quinta-feira, 12 de junho de 2008

SCI 2008i - Seminario Científico Internacional 2008 de Invierno

El doctor Carlos Bustamante, biofísico de la Universidad de Berkeley fue elegido como el Embajador Científico y Tecnológico 2008.

El reconocimiento público y la entrega de la medalla correspondiente le será entregada en la clausura del Seminario Científico Internacional 2008 de invierno, a llevarse a cabo el sábado 2 de agosto de 2008.

Cada año en el Seminario Científico Internacional de verano, los científicos están convocados a presentar sus candidatos para este premio, con el fin de reconocer a científicos peruanos que prestigian al Perú con sus aportes a la ciencia y la tecnología en el extranjero.

Por otro lado, usted está invitado a enviar su candidato a "Canciller CIentífico y Tecnológico 2008" para reconocer a los científicos que aportan a la ciencia y la tecnología desde el Perú.

Areas: Ciencias Básicas, General
Fecha: el 02/08/2008
Lugar: Local del Consejo Departamental de Lima del CIP ( Marconi 210, San Isidro )
País: Perú
Convoca: Red Internacional de Ciencia y Tecnología para el Perú - InterCyT/Interscience: www.ceprecyt.org

Fuente: InterCyT/Interscience

Uma teoria termodinâmica para brisas: teste utilizando simulações numéricas

A thermodynamic theory for breezes: test using numeric simulations

Termodinâmica das brisas
Por meio de simulações numéricas, pesquisadores da Universidade Federal de Campina Grande-PB (UFCG) e da Universidade de São Paulo (USP) testaram uma nova teoria termodinâmica para estudo das brisas – ventos próximos à superfície terrestre.

O estudo, publicado na Revista Brasileira de Meteorologia, mostra que as circulações de brisa se formam pela diferença de entropia entre duas regiões com características distintas, mas sua intensidade é influenciada também por outros fatores, como a presença de montanhas – que no período noturno, por ocasião da brisa terrestre, tende a limitar sua intensidade.

O objetivo da pesquisa era testar uma teoria termodinâmica das brisas marítimas-terrestres acopladas com brisas de vale-montanha utilizando simulações numéricas tridimensionais e topografia realística.

Essa teoria de diferença de pressão, formulada pelo professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosférica (IAG) da USP, Enio Pereira de Souza, um dos autores do artigo, possibilita verificar fatores que podem influenciar nas características dessas circulações de vento, como intensidade e profundidade.

De acordo com a co-autora Clênia Rodrigues Alcântara, da Unidade Acadêmica de Ciências Atmosféricas da UFCG, a compreensão da dinâmica das brisas é fundamental, uma vez que ela afeta direta ou indiretamente a vida de milhões de pessoas.

“As brisas são circulações que interagem diretamente com centros urbanos, influenciando a dispersão de poluentes e alterando o clima local. Elas podem, além disso, interagir com outros fenômenos atmosféricos e contribuir para sua amplificação, com formação de tempestades, por exemplo”, disse.

De acordo com a pesquisadora, a utilização de modelos numéricos da atmosfera para estudar fenômenos meteorológicos como as brisas permite um melhor detalhamento espacial e temporal dos dados.

“Há estudos desse tipo de circulação com dados provenientes de observações feitas com instrumentos meteorológicos. Mas é bastante difícil e caro obter conjuntos de dados que contenham informações colhidas com freqüência de menos de uma hora e com resolução espacial que permita verificar a presença da brisa. Para isso seria preciso instalar vários conjuntos de instrumentos em uma área pequena”, afirmou Clênia, que é doutoranda no IAG da USP

Outra dificuldade, segundo ela, é que os erros são inerentes aos instrumentos meteorológicos, assim como o próprio ato de leitura dos dados. No caso das simulações numéricas, esse tipo de imprecisão não existe. “Embora também existam erros no desenvolvimento do modelo, as respostas passam a ser mais confiáveis”, disse.

Entropia e energia
Os testes foram realizados em João Pessoa, levando em conta a topografia do local. A teoria desenvolvida por Souza, destaca Clênia, funciona como uma ferramenta que pode ajudar a entender um pouco mais sobre as brisas.

“Com ela se tem a possibilidade de verificar a intensidade dessas circulações a partir de informações mais elementares, como temperatura à superfície. A teoria é baseada na Segunda Lei da Termodinâmica e usa o conceito de entropia – grandeza que mede o grau de desordem de um sistema – para explicar como a energia é disponibilizada para gerar a brisa”, explicou.

A teoria mostra a diferença de pressão entre dois pontos, que pode ser traduzida simplificadamente na intensidade da circulação de brisa que se forma entre eles.

“A eficiência termodinâmica é uma variável da qual depende essa intensidade. Ela está contida na equação e influencia a brisa. Quando a eficiência é maior, a intensidade da brisa tende a crescer também, embora essa relação não se mostre linear”, disse Clênia.

A teoria pode ser aplicada, segundo ela, a quaisquer áreas onde se observe uma diferença de temperatura que possa gerar circulações do tipo brisa. “Em estudos anteriores que aplicam essa mesma teoria foram estudadas brisas geradas em uma área desmatada dentro da floresta amazônica”, afirmou.

Segundo Clênia, o próximo passo do estudo será a realização do cálculo do trabalho de expansão no ramo inferior das brisas. “O objetivo é compreender a energia envolvida no processo e como essa energia pode ser usada para a formação das nuvens associadas às brisas. A teoria também deve ser aplicada para estudar as linhas de instabilidade da Amazônia, que têm origem em brisas que se formam na costa norte do Brasil”, disse.

