terça-feira, 24 de junho de 2008

Conselho Britânico promove workshop sobre Gestão de Inovação

Nos dias 25 e 26 de junho, o Conselho Britânico realizará, no Rio de Janeiro (RJ), um workshop sobre Gestão de Inovação. O objetivo do evento é trazer as experiências do Reino Unido para o Brasil na área de inovação e facilitar um network com parceiros locais para fomentar o desenvolvimento de empresas, tornando-as mais competitivas.

O evento contará com a presença dos especialistas ingleses Howard Rush e David Francis. Rush é PhD em gestão de inovação e diretor do Centre for Research in Innovation Management – Centrim (Centro para Pesquisa em Gestão de Inovação), da Universidade de Brighton, em Sussex, Inglaterra. Ele tem grande experiência em fazer a ponte entre a academia e a comunidade empresarial no sentido de promover uma maior interação econômica e social entre centros de pesquisa e empresas. O segundo convidado, o professor Francis, é especialista em gestão de inovação e desenvolvimento de estratégias.

O encontro contará com a participação de executivos de empresas públicas e privadas. Uma das palestras será sobre a experiência do Centrim no desenvolvimento de produtos inovadores e as formas de transferência de conhecimento bem-sucedidas e que têm feito sucesso dentro das comunidades empresariais locais, nacionais e internacionais.

Os especialistas convidados também falarão sobre o ProfitNet, que é um programa inovador de networking, de troca de conhecimentos e de soluções para ajudar empresas a se desenvolverem e se tornarem mais competitivas dentro do mercado. Essa iniciativa é gratuita e é composta por presidentes de empresas e por pessoas que são responsáveis pela tomada de decisões estratégicas. No Reino Unido, 500 empresas participam da rede, que também já foi introduzida na África do Sul e na República da Irlanda.

Prêmio Finep
Os especialistas convidados também farão um workshop de dois dias sobre Gestão de Inovação, exclusivo para os sete vencedores do Prêmio Finep de Inovação Tecnológica – Edição 2007. Em 2006, o Conselho Britânico estabeleceu o primeiro contato entre brasileiros e especialistas britânicos, quando levou os finalistas da premiação de 2005 para assistir um workshop na sede da instituição, em Brighton, na Inglaterra. Na ocasião, o curso também foi ministrado pelos professores Howard Rush e David Francis.

Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (21) 2555-0758

Fonte: Gestão CT

Anunciados os vencedores do Prêmio Henri Nestlé de Nutrição e Saúde

A Nestlé divulgou, na noite de sexta-feira, 20 de junho, os vencedores do Prêmio Henri Nestlé de Nutrição e Saúde que, em sua primeira edição, contou com 247 pesquisas científicas desenvolvidas nas áreas de Nutrição em Saúde Pública, Tecnologia e Bioquímica de Alimentos e Nutrição Clínica. O Prêmio Henri Nestlé tem como principal objetivo estimular a pesquisa científica, desenvolvida por profissionais e estudantes, ligados às áreas relacionadas à Nutrição, Saúde e Bem-estar.

Foram classificados 18 trabalhos finalistas, divididos em categorias de acordo com a formação acadêmica, em diversas regiões do país. Como premiação, os três vencedores da Categoria I (graduando, graduado, pós-graduando e pós-graduado) poderão participar, como congressistas, de qualquer curso nacional, em sua área/especialidade, durante este ano. Na Categoria II (mestrando, mestrado, doutorando, doutorado, pós-doutorando e pós-doutorado), os três premiados ganharam uma viagem à Suíça, que inclui visita ao Nestlé Research Center, em Lausanne. Os participantes classificados em segundo e terceiro lugar também foram premiados.

