terça-feira, 10 de junho de 2008

Água é um bem mais precioso que petróleo

Pesquisador da USP considera água bem mais preciosa que petróleo
O pesquisador Tércio Ambrizzi do Departamento de Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP) defendeu, no último dia 6, que a água é, atualmente, um bem mais precioso do que o petróleo. “Por mais que o Brasil seja abençoado, a água também é uma commoditie. E se a água acabar, nós morreremos, se o petróleo acabar, nós ainda teremos outras fontes de energia”, salientou Ambrizzi durante a sua apresentação no 5º Congresso ABIPTI, realizado em Campina Grande (PB).

Já o pesquisador do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Carlos André Mendes, ressaltou que a hidrologia do Nordeste ao Sul do país é a mesma, o que muda é a forma como se administra os recursos hídricos. “O problema é pensar política de recursos hídricos adequados e incrementar as linhas de pensamento para cada região”, defendeu.

Segundo Mendes, a questão da água deve ser considerada como política pública. Ele salientou que é preciso pensar no processo de gestão dos recursos hídricos e avaliar não só se a água está poluída ou se tem problemas, mas sim, estudar como se gerenciar todo o processo de destinação dos recursos hídricos. “Há um conjunto de interesses. A agricultura precisa de água, por exemplo, e esse assunto acaba sendo mal resolvido. Ganha quem tem o lobby mais forte”, observou.

Clima
O debate surgiu a partir da palestra Mudanças Climáticas: Desafios e Rumos das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Políticas Públicas, proferida pelo professor Ambrizzi e comentada por Mendes durante o encontro realizado em Campina Grande. Ambrizzi destacou ainda que quando se trata de mudanças climáticas é preciso fazer uma distinção entre o que há de dados concretos e os cenários que são montados. “Cenário não é prognóstico, é uma previsão. Significa que se você adotar certas medidas aquilo pode acontecer. É diferente de previsão do clima”, ressaltou.

Para Ambrizzi, os cenários previstos de aumento de temperaturas não devem ser tomados como certezas e devem ser vistos criticamente. Os aumentos previstos de temperatura de 4°C até 2100, por exemplo, podem ser diferentes em cada região do mundo. Em alguns locais, como explicou o pesquisador, o aumento pode chegar a 8° C, em outros, a 1° C.

Em sua avaliação, a devastação ao meio ambiente e o aumento da expectativa de vida da população são fatores que estão contribuindo para as mudanças do clima. Se o nível de desmatamento se mantiver constante e crescente, as conseqüências no futuro serão mais sérias, em sua opinião.

Dados
O pesquisador salientou que alguns dados já mostram o que as mudanças no clima são capazes de fazer. Ele citou que, em 2005, a Amazônia sofreu com a maior seca dos últimos 100 anos e que em 2004 o Brasil teve o seu primeiro furacão, o Catarina. “O número de ciclones no Brasil não tem aumentado, mas tem havido ciclones muito mais intensos no hemisfério Sul”, alertou.

Outro dado apresentado foi em relação às temperaturas mínimas do dia. Ambrizzi observou que as temperaturas mínimas estão cada vez mais quentes e que há uma diminuição sistemática dos dias mais frios, nos últimos 30 anos. “Temos que nos adaptar ao novo clima, é nossa responsabilidade. Temos ainda que nos prevenir para que haja também desenvolvimento econômico.”

O pesquisador sugeriu que sejam adotadas políticas públicas de incentivo para o desenvolvimento sustentável, a continuidade dos estudos sobre o clima e a construção de uma melhor rede de informações meteorológica e hidrológica.

Fonte: Tatiana Fiuza / Gestão CT

Lançada a primeira base de dados brasileira de propriedades farmacocinéticas

No encalço das moléculas
Os pesquisadores que se dedicam à descoberta e desenvolvimento de novos fármacos acabam de ganhar um importante aliado: foi lançada a primeira base de dados brasileira de propriedades farmacocinéticas.

A base de dados, que contém informações sobre propriedades farmacocinéticas e físico-químicas de mais de 1,3 mil fármacos, foi inteiramente criada por pesquisadores do Laboratório de Química Medicinal e Computacional (LQMC) do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da Universidade de São Paulo (USP).

O LQMC faz parte do Centro de Biotecnologia Molecular Estrutural (CBME), um dos 11 Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) da FAPESP.

De acordo com o coordenador do LQMC, Adriano Andricopulo, o termo “farmacocinética” se refere ao caminho que um medicamento faz no organismo, englobando processos de absorção, distribuição, metabolismo e excreção (ADME).

“O cientista que trabalha no projeto de um novo fármaco precisa estudar essas propriedades, mas encontra grande dificuldade, pois há pouca disponibilidade de dados padronizados. Essa base de dados, inédita na América Latina, tem poucas similares no mundo e nenhuma delas tem acesso aberto e gratuito”, disse Andricopulo.

As informações sobre os 1,3 mil fármacos disponíveis na base, batizada de PK/DB (de Database for Pharmacokinetic Properties), incluem mais de 3,2 mil medidas de propriedades farmacocinéticas, entre as quais absorção intestinal, biodisponibilidade oral, ligação às proteínas plasmáticas, metabolismo mediado pelo citocromo P450, volume de distribuição, tempo de meia-vida e permeabilidade da barreira hemato-encefálica.

Segundo Andricopulo, que também é diretor da Divisão de Química Medicinal da Sociedade Brasileira de Química (SBQ), foram necessários cinco anos de trabalho para reunir e padronizar informações detalhadas sobre uma quantidade tão grande de compostos.

“O resultado é uma base bastante robusta, que permite estudar propriedades de moléculas com grande diversidade química. Com isso, os pesquisadores podem planejar mudanças estruturais na molécula e observar como elas vão afetar as propriedades”, disse.

Predição de propriedades
Andricopulo explica que a farmacodinâmica, isto é, o estudo sobre como os fármacos interagem com seu receptor-alvo para exercer sua ação farmacológica, tem sido muito valorizada. Mas sem conhecer as propriedades farmacocinéticas não se pode compreender como o fármaco poderá chegar a seu alvo.

“Para que um fármaco seja administrado por via oral – que é um objetivo fundamental para a indústria farmacêutica – a fase farmacocinética precisa ser profundamente estudada. Eventualmente, uma molécula pode ter excelentes características famacodinâmicas, mas pode não ser solúvel em água, por exemplo, o que inviabilizaria um projeto de medicamento com administração oral”, explicou.

Outra característica importante da base PK/DB é que ela conta com um novo sistema integrado de predição de propriedades, que se baseia em modelos desenvolvidos pelo grupo do LQMC com uma nova tecnologia de fragmentos moleculares especializados.