Para ler o artigo Uma teoria termodinâmica para brisas: teste utilizando simulações numéricas, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.

Fonte: Alex Sander Alcântara / Agência FAPESP

Motorola vence Prêmio IDEA/Brasil 2008 na categoria Design de Interface

A Motorola ganhou o Prêmio IDEA/Brasil 2008, primeira edição brasileira de um importante prêmio de design dos Estados Unidos (International Design Excellence Award), concedido pela International Design Society of America. A categoria conquistada pela empresa foi a de Design de Interface, com o MotoID - aplicação presente nos celulares da Motorola que possibilita ao usuário obter informações sobre a música que está tocando no ambiente, identificando o nome da canção, do artista e ainda a capa do álbum, quando disponível. A cerimônia de premiação aconteceu no dia 29 de maio, em São Paulo.

A interface, ou identidade visual do MotoID, foi desenvolvida pelo time de design da Motorola Brasil, com o apoio da equipe de tecnologia. O trabalho visava deixar a navegação do aplicativo ainda mais simples para o usuário, e em linha com a mensagem que a empresa queria transmitir com seus aparelhos de música: inovadora, jovem e colorida.

Por meio de pesquisas, os designers da Motorola procuraram entender o que os usuários esperavam de uma aplicação de música, para então definir a paleta de cores e a linguagem visual da interface.

Um trabalho mais técnico definiu as funções e as capacidades do MotoID e foi fundamental para iniciar a lógica de navegação. O objetivo do estudo era tornar o reconhecimento de música o mais intuitivo e rápido possível. Após um mapa de navegação, foi construído o trabalho gráfico e a tradução dos comandos.

O resultado foi uma aplicação com cores vibrantes, como laranja e vermelho, estampas diferenciadas e uma comunicação direcionada ao foco do produto: o público jovem, que é ávido por novidades e consumidor de música.

"Para a Motorola, é uma honra receber um prêmio como o IDEA, que já existe há mais de 30 anos nos Estados Unidos e é um ícone na área de design", comemora Charles Bezerra, gerente de design da Motorola para América Latina. "Este prêmio é um reconhecimento do trabalho da equipe brasileira, que desenvolveu localmente o design de uma aplicação usada hoje por consumidores da Motorola em todo o mundo", finaliza.

Fonte: ANPEI

MS e Roche lançam edital para bolsas de pós-doutorado da Suíça

Bolsas para pós-doutorado na Suíça
O Ministério da Saúde e a Roche lançaram, nesta quarta-feira (11/6), chamada pública para o Programa Roche de Treinamento em Tecnologias Genômicas Aplicadas à Pesquisa de Medicamentos Inovadores.

O anúncio foi feito na sede do ministério, em Brasília, pelo ministro José Gomes Temporão e pelo presidente da Roche no Brasil e América-Latina, Ernest Egli.

O programa oferece quatro bolsas de pós-doutorado na Basiléia, Suíça, para cientistas brasileiros interessados nas áreas de genética, genômica, proteômica e bioquímica das proteínas em laboratórios de medicina molecular.

A bolsa inclui gastos com transporte, hospedagem e seguro-saúde, além de um valor mensal de 2,5 mil francos suíços.

“A parceria entre o Ministério da Saúde e o laboratório Roche é um incentivo à formação e à capacitação de recursos humanos para a ciência e tecnologia em saúde, uma das estratégias previstas na Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde”, disse Temporão.

Podem concorrer às bolsas doutores em medicina ou em outras ciências da vida, com fluência em inglês e que assumam o compromisso de permanecer pelo menos um ano na Suíça.

Os interessados devem providenciar cópia do diploma de doutorado, currículo em inglês (incluindo experiência profissional e de pesquisa) com dados pessoais e de contato e um texto de até duas páginas, em inglês, com descrição de interesses de pesquisa e metas de carreira, além de uma carta de recomendação de sua instituição de origem ou de referência.

Toda documentação deverá ser encaminhada pelo Correio para o Ministério da Saúde, até 15 de julho. É opcional o envio de um projeto de pesquisa a ser desenvolvido durante a bolsa.

As propostas serão analisadas por um comitê de pesquisadores dos Laboratórios de Medicina Molecular da Roche, que serão os orientadores durante o programa de treinamento.

Os resultados serão divulgados no dia 30 de agosto, nos endereços www.saude.gov.br e www.roche.com.br.

Endereço para correspondência:
Ministério da Saúde
Secretaria de Ciência,Tecnologia e Insumos Estratégicos
Esplanada dos Ministérios, Bloco G, 8º Andar, Sala 851
70058-900 – Brasília – DF

Fonte: Agência FAPESP

Contra discriminação genética

Consenso Brasileiro sobre atividades esportivas e militares e herança falciforme no Brasil

Documento sobre traço falciforme, presente em estimados 7 milhões de brasileiros, teve participação de pesquisador da UnB

Na mesma semana que o Senado norte-americano aprovou a primeira lei contra a discriminação baseada no DNA, uma equipe de especialistas brasileiros concluiu um documento pioneiro na mesma área, o Consenso Brasileiro sobre atividades esportivas e militares e herança falciforme no Brasil. “São diretrizes que podem evitar futuras discriminações no mercado de trabalho, escolas ou planos de saúde”, afirma o doutorando em Ciências da Saúde pela Universidade de Brasília (UnB) Cristiano Guedes, um dos especialistas envolvidos no projeto.

