segunda-feira, 23 de junho de 2008

2º Congresso Internacional de Educação: “Desafios e Possibilidades”

Congresso internacional de educação acontece esta semana em São José dos Campos
A Prefeitura de São José dos Campos (SP) realizará, nos dias 24 a 26 de junho, o 2º Congresso Internacional de Educação: “Desafios e Possibilidades”, no núcleo Eugênio de Melo do Parque Tecnológico localizado na Rodovia Presidente Dutra, Km 137,8. O público-alvo do evento é composto por professores, universitários e demais interessados.

O evento contará com palestrantes nacionais e internacionais, atividades de comunicação oral, painéis, momentos culturais, espaço para autógrafos e visitas ao pavilhão de exposições da 7ª Feira do Jovem Empreendedor Joseense que será realizada paralelamente ao congresso. A programação do congresso será das 8h30 às 17h30.

Na ocasião, haverá oito palestras cujos temas serão: Avaliação da aprendizagem: o desafio dos resultados bem sucedidos; Construindo talentos sobre os pilares da dotação; O aprendiz do futuro; Educando alunos dotados e talentosos ao redor do mundo; Ética – educação: aprender a cuidar dos homens, do mundo e da vida; Perigo global ou qualidade peneirada? Usando a internet para melhorar a educação; Nunca se precisou dos professores como agora – reflexões sobre pós-modernidade e; O papel contemporâneo do professor-educador.

Um dos destaques do congresso será o aprofundamento do debate sobre a educação de alunos dotados e talentosos, com base em iniciativas bem sucedidas ao redor do mundo. A temática será conduzida pelos educadores internacionais Françoys Gagne e Joan Freeman e contará com tradução simultânea.

Os objetivos do congresso são promover a reflexão sobre programas para alunos dotados e talentosos e suas possibilidades de aplicação; incentivar o empreendedorismo na prática educativa; promover a discussão do papel protagonista de educador para uma educação pautada em valores e abordar a utilização dos recursos tecnológicos de comunicação e informação como suporte para a aprendizagem.

Informações adicionais sobre o evento estão disponíveis no link www.educa.sjc.sp.gov.br/default.asp e podem ser obtidas pelos telefones (12) 3901-2204/2150.

Fonte: Gestão CT

Efeitos do exercício físico na qualidade do sono de pacientes com insônia crônica primária

Caminhar para dormir bem

Sessões de exercícios aeróbios moderados podem reduzir o estado de ansiedade e melhorar a qualidade de quem sofre de insônia. Essa é a principal conclusão de um trabalho apresentado no dia 11 na 22ª Reunião Anual da Associação Profissional das Sociedades do Sono (APSS), em Baltimore, Estados Unidos, evento que teve a apresentação de mais de 1,1 mil trabalhos na área da medicina do sono.

A pesquisa Efeitos do exercício físico na qualidade do sono de pacientes com insônia crônica primária foi feita por Giselle Passos, em mestrado defendido na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O estudo foi realizado com 36 pacientes, oito homens e 28 mulheres, com idades entre 35 e 55 anos que sofrem de insônia crônica, e publicado na Sleep, revista científica da APSS.

Os voluntários foram divididos em um grupo controle e mais três grupos experimentais, que fizeram exercício aeróbio moderado, exercício aeróbio pesado e exercícios de resistência moderada. Os indivíduos passaram por baterias de exercícios durante cerca de uma hora, entre os quais caminhada, corrida e musculação. Em seguida, fizeram o exame de polissonografia, em que eletrodos são colocados em diversas regiões do corpo para o diagnóstico da qualidade do sono.

“Conseguimos comprovar nossa hipótese inicial de que os exercícios aeróbios moderados poderiam reduzir a ansiedade e, conseqüentemente, a qualidade do sono”, disse Giselle, pesquisadora do Centro de Estudos em Psicobiologia e Exercício da Unifesp.

“Verificamos uma redução de 7% no estado de ansiedade dos indivíduos do grupo que realizou caminhada por cerca de 50 minutos. Quem sofre de insônia tem nível muito alto de ansiedade antes de dormir, o que é um dos principais motivos para a dificultade de iniciar e de manter o sono. Não foram verificadas alterações na qualidade do sono nos outros três grupos analisados”, explicou.

