quinta-feira, 19 de junho de 2008

Ministro apresenta balanço do Plano de Ciência ao Presidente

O ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, apresenta hoje (20), às 10h, no Palácio do Planalto, ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um balanço das atividades do Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação – 2007-2010 (PAC,T&I) no período de novembro de 2007 a março último.

No relatório a ser entregue ao presidente consta, por exemplo, que o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) teve aprovados investimentos de R$ 1,75 bilhão para pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação este ano. Desse total, R$ 525 milhões serão destinados ao pagamento de compromissos anteriores; R$ 510 milhões para ações transversais; R$ 198 milhões para as ações verticais; R$ 137 milhões para os instrumentos do Fundo Verde Amarelo; R$ 322 milhões para subvenção, e R$ 57 milhões para despesas operacionais.

Na parte do PAC,T&I relativa ao desenvolvimento social o documento mostra que foram financiados 18 projetos de várias instituições, em parceria com o Ministério da Educação, para a produção de conteúdos educacionais multimídia na internet nas áreas de matemática, biologia, química e português no ensino médio.

As ações do Plano estão sendo acompanhadas por um cômite gestor coordenado pela secretaria-executiva (Sexec) do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Além de uma Sala de Situação, instalada no ministério, que permite o encontro virtual dos membros do comitê, são realizadas reuniões periódicas para avaliação e estudos das ações em andamento.

O último encontro do comitê gestor ocorreu na segunda-feira (17), em Brasília. Nessa 2ª Reunião de Articulação e Integração das Ações do Plano de Ciência, Tecnologia e Inovação foi finalizado o balanço que o presidente Lula recebe amanhã (20).

Fonte/ Ubirajara Jr / Agência CT

Seminário Open Innovation - Primeiras Impressões

Redes inovativas
“A inovação tecnológica, ou seja, a introdução no mercado de um novo produto ou novo processo, é uma atividade que não envolve somente o setor de pesquisa e desenvolvimento (P&D) de uma empresa e, tampouco, é uma atividade realizada unicamente por grandes corporações”, disse Henry Chesbrough, professor da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos.
Criador do conceito deinovação aberta”, Chesbrough comandou a primeira edição do Open Innovation Seminar, realizada na segunda-feira (16/6), em São Paulo, que reuniu cerca de 400 empresários e especialistas no assunto.

O conceito de inovação aberta entende o processo de inovação como uma atividade difusa, que pode envolver e integrar profissionais de diferentes setores de uma ou mais empresas e de universidades e institutos de pesquisa, por meio de redes sociais.

Até então, inovação era vista como um sistema quase linear e interno que, do ponto de vista do setor produtivo, começava em uma idéia gerada dentro do departamento de P&D e seguia até o desenvolvimento do produto e sua introdução no mercado.

“Hoje, as empresas devem criar redes, desenvolver parcerias e aceitar idéias externas, vindas de outras empresas ou da universidade”, disse Chesbrough, que define essa estratégia como a definição de uma espécie de “ecossistema de inovação”.

A troca de idéias e o trabalho realizado em parceria nesse ecossistema, segundo ele, favorece as pequenas e médias empresas, que podem fornecer produtos, desenvolver P&D para empresas maiores e, desse modo, conquistar um pequeno nicho de mercado. “Não precisa ser grande para ser bom”, repetiu Chesbrough, quase em mantra, durante o seminário.

Chesbrough foi professor da Harvard Bussiness School de 1997 a 2003. Seus dois principais livros sobre o tema, Open Business Models: How to Thrive in the New Innovation Landscape (2003) e Open Innovation: the new imperative for creating and profiting from technology (2006), ainda não têm tradução para o português.

Bons exemplos nacionais
No caso específico do Brasil, a necessidade de políticas públicas e de leis específicas para as pequenas e médias empresas foi ressaltada, o que talvez represente uma diferença crucial entre o cenário brasileiro e o norte-americano, na opinião do professor de Berkeley.

Nessa discussão, Eduardo Costa, diretor de inovação da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), ressaltou algumas políticas que existem na instituição, como os programas de apoio às micro e pequenas empresas inovadoras (com faturamento anual de até R$ 10,5 milhões).

Segundo Costa, as entidades de classe que representam essas empresas têm um papel fundamental na definição de novas políticas: “Precisamos de mais idéias e menos críticas”, disse.

Outro bom modelo no cenário brasileiro é o programa Pesquisa Inovativa na Pequena e Micro Empresa (Pipe), da FAPESP, que se destina a apoiar o desenvolvimento de pesquisas inovadoras que tenham alto potencial de retorno comercial ou social e já atendeu a mais de 720 empresas.

Um exemplo na prática do ecossistema de inovação proposto por Chesbrough foi apresentado no Open Innovation Seminar pela IBM, empresa com cerca de 350 mil funcionários em todo o mundo (sendo 15 mil no Brasil) e que, em 2007, registrou mais de 3 mil patentes.

A IBM promoveu recentemente encontros com cerca de 150 mil funcionários, não necessariamente ligados à P&D, para discutir idéias. O resultado foram 40 mil sugestões, que deram origem a 15 grandes projetos. “Estamos saindo do modelo tradicional de inovação, ou seja, do sistema de inovação fechada”, contou Cezar Taurion, gerente de novas tecnologias aplicadas da IBM Brasil.

O Open Innovation Seminar foi realizado pela Allagi Consultoria, com apoio de empresas e de diversas entidades de classe, tais como as agências USP Inovação, da Universidade de São Paulo, e InovaUnicamp, da Universidade Estadual de Campinas. De acordo com a organização do evento, a idéia é que o seminário seja realizado periodicamente.