Os projetos vencedores foram:

Nutrição em Saúde Pública
Categoria I
Título: índice glicêmico e carga glicêmica de dietas consumidas por estudantes de escolas privadas de um bairro da periferia
Entidade: Universidade Estadual do Ceará- CE
Ganhadora: Tatiana Uchôa Passos

Categoria II
Título: Avaliar o impacto de um programa de atenção primária em saúde materno infantil sobre o estado nutricional no segundo ano de vida
Entidade: Universidade Federal de São Paulo- SP
Ganhador: José Navarro Garcia

Tecnologia Bioquímica de Alimentos
Categoria I
Título: Desenvolvimento de produtos lácteos probióticos adicionados de proteínas de soro de leite com polissacarídeos.
Entidade: ITAL- Universidade de São Paulo- SP
Ganhadora Maria Elisa Caetano Silva

Categoria II
Título: Desenvolvimento de snack que associa conveniência a saúde
Entidade: Universidade de São Paulo- SP
Ganhadora Vanessa Dias Capriles

Nutrição Clínica
Categoria I
Título: Avaliação da influência da dieta cetogênica no ganho de peso e comportamento emocional dos ratos submetidos aos modelos experimentais
Entidade: Universidade de Santos- SP
Ganhador: Danilo Barion Nogueira

Categoria II
Título: Intervenção nutricional previne alterações do perfil lipídico em indivíduos HIV-positivo que iniciam terapêutica anti-retroviral: um ensaio clínico randonizado
Entidade: Universidade Federal do Rio Grande do Sul- RS
Ganhador: Rosmeri Kuhmmer Lazzaretti

A iniciativa, que leva o nome do fundador da Empresa, Henri Nestlé, tem o aval das entidades mais representativas do Brasil ligadas à nutrição: Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN), Sociedade Brasileira de Ciência e Tecnologia de Alimentos (SBCTA), Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral Enteral (SBNPE) e Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Nestlé Research Center: Investimento em Pesquisa e Desenvolvimento
A Nestlé é a empresa alimentícia que mais investe em pesquisa e desenvolvimento. É por meio do Nestlé Research Center em Lausanne, na Suíça, que a Empresa desenvolve investigações científicas e inovações tecnológicas, estabelecendo a base do conhecimento científico para todo o Grupo Nestlé e desempenhando papel vital na comunidade internacional, com colaborações para os principais institutos de pesquisa e suas 270 publicações.

Em 2007, cerca de 1,8 bilhão de francos suíços foram aplicados em pesquisa e desenvolvimento de produtos como fonte de saúde para todas as etapas da vida do consumidor nas áreas de nutrição e saúde, interação de alimentos/consumidor, qualidade, segurança e ciência dos alimentos.

Atualmente, o Nestlé Research Center conta com mais de 700 colaboradores de 50 países diferentes. Só o setor de Desenvolvimento e Pesquisa, por exemplo, é composto por 3.700 funcionários, de 70 nacionalidades diferentes, divididos em 24 centros espalhados pelos quatro continentes.

Fonte: Divulgação

Quarta Sessão do Ciclo "Impactos Socioambientais dos Biocombustíveis"

Mais bio no diesel
O Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB) – que aumentará a parcela obrigatória do biocombustível dos atuais 2% para os 3% na matriz no diesel brasileiro – tem o objetivo de equilibrar o programa do etanol, contemplando suas necessidades sociais. Por outro lado, o programa é novo, com pouco mais de três anos de vida, o que ainda gera muitas dúvidas sobre sua sustentabilidade e viabilidade econômica a longo prazo.

Essa foi a tônica do debate na manhã de segunda-feira (23/6), na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da Universidade de São Paulo (USP), no campus da capital, que teve “Eqüidade e eficiência” como tema central.

O PNPB, segundo Arnoldo Campos, um dos coordenadores nacionais do programa pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), tem foco na geração de renda e trabalho no campo, sobretudo em áreas onde se concentram agricultores familiares em situação de pobreza.