Se por um lado os avanços no conhecimento do genoma humano auxiliam a diagnosticar doenças, adiantam o tratamento e aumentam a qualidade de vida do paciente, por outro acabam servindo como combustível para o preconceito. Com a finalidade de combater a discriminação genética, o Ministério da Saúde criou esse grupo de trabalho, formado por 40 profissionais ligados ao governo e à sociedade civil.

O Consenso, concluído em abril deste ano, não tem força normativa, mas possui o mérito de servir como parâmetro para identificar indivíduos com o traço falciforme, um tipo de herança genética que atinge entre 2% e 4% da população brasileira, de acordo com estimativas do Ministério da Saúde, ou cerca de 7 milhões de habitantes, sendo ainda mais comum em afro-descendentes. Quem tem essa informação genética no corpo apresenta parte dos glóbulos vermelhos do sangue em formato de foice. Essa peculiaridade, no entanto, não causa nenhuma implicação de ordem clínica para o paciente. Sequer é considerado doença.

Mesmo assim, existe uma confusão usual com outra enfermidade de nome semelhante, a anemia falciforme, que realmente requer cuidados especiais e tratamento adequado. “Os próprios médicos ainda conhecem pouco sobre o traço. Geralmente, apenas os hematologistas têm um pouco mais de informação”, afirma Guedes. A falta de conhecimento sobre o assunto não raramente leva a decisões arbitrárias e equivocadas no meio social.

CAPACIDADE FÍSICA
Uma crença controversa é a de que pessoas com traço falciforme tenham restrições para a prática de exercícios físicos, fator que atinge diretamente atletas e militares. Por isso, o Consenso, coordenado pela médica hematologista e diretora do Hemocentro do Rio de Janeiro (HemoRio), Clarisse Lobo, direcionou suas recomendações a esses dois públicos. As sugestões foram consolidadas com o trabalho de duas equipes, cada uma dedicada a um dos assuntos.

O primeiro grupo, que analisou a questão esportiva, elaborou a seguinte diretriz: “o indivíduo portador de traço pode fazer qualquer modalidade de esporte, já que não há dados epidemiológicos consistentes que impeçam a prática de esportes”. Esses especialistas também sugerem que “não é necessário fazer triagem para hemoglobinopatias [enfermidades ligadas a esse tipo de célula] em indivíduos que queiram praticar esportes, quer de natureza amadora ou profissional”.

Guedes espera que as informações evitem a repetição de casos como o da jogadora de vôlei cortada da seleção infanto-juvenil. A garota, de 16 anos, foi impedida de integrar a seleção brasileira após fazer exames laboratoriais e descobrir ser portadora da hemoglobina AS. Na ocasião, a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) a considerou inapta, embora o técnico assegurasse a capacidade de a atleta jogar profissionalmente.

Quanto às Forças Armadas, o documento também representa um avanço. O Decreto 60.822/67 determina a dispensa caso o recruta possua alguma doença do sangue. Mesmo assim, o candidato não é obrigado a fazer o exame. Portanto, o grupo que analisou o assunto, inclusive com a participação de um general do Exército, reitera que “para servir às Forças Armadas não é necessário fazer teste de triagem para hemoglobinopatias. O que equivale a dizer que os portadores de traço falciforme podem servir”.

EVOLUÇÃO
Para Guedes, um dos méritos do documento é oferecer uma informação oficial na ausência de normas sobre o assunto. “Na ausência de uma lei, o Brasil tem pelo menos um documento com o intuito de defender os direitos de quem tem o traço falciforme”, explica. Existe um projeto de lei sobre o tema no Congresso Nacional, mas o assunto tramita há 10 anos sem nenhuma definição.

O pesquisador foi convidado a integrar o grupo de trabalho do Ministério da Saúde em decorrência de sua dissertação de mestrado, defendida na UnB em 2006. O estudo apontava a confusão de especialistas ao diferenciar o traço falciforme da anemia falciforme, bem como as conseqüências para quem integra o primeiro grupo, além do despreparo no aconselhamento genético, momento em que o paciente é informado sobre a presença do traço.

Questão deve receber atenção
Desde 2001 o teste do pezinho em bebês inclui um exame que, entre outras características, detecta o traço falciforme. Guedes notou, entretanto, que falta preparo por parte dos profissionais de saúde para lidar com a informação. “Existem implicações éticas e é preciso saber qual a melhor forma de passá-la”, afirma. O pesquisador chama a atenção para a necessidade de um atendimento individualizado, desempenhado por um profissional preparado. Nos Estados Unidos, quem atua em aconselhamento genético não é apenas médico, mas profissionais de saúde com formação multidisciplinar.

Conheça os órgãos que participaram do Consenso
- Hemocentro do Rio de Janeiro (HemoRio)
- Hemocentro de Pernambuco (Hemope)
- Hemocentro de Minas Gerais (Hemominas)
- Hemocentro da Bahia (Hemoba)
- Hemocentro do Ceará (Hemoce)
- Hospital Infantil Lucídio Portela (PI)
- Santa Casa de Misericórdia de Vitória
- Centro Infantil Boldrini (SP)
- Hospital Clementino Fraga Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro
- Hospital Geral da Lagoa
- Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro
- Federação Nacional das Associações de Doença Falciforme(Fenafal-BA)
- Associação dos Falcêmicos do Rio de Janeiro (Afarj)
- Associação Pró-Falcêmico (Aprofe – SP)
- Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro (Sesdec – RJ)
- Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES – DF)
- Secretaria Municipal de Saúde de Recife (SMS – PE)
- Secretaria Municipal de Saúde de Salvador (SMS – BA)
- Secretaria Municipal de Saúde de Uberlândia (SMS – MG)
- Universidade de Brasília (UnB)
- Universidade de Campinas (Unicamp)
- Universidade de Minas Gerais (UFMG)
- Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj)
- Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP)
- Ministério da Defesa
- Aeronáutica
- Ministério da Saúde
- Coordenação da Política de Sangue e Hemoderivados
- Programa Nacional de Triagem Neonatal
- Departamento de Ciência e Tecnologia