Representantes das agências presentes no evento destacaram que elas têm como seus principais objetivos a promoção de parceria da universidade com o setor produtivo e facilitar as atividades de propriedade intelectual da universidade.(*Da Coordenadoria de Comunicação da Secretaria de Ensino Superior de São Paulo)

Fonte: Sabine Righetti* / Agência FAPESP

Cerrado é fundamental para as florestas, afirma pesquisadora

O Bioma Cerrado abriga a nascente das três principais bacias hidrográficas da América Latina. Embora tenha uma rica biodiversidade, o Cerrado não está entre os biomas brasileiros protegidos pela Constituição, caso somente da Floresta Amazônica e da Mata Atlântica. “Pouco se fala sobre a preservação do Cerrado, existe uma portaria que visa a sua inclusão nos biomas protegidos, mas está em tramitação na Constituição há 5 anos”, ressalta Jeanine Felfili, professora do Departamento de Engenharia Florestal da Universidade de Brasília (UnB).

A pesquisadora aponta o agronegócio como a principal causa do desmatamento nesta região. Para ela, o bioma não conseguirá resistir às pressões agrícolas sem a criação de unidades de conservação que funcionem de fato. Ela defende também a ampliação do tamanho das reservas da região. “Enquanto as da Amazônia são de 1 milhão de hectares, as reservas do Cerrado são todas pequenas, não passam da casa do milhar. Uma família de onças não consegue viver em um parque nacional”, exemplifica.

O Cerrado compreende a grande região que abrange o sul do Estado do Pará, sudeste do Amazonas, norte do Mato Grosso e pequenas faixas a leste de Rondônia e oeste de Tocantins.

Mas, de toda a sua extensão, apenas 2,6% é protegida por Unidades de Conservação. Já a Amazônia tem 12% de sua área em conservação.

A situação hoje já é grave. Segundo um estudo feito pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), metade do Cerrado está degradada. Outros institutos não-governamentais apontam até 70% de degradação. “Mesmo que o correto seja os 50%, considerando-se que a degradação do Cerrado começou nos anos 70, é considerável o avanço do desmatamento”, ressalta Jeanine.

Caixa d´água
“Para o mundo, a Amazônia é importante pelo clima e pela grande biodiversidade. Mas para que ela seja mantida, é necessário o equilíbrio nas águas. O Cerrado está em áreas altas e abriga a nascente das três principais bacias hidrográficas da América Latina: Tocantins, São Francisco e rio da Prata. Para que as florestas sejam mantidas, é necessário que o Cerrado seja preservado também”, acrescenta a professora.

Donald Sawyer, assessor do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) e também professor da Universidade de Brasília (UnB), ressalta que o Cerrado tem a função de caixa d’água, pois os principais rios nascem e crescem na região antes de seguirem para as bacias hidrográficas. Além disso, a sua degradação pode trazer enormes prejuízos na geração elétrica. Sawyer afirma que cerca de 95% da população brasileira depende da energia gerada pelas águas do Cerrado.

O professor alerta que “se o desmatamento interromper os fluxos de umidade atmosférica que passam da Amazônia para o Sudeste e o Sul do Brasil, será uma calamidade para o Centro-Oeste e o Sudeste”. Isso porque as nuvens da chuva que vêm do norte poderão não chegar mais com umidade suficiente para manter a agricultura e o abastecimento. “São os rios voadores que transportam a umidade atmosférica do Atlântico para levar chuva às regiões Sudeste e Centro-oeste”, completa.

Sawyer acrescenta ainda que o desmatamento no Cerrado gera emissões significativas de carbono. Ele explica que o solo da região é rico em carbono e emite uma considerável quantia de carbono, principalmente durante as secas ou em áreas desmatadas. Segundo ele, a expansão do agronegócio se dá principalmente pela pecuária e pela agricultura, no cultivo de soja, algodão, cana-de-açúcar e eucalipto. “O desmatamento é galopante no Cerrado, que é a savana mais rica em biodiversidade do mundo, com um potencial de utilidade no contexto do aquecimento global, uma vez que suas espécies são resistentes à seca e ao calor”, alerta. (Michelle Amaral /Agência Brasil de Fato)

Fonte: EcoDebate

Desenvolvimento de software e hardware para irrigação de precisão usando pivô central

Development of software and hardware for precision irrigation using the center pivot
Água na medida certa
Pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP), em Piracicaba (SP), desenvolveram um sistema para monitoramento e controle automático de irrigação de precisão em sistemas do tipo pivô central, aplicado em grandes áreas.

Nos sistemas de pivô central, os aspersores são instalados em uma tubulação metálica que, apoiada sobre torres metálicas montadas em rodas, recebe a água de um dispositivo central sob pressão. Acionadas, as torres fazem movimentos concêntricos para irrigar áreas que vão, em geral, de 50 a 130 hectares.

De acordo com um dos autores do estudo, Tarlei Botrel, professor do Departamento de Engenharia Rural (LER) da Esalq, o hardware desenvolvido consiste em conjuntos de sensores de umidade colocados estrategicamente em vários pontos da área irrigada pelo pivô central.

“Os sensores são ligados a sistemas de radiofreqüência que enviam as informações para uma central de processamento. Esta analisa as informações e estabelece a lâmina de água necessária em cada parcela, acionando o pivô central de modo a aplicar lâminas diferenciadas de acordo com a necessidade da parcela”, disse Botrel.