“A grande novidade do biodiesel em relação ao álcool é a incorporação da variável socioeconômica como um dos principais parâmetros de atuação do programa. Isso porque, dos 17 milhões de trabalhadores rurais brasileiros, pelo menos 14 milhões são agricultores que trabalham em regime familiar, caracterizado por três fatores: tamanho da propriedade, utilização de mão-de-obra e renda da família”, disse.

Segundo Campos, cerca de 80% do mercado nacional de biodiesel é disputado por empresas com o certificado combustível social, que pretende promover o vínculo das indústrias que compram óleos e vendem biodiesel com arranjos produtivos locais de agricultores familiares.

“Apesar de ser muito complexo equilibrar questões fundamentais para o bom andamento do programa, que são os desafios ambientais, sociais e de mercado, o PNPB tem desenvolvido um conjunto de políticas regionais para a regulamentação desses três componentes”, afirmou o economista.

Uma delas é a política tributária do governo para o setor. “Em algumas regiões do país é possível reduzir em 100% alguns impostos federais em troca de compromissos sociais relacionados à agricultura familiar. Essas ferramentas têm permitido que os pequenos produtores não precisem abandonar culturas que já desenvolvem, podendo apenas complementar sua renda com novas atividades produtivas”, disse.

Como um dos resultados às políticas do PNPB, a partir de 1º de julho passará a valer os 3% do biodiesel em adição ao diesel, fase conhecida como B3, mantendo a obrigatoriedade do uso do biocombustível na matriz energética para o transporte por veículos automotores.

“A meta do programa é atingir 5% até 2010. Para isso, continuaremos trabalhando de modo que a produção do biodiesel não seja concentrada em termos regionais, assim como ocorre com o etanol”, disse Campos, que também é diretor do Departamento de Geração de Renda e Agregação de Valor da Secretaria da Agricultura Familiar do MDA.

Para Luiz Augusto Horta, professor titular da Universidade Federal de Itajubá, pelo fato de ser um programa recente, o PNPB deverá passar pela mesma curva de aprendizagem do álcool combustível. “De 3 mil litros de combustível por hectare há algumas décadas, hoje é possível produzir mais de 8 mil litros de álcool por hectare”, afirmou.

“Levando em conta todas as semelhanças e diferenças do biodiesel e do etanol, em especial por serem dois combustíveis renováveis com produtividades agrícolas nitidamente diferentes, é preciso que neste momento possamos repensar, depois de três anos de programa, as questões que envolvem o balanço energético do biodiesel, isto é, a quantidade de energia produzida por unidade de recursos naturais consumidos”, apontou.

“Fazer biodiesel a partir do óleo de mamona, por exemplo, um dos mais utilizados hoje ao lado do óleo de soja, é algo como fazer carvão com pau-brasil. Na minha opinião a mamona é um produto muito nobre, com um amplo espaço para aplicação industrial no mercado internacional, e não deveria ser utilizada para a produção de energia”, apontou Horta.

O evento na FEA foi a quarta sessão do ciclo Impactos Socioambientais dos Biocombustíveis, promovido pelo Núcleo de Economia Socioambiental (Nesa) e pelo Núcleo de Estudos Regionais e Urbanos (Nereus), ambos da USP.

As três sessões anteriores do ciclo se concentraram em discussões sobre o etanol e contaram com a participação de diversos especialistas, conforme noticiou a Agência FAPESP.
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Fonte: Thiago Romero / Agência FAPESP

2ª CIPECC 2008 - Conferência Ibero-Americana de Publicações Eletrônicas no Contexto da Comunicação Científica

A II Conferência Ibero-Americana de Publicações Eletrônicas no Contexto da Comunicação Científica - CIPECC 2008 será promovida pela Coordenação de Ensino, Pesquisa, Ciência e Tecnologia da Informação do IBICT, em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCINf), da UNB.