PERFIL
Cristiano Guedes é doutorando em Ciências da Saúde e mestre em Sociologia pela Universidade de Brasília (UnB], autor de pesquisas, artigos e capítulos de livro sobre o tema da genética e dos direitos humanos, contatos pelo e-mail

Veja o artigo o artigo do autor : Um caso de discriminação genética: o traço falciforme no Brasil

Fonte: UnB

Unesp desenvolve software de certificação de atributos digitais, o SignFlow

Assinatura eletrônica
Cientistas da computação da Faculdade de Ciências (FC) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Bauru (SP), desenvolveram um software de certificação de atributos digitais, o SignFlow, cuja função é oferecer maior segurança em processos e negociações on-line de diferentes naturezas.

O ineditismo da ferramenta, criada em parceria com Serasa e Microsoft, não está apenas em suas características inovadoras, mas também no fato de seu código-fonte estar disponível para download gratuito pela internet, o que permite que ele seja modificado por usuários e empresas de acordo com suas necessidades.

Além de poder ser usado para a realização de transações comerciais que demandam autenticação de assinaturas em documentos eletrônicos, o SignFlow consegue fazer a associação da assinatura digital de um indivíduo a determinado perfil, reunindo informações pessoais como endereço ou profissão.

“A aplicação básica do software está na garantia de transferência e autenticidade de qualquer tipo de arquivo digital entre dois endereços eletrônicos”, disse Eduardo Martins Morgado, coordenador do Laboratório de Tecnologia de Informação Aplicada (Ltia) da FC, onde o programa foi desenvolvido.

Para isso basta ter o software instalado no computador e selecionar os arquivos em que se deseja colocar a assinatura eletrônica. “Após inserir uma senha, o software gera versões assinadas dos mesmos documentos selecionados. Esse é um conceito de autenticação digital relativamente novo no Brasil que, aos poucos, vêm sendo adotado por empresas e órgãos de governo”, explicou o também professor do Departamento de Computação da Unesp.

O software, que roda em computadores com Windows, funciona em um ambiente virtual que atua como uma espécie de “biblioteca de contratos”, em que diferentes plataformas abrem várias possibilidades de aplicações, da liberação de um crédito por uma instituição financeira à gestão de funcionários em uma empresa.

“Por ter a característica conhecida como ‘atributos digitais’, o software consegue reconhecer os direitos que as pessoas têm dentro de um determinado contexto ou negociação. O software pode fazer uma associação com o chip do e-CPF, por exemplo, a versão eletrônica do documento que é vendida pela Serasa e pela Receita Federal. Com isso o perfil do usuário é rapidamente identificado, visando a uma maior segurança nas transações”, disse.

Os certificados de atributos digitais se caracterizam pelo reconhecimento da identidade de uma pessoa, física ou jurídica, por meio de algoritmos criptográficos agrupados em arquivos eletrônicos, autorizando ou não a realização de uma operação on-line.

No Brasil, o sistema de certificação digital é regulamentado pela Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP) e o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) credencia e supervisiona os processos associados às assinaturas digitais em documentos e arquivos de grandes instituições no país que utilizam o sistema.

O software SignFlow, que foi criado com base em conceitos de padrões abertos open XML, pode ser baixado em: www.codeplex.com/ACNet.

Fonte> Thiago Romero / Agência FAPESP

Debate: Integração e Conflito: o Papel da Comunicação nas Relações Latino-Americanas

O tema “Integração e Conflito: o Papel da Comunicação nas Relações Latino-Americanas” será debatido por Demétrio Magnoli e Maria Cristina Gobbi no dia 17 de junho, a partir das 14 horas, na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da Universidade de São Paulo (USP).

Realizado pelo Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina (Prolam) da USP, o evento integra a programação dos Seminários e Debates Prolam-USP 20 Anos.

Magnoli é sociólogo e doutor em Geografia Humana pela USP, membro do Grupo de Análises de Conjuntura Internacional (Gacint-USP), editor do Boletim Mundo e articulista da revista Época e do jornal O Estado de S. Paulo. É autor dos livros O que é geopolítica, Da guerra fria à detente, Mundo contemporâneo, Nova geografia e O novo mapa do mundo.

Formada em matemática e doutora em comunicação social, Maria Cristina Gobbi é professora titular da Universidade Metodista de São Paulo, diretora suplente da Cátedra Unesco de Comunicacão para o Desenvolvimento Regional e pós-doutora pelo Prolam-USP.

A mesa será coordenada pela professora Cremilda Medina, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP e vice-presidente do Prolam-USP.

Mais informações: www.usp.br/prolam/seminarios08.htm

Fonte: Agência FAPESP

Médico ensina a maneira correta de respirar

Quem respira mal prejudica o sistema respiratório, a estrutura óssea facial, pode apresentar irritação, ansiedade e até depressão.

