sexta-feira, 6 de junho de 2008

UFRJ pesquisa as propriedades analgésicas e antiinflamatórias da Folha do Babaçu

Folha do babaçu pode ser analgésica e antiinflamatória

O babaçu é uma planta comum nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, é fonte de sustento econômico para diversas famílias. Isso acontece porque todas as partes desta palmeira podem ser aproveitadas para fins econômicos, desde o caule até as flores, passando pela casca dos frutos. Uma pesquisa da Faculdade de Farmácia e do Instituto de Química da UFRJ estuda agora as propriedades fitoterápicas da folha desta planta. De acordo com os pesquisadores, o babaçu pode conter substâncias analgésicas, antioxidantes e antiinflamatórias.

"Iniciamos este trabalho já há quatro anos. Os pesquisadores da farmácia têm contato com populações do Norte e Nordeste do nosso país, inclusive indígenas, o que facilita a produção de um trabalho etnobotânico. Isso consiste em montar um relato de uso das plantas em determinado local, coletando diversos materiais", explica Patrícia Dias Fernandes, professora do Laboratório de Farmacologia da Inflamação, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da UFRJ. Todo o trabalho no laboratório é realizado dentro do previsto em lei. A exploração em áreas federais ou públicas só deve ser iniciada a partir de uma autorização do governo.

Desenvolvimento da pesquisa
Atualmente, a pesquisa está em fase de testes em animais e células de cultura. “Sempre que há indicação de alguma flor, folha ou fruto como agente analgésico ou antiinflamatório, testamos aqui em modelos animais, para avaliar se esta atividade de fato existe ou não. Assim, aos poucos, vamos tentando descobrir qual das substâncias do vegetal possui funções benéficas para a saúde. É importante deixar claro que trabalhamos sempre dentro dos princípios exigidos pelo Comitê de Ética”, destaca a professora.

A proposta do trabalho é, mais à frente, tentar identificar na planta uma ou mais substâncias que sejam responsáveis por atividades analgésicas ou antiinflamatórias, e que possam ser sintetizadas quimicamente. “No futuro, quem sabe, este material pode se transformar em um medicamento. Porém, uma possível conquista deste gênero ainda levará algum tempo para se tornar realidade, afinal necessitamos desenvolver inúmeros outros testes para que um possível remédio chegue às prateleiras”, esclarece Patrícia.

Uma das alunas de doutorado que participa desta pesquisa trabalha isolando as substâncias dos extratos da folha do babaçu. “Queremos descobrir qual ou quais moléculas possuem propriedades fitoterápicas”, afirma a professora. O trabalho acontece da seguinte forma: as folhas são recolhidas, desidratadas naturalmente e trituradas. A partir daí, faz-se a purificação do material, separando-o em pequenas porções, cada uma com frações de substâncias. “Porém, muitas vezes a quantidade que recebemos não se mostra suficiente para testes com animais, e não surte efeitos. Para que possamos conseguir uma porção adequada de substâncias, o ideal seria que se partisse de uma quantidade de folhas dezenas de vezes maior, algo muito difícil de ser executado na prática”, explica Patrícia.

Outro problema é que o babaçu existe apenas no Norte e Nordeste do Brasil, o que faz o grupo de pesquisa necessitar da ajuda de algum morador local para a coleta. As folhas inteiras não podem ser despachadas para o Rio de Janeiro, pois se trata de um processo caro e complicado. “Ainda assim, esse processo não se resume apenas à coleta: devemos ter uma identificação por GPS do local, além de levar um botânico para certificar a espécie das folhas, entre outros trâmites. A amostra da planta, além disso, deve ser depositada em um herbarium ou horto, e necessitamos juntar folhas, flores, frutos e sementes”, afirma a professora.

Cultura popular
A idéia geral da pesquisa é identificar uma ou mais moléculas com propriedades analgésicas ou antiinflamatórias, sintetizar e buscar uma patente para isso. “Por outro lado, gostaríamos também de comprovar biologicamente um produto já bastante utilizado pela população. No Nordeste, é comum algumas feiras venderem ‘garrafadas’, que são sucos com folhas ou frutos triturados, indicados para a cura de diversos problemas, desde a falta de virilidade até artrite e reumatismo”, enumera Patrícia.