Segundo a autora, após a sessão de exercícios também foram observadas reduções na latência para o início do sono (54%) e no tempo acordado (36%) no grupo de voluntários que praticou exercício aeróbio moderado. “No primeiro caso, isso significa metade da demora original para entrar no primeiro estágio do sono”, disse.

Foi verificado ainda, no mesmo grupo de indivíduos que praticou exercícios aeróbios moderados, aumento no tempo total (21%) e na eficiência do sono (18%). De acordo com a pesquisadora, esses resultados indicam a existência de uma maneira de diminuir os sintomas de insônia sem o uso de medicamentos.

“O estudo destaca a importância de utilizar o exercício físico para tratar a insônia, o que pode contribuir para a melhoria da qualidade de vida de pessoas com esse que é um um dos maiores distúrbios do sono em todo o mundo”, apontou Giselle.

Busca por voluntários
A pesquisadora da Unifesp está atualmente selecionando voluntários para a realização de um novo estudo, que durará cerca de seis meses e que pretende avaliar, entre outros pontos, os melhores horários para a realização de exercícios físicos levando em conta a relação benéfica com a qualidade do sono.

“Precisamos de 40 voluntários, entre 30 e 55 anos e que tenham queixas de insônia. Nesse novo trabalho, que será realizado durante minha tese de doutorado, além da ansiedade, a idéia é verificar se os exercícios também contribuem, a longo prazo, com outros fatores como uma melhor qualidade de vida e um melhor perfil de humor”, explicou.

Os interessados devem entrar em contato com Giselle Passos ou João Paulo pelo telefone (11) 5572-0177 ou pelo e-mail .

Insônia é uma classificação dos distúrbios do sono em que um indivíduo tem problemas para adormecer ou acorda muito cedo. Calcula-se que cerca de 30% da população adulta mundial tenha sintomas de insônia, sendo mais comum entre idosos e mulheres.

O trabalho de Giselle destaca dicas da Academia Americana de Medicina do Sono (AASM, na sigla em inglês) para se obter uma boa noite de sono: seguir uma rotina consistente no tempo de ir para a cama, ter noites de sono completas e, antes de deitar, evitar alimentos e bebidas que contenham cafeína ou medicamento com algum tipo de estimulante.

Não levar preocupações para a cama, não ir dormir com fome ou fazer uma grande refeição antes de deitar e levantar no mesmo horário todas as manhãs são outras indicações. Recomenda-se ainda que os adultos tenham entre sete e oito horas de sono noturno.

A AASM também criou um site em que são divulgadas mais informações sobre diversos distúrbios do sono, as formas de tratamento disponíveis e uma lista de dicas para um sono tranqüilo, além de notícias e outros estudos recentes sobre o tema.

Mais informações: www.SleepEducation.com

Fonte: Thiago Romero /Agência FAPESP

2º Foro Iberoamericano de los Recursos Marinos y la Acuicultura

El Foro Iberoamericano de los Recursos Marinos y la Acuicultura (FIRMA) se crea para analizar el estado de los recursos vivos marinos, grado de explotación, sostenibilidad, conocimiento y perspectivas de su aprovechamiento en los diferentes países Iberoamericanos, en función de coadyuvar a promover de forma ordenada y eficiente la explotación pesquera y la producción por acuicultura. Este Foro nace de la mano y a la imagen del Foro de los Recursos Marinos y la Acuicultura de las Rías Galegas, que celebró su X edición en su sede habitual en la Isla de A Toxa (Galicia, España) y en la cual la Universidad de Oriente participó activamente.

El II Foro Iberoamericano de los Recursos Marinos y la Acuicultura (FIRMA 2008) se celebrará como un evento dentro de las actividades de la conmemoración de los 50 años de la Universidad de Oriente, que junto con otras instituciones nacionales e internacionales propiciará un escenario de debate y análisis del estado de los recursos naturales marinos y la acuicultura en Iberoamérica y muy particularmente en Venezuela.

