terça-feira, 17 de junho de 2008

Novo método fotoeletroquímico para a degradação de corantes químicos

Cores limpas
Um novo método fotoeletroquímico para a degradação de corantes químicos despejados na natureza por indústrias têxteis foi desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Química (IQ) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Araraquara (SP).

Além de evitar danos à flora e à fauna dos ecossistemas aquáticos, o projeto, coordenado pela professora Maria Valnice Boldrin Zanoni, objetiva minimizar o risco à saúde causado pela água proveniente de processos industriais e descartada na natureza após a manufatura e aplicação de corantes em tecidos e fibras.

O projeto de pesquisa que originou o método teve apoio da FAPESP na modalidade Auxílio a Pesquisa.

Com base em descobertas recentes feitas em parceria com pesquisadores dos campi da capital paulista e de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), sobre propriedades toxicológicas e mutagênicas de alguns corantes utilizados pela indústria têxtil nacional, o método fotoeletroquímico é capaz de destruir corantes em efluentes antes de serem lançados na natureza, evitando a contaminação de reservatórios e estações de tratamento de água.

“O método, que consiste basicamente no acoplamento de técnicas eletroquímicas e fotoquímicas, promove a degradação completa dos corantes, transformando-os em dióxido de carbono e água. A próxima fase do estudo será a criação de um protótipo industrial do método para aplicação em larga escala”, disse Maria Valnice.

A técnica consiste basicamente no uso de um fotocatalisador como fotoanodo (um filme nanocristalino sobre um substrato condutor). “Trata-se de uma superfície de titânio recoberta com dióxido de titânio ou trióxido de tungstênio, na qual se aplica um potencial positivo controlado sob iluminação ultravioleta”, explicou.

Um potencial positivo é a aplicação de uma voltagem para criar um gradiente entre cargas positivas e negativas. “O material é inserido em um reator fotoeletroquímico e a iluminação do fotoanodo promove a formação de lacunas capazes de gerar agentes oxidantes ou reagir diretamente na superfície do eletrodo com os compostos orgânicos absorvidos”, disse.

Os melhores resultados em relação à degradação de corantes em efluentes contaminados, aponta Maria Valnice, são obtidos sobre eletrodos preparados na forma de nanotubos de dióxido de titânio e compósitos de trióxido de tungstênio com dióxido de titânio, que levam a 100% de descoloração do corante após três horas de tratamento, além de remover adequadamente tanto a toxicidade como a mutagenicidade do material.

Águas contaminadas
Um dos efeitos mais preocupantes dos corantes são os problemas relacionados à degradação parcial e ao processo de biotransformação pelo qual, catalisados por enzimas específicas ou outras reações oxidativas, podem gerar outras substâncias com propriedades carcinogênicas.

Isso ocorre porque os corantes apresentam estruturas moleculares diversificadas, grau de pureza reduzido, baixa eficiência de fixação na fibra e ainda contam com grande quantidade de aditivos químicos utilizados no processo de tintura.

“Nossa maior preocupação é que alguns corantes comerciais apresentam níveis preocupantes quanto à atividade mutagênica. Ao serem despejados em efluentes e contaminarem águas que posteriormente serão consumidas, eles podem gerar mutágenos genotóxicos e com isso promover alterações no DNA dos indivíduos, causando, comprovadamente, diferentes tipos de câncer”, afirmou a professora da Unesp.

Segundo ela, além de remover e destruir os corantes presentes nas águas de efluentes e estações de tratamento, o método consegue identificar essas substâncias até mesmo na água que já está própria para o consumo. “Isso porque, mesmo em baixas concentrações, há o risco de essas águas terem derivados com propriedades carcinogênicas e mutagênicas”, explicou.

Segundo Maria Valnice, um importante gargalo na área é que, embora as preocupações sobre a toxicidade dos corantes têxteis sejam extremamente relevantes para a saúde humana e para o meio ambiente, os dados de literatura sobre o tema ainda são escassos.

“Mesmo com poucas pesquisas concluídas sobre o assunto, nos últimos anos a comunidade científica mundial tem se mobilizado para o desenvolvimento desses métodos para a completa degradação dos corantes na natureza. Os efluentes contaminados por corantes, aditivos químicos e seus derivados são um problema social, econômico e de saúde pública”, afirmou.

Maria Valnice apresentou o método e discutiu os gargalos e desafios tecnológicos do setor na palestra “Corantes: importância do monitoramento e remoção para a saúde humana e proteção ambiental”, durante a 31ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Química, que ocorreu no final de maio em Águas de Lindóia (SP).

Fonte: Thiago Romero / Agencia FAPESP

Sect - E.S. realiza reunião preparatória para a 5ª Semana de Ciência e Tecnologia

A Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Sect) realizou, em Vitória (ES), no dia 11 de junho, reunião preparatória para a 5ª Semana Estadual de Ciência e Tecnologia, que será realizada de 20 a 26 de outubro, com o tema Evolução e Diversidade. O encontro foi marcado com o objetivo de movimentar os parceiros e a comunidade científica para planejar as atividades.

Representantes da Sect, que é uma instituição associada à ABIPTI, do Centro Federal de Educação Tecnológica do Espírito Santo, das unidades de Vitória, São Mateus e Colatina (Cefetes), da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), da Sociedade Brasileira das prefeituras de Santa Teresa e Colatina, da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), da Escola de Medicina da Santa de Misericórdia de Vitória (Emescam) e da Associação Brasileira de Inventores (Abripi) participaram da reunião.

No encontro, o secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, Rogério Silveira de Queiroz, informou que o Conselho Estadual de C&T (Concitec) elegeu uma comissão permanente de difusão, capacitação e popularização da ciência, tecnologia e inovação. A comissão foi criada para estabelecer as melhores formas de difusão do conhecimento científico, especialmente projetos apoiados financeiramente pela Sect e pela Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Fapes).

Segundo Queiroz, a secretaria quer ampliar a semana para fora da região metropolitana e institucionalizá-la. O principal objetivo do evento é melhorar a educação científica no Estado. Para ele é importante que haja integração entre os governos federal, estadual e municipais, universidades e instituições de ensino e pesquisa públicas e privadas, noticiou a Sect.

Na edição de 2007, foram contabilizadas as inscrições de mais de 700 atividades científicas durante o evento. A expectativa para esse ano é a duplicação do número dessas atividades. A semana foi instituída no Espírito Santo pelo governo estadual, por meio do decreto nº 1377-R de setembro de 2004, com o objetivo de despertar o interesse da população capixaba, principalmente crianças e jovens, para a importância do tema e com isso valorizar a criatividade, a atitude científica e a inovação.

Informações adicionais, no site www.sect.es.gov.br.

Fonte: Gestão CT

Alimentos, Biocombustíveis e Efeito Estufa

Se usar melhor as pastagens, Brasil pode exportar mais comida, etanol e soja com sustentabilidade, afirma professor da Esalq

Basta o Brasil usar melhor suas pastagens para que o País possa exportar biocombustíveis sem comprometer a produção de alimentos e sem desmatamento. Quem pensa assim é Carlos Clemente Cerri, o professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) que, além de membro do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês), é um dos responsáveis pela contabilidade oficial das emissões brasileiras de gases do efeito estufa. Para ele, sem precisar nem dobrar o número de cabeças de gado por hectare, a terra brasileira é suficiente para atender à ampliação do cultivo de alimentos — para o Brasil e para o mundo — e para o plantio das matérias-primas para os biocombustíveis. Mais: o melhor manejo das pastagens liberaria ainda terra agricultável suficiente para o cultivo de eucalipto, de algodão e de soja e para a produção de leite e carne.

"No total, precisaremos de 18 a 20 milhões de hectares nos próximos dez anos", afirma Cerri. "Podemos retirá-los das pastagens, sem desmatamento, se aumentarmos a lotação de gado nas pastagens de 0,9 para 1,5 cabeça por hectare." Ele cita vários procedimentos que permitem aumentar a lotação das pastagens: fazer adubação e calagem, eliminar ervas daninhas, integrar lavoura e pecuária, adotar o sistema de semiconfinamento do gado. "É uma questão de redimensionamento, de planejamento", aponta. "O pecuarista já está procurando melhorar as pastagens, porque está vendo a terra valorizar-se cada vez mais em todo lugar. Temos de encontrar uma maneira de ajudá-lo a fazer isso se não quisermos expandir a área de desmatamento."

Além de não desmatar, o Brasil, alerta Cerri, deve reduzir ao máximo as emissões de gases do efeito estufa e o consumo de água dos processos de produção de biocombustíveis para garantir que o etanol e o biodiesel fabricados aqui sejam competitivos no exterior. "É uma questão ética", afirma. "Principalmente nos países mais desenvolvidos, a sociedade vai querer consumir produtos cujos processos de produção sejam mais limpos do que são hoje." Por essa razão, grupos de pesquisa do mundo inteiro, incluindo o que o professor coordena no Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena), na Esalq, já estão trabalhando para calcular o carbon footprint do etanol — ou seja, a quantidade de carbono emitida durante a produção de um litro do biocombustível. "A soma das emissões da produção e da queima dos biocombustíveis tem de ser menor do que a soma das emissões da produção e da queima dos combustíveis fósseis, senão não compensa substituir estes por aqueles", explica o professor. Ele não vê os biocombustíveis nem como vilões nem como salvadores. Em sua opinião, o etanol, o biodiesel e outros combustíveis de origem orgânica representam uma fase de transição — o futuro, pensa ele, está nas energias solar, eólica e das marés, que não deixam nenhum resíduo.

O compromisso de Cerri com o tema da mudança climática foi reconhecido pela presidente do IPCC: ele foi um dos representantes do grande comitê da Organização das Nações Unidas (ONU) — tantas pessoas — a receber o certificado do prêmio Nobel da Paz, que foi atribuído em 2007 ao IPCC e a Al Gore. O certificado foi a forma encontrada para partilhar a conquista do mérito entre os pesquisadores do IPCC. Leia a seguir a entrevista completa com o professor:

Para que as culturas de cana, soja e outras oleaginosas não avancem sobre a Amazônia e o Cerrado, quantos hectares de pastagens o Brasil poderia transformar em plantações, sem afetar a produção de carne e leite?
Nos próximos dez anos, o Brasil precisará aumentar suas plantações de cana-de-açúcar em 4 a 6 milhões de hectares para suprir a demanda de etanol para exportação. Também precisaremos de mais de 3 milhões de hectares para o plantio de oleaginosas para produção de biodiesel: palma, mamona, girassol, pinhão-manso, canola. Esse número ainda não é oficial, pois hoje o Brasil tem de adicionar 2% de biodiesel ao diesel, mas logo vai ter de adicionar 5%. Além disso, precisaremos aumentar a área de plantio de soja para produção de proteína, a área de plantio de algodão para produção de fibra, a área de plantio de eucalipto para produção de papel e móveis e também a área de plantio de alimentos. No total, precisaremos de 18 milhões a 20 milhões de hectares nos próximos dez anos. Podemos retirá-los das pastagens, sem desmatamento. Para isso, temos de melhorar as pastagens para podermos aumentar o número de cabeças de gado por hectare.