O evento será realizado no período de 17 a 21 de novembro na cidade do Rio de Janeiro, RJ, e terá como tema central Percursos Digitais entre Ciência, Tecnologia e Inovação

PROGRAMA PRELIMINAR

Dia 17/11/2008
20h Sessão de Abertura
Dr. Emir Suaiden Diretor, IBICT
Dra. Celia Zaher, Coordenadora, IBICT
Profª Sely Maria de Souza Costa (UnB)
Profª Ana Alice Baptista (Universidade do Minho, Portugal)

DIA 18/11/2008
09h às 11h Primeira Sessão Plenária
Presidente de mesa: Lena Vania Ribeiro Pinheiro (IBICT)
Relator: Suzana P. M. Müeller (UnB)

Palestrantes:
Ana Alice Baptista (Universidade do Minho, Portugal)
Ernesto Spinak (Consultor BIREME, Uruguai)
Sely Maria de Souza Costa (UnB)

Sessão 1: Políticas nacionais e internacionais,governamentais e institucionais para acesso aberto
Presidente de mesa: Rosali Fernandez de Souza (IBICT)
Relator: Marisa Brasher (UnB)
Palestrante:
Hélio Kuramoto (IBICT)
Eloy Rodrigues (Universidade de Minho, Portugal)
15h45m às 18h Trabalhos submetidos

DIA 19/11/2008
9h às 12h
Sessão 2: Metrias da comunicação científica -da bibliometria/informetria à webmetria
Presidente de mesa: Gilda Braga
Relator: Eloísa Príncipe (IBICT)
Palestrantes:
Abel Packer (BIREME)
Ernesto Spinak (consultor BIREME)

10h30m às 12h Trabalhos submetidos

14h às 15h30m
Sessão 3: Propriedade intelectual e ética nas práticas científicas em formatos digitais e impressos
Presidente de mesa: Jacqueline Leta (UFRJ)
Relator: Gilda Olinto (IBICT)
Palestrantes:
Charles Pessanha (UFRJ) - Ética
Ronaldo Lemos (FGV/RJ) - Propriedade Intelectual (Creative Commons)

15h45m às 18h Trabalhos submetidos

DIA 20/11
9h às 10h15m
Sessão 4: Infra-estrutura de informação para acesso aberto: repositórios temáticos e institucionais, bibliotecas digitais
Presidente de mesa: Celia Ribeiro Zaher (IBICT)
Relator: Ana Alice Baptista (Universidade do Minho, Portugal)
Palestrantes:
Maria Carmem Romcy de Carvalho (UCB) -Repositórios digitais
Sueli Mara S. P. Ferreira (USP)

10h30m às 12h Trabalhos submetidos

14h às 15h30m
Fórum de Pesquisa da Pós-Graduação (trabalhos apresentados por mestrandos e doutorandos)
Presidente de mesa: Suzana P. M. Müeller (UnB)
Relator: Ida Stumpf (UFRGS)

15h30m às 18h Trabalhos submetidos

DIA 21/11 2008
9h às 12h
Sessão 5: Qualidade e sustentabilidade dos periódicos científicos eletrônicos
Presidente de mesa: Sely Maria de Souza Costa (UnB)
Relator: Palmira Moriconi Valério (FINEP)
Palestrantes
Aldo de Albuquerque Barreto (IBICT)
Benedicto Barraviera (ABEC e UNESP/Botucatu)

10h30m às 12h Trabalhos submetidos

14h às 15h15m Trabalhos submetidos

WORKSHOPS - Dia 17/11/2008
Workshop 1: Preservação digital de informação científica e tecnológica
Miguel Ángel Márdero Arellano (IBICT)
Workshop 2: RSS: informação seletiva e atualizada da Web
Robson Lopes de Almeida (IBICT)
Workshop 3: Exercícios bibliométricos com aplicações da Scielo
Rogério Mugnaini (BIREME/SCIELO)
Workshop 4: Open Course Ware

As atividades desenvolvidas durante a CIPECC serão concentradas praticamente no mesmo espaço físico, uma vez que ocorrerão nas dependências de instituições da do IBICT, no Rio de Janeiro, ou na UFRJ, no campus da Praia Vermelha ou nos Laboratórios de Treinamento da Escola Superior de Redes da RNP - Rede Nacional de Ensino e Pesquisa e nos auditórios do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) e da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM). Todos os lociais podem ser acessados caminhando a partir do Ibict no Rio.