Con esta iniciativa no se pretende impulsar un nuevo evento científico que cubra los circuitos habituales de difundir investigación. Nuestro verdadero propósito es hacer algo diferente, donde los agentes involucrados (sociedad en general, empresas, investigadores, cooperantes, universidades, instituciones públicas y privadas, gobierno, etc.) puedan fácilmente interactuar, participando en mesas de trabajo con diferentes perspectivas, sustentadas por expertos y experiencias nacionales e iberoamericanas, las cuales podrán ser recogidas, junto con las conferencias magistrales de tópicos e interés iberoamericano y comunicaciones en cartel acompañadas de texto ampliado, en una memoria o libro a publicar. De esta manera, los resultados del Foro podrán servir de referencia para enfrentar nuevos desarrollos, administrar los recursos pesqueros, o bien como plataforma para generar nuevo conocimiento en el área.

INFORMACIÓN
Mayor información puede ser solicitada a:
Dr. César Lodeiros Seijo - mail
Instituto Oceanográfico de Venezuela Núcleo de Sucre, Universidad de Oriente
Cumaná 6101-Edo. Sucre, Venezuela
Tel.: 0293 4002165 ; 0414 0895370 ; 0414 7796525

Metodologia científica ao alcance de todos


Rigor divertido
Compreender e aplicar o método científico não é privilégio de cientistas – e nem mesmo de adultos. O contato com as regras da produção do conhecimento pode e deve ser feito o quanto antes. Essa é a idéia central do livro Metodologia científica ao alcance de todos, de Celicina Borges Azevedo, lançado no dia 11 de junho.

A autora, professora da área de piscicultura da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), em Mossoró (RN), é responsável pela disciplina de metodologia no mestrado de fitotecnia e ciência animal.

O livro corresponde à fase final de um projeto, realizado com apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), cujo objetivo foi estimular o desenvolvimento do espírito científico nos alunos de escolas públicas por meio da capacitação de seus professores na utilização do método científico.

Segundo Celicina, o livro começou a ser concebido na década de 1990, durante seu doutorado em fitotecnia na Universidade do Arizona, nos Estados Unidos. Ao observar as feiras de ciências produzidas por crianças em idade escolar, a pesquisadora notou que os experimentos eram realizados com uso do método científico.

“Antes de chegar lá, eu achava que os países desenvolvidos produziam muita ciência porque tinham muito dinheiro. Depois daquela experiência, comecei a achar que eles produzem tanto porque começam muito cedo. Aqui, o estudante só tem contato com o método científico na universidade”, disse Celicina.

A partir da experiência norte-americana, ela passou a conceber um livro que pudesse apresentar a metodologia científica de forma lúdica, a fim de estimular a curiosidade e o interesse das crianças, contribuindo para elevar a qualidade das feiras de ciências no Brasil.

“As feiras que eu acompanhava por aqui se caracterizavam pela pirotecnia, ou pela pesquisa simples na internet, mas não usavam a metodologia científica de investigação. Eu queria mostrar, no entanto, que é possível aplicar o método em trabalhos escolares”, apontou.

Tempestade de idéias
A pesquisadora conta que, por meio do boletim da Agência FAPESP, do qual é leitora assídua, tomou conhecimento de um edital da Finep com chamada pública para a melhora do ensino de ciências nas escolas públicas – o projeto Ciência para Todos – e viu aí a oportunidade de concretizar a idéia.

“Apresentei um projeto em três etapas. A primeira foi a capacitação de professores da rede pública. A segunda foi a realização de uma feira de ciências, nas 29 escolas da diretoria regional de educação, propondo o desafio de utilizar o método científico em todos os trabalhos apresentados. A terceira etapa consistiu no livro”, explicou.

Na feira de ciências, as 29 escolas apresentaram 78 projetos usando a metodologia científica. “Meus alunos do curso de metodologia científica formaram grupos que se responsabilizaram por cada escola, trabalhando com estudantes e professores para desenvolver os projetos”, disse.

Os próprios alunos escolhiam cinco representantes que, junto com professores e pós-graduandos, faziam uma “tempestade de idéias” e concebiam questões, formulavam hipóteses e desenhavam experimentos. “Eles foram estimulados a apresentar as questões que lhes despertavam curiosidade: por que aparecem mais muriçocas quando chove, por que as nuvens se formam da água salgada do mar mas a água da chuva é doce, e assim por diante”, contou.