O que é uma pastagem bem-manejada?
Manejar bem uma pastagem quer dizer usar uma relação adequada de cabeças de gado por hectare. Quando se colocam muitas cabeças na mesma área, o gado acaba comendo a planta até embaixo, o que dificulta a rebrota. Com isso, há degradação da pastagem. Em uma pastagem bem-manejada, o gado não come toda a planta. Sobra ainda uma quantidade suficiente de capim para que a rebrota seja mais rápida. Também é importante fertilizar a pastagem — em algumas, além de fertilizantes, é preciso até colocar calcário — e eliminar as ervas daninhas. Normalmente, as pastagens no Brasil não são bem manejadas. Isso faz a lotação — ou seja, o número de cabeças de gado por hectare — ser muito baixa [como a pastagem não rebrota rapidamente, é preciso reservar uma área maior para cada cabeça. Nota do E.]. O Brasil tem mais de 200 milhões de hectares de pastagens de diferentes tipos, com diferentes graus de manejo, e um plantel de menos de 200 milhões de cabeças de gado. A média é de 0,9 cabeça por hectare. Em uma pastagem bem-manejada, a relação pode ser de três ou quatro cabeças por hectare, em média. Se melhorarmos nossas pastagens, poderemos aumentar sua lotação. Com isso, sobrarão áreas de pastagem para ser convertidas em plantações de cana-de-açúcar e oleaginosas.

O que mais deve ser feito para melhorar as pastagens?
Um exemplo, como já falei, é fazer adubação, calagem. Também é possível adotar as modernas técnicas de integração lavoura-pecuária, que promovem uma espécie de uso racional da terra ao misturar áreas agrícolas e pastagens, e o sistema de semiconfinamento, que implica trazer comida para o animal. Além do capim braquiária, podem ser incorporadas outras plantas, como leguminosas, que melhoram a alimentação do gado. Isso reduz o tempo necessário até o abate e permite ampliar o rebanho sem aumentar a área de pastagem. Nos próximos dez anos, a própria produção animal vai precisar crescer 25% — mas em uma área menor. Senão, será preciso desmatar, o que não é desejável.

É possível transformar áreas de pastagem em lavouras e ainda aumentar o rebanho?
É uma questão de redimensionamento, de planejamento. O pecuarista já está procurando melhorar as pastagens, porque está vendo a terra valorizar-se cada vez mais em todo lugar. Ele precisa tirar o melhor proveito possível da terra, e isso exige tecnologia. A maior parte dessa tecnologia está disponível. É preciso conceder incentivos fiscais ou financeiros ao pecuarista para que ele consiga aplicá-la. Temos de encontrar uma maneira de ajudá-lo a melhorar suas pastagens e aumentar o número de cabeças de gado por hectare se não quisermos expandir a área de desmatamento.

A conversão de pastagem em cultura provocaria a emissão de mais gases para a atmosfera?
Na conversão de uma pastagem em outro uso agrícola, parte do carbono que ela havia estocado no solo é perdida na forma de gás. A perda não é muito grande: de 10% a 20% do estoque adquirido, de acordo com o teor de argila do solo. Mas, se no outro uso for feita a chamada agricultura conservacionista, pode-se reduzir a perda para 5%. A agricultura conservacionista dispensa a aração e a gradagem por tratores, pois faz o plantio só em pequenos sulcos, sem mexer no restante do solo. Quando há aração e gradagem, os microorganismos do solo são ativados e consomem o húmus, e esse consumo emite gás. Se fizermos a agricultura conservacionista e ainda conseguirmos retornar resíduos da nova cultura para o solo, podemos manter o estoque de carbono e até aumentá-lo. Isso é o que chamamos de seqüestro de carbono pelo solo.

Em fevereiro, a revista Science publicou dois artigos com críticas aos biocombustíveis. Um deles, especificamente, dizia que a conversão de vegetações nativas em culturas para produção de biocombustíveis no Brasil, no Sudeste da Ásia e nos Estados Unidos criava um "débito de carbono", pois liberava uma quantidade de CO2 para a atmosfera de 17 a 420 vezes maior do que a redução anual nos gases causadores do efeito estufa promovida pela substituição de combustíveis fósseis por biocombustíveis. Como o senhor vê esses números?
Os artigos partem do princípio de que precisamos desmatar para produzir biocombustíveis, mas essa não é a realidade do Brasil. Nossas matas já viraram pastagens há muitos anos. Por isso, podemos converter pastagens de baixa produtividade em plantações de cana-de-açúcar [para produção de etanol] e oleaginosas [para produção de biodiesel]. O Estado de São Paulo, por exemplo, quase não tem mais florestas — só 7%. No entanto, a maior área para expansão da cana-de-açúcar está aqui, em cima de pastagens.

Por que o desmatamento, ou outras mudanças do uso do solo, resultam em emissões de gases de efeito estufa?
Quando se convertem florestas ou mesmo o Cerrado em áreas de pastagem ou de outros usos agrícolas, ocorrem emissões muito grandes de carbono, porque é preciso derrubar a vegetação, secá-la e queimá-la para abrir espaço. O carbono que as árvores haviam retirado por fotossíntese da atmosfera é convertido em gases pela combustão. Esses gases vão novamente para a atmosfera, ocasionando o efeito estufa e o aquecimento global. A mesma coisa acontece no solo. O carbono aparece de várias formas no solo, inclusive no húmus. O uso do solo para pastagem ou agricultura normalmente promove a decomposição do húmus; nesse processo de decomposição há produção de gás, que também vai para a atmosfera, causando o efeito estufa. Mas quando a pastagem é bem manejada, o estoque de carbono do solo aumenta com o tempo. A pastagem retira o carbono liberado para a atmosfera durante a queima da floresta e leva-o para o solo, pois possui um sistema radicular muito rápido.

O artigo de fevereiro da Science também não fala em nenhum momento da substituição de pastagens no Brasil. Os autores calcularam o débito de carbono para três situações: conversão da Amazônia em soja, do Cerrado em soja e do Cerrado em cana-de-açúcar. O que o senhor pensa sobre isso?
No meu ponto de vista, esse não é um cenário correto. Primeiro, porque hoje custa muito caro desmatar. Segundo, porque é mais barato converter uma pastagem, mesmo que não seja de boa produtividade, do que converter uma floresta em agricultura. Não é fácil plantar depois de retirar a floresta, porque os tocos e as raízes das árvores ficam no local. Os tratores não entram. É por isso que se fazem pastagens depois da derrubada e da queima da vegetação. O gado pula os tocos. E, aos poucos, as raízes e os tocos vão se decompondo. No Cerrado, sim, é possível tirar a vegetação e colocar agricultura, porque as raízes são mais finas, as árvores são menores. Isso já foi feito, mas, agora, é cada vez mais difícil desmatar uma área de Cerrado.

Não é estranho que uma revista com o renome da Science publique um artigo que não considere nenhum desses fatores?
Se esse artigo tivesse caído nas mãos de um revisor brasileiro, talvez nem tivesse sido publicado. Já existe um movimento aqui no Brasil para rebater essas informações e produzir um trabalho com cenários prospectivos mais reais. Não com esses cenários pessimistas, de desmatamento, que não expressam a verdade. Mas a ciência é feita de verdades transitórias. Alguém faz alguma coisa, outros contestam, e é assim que há o progresso científico e tecnológico. A Nature também já publicou artigos que um tempo depois foram contestados. Isso é próprio do avanço do conhecimento — ou do desconhecimento de algumas pessoas.

O que o Brasil deve fazer para melhorar a imagem de seu etanol no exterior?
Além de não desmatar, temos de produzir biocombustíveis e alimentos com baixo consumo de água e a menor emissão possível de gases do efeito estufa. A qualidade dos produtos do nosso agronegócio já é boa, mas ainda precisamos melhorar os processos de produção para torná-los mais limpos. Embora já tenhamos um conhecimento de longa duração a respeito da cana, ainda colocamos vinhaça no solo, deixamos resíduos expostos no campo, queimamos desnecessariamente as folhas para a colheita, preparamos o solo de forma incorreta, aplicamos muito fertilizante... Tudo isso emite gás para a atmosfera. É o que chamamos de carbon footprint: quer dizer, o rastro de carbono deixado pela produção de um produto — um litro de álcool, um litro de biodiesel, um quilo de soja, um quilo de carne. Portanto, no caso do etanol, devemos nos preocupar em fazer plantios mais adequados, usar técnicas mais conservacionistas, não revolver tanto o solo, não queimar a cana, retornar os resíduos, reduzir o consumo de combustível fóssil... E temos de caminhar nessa direção com todos os nossos produtos agrícolas. É uma questão ética. Principalmente nos países mais desenvolvidos, a sociedade vai querer consumir produtos cujos processos de produção sejam mais limpos do que são hoje. Isso vai obrigar pecuaristas, produtores agrícolas e outras fases do agronegócio a se adaptar às novas exigências do mercado internacional; do contrário, eles não serão competitivos.

É possível calcular a quantidade de gases emitida durante a produção de um litro de etanol, por exemplo?
É isso que nosso grupo e outros estão fazendo. O cálculo é complexo. Existem vários gases que contribuem para o efeito estufa: gás carbônico, metano, óxido nitroso... Por isso, vamos procurar quantificar as emissões de todos os gases durante o ciclo de vida do etanol e convertê-las em equivalente em CO2. É preciso fazer um inventário das emissões em todos os setores, desde a produção da muda de cana-de-açúcar até o plantio, os tratos culturais, a colheita, o transporte, a destilação, o refino, os resíduos produzidos na destilaria... Aí vamos saber qual é o carbon footprint para produzir um litro de álcool. A soma das emissões da produção e da queima dos biocombustíveis tem de ser menor do que a soma da produção e da queima dos combustíveis fósseis, senão não compensa substituir estes por aqueles.

No caso dos biocombustíveis, não é preciso subtrair o que as plantas absorvem de CO2?
Sim, mas elas só absorvem CO2, e no processo produtivo são emitidos outros gases, como o metano e o óxido nitroso.

Depois que esses outros gases vão para a atmosfera, não há nada que os tire de lá?
Eles ficam na atmosfera, causando o aquecimento global. Alguns deles podem permanecer lá por 10, 20, 100 anos. É o que chamamos de tempo de residência. Depois disso, são degradados pela própria radiação solar. Parte do CO2 também fica na atmosfera. Nós emitimos anualmente sete pentagramas — são bilhões de toneladas — de carbono por hectare. As plantas e as algas absorvem três pentagramas, mas os outros quatro pentagramas continuam na atmosfera.