Período para submissão de trabalhos: 30 de junho a 22 de agosto de 2008
com Sonia Burnier pelo e-mail ou
www.ibict.br/noticia.php?id=510

Fonte: Ibict

The disease burden attributable to smoking in the state of Rio de Janeiro, Brazil in 2000

Saúde em fumaça
Uma pesquisa realizada na Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), avaliou em que medida o tabaco é causa importante de perda de qualidade de vida na população. O estudo constatou que 7% da carga de doença é atribuível ao hábito de fumar.

O estudo, publicado na revista Clinics, aplicou o Daly (Disability-Adjusted Life Years), um indicador que mede simultaneamente a mortalidade e a morbidade, avaliando os anos de vida perdidos por mortes prematuras com ajuste de incapacidade. Entre a população com mais de 30 anos, a proporção de Daly atribuível ao tabaco ultrapassa 13% em homens e 7% em mulheres.

De acordo com Andreia Ferreira Oliveira, uma das autoras do artigo, o trabalho teve o objetivo de estimar a carga de doença atribuível ao tabagismo no Rio de Janeiro, no ano 2000. A partir de estimativas de prevalências de fumantes e riscos relativos de morte, foi calculada a fração respondida pelo tabaco por causa, idade e sexo.

“O conhecimento da carga global de doença atribuível ao tabagismo é importante para que as iniciativas dirigidas ao controle do tabaco se multipliquem e se consolidem, de modo que venham a se transformar em políticas públicas articuladas e permanentes de promoção da saúde”, disse.

Segundo a pesquisadora, as informações sobre mortalidade são insuficientes para dar um panorama da qualidade de vida. Para superar essa limitação, o indicador Daly envolve também dados sobre a morbidade. Ele permite ainda avaliar a gravidade de doenças que são altamente incapacitantes, mas nem sempre letais.

“A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), a doença isquêmica do coração, a doença cerebrovascular e o câncer de traquéia, brônquios e pulmões foram responsáveis por, respectivamente, 32,2%, 15,7%, 13,2% e 11,1% do total estimado de Daly, totalizando 72,2% da carga de doença atribuível ao fumo”, afirmou.

Os resultados indicaram que as doenças relacionadas aos cânceres e às doenças respiratórias crônicas apresentam alta prevalência e riscos de morte. “Concluímos que é imprescindível que medidas de prevenção e controle do hábito tabágico sejam efetivamente implementadas”, disse a pesquisadora, que trabalha na Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro.

Entre as principais patologias associadas à diminuição da qualidade de vida, as doenças cardiovasculares foram as mais significativas, com destaque para a doença isquêmica do coração (20,4%), na população acima de 30 anos. Mas, de acordo com o estudo, essa proporção não aumenta de acordo com a idade.

“Evidenciamos que a obstrução aérea crônica e as doenças isquêmica do coração e cerebrovasculares foram responsáveis por 61% do total de Daly na população de 30 anos e mais”, afirmou Andreia.

Estratégias preventivas
O estudo constatou que os homens apresentam cargas atribuíveis maiores em relação às mulheres. O maior número se explica, segundo a pesquisadora da Fiocruz, não só pela prevalência maior do fumo, mas também “porque essas doenças acometem mais o homem”.

A pesquisa estabelece também comparações entre países desenvolvidos e em desenvolvimento. “Assim como no Brasil, o tabaco é causa importante de anos de vida perdidos prematuramente ou por incapacidades nos países desenvolvidos. Mas aqui a carga atribuível ao tabaco é maior se comparada aos países mais ricos”, apontou.

