnologia, foram contempladas 58 propostas, sendo 33 da região Sudeste; 11 da região Nordeste; seis da região Sul; quatro da região Norte; e quatro da região Centro-Oeste. O resultado pode ser acessado neste link.

Fonte: Gestão CT

CBPF recebe estudantes de todo o País


O Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF/MCT) inicia no mês de julho a sétima edição da Escola do CBPF. Realizado a cada dois anos o evento, marcado para o período de 14 a 25 de julho, objetiva principalmente promover a difusão do conhecimento científico e o aperfeiçoamento dos estudantes de graduação e pós-graduação em Física, Astronomia, Engenharia, Química, Matemática e áreas correlatas, bem como a formação de professores nessas áreas.

Com inscrição abertas até segunda-feira (30), a Escola prepara-se para receber cerca de 350 estudantes de todo o País para os 26 cursos programados. Na programação ainda constam palestras e atividades que despertem o interesse do público para a ciência.

A programa ainda dá destaque à interdisciplinaridade e prevê cursos ministrados não apenas pelos físicos do CBPF, mas também por especialistas de outras disciplinas e de instituições de ensino e pesquisa brasileiras e estrangeiras.

Os cursos de graduação, com carga horária de 10 horas distribuídas na primeira semana da Escola, cobrem áreas usualmente não contempladas nas grades curriculares das universidades. Já os de pós-graduação, programados para 16 horas, se propõem a explorar áreas de investigação de intensa atividade ou de fronteira com outras especialidades.

A programação de palestras destaca temas de interesse não só da comunidade de físicos, mas também dos aficionados pelo universo das ciências. A fronteira entre especialidades é o foco da palestra Física Forense, proferida por Andrea Porto Carrero, do Instituto Carlos Éboli, que trata da utilização dos conhecimentos e técnicas da física pela criminalística.

Uma viagem exploratória pelo nosso sistema solar é a proposta de Exploration of our solar system with unmanned spacecraft, apresentada por Klaus Keil da Universidade do Havai (EUA ). Estudioso dos processos e dos materiais sólidos que deram origem aos planetas e asteróides do nosso sistema solar, o professor Keil, vai especular, por meio dos resultados de análises de uma quantidade de amostras, sobre a formação e origem dos corpos celestes que transitam em torno do Sol.

Fechando essa programação, uma conferência sobre o mistério que cerca a Origem dos Raios Cósmicos, proferida por Ronald Shellard, do CBPF, explica o interesse desse fenômeno para novos avanços na física das partículas elementares, bem como a importância do observatório de raios cósmicos Pierre Auger, projeto internacional, já em operação na Argentina, que reúne 250 pesquisadores de 15 países, entre eles, o Brasil.

A 7ª Escola do CBPF programou também atividades e palestras para mostrar como a ciência está inserida no cotidiano das pessoas. Trazendo experimentos interativos e monitores, a Casa da Descoberta, a cargo de Daisy Luz, da Universidade Federal Fluminense (UFF), é um projeto itinerante, que abre as portas da universidade para mostrar aos visitantes que a física é uma área interessante e a chave para muitos dos enigmas do dia-a-dia.

Outra atração dirigida ao público em geral é a palestra O Projeto Portinari: um problema inverso de espalhamento, apresentada por João Cândido Portinari, da Fundação Portinari, que mostra o trabalho de estabelecer uma ponte entre atividades de arte/cultura e as de ciência/tecnologia. O projeto envolveu o trabalho de pesquisa dos departamentos de Matemática, Informática, Física e Engenharia Elétrica da Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio). Essa iniciativa há anos vem exercendo uma ampla ação de inclusão social calcada em um programa de arte-educação, que já chegou a mais de 500 mil crianças, no Brasil e no exterior, já visitou escolas, centros culturais, presídios, hospitais e populações carentes.

Uma abordagem sobre o significado do tempo na cultura ocidental é o que promete a conferência Tempo: uma ilusão, ainda que persistente, de Luiz Alberto Oliveira, do CBPF. Ele pretende estimular uma reflexão, pela ótica da física, sobre o significado desse conceito para o conhecimento da Natureza e para outros campos da cultura.

A programação da 7ª Escola do CBPF está no link :mesonpi.cat.cbpf.br/e2008

Fonte: Agência CT

Simpósio “Inovações em Imunobiológicos e Toxinas Animais”

O Instituto Butantan e a Japan International Cooperation Agency (Jica, na sigla em inglês) promoverão, de 30 de julho a 1º de agosto, em São Paulo, o simpósio “Inovações em Imunobiológicos e Toxinas Animais”.

O evento, que ocorrerá em comemoração ao centenário da imigração japonesa no Brasil, reunirá palestrantes que realizam seus trabalhos em diversas partes do mundo por integrarem equipes da Organização Mundial da Saúde e de importantes universidades nacionais e estrangeiras.

A programação será composta por palestras que abordarão os seguintes temas: “Inovações e política de vacinação (influenza, rotavírus, coqueluche)”, “Inovações em soros hiperimunes”, “Toxinas animais e hemostasia”, “Filogenia molecular e evolução de serpentes”.

O evento é gratuito e será realizado no auditório do Museu Biológico. É necessário fazer inscrição no site do Butantan. As vagas são limitadas.

Mais informações: www.butantan.gov.br/symposium2008

Agência FAPESP

Seminário: "Efetivando Políticas Públicas para a Pesca no Amazonas"

Seminário reúne pescadores em Manaus
O Projeto Sou Pescador em parceria com Rede de Educação Cidadã, Secretaria Especial de Pesca da Presidência da República – Seap/PR e o Projeto Manejo dos Recursos Naturais da Várzea – ProVárzea/IBAMA, realiza o Seminário Efetivando Políticas Públicas para a Pesca no Amazonas, nos dias 23 a 24 de junho, no auditório do Ibama (Rua Ministro João Gonçalves de Souza, SNº, Distrito Industrial).

Além de marcar o encerramento da etapa de capacitação oferecida pelo Projeto, representantes de associações de base do setor pesqueiro de 25 municípios do estado, o encontro tem o objetivo de promover o debate em torno de políticas públicas para a pesca nas instituições públicas do Amazonas e do Brasil.

A abertura do evento será às 8h30. Logo em seguida, será realizada a avaliação das atividades de capacitação realizadas pelo Projeto Sou Pescador nos municípios de Manaus, Itacoatiara, Tefé, Parintins e Tabatinga. Para o período da tarde, está prevista apresentação sobre as ações do Centro Estadual de Unidades de Conservação – Ceuc para a organização dos pescadores em áreas protegidas. Em seguida, será exposta a experiência do ProVárzea/Ibama no apoio
a organização de instituições pesqueiras. As apresentações serão intercaladas por trabalhos em grupo e sessões de vídeo.