“Pelo sistema, o pesquisador pode enviar a molécula nova que desenvolveu e nós enviamos a predição das propriedades. Nenhuma base de dados do mundo disponibiliza esse serviço gratuitamente, de forma rápida e eficaz”, disse o pesquisador.

Segundo ele, os modelos inovadores incluem a predição de propriedades de absorção intestinal, ligação às proteínas plasmáticas, permeabilidade da barreira hemato-encefálica, solubilidade em água e biodisponibilidade oral.

Desenvolvido com auxílio da FAPESP no doutorado de Tiago Moda, um dos alunos de Andricopulo no LQMC, o modelo de biodisponibilidade oral teve repercussão internacional. Ele foi descrito em artigo na revista Bioorganic & Medicinal Chemistry e foi destaque, em nono lugar, na lista dos 25 melhores artigos da revista em 2007.

“A biodisponibilidade oral humana se refere à fração do fármaco administrado que chega de fato à via sistêmica, isto é, à corrente sangüínea do paciente, onde poderá encontrar seu receptor-alvo e exercer o efeito terapêutico. Por exemplo, no caso do medicamento de maior sucesso de vendas da história - US$ 12,68 bilhões somente em 2007 -, o redutor de colesterol Lípitor, a biodisponibilidade é de 14%. Por isso, é fundamental ter acesso a esses dados na hora de desenvolver um novo medicamento com propriedades otimizadas”, disse.

De acordo com Andricopulo, a base de dados permite também que o pesquisador faça uma busca por um fragmento de uma molécula, caso trabalhe com uma molécula que não esteja disponível. “É possível encontrar uma imensa quantidade de moléculas. Mas também se pode encontrar, por meio de um fragmento, as propriedades farmacocinéticas aplicáveis ao caso estudado”, destacou.

Mais informações pelo site: www.pkdb.ifsc.usp.br

Fonte: Fábio de Castro / Agência FAPESP

MCT institui comitê consultivo para a área de nanotecnologia

Foi publicada, na edição do dia 29 de maio do Diário Oficial da União, uma portaria do MCT que institui o Comitê Consultivo para a área de nanotecnologia. A instância terá como objetivo assessorar o ministério sobre os macro-objetivos a serem alcançados, indicar as diretrizes a serem adotadas no apoio a projetos e avaliar a alocação de recursos.

O grupo será coordenado pelo secretário de Políticas e Programas de Desenvolvimento do MCT, Luiz Antônio Barreto de Castro, e contará com a participação dos seguintes membros: José Roberto Drugowich de Felício, do CNPq; Gilberto Hauagen Soares, da Finep; Carlos Alberto Achete, do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro); Celso Pinto de Melo, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); Nelson Eduardo Duran Caballero, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); e Jairton Dupont, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

A Coordenação-Geral de Micro e Nanotecnologias atuará como secretaria executiva do comitê.

A íntegra da portaria está disponível neste link.

Fonte: Gestão CT

Abertura do setor bancário ao capital estrangeiro nos anos 1990: os objetivos e o discurso do governo e dos banqueiros

Discursos e contradições
Ao contrário do que se pregava na década de 1990, a abertura do setor bancário ao capital estrangeiro não aumentou a concorrência, não ampliou e nem barateou a oferta de crédito no país. Essa é uma das conclusões de uma pesquisa publicada na revista Nova Economia.

O objetivo do estudo foi analisar o discurso adotado pelo governo federal e por banqueiros por ocasião da abertura e avaliar suas contradições com as estratégias de fato seguidas.

De acordo com Carlos Eduardo Carvalho, professor do Departamento de Economia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e um dos autores da pesquisa, o trabalho aponta que os grupos estrangeiros queriam entrar no mercado brasileiro para obter os mesmos lucros altos dos bancos brasileiros e prometiam “mudanças e inovações”, sem explicar do que se tratava.

“No caso do governo o discurso falava em eficiência, mas o objetivo era equacionar os efeitos da crise de 1994 e 1995, com a absorção dos bancos quebrados, e viabilizar a privatização dos bancos estaduais”, disse Carvalho.

“A partir de 1998, a entrada de recursos externos para combater a crise cambial se tornou um motivo a mais para o interesse do governo na entrada de recursos externos por parte dos bancos estrangeiros, argumento que também não estava no discurso oficial”, afirmou Carvalho. O outro autor do estudo é Carlos Augusto Vidotto, professor da Faculdade de Economia da Universidade Federal Fluminense.

Segundo o estudo, a defesa da abertura pelo governo escondia o interesse de favorecer a estabilidade do setor bancário e da economia. Já o capital privado estrangeiro procurou explorar o mercado bancário brasileiro sob condições preexistentes, sem alterá-las.

Os autores concluem também que a aquisição de instituições nacionais privadas de grande e médio porte frustrou o governo, cujo objetivo era condicionar a entrada dos bancos estrangeiros à aquisição de bancos estaduais federalizados.

Os argumentos para a abertura, segundo Carvalho, giravam em torno da maior base de capital e superioridade operacional e competitiva do capital estrangeiro, “com os custos mais baixos sendo repassados aos tomadores de crédito e usuários de serviços bancários”.

A hipótese estava baseada na premissa, de acordo com Carvalho, de que o setor bancário seria semelhante a um modelo de concorrência perfeita, em que custos mais baixos seriam repassados aos tomadores de crédito e usuários.

“Mas ele, no entanto, opera como um típico setor oligopolizado, em que os bancos mais fortes conseguem direcionar a concorrência para formas e mecanismos que preservem margens elevadas para todos. A concorrência existe, e é feroz, mas dificilmente se dará pela prática de preços mais baixos para os tomadores de crédito e usuários. No caso brasileiro, os estrangeiros optaram por se adaptar às formas de concorrência predominantes e se ‘abrasileiraram’”, destacou.

Pouca mudança na liderança
Do lado do governo, além das declarações públicas, o estudo analisou o documento que explica as motivações para a abertura do setor bancário: a Exposição de Motivos nº 311 (EM-311), de 1995, em que o ministro da Fazenda propõe ao presidente da República que utilize as prerrogativas constitucionais “para reconhecer como de interesse do governo brasileiro a participação ou o aumento do percentual de participação de pessoas físicas ou jurídicas, residentes ou domiciliadas no exterior, no capital de instituições financeiras nacionais”.

De acordo com Carvalho, a EM-311 não pode ser considerada um marco regulatório, mas apenas uma justificativa para as decisões que o presidente da República já podia adotar, segundo a legislação vigente.