“O hábito tabágico se inicia ainda na adolescência. Por conta disso, estratégias preventivas maciças devem ser veiculadas pela mídia, por exemplo, para evitar que milhões de jovens iniciem esse hábito ainda precocemente e, com isso, venham a se tornar dependentes dessa droga”, disse Andreia.

Apesar de ter focado o Rio de Janeiro, o trabalho aponta que o padrão de morbidade observado no estado é semelhante ao da região Sudeste e que essa relação não se modificou entre 1998 e 2000.

O estudo apresenta algumas limitações, segundo a autora. “A mais importante se refere à utilização de prevalências de exposição atuais, não levando em consideração o período de latência entre a exposição ao tabaco e o aparecimento das doenças. Não foi uma decisão inédita, pois tem sido apontada, consistentemente, por outros autores”, disse Andreia, que assina o artigo com Joaquim Gonçalves Valente e Iuri Costa Leite, também da ENSP.

De acordo com Andreia, o estudo pode prosseguir tentando estimar a prevalência do fumo no interior por meio de indicadores socioeconômicos. “Assim, teríamos uma estimativa mais próxima da realidade desses locais e com estratégias preventivas bem localizadas”, destacou.

Para ler o artigo The disease burden attributable to smoking in the state of Rio de Janeiro, Brazil in 2000, de Andreia Ferreira Oliveira e outros, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.

Fonte: Alex Sander Alcântara / Agência FAPESP

Pesquisadora fala sobre a Guatemala

Situada na América Central, com uma área pouco maior que o estado de Pernambuco, a Guatemala é o tema da palestra que a antropóloga do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea) Soraya Fleischer realiza nesta quarta-feira, 25 de junho, às 17h, na UnB.

A pesquisadora vai apresentar anotações e memórias de uma etnografia, ou seja, do estudo de um objeto pela vivência da realidade na qual se insere aquela nação. Atualmente, a população do país é predominantemente cristã, com 87% de católicos e protestantes e, embora o espanhol seja a língua oficial, mais de 20 línguas são reconhecidas como idiomas nacionais.

A palestra, de iniciativa do Centro de Pesquisa e Pós-graduação sobre as Américas (Ceppac), ocorrerá no prédio Multiuso II, 1º andar. Há 100 vagas.

Informações pelo telefone 3307 2590.

Fonte: UnB

Opto Eletrônica fabrica câmara multiespectral para o satélite Cbers-3

Lente espacial
O lançamento do próximo Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (Cbers-3), previsto para abril de 2010, será um momento importante não apenas para o programa espacial brasileiro – já que este é o quarto artefato da série e boa parte dele está sendo desenvolvida no país –, mas também para a Opto Eletrônica, empresa com sede em São Carlos, no interior paulista, responsável pelo projeto e fabricação de uma das câmeras do satélite capaz de fotografar a crosta terrestre.

O aparelho, batizado de câmera multiespectral MUX, representa um importante salto tecnológico para a indústria nacional, porque é o primeiro do gênero a ser inteiramente feito no país. As imagens geradas dos territórios do Brasil e da China serão destinadas ao monitoramento ambiental e ao gerenciamento de recursos naturais.

Para conseguir tal feito, a imagem terá uma resolução da superfície terrestre de 20 metros de lado, característica responsável pela nitidez, num parâmetro que não é pouca coisa, levando-se em conta que o Cbers-3 será colocado em órbita a 800 quilômetros de altitude. Isso equivale a enxergar um trem na superfície da Terra ou uma mosca a cerca de 400 metros. A faixa de largura imageada, que é a extensão do território visto em uma linha na imagem, é de120 quilômetros de largura.