O segundo dia do seminário será marcado pelas apresentações: ordenamento pesqueiro no Amazonas – Ibama; cenários de atuação do Centro de Pesquisa e Gestão da Biodiversidade Aquática e Recursos Pesqueiros Continentais da Amazônia – Cepam; atuação da Seap na Amazônia – Seap; e produção pesqueira sustentável – Sepror e Ceuc. Ao fim do seminário pretende-se ter construído as linhas para proposta de criação de um programa de capacitação para os pescadores do estado do Amazonas. (portalamazonia)

Fonte: Alessandro, MSc. / COPERE - Santos/SP

Lançada nova versão da Plataforma Lattes

Facilidade no preenchimento, na recuperação de dados de publicações e citações de artigos, além de versão em inglês para a entrada e recuperação dos currículos são algumas das novidades na Plataforma Lattes.

A nova versão será lançada nesta quarta-feira (25/6) pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Editora Elsevier.

A Plataforma Lattes é um sistema desenvolvido e implantado pelo CNPq, que disponibiliza em sua base de dados 1,14 milhão de currículos de pesquisadores, tecnólogos e estudantes das mais diversas áreas do conhecimento que atuam em ciência, tecnologia e inovação. Desse total, 9% são doutores, 15 % mestres e 8% alunos de pós-graduação.

Segundo o CNPq, uma parceria firmada com a Elsevier permitirá o acesso a citações dos artigos registrados pelos pesquisadores na plataforma nos mais de 16 mil periódicos científicos que compõem a base Scopus, uma extensa base de resumos e citações de literatura científica.

O novo sistema permitirá a recuperação do número de citações dos artigos registrados no Lattes e exibi-lo ao lado da referência do artigo, juntamente com link para os artigos que o citaram na Scopus. Caso a busca esteja sendo feita em instituição com acesso ao Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o usuário terá acesso ao conteúdo do artigo.

A nova versão da Plataforma Lattes possui funcionalidade que permite o acesso à base de dados da organização Crossref, responsável por manter o registro do Identificador Digital (DOI) e de metadados de mais de 32 milhões de publicações científicas. Com isso, o pesquisador poderá recuperar todos os dados de sua publicação apenas fornecendo o DOI da mesma, facilitando o preenchimento e garantindo a qualidade da informação na Plataforma Lattes.

Além da versão em inglês para a entrada e a recuperação dos currículos, o Lattes contará, também, com um novo motor de buscas para acesso mais rápido às informações, mesmo naquelas mais complexas e com palavras-chave altamente citadas nos currículos. A busca passa, ainda, a exibir a freqüência com que as palavras-chave informadas aparecem nos currículos recuperados, com ordenação por campo.

Por meio de permissão de uso concedida pelo CNPq, a Plataforma Lattes é utilizada por oito países da América do Sul e África

Mais informações: lattes.cnpq.br

Fonte: Agência FAPESP

Comissão de Mudanças Climáticas recomenda que institutos de pesquisa tenham mais recursos para avaliar mudanças do clima

Dotar os institutos de pesquisa públicos de recursos orçamentários que possam levar adiante os efeitos das mudanças climáticas é uma das 51 recomendações feitas pela Comissão Mista de Mudanças Climáticas do Congresso Nacional para que o Brasil se adapte à nova situação. No dia 18, a comissão aprovou o primeiro relatório sobre o tema apresentado pelo senador Renato Casagrande (PSB-ES).

O texto de 254 páginas traz 51 recomendações gerais e setoriais nas áreas de florestas, energia, mercado de carbono, agricultura, recursos hídricos, zonas costeiras, cerrado, educação ambiental e institutos de pesquisa.

Outra recomendação é para que o Poder Executivo e Legislativo estruture e dê condições de funcionamento a uma Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas. A rede terá o objetivo de gerar conhecimento para informar sobre o processo de tomada de decisões e para subsidiar a formulação de políticas públicas de mitigação e adaptação.

Além disso, o relatório sugere que o governo federal invista na capacitação de pessoal e na aquisição dos equipamentos ainda necessários para diminuir a dependência externa no que tange à formulação de aplicativos computacionais para a resolução de modelos matemáticos de simulação climática.

Recursos
A comissão fez uma análise dos recursos destinados à pesquisa no país e identificou que estudos nessa área estão sendo realizados pela Embrapa e pelos seguintes institutos associados à ABIPTI: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e o Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa).

Em seu relatório, Casagrande afirma que as pesquisas realizadas demandam recursos “e, no entanto, esses centros de pesquisa vêm passando por sucessivos contingenciamentos, o que prejudica muito a capacidade do país de se preparar para as alterações climáticas que já vêm acontecendo”.

O relatório avalia dados de 2001 a 2006 quanto às despesas empenhadas nesse período pelos institutos. O documento afirma que o Inpa, o Inpe e o MPEG tiveram redução das despesas no período de 2001 a 2006. “Apesar do elevado aumento da despesa da União no mesmo período”, diz o relatório.

A comissão destaca que houve aumento das despesas apenas no caso da Embrapa (60,4%) e, mesmo assim, inferior à variação das despesas da União que foi de 108,1%, no mesmo período. “O pior caso de diminuição dos recursos aconteceu no Museu Emílio Goeldi, cujos empenhos diminuíram 58,7% entre 2001 e 2006”, revela o relatório.

Fundos Setoriais
O relatório ainda fez uma análise sobre as despesas empenhadas no mesmo período pelos Fundos Setoriais de Ciência e Tecnologia. O documento traz o detalhamento dos recursos empenhados por cada fundo nesse período e conclui que há uma oscilação muito grande no decorrer dos anos.

De acordo com o relatório, é possível perceber “facilmente” que alguns fundos possuem mais recursos disponíveis. O Fundo Setorial da Amazônia é citado como exemplo de fundo que não “foi tão privilegiado”. Em termos percentuais, mostra o documento, o Fundo Setorial da Amazônia ficou com apenas 1,78% do somatório de todos os fundos. “Novamente trazemos à tona a falta de recursos destinados à pesquisa para preservar a floresta e, por conseqüência, mitigar os efeitos das alterações climáticas.”

Prazo
Ainda no dia 18, a Comissão Mista de Mudanças Climáticas do Congresso Nacional aprovou requerimento do deputado Sarney Filho (PV-MA), com a finalidade de prorrogar suas as atividades. A comissão foi instalada em 13 de março do ano passado. O pedido será apreciado pela Mesa Diretora do Congresso.