Participaram do estudo, que foi publicado na revista Engenharia Agrícola, os pesquisadores José Frizzone, também do LER, e Tadeu Queiroz, professor do Departamento de Engenharia da Produção Agroindustrial da Universidade Estadual do Mato Grosso (Unemat).

O principal objetivo da pesquisa foi reduzir o consumo de água associado a incrementos na produtividade. “Os resultados mostraram que tanto os circuitos como os aplicativos desenvolvidos apresentaram funcionamento satisfatório, com grande potencial para utilização em sistemas de irrigação de precisão”, afirmou Botrel.

O estudo recomenda, no entanto que o alcance dos rádios seja aumentado. Nos testes de comunicação, eles apresentaram limitação no alcance acima de 50 metros. De acordo com Brotel, após a conclusão do trabalho, rádios com alcance maior surgiram no mercado e deverão ser testados na próxima etapa da pesquisa.

Segundo ele, o trabalho também pretendeu permitir aplicações diferenciadas de água nesse tipo de sistema. “Com a área irrigada dividida em subáreas, os sensores de umidade colocados no solo, em cada parcela, enviam por radiofreqüência as informações a um controlador localizado no pivô central”, disse. Isso permite que a água seja aplicada de forma diferenciada em cada parte, de acordo com as informações enviadas pelos sensores.

“Na agricultura tradicional, todas as plantas em um campo cultivado recebem o mesmo tratamento, ou seja, supõe-se que todas sejam iguais. Sabemos que isso não é verdade, pois existem grandes variações devido a fatores como variabilidade espacial do solo, variabilidade genética da planta e diferenciação na incidência à luz solar”, explicou Botrel.

Para o cientista, o ideal seria que cada planta fosse tratada individualmente, isto é, de acordo com seu porte e característica recebe quantidades diferenciadas de insumos visando à otimização do uso do insumo e também a produtividade da planta.

“Com o avanço tecnológico de imagens digitais e sensores, tem se tornado possível e viável, na agricultura de precisão, o tratamento em nível de subáreas, agrupando as plantas em parcelas em que cada parte apresenta características e necessidades semelhantes quanto a um dado insumo”, salientou.

Necessidades diferentes
A melhor racionalização da água, segundo o professor da Esalq, ainda é um desafio para a irrigação. “Quando se trata todas as plantas como tendo a mesma necessidade, geralmente tomando como base a média, estamos aplicando água a mais em algumas e a menos em outras. O controle individual de uma planta isolada é inviável, mas podemos fazer isso em parcelas com características semelhantes”, explicou.

Para o desenvolvimento do aplicativo computacional foi projetado um sistema capaz de obter a leitura dos tensiômetros utilizando uma interface sem fio, que foi implementada por meio de módulos de radiofreqüência.

“Partimos do princípio de que é possível fazer uma irrigação de precisão dividindo a área do pivô em setores. Cada setor pode conter um conjunto de tensiômetros e a lâmina aplicada pode ser calculada individualmente”, disse Botrel.

Segundo ele, o sistema desenvolvido pode ser usado para qualquer tipo de solo, mas o potencial de economia é maior quando o solo é heterogêneo. “A utilização de sistemas de transmissão de dados por radiofreqüência é uma ferramenta cada vez mais atraente e aplicável e, a exemplo da mecanização, a irrigação poderá ser de precisão”, disse.

“Acreditamos que, com a água como um recurso cada vez mais escasso, sistemas que propõem economia deverão ser bastante utilizados. Nosso sistema apresenta baixo custo e grandes benefícios, o que o torna viável economicamente”, afirmou.

Para ler o artigo Desenvolvimento de software e hardware para irrigação de precisão usando pivô central, de Tarlei Botrel e outros, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.

Fonte: Alex Sander Alcântara / Agência FAPESP

Síndrome de Burnout e relações sociais no trabalho : um estudo com professores da educação básica

Pesquisa da UnB com 8,7 mil docentes revela alta incidência de burnout, que pode comprometer ensino

Pesquisa feita com mais de 8 mil professores da educação básica da rede pública na região Centro-Oeste do Brasil revelou que 15,7% dos entrevistados apresentam a síndrome de burnout, que reflete intenso sofrimento causado por estresse laboral crônico. A enfermidade acomete principalmente profissionais idealistas e com altas expectativas em relação aos resultados do seu trabalho. Na impossibilidade de alcançá-los, acabam decepcionados consigo mesmos e com a carreira.

O estudo confirma a vulnerabilidade do docente à síndrome, pois o excesso de exigências auto-impostas, associadas a condições precárias de trabalho, bem como à falta de retribuição afetiva, expõem o profissional a um desgaste permanente. Assim, a tensão gerada entre o desejo de realizar um trabalho idealizado e a impossibilidade de concretizá-lo acaba por levar o profissional a um estado de desistência simbólica do ofício.

Essa condição, mostrada em pesquisas anteriores, é confirmada por um estudo realizado pela psicóloga Nádia Maria Beserra Leite. Ela analisou 8.744 questionários, respondidos por professores de ensino fundamental e médio, como parte do seu mestrado no Instituto de psicologia (IP) da Universidade de Brasília (UnB), sob orientação do professor Wanderley Codo.

Nádia é cautelosa quanto à generalização dos resultados, mas considera os dados preocupantes. “Obter 15,7% num universo de 8 mil não é desprezível”, afirma. Caso o índice seja o mesmo em todo o País, por exemplo, então mais de 300 mil professores brasileiros convivem com a síndrome, isso somente no ensino básico. Entre outras conseqüências, tal cenário levaria a um sério comprometimento na educação de milhões de alunos.