O futuro, para a produção de energia, está nos biocombustíveis?
No momento, um valor muito grande tem sido dado à biomassa, mas isso é temporário. Os biocombustíveis representam uma fase transitória; estão longe de ser a solução. Atualmente, dominamos a queima dos combustíveis fósseis e estamos dominando os biocombustíveis, mas existem institutos trabalhando simultaneamente para dominar a energia solar, a eólica, a das marés. Existe uma quantidade muito grande de energia das marés que não aproveitamos. A energia eólica tem alguns problemas ambientais, porque causa muito barulho, atrai pássaros, polui visualmente. As placas para absorver a energia solar também provocam poluição visual, mas antes isso do que o aquecimento global. Então, enquanto o mundo não domina essas energias, o Brasil, que domina a parte de biomassa, deve aproveitar o momento para aumentar suas exportações de biocombustíveis — sem comprometer a produção de alimentos e sem desmatamento.

Fonte: Rachel Bueno / Inovação Unicamp

DAAD elege os Top 10 International Master’s Degree Courses Made in Germany

Saiu o resultado do segundo concurso Top 10 International Master’s Degree Courses Made in Germany, promovido pelo DAAD (Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico) e a Associação das Fundações da Ciência Alemã (Stifterverband für die Deutsche Wissenschaft). O concurso elegeu, dentre 76 concorrentes, os dez melhores cursos de pós-graduação da Alemanha, em diferentes áreas de estudo. Na opinião do júri, eles apresentam concepções inovadoras, ensino de valiosa qualidade e alto nível de internacionalização. O prêmio consiste em 20 mil euros, mais o selo de qualidade “TOP 10 International Master´s Degree Courses made in Germany”.

O DAAD é maior organização de intercâmbio acadêmico e científico do mundo, com mais de 55 mil alemães e estrangeiros fomentados por ano e orçamento anual de 300 milhões de euros.

Os 10 vencedores
Advanced Materials Science and Engineering (AMASE) – Universidade do Sarre (Saarland): Oferecido desde 2005 através de um consórcio com as universidades de Nancy (França), Barcelona (Espanha) e Lulea (Suécia), coordenado pela do Sarre, em Saarbrücken, o programa visa a pós-graduação de bacharéis em ciências dos materiais e engenharia dos materiais, mas também de áreas próximas como as engenharias e as ciências naturais, sobretudo física, química e engenharia mecânica. Os participantes freqüentam duas universidades do consórcio durante o curso e o concluem com duplo diploma. http://www.amase-master.net

Agrarmanagement (MBA) – Universidade de Ciências Aplicadas (Fachhochschule) de Weihenstephan: Aberto em 1990, o curso tem desde 2004 o certificado europeu de qualidade Acquin, recebendo todos os anos até 60 jovens de diferentes países. http://www.fh-weihenstephan.de/de/info/master/ma.html

Agricultural Sciences in the Tropics and Subtropics – Universidade de Hohenheim: A universidade coopera com instituições de outros 90 países, principalmente nos temas ligados à agricultura tropical e subtropical. https://www.uni-hohenheim.de/agritropics-msc.html

Business Administration (MBA) – Escola Superior de Comércio (Handelshochschule) de Leipzig: Classes diversificadas com estudantes do mundo inteiro. Duração entre 12 e 15 meses. http://www.hhl.de

Communication and Media Engineering (CME) – Universidade de Ciências Aplicadas (Hochschule) Offenburg: O projeto, que investiga a aprendizagem por meio de transferência de dados via aparelhos móveis, combina conhecimento em tecnologias de comunicação e em métodos criativos para o desenvolvimento dos conteúdos multimídia. http://www.fh-offenburg.de

Global Studies - A European Perspective – Universidade de Leipzig: O curso não limita-se apenas ao viés econômico ou político. Também estão em pauta questões históricas e sociais. O curso é oferecido através de consórcio juntamente com a Escola de Economia e Ciências Políticas de Londres e as universidades de Viena (Áustria) e Breslau (Polônia). http://www.uni-leipzig.de/zhs/emgs/

Legal Informatics – Universidade de Hanôver: Qualificação extra para quem deseja carreira em direito internacional e se interessa pela tecnologia da informação. É a mais antiga pós-graduação alemã nesta área (criada em 1999). Duração: 2 semestres. http://www.uni-hannover.de/en/studium/studienfuehrer/rechtsinformatik/index.php

Medical Neurosciences – Universidade de Medicina Charité: A tradicional clínica e instituição de ensino de medicina berlinense é uma organização mantida conjuntamente pela Universidade Humboldt e pela Universidade Livre (FU) de Berlim. A área de estudos em neurociências médicas foi criada em 2002 e conta atualmente com 40 mestrandos e 30 doutorandos, vindos de diferentes partes do mundo. Duração: 2 anos, em tempo integral. Idioma: alemão. http://www.charite.de

Neuro-Cognitive Psychology – Universidade de Munique: O curso de quatro semestres integra a rede de elite da Baviera e possui alto teor de pesquisa na interface entre os campos da psicologia e das neurociências. Possibilidade de complementar a tese em universidade parceira no exterior. http://www.psy.uni-muenchen.de/ncp/index.html

Tropical Forestry and Management – Universidade Técnica (TU) de Dresden: Os primeiros mestres nesta área formaram-se em 1997, mas a história da Tharandt’s Forestry Academy, à qual o master é vinculado, remete a 1811. Em 1929, ela passou a fazer parte da TU Dresden. Duração: 2 anos. Idioma: inglês. http://www.forst.tu-dresden.de/Inter/tropen/masterengl.htm

Fonte: DAAD

Faperj lança três novos editais que somam R$ 8 milhões

A Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj) lançou, na semana passada, três novos editais, que juntos somam R$ 8 milhões. A proposta é apoiar projetos de pesquisa sobre meio ambiente e agropecuária, além de apoio para a Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec).

Agropecuária
Para o Edital Faperj nº 21/2008 - Programa "Apoio à Pesquisa Agropecuária 2008" – a fundação recebe propostas até o dia 8 de agosto. O objetivo é estimular a realização de projetos de pesquisa agropecuária, em áreas relevantes e estratégicas que contribuam de maneira efetiva para o desenvolvimento socioeconômico das diversas regiões e cadeias produtivas do setor agropecuário do Estado.

A Faperj vai apoiar até 15 projetos de pesquisa, com recursos totais na ordem de R$ 1 milhão. Poderão participar da chamada equipes de pesquisadores que possuam vínculo empregatício em instituições de ensino e pesquisa sediadas no Estado. O grupo deverá contar, também, com a participação de pelo menos um pesquisador doutor da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro-Rio). A íntegra do edital pode ser conferida neste link.

Faetec
Já o Edital Faperj nº 22/2008 - Programa "Apoio a Entidade Estadual de Ciência e Tecnologia (Faetec) 2008” – recebe propostas também até o dia 8 de agosto. A idéia é apoiar a implantação, adequação, modernização e otimização da infra-estrutura de laboratórios e demais ambientes tecnológicos destinados à execução de projetos em diferentes áreas da ciência e tecnologia, apresentados por pesquisadores com vínculo empregatício na Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro (Faetec).

Os recursos previstos são da ordem de R$ 2 milhões e os pesquisadores poderão encaminhar propostas para três faixas de apoio. Para a faixa A, os recursos podem variar entre R$ 100 mil a R$ 200 mil. Na faixa B, serão financiados projetos entre R$ 50 mil até R$ 100 mil e na faixa C, o limite de financiamento é de R$ 50 mil. Os detalhes do edital estão disponíveis neste link.

Meio Ambiente
O prazo final para o envio de propostas ao edital Faperj nº 23/2008 - Programa "Apoio ao Estudo de Soluções para Problemas Relativos ao Meio Ambiente 2008” é o dia 15 de agosto. O objetivo da chamada é estimular projetos de pesquisa que visem ao estudo de soluções para problemas ambientais, propiciando a efetivação de ações públicas para a melhoria da qualidade de vida da população do Estado. Entre as linhas de pesquisa que serão financiadas estão: meio ambiente, saneamento e saúde, com ênfase em projetos que reduzam o impacto da poluição do ar, das águas e solos; mudanças climáticas e qualidade ambiental; e uso do solo, erosão, eutrofização e recursos hídricos.

O edital conta com R$ 5 milhões em recursos e os projetos também deverão seguir três faixas para financiamento. A faixa A vai financiar projetos de R$ 200 mil a R$ 400 mil. Para esta faixa, o grupo de pesquisadores deverá contar com sete que tenham título de doutor. Na faixa B, é preciso cinco pesquisadores doutores e os projetos podem ser de R$ 100 mil a R$ 250 mil. Já a faixa C vai beneficiar propostas de até R$ 100 mil. Neste caso, o grupo deverá contar com até três pesquisadores doutores. O edital completo está neste link.

Fonte: Gestão CT

CNPq lança edital Universal com R$ 100 milhões e apoio a projetos entre Brasil e Itália

O CNPq lançou ontem (16) o edital Universal que contará, neste ano, com R$ 100 milhões em recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). O edital foi publicado na edição de ontem do Diário Oficial da União.

O objetivo da chamada, que recebe propostas até o dia 7 de agosto, é apoiar atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, mediante o financiamento a projetos, em todas as áreas do conhecimento.

O formulário para o envio de propostas estará disponível a partir do dia 23 de junho. Assim como prevê a lei de regulamentação do FNDCT, a parcela mínima de 30% dos recursos totais a serem investidos nos projetos, deverá ser destinada as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

A íntegra da chamada poderá ser conferida, em breve, pelo site www.cnpq.br. O edital publicado no DOU está disponível neste link.

Itália
O CNPq também está recebendo propostas até o dia 31 de julho para o edital MCT /CNPq nº 09/2008 - Programa Executivo Brasil-Itália. A idéia é apoiar atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, mediante a seleção de propostas para apoio financeiro a projetos conjuntos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), no âmbito do Programa Executivo de Colaboração Cientifica e Tecnológica entre o Brasil e a Itália.

Os recursos são da ordem de R$ 400 mil e estão previstos no Plano Plurianual 2008-2010 (PPA) do governo no programa n.° 0473 - “Gestão da Política de Ciência, Tecnologia e Inovação”. Cada projeto poderá solicitar um valor máximo de R$ 60 mil.

Serão apoiados projetos nas seguintes linhas de pesquisa: matemática, física, química e biologia; tecnologia de alimentos; tecnologia industrial: padronização e normatização; tecnologias para inclusão social; materiais avançados; e astrofísica.

As propostas podem ser apresentadas por pesquisadores e especialistas que tenham vínculo empregatício ou funcional com instituições de ensino superior (IES), centros e institutos de pesquisa e desenvolvimento públicos ou privados.

O edital completo pode ser consultado neste link.

Fonte: Gestão CT

Comitiva brasileira estudará tecnologias de recursos hídricos em Israel

Ontem (16), um grupo composto por 22 engenheiros brasileiros de instituições que participam do Programa de Revitalização das Bacias Hidrográficas dos rios São Francisco e Parnaíba viajará para Israel. Ao longo de duas semanas, o grupo se aperfeiçoará em torno de novas técnicas de reutilização de água e aproveitamento agrícola desenvolvidas pelos israelenses.

Coordenado pelo Ministério da Integração Nacional, a revitalização do rio São Francisco desenvolve projetos pilotos de reutilização de águas para aproveitamento agrícola na irrigação de flores e frutas em Barreiras e Lapão, na Bahia, e em Jarnaúba, em Minas Gerais.