Confira a íntegra do relatório do senador Casagrande neste link.

Fonte: Tatiana Fiuza / Gestão CT

Comissão da Câmara rejeita transformação do Inmetro em autarquia

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados rejeitou, no dia 18, a proposta do projeto de lei nº 3.198/2004 que determina a transformação do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) em autarquia.

Os deputados aprovaram o parecer do relator do projeto, deputado Milton Monti (PR-SP), pela rejeição da proposta. Segundo Monti, o texto apresentado se propõe a fortalecer o Inmetro, mas apenas, lhe dá uma nova modelagem semelhante à atribuída às agências reguladoras.

Em sua avaliação, o projeto não trata de questões consideradas fundamentais. Como exemplo, ele cita a carência de pessoal qualificado, plano de cargos com remunerações defasadas e pouco atrativos, e a previsão de aposentadoria em massa nos próximos cinco anos.

Além disso, Monti destaca, em seu relatório, que a nota técnica encaminhada pela presidência do Inmetro confirma que a qualificação de Agência Executiva – forma jurídica que o instituto possui hoje – é mais adequada ao desempenho de suas atribuições do que uma autarquia. Por esses motivos, o parlamentar optou por não aprovar o texto.

Tramitação
O PL nº 3.198 ainda será apreciado por outras duas comissões da Câmara: Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; e Constituição e Justiça e de Cidadania.
A proposta foi apresentada em 2004 pelo deputado Lobbe Neto (PSDB-SP). Desde então, está sob análise da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público. O Inmetro é uma instituição associada à ABIPTI. Confira os detalhes sobre a tramitação do projeto neste link.

Fonte: Gestão CT

Fapesq reúne instituições de ensino e pesquisa para discutir a Semana Nacional de C&T 2008

A Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq), que é uma instituição associada à ABIPTI, reuniu no dia 20 de junho, na Fundação Parque Tecnológico da Paraíba (PaqTcPB), representantes de várias instituições de ensino e pesquisa e entidades diversas para discutir a realização da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2008 (SNCT). A semana acontece de 20 a 26 de outubro em todo o país e o tema deste ano é “Evolução & Diversidade”.

A Semana Nacional de C&T tem como objetivo mobilizar a população, em especial crianças e jovens, em torno de temas e atividades de ciência e tecnologia, valorizando a criatividade, a atitude científica e a inovação. Pretende também chamar a atenção para a importância da C&T para a vida de cada um e para o desenvolvimento do país, bem como contribuir para que a população possa conhecer e discutir os resultados, a relevância e o impacto das pesquisas científicas e tecnológicas e suas aplicações.

Participam da SNCT universidades e institutos de pesquisa, escolas públicas e privadas, centros e museus de ciência e tecnologia, entidades científicas e tecnológicas, secretarias de ciência e tecnologia, centros tecnológicos, entidades da sociedade civil, entre outros.

Informações complementares sobre a SNCT 2008 podem ser obtidas no link:
semanact.mct.gov.br/index.php/content/view/1924.html

Fonte: Gestão CT

Lançado site sobre o Proantar

A Frente Parlamentar de Apoio ao Programa Antártico Brasileiro (Proantar), formada por 53 senadores e 121 deputados, recebeu hoje (25) a visita do secretário de Política e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Luiz Antônio Barreto de Castro.

Acompanhado de especialistas que se dedicam à pesquisa envolvendo o Continente Antártico ele assistiu ao lançamento de um site temático - www.senado.gov.br/frenteproantar/default.asp - com notícias da frente parlamentar. O movimento, criado em 2007, tem como objetivo apoiar o Proantar.

Ao apresentar o programa, incluindo um balanço histórico da participação nacional nas pesquisas, Castro lembrou que em julho uma equipe de seis pesquisadores brasileiros participa, na Rússia, do encontro do Comitê Científico Para Pesquisas Antárticas (Scar) (www.scar.org/), que faz parte do Conselho Internacional para Cência (ICSU), e é encarregado da promoção e coordenação de pesquisas científicas na Antártica.

Também participou do encontro o glaciólogo Jefferson Cardia Simões, do Comitê Nacional de Pesquisas Antárticas do MCT. Simões, geólogo que é também coordenador do Núcleo de Pesquisas Antárticas e Climáticas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), foi o primeiro brasileiro a se especializar em glaciologia, área da geologia que estuda as geleiras, as glaciações e seus efeitos sobre a Terra.

Ele é o brasileiro que passou mais tempo nas geleiras, tendo ido duas vezes ao Ártico e 18 vezes à Antártica. Simões salienta que a participação do Brasil em estudos sobre o Continente Antártico é um assunto estratégico que tem impacto direto na vida da população. Pesquisas na Antártica permitem que se compreenda a formação do buraco de ozônio, a implicação de mudanças da biodiversidade da Antártica nos recursos pesqueiros do Brasil e a formação de frentes frias que atingem o País.

"Graças às pesquisas na Antártica, poderemos, a curto prazo, em cerca de cinco anos, formular modelos climáticos brasileiros com mais precisão", ressalta o cientista, que prepara-se para participar da primeira expedição brasileira terrestre na Antártica, entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009, com a missão de intensificar os trabalhos de pesquisa naquela região.

Campo de pesquisa
O clima da Antártica permite a eficiência de várias modalidades de pesquisas. Ali é possível detectar neutrinos, partículas sub-atômicas dificilmente localizadas em outras áreas; entender o genoma de peixes que têm anticongelante no sangue e conhecer detalhes da fauna e da flora, que podem mais tarde ser aproveitados em diversas áreas de pesquisa em outros ambientes e com diferentes aplicações.

"Também é importante lembrar que pesquisar a Antártica é envolver-se com questões que dizem respeito à segurança ambiental", explica Simões, que é o delegado brasileiro no Scar. De 13 a 16 de julho ele se encontra com cientistas de outros países para discutir soluções de cooperação internacional nas pesquisas do Continente. "Tratam-se de pesquisas caras, mas extremamente importantes. O Brasil passou a investir mais nesses estudos a partir de 2002".

O secretário Barreto de Castro disse que cerca de R$ 10 milhões provenientes dos Fundos Setoriais são investidos no Proantar desde 2002. Segundo ele, o programa prevê um aumento substancial de recursos do MCT partir de 2009. Em 2007, o MCT investiu mais de R$19,5 milhões no programa, quase cinco vezes mais do que o orçamento destinado a ele em 2003.