Os dados vieram à tona com informações obtidas por um questionário que permite identificar a incidência dos três sintomas que caracterizam a síndrome: exaustão emocional, baixa realização profissional e despersonalização. Com relação ao primeiro sintoma, 29,8% dos professores pesquisados apresentaram exaustão emocional em nível considerado crítico. Quanto à baixa realização profissional, a incidência foi de 31,2%, enquanto 14% evidenciaram altos níveis de despersonalização.

SUSCETIBILIDADE
A síndrome de burnout pode afetar qualquer profissional. Porém, é mais comum em pessoas que desenvolvem atividades de constante contato humano, principalmente aquelas que favorecem o envolvimento emocional. Nesse grupo estão, por exemplo, médicos, enfermeiros e professores, profissões que lidam com ideais ambiciosos e situações que nem sempre podem ser resolvidas por eles próprios, seja manter alguém vivo ou promover transformações sociais.

Os problemas surgem à medida que esses objetivos não se concretizam. “É como aquela professora que pensa em contribuir para mudar a vida dos estudantes, muitas vezes reproduzindo a dedicação que teria com os próprios filhos, mas não se sente retribuída”, explica Nádia. Também se enquadra nesse perfil o professor que espera dos alunos um ótimo aprendizado do conteúdo por ele transmitido em sala de aula. Esforça-se para isso e o eventual desinteresse ou baixo rendimento dos alunos é percebido por ele como um fracasso pessoal. “Então, vem o desânimo e o cansaço”, diz a pesquisadora.

SINTOMAS
De acordo com Nádia, o primeiro sinal de instalação da síndrome é a exaustão emocional. Afetivamente, significa que o docente não consegue mais se doar. “Ele percebe o esgotamento da energia e dos recursos emocionais.” Quando não consegue lidar com essa sensação, desenvolve mecanismos reativos. Como alternativa ao sofrimento, acaba por se distanciar emocionalmente, tanto do seu trabalho quanto do próprio aluno. O distanciamento do trabalho, ou baixa realização profissional, caracteriza-se pela falta de envolvimento pessoal e pela indiferença aos assuntos da sua profissão, além de uma assumida sensação de ineficácia contra a qual não tem ânimo para lutar. O distanciamento do aluno, ou despersonalização, aparece na forma de endurecimento afetivo e falta de empatia.

Para a pesquisadora, a despersonalização é a face mais perversa do burnout, pois afeta justamente aquele que deveria ser objeto de atenção e cuidado. Nádia exemplifica a situação citando docentes que se referem às turmas como “aqueles pestinhas”, ou que, na hora do cafezinho, tudo o que conseguem fazer é reclamar dos alunos. Qualquer referência aos estudantes será sempre negativa.

CONSEQUENCIAS
De acordo com a psicóloga, estudos vêm mostrando que professores com o problema tendem a adoecer mais, faltar ao trabalho e se tornar menos criativos. Em sala de aula, há grandes chances de piorar a relação professor-aluno. Uma relação de hostilidade entre os dois lados acabará comprometendo a aprendizagem.

Segundo Nádia, a presença do burnout em professores da educação básica levanta preocupações. “Esse período escolar acompanha uma fase essencial da formação do indivíduo. É quando a relação aluno-professor é mais necessária para a aprendizagem e o desenvolvimento integral do educando”, afirma. Já os estudantes universitários são mais independentes da figura do docente.

APOIO
O estudo analisou formas de minimizar a síndrome e descobriu ser fundamental o companheirismo e a cooperação no ambiente de trabalho. Os professores que disseram ter apoio dos demais docentes apresentaram os menores níveis de exaustão emocional, despersonalização e de baixa realização profissional. A freqüência de exaustão entre indivíduos sem suporte é quase o dobro da verificada em professores que percebem estar apoiados pelos seus pares. Quanto à despersonalização e à realização profissional reduzida, os dados seguem a mesma tendência: a incidência desses sintomas é três vezes maior entre os docentes que não se sentem apoiados pelos colegas.

SOLUÇÕES
Segundo Nádia, os resultados do estudo serão úteis em estratégias de enfrentamento da síndrome. Ela considera que medidas simples podem contribuir para minimizar o sofrimento. “O mérito desse trabalho é ter mostrado, de forma científica, que é muito mais difícil enfrentar de forma solitária os estressores que levam a burnout”, diz a psicóloga. “Encontramos evidências de que o suporte social no trabalho, que favoreça a construção coletiva de estratégias de enfrentamento dos problemas típicos da profissão, é uma maneira efetiva de reduzir as estatísticas da síndrome.”

Nádia afirma, ainda, que esse recurso tem o mérito de ser acessível aos professores, pois depende da vontade do grupo. Atividades que estimulem a aproximação entre professores podem contribuir para evitar a tendência a expectativas profissionais inalcançáveis, substituindo-as por metas realistas e discutidas coletivamente. Mesmo a ausência de condições de trabalho adequadas pode ser minimizada pela busca em grupo de soluções criativas, deixando de ser apenas uma queixa isolada. “É muito importante a sensação de ser acolhido por pessoas que enfrentam os mesmos problemas, seja na busca por mudanças ou para conviver com o que é impossível mudar”, diz.

Família potencializa síndrome
O eterno conflito entre trabalho e família é o principal elemento para desencadear a síndrome, revela a pesquisa. Isso acontece quando o professor se dedica mais do que poderia para a escola, reduzindo o tempo destinado à esposa (ou marido) e filhos, ou vice-versa. Do total de entrevistados com exaustão emocional alta, 74% indicaram vivenciar problemas para conciliar o tempo e a atenção que dedicam a essas duas instâncias tão importantes da sua vida.