A viagem dá início ao intercâmbio entre técnicos dos dois países. Ela é resultado de um acordo de cooperação assinado em outubro do ano passado entre o ministério e o governo de Israel. A parceria entre os dois países contempla uma troca de conhecimento técnico nas áreas de tecnologia agrícola para regiões semi-áridas, gestão de recursos hídricos, reutilização e purificação da água, desalinização e tratamento de águas residuais e meio ambiente e água para aplicação na agricultura.

De acordo com informações do Ministério da Integração Nacional, Israel é um dos países mais desenvolvidos no mundo em tecnologia agrícola e aproveitamento de recursos hídricos em regiões áridas. No país, a água chega a ser reutilizada quatro vezes em diferentes aplicações, devido a técnicas de purificação e reaproveitamento.

Ainda segundo o ministério, a cooperação firmada entre o órgão e o Centro para Cooperação Internacional do Ministério das Relações Exteriores de Israel tem prazo indeterminado.

Informações sobre as ações do Programa de Revitalização do São Francisco podem ser obtidas neste link.

Fonte: Gestão CT

Encontro na Unicamp reúne Sabó, Petrobras e Instituto Fábrica do Milênio

Interação Universidade-Empresa
Universidades e empresas precisam entender suas diferenças e encontrar o equilíbrio entre as respectivas necessidades de publicar e de proteger o conhecimento para ter sucesso em projetos cooperativos de pesquisa. Esse ponto foi enfatizado pela maioria dos palestrantes da terceira edição do Fórum Permanente de Inovação da Unicamp, realizada dia 4 de junho no Centro de Convenções da universidade, em Campinas (SP), para tratar do tema "Parceria: Interação Universidade e Empresa".

Na parte da manhã, falaram representantes da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), da fabricante de autopeças Sabó, do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes) e do Instituto Fábrica do Milênio (IFM). Outros três representantes de empresas — da Natura, da Whirlpool e do Instituto Inovação — falaram na parte da tarde. Diógenes Feldhaus, diretor de parcerias da Agência de Inovação Inova Unicamp, organizadora do encontro, encerrou as atividades do dia com a palestra "P&D e Modelos de Parcerias entre Empresas e Universidades".

Sabó
O engenheiro Roberto Kenji Hayashi, coordenador de desenvolvimento de novas tecnologias da Sabó, abriu sua palestra citando alguns números referentes à empresa, onde trabalha desde 1983: 66 anos de vida; capital 100% nacional; faturamento anual de US$ 300 milhões; investimento anual em pesquisa e desenvolvimento (P&D) de US$ 15 milhões; mais de cem patentes no portfolio; dois centros de P&D — um em Mogi-Mirim, no interior de São Paulo, e outro na Alemanha, onde a empresa é dona da marca Kaco —; e 4.150 empregados em todo o mundo, dos quais cerca de 500 dedicam-se ao desenvolvimento de produtos. Segundo Hayashi, as parcerias tecnológicas que a Sabó faz com universidades, institutos de pesquisa e fornecedores encaixam-se no "P" do P&D da empresa. Ele citou o desenvolvimento de um produto mundial para a montadora Volkswagen como exemplo de parceria bem-sucedida. O projeto, de dois anos e meio de duração, envolveu mais de 20 engenheiros de quatro países, além de uma universidade alemã. "Necessidade do cliente mais solução no estado da arte é igual a sucesso", afirmou o engenheiro. Hayashi falou sobre a primeira parceria da Sabó com a Unicamp, que terminou em fevereiro de 2008. Ele contou que conheceu a equipe da Inova em uma palestra na Unicamp e que voltou à universidade um outro dia para ver qual era a proposta da agência. A conversa mostrou que existia um canal "muito bom" entre a Sabó e a Unicamp, o que levou à assinatura de um contrato "guarda-chuva" — ou seja, referente a um projeto de objetivo amplo. A primeira patente resultante da cooperação será depositada em breve. "Parceria é como um casamento", comentou. "Se a cultura da empresa for de curto prazo e a da universidade for a de reter o conhecimento, não haverá casamento."

Petrobras
Gerson José Faria Fernandes, gerente-geral de gestão tecnológica do Cenpes, abriu sua palestra dizendo que "a Petrobras depende da aproximação com a academia para vencer seus desafios". Ele mostrou que essa dependência existe desde a fundação da empresa, no início dos anos 1950: como faltava mão-de-obra especializada no País, a estatal logo precisou entrar em contato com as universidades para estimulá-las a criar cursos superiores focados na indústria do petróleo. A partir daí, as interações com universidades e institutos de pesquisa foram tornando-se cada vez mais freqüentes e profícuas. Uma delas, por exemplo, permitiu que a Petrobras adaptasse suas refinarias nos anos 1990 para processar o petróleo pesado retirado de águas profundas. Fernandes contou que em 2007 a empresa investiu R$ 1,9 bilhão em pesquisa, desenvolvimento e engenharia básica. Segundo ele, o desafio atual da Petrobras é intensificar sua atuação como empresa integrada de energia, garantir a manutenção da auto-suficiência, reduzir o impacto de suas atividades sobre o meio ambiente e dobrar sua produção diária de petróleo para 4 milhões de barris até 2015. Para isso, observou, será preciso desenvolver tecnologias que possibilitem uma operação ambientalmente sustentável, a exploração e produção de petróleo abaixo da camada de sal e a produção de biocombustíveis. Como sempre ocorre no Cenpes, esses desenvolvimentos poderão ser apenas internos, ter a participação de fornecedores ou a cooperação de universidades e institutos de pesquisa, dependendo do caso. Fernandes informou que nos últimos cinco anos o Cenpes assinou 1,5 mil contratos de cooperação com universidades e institutos de pesquisa. De 2001 a 2005, os investimentos nesse tipo de contrato quintuplicaram e atingiram a marca de R$ 150 milhões; depois, entre 2005 e 2006, o valor dobrou para R$ 300 milhões. O centro possui sete núcleos regionais e coordena 38 redes temáticas de pesquisa. Ao todo, os núcleos e redes englobam 72 instituições de 19 Estados. A Unicamp participa de 19 redes e tem 25 projetos contratados, que totalizam R$ 34 milhões. O gerente do Cenpes disse que o acordo firmado pela Petrobras em agosto de 2007 com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), que alterou as regras dos contratos referentes a projetos cooperativos de P&D, ajudou a melhorar o relacionamento da empresa com as universidades e institutos de pesquisa. Ele ressaltou o fato de as interações estarem ganhando agilidade, mas cobrou mais envolvimento das instituições. "É desejável que continue havendo relacionamentos pesquisador-pesquisador, mas só isso não é suficiente para o desafio que existe", apontou.

Instituto Fábrica do Milênio
O atual diretor-presidente do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT), João Fernando Gomes de Oliveira, apresentou a palestra sobre o Instituto Fábrica do Milênio. Professor titular do Departamento de Engenharia de Produção da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos, Oliveira continuou coordenando o IFM depois de assumir o cargo no IPT. Ele definiu o IFM como uma "coalizão nacional de pesquisa" voltada para o atendimento das demandas da indústria brasileira de manufatura. Essa "coalizão", criada em 2002, reúne hoje 800 pesquisadores de 39 grupos acadêmicos, que desenvolvem projetos para 400 empresas. Entre os frutos do IFM, Oliveira destacou a Spring Wireless, formada por antigos alunos de pesquisadores da rede, que foi eleita a melhor empresa de software de 2007 pela revista Info Exame e emprega hoje 400 engenheiros. Os projetos desenvolvidos pelo IFM geraram 15 patentes nos três primeiros anos. A Agência de Inovação Fábrica do Milênio, explicou ele, escreve as patentes para os pesquisadores gratuitamente. A titularidade delas pode ficar com as universidades, com os pesquisadores ou com o próprio IFM. Quando a titularidade fica com a rede, a negociação com a empresa interessada em usufruir a patente varia conforme o caso. "Adotamos a 'técnica do traficante'", brincou. "Damos tudo de graça até as empresas ficarem viciadas e depois pensamos como vamos cobrar delas." Uma das soluções possíveis, segundo ele, é deixar a empresa usar um processo criado pelo IFM desde que financie novas pesquisas da rede. Ao falar da situação das empresas brasileiras de manufatura, Oliveira apontou três problemas: falta de interação com universidades e institutos de pesquisa, pouca cultura de P&D e atividades de P&D incipientes. "O Brasil tem priorizado temas de grande inovação", afirmou. "A manufatura avançada tem sido tratada como TIB [tecnologia industrial básica] e colocada de lado." Ele também chamou a atenção para a escassez de engenheiros no País. "Desenvolver a engenharia aqui é um grande desafio, porque há relação entre a engenharia e o PIB [Produto Interno Bruto] dos países", apontou. Na visão dele, a adoção de programas para motivar o interesse pela área, a cooperação entre os centros especializados, o entendimento da indústria e a garantia de sustentabilidade são fatores que ajudariam a fortalecer a engenharia nacional.

Natura
A gerente de redes da Natura, Sônia Tuccori, contou que a receita bruta da empresa em 2007 foi de R$ 4,3 bilhões e o investimento em inovação, de R$ 108,4 milhões. A Natura já opera na América do Sul, no México e na França e pretende entrar no mercado norte-americano no ano que vem. Por enquanto, seus três centros de P&D — em Cajamar (SP), Belém (PA) e Paris — somam cerca de 200 pesquisadores, dos quais 51% têm pós-graduação. O quarto centro, para mais ou menos 250 pesquisadores, já está em construção em Campinas (SP), na área do parque tecnológico da cidade. "Esperamos que fique pronto em 2009", afirmou. Além de ter P&D interno forte, disse Sônia, a Natura é adepta da "inovação aberta" — ou seja, costuma procurar idéias em instituições de ciência e tecnologia (ICTs) e também em outras empresas. Segundo a palestrante, o objetivo da empresa é chegar a 2010 fazendo 50% das atividades de P&D internamente e 50% com parceiros. Com as ICTs, ela afirmou ser importante formalizar a cooperação desde o início e acertar com antecedência como será a publicação do conhecimento gerado. O desenvolvimento junto com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) do creme facial Chronos Passiflora, lançado ano passado, foi citado como exemplo de parceria bem-sucedida, como já havia acontecido na apresentação da Natura na VIII Conferência Anpei de Inovação Tecnológica. A propriedade intelectual é preferencialmente dividida meio a meio; quando a Natura usa os resultados com exclusividade, ressarce o parceiro.