“Desde a aprovação da Constituição de 1988, prevaleceu a orientação de não definir um marco regulatório claro para o setor bancário. Não se regulamentou a artigo 192 e, por fim, decidiu-se retirar do seu conteúdo tudo que não fosse a definição genérica, decisão esta tomada no Congresso no início do primeiro mandato de Lula. Assim, não há contrapartidas definidas para o ingresso dos estrangeiros”, afirmou Carvalho, salientando que a orientação do Banco Central foi de induzi-los a adquirir os bancos quebrados e os estaduais federalizados.

Segundo o professor da PUC-SP, o momento da edição da EM-311 era bastante delicado. Semanas antes, no início de agosto, o governo decidira liquidar o Banco Econômico, o primeiro dos grandes bancos privados a quebrar depois do Plano Real.

“A liquidação do Econômico vinha sendo postergada por meses, provavelmente pelo risco de deterioração das expectativas sobre a economia brasileira em meio às ondas de choque deflagradas pela crise mexicana de dezembro do ano anterior. É possível afirmar que todo o discurso sobre a situação do setor bancário brasileiro estivera encobrindo o receio de fragilização generalizada do sistema, processo em curso na Argentina e no México naquele momento”, disse.

Já em relação à proposta da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) de limitar em 30% a participação estrangeira, o governo nunca se manifestou publicamente, mas, na prática, segundo o estudo, o limite acabou sendo observado.

Para analisar o discurso dos banqueiros, a pesquisa utilizou quatro entrevistas realizadas no curso da pesquisa “Desnacionalização do setor bancário e financiamento da empresa nacional”, publicada como texto de discussão pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em 2002.

Foram selecionados dois diretores e dois gerentes regionais. Os participantes foram informados sobre o assunto e não sabiam quem eram os outros entrevistados. Três deles pediram sigilo completo, inclusive em relação ao nome dos bancos em que trabalham.

O estudo destaca, nas entrevistas, que os bancos estrangeiros pretendiam atuar no mercado brasileiro para explorá-lo como ele era. Estava ausente, portanto, o propósito de contestar as formas de concorrência vigentes. “Ficou claro em todas as entrevistas que a disputa por meio de preço, no crédito ou em serviços, não seria a principal forma de concorrência dos estrangeiros”, disse Carvalho.

A presença dos bancos estrangeiros pouco mudou o setor bancário brasileiro no que se refere a preço de serviços, custo do crédito e facilidade de acesso. Segundo o pesquisador, a entrada dos estrangeiros acirrou a concorrência no setor bancário e impulsionou os bancos brasileiros a melhorar seu desempenho, para manter seus lucros e preservar a participação no mercado, mas isso não se deu pela melhoria de preços.

“O acesso se ampliou, com significativa expansão do crédito, mas isso foi impulsionado pelo quadro econômico favorável, pela queda dos juros e por medidas governamentais específicas. Esse processo ocorreria mesmo sem os estrangeiros”, salientou.

Outro ponto salientado é que a entrada dos estrangeiros não impediu que fosse preservado o predomínio do capital brasileiro no sistema financeiro nacional. Os bancos locais não só resistiram como ainda recuperaram participação relativa, nos anos mais recentes.

“Esse resultado não se dissocia da presença estatal nesses mercados, atuando tanto sob lógica comercial como orientado ao fomento de crédito. Essa predominância contrasta com a experiência de outros países da América Latina, que têm seus espaços de negócios financeiros ocupados pelo capital estrangeiro”, disse Carvalho.

Para ler o artigo Abertura do setor bancário ao capital estrangeiro nos anos 1990: os objetivos e o discurso do governo e dos banqueiros, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.

Fonte: Alex Sander Alcântara /Agência FAPESP

CTBE - Centro de Tecnologia do Bioetanol busca profissionais

O Centro de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) abriu processo de seleção para profissionais de diversas áreas.

Os classificados participarão do desenvolvimento da unidade de pesquisa que será instalada dentro do campus do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), em Campinas (SP).

Gerido pela Associação Brasileira de Tecnologia de Luz Síncrotron (ABTLuS), o CTBE realizará pesquisas na área de mecanização de baixo impacto, de modo a preservar o solo e reduzir custos no plantio e na colheita, e sobre hidrólise enzimática, tecnologia ainda não comercial que, estudada em vários países, é utilizada para produção de etanol a partir de bagaço e palha de cana-de-açúcar.

No Brasil, as fontes de matéria-prima de celulose são os resíduos da produção de cana-de-açúcar: a palha, que fica no campo após a colheita, e o bagaço da cana, resultante do processo convencional de produção de açúcar e etanol nas usinas. A hidrólise enzimática consiste em extrair moléculas de açúcar da celulose para convertê-las em etanol.

O centro busca, nesse contexto, profissionais nas áreas de engenharia mecânica e engenharia de processo para participar de pesquisas na unidade piloto de processamento de bagaço de cana-de-açúcar em etanol. Está à procura ainda de engenheiros agrícola e mecânico para participar dos projetos de mecanização de baixo impacto.

Para a realização de serviços de gestão e gerenciamento de processos e de implantação dos projetos, o centro selecionará gerente de projetos e, para assessorar e apoiar outras áreas e profissionais, contratará também secretária executiva e analista de sistemas.

Fonte: Agência FAPESP

CNI sugere que governo crie “Iniciativa da Inovação”

O vice-presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Rodrigo da Rocha Loures, fez uma proposta no dia 5, em Brasília (DF), durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) da Presidência da República, para que o governo crie a Iniciativa Nacional de Inovação.

A proposta é popularizar a inovação no país, segundo consta em notícia divulgada pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), que é presidida por Loures. “A inovação deve perpassar toda a sociedade para tornarmos o Brasil competitivo. O presidente Lula poderia assumir o papel de porta-voz para popularizar o conceito de inovação, que deve ser compreendido e valorizado pelos brasileiros”, sugeriu Loures durante reunião do conselho.

Para o vice-presidente, a idéia é criar um movimento inspirado em projetos de países do primeiro para fazer com que o processo inovativo seja absorvido por toda a sociedade.

Durante a reunião, Loures ainda defendeu o apoio aos bens intangíveis das empresas a partir da nova Política de Desenvolvimento Produtivo, do governo federal. “As agências de fomento devem desenvolver métricas adequadas para garantir programas de apoio significativos às inovações de gestão e à produtividade sistêmica,” disse, em notícia divulgada pela Fiep.

Ele ainda afirmou que as metas da nova política são ambiciosas e alcançáveis. Em sua avaliação, o que precisa é de um monitoramente freqüente para que elas sejam cumpridas.

CDES
A reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social discutiu a nova PDP, que foi apresentada pelos ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, e pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho.

O CDES foi criado em maio de 2003, com o objetivo de cumprir o papel de articulador entre governo e sociedade, para viabilização do processo de diálogo social para o desenvolvimento. O conselho é composto por 102 pessoas, entre elas, Rodrigo Loures.