Uma das escolas, no município de Areia Branca, foi selecionada para representar o Rio Grande do Norte na Feira Nacional de Ciência (Fenaceb), realizada em novembro de 2006 em Belo Horizonte (MG).

“A última etapa do projeto foi o livro. Procuramos realizá-lo de maneira que a linguagem e a forma de apresentação fossem bastante atrativas, para que o aluno não tivesse preguiça de ler. A concepção gráfica e as ilustrações, do publicitário Gabriel Novaes, também ajudaram muito nisso”, disse.

Segundo Celicina, ainda neste mês a obra será distribuída nas escolas da região. “A idéia é que possamos orientar os professores para o uso do livro na sala de aula. Pretendemos que os projetos de ciência continuem a ser realizados”, disse.

A autora espera, agora, que o livro tenha uma publicação de maior abrangência. “Estamos em busca de uma editora que possa nos ajudar a fazer essa divulgação com mais amplitude, alcançando mais escolas. A possibilidade de uma reedição depende disso”, disse a pesquisadora, que também preside a Fundação Guimarães Duque, que apóia a Ufersa.

Mais informações pelo e-mail ou pelo site da editora

Fonte: Agência FAPESP

IPT e Petrobras comemoram 30 anos de parceria

Prospecção e produção
Em comemoração aos 30 anos de parceria entre o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e a Petrobras, em especial na área naval e oceânica, um encontro técnico com representantes das duas instituições foi realizado no dia 19 de junho, na sede do instituto, em São Paulo.

A evolução da tecnologia off-shore da Petrobras para prospecção e produção de óleo e gás e a descoberta de reservatórios gigantes no pré-sal foram alguns temas abordados. A camada pré-sal é composta por rochas calcárias, geradas antes do processo de evaporação da água do mar que resultou nas rochas salinas.

Diferentemente do petróleo encontrado na bacia de Campos, o óleo reservado na camada pré-sal é mais preservado em temperaturas mais altas, é mais fino e, portanto, mais fácil de explorar.

O problema, segundo Álvaro Maia da Costa, assessor técnico da diretoria de produção da empresa, é ultrapassar a barreira de sal. Estudos realizados em parceria com o IPT a partir da década de 1970 em áreas de formação geológica salina ofereceram parâmetros para as pesquisas mais recentes, que mostraram ser possível e viável a exploração de óleo em camada pré-sal.

“Hoje temos maior maturidade tecnológica na exploração em águas profundas do que na época em que começamos a explorar na bacia de Campos. A parceria entre a Petrobras, universidades e institutos de pesquisa permitiu ultrapassar esse desafio”, disse Costa.

A prospecção em camada pré-sal é realizada atualmente no campo de Tupi, na bacia de Santos. Como resultado dessa prospecção estão cinco descobridouros, reservas de 5 a 8 bilhões de barris de óleo equivalente (valor energético total, somando óleo e gás), cujos reservatórios estão em profundidades de 5 mil a 6 mil metros.

Uma unidade piloto deverá começar a produzir na região em dezembro de 2010 e o gás será escoado por um duto até uma plataforma em águas rasas no litoral paulista. O óleo deverá ser armazenado e transportado por meio da unidade de produção, espécie de navio específico para esse fim.

A expectativa é que, em 2012, sejam produzidos 2,4 milhões de barris de óleo por dia. No caso do gás, esperam-se 75 milhões de metros cúbicos diários produzidos em 2010.

“Trata-se de um movimento gigantesco, como se estivéssemos reconstruindo a indústria do petróleo no Brasil”, disse Costa. As plataformas em águas profundas representam a parte mais relevante da produção de óleo e gás no país.

Fonte: Agência FAPESP

INRA oferece bolsas de pós-doutorado na França

INRA is recruiting 51 postdoctoral fellows


O Instituto Nacional de Pesquisa Agronômica (Inra), da França, está recrutando 51 jovens doutores para bolsas de pós-doutorado com dois anos de duração. As inscrições vão até o dia 31 de julho. O valor das bolsas é de 2.150 euros mensais.

As áreas abertas para candidatura são: meio ambiente e espaço rural; alimentação humana; produtos agrícolas e engenharia de processos; sistemas agrícolas inovadores e sustentáveis; estratégia e organização de atores e políticas públicas.