Nádia destaca que esse resultado é uma indicação de quanto o trabalho docente tende a invadir o tempo que deveria ser dedicado ao lazer e aos cuidados com a família. Da maneira como o trabalho está estruturado na maioria das instituições, não há tempo, dentro da carga horária prevista, para que sejam realizadas atividades como preparar aulas, pesquisar materiais, bem como corrigir provas e trabalhos, tarefas que são levadas pra casa. Quando não consegue equacionar o problema, o professor passa a ser submetido a uma pressão em seu ambiente doméstico. Assim, já fragilizado pelos problemas que enfrenta no trabalho, fica mais exposto aos efeitos que levam a burnout.

PERFIL
Nádia Leite é mestre em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações pela Universidade de Brasília (UnB), pós-graduada em Desenvolvimento de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e graduada em Psicologia pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB). Contatos pelo telefone (61)3447 5446 (empresa) e e-mail .

Veja o texto completo no site.

Fonte: Daiane Souza/UnB Agência

Crédito diferenciado para tecnologia limpa ?

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, reafirmou na sexta-feira (13) que vai reivindicar no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) o estabelecimento de uma linha de crédito diferenciado e em condições facilitadas para projetos que incentivem o uso de tecnologia limpa. "Isso é muito importante para o bioma, para a saúde e para o clima”, disse Minc, após participar de reunião do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas.

No encontro que terá com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, o ministro do Meio Ambiente falará também sobre a necessidade de uma política de reforço e legalização da cadeia produtiva dos setores de carne, madeira e grãos. “Queremos, por um lado, punir quem estiver destruindo ilegalmente os biomas. E, por outro lado, facilitar a vida de quem quer organizar de forma legalizada as cadeias produtivas."

Outro ponto a ser discutido com Coutinho é um documento, que Minc chama de “compromisso social e ambiental dos bancos”. Segundo o ministro, o documento será assinado pelos bancos públicos, como BNDES, Banco do Brasil e Caixa, e quatro grandes instituições privadas já demonstraram interesse em firmar o compromisso, que estabelece metas especificas de não conceder crédito para quem agredir o meio ambiente.

No último domingo (8), ao empossar a nova diretoria da Superintendência Estadual de Rios e Lagoas do Rio de Janeiro (Serla), Minc explicou que a regularização da posse da terra e a demarcação e recuperação de reserva legal são exemplos de processos que poderão ser contemplados com financiamentos pela rede bancária.

Ele lembrou, na ocasião, que recente medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estabelecendo preço mínimo para produtos do extrativismo, como borracha, castanha, açaí, copaíba e guaraná, permite aos produtores obter financiamento para construírem galpões, frigoríficos e comprarem caminhões.

Fonte: Agência Brasil

Revolução Genômica apresenta Emilio Moran e Robin Buell

Emilio Moran fala do trabalho na floresta tropical e Robin Buell conta o que a ciência aprendeu com o genoma do arroz

O exemplo do arroz e experiências na Amazônia
O clima global sob o ponto de vista da ciência social será um dos temas debatidos no próximo sábado (21/6) na programação cultural da exposição Revolução Genômica.

Às 15 horas, o antropólogo cubano naturalizado norte-americano Emilio Moran, da Universidade de Indiana (EUA), apresentará a palestra “Expansão internacional da antropologia ambiental: experiências na Amazônia”.

Às 11h do domingo (22/06), a bióloga norte-americana Robin Buell, da Universidade Estadual de Michigan (EUA), aborda o tema “Arroz: um exemplo de como a genômica pode mudar as abordagens da ciência”.

As duas palestras são gratuitas e ocorrerão no auditório anexo ao Pavilhão Armando de Arruda Pereira, antiga sede da Prodam, no Parque do Ibirapuera (portão 10), em São Paulo, onde está em cartaz a exposição científica. A programação cultural da mostra Revolução Genômica está a cargo da revista Pesquisa FAPESP.

Professor de antropologia e diretor do Centro Antropológico para Treinamento e Pesquisa em Mudanças Ambientais Globais da Universidade de Indiana, Moran foi um dos primeiros a lançar um olhar de cientista social sobre o debate do aquecimento global, por muito tempo confinado ao âmbito da meteorologia.

Estudioso do Brasil, é autor de vários livros sobre a Amazônia e o impacto das mudanças ambientais. Participa também do Experimento do LBA, o principal projeto de pesquisa internacional sobre a floresta tropical.

Pesquisadora do Departamento de Biologia Vegetal da Universidade Estadual de Michigan, Robin Buell estuda aspectos genômicos da biologia vegetal e dos patógenos que atacam as plantas.

Ela teve participação importante nos trabalhos de montagem e de anotação do genoma de duas importantes culturas agrícolas, o arroz e a batata. O genoma do arroz é considerado modelo para o estudo do DNA de outros cereais.

Mais informações pelo site

Fonte: Agência FAPESP

Conocimientos, actitudes y prácticas en investigación de los estudiantes de pregrado de facultades de medicina del Perú

Knowledge, attitudes, and practices towards research in pre-graduate students of Peruvian Schools of Medicine

Cristian Díaz Vélez1, Luis Miguel Manrique González2, Edén Galán Rodas3, Moisés Apolaya Segura4

Introducción
La investigación científica en el pregrado atraviesa una crisis no solo por la baja producción sino por la calidad de cada una de ellas, además es el eje de la formación médica, y no solo es una tarea universitaria obligatoria para la obtención de nuevos conocimientos, sino que es un valioso instrumento de formación de profesionales médicos de alto nivel académico.