Informações complementares sobre o CDES podem ser obtidas no site www.cdes.gov.br.

Fonte: Gestão CT

Ministério da Saúde lança segunda chamada para apoio a eventos

O Ministério da Saúde está recebendo projetos de eventos científicos em saúde até o dia 31 de julho, por meio da 2ª Chamada Pública de Apoio a Eventos Científicos em Saúde – 2008. A proposta é investir R$ 1 milhão no apoio mínimo de 20 iniciativas.

Serão apoiados eventos com data prevista para serem realizados de outubro de 2008 a março de 2009. O ministério vai avaliar, entre outros pontos, a relevância do evento para o Sistema Único de Saúde (SUS) e o impacto nas políticas públicas de saúde.

Podem participar da seleção instituições, associações ou sociedades científicas sem fins lucrativos e brasileiras. Os interessados devem preencher um formulário que estará disponível no site www.saude.gov.br. A íntegra da chamada pode ser acessada neste link.

Fonte: Gestão CT

CNPq divulga resultado de bolsas especiais e de agronegócio

O CNPq divulgou, na semana passada, os resultados do edital Bolsas Especiais, referentes ao Cronograma 1, do calendário de 2008, e do edital nº 07/2008 para Apoio a Projetos de Geração e Disponibilização de Tecnologias para a Agricultura Familiar de Base Ecológica, Comunidades Tradicionais e Povos Indígenas.

Para a chamada de bolsas especiais serão concedidas, em projetos a serem desenvolvidos no país, bolsas nas seguintes modalidades: Pesquisador Visitante (PV), Pós-Doutorado Empresarial (PDI), Doutorado Sanduíche (SWP), Doutorado-Sanduíche Empresarial (SWI), Pós-Doutorado Júnior (PDJ) e Pós-Doutorado Sênior (PDS).

Também foram contemplados com bolsas pesquisadores que exercerão suas atividades no exterior. Nesses casos, as bolsas serão as seguintes: Doutorado Sanduíche (SWE), Estágio Sênior (ESN) e Pós-Doutorado (PDE). A lista com o nome dos pesquisadores contemplados em cada uma das modalidades está disponível neste link.

Agronegócio
Foram selecionados 53 projetos por meio do edital nº 07/2008 para Apoio a Projetos de Geração e Disponibilização de Tecnologias para a Agricultura Familiar de Base Ecológica, Comunidades Tradicionais e Povos Indígenas.

Dos projetos contemplados, dois são da região Norte, oito do Centro-Oeste, dez do Sudeste, 15 do Sul e 18 do Nordeste. Três instituições associadas à ABIPTI tiveram projetos selecionados. São elas: Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária (Ipa), Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) e Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). A lista com o nome dos pesquisadores contemplados está disponível neste link.

Fonte: Gestão CT

Seminário Anglo-Brasileiro em Design e Inovação: Agregando valor na Cadeia Produtiva

A Feevale é uma das organizadoras do Seminário Anglo-Brasileiro em Design e Inovação: "Agregando valor à Cadeia Produtiva". O evento acontecerá no dia 24 de junho, das 8h às 18h30min, no Campus II (Novo Hamburgo). Ele contará com especialistas e autoridades do Brasil e da Inglaterra, que é considerado hoje um dos principais e mais inovadores centros de criação mundial.

O seminário é destinado a executivos da indústria, acadêmicos e agências de criação e marketing. A posição do país e os rumos da indústria brasileira no contexto globalizado, também serão debatidos em mesa redonda.

O evento conta com a parceria da Britcham, Ukti, Think London, ACINH/CB/EV e Fenac. Entre os apoiadores estão, ainda, o CIC (Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves), Sindmóveis, ApDesign (Associação dos Profissionais em Design do Rio Grande do Sul), RGD (Rede Gaúcha de Design), Colorgraf e UCS.

Mais informações e inscrições pelo site: www.feevale.br/seminariodesign ou pelo telefone:(51) 3586-8822.

Fonte: Feevale

Começa amanhã a Olimpíada do Conhecimento

A Olimpíada do Conhecimento, uma iniciativa coordenada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), terá início na próxima quarta-feira (11). As provas serão realizadas nos três Estados da região Sul do país: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Segundo informações do Senai, que é uma instituição associada à ABIPTI, 185 alunos estão na disputa para as provas de 15 ocupações profissionais em Santa Catarina. As primeiras provas serão realizadas de 11 a 14 de junho, em Blumenau (SC). Já no Rio Grande do Sul, as provas estão marcadas para 24 a 27 de julho, em Porto Alegre (RS). No Estado, 207 estudantes de 20 ocupações vão participar da seleção.

A cidade de Curitiba vai ser o local das provas no Paraná. Os testes estão marcados para os dias 13 a 16 de agosto. Mais de 180 alunos do Senai vão participar da etapa para 14 ocupações industriais.

De acordo com o gerente de Olimpíadas e Concursos do Senai, José Luis Gonçalves Leitão, serão quatro dias de provas em cada Estado, separadas em três fases. São elas: planejamento, execução e produto. Os participantes dessa etapa nacional foram selecionados em torneios estaduais.

Para mais informações, acesse o site: www.senai.br/olimpiada.

Fonte: Gestão CT

Cultura da inovação é ressaltada, em Goiás, durante lançamento do prêmio Finep

A Finep realizou, no último dia 4, o lançamento da etapa regional do Prêmio Finep de Inovação do Centro-Oeste, em Goiânia (GO). Durante o evento, a proposta de se ampliar a cultura da inovação nas empresas foi um dos pontos de destaque. “O Centro-Oeste está despertando para a inovação. Os negócios não sobreviverão se ficarem fechados às novas tecnologias e à inovação”, disse Heribaldo Egídio, presidente da Rede Metrológica de Goiás, durante o encontro.

Segundo informações da financiadora, uma das tônicas do evento foi a necessidade de se despertar e investir em inovação para desenvolver o grande potencial econômico da região. “Precisamos abrir os mercados e as cabeças para que as empresas participem mais ativamente da formação de uma cultura da inovação”, afirmou Ivan da Glória Teixeira, da Federação das Indústrias do Estado de Goiás, em notícia divulgada pela Finep.

Concurso
A financiadora já fez o lançamento da premiação em todas as regiões do país. Os interessados em participar têm até o dia 28 de agosto para se inscrevem. A inscrição é gratuita e pode ser feita neste link.

Uma das novidades do concurso deste ano é que haverá premiações em dinheiro para os vencedores. Os primeiros colocados receberão linhas de crédito de financiamento de até R$ 10 milhões. Para mais informações, acesse o site www.finep.gov.br/premio.