Sites relacionados no MCT:

Atividades Científicas Verão 2007/208

Explicação do verão tão frio na Antártica. Histórico da temperatura na região


Fonte: Agência CT

Vagas para docentes na USP Leste

A Escola de Artes, Ciências e Humanidades (Each), da Universidade de São Paulo (USP), tem vagas abertas para dois professores titulares para a área de conhecimento “Artes, Ciências e Humanidades”. As inscrições poderão ser feitas até o dia 22 de agosto

Os professores selecionados trabalharão em regime de dedicação integral e terão salário de R$ 8.536,48.

Os candidatos, que deverão possuir título de livre-docência, devem apresentar memorial circunstanciado comprovando os trabalhos publicados, as atividades realizadas pertinentes ao concurso e as demais informações que permitam avaliação de seus méritos

A seleção compreenderá julgamento dos títulos, prova pública oral de erudição e prova pública de argüição. O programa inclui os temas “Economia, gestão e política”, “Informação e tecnologia”, “Cultura, arte e lazer”, “Sociedade, saúde e educação”, “Natureza” e “Comunicação e marketing”.

Mais informações: www.usp.br/drh/novo/recsel/eachconc502008.html

Fonte: Agência FAPESP

A sensibilidade social de Ruth Cardoso

“Ruth Cardoso tornou visíveis para a população diversas de suas qualidades pessoais, dentre as quais têm especial relevo sua dignidade e integridade de caráter, sua simplicidade no trato com as pessoas, sua sensibilidade social e seu profundo conhecimento da realidade brasileira.”

As palavras são de Celso Lafer, presidente da FAPESP, em nota de pesar (a seguir) pelo falecimento da antropóloga aos 77 anos, em decorrência de problemas cardíacos, na noite de terça-feira (24/6), em São Paulo. O enterro será na manhã desta quinta-feira, no cemitério da Consolação.

Lafer destaca o “inovador exemplo de utilização do conhecimento como meio de ação social” e “a consciência do papel dos movimentos sociais [como] elemento essencial para a adequada compreensão da realidade da sociedade contemporânea”, constantes na carreira e na vida da antropóloga.

“Cumpre à FAPESP igualmente prestar homenagem à professora universitária que foi pesquisadora vinculada a esta instituição, além de nossa assessora científica, integrando a tradicional parceria existente entre a comunidade acadêmica e a Fundação – principal razão, aliás, do seu sucesso ao longo dos mais de 45 anos desde sua criação”, destacou.

Mulher do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, com quem se casou em 1953 e teve três filhos, Ruth Vilaça Corrêa Leite Cardoso nasceu em 19 de setembro de 1930, em Araraquara, interior paulista.

Fez graduação, mestrado e doutorado na Universidade de São Paulo e pós-doutorado na Universidade Colúmbia, nos Estados Unidos. Foi professora de antropologia e ciência política na USP e pesquisadora do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).

Como docente e pesquisadora também atuou na Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, na Universidade do Chile, na Maison des Sciences de L’Homme, na França, e na Universidade da Califórnia em Berkeley.

Foi presidente do conselho da Comunidade Solidária e presidente e fundadora da Comunitas, organização não-governamental promotora de parcerias entre sociedade civil, universidades e empresas.

Foi também presidente do conselho assessor do Banco Interamericano de Desenvolvimento sobre Mulher e Desenvolvimento, membro da junta diretiva da UN Foundation e da Comissão da Organização Internacional do Trabalho sobre as Dimensões Sociais da Globalização e da Comissão sobre a Globalização.

Entre seus livros estão Estrutura familiar e mobilidade social (1972), A aventura antropológica: teoria e pesquisa (1986), A trajetória dos movimentos sociais (1994) e Estrutura familiar e mobilidade social: estudos dos japoneses no Estado de São Paulo, tese de doutorado publicada em livro em 1995, em português e japonês.

Nota de pesar pelo falecimento de Ruth Cardoso
No momento em que a nação brasileira manifesta seus sentimentos em razão do falecimento de Ruth Cardoso, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) gostaria de destacar alguns aspectos que entende fundamentais da vida desta professora que soube, com rara proficiência, aliar virtudes pessoais e acadêmicas com ação social.

Ruth Cardoso, desde que desempenhou relevante papel público como esposa do Presidente Fernando Henrique Cardoso – dando, aliás, inédita dimensão às atribuições usualmente desempenhadas pelo cônjuge do chefe de Estado no Brasil –, tornou visíveis para a população diversas de suas qualidades pessoais, dentre as quais têm especial relevo sua dignidade e integridade de caráter, sua simplicidade no trato com as pessoas, sua sensibilidade social e seu profundo conhecimento da realidade brasileira.

A síntese dessas virtudes resultou no programa Comunidade Solidária, verdadeiro marco em termos de uma nova visão das políticas sociais em nosso país, tendo como essência a utilização do conhecimento como vetor na qualidade de vida da população e como criação efetiva de uma cidadania econômica e política.

A FAPESP, dada sua missão institucional como agência de fomento à pesquisa científica e tecnológica, é particularmente sensível ao modo pelo qual Ruth Cardoso deu um inovador exemplo de utilização do conhecimento como meio de ação social.

Entretanto, cumpre à FAPESP igualmente prestar homenagem à professora universitária que foi pesquisadora vinculada a esta instituição, além de nossa assessora científica, integrando a tradicional parceria existente entre a comunidade acadêmica e a FAPESP – principal razão, aliás, do seu sucesso ao longo dos mais de 45 anos desde sua criação.

Como acadêmica, os caminhos percorridos por Ruth Cardoso a levaram da antropologia à ciência política, permitindo que, nesta última área, enfrentasse temas fundamentais, até então não muito presentes nas pesquisas em nosso país, tais como a sociedade civil e seu modo de ação em organizações não-governamentais; os movimentos sociais; e as reivindicações de gênero.

O foco de Ruth Cardoso estava, desse modo, mais fixado sobre o ambiente da sociedade civil, em sua relação com o Estado, do que sobre o ambiente interno do próprio Estado.

E a consciência do papel dos movimentos sociais é elemento essencial para a adequada compreensão da realidade da sociedade contemporânea. Nas palavras de Ruth Cardoso, ao prefaciar o livro O poder da identidade, de Manuel Castells, “aprendemos como se formam novos atores sociais, como sua atuação é fragmentada, muitas vezes isolada, mas sempre em interação com os aparatos do Estado, redes globais e indivíduos centrados em si mesmos. Todos esses elementos não se articulam, pois suas lógicas são diferentes e sua coexistência não será pacífica; mas certamente será ‘produtiva’ para a transformação da sociedade. A globalização não apagou a presença de atores políticos. Criou para eles novos espaços pelos quais se inicia um processo histórico que não tem direção prevista. A criatividade, a negociação e a capacidade de mobilização serão os mais importantes instrumentos para conquistar um lugar na sociedade em rede”.