Whirlpool
O palestrante da Whirlpool, Ricardo Cremonini, falou especificamente da unidade de eletrodomésticos, que engloba as marcas Brastemp e Consul; a outra unidade da empresa é a da Embraco, fabricante de compressores. Para eletrodomésticos, a Whirlpool tem dois centros de P&D no Brasil: um em Joinville (SC) e outro em Rio Claro (SP), recém-inaugurado e especializado em tecnologias de lavanderia. Segundo Cremonini, 40% das atividades desses centros são pesquisa aplicada e 60%, desenvolvimento. Entre os focos de P&D ele destacou projetos para manufatura (design for manufacturing — DFM) e para montagem (design for assembly — DFA); qualidade; ecodesign; eletrônica; eficiência energética; e inovação. Cremonini deu muita ênfase à preocupação da Whirlpool em resolver os problemas do consumidor. Para isso, contou, uma das estratégias da empresa é inserir o pessoal de desenvolvimento em ambientes que simulam as condições em que vivem os diferentes tipos de consumidor. "A tecnologia, se não for direcionada para os anseios do consumidor, perde a beleza", afirmou. De acordo com Cremonini, a Embraco está ajudando a unidade de eletrodomésticos a ver qual é a melhor maneira de fazer pesquisa cooperativa. "Falar em open innovation é fácil; fazer não é tão fácil assim, mas acreditamos muito nisso", afirmou. Uma das parcerias já feitas, com a Faber Castell, resultou nos refrigeradores Consul Aquarela, em cujas portas o consumidor pode desenhar, escrever mensagens e depois apagar. Entre as universidades, a principal parceira é a UFSC.

Instituto Inovação
Bruno Moreira, do Instituto Inovação, explicou que sua organização é uma empresa privada e atua em consultoria, criação de empresas de base tecnológica (atividade temporariamente interrompida) e gestão do fundo de investimentos Criatec. Ele centrou sua apresentação na atribuição de valor a tecnologias, atividade que disse ser cada vez mais útil para auxiliar a assinatura de contratos de licenciamento, o investimento em empresas nascentes, a priorização de projetos de P&D e a decisão sobre quanto é aceitável investir até a finalização de um projeto. "No contexto da inovação, o que está fluindo é conhecimento, então é preciso saber valorar esse ativo", afirmou. Antes de ser valorada, a tecnologia tem de ser avaliada. De acordo com Bruno, a avaliação é importante porque mostra, por exemplo, se existe mercado para a tecnologia ou se o mercado que se imagina para ela é mesmo o mais indicado. Ele citou alguns pontos fundamentais para a determinação do valor de uma tecnologia: calcular quanto ainda se deve investir para que ela fique pronta; medir as barreiras existentes para ela; prever quando ela vai começar a gerar benefício econômico; determinar o tamanho do mercado que ela vai conseguir. A valoração deve ser feita a partir de critérios bem-definidos para que as partes envolvidas em transferências de tecnologia sintam-se satisfeitas com a transação. Ele disse que ainda não há uma ferramenta padrão de valoração de tecnologias no mundo. Há três anos, o próprio Instituto Inovação desenvolveu uma ferramenta em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); batizada de metodologia Pris, a ferramenta já foi aplicada na valoração de três tecnologias.

Inova
O diretor de parcerias da Inova Unicamp, Diógenes Feldhaus, disse que, para inovar, é preciso haver gestão, cooperação e financiamento, além de uma estratégia de tecnologia fundamentada em tendências externas e em características internas da organização. Essa estratégia indica de que forma as universidades podem ajudar a atender as demandas da empresa com os conhecimentos que geram. Diógenes afirmou que os dois lados precisam complementar os esforços um do outro e dividir os riscos. Como desafios, ele citou os aspectos legais; a necessidade de ensinar as instituições de P&D a trabalhar com as empresas; e o conflito entre a publicação e a confidencialidade do conhecimento. Como fatores críticos para o sucesso de uma interação universidade-empresa, mencionou a caracterização adequada do tipo de projeto; a execução de projetos que sejam, ao mesmo tempo, de interesse da empresa e desafiadores para a universidade; e a efetividade das parcerias. Ele também observou que as tecnologias desenvolvidas por pesquisadores universitários e não transferidas para empresas podem dar origem a outros conhecimentos no futuro. (R.B.)

Fonte: Inovação Unicamp

Dor no ombro sem restrição de idade

Um problema comum que acomete às pessoas são as dores no ombro. O “Saúde e Prevenção” desta semana discuti o assunto, que não se relaciona com idade, nem sexo. Ocorrem em crianças, adultos e idosos, homens e mulheres, esportistas ou sedentários. Limitam movimentos simples, como erguer e abaixar os braços, e pioraram durante a noite. “Basicamente, a etiologia pode ser traumática, degenerativa, infecciosa ou tumoral.”, explica Antônio de Abreu, chefe de serviço da Ortopedia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF).

A dor no ombro apresenta-se como um dos mais freqüentes quadros em consultórios de ortopedistas é a segunda causa de queixa no aparelho locomotor, ficando atrás da dor na coluna vertebral. Em função disso, é essencial a realização da anamnese e, por conseqüência, a formação do diagnóstico com rapidez. No entanto, o processo nesses pacientes é um tanto quanto diferenciado, uma vez que não se restringe os exames laboratoriais e de sangue.

"Além de nos apoiarmos em exames relacionados à imagens, como Radiografias, Ultra-sonografias, Tomografias Computadorizadas e Ressonância Magnética, realizamos exames físicos, que visam a avaliação dos movimentos articulares ativos ou passivos, e assim, procuram observar o grau de movimento ou alguma limitação do movimento do ombro do paciente", relata o ortopedista.

O problema mais comum nos consultórios está ligado ao quadro degenerativo. Logicamente por questões de idade, associadas ainda à calcificação – determinante interno -, as articulações são comprometidas. “O processo degenerativo das estruturas anatômicas do ombro é um processo inexorável que inicia na faixa do adulto jovem e tem seu ápice na quarta e quinta décadas”, justifica Antônio.

A patologia discutida também está relacionada à prática de esportes e às pessoas sedentárias. Muito freqüentes nos dias de hoje, devido à visibilidade que as academias e os centros esportivos garantiram, as lesões inflamatórias são geradas por movimentos repetitivos ou excesso de utilização dos músculos envolvidos que, dessa forma, atingem os tendões. Tais fatores são exemplos de agentes externos de casos traumáticos que encerram tanto jovens quanto atletas.

Para tratar as dores no ombro, de acordo com Antônio de Abreu, existem métodos clínicos, fisioterápicos e técnicas cirúrgicas bastante evoluídas. Neste caso, a artroscopia representou um avanço importante, porque evita complicações inerentes ao ato cirúrgico.

O que as pessoas devem atentar, segundo o ortopedista, é a prevenção, que pode e deve ser realizada no ambiente doméstico.

"É necessário o fortalecimento dos músculos com exercícios regulares e alongamentos, a fim de evitar o aparecimento da síndrome do impacto que leva às lesões. Para tanto, o enfoque principal é a correção postural, a qual é relevante ao carregar peso ou realizar exercícios", aconselha o especialista.

Fonte: Jefferson Carrasco / Olhar Vital

Lançada a Revista Científica Brasileira da Educação Profissional e Tecnológica

A Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação (MEC) lançou, neste mês, a Revista Científica Brasileira da Educação Profissional e Tecnológica. A idéia da publicação é dar visibilidade à produção científica das instituições de ensino nacionais e do exterior.

Em notícia publicada pelo MEC, o coordenador-geral de Certificação e Legislação da Setec, Moisés Domingos Sobrinho, explica que a produção científica, principalmente a da rede federal de educação profissional e tecnológica, estava dispersa em várias publicações especializadas. Ele destaca que a área científica da rede necessitava de um veículo próprio para a exposição de seus trabalhos. “A revista é um espaço legítimo e específico, que vai contribuir para ampliar o diálogo dessa produção com os grandes temas e desafios nacionais no campo da ciência e da tecnologia”, diz.

A publicação tem periodicidade anual. A sua primeira edição conta com artigos inéditos, resultantes de estudos e pesquisas que abordam temas como o papel das licenciaturas tecnológicas, a formação de professores para a educação profissional e o apoio à pesquisa e à aplicação das tecnologias da informação na educação profissional e tecnológica.

De acordo com o MEC, em breve, a revista será encaminhada ao Qualis, lista de periódicos recomendada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC). A segunda edição deverá contar com artigos de pesquisadores do Uruguai, Venezuela, Espanha e Canadá.

Os interessados em obter um exemplar da revista devem entrar em contato com a Setec pelo e-mail ou pelo telefone (61) 2104-8127.

Informações sobre as ações da Setec podem ser obtidas no site:
portal.mec.gov.br/setec/

Fonte: Gestão CT

Seminário Crise alimentar e insegurança alimentar: os novos desafios para a construção da segurança alimentar e nutricional no Brasil

Especialistas debatem desafios no Brasil
Nesta quinta e sexta-feiras, dias 19 e 20 de junho, a UnB sediará o seminário Crise alimentar e insegurança alimentar: os novos desafios para a construção da segurança alimentar e nutricional no Brasil.

Durante os dois dias, haverá palestras e debates com especialistas e professores da UnB e de outras universidades brasileiras.

O encontro é gratuito e as vagas são limitadas. Os interessados devem se inscrever pelo e-mail ou pelo telefone 3307 1036. O encontro, realizado pelo Núcleo de Estudos Agrários (Neagri) da UnB, ocorrerá durante todo o dia na Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária (FAV) da UnB (ICC Central).

Informações pelo telefone (61)3307 1036.

Fonte: UnB

Inscrições para o 4° Prêmio Construindo Igualdade de Gênero começam em agosto

No dia 4 de agosto, começa o prazo para inscrições na 4ª edição do Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero, realizado em parceria pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, pelo CNPq/MCT, pelo Ministério da Educação e pelo Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher. As inscrições podem ser feitas até o dia 31 de outubro.

A premiação tem como objetivo estimular a produção científica e a reflexão acerca das relações de gênero no país. Estudantes do ensino médio, de graduação e de pós-graduação podem participar. Os estudantes do ensino médio contemplados receberão computadores e bolsas de iniciação científica júnior. Já os alunos de graduação terão como prêmio R$ 5 mil e bolsas de iniciação científica, enquanto que os estudantes de pós-graduação e graduados receberão R$ 10 mil e bolsas de mestrado e doutorado.

As instituições a que pertençam os premiados receberão um computador no valor estimado de R$ 2,5 mil, e uma assinatura anual da Revista Estudos Feministas e do Cadernos Pagu, periódico que trata da problemática de gênero.

As inscrições podem ser feitas por meio do formulário eletrônico, que estará disponível no site www.igualdadedegenero.cnpq.br, em breve, ou pelos Correios, para o endereço: CNPq - Serviços de Prêmios - 4° Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero. SEPN 507, Sala 203. CEP: 70740-901-Brasília-DF.

Informações complementares sobre o prêmio podem ser obtidas pelo telefone (61) 2104 -9359.

Fonte: Gestão CT

Professor mexicano fala sobre sindicatos

Nesta quarta-feira, 18 de junho, o pesquisador do El Colégio de México Francisco Zapata Schaffeld fala sobre A questão sindical do México, às 9h.

A iniciativa faz parte dos Debates Interamericanos, promovidos pelo Centro de Pesquisa e Pós-Graduação sobre as Américas (Ceppac) da UnB. Schaffeld, que leciona desde 1974, é especialista em sociologia do trabalho e sindicalismo.