Fonte: Gestão CT

R$ 160 milhões do Proinfra para infra-estrutura de pesquisa

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) divulgou a relação de cerca de 100 propostas de apoio financeiro à execução de projetos institucionais de implantação, modernização e recuperação de infra-estrutura física em instituições públicas de ensino superior e de pesquisa, e em instituições privadas sem fins lucrativos.

Essas instituições receberão recursos de R$ 160 milhões previstos na chamada pública MCT/Finep/CT-Infra – Proinfra 01/2007, lançada no fim do ano passado. O apoio financeiro deriva do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT/CT-Infra).

Segundo a Finep, os financiamentos são não-reembolsáveis, ou seja, não precisarão ser pagos. As propostas selecionadas entram agora em fase de análise financeira. A previsão é que os financiamentos sejam liberados até a segunda quinzena de julho.

Do total de instituições que receberão os recursos, quase 50% estão localizadas na Região Sudeste. O prazo de execução dos projetos aprovados é de 36 meses.

“De acordo com a chamada pública, cerca de 30% dos recursos devem ser destinados às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, como previsto no edital”, disse Ricardo Rosa, chefe do Departamento de Fomento, Análise e Acompanhamento de Infraestrutura das Universidades da Finep.

Instituições como a Universidade Federal de Pernambuco e a Universidade Federal do Pará estão entre as que foram contempladas com os maiores investimentos, cerca de R$ 4 milhões, para melhorias em laboratórios e pesquisa científica.

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul obteve o maior valor, pouco mais de R$ 5,3 milhões, que serão aplicados em oito subprojetos, que envolvem o desenvolvimento tecnológico e de infra-estrutura em áreas como biociências, agroenergia e clima.

Para ver a lista de projetos selecionados, clique aqui.

Fone: Agência FAPESP

1º Seminário Open Innovation

Especialistas vão discutir processo de inovação aberta

No dia 16 de junho, especialistas de todo país reúnem-se para discutir as novas práticas de empresas que realizam projetos de inovação. O primeiro seminário sobre Open Innovation (Inovação Aberta) será realizado em São Paulo (SP). As inscrições estão abertas até o dia 15 de junho.

Segundo informações da Finep, o representante da Allagi Consultoria, Bruno Rondani, destacou que se o Brasil pretende competir mundialmente pela inovação, é preciso articular melhor todos os agentes de inovação do país. Segundo Rondani, o seminário “Inovação Aberta” é um caminho para isso. De acordo com ele, ações isoladas, cada vez mais, tendem a ter impactos reduzidos. O modelo de Open Innovation é adotado em outros países por empresas voltadas para a área de informática como a IBM, Dell, Intel, HP e Microsoft.

A programação do evento visa contemplar os principais aspectos teóricos e práticos da inovação aberta, tanto em termos conceituais como em sua utilização por empresas brasileiras.

Para isso, o seminário será aberto com uma palestra de Henry Chesbrough, professor da Universidade da Califórnia e autor de Open Business Models e Open Innovation, livros que se tornaram referência mundial no assunto. Chesbrough cunhou a expressão open innovation para definir a prática das empresas que realizam projetos de inovação de produtos, processos ou serviços em conjunto com outras empresas e instituições de pesquisa.

O seminário contará com três mesas de debates. A primeira com participação de representantes de empresas de caráter inovador como a Natura, a Empresa Brasileira de Aeronáutica. (Embraer), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a IBM e o laboratório farmacêutico Cristália.

A segunda mesa contará com especialistas de agências de inovação e institutos de pesquisa como a Finep, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), a Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras de São Paulo (Anpei), que é uma entidade associada à ABIPTI, e a Universidade de São Paulo (USP).

A terceira mesa avaliará oportunidades de empreendedorismo a serem criadas por meio dessa nova visão, com debatedores da Fundação Getúlio Vargas (FGV), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), da Universidade de São Paulo (USP), da Omnisys Engenharia e da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec).

Veja a programação completa do seminário:
www.openinnovationseminar.com.br/

Fonte: Gestão CT

ABIPTI firma parceria com a ABNT

A ABIPTI firmou, no último dia 5, uma parceria com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). O convênio prevê ações de informação e comunicação na incorporação das demandas vinculadas ao desenvolvimento de inovações tecnológicas no âmbito das áreas de atuação das duas entidades, tanto no que diz respeito à realização de cursos, como na difusão e disseminação ao uso das normas técnicas.

O documento foi assinado durante os trabalhos do 5º Congresso ABIPTI, que aconteceu em Campina Grande (PB). A partir de agora, as duas instituições vão definir os critérios para a avaliação da parceria e identificar oportunidades de novos projetos e ações a serem conduzidas.

O convênio terá um prazo de um ano e a expectativa é que as primeiras ações sejam definidas nos próximos meses. Para mais informações sobre a ABNT, que é uma instituição associada à ABIPTI, acesse o site www.abnt.org.br.

Fonte: Gestão CT

UFCG foi pioneira na interiorização

Professor lembra que UFCG foi pioneira na interiorização
O professor Márcio Caniello, da Secretaria de Projetos Estratégicos da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) lembrou, na última sexta (6), em Campina Grande (PB), durante as atividades do Congresso ABIPTI 2008, que a UFCG foi pioneira na interiorização do ensino superior no Brasil. Caniello, que participou da mesa-redonda “Interiorização, Popularização de Ciência,Tecnologia & Inovação e Responsabilidade Social”, destacou o importante papel de Lynaldo Cavalcanti, frente à universidade. “O professor Lynaldo sempre falava na interiorização e a promoveu”, disse Caniello.

O professor citou alguns trechos do Relatório de Gestão da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) do reitorado de Lynaldo Cavalcanti (1976-1980). “Durante toda a gestão, não tivemos a pretensão de chegar a um modelo pronto e acabado de universidade. Sabíamos da necessidade de se gerar um projeto, uma idéia mater, um ponto de referência pelo qual as diversas ações individuais e de grupos pudessem balizar-se”, disse o ex-reitor no documento.

Em 1980, haviam sete campi da UFPB. Eram eles: de João Pessoa, Campina Grande, Areia, Bananeiras, Patos, Souza e Cajazeiras. A UFCG só foi criada em 2002, por meio da lei 10.419, que dispõe sobre a criação da Universidade Federal de Campina Grande, a partir do desmembramento da UFPB.

Ainda no relatório de gestão, citado por Caniello, Lynaldo Cavalcanti dizia que o projeto permitiu concretizar muitas experiências importantes, na configuração do quadro universitário brasileiro e, em especial, no que se refere às instituições federais. “A principal delas, no nosso entender, foi a de direcionar os esforços da UFPB no sentido de buscar a sua identificação com a problemática nordestina”.