Mas também, a par de veicular a manifestação institucional da Fundação que presido, não poderia deixar de mencionar, pessoalmente, a amizade que por longos anos tive o privilégio de manter com Ruth Cardoso, cujo conselho tantas vezes busquei na minha vida acadêmica e pública, bem como minha admiração sincera de seu conjunto de virtudes que a tornou uma pessoa especial.

É com grande tristeza, portanto, que compartilho o momento de dor que todos agora sentem, particularmente meu amigo Presidente Fernando Henrique Cardoso, seus filhos Luciana, Bia e Paulo Henrique, netos e demais familiares.

São Paulo, 25 de junho de 2008.

Celso Lafer
Presidente
FAPESP

Fonte: Agência FAPESP

Paraguai tem a menor taxa de penetração da internet

Penúria digital
O Paraguai é o país sul-americano com menor taxa de penetração da internet, com 4%, segundo estudo apresentado em Assunção pela Câmara Paraguaia de Internet (Capadi).

O estudo também destaca que o país usa apenas 10% do potencial de negócios que oferece a rede mundial de computadores. Para a Capadi, a infra-estrutura de comunicação deficiente representa uma limitação para que empresas multinacionais se estabeleçam no país.

“O Paraguai está muito distante da conectividade e das facilidades encontradas em outros países da região, como Chile, Argentina e Uruguai”, disse Rubén Irala, presidente da Capadi, à agência de notícias SciDev.Net.

O estudo aponta que o Chile é o país mais conectado na América do Sul, com acesso para 43% da população. Em seguida vem a Argentina (39,7%), seguida pelo Uruguai (31,8%).

O Brasil está na média do continente, com 22,4% – segundo a TIC Domicílios 2007, pesquisa realizada pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (Nic.Br), 17% das residências brasileiras tinham conexão com a internet.

Paraguai e Bolívia (com 6,4%) são os dois únicos países da América do Sul em que menos de 10% da população tem acesso à internet. Para a Capadi, superar o baixo índice de uso é algo que “requer vontade política para desmonopolizar e eliminar as restrições de acesso à internet”.

Segundo Irala, entre as restrições encontradas no Paraguai estão o monopólio de acesso às redes de fibras ópticas internacionais por parte da Companhia Paraguaia de Comunicações, as altas tarifas cobradas pelos provedores e a ausência de um marco regulatório para as empresas que desejam investir no setor.

Entre as medidas sugeridas pela Câmara Paraguaia de Internet para tentar reverter o cenário estão a criação de uma rede nacional de dados, o estabelecimento de uma infra-estrutura de comunicações com cobertura nacional, a melhora na qualidade dos serviços e a liberação dos serviços multimídias e de acesso à internet.

Fonte: Agência FAPESP

Pesquisa estuda o potencial energético de florestas plantadas

A descoberta de enzimas que permitam a produção em escala e o desenvolvimento de tecnologias de conversão de biomassa em etanol a partir das florestas brasileiras são os principais objetivos do programa Florestas Energéticas na Matriz de Agroenergia Brasileira. O programa está sendo realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), sob a liderança da unidade Embrapa Florestas, localizada no Paraná.

Cerca de 70 instituições públicas e privadas e mais de 100 pesquisadores participam do programa em todo o país. Um dos projetos inseridos no programa é coordenado pela pesquisadora Sonia Couri, da Embrapa Agroindústria de Alimentos, do Rio de Janeiro. Ele visa à obtenção de derivados energéticos de alto valor agregado a partir de biomassa florestal. Ou seja, é o processamento da madeira para produção de energia, utilizando diferentes processos.

Segundo a pesquisadora, existem muitos complicadores que oneram a produção de energia a partir de biomassa. Um deles é o custo internacional das enzimas - ou catalizadores biológicos - usadas na produção de energia, que oscila hoje entre US$ 0,30 a US$ 0,50 por galão de etanol. Mas, para ser lucrativo para o setor produtivo, esse valor teria que ser reduzido para cerca de US$ 0,05 o barril, informou Sonia Couri. Essas enzimas, atualmente, são importadas pelo Brasil.

“O mundo todo está procurando produzir uma enzima que torne esse processo economicamente viável. Porque a enzima é muito cara ainda”, explicou. Ela alertou também que ainda não está otimizado o pré-tratamento da biomassa. Daí o interesse dos pesquisadores em conseguir recursos que permitam agilizar os trabalhos.

Sonia Couri explicou que , antes de iniciar o processo de fabricação de energia a partir da biomassa, é preciso efetuar o pré-tratamento da estrutura rígida dos troncos para expor a fibra de celulose à ação das enzimas. “Você tem que tirar a celulose que está mais escondida para que a enzima possa agir”.

A pesquisadora destacou que é preciso que haja condições diferenciadas de pré-tratamento para cada tipo de matéria-prima usada, como resíduos de agroindústria, toras de árvore ou bagaço de cana. A celulose é um polímero de glicose, ou seja, uma molécula maior e mais complexa. “Então, a enzima age na molécula de celulose e transforma aquilo em um xarope de glicose. A enzima faz com que a ligação entre uma glicose e outra seja rompida, e aí você tem então a glicose livre para ser fermentada e fazer o etanol”, ensinou.

Trabalhar com baixas temperaturas e em condições brandas é uma das vantagens do uso dessas enzimas. Elas substituem o tratamento com ácidos, que é muito drástico e resulta em um resíduo difícil de tratar depois, segundo a pesquisadora.

A Embrapa Agroindústria de Alimentos procura isolar fungos que sejam excelentes produtores dessas enzimas para depois utilizar na biomassa. Até o momento, a unidade de pesquisas já testou cerca de 500 fungos. Dois deles foram selecionados nos laboratórios do Centro de Tecnologia de Alimentos (CTA), situado no estado do Rio, e da Embrapa Agroindústria Tropical, que fica no Ceará.

Outros grupos de pesquisadores da Embrapa e de entidades de pesquisa parceiras efetuam a triagem para seleção de bactérias, cuidam da caracterização do DNA desses fungos e bactérias selecionados, e buscam ainda, a partir da biomassa, produzir um bio-óleo, que também é um derivado energético.