Para confirmar ou negar uma informação sobre os possíveis princípios terapêuticos do babaçu, são necessários estudos conclusivos ainda em curso. Muitas pessoas acreditam que as folhas podem ser consumidas livremente, por se tratar de um produto natural. “Isso não é verdade. Como diz o velho ditado, tudo em excesso faz mal. Os medicamentos nada mais são que venenos bem dosados. E as plantas não são inocentes apenas por existirem na natureza”, alerta a professora.

Um exemplo típico deste problema é o boldo. “Essa planta, bastante comum em quintais de casas na cidade ou no campo, pode provocar hepatite se consumida em excesso. Ninguém deve jamais partir para a automedicação, mesmo que com plantas”, aconselha a pesquisadora. (Olhar Vital)

Fonte: Priscila Biancovilli / UFRJ

Daad e Capes recebem inscrições para os programas Unibral e Probal

Parcerias entre pesquisadores brasileiros e alemães
O Serviço Alemão de Intercâmbio (Daad) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) recebem inscrições, até o fim de junho, de projetos de parcerias entre instituições de ensino superior e pesquisa brasileiras e alemãs dentro de seus programas conjuntos Unibral e Probral.

Segundo o Daad, o Unibral se destina a parcerias entre cursos de graduação, viabilizando o intercâmbio de estudantes e docentes.

O programa objetiva incentivar a mobilidade acadêmica, a aproximação de estruturas curriculares e o reconhecimento mútuo de créditos, além da implementação de estudos integrados de graduação e o aprendizado da língua do país parceiro, com aproximação entre as respectivas culturas. Atualmente, há 25 projetos em andamento.

O Probral fomenta projetos bilaterais de pesquisa, que incluem o intercâmbio de doutorandos, docentes e pesquisadores do Brasil e da Alemanha, por um período de dois a quatro anos.

O programa visa ao aperfeiçoamento de docentes e pesquisadores, à produção científica conjunta, à troca de informações e à aplicação conjunta dos resultados da pesquisa. São beneficiadas 79 cooperações atualmente.

Tanto o Unibral como o Probral são programas institucionais e não aceitam projetos e candidaturas individuais para intercâmbio.

Mais informações pelo site: rio.daad.de/shared/inter_institucional.htm

Fonte: Agência FAPESP

Lótus cria tecnologia para confinamento e compressão de manchas de óleo no mar

Vazamentos contidos
Acidentes com embarcações que resultam no vazamento de grandes quantidades de óleo são mais comuns do que deveriam. O mais recente ocorreu esta semana na costa uruguaia, depois da colisão de dois navios.

A mancha de óleo de 20 km de comprimento, se não for contida, poderá chegar a Buenos Aires pelo rio da Prata. Em casos como esse, até que a complexa operação de contenção da mancha seja efetivada, utilizando diversas técnicas e mobilizando centenas de pessoas, o desastre ambiental pode estar consumado.

Uma nova tecnologia desenvolvida no Brasil promete funcionar como os primeiros socorros para uma emergência desse tipo, minimizando os estragos.

Trata-se de um pó composto por surfactantes (que reduzem a tensão superficial de uma solução) e um agente inerte. Ao ser jogado na água, o produto forma um filme ultrafino, com a espessura de uma única molécula, que confina a mancha de óleo em uma área limitada e a comprime, aumentando sua espessura e facilitando a limpeza.

De acordo com o diretor científico da Lótus Química Ambiental, Marcos Gugliotti, que desenvolveu o coletor de óleo em projeto apoiado pelo programa Pesquisa Inovativa na Pequena e Micro Empresa (Pipe), da FAPESP, o produto oferece uma opção de pré-remediação eficiente.

“Quando há um acidente, até que se faça o deslocamento de barreiras de contenção e skimmers [que separam o óleo da água] para o local, a mancha se espalha, resultando em grandes estragos ambientais. O produto que desenvolvemos permite que uma única lancha aplique o pó na água, nos limites da mancha, reduzindo sua extensão”, disse o pesquisador.