O tema dos direitos sociais no México ganhou o noticiário com a repressão do governo a uma greve de professores em 2006.

Outras organizações aderiram ao movimento, que se expandiu para novas agendas, durou cinco meses e teve ordem do presidente Vicente Fox para envio de tropas aos locais de conflito. Será no Ceppac, no prédio Multiuso II, 1º andar, sala Roberto Cardoso de Oliveira, sem tradução.

Informações pelo telefone (61)3307 2590.

Fonte: UnB

R$ 5 milhões para projeto cartográfico da Amazônia

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) repassou, no dia 13, R$ 5,8 milhões para que o Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT), do Comando do Exército, realize ações no do projeto "Base Cartográfica Contínua da Amazônia Legal na escala de 1:100:000”.

A determinação de repasse foi publicada também na sexta-feira no Diário Oficial da União, por meio da portaria nº 156. A descentralização dos recursos faz parte de um termo de cooperação que tem como objetivo elaborar o mapeamento sistemático terrestre da Amazônia.

O trabalho será executado em conjunto pela Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, em parceria com o DCT. Os recursos serão destinados para as ações desenvolvidas neste ano e em 2009. Para o exercício de 2008, o repasse ao Exército será de R$ 4,9 milhões.

Fonte: Gestão CT

CenPRA passa a se chamar CTI

O Centro de Pesquisas Renato Archer (CenPRA) passou a se chamar Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI). A mudança, que foi publicada no Diário Oficial da União no dia 13 de junho, altera o decreto 5.886/06, que dispõe sobre a estrutura do MCT.

O decreto 6.483 de 12 de junho de 2008, assinado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, mantém o CTI como órgão vinculado ao ministério. O decreto ainda estabelece que compete ao CTI promover a competência e o desenvolvimento de recursos e infra-estrutura de informação científica e tecnológica para a produção, a socialização e a integração do conhecimento científico-tecnológico.

O texto ainda modifica a estrutura regimental e o quadro demonstrativo dos cargos em comissão e das funções gratificadas do MCT. O Centro de Pesquisas Renato Archer é uma instituição associada à ABIPTI.

Para conferir a íntegra do decreto DECRETO Nº 6.483, DE 12 DE JUNHO DE 2008., acesse este link.

Fonte: Gestão CT

Memória Roda Viva

Roda Viva em texto integral
O Memória Roda Viva, um novo canal de pesquisa na internet, foi lançado nesta segunda-feira (16/6). O projeto tem como objeto o acervo do programa Roda Viva, da TV Cultura, e é voltado para estudantes, pesquisadores e o público em geral.

Trata-se de uma iniciativa conjunta da Fundação Padre Anchieta e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), por meio de seu Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) e do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas (Nepp). O projeto tem apoio da FAPESP por meio da modalidade de Auxílio a Pesquisa.

Inicialmente, o site reúne o texto integral de mais de 200 entrevistas com personalidades de diversas áreas, entre os quais Ayrton Senna, Dom Paulo Evaristo Arns, Drauzio Varella, Elza Soares, Emerson Fittipaldi, Fernando Henrique Cardoso, Fidel Castro, Gianfrancesco Guarnieri, Grande Otelo, Luís Carlos Prestes, Nelson Piquet, Oscar Niemeyer, Patch Adams, Paulo Autran, Pedro Almodóvar, Plínio Marcos e Telê Santana.

“O site disponibiliza o conteúdo do Roda Viva em um fantástico instrumento de pesquisa, que permite o acesso e a consulta à história do programa por qualquer pessoa que tenha acesso à internet”, disse Paulo Markun, presidente da Fundação Padre Anchieta.

O objetivo do site é oferecer o texto completo das mais de 1,2 mil entrevistas feitas em 21 anos de existência do programa. Aos textos são acrescidos vídeos com cerca de dois minutos que destacam parte da entrevista concedida ao programa e verbetes, ou seja, referências explicativas de termos, nomes e citações feitas pelos entrevistados.

Um sistema de navegação simples permite que se encontre rapidamente uma determinada entrevista. Além disso, um mecanismo de busca por palavras-chave e a divisão por cinco grandes temas (Ciência, Cultura, Economia, Esportes e Política) facilita pesquisas mais específicas.

“A publicação das transcrições das entrevistas cria um registro importante na história recente, assegura sua preservação definitiva, possibilita acesso livre a todo o conteúdo e reconstrói o processo de formação da agenda pública brasileira nas duas últimas décadas, quando se deu a discussão das questões mais relevantes de nossa atualidade, bem como a sua continuidade futura”, disse Carlos Vogt, secretário do Ensino Superior e coordenador do Labjor.

Memória Roda Viva: www.rodaviva.fapesp.br

Fonte: Agência FAPESP

Macaé cria o Conselho Municipal de Inovação, Ciência e Tecnologia

A criação do Conselho Municipal de Inovação, Ciência e Tecnologia (CMICT) foi consolidada com a primeira reunião, realizada no dia 11 de junho. No encontro, foram eleitos presidente e vice-presidente e definidos os membros titulares e suplentes do CMICT. A próxima reunião será no dia 9 de julho, no Paço Municipal.

Foram escolhidos seis representantes da Secretaria Executiva de Inovação, Ciência e Tecnologia (Seictec), seis representantes do setor produtivo do município das empresas Petrobras, Jevin Comércio e Serviços LTDA e Halliburton, quatro técnico-administrativos, representantes da classe dos servidores municipais e dois integrantes da classe docente da área de graduação científico-tecnológica. Os escolhidos têm experiência na administração, implantação e execução de projetos e programas de desenvolvimento científico e tecnológico. Todos exercerão as atividades de forma gratuita e vão se reunir mensalmente, toda segunda quarta-feira do mês.

Segundo a Lei 3.015/2007, compete ao conselho propor, avaliar e acompanhar ações e políticas públicas de desenvolvimento técnico-científico, a partir de iniciativas governamentais ou em parceria com agentes privados; incentivar a geração, difusão e democratização do conhecimento, das informações e de novas técnicas; e incentivar a introdução e adaptação à realidade local de técnicas já existentes; promover e incentivar estudos, eventos e pesquisas nessas áreas.

Além de contribuir na política científica e tecnológica a ser implementada pela administração pública municipal, o conselho deve sugerir políticas de captação e alocação de recursos para as respectivas finalidades; avaliar o uso desses recursos; apreciar e pronunciar-se sobre planos gerais e específicos que estejam relacionados com o desenvolvimento científico tecnológico do Município; manter registro próprio e sistemático do funcionamento; e publicar os projetos desenvolvidos, por meio de relatórios à Câmara e à população do município.

Mais informações podem ser obtidas no site www.macae.rj.gov.br

Fonte: Gestão CT

Pernambuco produzirá radiofármacos

Até o fim do ano, o Centro Regional de Ciências Nucleares do Nordeste (CRCN), por meio da Unidade de Produção e Pesquisa de Radiofármacos (Upra), inicia a fabricação da substância FDG, que é utilizada em tomografia por emissão de pósitrons (PET). O uso da substância e do procedimento permite o diagnóstico e tratamento de doenças como o câncer e mal de Alzheimer.

Segundo o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Pernambuco será o primeiro estado do Nordeste a receber uma unidade de produção de FDG. Hoje, os equipamentos que utilizam a técnica são encontrados apenas em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

O anúncio da instalação da Upra foi feito na sexta-feira (13/6), pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, e pelo governador do Estado, Eduardo Campos. Eles participaram da cerimônia de abertura do seminário Implantação da Tomografia por Emissão de Pósitrons no Nordeste, que teve a presença de representantes da área médica da região.

No seminário, vários aspectos foram abordados para mostrar a médicos e profissionais de saúde a importância da produção de radiofármacos e a relação custo-benefício. De acordo com especialistas, o uso da FDG evita procedimentos clínicos desnecessários, cirurgias invasivas e dispêndios com exames que não são tão precisos quanto aquele realizado pelos tomógrafos PETs.

A Upra de Pernambuco está em construção nas dependências do CRCN-NE, órgão da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), autarquia vinculada ao MCT. Estão sendo investidos R$ 15 milhões no projeto, e a previsão é que a unidade inicie a fabricação em novembro.

A estimativa é atender, a longo prazo, a uma demanda superior de 20 tomógrafos – o que poderá alcançar 52 mil procedimentos PET ao ano na região. Até março de 2009, a produção da Upra deverá atingir a capacidade de produção em escala comercial dos radiofármacos para atender aos PETs.

Fonte: Agência FAPESP

Residência em Software da Fucapi terá edital lançado ainda este mês

A Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica.(Fucapi), instituição associada à ABIPTI, foi contemplada em edital do CNPq, no dia 14 de maio, para estruturar um Programa de Residência em Software. Estudantes de todo Brasil poderão participar do processo seletivo que terá edital aberto ainda no mês de junho, porém sem data de abertura.

O público-alvo do programa é composto por alunos que estão no último ano de curso ou graduados nas áreas de informática, engenharia da computação, engenharia elétrica, eletrônica e similares.O programa de Residência em Software é similar ao de residência médica, onde após um tempo de imersão em determinada área, o aluno recebe o título de especialista. Neste caso, o programa formará especialistas em arquitetura, testes, análise, e outras áreas de desenvolvimento de software.

O objetivo principal dessa iniciativa é fomentar a competitividade e a presença de empresas de software nacionais. Na Fucapi, o programa será coordenado pelos colaboradores Carlos Maurício Figueiredo, Eros Silva e Rayfran Rocha.

No Programa de Residência em Software o aluno receberá treinamento gratuito em tecnologias que são referência para o desenvolvimento de programas de computador, além de ficar imerso em ambiente de desenvolvimento de software. O aluno também receberá uma bolsa para custear os estudos.

A data de lançamento do edital ainda não foi definida. Mais informações pelo site portal.fucapi.br e pelo telefone (92) 2127-3238

Fonte: Gestão CT

Vagas para pesquisadores-visitantes no IOC

O Instituto Oswaldo Cruz (IOC) oferece 18 vagas para pesquisadores visitantes no Programa Pesquisador Visitante 2008, da Fundação Oswaldo Cruz.

São 17 oportunidades na categoria pesquisador júnior, com bolsas de R$ 3,3 mil, para profissionais com doutorado há menos de cinco anos, e uma para pesquisador pleno, para aqueles doutorados há mais de cinco anos, que oferece bolsa de R$ 4 mil.

Entre as vagas oferecidas, sete são na área de biologia molecular, bioquímica e genética, sete em entomologia, parasitologia e microbiologia, três em farmacologia, química e imunologia e uma em epidemiologia e informações em saúde. As inscrições vão até 25 de junho.

O perfil completo das vagas oferecidas pelo IOC, os requisitos específicos de cada uma, as linhas de pesquisa a serem desenvolvidas e os objetivos de cada bolsa estão no edital completo, disponível em: www.pv.fiocruz.br/edital2008.pdf.