Para conscientizar as pessoas sobre a importância de respirar da maneira correta e procurar tratamento para causas de obstrução nasal, o otorrino do Hospital Universitário de Brasília (HUB) Márcio Nakanishi faz palestra sobre o assunto nesta quinta-feira, 12 de junho, às 14h, no Ambulatório 2 do HUB (no prédio azul, de frente para a L3 Norte).

A iniciativa faz parte da campanha Respire pelo nariz e viva melhor, da Academia Brasileira de Rinologia, que promove atividades em todo o país nesta semana.

No site www.respirepelonariz.org.br é possível conhecer mais sobre os principais problemas do trato respiratório, como rinite alérgica, adenóide, desvio de septo, ronco e apnéia do sono. A entrada é gratuita.

Mais informações pelo telefone (61) 3448 5000, ramal 5394

Fonte: UnB

20º Congresso Internacional de Química Clínica e Medicina Laboratorial

20º Congresso Internacional de Química Clínica e Medicina Laboratorial, 35º Congresso Brasileiro de Análises Clínicas e 8º Congresso Brasileiro de Citologia Clínica

Dois ganhadores do Prêmio Nobel participarão, entre os dias 28 de setembro e 2 de outubro, em Fortaleza, do 20º Congresso Internacional de Química Clínica e Medicina Laboratorial (IFCC - Worldlab), do 35º Congresso Brasileiro de Análises Clínicas (CBAC - SBAC) e do 8º Congresso Brasileiro de Citologia Clínica (CBCC - SBCC).

Os eventos, que ocorrerão no Centro de Exposições Ceará, têm o objetivo de capacitar e atualizar profissionais ligados à área laboratorial como farmacêuticos-bioquímicos, biomédicos, médicos patologistas e outros correlatos. Serão apresentadas 53 palestras internacionais e nacionais, ministradas por especialistas internacionais e nacionais

O professor Aaron Ciechanover, do Centro de Pesquisas em Biologia Vascular e Tumores, de Haifa (Israel), vencedor do Prêmio Nobel de Química em 2004, com o trabalho “O sistema proteolítico da ubiquitina: mecanismos básicos e associações com doenças”, falará no dia 29 de setembro, às 9 horas.

O ganhador do Nobel de Química de 1982, cujo trabalho tem foco na área de biologia molecular, sir Aaron Klug, do Laboratório de Biologia Molecular de Cambridge (Inglaterra), apresentará palestra no dia 2 de outubro às 9 horas.

Os temas do 35º CBAC estão divididos por seis subáreas: Hematologia, Imunologia, Bioquímica, Microbiologia, Gestão Estratégica e da Qualidade, Biologia Molecular, Parasitologia e Especialidades Diversas.

Paralelamente aos congressos, cerca de 104 empresas apresentarão em uma área de exposição novidades do setor laboratorial.

Mais informações: www.fortaleza2008.org

Fonte: Agência FAPESP

COLÓQUIO 2010-2020 - um período promissor para o Brasil?


Evento discute ções e políticas públicas para o desenvolvimento do país

Embora o Brasil tenha obtido avanços expressivos em muitos campos na primeira década deste século, ainda há muitos obstáculos a superar para que as aspirações da sociedade sejam satisfeitas.

Mudanças estruturais são necessárias para assegurar o avanço do conhecimento, da inovação tecnológica, do crescimento econômico, da distribuição de renda e da preservação da natureza. Quais as ações prioritárias para favorecer essas mudanças? Quais as medidas a serem adotadas para tornar o período 2010-2020 mais promissor para todos?

Essas questões serão discutidas no colóquio "2010-2020: um Período Promissor para o Brasil?", nos dias 24 a 26 de junho, no Auditório FEA 5, Cidade Universitária, São Paulo. O encontro comemora os 60 anos de dedicação do físico José Goldemberg ao Brasil, sempre atuando em defesa da melhoria da qualidade de vida em diferentes aspectos da realidade do país.

Os temas do colóquio são ciência, tecnologia, energia, universidade e meio ambiente (leia a programação abaixo), que serão abordados do ponto de vista das implicações dessas áreas para o desenvolvimento brasileiro. As mesas de debate terão exposições de pesquisadores da USP e de outras universidades do país e do exterior, dirigentes e representantes governamentais, empresários e representantes de organizações não-governamentais.

O colóquio é uma realização da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Sociedade Brasileira de Física (SBF) e das seguintes unidades da USP: IEA, Escola Politécnica (EP), Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA), Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE) e Instituto de Física (IF).

PROGRAMAÇÃO

Dia 24
MÓDULO 1 — CIÊNCIA E DESENVOLVIMENTO
Organização: IF-USP, ABC e SBF
Responsáveis: Alejandro Szanto de Toledo (diretor do IF-USP) e Adolpho José Melfi (ABC; ex-reitor da USP)
9h — 9h15 ABERTURA
9h15 — 11h15 MESA: "CIÊNCIA E DESENVOLVIMENTO"
Expositores: Hernan Chaimovich (vice-presidente da ABC e vice-diretor do IEA-USP), Marco Antonio Raupp (presidente da SBPC), Marco Antonio Zago (presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico — CNPq), Eduardo Krieger (Fapesp e Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP) e Alaor Silvério Chaves (presidente da SBF)
Coordenador: Adolpho José Melfi (representante da ABC em São Paulo e ex-reitor da USP)
11h15 — 11h30 INTERVALO
11h30 — 12h COMENTÁRIOS DE JOSÉ GOLDEMBERG
12h — 12h30 DEBATES