Segundo ele, para cada quilômetro de perímetro da mancha de óleo, é preciso aplicar 2,5 quilos do pó. “O produto age de diversas formas. Primeiro ele reduz o espalhamento da mancha de óleo, confinando-a. Depois, por ter alta pressão superficial, ele se espalha rapidamente e começa a reduzir a superfície da camada de óleo, aumentando sua espessura e facilitando a remoção”, explicou.

Novos testes
O pesquisador explica que o produto é autofóbico, isto é, não se espalha sobre si mesmo. “Se o pó for jogado na água, ele se espalha até atingir a mancha, confinando-a. Se for jogado sobre o óleo, passa por cima dele e atinge a água rapidamente, produzindo o mesmo efeito”, apontou.

O produto é biodegradável em 48 horas. “O coletor é insolúvel, não se misturando com a água e mantendo-se apenas na superfície. Ele também não é tóxico e não altera a qualidade da água”, disse.

Foram realizados diversos testes em laboratório, além de dois testes preliminares de espalhamento e impacto ambiental na represa do Broa, no interior paulista. “Em um dos testes de laboratório, utilizando petróleo, a mancha de óleo foi reduzida em cinco vezes, em questão de poucos segundos”, afirmou Gugliotti.

Em outro teste, feito em uma marina em Santos (SP), Gugliotti utilizou um pulverizador agrícola para espalhar o produto. “O óleo era visível na superfície da água e obtivemos uma redução rápida e ampla da mancha. Os dados foram registrados e o teste foi fotografado”, disse.

Gugliotti procura agora uma empresa para fazer o licenciamento da patente do produto. “Queremos ceder os direitos para que alguma companhia produza e venda o produto”, disse.

O produto também foi apresentado para uma comissão do setor de emergência da Cetesb. “Estamos negociando com a instituição um teste em uma piscina olímpica em Guarulhos”, disse.

Os principais resultados da pesquisa foram apresentados em pôster na Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Química (SBQ), realizada em Águas de Lindóia (SP) no fim de maio.

Mais informações pelo e-mail , ou pelo telefone (11) 9158-5178, com Marcos Gugliotti.

Fonte: Fábio de Castro / Agência FAPESP

Empresas beneficiárias da Lei do Bem têm prazo para enviar informações ao MCT

As empresas contempladas com incentivos fiscais previstos no capítulo 3 da lei 11.196/05, conhecida como Lei do Bem, têm até o dia 31 de julho para enviar informações ao MCT sobre os seus programas de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação.

A apresentação das informações deve ser feita por meio de um formulário, disponível no site do ministério. De acordo com o parágrafo 7º, do artigo 17 da legislação, e o artigo 14 do decreto 5.798/06, as pessoas jurídicas contempladas com os incentivos fiscais previstos no capítulo 3 da lei ficam obrigadas a prestar ao MCT, anualmente, informações sobre os seus programas de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação.

As informações devem ser prestadas, por meio eletrônico, até o dia 31 de julho do ano subseqüente ao de fruição dos benefícios fiscais.

O formulário está disponível no site www.mct.gov.br.

Fonte: Gestão CT

Isa Assef dos Santos é a nova presidente da ABIPTI

Na tarde do dia 4, durante a 26ª Assembléia Geral Ordinária da ABIPTI, realizada em Campina Grande (PB), a diretora presidente da Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi), Isa Assef dos Santos, foi eleita presidente da ABIPTI. Ela já ocupava, há quatro anos, a vice-presidência da Associação pela região Norte.

Foram eleitos, na mesma ocasião, os cinco vice-presidentes regionais e os membros do Conselho Fiscal. Também foram escolhidos os membros do Conselho Consultivo da ABIPTI.