Objetivo
Determinar los conocimientos, actitudes y prácticas en investigación de los estudiantes de pregrado de facultades de medicina del Perú.

Material y método
El estudio fue realizado en alumnos de medicina, se analizaron 1 484 cuestionarios de 13 facultades. Los datos se recolectaron en dos etapas: La aplicación de cuestionario a estudiantes y recolección de información propia de cada facultad.

Resultados
Las mejores actitudes fueron: para investigar no es necesario ser “superdotado” (83,3%), piensa implicarse en el futuro en un trabajo de investigación (80,4%).

Prácticas de Implementación
El indicador creditaje-investigación no sobrepaso el 10% de la carga académica; 62% de las universidades tiene como opción única de titulación a la tesis. Prácticas de barreras: autofinanciamiento en 84,4%, la publicación de tesis se exigen en 28,5%, de las cuales terminan en publicación 16,3%. Finalmente se encontró que hubo actitud buena en 71,9% (p<0,05)

Texto em PDF

Fuente: Socimep

5º ENEDS - ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA E DESENVOLVIMENTO SOCIAL


"OS IMPACTOS DA ENGENHARIA E OS LIMITES DA SUSTENTABILIDADE"
Universidade de São Paulo, dias 02 e 03/setembro


CHAMADA DE TRABALHOS

Data limite para o envio de artigos: 6 de julho de 2008

Convidamos a todos para V edição do ENEDS, com envio de artigos e participação no evento que este ano acontecerá em São Paulo.

Serão aceitos para avaliação artigos que se enquadrem em uma das Áreas Temáticas e que sigam o Modelo de Formatação de Artigos, ambos disponíveis no site do encontro policidada. poli.usp.br/eneds .

A submissão será feita no próprio site e os interessados deverão enviar os arquivos a partir do dia 12/06 até o dia 06/07/2008.

Quaisquer dúvidas, favor entrar em contato diretamente com o email da comissão

Saudações Solidárias,
Comissão Organizadora do V ENEDS

Fonte: ENS

Seminário “Etnia, Gênero, GLBT: saúde como direito ou direitos como saúde”

O seminário “Etnia, Gênero, GLBT: saúde como direito ou direitos como saúde”, que ocorrerá no dia 23 de junho, em São Paulo, discutirá temas que envolvem questões relacionadas ao poder, legitimações, direitos e diversidades presentes tanto no campo da saúde pública como em outros campos normativos da sociedade.

O evento marca o lançamento do novo número da revista Saúde e Sociedade, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), responsável pela organização.

A revista publica números com artigos temáticos que pretendem contribuir para a ampliação do conhecimento e análise crítica das intervenções sancionadas em nome da saúde.

Buscando situar a saúde como uma construção que tem significados para além do universo biomédico, o debate tem o objetivo de contribuir com a redução das desigualdades.

Mais informações: www.fsp.usp.br

Fonte: Agência FAPESP

Inaugurada a MEC SHOW - Feira da Mecânica, Elétrica e Automação

A MEC SHOW - Feira da Mecânica, Elétrica e Automação é direcionada às empresas do setor metalmecânico e terá sua primeira edição em junho de 2008.

Vivendo um período de intensa expansão industrial, com grandes projetos em andamento, o Espírito Santo ganha uma importante feira para o setor – a MEC SHOW, Feira da Mecânica, Elétrica e Automação.

O evento, de natureza tecnológica, expositiva e comercial, vai contribuir para o desenvolvimento tecnológico e promoção do setor de metalmecânico do Espírito Santo, que envolve empresas fornecedoras de bens e serviços necessários a implantação, modernização e manutenção dos projetos industriais, que se multiplicam em todo o país.

A MEC SHOW é uma promoção do Centro Capixaba de Desenvolvimento Metalmecânico (CDMEC) e do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e Material Elétrico do Estado do Espírito Santo (Sindifer) e realização da Milanez & Milaneze e acontece no Pavilhão de Carapina de 18 a 20 de junho de 2008.

Maiores informações pelo site

Fonte: MEC SHOW

Simpósio anual da Seção Latino-Americana da American Nuclear Society - LAS/ANS

Monopólio da tecnologia nuclear é tema de debate no Rio
A flexibilização do monopólio da tecnologia nuclear é tema de debate hoje (19/06), no simpósio anual da Seção Latino-Americana da American Nuclear Society (LAS/ANS), realizado no Windsor Barra Hotel (Av. Sernambetiba, 2.630), na Barra, a partir das 10h. O secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Altino Ventura, participa da abertura com o presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, que ontem assumiu a presidência da LAS no Brasil.

"Os pontos críticos dos projetos incluídos no Plano Nacional de Energia (PNE), para 2030, tomando como experiência a central nuclear Angra 3", também será tema de debate. O objetivo da discussão é evitar futuros atrasos e perdas em recursos humanos, financeiros, materiais e tecnológicos. Pela manhã, participam do painel o diretor técnico da Eletronuclear, Luiz Soares; e o presidente da Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares (ABDAN), Antônio Muller.

"Já alcançamos a maturidade tecnológica, política e econômica no continente e; especialmente no Brasil, para pleitearmos a flexibilização (com a introdução de agentes privados) sobre as atividades de pesquisa, exploração mineral e operação de centrais nucleares?" é a pergunta que será respondida no painel das 14h30. Participam o presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN), Francisco Rondinelli; entre outras autoridades.