“A fabricação da MUX pela Opto atende à diretriz do programa espacial brasileiro de fomentar o desenvolvimento de tecnologia de ponta dentro da indústria do país, capacitando nossas empresas para participar de forma competitiva no mercado espacial internacional”, ressalta o engenheiro Mario Selingardi, responsável técnico pelo projeto no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Além disso, a fabricação desse subsistema do Cbers-3 por um parceiro nacional auxilia o país a obter independência tecnológica em áreas altamente sensíveis do ponto de vista estratégico. A fa¬se atual do desenvolvimento da câmera é a de realização de testes funcionais no modelo de engenharia da MUX. Esse modelo é um protótipo que vem antes do modelo de qualificação e do equipamento que efetivamente vai voar. O modelo de engenharia deve seguir até o mês de julho para a China, onde vai passar por testes elétricos na integração com outros sistemas.

Nos experimentos realizados aqui a câmera é submetida a ensaios destinados a confirmar se suporta as cargas de lançamento e as condições de temperatura e vácuo no espaço, além de verificar se ela atende aos requisitos de envelhecimento e compatibilidade eletromagnética mantendo seu desempenho funcional. Segundo o Inpe, os ensaios, feitos no Laboratório de Integração e Testes do instituto, mostraram que não houve degradação do desempenho óptico do equipamento. “A câmera tem passado com sucesso pelos testes”, informa Selingardi, do Inpe.

A realização desses experimentos é um importante passo na longa caminhada iniciada em dezembro de 2004, quando a Opto venceu a licitação internacional para fabricação da câmera. A MUX começou a ser projetada já no mês seguinte e a primeira etapa do trabalho (a conclusão do projeto preliminar) ficou pronta no final daquele ano. Para ter idéia da complexidade do projeto preliminar, basta dizer que ele foi composto por mais de 450 documentos e 16 mil páginas. (Yuri Vasconcelos /Revista Pesquisa FAPESP)

Clique aqui para ler o texto completo na edição 148 de Pesquisa FAPESP.


Fonte : Agência FAPESP

Em 1908 alemã solicita patente do filtro de café

No dia 20 de junho de 1908, a dona de casa alemã Melitta Bentz entregou o pedido de registro de patente do porta-filtro e o respectivo coador de café descartável. Até então, só se conhecia o coador de pano.

Melitta Bentz entrou para a história como inventora do revolucionário método de fazer café usando um coador descartável. Em pouco tempo, a empresa que recebeu seu nome conquistou fama internacional.

O café tornou-se conhecido na Europa no século 17. Para prepará-lo, despejava-se água quente (cozida durante cinco minutos) sobre pó de café, colocado num recipiente com furos. Na virada dos séculos 19 para 20, usavam-se filtros de cerâmica ou de metal, mas estes freqüentemente tinham furos muito grandes ou muito pequenos. Também havia os coadores de pano, mas estes eram considerados anti-higiênicos.

Lata e mata-borrão
Aborrecida com a borra no fundo da xícara e o sabor amargo do café, Melitta Bentz começou a experimentar em casa. Aos 34 anos de idade, munida de martelo e pregos, fez pequenos furos no fundo de uma lata, sobre os quais colocou um pedaço de mata-borrão do caderno de seu filho.

Ainda insatisfeito com o resultado final, ela e o marido, Hugo Bentz (1873–1946), continuaram experimentando com outros tipos de papel, para que o líquido escorresse mais rápido. Além disso, aperfeiçoaram o recipiente que sustentava o filtro.

O resultado a agradou tanto que, em 20 de junho de 1908, ela apresentou o pedido de patente em Berlim. O registro de proteção foi oficializado em 8 de julho de 1908, na patente de número 347895.

Alguns meses depois, no dia 15 de dezembro, foi registrada a firma M. Bentz, em Dresden, com sede no próprio apartamento da família. A produção dos primeiros filtros ainda foi manual, mas logo seria terceirizada. Hugo Bentz deixou o emprego numa loja e dedicou-se à empresa da família.

Mudança para sede própria
Os dois filhos, Horst e Willi, faziam as entregas dos filtros e suportes de coador no comércio. Em 1915, a empresa, então já com 15 funcionários, passou para uma nova sede, dispondo de uma área de 200 metros quadrados reservados à produção.