MÓDULO 2 — ENERGIA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
Organização: IEE-USP e Grupo de Energia (Gepea) da EP-USP
Responsável: José Aquiles Baesso Grimoni (diretor do IEE-USP)
Coordenadores: José Aquiles Baesso Grimoni (diretor do IEE-USP)
e Luiz Cláudio Ribeiro Galvão (Gepea-EP-USP)
14h30 — 14h40 ABERTURA
14h40 — 15h50 MESA: "EFICIÊNCIA ENERGÉTICA"
Expositores: Frederico Augusto Varejão Marinho (Programa Nacional de Racionalização do Uso dos Derivados de Petróleo e Gás Natural — Conpet), Luiz Augusto Horta Nogueira (Universidade Federal de Itajubá) e Marco Antonio Saidel (EP-USP e Programa Permanente de Uso Eficiente de Energia Elétrica — Pure — da USP)
Coordenador: Ildo Luis Sauer (IEE-USP)
15h50 — 16h INTERVALO
16h — 17h10 MESA: "FONTES RENOVÁVEIS DE ENERGIA"
Expositor: Thomas Johansson (Universidade de Lund, Suécia), Laura Porto (Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia — Proinfa — do Ministério de Minas e Energia), e Eliane Fadigas (EP-USP)
Coordenadora: Suani Teixeira Coelho (IEE-USP)
17h10 — 17h40 COMENTÁRIOS DE JOSÉ GOLDEMBERG
17h40 — 18h DEBATES

Dia 25
MÓDULO 3 — UNIVERSIDADE E DESENVOLVIMENTO
Organização: FFLCH-USP e SBPC
Responsáveis: Gabriel Cohn (diretor FFLCH-USP) e Marco Antonio Raupp (presidente da SBPC) 9h — 9h15 ABERTURA
9h15 — 11h15 MESA: "UNIVERSIDADE E DESENVOLVIMENTO"
Expositores: Carlos Vogt (secretário do Ensino Superior do Estado de São Paulo), Eunice Durham (Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas — NUPPs — da USP), Carlos Guilherme Mota (FFLCH-USP, IEA-USP e Universidade Presbiteriana Mackenzie), Wanderley Messias da Costa (FFLCH-USP; coordenador de Comunicação Social da USP) e Glauco Arbix (FFLCH-USP e IEA-USP)
Coordenador: Gabriel Cohn (diretor da FFLCH-USP)
11h15 — 11h30 INTERVALO
11h30 — 12h COMENTÁRIOS DE JOSÉ GOLDEMBERG
12h — 12h30 DEBATES

MÓDULO 4 — TECNOLOGIA E DESENVOLVIMENTO
Organização: EP-USP
Responsável: Ivan Gilberto Sandoval Falleiros (diretor da EP-USP)
14h30 — 14h45 ABERTURA
14h45 — 16h45 MESA: "PLANEJAMENTO ELETROENERGÉTICO DO
SISTEMA INTERLIGADO NACIONAL E SEUS DESAFIOS"
Expositores: Antônio Ermírio de Moraes (presidente do Grupo Votorantim), José Carlos de Miranda Farias (Empresa de Pesquisa Energética — EPE), Volney Zanardi Jr. (Ministério do Meio Ambiente), Carlos Márcio Vieira Tahan (EP-USP), Mário Thadeu Leme de Barros (EP-USP) e José Galizia Tundisi (EESC-USP e Instituto Internacional de Ecologia)
Coordenador: Ivan Gilberto Sandoval Falleiros (diretor da EP-USP)
16h45 — 17h INTERVALO
17h — 17h30 COMENTÁRIOS DE JOSÉ GOLDEMBERG
17h30 — 18h DEBATES
Dia 26

MÓDULO 5 — MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO
Organização: IEA-USP
Responsável: Pedro Leite da Silva Dias (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas
— IAG — da USP e IEA-USP; diretor do Laboratório Nacional de Computação Científica — LNCC)
9h — 9h15 ABERTURA
9h15 — 11h15 MESA: "MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO DA AMAZÔNIA"
Expositores: Roberto Rodrigues (coordenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas — GV Agro), Luiz Gylvan Meira Filho (IEA-USP), Paulo Barreto (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia — Imazon) e Virgílio Viana (IEA-USP e Fundação Amazonas Sustentável) e Roberto Smeraldi (diretor da Amigos da Terra — Amazônia Brasileira)
Coordenador: Pedro Leite da Silva Dias (IAG-USP e IEA-USP; diretor do LNCC)
11h15 — 11h30 INTERVALO
11h30 — 12h COMENTÁRIOS DE JOSÉ GOLDEMBERG
12h — 12h30 DEBATES

MÓDULO 6 — 2010-2020: UM PERÍODO PROMISSOR PARA O BRASIL?
14h — 14h15 ABERTURA
14h15 — 16h45
DEBATE: "QUAIS AS INICIATIVAS E POLÍTICAS PÚBLICAS A SEREM IMPLANTADAS EM 2008 E 2009 PARA QUE O PERÍODO 2010-2020 SEJA MAIS PROMISSOR PARA O BRASIL?"
Debatedores: Alejandro Szanto de Toledo (diretor do IF-USP), Carlos Roberto Azzoni (diretor da FEA-USP), Celso Lafer (presidente da Fapesp; FD-USP) Cesar Ades (diretor do IEA-USP), Gabriel Cohn (diretor da FFLCH-USP), Ivan Gilberto Sandoval Falleiros (diretor da EP-USP), José Aquiles Grimoni (diretor do IEE-USP)
Coordenador: Jacques Marcovitch (FEA-USP; ex-reitor da USP)
16h45 — 17h COMENTÁRIOS DE JOSÉ GOLDEMBERG
17h — 18h COQUETEL