Caniello apresentou números relevantes da universidade, durante o período em que ficou sob a coordenação de Albuquerque. Foram criados 33 cursos de graduação, 18 de mestrado e dois de doutorado; 950 novas vagas foram abertas nos cursos de graduação; o corpo discente evoluiu de 11.301 alunos em 1976 para 21.120, em 1980 (87%); o número de diplomados mais que duplicou, saltando de 1.261 para 2.924; o corpo docente cresceu 173% (de 963 professores em 1975 para 2.635 em 1979); o número de professores doutores cresceu 225% e o de mestres 290%; o acervo bibliográfico foi duplicado, passando de 84.450 livros para 165.360; em quatro anos, a receita orçamentária cresceu 107%; entre outras ações.

Anos 2000
Após a sua criação em 2002, a UFCG instalou, em 2003, o campus no município de Sumé. E, em 2004, segundo lembrou Caniello, com a eleição do reitor Thompson Mariz, houve a retomada da expansão. O professor lembrou um discurso proferido por Lynaldo Cavalcanti em 1997, no qual ele fala da interiorização interrompida e cita Lester Korn, com a seguinte frase: “A liderança visionária e não a capacidade administrativa será o modelo mais valioso para o executivo de amanhã”.

Márcio Caniello explicou que a universidade busca hoje atingir o “diamante do desenvolvimento sustentável do Semi-Árido”, com a criação de mais três campi. O termo diamante é pelo fato de que com a criação desses outros três campi é possível traçar uma linha imaginária pelos campi existentes e essa linha lembra o formato de um diamante.

Veja o vídeo em homenagem a Lynaldo Cavalcanti pelo link.

Fonte: Fabiana Santos / Gestão CT

Fapeam lança edital temático de mudanças climáticas

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) lançou, no dia 5, o edital temático de Mudanças Climáticas.

A chamada pretende incentivar a formação de uma rede de pesquisa interinstitucional com suporte financeiro, apoiando a execução de projetos de pesquisa científica, tecnológica ou de inovação, no Amazonas, voltados ao tema proposto. As propostas deverão ser encaminhadas até o dia 2 de julho.

A proposta aprovada contará com recursos de até R$ 1,2 milhão. No entanto, a Fapeam ainda aguarda a posição do MCT, que analisa uma proposta de aportar a mesma quantia, dobrando o investimento na iniciativa.

Os recursos serão investidos no financiamento de bolsas de estudo, capital e custeio, na formação de recursos humanos, aquisição de equipamentos e material bibliográfico, bens de consumo e pagamento de diárias, respectivamente. Além disso, o programa financiará despesas com importação, porém, até o limite determinado no Importa Fácil Ciência, do CNPq, incluindo as adaptações necessárias ao funcionamento dos equipamentos.

O edital é voltado para pesquisadores de instituições de pesquisa e/ou ensino superior (Ipes) e órgãos públicos de comprovada qualificação em pesquisa científica ou tecnológica, com sede no Estado do Amazonas.

A íntegra do edital está disponível no site .

Fonte: Gestão CT

PDP é apresentada ao Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social

No dia 5, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, apresentou, aos integrantes do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), a Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) do governo federal. A apresentação foi feita em reunião realizada no Palácio do Planalto.

Durante o encontro, o ministro fez uma exposição sobre a fase 2 da Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (Pitce). Ele explicou que a PDP foi elaborada com a participação de diversos ministérios, de agências e empresas, dos setores público e privado. Jorge destacou que, desde o início, o governo teve a preocupação de elaborar metas e objetivos claros para que se possa fazer um acompanhamento constante dos resultados.

O ministro também ressaltou a abrangência da política e seu foco na inovação. Ele explicou aos conselheiros as quatro macrometas, que devem ser atingidas até 2010. São elas: ampliar o investimento fixo com relação ao Produto Interno Bruto (PIB), elevar o gasto privado em pesquisa e desenvolvimento, ampliar a inserção do Brasil no comércio internacional e dinamizar as micro e pequenas empresas (MPEs) exportadoras.

Criado em maio de 2003, o CDES tem o objetivo de cumprir o papel de articulador entre o governo e a sociedade, para a viabilização do processo de diálogo social para o desenvolvimento.

Os integrantes da instância são designados por ato formal do presidente da República para um período de dois anos. O conselho conta com a participação de trabalhadores, empresários, movimentos sociais, membros do governo e personalidades expressivas em diversos setores.

Informações sobre a PDP podem ser obtidas no site: www.desenvolvimento.gov.br/pdp.

Fonte: Gestão CT

Fapesb lança edital para publicações científicas e tecnológicas

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) lançou, no dia 6, uma modalidade de apoio regular à publicação. A instituição está disponibilizando R$ 250 mil para esta modalidade.

O objetivo é incentivar a publicação científica e tecnológica, em especial aquelas de natureza inédita, visando difundir conhecimentos, técnicas ou tecnologias que sejam relevantes para o desenvolvimento econômico, social e cultural do Estado da Bahia.

De acordo com a fundação, podem ser financiadas edições de livros e publicações diversas, sejam elas monográficas ou coletâneas, desde que não seriadas. Teses e dissertações só poderão ser apoiadas se estiverem em formato de livro. Os pesquisadores podem adotar os mais variados suportes, como papel, mídia portátil ou virtual.

A modalidade define, como itens financiáveis: revisão, digitação, normalização, tradução, programação visual, editoração e impressão.

Informações sobre a modalidade de apoio regular à publicação podem ser obtidas no site

Fonte: Gestão CT

Governo elabora política nacional de mudanças climáticas

Neste mês, o Congresso Nacional deverá receber a política nacional para o enfrentamento das mudanças climáticas do governo federal. O anúncio foi feito no dia 4, pelo subchefe-adjunto de Políticas Governamentais da Presidência da República, Johaness Eck, durante uma audiência pública realizada pela Comissão Mista Especial responsável por acompanhar o assunto.

De acordo com o diretor do Departamento de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Ruy de Barros, o texto preliminar da política já foi concluído pelo grupo executivo encarregado do assunto. Agora, a proposta está sendo analisada pelo Comitê Interministerial das Mudanças Climáticas, que é coordenado pela Casa Civil e conta com a participação de quinze ministérios.

Durante a audiência, ele lembrou que a política pretende conciliar a preservação ambiental com o crescimento econômico sustentável. O diretor destacou que o governo mantém sua posição de não assumir metas quantitativas ou qualitativas de redução das emissões de gases. No entanto, adiantou que o governo já evoluiu no sentido de assumir compromissos com metas relativas a “ações mensuráveis de redução das emissões passíveis de serem informadas e verificadas”.