Os candidatos, que trabalharão como parte da equipe de pesquisadores do Inra, serão selecionados com base em um projeto científico e profissional que deve ser entregue no ato da inscrição.

Não é permitida a candidatura de quem já tenha trabalhado no centro, nem de estudantes que já tenham terminado o doutorado há mais de cinco anos.

Mais informações: www.international.inra.fr

Fonte: Agência FAPESP

Brasil pode ter a segunda maior reserva de urânio do mundo

A flexibilização do monopólio da atividade de exploração de urânio, em discussão no âmbito do governo federal, poderá dar ao Brasil a segunda maior reserva de urânio do mundo - elevando de 300 mil para 800 mil toneladas o volume do minério cujas reservas são conhecidas no país. Poderá ainda contribuir de forma decisiva para que o país possa produzir internamente todo o urânio enriquecido a ser utilizado em suas usinas.

A afirmação foi feitano último dia 19/06 à Agência Brasil pelo presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear (Aben), Francisco Rondinelli, no último dia do simpósio anual da Seção Latino-Americana da American Nuclear Society (LAS/ANS), realizado no Rio de Janeiro.

Na avaliação do presidente da Aben (instituição que reúne técnicos e pesquisadores do setor nuclear privado do país), flexibilizar o monopólio do urânio é a alternativa mais viável à falta de recursos para que o país dê continuidade ao processo de enriquecimento do urânio, cujo ciclo já domina em sua plenitude.

“O Brasil tem competência em todos os setores, detém o ciclo completo do enriquecimento, mas não gera o suficiente para atender as necessidades de suas próprias usinas. Faltam recursos e, por isso mesmo, o país se vê na obrigação de realizar o enriquecimento no exterior. Já temos descoberto 310 mil toneladas que dariam para fazer 25 usinas iguais a Angra II, com período de vida de 60 anos”, avaliou.

Lembrando que há 30 anos o país não realiza trabalhos de prospecção, Rondinelli defendeu uma decisão favorável à flexibilização do monopólio no país. “Não adianta nada ficar sentado em cima das reservas e não utilizá-las para nada. Há mais de 30 anos que não se prospecta no país. O que o empresariado quer para desenvolver a atividade são garantias de que poderão exportar parte do que prospectarem.”

O presidente da Aben explicou que o ideal seria que o governo decidisse por um meio termo entre o monopólio hoje existente e uma abertura total do mercado.

“Há alguns setores, como o de enriquecimento e fabricação de combustíveis que devem ficar nas mãos do governo, mesmo porque a iniciativa privada não tem muito interesse em investir nessas áreas. Já na prospecção, há o interesse de vários parceiros nacionais e internacionais. Basta dizer que a Vale comprou uma mina de urânio na Austrália. Porque uma empresa brasileira pode explorar urânio na Austrália e não pode no Brasil?”, questionou.

Rondinelli defendeu “uma associação entre o setor privado e a INB (Indústrias Nucleares do Brasil), que ficaria com uma parcela a ser aplicada no ciclo do combustível. “Não é para explorar e levar todo o urânio para o mercado externo. Uma parcela desse urânio seria exportada pela própria INB e revertido para o desenvolvimento e a implementação do processo de enriquecimento do urânio, no próprio país”, disse.

A discussão sobre flexibilização do monopólio da tecnologia nuclear no Brasi aconteceu um dia após o secretário de Planejamento Latina e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Altino Ventura, ter anunciado que a usina nuclear Angra 3 terá suas obras reiniciadas ainda este ano e que o governo pretende construir até 2030 outras quatro unidades no país, com potência individual de 1 mil megawatts (MW).

Atualmente, um grupo interministerial instituído pela Casa Civil analisa a possibilidade de abrir para o setor privado a atividade de exploração de urânio no país, informou o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim.

A possibilidade da quebra do monopólio na exploração de urânio – hoje restrita à empresa Indústrias Nucleares do Brasil (INB), subordinada ao Ministério da Ciência e Tecnologia – já vem também sendo mencionada pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Segundo ele, a intenção do governo é abrir o setor para exploração da iniciativa privada, permitir a exportação do combustível e até, “em determinado momento”, o beneficiamento, desde que sob controle do Estado.

Fonte: Agência Brasil