EVENTOS PÚBLICOS
JUNHO
• Dias 24 a 26 — COLÓQUIO "2010-2020: UM PERÍODO PROMISSOR PARA O BRASIL?"
HOMENAGEM A JOSÉ GOLDEMBERG
Local: Auditório FEA 5, Av. Prof. Luciano Gualberto, 908, Cidade Universitária, São Paulo (mapa)

AGOSTO
• Dia 8, 14h30 — ECONOMIA SOLIDÁRIA, UMA PROPOSTA PARA UM OUTRO MUNDO POSSÍVEL
Conferencista: Paul Singer (secretário nacional de Economia Solidária)
Local: Auditório Alberto Carvalho da Silva, sede do IEA-USP, Av. Prof. Luciano Gualberto, Trav. J, 374, térreo, Cidade Universitária, São Paulo (mapa)


SERVIÇO:
LOCAL
Auditório FEA 5, Av. Prof. Luciano Gualberto, 908, Cidade Universitária, São Paulo (mapa).
INTERNET - Transmissão ao vivo em www.iea.usp.br/aovivo.
INSCRIÇÕES Por meio de mensagem para o e-mail com a especificação do(s) módulo(s) que o interessado deseja acompanhar.
INFORMAÇÕES Com Inês Iwashita, telefone (11) 3091-1685.

Fonte: IEA - USP

Yuriko Baldin representa o Brasil junto à Comissão Internacional para a Instrução Matemática

Yuriko Baldin, professora do Departamento de Matemática da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), foi nomeada representante do Brasil na Comissão Internacional para a Instrução Matemática (ICMI) da União Matemática Internacional (IMU).

Com a nomeação, celebrada no dia 10, o país terá representante em âmbito internacional para defender os interesses sobre a pesquisa na área e na educação matemática.

O IMCI é constituído por países admitidos como membros do IMU quando demonstram evidências de possuir grupos relevantes de pesquisa em matemática e educação matemática.

O representante de cada país participa de uma assembléia geral – a próxima será realizada em julho, no México –, com objetivos de divulgar e fortalecer as pesquisas em todas as subáreas da matemática.

“Meu papel será representar os interesses do Brasil nessa assembléia e em outras atividades em que a pesquisa realizada no país é divulgada e compartilhada pela comunidade internacional de matemática e de educação matemática”, disse Yuriko.

A escolha é resultado da aprovação de indicação de seu nome pelo conselho diretor da Sociedade Brasileira de Matemática e outras comunidades científicas nacionais.

Durante a cerimônia também foi realizada assinatura do acordo de reciprocidade entre a Sociedade Brasileira de História da Matemática (SBHMat) e a Sociedade Brasileira de Matemática (SBM).

Fonte: Agência FAPESP

R$ 60 milhões para inovação tecnológica na área da saúde

Dos R$ 140 milhões que o governo federal destinará para pesquisa em saúde neste ano, pouco menos que a metade, cerca de R$ 60 milhões, será canalizada para investimentos em estudos sobre inovação tecnológica de equipamentos e materiais.

Segundo Suzanne Serruya, diretora do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde (MS), a área de equipamentos é um dos pontos-chave do Complexo Industrial da Saúde, previsto pelo PAC da Saúde e que está recebendo um suporte especial para pesquisa. "Nós temos um balança comercial negativa nesse setor de quase U$ 1 bilhão ao ano. Isso mostra que é necessário que o Brasil produza equipamentos dos mais simples aos mais complexos com autonomia para tornar o próprio SUS [Sistema Único de Saúde] sustentável", afirmou.

Além disso, ela destacou que, por envolver materiais e tecnologia de alto custo, as pesquisas em equipamentos exigem maior concentração de recursos do que outras, como, por exemplo, as que avaliam sistemas de atendimento.

De acordo com Eduardo Oliveira, coordenador geral de Economia da Saúde do MS, o mercado brasileiro de equipamentos e materiais de saúde, que inclui kits de soro, catéteres, tomógrafos, aparelhos ortopédicos e aparelhos de ecocardiograma, movimenta em torno de U$ 3,5 bilhões. Do total, cerca de 70% é absorvido pelo SUS, seja por meio de compras diretas do Ministério da Saúde, dos estados e municípios ou de reembolso de serviços prestados por estabelecimentos credenciados.

Segundo ele, a maioria dos produtos de alta tecnologia agregada usados nas unidades de saúde do País é importada. "Há um montante significativo de produtos fabricados no Brasil, mas são produtos simples e de baixo valor agregado, como kits de soro, agulhas e seringas. Por outro lado, nos produtos de altíssima tecnologia, como tomógrafos, aparelhos de ressonância magnética e ultra-som, aceleradores lineares para terapia de câncer, nós somos absolutamente dependentes", afirmou.

Oliveira salientou que, com a entrada de produtos chineses no mercado nacional, as importações vêm crescendo até em materiais de baixa tecnologia usados na saúde.

Na opinião do coordenador, ao investir na área de equipamentos médicos é possível mobilizar toda a cadeia científico-tecnológica, que inclui a formação de recursos humanos para laboratórios de avaliação de qualidade e para o desenvolvimento de pesquisa e desenvolvimento nas empresas, melhorando o patamar de qualidade e competitividade dos produtos fabricados no país.