Ele afirmou que a nova política terá dois objetivos principais: definir ações de mitigação (voltadas para a redução das emissões de gases) e estabelecer medidas de adaptação do país às mudanças climáticas em curso (medidas que tenham o menor custo possível). O diretor destacou que a proposta será genérica, apenas com as diretrizes básicas, sendo que o detalhamento das ações estará previsto no futuro Plano Nacional de Enfrentamento das Mudanças Climáticas.

O subchefe-adjunto de Políticas Governamentais da Presidência da República ressaltou o compromisso do presidente Lula com o plano, lembrando que a proposta precisa ter caráter nacional e não apenas federal. Com isso, ele destacou a importância de os Estados e municípios participarem da elaboração e implementação do planejamento. Também ressaltou que a elaboração do plano deve ser feita por meio de amplo diálogo com a sociedade.

Na ocasião, o coordenador-geral do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, Luiz Pinguelli Rosa, propôs que o governo federal adote de imediato medidas para reduzir as emissões enquanto o plano estiver em debate. Ele lembrou que o processo de construção do planejamento pode demorar. “O governo poderia adotar desde já medidas importantes, como, por exemplo, estabelecer metas internas de redução do desmatamento”, disse.

Informações sobre as ações da Comissão Mista Especial de Mudanças Climáticas podem ser obtidas neste link.

Fonte: Gestão CT

Faperj lança edital de apoio à aquisição de equipamentos

A Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) lançou, no dia 5 de junho, o edital de apoio à aquisição de equipamentos de grande porte para instituições de ensino superior e pesquisa sediadas no Estado.

Os interessados devem preencher o formulário online disponível no site www.faperj.br/infaperj até o dia 1º de agosto. A documentação impressa e uma cópia do protocolo de inscrição online deverão ser entregues na Faperj até o dia 8 de agosto.

O programa visa apoiar a aquisição de equipamentos de grande porte necessários para o desenvolvimento de linhas de pesquisa ativas ou projetos de pesquisa a serem implementados.

Os recursos financeiros disponíveis são de R$ 12 milhões, definidos na Programação Orçamentária da fundação para 2008. Até 10 propostas poderão ser escolhidas para financiamento.

Poderão se eleger como proponentes equipes formadas por, no mínimo, 15 pesquisadores, todos com título de doutor, e vínculo empregatício na mesma instituição de ensino e pesquisa do Rio de Janeiro. Dentre o conjunto, deverá ser nomeado um coordenador e um vice-coordenador. A equipe responsável pela realização do projeto poderá incluir pós-graduandos, estagiários e funcionários técnico-administrativos do quadro das instituições participantes.

O prazo para a divulgação dos resultados será o dia 28 de agosto.

Veja a íntegra do edital no site: www.faperj.br/interna.phtml?obj_id=4601

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail .

Fonte: Gestão CT

Portaria estabelece parâmetros na aplicação dos recursos do Fust

O Ministério das Comunicações (MC) publicou, na edição do dia 4 do Diário Oficial da União, uma portaria que disciplina procedimentos para a aplicação de recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust).

“Não havia documentação quando chegamos aqui. Agora, o caminho que mapeamos está formalizado”, afirma o diretor da área no MC, Átila Souto, em notícia publicada pelo ministério. Entre outros pontos, a portaria define os tipos de projetos que poderão ser contemplados e a data anual para que as propostas sejam apresentadas. De acordo com o MC, o objetivo é ter tempo para incluir a despesa na proposta orçamentária anual.

Segundo o ministro das Comunicações, Hélio Costa, a análise dos projetos vai levar em consideração o impacto econômico e social. Entre os critérios que serão analisados constam o número de beneficiários, rendimento mensal, número de portadores de necessidades especiais, região geográfica e custos operacionais.

O texto determina que compete ao MC a prática dos atos previstos na regulamentação relativa ao Fust. Já a Secretaria de Telecomunicações será responsável por: realizar o planejamento para aplicação dos recursos do fundo; analisar as propostas de programa, projeto ou atividade de universalização de serviços de telecomunicações recebidas; selecionar entre as propostas de programa, projeto ou atividade de universalização de serviços de telecomunicações quais serão priorizadas; e encaminhar à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) os programas, projetos e atividades aprovados por meio de portaria do ministro das Comunicações.

A íntegra da portaria está disponível neste link.

Fonte: Gestão CT

5º Congresso Brasileiro sobre Eficiência Energética e Cogeração de Energia

“A visão do governo sobre o papel da eficiência energética para a melhoria da competitividade brasileira, em um cenário mundial de preços crescentes dos energéticos, e para a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.”

Esse será o tema da palestra magna que abrirá a programação científica do 5º Congresso Brasileiro sobre Eficiência Energética e Cogeração de Energia, que será realizado nos dias 11 e 12 de junho, em São Paulo.

O objetivo do encontro é difundir práticas sustentáveis e tecnologias que contribuam para o uso racional de energia e, ao mesmo tempo, que tenham impacto positivo na competitividade das empresas brasileiras.

Segundo os organizadores do evento, a Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Eficiência Energética (Abesco), calcula-se que o Brasil hoje desperdice cerca de R$ 10 bilhões por ano em energia.

Mais informações: www.abesco.com.br

Fonte: Agência FAPESP

História da Mudança Climática

Mast promove curso sobre mudanças climáticas

O Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), instituição associada à ABIPTI, promove de 5 de junho a 10 de julho, o curso "História da Mudança Climática", com o professor Vladimir Jankovic, da Universidade de Manchester (Inglaterra).

As aulas acontecem sempre às quintas-feiras, de 14hs às 17h, no auditório do Mast, no Rio de Janeiro (RJ). A inscrição é gratuita e deve ser feita pelo e-mail ou pelo telefone (21) 2580-6810.

No curso, que será ministrado em inglês e sem tradução simultânea, os assuntos abordados serão a variabilidade e mudanças climáticas, o aquecimento global e o protocolo de Kyoto.

Jankovic formou-se em meteorologia pela Universidade de Belgrado, Sérvia, e fez mestrado e doutorado em história, ambos concluídos na Universidade de Notre Dame, nos Estados Unidos. Hoje, é professor de história no Centro de História da Ciência, Tecnologia e Medicina da Universidade de Manchester, e ocupa o cargo de vice-presidente da Comissão Internacional de História da Meteorologia.

Veja a programação do evento:
www.mast.br/nav_h06_txt_manchester_programa.htm

Fonte: Gestão CT

Ciência faz parte da cultura

Ciência faz parte da cultura, ressalta Ildeu de Castro
Na sexta-feira (6), durante a mesa-redonda “Interiorização, Popularização de CT&I e Responsabilidade Social”, parte da programação do último dia do Congresso ABIPTI 2008, realizado de 4 a 6 deste mês, em Campina Grande (PB), o diretor do Departamento de Popularização e Difusão da C&T do MCT, Ildeu de Castro Moreira, ressaltou a importância da ciência como parte da cultura. “Temos que ter uma visão de cultura mais ampla do que imaginamos e [entender] que a ciência faz parte dela”, disse.