Na última semana, a equipe envolvida na obtenção de derivados energéticos, no caso o etanol, esteve reunida nesta capital. O conjunto de pesquisas incluídas no programa Florestas Energéticas quer o aproveitamento das florestas e dos resíduos agroindustriais como uma opção para a matriz energética brasileira.

“Se você considerar que o Brasil tem poucas áreas plantadas, existe um potencial muito grande para explorar essa área plantada. Você pode usar tanto a madeira de floresta plantada – não é a madeira de floresta nativa, de jeito nenhum – ou mesmo resíduos dessa floresta”, disse Sonia Coura.

A pesquisadora avaliou que, em termos energéticos, é muito mais vantajoso usar parte dessas florestas plantadas para geração de energia. Ela argumentou que se o Brasil tivesse atualmente mais áreas com florestas plantadas, não haveria tanta invasão de florestas nativas.

O projeto foi iniciado em setembro de 2007 e tem prazo de conclusão previsto para dentro de quatro anos. A pesquisadora defendeu, entretanto, que ele deverá ter continuidade. Dos recursos previstos inicialmente, em torno de R$ 5 milhões pela Embrapa, só foram liberados até agora cerca de R$ 2,5 milhões.

Sonia Couri afirmou que os pesquisadores pretendem buscar recursos em outras fontes à medida em que os estudos forem se desenvolvendo. “Porque ainda não é suficiente para tocar [o projeto] como deveria ser. Quanto mais recursos você consegue, mais rapidamente você pode ter alunos, pagar bolsas. Quer dizer, ter mais gente na equipe e produzir muito mais. Porque é isso que está acontecendo nos demais países”, explicou.

A coordenadora do projeto na Embrapa Agroindústria de Alimentos observou que é preciso viabilizar as pesquisas economicamente, de modo a baratear o custo das enzimas. Uma das empresas interessadas em validar essa tecnologia em uma escala maior, anterior à etapa de industrialização, é a Global Ciência e Tecnologia, do setor de inovação.

A companhia está entrando com o projeto na Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência e Tecnologia, em busca de financiamento. “Se a gente conseguir produzir aqui no Brasil, economiza uma série de etapas e pode ser viável economicamente”, concluiu.

Fonte: Maria Fernanda Romero / Agência Brasil

Escolas profissionalizantes são inauguradas em Goiás e no Paraná

Nesta semana, serão inauguradas duas escolas de educação profissional. No último dia 24, foi a vez do Centro de Educação Profissional Otávio Lage, em Goianésia (GO). No dia 27, será aberto o Centro Tecnológico de Maringá (PR). As duas instituições estão sendo criadas com recursos do Programa de Expansão da Educação Profissional (Proep), do Ministério da Educação.

No município goiano, um convênio firmado com a Secretaria de Educação do Estado de Goiás viabilizou um investimento de cerca de R$ 3 milhões, destinados a consultoria, obra e aquisição de equipamentos para os laboratórios de física e química, informática, design e gestão.

Já em Maringá, foi assinado um convênio com a Fundação Tecnópolis, instituição comunitária mantenedora da escola. Foi investido um montante de aproximadamente R$ 2 milhões, que foi aplicado na capacitação de profissionais, em consultoria, serviços e aquisição de equipamentos para laboratórios das áreas de gestão, indústria e informática.

Com vigência até novembro de 2008, o Proep financia a construção, reforma e ampliação de escolas profissionalizantes, a aquisição de equipamentos de laboratórios e de material pedagógico. A iniciativa também contempla ações voltadas para o desenvolvimento técnico-pedagógico e de gestão das escolas, como capacitação de professores e de pessoal técnico e implantação de laboratórios.

Informações sobre o Proep podem ser obtidas neste link.

Fonte: Gestão CT

R$ 1,3 bilhão da Finep para pequenas empresas inovadoras

O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e sua agência Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) assinam nesta quinta-feira (26/6), às 11h, em Brasília, acordo com 18 incubadoras-âncora de empresas para operar o Programa Primeira Empresa Inovadora (Prime).

Segundo o MCT, o programa pretende investir R$ 1,3 bilhão nos próximos quatro anos em empresas nascentes de base tecnológica. Estarão presentes ao evento o ministro de Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, e o presidente da Finep, Luis Fernandes.

“É o maior programa nos 41 anos de história da Finep”, disse Eduardo Costa, diretor de inovação da agência. Segundo ele, até 2011 o Prime deve contemplar cerca de 5 mil empresas com grande potencial de crescimento e que apostem no diferencial inovador como estratégia de competitividade.

No primeiro edital serão disponibilizados R$ 216 milhões. As incubadoras serão responsáveis pela seleção dos empreendimentos e pelo repasse da verba.

A empresa beneficiada pelo Prime terá o seu projeto apoiado por duas modalidades de aporte operadas pela Finep. O valor total do financiamento será da ordem de R$ 240 mil por empresa. Esses recursos serão liberados em dois anos, sendo que a primeira parcela, de R$ 120 mil, virá do Programa de Subvenção Econômica à Inovação. Nessa modalidade o recurso é não-reembolsável. Já a segunda e última parcela utilizará dinheiro do Programa Juro Zero, que prevê a devolução do empréstimo em cem vezes sem juros.

Os primeiros R$ 120 mil serão repassados em forma de subvenção econômica não-reembolsáveis e, por isso, são livres de taxação. Esses recursos podem ser empregados para contratação de técnicos, administradores e consultores.

Antes de aderir ao programa, os novos empreendedores passarão por um curso obrigatório de imersão em negócios. O documento que será assinado em Brasília é um protocolo de intenções em que as 18 incubadoras assumem o compromisso de atuar como agentes financeiros da Finep.

Elas foram selecionadas segundo critérios de credibilidade e capacidade comprovadas de atuação no apoio a empreendimentos inovadores nascentes. No passo seguinte, serão realizados os convênios, com a apresentação, por cada incubadora-âncora, de um plano detalhado de trabalho. A partir daí, a Finep repassará os recursos financeiros às incubadoras.

Mais informações: www.finep.gov.br

Fonte: Agência FAPESP

Abertas as inscrições para o Seminário Internacional de Alta Tecnologia

Profissionais e pesquisadores da área de desenvolvimento de produtos vão poder trocar experiências e se atualizar no 13º Seminário Internacional de Alta Tecnologia, cujo tema é Inovações Tecnológicas no Desenvolvimento de Produtos.