"Induzindo produção local com qualidade, e não protegendo mercados pura e simplesmente, com base nas demandas tecnológicas do SUS, se consegue incentivar desenvolvimento tecnológico e de produção, aumentar renda e emprego e mobilizar toda a cadeia produtiva."

Ainda de acordo com ele, o desenvolvimento de equipamento nacional não irá gerar necessariamente economia para o poder público na área da saúde, mas garantir qualidade que nem sempre é alcançada com os produtos que vem de fora e melhorar o acesso e a resolutividade dos serviços prestados a população.

Fonte: ANPEI

Desenvolvidos protótipos de casas de bambu em Sergipe

Protótipos de casas de bambu em Sergipe atestam viabilidade dessa opção em políticas de habitação popular


O bambu vem ganhando espaço como matéria-prima para uma série de produtos, que vão de móveis e artesanato às fibras têxteis (veja notícias relacionadas no final da matéria). Mais recentemente, porém, uma iniciativa desenvolvida em Aracaju (SE) deu um passo significativo para inserir a planta no rol dos instrumentos palpáveis no caminho do desenvolvimento sustentável.

Mais que isso, torna o bambu agente da resolução de um problema sério no país. Segundo dados do IBGE, o déficit habitacional no Brasil atinge a casa dos 6 milhões de unidades, envolvendo uma população de 30 milhões, pessoas que vivem em habitações subnormais ou co-habitam em precárias condições de salubridade e higiene.

Esse desafio levou o arquiteto Ricardo Nunes a mergulhar na tarefa de desenvolver a pesquisa e aplicação de novos materiais e tecnologias baseadas nos recursos naturais e humanos de cada região. O entendimento a movê-lo foi o de que esse trabalho pode representar um incremento significativo para o equacionamento do déficit de moradia com qualidade, sustentabilidade econômica e ambiental.

O pontapé inicial da proposta aconteceu em 2004, quando ele elaborou, como objeto de pesquisa acadêmica para dissertação de Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente, uma construção experimental para o Centro de Educação Agroflorestal da Petrobras , na cidade sergipana de Carmópolis, a 64 Km da capital.

A edificação, com 255 m² de área, utilizou o bambu para elevação de toda a sua estrutura e confecção das paredes, construídas a partir de painéis pré-moldados de esteiras de bambu, rebocados com areia e cal. O espaço é usado para cursos e aulas de educação ambiental e capacitação de agricultores inseridos no projeto de agro-floresta, desenvolvido pela Petrobras naquele município.

”Sabíamos que os materiais e os métodos de construção utilizados no Centro poderiam representar grande impacto econômico na construção de casas e, para isso, precisaríamos testar em protótipos”, disse Ricardo Nunes.

No mesmo ano, 2004, ele fundou o Instituto de Desenvolvimento Comunitário Sustentável (Incomun), Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) com sede em Aracaju, que institucionalizou a proposta de pesquisar essas técnicas.

Apresentado o projeto à Prefeitura de Aracaju, dentro de um programa de RSE (Responsabilidade Social Empresarial), a parceria foi firmada em junho de 2007, também incluindo a Petrobras, com o objetivo de levar a termo dois protótipos de habitação popular.

As casas foram edificadas com 47 m² cada, e dividem-se, cada uma, em dois quartos, sala, cozinha, banheiro, área de serviço e varanda (confira fachada na foto ao lado). Localizadas no Parque da Sementeira, em Aracaju, encontram-se em processo de avaliação técnica de desempenho dos materiais e processos tecnológicos durante o ano de 2008, enquanto são utilizadas pela Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) em suas atividades administrativas.

Também como produto deste projeto, em breve estará sendo editado o “Manual de Construção de Habitação com Bambu”, acompanhado de um DVD para a capacitação de arquitetos para a elaboração de projetos, e mão-de-obra de carpinteiros e aprendizes para a execução das construções.

“Demonstramos que uma habitação social pode ser construída pela metade do preço de uma construção convencional; que a tecnologia é simples e pode ser apropriada facilmente por comunidades pobres e que a sustentabilidade, nesse caso, não é uma mera peça de marketing, mas uma prática de fato”, diz o arquiteto, registrando que as casa são “bonitas, duráveis e muito confortáveis” .

Fora a redução do custo construtivo pela metade – o que pode cair ainda mais, a depender da escala -, o uso do bambu em residências tem outros méritos em relação aos materiais convencionais. “Para a produção de dez mil blocos cerâmicos, é queimado um caminhão de lenha”, diz Ricardo. “Com o bambu, ao invés de emitirmos CO2 para a atmosfera, o carbono é seqüestrado pela planta e fixado na construção, reduzindo poluição e efeito estufa”.

O uso do material ainda não foi contemplado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), lacuna que, no entanto, não desanima o arquiteto. “A questão da normatização pela ABNT é apenas uma formalidade institucional para que casas de bambu possam ser financiadas pelas agências oficiais”, diz ele.

E completa: “mesmo sem normatização, elas podem ser legalmente construídas por iniciativa das próprias comunidades, com apoio de governos e ONG’s. Os protótipos construídos dentro do rigor do método científico onde todos os procedimentos técnicos foram registrados para futuras repetições é suficiente para a criação de um programa de construção em série”.

Outro estudo no sentido de valorizar o bambu contra o déficit habitacional está em curso no Rio de Janeiro, por intermédio do Sebrae na cidade de Três Rios, conforme AmbienteBrasil mostrou na reportagem: “Casa ecológica” com bambu e raspas de pneus pode ser aprovada pelo Sistema Financeiro de Habitação, de setembro passado. (ambiente brasil)

Fonte: Cidade Sustentável