Em seguida, a discussão fica por conta do tema "A América Latina, o Brasil e o mercado de tecnologia nuclear: como transformar a Região em um ambiente promissor de negócios para a tecnologia nuclear?", com a participação do vice-presidente da Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares (ABDAN), Ronaldo Fabrício. O tema será igualmente discutido pelo diretor da LAS, Jorge Spitalnik.

Às 17h, o painel em debate será "Definindo estratégias para a aceitação pública da tecnologia nuclear na geração de energia limpa no Brasil e na América Latina, com a participação do diretor de comunicação da Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN), Edson Kuramoto; e do diretor de jornalismo da Band News TV, João Paulo Duarte

Fonte: Eletronuclear

Lançado o Dicionário Técnico de Fundição e Metalurgia

Sociesc lança volumes 2 e 3 do Dicionário Técnico de Fundição e Metalurgia - Obra do Engenheiro Herbert Schwarz é fundamental para os setores de engenharia, fundição e metais

A Sociedade Educacional de Santa Catarina (Sociesc) lançou nesta terça-feira, dia 17 de junho, o Dicionário Técnico de Fundição e Metalurgia – Volume 2 e Volume 3 (alemão, português, inglês). Com cerca de 40 mil verbetes o dicionário é fruto de dez anos de pesquisa do engenheiro Herbert Schwarz, 82 anos. A obra é considerada como fundamental para os setores de engenharia, fundição e metais.

A pesquisa em Santa Catarina se justifica: o Estado ocupa hoje o terceiro lugar no ranking de fundidos no país com 23,9% da produção. São Paulo, líder de mercado, responde por 35,7%. O setor é um dos principais geradores de emprego e renda para a população do Norte do Estado e está no foco dos pesquisadores das instituições de ensino catarinense.

Maiores informações pelo telefone 0800 643 0133.

Fonte: Sociesc

Simpósio Internacional Caminhos Cruzados: Machado de Assis pela Crítica Mundial

‘Crossroads: Machado de Assis and contemporary international criticism’.

O simpósio internacional Caminhos Cruzados: Machado de Assis pela Crítica Mundial, que ocorrerá entre os dias 25 e 29 de agosto em São Paulo, marca o centenário da morte de um dos mais importantees escritores brasileiros.

O evento, realizado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), por meio da Fundação Editora da Unesp, tem apoio do Ministério da Cultura e consiste em um ciclo de conferências e debates congregando nomes emblemáticos da crítica machadiana, nacional e estrangeira

O simpósio ocorrerá no auditório do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e terá o objetivo de construir as bases para um contato mais amplo, sólido e constante entre os diversos pesquisadores da obra de Machado de Assis, abrindo novos ângulos de abordagem até então inexplorados nos estudos sobre o escritor.

Participarão pesquisadores como Abel Barros Baptista (Universidade Nova de Lisboa), Amina di Munno (Universidade de Gênova), Dain Borges (Universidade de Chicago), Daphne Patai (Universidade de Massachusetts), Elide Valarini Oliver (Universidade da Califórnia), Hans Ulrich Gumbrecht (Universidade de Stanford) e Jean Michel Massa (Universidade de Rénnes 2)

Entre os participantes brasileiros estão Roberto Schwarz, Antonio Carlos Secchin, Gilberto Pinheiro Passos, Lúcia Granja, Luiz Dagobert de Aguirra Roncari, Sérgio Paulo Rouanet e Valentim Facioli. Milton Hatoum fará uma saudação em nome dos escritores brasileiros.

Mais informações: www.machadodeassis.unesp.br/simposio

Fonte: Agência FAPESP

Alunos da FEI expõem seus projetos

Quatorze novidades na área de Engenharia Elétrica garantem oferecer mais qualidade de vida à população. Entre elas estão miniveículo elétrico para criança com necessidades especiais, bateria virtual que reproduz no computador o som de bateria, robô para auxiliar paciente com soro ir ao banheiro, um detector de álcool adulterado para veículos e até cadeira de rodas motorizada controlada por maxilar.

Os 14 projetos serão atração nesta quinta-feira, 19, durante a XXXIV Elexpo – Exposição dos Trabalhos de Formatura do Curso de Engenharia Elétrica, do Centro Universitário da FEI (Fundação Educacional Inaciana). A visitação é gratuita e aberta, a partir das 17h, no campus SBC.

Confira:

BATERIA VIRTUAL
Composta por um par de baquetas e um pedal, a bateria virtual reproduz o som de uma bateria básica. Para tocar, a pessoa senta em um banco e faz os movimentos no ar com as baquetas, feitas de PVC, onde foram acopladas chaves mecânicas, que acionam um circuito responsável por alimentar um led de luz infravermelho, instalado na ponta das baquetas. A luz emitida é captada por uma webcam, instalada em um pedestal e responsável pelo mapeamento dos movimentos das baquetas e envio para o computador.

Com um software, desenvolvido pelos estudantes, é possível distinguir a área que a baqueta atingiu, e o som do instrumento é emitido por uma caixa de som. A bateria tem elementos de um instrumento básico, como caixas, dois pratos, dois tons (tambores), surdo, ximbau e bumbo (pedal). “Instalamos também um mouse sem fio, que reproduz o som do bumbo”, conta o formando Fabio Augusto Taissun, 23 anos.