Isa Assef era a única candidata a presidência da Associação, assim como os vice-presidentes, com exceção da vice-presidência da região Nordeste, que teve dois candidatos: Maria José Lima da Silva, presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa da Paraíba (Fapesq), e Frederico Cavalcanti Montenegro, diretor do Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep). Maria José obteve 25 votos. Já o outro candidato apenas oito, dos 33 associados votantes. Compareceram à Assembléia 36 instituições associadas.
A nova diretoria da ABIPTI tem a seguinte formação:
• presidente - Isa Assef dos Santos (Fucapi-AM);
• vice-presidente região Centro Oeste – José Geraldo Eugênio de França (Embrapa-DF);
• vice-presidente região Norte – João César Dotto (Funtac-AC);
• vice-presidente região Nordeste – Maria José Lima da Silva (Fapesq-PB);
• vice-presidente região Sudeste – Alfredo Gontijo de Oliveira (Cetec-MG);
• vice-presidente região Sul – Antônio Diomário de Queiroz (Fapesc-SC).

Conselhos
O Conselho Fiscal da ABIPTI ficou composto da seguinte forma: Aldo Cordeiro Dutra, do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – Inmetro (RJ); Vinicius Medina Kern – Instituto Stela (SC); e Vicente Landim de Macedo Filho, da Sociedade para o Desenvolvimento da Tecnologia da Informação- Brisa (DF), como titulares. Como suplentes ficaram: Antonio Carlos Camacho, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Mato Grosso - Fapemat (MT); Mario Cezar Freitas, do Instituto Recôncavo de Tecnologia (BA); e Antonio Álvaro Duarte de Oliveira, do Instituto de Tecnologia de Alimentos - Ital (SP).

Já o Conselho Consultivo ficou com os seguintes membros: Francisco Ariosto Holanda (Câmara dos Deputados), Eratóstenes Edson Ramalho de Araújo, do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar.Edu); Antônio Carlos Filgueira Galvão, do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE); Júlio César Felix, do Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade no Paraná (IBQP); Odilon Marcuzzo do Canto, da Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares (Abacc); Marcos Formiga, da Confederação Nacional da Indústria (CNI); Luis Madi, do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital); e Aldair Rizzi, do Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec). Pelo novo estatuto da Associação, aprovado durante a assembléia, o Conselho Consultivo passa de cinco membros para nove, mas, na ocasião, foram escolhidos oito.

Estatuto
O novo estatuto da ABIPTI, entre outras modificações, prevê que são órgãos da administração da ABIPTI: Assembléia Geral; Conselho Diretor (composto pela presidência e vice-presidências regionais); Presidência; Vice-Presidências; Conselho Fiscal; e Conselho Consultivo. Já as atividades operacionais da ABIPTI serão dirigidas por um diretor de Relações Institucionais e por um gerente executivo, que não têm mandato e sendo ambos de livre escolha do presidente. Os dois cargos ainda não foram preenchidos. Os cargos de secretário executivo e secretário executivo adjunto foram extintos.

Congresso ABIPTI 2010
No final da assembléia foi sugerido e aprovado pelos associados que o próximo Congresso ABIPTI, que acontecerá em 2010, será realizado em Manaus (AM), já que a região Norte ainda não sediou nenhum dos cincos congressos realizados pela Associação. Como segunda opção, a ser discutida mais adiante, ficou a proposta de que o Congresso seja realizado em algum Estado da região Centro-Oeste, que também nunca foi sede do evento.

O Congresso ABIPTI foi realizado pela primeira vez no ano de 2000, em Fortaleza (CE); em 2002, o evento aconteceu em Belo Horizonte (MG); em 2004, em Curitiba (PR); e em 2006, em Campinas (SP).

Fonte:Fabiana Santos / Gestão CT

Para diretor do Insa, desenvolvimento sustentável virá quando se reduzir as desigualdades regionais

O diretor do Instituto Nacional do Semi-Árido (Insa), Roberto Germano da Costa, considera que o desenvolvimento sustentável do país virá quando houver uma diminuição das desigualdades regionais. Essa foi a tona da apresentação de Costa durante a palestra magna de abertura do 5º Congresso ABIPTI 2008, realizada ontem (4), em Campina Grande (PB).

Costa proferiu a palestra “Perspectivas das Instituições de Pesquisa Tecnológica Frente aos Desníveis Regionais e a Necessidade de Inovação no Brasil”. Durante a apresentação, o diretor lembrou as principais ações do Plano de Ação Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional que traça as diretrizes do governo federal para as ações na área de CT&I até 2010.