Idealizado e organizado pelo Laboratório de Sistemas Computacionais para Projeto e Manufatura (SCPM) da Unimep, o evento conta com uma programação de palestras sobre temas diversos da área, confira abaixo:

· integração digital e gestão da cadeia Cax
· gerenciamento do ciclo de vida do produto
· inovações na engenharia de produto na indústria automobilística
· engenharia colaborativa
· realidade virtual no desenvolvimento do produto
· otimização holística no desenvolvimento do produto

Pesquisadores internacionais e profissionais de empresas foram convidados a ministrarem as palestras. Parte do seminário será em alemão, com tradução técnica simultânea para o português permitindo a participação de todos os presentes com perguntas e observações.

O evento será realizado no dia 02 de outubro e as inscrições estão abertas. Até o dia 31 de agosto, haverá desconto de 15% para professores e 30% para estudantes de pós-graduação. Há também desconto de 5% para cinco ou mais inscrições de uma mesma empresa.

Visite o site www.unimep.br/feau/scpm/seminario para inscrições e acesso à programação do seminário.

Outras informações pelo telefone (19) 3124 1792

Fonte: CIMM

Drauzio Varella falará sobre Educação Médica e Meios de Comunicação na ANM

Drauzio Varella é o convidado especial da Academia Nacional de Medicina nesta quinta-feira (26/6), às 18h, no Rio de Janeiro. O médico cancerologista falará sobre educação médica pelos meios de comunicação, em conferência aberta ao público.

Professor de faculdades no Brasil e no exterior, como o Hospital Memorial de Nova York e a Clínica Cleveland, nos Estados Unidos, o Instituto Karolinska, na Suécia, e a Universidade de Hiroshima e o Centro Nacional de Câncer, no Japão, Varella foi um dos pioneiros no Brasil no tratamento da Aids, especialmente do sarcoma de Kaposi.

É autor de diversos livros, entre os quais Aids hoje, em colaboração com outros médicos, Estação Carandiru, pelo qual recebeu o Prêmio Jabuti de 2000, Nas ruas do Brás e O médico doente.

Em 1986, sob orientação do jornalista Fernando Vieira de Melo, iniciou campanhas que visavam ao esclarecimento da população sobre a prevenção à Aids, primeiro pela rádio Jovem Pan AM e depois pela 89 FM, de São Paulo.

Em 1989, iniciou um trabalho de pesquisa sobre a prevalência do vírus HIV na população carcerária da Casa de Detenção do Carandiru e, até a desativação do presídio, em setembro de 2002, trabalhou como médico voluntário na cadeia.

Atualmente participa, no rio Negro, de um projeto de bioprospecção de plantas brasileiras com o intuito de obter extratos para testá-los experimentalmente em células tumorais malignas e bactérias resistentes aos antibióticos. O projeto “Rastreamento para a avaliação de atividade farmacológica de extratos de plantas brasileiras” é realizado nos laboratórios da Universidade Paulista (Unip) e tem apoio da FAPESP na modalidade Projeto Temático.

A Academia Nacional de Medicina fica na Av. General Justo 365, 7º andar, no centro do Rio de Janeiro.

Mais informações: (21) 2524-2164

Fonte: Agência FAPESP

Manuelzão: A história da mobilização que começou em torno de um rio

UFMG lança livro sobre Projeto Manuelzão
O livro Projeto Manuelzão: A história da mobilização que começou em torno de um rio será lançado na próxima sexta-feira (27/6), às 19 horas.

A obra será lançada pelo Projeto Manuelzão da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) pela revitalização do rio das Velhas. O evento ocorrerá no Salão Nobre da faculdade.

O livro traz uma reflexão a respeito da trajetória de 11 anos do projeto. O lançamento será feito no dia em que se comemora o centenário de nascimento do escritor Guimarães Rosa.

Será realizado um debate, com participação do coordenador-geral do Projeto Manuelzão, Apolo Heringer, da pró-reitora adjunta de Extensão da UFMG, Paula Cambraia, e dos organizadores do livro, Eugênio Goulart e Letícia Malloy.

O evento incluirá ainda a exibição do documentário Caminho das águas – uma viagem pelo rio das Velhas a partir das previsões de Richard Burton/1867, de Rodrigo Campos, além do lançamento do livro infanto-juvenil Pedro e o Velho Chico, de Evelyn Zayden, que conta a história de um menino que, a partir de um pesadelo, busca encontrar uma solução para o problema da água.

Outra atração será uma apresentação de música barranqueira, com os músicos Márcio Levy, Anderson Oliveira e Geovane Sassá, sessão de autógrafos e coquetel. Mais informações: www.medicina.ufmg.br

Fonte: Agência FAPESP

Robert Sherwood analisa a Lei de Inovação brasileira

Inovação desprotegida
Consultor internacional e pesquisador da área de transferência e comercialização de tecnologia, Robert Sherwood dedicou as últimas duas décadas à investigação do papel da propriedade intelectual em países em desenvolvimento.

Na última terça-feira (24/6), o norte-americano, um dos especialistas internacionais consultados para a elaboração da Lei de Inovação brasileira, apresentou, na sede da FAPESP, a palestra Successful commercialization of university and government-sourced technology: pitfalls and opportunities ("Comercialização bem-sucedida de tecnologia apoiada por governo e universidade: armadilhas e oportunidades").

Em entrevista à Agência FAPESP, o consultor afirmou que a ciência produzida no Brasil tem alta qualidade, mas não resulta em produtos comerciais com freqüência por não atrair investidores privados globais. E o que afasta esses investimentos é a fragilidade do sistema brasileiro de propriedade intelectual.

Sherwood, que estudou no Harvard College, na Escola de Direito da Universidade Harvard e na Universidade Colúmbia, atuou na área de direito internacional e conduziu um diagnóstico de sistemas de propriedade intelectual na América Latina para o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

A experiência levou à criação de um modelo numérico de análise que permite avaliar sistemas de propriedade intelectual nacionais a partir da perspectiva de investidores privados. A abordagem foi aplicada a 18 países em desenvolvimento. Sherwood diz ter feito mais de 150 visitas ao Brasil desde 1972. Atualmente, visita o país três vezes ao ano.

Por que o Brasil tem tanta dificuldade para transformar produção científica em inovações inseridas no mercado?
O governo brasileiro investe recursos imensos em pesquisa, o que garante uma ciência de nível internacional. Mas o investimento privado global, necessário para transformar essa produção científica e tecnológica em produtos, não chega ao país. Os investidores globais relutam em colocar dinheiro no Brasil

Qual é a causa dessa relutância?
Eles conhecem os altos riscos do investimento em inovação e, por isso, não querem colocar recursos em países com um sistema de propriedade intelectual fraco, como é o caso do Brasil. Esses investimentos acabam indo para os Estados Unidos.