Fonte: Agência FAPESP

2º Simpósio Hipertexto e Tecnologia Educacional

O Núcleo de Estudos em Hipertexto e Tecnologias na Educação e o Programa de Pós-Graduação em Letras, ambos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), promovem, de 17 a 19 de setembro, em Recife, o 2º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação.

O objetivo do evento, que terá o tema central “Multimodalidade e Ensino”, é debater questões sobre o uso do hipertexto, da internet e das tecnologias de informação e comunicação aplicadas à educação.

Serão discutidas, em conferências, mesas-redondas e apresentação de pôsteres, desde as formas de utilização das novas tecnologias digitais no processo didático até o potencial pedagógico da multimodalidade como elemento constitutivo da aprendizagem.

Mais informações: www.ufpe.br/nehte/simposio2008

Fonte: Agência FAPESP

Autorizado o início das obras do Parque Tecnológico da Bahia

O governador da Bahia, Jacques Wagner, assina hoje (17), a autorização para o início das obras do Parque Tecnológico de Salvador – Bahia. O empreendimento será construído na Avenida Paralela, na capital baiana. A iniciativa é resultado de uma parceria entre os governos federal, estadual e municipal, contando com a participação de centros de pesquisas e universidades baianas, além da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) e do Sebrae. A coordenação executiva está a cargo da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) do Estado da Bahia.

De acordo com informações divulgadas pela Secti, nesta primeira etapa das obras, contratadas depois de uma licitação de cerca de R$ 8 milhões e previstas para serem concluídas em dez meses, serão construídos o sistema viário e as redes de água, esgoto, energia elétrica e telecomunicações.

Ainda segundo a secretaria, o projeto foi pensando dentro de um conceito de desenvolvimento sustentável. O sistema viário, por exemplo, terá piso inter-travado que permite uma maior permeabilidade e maior aderência em relação ao asfalto, além de ser ecologicamente mais recomendado por reduzir a quantidade de resíduos, possibilitando que o solo absorva uma maior parte das águas das chuvas. Já a rede de energia elétrica contará com postes de madeira de reflorestamento (à base de eucalipto).

O empreendimento reunirá um consórcio de pesquisas universitárias, incubadoras e empresas de base tecnológica. Ele também será um centro de convergência do sistema estadual de inovação na Bahia, nas esferas pública, acadêmica e empresarial. A proposta está sendo estruturada em torno dos seguintes eixos ou vias: a da inovação (como instrumento de atração de empresas), a da tecnologia (esfera institucional de suporte à interação entre universidades e empresas) e a da ciência (estratégia de fortalecimento da produção científica local).

O governo federal investirá mais de R$ 44,6 milhões na iniciativa, por meio do MCT e por meio de emendas parlamentares de deputados baianos. As áreas de biotecnologia e saúde, energia e ambiente e tecnologia da informação e comunicação foram definidas como prioritárias.

Em notícia divulgada pela Secti, o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Ildes Ferreira, destaca que o parque será um moderno habitat de instituições e empresas de base tecnológica. De acordo com ele, o foco do empreendimento será a pesquisa e desenvolvimento. “Existe uma grande preocupação do governo em fazer com que o parque seja um modelo de empreendimento sustentável, portanto a área de meio ambiente será tratada de forma transversal como parte integrante e prioritária em todas as áreas”, afirmou.

Informações sobre as ações da Secti podem ser obtidas no site: www.secti.ba.gov.br.

Fonte / Gestão CT

CCT se reunirá neste mês

No dia 25, será realizada, no Palácio do Planalto, em Brasília, reunião plenária do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT). A abertura do encontro, que será feita pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, está prevista para ocorrer às 15h.

A pauta da reunião conta com palestras sobre os seguintes temas: Plano de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional (Pacti): Avaliação e acompanhamento das ações, que será feita pelo secretário executivo do MCT, Luis Antonio Rodrigues Elias; e Finep: O nosso futuro é hoje, que será ministrada pelo presidente da financiadora, Luis Fernandes. Na ocasião, também serão realizados relatos das comissões do CCT de Acompanhamento do Pacti.

De acordo com o artigo 1º da Lei nº 9.257, de 9 de janeiro de 1996, o CCT é o órgão de assessoramento superior do presidente da República para a formulação e implementação da política nacional de desenvolvimento científico e tecnológico. Entre os membros titulares do colegiado constam: os ministros da C&T, Sergio Rezende; da Casa Civil, Dilma Rousseff; da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes; da Educação, Fernando Haddad; e da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima.

A instância também conta com a participação das seguintes entidades nacionais representativas dos setores de ensino, pesquisa e C&T: Academia Brasileira de Ciências (ABC); Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC); Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes); Fórum Nacional de Secretários Municipais da Área de C&T, entidade cuja secretaria executiva está a cargo da ABIPTI; e os conselhos nacionais das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap) e dos Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I (Consecti).

Desenvolvimento Social
Na mesma data, será realizada, às 10h, no MCT, uma reunião da Comissão de Acompanhamento de C&T para o Desenvolvimento Social.

Informações sobre as ações do CCT podem ser obtidas por meio deste link.

Fonte: Gestão CT

Abertas as inscrições para o Programa de Bolsas do CENPES

Programa de Bolsas do CENPES
Estão abertas as inscrições para o programa de bolsas do Centro de Pesquisas da Petrobras (UFRJ/CENPES).

O edital está no site da Pró-reitoria de Pós-graduação e Pesquisa da UFRJ (www.pr2.ufrj.br/) e os alunos de mestrado, em tempo integral, com matrícula ativa em Programas de pós-graduação da UFRJ podem enviar propostas até o dia 16 de junho, pelo preenchimento de um formulário on-line no mesmo site.

Maringá (PR) e Ananindeua (PA) concluem o Curso Elaboração, Acompanhamento e Avaliação de Projetos

Dois municípios concluem o Curso Elaboração, Acompanhamento e Avaliação de Projetos
Neste mês, os municípios de Maringá (PR) e Ananindeua (PA) concluirão os seus cursos de Elaboração, Acompanhamento e Avaliação de Projetos. A capacitação é uma iniciativa do Fórum Nacional de Secretários Municipais da Área de C&T, tendo como secretaria executiva a ABIPTI e o apoio financeiro do MCT.

A idéia do curso é contribuir para o treinamento de gestores municipais de C&T na elaboração, negociação, acompanhamento e avaliação de projetos para submissão aos editais e convênios do ministério e de suas agências de fomento.

Em Maringá, o curso será concluído no dia 25 de junho e, em Ananindeua, no dia 30. No município paranaense, serão capacitados 39 participantes e, no município do Norte do país, serão 37 técnicos. O primeiro município a concluir a capacitação foi o de São Carlos (SP), no dia 28 de maio. Foram capacitados 24 participantes.

Resultados
Em entrevista ao Gestão C&T online, o presidente do fórum, Sílvio Ramos, destaca que, com a conclusão dos cursos nos municípios citados, a entidade obteve um dos resultados que foram traçados no plano de ação de 2008 do fórum. Em sua avaliação, as capacitações foram positivas. “Apesar da atipicidade de todas as prefeituras, que estão se preparando para o período eleitoral, os resultados que obtivemos nesse período anterior às eleições foram positivos. Acho que saímos desse processo com bons projetos”, destaca.

Ele lembra que, por causa do período eleitoral, o fórum concentrou todo o seu planejamento deste ano no primeiro semestre. De acordo com Ramos, foi concluído boa parte do que estava programado, com a realização de encontros e cursos da entidade em municípios do Norte, Sudeste e Sul. “Nós podemos dizer que o que nós programamos nós fizemos”, afirma.

Ainda segundo ele, existe a possibilidade de realizar outros cursos, de forma suplementar, em Campo Grande (MS) e em alguns municípios do Nordeste. “O de Campo Grande estamos tentando acertar uma data. A idéia era fazer ainda no primeiro semestre”, afirma.

Curso
A iniciativa tem duração de 40h e é dividida em três fases. Na primeira, são ministradas aulas teóricas em que são apresentados os aspectos conceituais sobre os diferentes tipos de projetos, como se dá o acompanhamento e a avaliação de projetos, entre outros pontos. Já a segunda fase é de acompanhamento via internet dos projetos que estão sendo desenvolvidos. Nesta etapa, os professores e consultores analisam e apontam melhorias e soluções para os projetos.

Na terceira fase, as propostas são apresentadas presencialmente para avaliação final e troca de experiências entre os participantes. Esta etapa conta com a participação de técnicos do MCT e de instituições de fomento.

Informações sobre o Curso de Elaboração, Acompanhamento e Avaliação de Projetos podem ser obtidas pelo e-mail e pelo telefone (61) 3348-3107.

Fonte: Bianca Torreão / Gestão CT

Inova 2008 vai premiar iniciativas inovadoras

A 4ª edição do Inova – Seminário de Gestão da Inovação Tecnológica do Nordeste vai premiar pesquisas que resultaram no desenvolvimento de tecnologia, produto ou processo que permitam sua aplicação para o desenvolvimento industrial e agroindustrial e serviços correlatos, como certificação, metrologia, análises laboratoriais, entre outros.

A proposta é selecionar os melhores trabalhos que serão apresentados durante o encontro, previsto para acontecer de 6 a 8 de agosto, no Centro de Convenções do Ceará, em Fortaleza (CE).

Os trabalhos podem ser enviados até o dia 27 de junho. Todos que forem apresentados estarão concorrendo ao Troféu Inova 2008 e a um notebook. Além disso, os autores de trabalhos estarão dispensados do pagamento de inscrição para o Seminário Inova 2008 e poderão participar da rodada de negócios na qual estarão reunidos pesquisadores, centros de pesquisa, instituições de financiamento e investidores. Os trabalhos podem ser enviados por meio deste link.

O objetivo do Inova é aprofundar novas abordagens acerca da aprovação tecnológica e promover o intercâmbio a partir de experiências do setor produtivo com o mundo acadêmico.

Feira
Simultaneamente ao Inova, acontece a Tecnológica 2008 que é uma feira de produtos e serviços com foco no desenvolvimento industrial por meio da inovação tecnológica.

Os dois encontros são voltados para empresários e profissionais do setor industrial, comércio e serviços; representantes de governos e empresas públicas; representantes de instituições financeiras e de fomento; pesquisadores, professores, doutores e estudantes; e dirigentes de entidades de classe.

A iniciativa é da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) e da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Para mais informações, acesse o site www.feiratecnologica.com.br.

Fonte: Gestão CT

Taurina ajuda a retardar a degeneração de neurônios

Promessa no combate à doenca de Alzheimer

Uma substância comum, presente de forma natural no cérebro humano, pode se transformar em heroína no controle da evolução da doenca de Alzheimer. Um estudo iniciado em 2003 por cientistas da UFRJ descobriu que a taurina, famosa componente de bebidas energéticas, ajudou a retardar a degeneração de neurônios de rato mantidos em cultura. O próximo passo, agora, é confirmar a eficiência desta substância em humanos.