Em sua avaliação, o chamado PAC da C&T coloca a CT&I e os desníveis regionais na temática de uma política de Estado e não de governo, “não como uma discussão regional, mas como uma prioridade”.

Costa, em sua apresentação, destacou que o país ainda precisa avançar no reconhecimento da capacitação de outros Estados. Ele citou, como exemplo, as bolsas de estudo concedidas no país pelas agências de fomento do governo federal. A maior parte das bolsas concedidas são para as regiões Sudeste e Sul. As demais localidades, como o Nordeste, possuem só 18% das bolsas concedidas em todo o país. Os dados mostrados ainda apontam uma concentração da distribuição dentro da região, ficando na Bahia, Ceará e Pernambuco o maior número de bolsas concedidas. “Precisamos ter nas agências de fomento fatias iguais para todas as regiões.”

Ele destacou também que a participação dessas regiões nas agências de fomento pode ser maior. E fez um trocadilho com o percentual de bolsas concedidas para a região Nordeste. “Deveríamos ter o Nordeste representado no conselho do CNPq, também em 18%”.

Mudanças Climáticas
Costa adiantou que a Finep está trabalhando em um novo edital para selecionar pesquisas na área de mudanças climáticas e desertificação. Ele não soube informar qual seria o valor previsto para essa chamada, mas lembrou que a expectativa é para que seja lançado ainda neste ano.

Fonte:Tatiana Fiuza / Gestão CT

Lípides e lipoproteínas séricos em crianças e adolescentes ambulatoriais de um hospital universitário público

Serum lipids and lipoproteins in children and adolescents from a public university hospital outpatient clinic

Risco precoce
Com as mudanças nos hábitos de vida, como alimentação inadequada e ausência de atividade física regular, cada vez mais crianças e adolescentes estão sujeitos à aterosclerose, de acordo com uma pesquisa feita na Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O estudo, publicado na Revista Paulista de Pediatria, constatou valores alterados de colesterol, LDL-colesterol (“colesterol ruim”) e triglicérides, respectivamente, em 44%, 36% e 56% das crianças de 2 a 9 anos avaliadas. A alteração apareceu em 44%, 36% e 50% das crianças e adolescentes de 10 a 19 anos.

A pesquisa envolveu 1.937 crianças e adolescentes de 2 a 19 anos, de ambos os sexos, de diferentes classes socioeconômicas, atendidos nos ambulatórios do Hospital de Clínicas da Unicamp, no período de 2000 a 2007.

De acordo com a autora principal do estudo, Eliana Cotta de Faria, professora da FCM da Unicamp, o objetivo era estabelecer a prevalência de dislipidemias, o aumento anormal da taxa de lipídios no sangue, em uma amostra populacional brasileira ambulatorial de crianças e adolescentes.

Segundo ela, a dislipidemia nessa faixa etária está cada vez mais prevalente, provavelmente devido às mudanças nos hábitos alimentares, à obesidade e ao sobrepeso associados à redução na prática de atividades físicas regulares com o estabelecimento de vida sedentária.

“Deve-se sempre enfatizar que existe uma associação entre fatores ambientais e genéticos na etiologia das dislipidemias. Outro aspecto a destacar é o fato de o estudo ter envolvido uma amostra populacional que procurou o serviço hospitalar, o que naturalmente seleciona os casos que espelham a realidade da população geral”, disse.

A pesquisadora afirma que diversos estudos demonstram que a doença arterial coronariana (DAC) se inicia na infância de forma silenciosa, progredindo significativamente com o decorrer dos anos. “O diagnóstico precoce da dislipidemia, cada vez mais freqüente em crianças e adolescentes, é essencial para a prevenção dessa doença, especialmente quando existem na família antecedentes de fatores de risco para a DAC”, salientou.

Os índices encontrados podem ser explicados tanto por fatores ambientais como genéticos. Pode ocorrer uma associação entre fatores ambientais e genéticos na etiologia das dislipidemias. Em alguns casos, existem deficiências genéticas familiares em enzimas, proteínas e receptores celulares responsáveis pelo catabolismo dos lípides e lipoproteínas circulantes, o que leva a graves elevações de suas concentrações e que constituem as dislipidemias primárias que são independentes dos fatores ambientais.