CARRO ESPECIAL
Destinado ao público infantil, o objetivo do miniveículo elétrico é estimular ações por meio das reações do carrinho, que possui elementos perceptíveis como vibração e movimento. No lugar volante do veículo, de plástico, há um painel com botões. Ao serem acionados, piscam e vibram, e o veículo faz movimentos para frente e trás, e ainda realiza curvas.

Quando ligado, o miniveículo verifica, por meio de sensores, se existe obstáculos à frente. Se o caminho estiver livre, o botão pisca e vibra, e o carrinho segue até detectar algum obstáculo. A necessidade de criar o produto partiu de uma visita em uma ONG. “Percebemos que as crianças com deficiência visual têm dificuldade para interagir e utilizam muito o tato para andar”, destaca Bruno Fernando de Morais Primon, 25 anos. O veículo pode transportar crianças com até 30 kg.

ROBÔ PARA PACIENTE
Os formandos da FEI também desenvolveram um robô para auxiliar paciente carregar o conjunto de haste e soro na hora de ir ao banheiro ou realizar exame. Os alunos criaram um carrinho, de alumínio, e adaptaram o suporte de soro no equipamento, que tem cerca de 1,80 m de altura. “A idéia é auxiliar as equipes no ambiente hospitalar e oferecer conforto ao paciente”, explica o aluno Bruno Dias de Almeida.

A direção que o suporte deverá seguir será determinada por sensores de transmissão de ultra-som fixados na cintura do paciente e na haste do soro. Para se locomover, o paciente liga o transmissor e o carrinho, que segue o paciente durante uma hora. Se ultrapassar o tempo, o veículo se desliga e só funciona após ser recarregado, o que demora uns 40 minutos.

DETECTOR DE COMBUSTÍVEL
Outra novidade é um detector eletrônico que mede, por meio de um sensor, a autenticidade do álcool utilizado em veículos. A idéia é identificar combustíveis fora dos padrões da ANP (Agência Nacional de Petróleo), com mais de 7% de água na composição. Um sensor, com duas placas de aço inox, instalado dentro num tubo de PVC de 40 cm, é inserido no tanque, que com 50 ml de álcool já detecta se o produto é adulterado.

No teste, o sistema mede e armazena a temperatura e um microcontrolador gera um sinal elétrico sobre o sensor. Se o líquido for resistente, o resultado é comparado numa tabela pré-definida. O resultado aparece em um display LCD, no painel. Se o produto for autêntico, um led verde acende e o painel mostra que o álcool está no padrão. Caso contrário, a indicação aparece em vermelho.

A exposição apresentará, ainda, um controle automático de irrigação do solo; sistema de automação do processo seletivo de materiais recicláveis; projeto de robô humanóide; caixa eletrônico para deficientes visuais; cadeira de rodas motorizada controlada por maxilar; controlador de servomecanismo de 20 canais; conversor de textos para linguagem em Braile; máquina de lavar roupa inteligente; e um desfibrilador com disparo e interface sincronizados.

Fonte:FEI

Presidente eleito da OMPI pode não chegar a tomar posse

Há uma articulação diplomática em curso, da qual o Brasil participa, para impedir a posse do australiano Francis Gurry como o novo diretor da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI).

No dia 15 de maio, Gurry foi escolhido presidente da entidade, ao derrotar o brasileiro José Graça Aranha por um voto. Ele foi o candidato dos países desenvolvidos. A Folha e o Estado informaram, no dia 10 de junho, que o Itamaraty trabalha para impedir a confirmação do resultado.

Muitos dos governos de economias emergentes querem rever seu voto, o que poderia acontecer se um novo processo for aberto antes que a Assembléia Geral da entidade, marcada para setembro, confirme o nome do australiano. No dia 7 de junho, o chanceler Celso Amorim teria se reunido com Aranha e com diplomatas em Genebra, na Suíça, sede da OMPI, para definir uma estratégia de atuação para as próximas semanas.

Acredita-se que a situação de Gurry torne-se insustentável, o que pode causar uma paralisia da entidade. Amorim, sempre de acordo com o Estadão, não descartaria a possibilidade de um terceiro nome que não o de Graça Aranha.

O objetivo principal seria "garantir que o posto máximo na estrutura de patentes no mundo fosse ocupado por alguém 'simpático' às posições dos países emergentes", descreve o jornal. Um dos grandes debates entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos dá-se em torno da quebra de patentes de medicamentos, daí o esforço dos países mais ricos em colocar Gurry na direção da OMPI.

Fonte: Inovação Unicamp

7ª Olimpíada de Química do Distrito Federal

Estudantes do ensino médio interessados em química não precisarão esperar o ingresso na universidade para exercitar suas habilidades.

Até sexta-feira, 20 de junho, eles poderão se inscrever, gratuitamente, na sétima edição da Olimpíada de Química do Distrito Federal, a ser realizada no sábado, 28 de junho, às 14h, no Pavilhão Anísio Teixeira da UnB.

Organizada por alunos do Programa de Educação Tutorial (PET) do Instituto de Química (IQ) da UnB, a competição constituirá em 25 questões, sendo cinco abertas e 20 de múltipla escolha.

As provas serão de dois tipos: uma voltada aos estudantes dos 1° e 2° anos do ensino médio e outra, para os estudantes do 3° ano. Os 30 primeiros colocados na competição disputam a Olimpíada Nacional de Química, que pode render vaga para o mundial. A premiação contará com medalhas de ouro, prata e bronze para cada grupo de provas. Inscrições e informação pelo site www.unb.br/iq/pet/ , ou pelo telefone 3307 2147.

Fonte: UnB