"Há cinco anos, iniciamos um modelo experimental de toxicidade de neurônios. Trabalhávamos com uma agressão a eles, promovida pelo peptídeo beta-amilóide. Trata-se de uma pequena proteína, que hoje sabemos ser a maior vilã na doença de Alzheimer", explica Sérgio Ferreira, professor titular do Laboratório de Doenças Neurodegenerativas do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ (LDN) e coordenador da pesquisa. Esta substância está presente em todos os cérebros saudáveis, mas em quantidades controladas. Quando os níveis dela sobem, os neurônios sofrem disfunções. “Em um primeiro momento, há a degeneração das sinapses, que fazem a comunicação entre os neurônios. Isso leva a uma diminuição da memória, atenção e capacidade de aprendizado, para citar alguns exemplos. Em um momento mais tardio, o peptídeo continua o ataque aos neurônios, podendo causar até mesmo a morte deles”, continua o professor.

Ação da taurina
Junto com outros grupos de estudo no exterior, estes pesquisadores descobriram que a morte provocada pelo peptídeo beta-amilóide envolvia um aminoácido chamado glutamato. Esse é o principal neurotransmissor excitatório do cérebro humano. Fazendo uma analogia, significa que quando os neurônios recebem uma carga desta substância, eles “acordam” e vão “trabalhar”. “Entretanto, o excesso de glutamato passa a ser tóxico. Esta substância é liberada pelos neurônios em resposta ao beta-amilóide, excitando os neurônios em excesso e provocando sua degeneração. Queríamos, então, encontrar uma substância que pudesse controlar estes efeitos negativos. Nossos alunos testaram várias hipóteses e, finalmente, descobriram a taurina”, esclarece Sérgio.

Esta é uma pequena molécula normalmente presente no nosso cérebro e adquirida pela dieta (peixes e aves são ricos em taurina). Existem alguns estudos mostrando que os níveis desta substância caem com a idade, em indivíduos saudáveis, mas também naqueles que sofrem com o mal de Alzheimer. “Talvez essa taurina possa oferecer uma proteção fisiológica que diminui com a idade, favorecendo a ação tóxica do peptídeo beta-amilóide e prejudicando os neurônios”, explica o pesquisador.

Inúmeras drogas protegem neurônios contra vários tipos de agressões, de acordo com experimentos em laboratorio. A dificuldade é que nem sempre uma droga testada em laboratório pode funcionar em animais e humanos de forma eficiente. A vantagem da taurina é que, como se trata de uma substância presente normalmente em nosso cérebro, pode ser testada de forma direta em humanos. “Queremos fazer os testes com animais ainda assim, para avaliar a reação do cérebro deles à substância”, esclarece Sérgio.

Testes
Futuramente, serão realizados testes em idosos saudáveis, mas que apresentem queixas de falta de memória. “Vamos avaliar se a taurina exercerá algum efeito benéfico no cérebro destes voluntários. Se tudo der certo, em um segundo momento podemos partir para testes com portadores de Alzheimer”, afirma Sérgio. Um possível resultado positivo nestes experimentos não significa a cura desta doença, afinal a beta-amilóide não será diretamente atacada, mas apenas o glutamato. A maior conquista, nesse caso, será a diminuição da evolução da doença e o aumento da qualidade de vida do paciente. A média de sobrevida de portadores da doença de Alzheimer, do momento do diagnóstico até o óbito, é de oito a dez anos. “Nesse tempo, a perda das capacidades do cérebro é muito rápida. Um mecanismo que pudesse retardar este processo, então, se revelaria de grande valor”, continua.

Chegada às prateleiras
Quando se fala sobre a possível comercialização de um medicamento composto por taurina, deve-se pensar em alguns problemas. “Se tudo der certo, concluiremos a primeira bateria de testes com pacientes em dois anos. A partir daí, é possível que estes resultados levem a outras questões que necessitem ser analisadas também. Um problema relevante é que a taurina não é um composto patenteável, por não se tratar de uma droga nova. Estamos propondo um uso para uma doença específica. Caso alguma empresa farmacêutica se interesse por produzir cápsulas de taurina, ela vai enfrentar uma concorrência feroz, pois todos poderão produzir o mesmo medicamento”, pondera o professor.

Pode ser que, no futuro, esta questão exija uma intervenção governamental que regule a distribuição destes medicamentos. Porém, uma futura aplicação terapêutica da taurina depende dos resultados positivos de testes com humanos, o que levará no mínimo dois anos. Portanto, ainda não se pode afirmar com categoria que a taurina representa uma salvação para os portadores desta doença tão severa.

Fonte: Priscila Biancovilli / Olhar Vital

FGV-EAESP tem pós-graduação em Inovação e Empreendedorismo

A Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP) acaba de lançar o Post Graduate Diploma Program em Inovação, Venture Capital e Empreendedorismo (Diploma IVCE), uma pós-graduação inédita voltada a negócios inovadores de alto retorno.

O novo curso pretende capacitar profissionais e equipes para a criação e expansão de negócios com alto índice de inovação e potencial de crescimento, que buscam ou recebem apoio de venture capital. Inscrições podem ser feitas até o dia 30 de junho

Desenvolvido em colaboração com a Universidade da Califórnia em Berkeley, o programa é uma das várias iniciativas da FGV-EAESP para estimular o empreendedorismo inovador e a indústria de venture capital no Brasil. Combinando a excelência acadêmica de seus professores com a experiência prática de empreendedores e investidores bem-sucedidos, o Diploma IVCE prepara os participantes para atuar na dinâmica do venture capital, viabilizar sistemas de inovação e gerir empreendimentos de crescimento acelerado e alto retorno.

O programa começa em agosto de 2008, tem duração de um ano, e as inscrições podem ser feitas até 30 de junho. Mais informações no site www.diplomaivce.com.br ou pelo e-mail.

Fonte: FGV/SP

Fapitec lança edital para a realização de Olimpíadas de Ciências

A Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec) lançou o edital nº 06/2008 com o objetivo de apoiar a realização de Olimpíadas de Ciências no Estado, voltadas para a melhoria dos ensinos fundamental e médio, bem como identificar e estimular jovens talentos para carreiras científico-tecnológicas. O Formulário de Apresentação de Proposta e Qualificação do Coordenador da Olimpíada está disponível no site www.fapitec.se.gov.br.

Os projetos poderão ser enviados em dois períodos. Para as atividades que serão realizadas de 1º de setembro a 31 de dezembro deste ano, as propostas devem ser apresentadas até o dia 18 de julho. As atividades realizadas de 1º de janeiro a 31 de agosto de 2009 têm como data limite o dia 3 de novembro. A proposta e toda a documentação necessária deverão ser entregues diretamente na Fapitec/SE, no endereço Avenida Doutor Carlos Rodrigues da Cruz, s/nº, Centro Administrativo Augusto Franco, Bloco B, Bairro Capucho, Aracaju (SE), das 7h às 13h.

Pesquisadores individuais, vinculados a instituições de ensino superior ou a institutos e centros de pesquisa e desenvolvimento, públicos ou privados, sem fins lucrativos e sediadas no Estado de Sergipe poderão participar do edital.

Os auxílios concedidos serão financiados com recursos não reembolsáveis, oriundos do Fundo Estadual para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funtec), no valor total de R$ 60 mil. As propostas individuais para cada Olimpíada deverão ter valor máximo de R$ 10 mil.

Poderão ser financiáveis passagens e despesas com locomoção, diárias, material de consumo, despesas bancárias, entre outros serviços.

Veja a íntegra do edital neste link.

Mais informações podem ser obtidas na Gerência do Programa de Comunicação em Ciência e Tecnologia da Fapitec/SE pelo telefone (79) 3259-3007 ou pelo e-mail.

Fonte: Gestão CT

Faperj aumenta o valor de bolsas

A Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa (Faperj) está repassando aos bolsistas o valor de reajuste das bolsas, com base no aumento médio de cerca de 30% concedidos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério da Educação (Capes) e pelo CNPq.

Os novos valores são os mesmos dos concedidos pelas duas instituições federais, R$ 1,2 mil para mestrado e R$ 1,8 mil para doutorado. A Faperj também reajustou os valores das bolsas nota 10, que são destinadas a alunos com destacado desempenho acadêmico em programas de pós-graduação de excelência (conceitos 5, 6 e 7 pela Capes). Neste caso, as bolsas de mestrado nota 10 serão de R$ 1,7 mil e de doutorado R$ 2,5 mil.

Segundo informações da Faperj, as bolsas de incentivo à graduação também foram reajustadas, passando a ter um valor de R$ 250. Os bolsistas irão receber os novos valores a partir do pagamento de julho, já que o reajuste é retroativo ao dia 1º de junho.

Para mais informações sobre a Faperj, acesse o site www.faperj.br.

Fonte: Gestão CT

Governo do Paraná lança programa de extensão tecnológica

O governo do Paraná, por meio da Secretaria de C&T e Ensino Superior (Seti) e da Fundação Araucária de Apoio Científico e Tecnológico, ambas instituições associadas à ABIPTI, está lançando o programa Extensão Tecnológica Empresarial em todo o Estado, com recursos totais de R$ 6 milhões.

A iniciativa busca estimular a integração entre os professores e pesquisadores das instituições de ensino superior e de institutos de pesquisa, com o objetivo de fomentar o surgimento de novos empreendimentos e o desenvolvimento de micro e pequenas empresas. A proposta é criar condições de acesso a conhecimentos tecnológicos e de gestão, por um período mais longo.

Segundo informações da Fundação Araucária, a expectativa com o programa é permitir o alcance de resultados concretos na geração de emprego e renda, com impactos sociais e econômicos significativos em nível local e regional.

A fundação já está identificando as ofertas dos pesquisadores e as demandas de associações, cooperativas, empresas individuais ou arranjos produtivos locais. Os interessados em participar podem preencher um formulário ou de oferta, ou de demanda que está disponível neste link.

O novo programa será desenvolvido no âmbito do Programa Universidades Sem Fronteiras, outra iniciativa do governo paranaense que conta com recursos do Fundo do Paraná.

Chamada
Para participar do programa, os projetos deverão ser enviados até o dia 11 de agosto. Além disso, devem estar focados em duas modalidades. A primeira para organização de novos empreendimentos, na forma de associações, cooperativas, empresas ou outros formatos organizacionais, por meio da adoção de tecnologias difundidas ou inovadoras. Já na segunda, os projetos devem ser de inovação tecnológica em empreendimentos existentes, na forma de atualização tecnológica ou adoção de produtos e processos inovadores.

As propostas ainda deverão estar de acordo com os setores industriais de alimentos e bebidas, artesanato, cerâmica e minerais industriais, metal-mecânica, móveis, têxtil, vestuário e calçados; com o setor de serviço de turismo; e com setores transversais, em informática, reciclagem e tratamento de resíduos.

Os recursos a serem concedidos serão para, pelo menos, duas bolsas para profissionais recém-formados de nível superior; duas bolsas para estudantes de graduação; e duas bolsas para orientação; além de recursos financeiros para custeio/capital.

Confira a íntegra do edital neste link.

Fonte: Gestão CT