“Em crianças, pode ocorrer o quadro grave de pancreatite aguda secundária à elevação de triglicérides. Ressalto que o tratamento e acompanhamento medicamentoso, nessa faixa etária, devem ser reservados aos casos muito graves, aqueles com complicações, e os sem resposta ao tratamento inicial de mudanças de estilo de vida, pois a experiência maior na literatura com os fármacos hipolipemiantes se restringe a adultos”, afirmou Eliana.

Os resultados apontaram ainda uma combinação de vários problemas como aumento do colesterol total (hipercolesterolemia), aumento de triglicérides (hipertrigliceridemia) e redução da HDL-colesterol (hipoalfalipoproteinemia, o “colesterol bom”), a lipoproteína que retira colesterol dos tecidos e leva para o fígado para excreção biliar.

“A combinação desses resultados demonstrou a gravidade do problema e um aumento do risco de desenvolver DAC, pois, além de a criança ter uma elevação nos níveis de colesterol e triglicérides, ela tem uma redução da HDL”, disse Eliana.

A pesquisadora da Unicamp ressalta que a prevalência da síndrome metabólica (dislipidemia, obesidade e glicose alta) em crianças e adolescentes cresceu muito na última década com aumento nas taxas de sobrepeso e obesidade em crianças entre 2 e 5 anos.

Hábitos saudáveis
Há poucos estudos sobre a prevalência de dislipidemias entre crianças e adolescentes no país, segundo a autora. Os estudos são raros, mas a maioria demonstra alta taxa nessa faixa etária. “Como não é comum a análise do perfil lipídico no sangue entre crianças e adolescentes, poucos centros têm uma amostragem significativa para a realização de um estudo como este”, disse Eliana.

De acordo com a professora da FCM, o estudo prosseguirá com a avaliação dos lípides circulantes de diferentes comunidades de crianças e adolescentes na região e no país para quantificar o impacto sobre eles da condição socioeconômica, dos hábitos alimentares e de atividade física sobre o perfil lipídico.

“Precisamos implantar programas educacionais nas escolas que enfatizem a importância de hábitos alimentares saudáveis, abolir a obesidade e sobrepeso e da prática de atividades físicas regulares, além de proceder às análises periódicas dos lípides sangüíneos sempre que houver um ou mais fatores de risco cardiovasculares associados e procurar orientação médica especializada para tratamento quando necessário”, destacou.

Para ler o artigo Lípides e lipoproteínas séricos em crianças e adolescentes ambulatoriais de um hospital universitário público, de Eliana Cotta de Faria, Fabio Bernardi Dalpino e Raquel Takata, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.

Fonte: Alex Sander Alcântara / Agência FAPESP

Metade dos recursos do Fundo Estadual da Paraíba será aplicado em bolsas de estudo

O secretário de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente da Paraíba, Jurandir Xavier, disse no último dia (4), em entrevista ao Gestão CT , que metade dos recursos do Fundo Estadual de Ciência e Tecnologia (Fect), que contará com R$ 3 milhões, será para o financiamento de bolsas em todas as modalidades.

Segundo Xavier, o Conselho Estadual de C&T é quem vai definir as diretrizes do fundo. “A expectativa é de que o conselho seja instalado ainda em agosto”, salientou.

Uma das propostas da secretaria, segundo Xavier, é que o fundo também financie pesquisa e desenvolvimento de protótipos, além de equipamentos. Mas ele adiantou que tudo ainda depende da aprovação do conselho. Segundo Xavier, a proposta era instalar o conselho no 5º Congresso ABIPTI, mas alguns detalhes jurídicos impediram tal ato. “Estamos ajustando os detalhes e nossa proposta é instalar em agosto.” Ele adiantou que os editais vão ser lançados ainda este ano.

Fundo
A lei nº 8.514 que cria o Fect foi sancionada em abril deste ano. O fundo, que ainda será regulamentado, tem como proposta financiar programas e projetos de P&D para o desenvolvimento científico e tecnológico do Estado.