Poderia citar alguns dos pontos fracos do sistema brasileiro de propriedade intelectual?
Sem dúvida seria preciso fazer pelo menos alguns ajustes técnicos na Lei de Inovação. Não tenho certeza de qual seria o momento ideal para esses ajustes, mas a lei ainda tem um caráter experimental, dando mais importância à inovação com investimentos estatais do que ao fomento por meio de investimento privado. A exigência de edital para o licenciamento exclusivo de tecnologias desenvolvidas com financiamento do governo também é um ponto a ser revisto. Uma das necessidades mais importantes é uma ampla reestruturação do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). A Lei da Propriedade Industrial também tem artigos confusos.

Como esses problemas afetam a comercialização de tecnologias? Poderia exemplificar?
Algumas das empresas start up, particularmente na área biológica e de saúde, estão lidando com problemas de propriedade intelectual. Digamos que uma empresa brasileira tente fazer avançar uma tecnologia original, proveniente do conhecimento produzido na universidade. É provável – a não ser que se trate de uma tecnologia muito simples – que sua capacidade para comercializar, que passa pelo desenvolvimento do produto ou do processo, exija o acesso a uma outra tecnologia estrangeira. Haverá situações em que o fornecedor dessa tecnologia intermediária se recusará a disponibilizá-la no Brasil, porque ela não será adequadamente protegida aqui. O desenvolvimento das tecnologias por empresas brasileiras será então retardado. Isso é parte dos efeitos invisíveis da fraqueza do sistema de proteção intelectual no Brasil.

Além dos problemas da legislação, pode-se dizer que há obstáculos culturais? O cientista pensa pouco em inovação?
Acho que é muito importante que mais universidades se aproximem da comercialização de tecnologias. Seria fundamental que elas pensassem seus processos de uma maneira nova, entendendo a importância da propriedade intelectual para apoiar a comercialização. Assim elas estariam em posição de agir quando os políticos finalmente se voltarem para os problemas da propriedade intelectual. Em outras palavras, aqueles que estão fazendo invenções no Brasil precisam experimentar um pouco mais o processo de mudar para uma comercialização de sucesso em escala global.

A pesquisa deveria ser mais voltada para o mercado?
Não se trata de ciência voltada exclusivamente para o mercado, mas seria preciso que o cientista tivesse a questão da propriedade intelectual em mente desde o começo de uma pesquisa. Ele poderia, antes de mais nada, verificar nos bancos de patentes internacionais se sua tecnologia não foi patenteada – o que destruiria o possível interesse de investidores. Os cientistas também deveriam ter contato mais próximo com quem entende de propriedade intelectual, para ter em mente que produtos podem ser protegidos. Outro ponto fundamental seria depositar o pedido de patente antes de publicar o artigo científico.

Não há uma tensão entre a necessidade de publicar, para ter credibilidade e conseguir recursos, e a necessidade de proteger as descobertas?
Ambos são importantes. O cientista brasileiro publica muito e isso é importante para fazer avançar o conhecimento. Isso precisa continuar. Mas é preciso buscar patentes e olhar para onde estão os potenciais comerciais, em vez de desperdiçar essas possibilidades. É uma questão de ter certeza de que os pedidos de patente estão terminados antes que o artigo seja publicado. Não vejo incompatibilidade entre publicar e patentear. Assim como não vejo contradição entre ciência básica e ciência aplicada. Mesmo tendo o potencial de mercado em vista, o pesquisador pode fazer descobertas científicas de alta importância.

Quanto o Brasil poderia melhorar seu desempenho de produção tecnológica com uma melhora do sistema de proteção intelectual?
Há muito tempo especialistas em todo o mundo ficam perplexos com o contraste entre a altíssima qualidade da ciência feita no Brasil e a pouca energia que essa produção tão boa coloca na base industrial do país. O potencial é realmente impressionante. E não é preciso muito para consertar essa fraqueza. O custo não é grande. Ao contrário, se o sistema de propriedade intelectual fosse forte o suficiente para trazer investimentos privados, substituindo os investimentos que o governo é forçado a fazer, haveria muito mais recursos públicos para outras partes da economia. Em vez de tentar impulsionar a inovação, esse dinheiro poderia ser remanejado para o sistema de saúde e educação.

O senhor afirmou que a propriedade da patente é uma questão ilusória, que o mais importante é saber quem tem o poder de negociar o licenciamento. Poderia explicar esse ponto de vista?
A propriedade da patente não é de fato a questão crítica. O mais importante é a habilidade para negociar direitos para usar a patente com o investimento privado. Não importa quem seja o dono da patente é preciso eleger alguém que tenha sabedoria, inteligência e que seja uma pessoa de negócios para formular um arranjo no qual o dinheiro vai ser distribuído entre a fonte de recursos original do governo, a universidade, o departamento e o professor ou a equipe que fez o trabalho que gerou joint ventures de pesquisa.

Poderia exemplificar?
Vamos dizer que há uma equipe de Israel em parceria com uma equipe da USP e elas fazem uma importante comercialização de uma nova tecnologia. Temos que ter certeza sobre como vamos distribuir os ganhos dessa comercialização, entre os israelenses e a USP. Geralmente são determinações muito complexas, mas não esperem para definir isso depois de o produto entrar no mercado, ou haverá briga. Desde o início do processo é preciso saber quem vai ficar com dinheiro. E, não importando a quem pertença a patente, será possível nomear alguém que faça a negociação com sabedoria.

Qual a sua opinião sobre as incubadoras de empresas brasileiras? Elas estão conseguindo transferir tecnologia?
O movimento de incubadoras no Brasil tem um crescimento impressionante. A maior parte das universidades hoje têm incubadoras, mas a maioria delas foi criada sem nenhuma preocupação com propriedade intelectual. Poucas das que conheci compreenderam a importância da questão. A de Curitiba, por exemplo, exige que as pequenas empresas ingressantes mostrem sua capacidade de proteção intelectual. Creio que eles têm uma taxa de sucesso maior com suas empresas graduadas. Outras fazem um grande trabalho, mas não têm uma apreciação adequada para propriedade intelectual. Eu soube, por exemplo, de visitas de delegações chinesas a incubadoras brasileiras sem imposição de sigilo. Os chineses tiraram fotos e pediram cópias de diagramas. É um tipo suave de espionagem. Tecnologias brasileiras estariam beneficiando a indústria de base chinesa. Não tenho provas disso, mas é um temor justificável.

Fonte: Fábio de Castro / Agência FAPESP