Além de filtros de alumínio, em 1919 Melitta passou a fornecer também filtros de porcelana e de cerâmica fabricados por terceiros. Até meados dos anos 1920, haviam sido fabricados 100 mil filtros.

Para proteger-se de cópias, a partir de 1925 os pacotes de filtros passaram a ter as típicas cores dos produtos Melitta: verde e vermelho.

Em 1927, a fábrica mudou-se para Minden, na Baixa Saxônia, e dez anos mais tarde os filtros Melitta assumiram a forma que mantêm ainda hoje. Desde esta época, o corpo dos filtros tem a forma de "V", com os coadores correspondentes. Assim, o aroma pode expandir-se, sem a liberação excessiva de substâncias amargas.

Melitta Bentz nasceu em Dresden, em 31 de janeiro de 1873 como Amalie Auguste Melitta Liebscher, e faleceu em 29 de junho de 1950, aos 77 anos, em Holzhausen/Porta Westfalica, na Baixa Saxônia. (rw)

Fonte: DW

Ciência em Foco: o olhar pelo cinema

No dia 26 de junho, o Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast) lançará o livro Ciência em Foco: o olhar pelo cinema, organizado por Gabriel Cid de Garcia e Carlos Coimbra. O evento será na livraria do cinema Unibanco Arteplex, na Praia do Botafogo nº 316, no Rio de Janeiro.

Editada pela Garamond, a publicação reúne 14 artigos de pesquisadores que participaram do ciclo de conferências “Ciência em foco”, evento realizado mensalmente pelo Mast de 2004 a 2007. Nos textos, são desvendadas diferentes visões sobre a ciência retratadas na tela grande.

Garcia é filósofo, colaborador da Coordenação de Educação em Ciências do Mast e criador e coordenador do projeto Ciência em Foco. Coimbra é matemático e estatístico, pesquisador associado da Coordenação de Educação em Ciências do Mast e criador do projeto “Brincando de Matemático”, do museu.

Mais informações: (21) 8121-5196

Fonte: Agência FAPESP

Palestra: Novos paradigmas das engenharias e suas interações com a criatividade, a inovação e o empreendedorismo

“Novos paradigmas das engenharias e suas interações com a criatividade, a inovação e o empreendedorismo” será o tema da palestra a ser proferida, no dia 25 de junho, na capital paulista, por Marcelo Lopes de Oliveira e Souza, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Na ocasião será discutido o surgimento de sistemas de engenharia cada vez mais complexos que, integrados com o empreendedorismo, a inovação e a criatividade, visam a criar novas formas de exercer as atividades profissionais.

O evento, que será realizado às 11h30 na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), ocorrerá no âmbito do Ciclo de Palestras sobre Criatividade, Inovação e Empreendedorismo promovidos pela Agência USP de Inovação.

Souza é professor do curso de engenharia e tecnologia espaciais do Inpe, em São José dos Campos (SP).

Mais informações: (11) 3091-2933

Fonte: Agência FAPESP

Jornada de Uro-Oncologia

A Jornada de Uro-Oncologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), da Universidade de São Paulo (USP), será realizada nos dias 4 e 5 de julho, no Centro de Convenções de Ribeirão Preto, no interior paulista.

O objetivo do evento é promover a integração entre oncologistas e urologistas com a abordagem de temas controversos no tratamento do câncer urológico. Serão discutidos tópicos como o tratamento do câncer renal metastático e o papel da quimioterapia e da cirurgia nos tumores de próstata e bexiga.

A jornada, que terá ênfase na discussão de casos clínicos, é voltada para urologistas, oncologistas, residentes, pós-graduandos e acadêmicos. O evento conta com o apoio da Sociedade Brasileira de Urologia, da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica e da Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Assistência do Hospital das Clínicas da FMRP-USP.

Mais informações: http://www.uro-oncologia.com.br/

Fonte: Agência FAPESP