Ildeu disse que outro desafio do país hoje é conseguir interagir as empresas com projetos de popularização da ciência. “Temos que criar essa cultura no Brasil. A Petrobras faz isso, mas precisamos de mais. A Petrobras tem consciência de que se não formamos mais engenheiros ficará difícil”. O diretor lembrou que durante as semanas nacionais de C&T, já realizadas, o ministério convidou empresas para participarem. ”Em 2006, por exemplo, por conta do centenário do vôo do 14 Bis, chamamos a Embraer, mas é um desafio.”

Lei Rouanet
Para Ildeu de Castro, a Lei Rouanet deve ser ampliada. “Precisamos de algo assim na área da ciência, já que a ciência é parte da cultura”. O diretor disse que grande parte dos recursos investidos pelos incentivos permitidos pela legislação são utilizados para marketing próprio das empresas. “A idéia não é essa, por isso precisamos rever a lei e ampliá-la”.

Professores
Marco Junio de Faria Godinho, da Companhia de Desenvolvimento de Vitória (CDV), que é uma instituição associada à ABIPTI, lembrou, durante o debate, que a maioria dos professores de ciência da educação básica é formada em biologia, e, ainda, lembrou do déficit de professores de química e física. Godinho disse que se a formação de professores continuar como está o país estará formando “idiotas” com títulos de doutores.

“A formação de professor no Brasil é trágica”, disse Ildeu de Castro. O diretor lembrou que a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação começou a trabalhar com a educação básica no ano passado. “O ministro Fernando Haddad disse, em reunião realizada no início deste ano, que a formação de professores é parte fundamental, assim como a educação continuada.” A reunião referida foi a do Conselho Técnico Científico (CTC) da Educação Básica da Capes, realizada no dia 11 de março.

Para Ildeu de Castro, as atuais reciclagens (de professores) não resolvem. Ele sugere que os governos estaduais acreditem nos professores. “Poderiam conceder bolsas. Eles [professores] deveriam ter a oportunidade de ir a um congresso de física, como o cara da universidade tem. Na Finlândia o professor da educação básica ganha igual a um professor universitário.”

O diretor disse que o governo está empenhado em aumentar as bolsas de iniciação científica para alunos do 2º grau (ensino médio). “Mas tem muita gente que acha que estagiário do 2º grau está lá para lavar vidro. Precisamos de políticas integradas. Se não mudarmos, continuaremos formando idiotas”, afirmou.

Editais
Ildeu de Castro apresentou os editais que serão lançados pela Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis do MCT). São eles: Edital: Ano Internacional da Astronomia – 2008/2009; Centros de Referência para Ensino de Ciências e Matemática [Finep-DEPDI/SECIS] – 2008/9; Olimpíadas de Ciências e Matemática [CNPq/MEC] – 2008/2009; e Programa Nacional de Feiras de Ciência [MEC] – 2008/9.

Sobre o edital nº 42/2007, voltado para apoiar projetos de popularização da ciência e tecnologia das universidades, instituições de pesquisa, museus, centros de ciência, planetários, fundações, entidades científicas e outras instituições, que deveria ter os resultados divulgados no dia 10 de março deste ano, o diretor explicou que a demanda foi maior que a capacidade que o CNPq tem de avaliar as propostas. Segundo ele, foram 1,2 mil projetos. O resultado deve ser divulgado ainda este mês, de acordo com Ildeu de Castro.

Fonte: Fabiana Santos / Gestão CT

4ª Rio Ambiente - Mostra de Equipamentos, Tecnologias, Soluções Ambientais e Fórum Ambiental

Sistema Firjan realiza quarta edição do evento sobre meio ambiente industrial

A 4° edição do Rio Ambiente - Mostra de Equipamentos, Tecnologias, Soluções Ambientais e Fórum Ambiental acontecerá nos dias 11 a 13 de junho, no Centro de Convenções Rio Cidade Nova (RJ), é será promovida pelo sistema da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). A programação terá início às 13h e término às 21h.

Voltado para a área de meio ambiente industrial, o Rio Ambiente é um ponto de encontro de profissionais interessados nas questões ambientais, o que possibilita o intercâmbio de experiências e a realização de negócios nos setores ligados ao assunto. O evento contará com a participação do coordenador geral de Mudanças Globais e de Clima do MCT, Mauro Meirelles.

Nesta edição, o evento abordará os temas "Produção Mais Limpa", "Mudança do Clima" e "Resíduos Industriais". Além do ciclo de palestras, os participantes poderão visitar a exposição Reciclagem&Design, que reunirá peças de decoração, móveis e utensílios produzidos a partir da reutilização de materiais.

As inscrições, gratuitas, podem ser feitas no site www.reioambiente.com.br.

Fonte: Gestão CT

SPTec terá mudanças em seu decreto de criação

Governo de São Paulo fará mudanças no decreto que cria Sistema de Parques Tecnológicos

O secretário adjunto da Secretaria de Desenvolvimento de São Paulo, Luciano Santos Tavares de Almeida, anunciou, no último dia 4, que o governo fará um novo decreto, para modificar o decreto nº 50.504 de fevereiro de 2006 que criou o Sistema Paulista de Parques Tecnológicos (SPTec).

Segundo informações da secretaria, uma das mudanças será definir claramente o que se espera de um parque tecnológico, para que este possa ser incluído no sistema. Além disso, o novo decreto vai estabelecer as diretrizes do seu funcionamento e esclarecer a função do Estado diante do SPTec.

A expectativa, de acordo com Almeida, é que as mudanças auxiliem o governo a cumprir a meta de ter no Estado dez parques tecnológicos instalados até 2010. Ainda segundo a secretaria, o novo decreto será publicado neste mês.

Cinco parques tecnológicos estão em fase de implantação no Estado. Eles estão sediados nas seguintes cidades: São José dos Campos, Campinas, Piracicaba, Ribeirão Preto e São Carlos. Além disso, o Estado conta com mais sete iniciativas neste sentido, que funcionarão nas cidades de Santos, Praia Grande, Americana, Limeira, Paulínia, São Paulo e São José do Rio Preto.

O Sistema Paulista de Parques Tecnológicos é um instrumento articulador de parques tecnológicos no Estado que tem como objetivo fomentar, impulsionar e apoiar as iniciativas de criação e implantação de parques. Para conferir a íntegra do decreto que cria o sistema, acesse o site.

Fonte: Gestão CT