Os recursos que vão compor o fundo virão de dotações orçamentárias consignadas para o Fect nos termos da Lei Orçamentária Anual (LOA); de juros e dividendos, indenizações e quaisquer outras receitas decorrentes da aplicação dos recursos do fundo; de doações, repasses, subvenções da União, do Estado, de outras entidades ou de agências de fomento ao desenvolvimento científico e tecnológico, nacionais ou estrangeiras; e de empréstimos financeiros ou recursos não reembolsáveis de qualquer origem.

Fonte: Tatiana Fiuza / Gestão CT

Reorganização cortical aguda no córtex visual primário do macaco Cebus apella após lesão retiniana monocular restrita

Topografia visual de macacos antes e depois de lesões na retina
“Reorganização cortical aguda no córtex visual primário do macaco Cebus apella após lesão retiniana monocular restrita” é o título da tese que Eliã Pinheiro Botelho defende no dia 6 de junho, sexta-feira. Eliã é doutorando em Fisiologia pelo Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF) e tem como orientadores a doutora Juliana Guimarães Martins Soares e os professores Ricardo Gattass e Mário Fiorani Júnior, todos do IBCCF. A defesa acontece às 13 horas na sala C1-002, no bloco C do Centro de Ciências da Saúde (CCS), que fica na ilha da Cidade Universitária, no Fundão.

Os pesquisadores analisaram a topografia visual de quatro macacos antes e depois de lesões na retina. Para isso, foram feitos registros eletrofisilógicos antes e até seis horas depois da lesão, que foi feita com laser infravermelho, em macacos Cebus apella anestesiados e paralisados. Os macacos foram expostos a uma barra longa movendo em oito direções, e a um pequeno quadrado apresentado aleatoriamente sobre cada uma das posições de uma matriz de 30x30 pixels.

Depois da lesão, o mapeamento com ambos os métodos mostrou alguns campos receptores deslocados para fora da representação da lesão e o primeiro método mostrou também campos de recepção interpolados dentro dessa representação da lesão. As respostas das células “recuperadas” eram mais fracas à estimulação do olho lesionado.

Os resultados da pesquisa confirmam a idéia de que a reorganização do sistema nervoso central é dependente de conexões pré-existentes sublimiares. Além disso, o estudo fornece parâmetros quantitativos para se entender o limite da plasticidade do córtex depois de uma deprivação periférica. (Olhar Vital)

Fonte: Tatiane Leal / UFRJ

Modelo de gestão dos IPTs é o maior desafio do setor, diz Lúcia Melo

Na manhã de ontem (5), em Campina Grande (PB), durante a conferência Políticas Governamentais de C, T &I e Perspectivas das Instituições de Pesquisa Tecnológica diante os Desafios Gerados pelas Desigualdades Regionais, a presidente do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), Lúcia Melo, apontou três principais desafios para as instituições de pesquisa tecnológica (IPTs). O principal, segundo ela, é o que diz respeito à institucionalidade: modelos de gestão.

“Este é o maior desafio dos IPTs no Brasil, pois é necessário haver um amparo legal com flexibilidade. Se tivermos apoio, incentivos, mas sem mudar os atuais modelos institucionais, ficaremos parados onde estamos”, disse.

Para Lúcia Melo, é necessário ter uma gestão estratégica. Com visão de futuro “e não com a visão da redução de custos”. Ela explica que é necessário haver adequação da estratégia de cada instituição relacionada à região onde ela se encontra.
Os outros desafios apontados pela presidente do CGEE são: que o setor aproveite as oportunidades presentes atuais por meio da convergência das políticas estratégicas; e que seja feita adequação das estratégias às características dos sistemas regionais e locais de inovação.

Redistribuição
Lúcia Melo ressaltou o fato de que também é um desafio “monumental” para os institutos de pesquisa tecnológica a redistribuição dessas instituições no território nacional. “A presença de institutos de C&T precisa ser redistribuída, redesenhada. Há uma orientação estratégica para o reposicionamento das instituições de pesquisa tecnológica, aproveitando o momento para expandir o sistema e reconfigurá-lo.” A presidente se referiu ao fato de que há um “vazio”, no que diz respeito à localização dos IPTs, que se concentram, em grande parte, no Sudeste.

Melo enfatizou o Plano de Ação CT&I para o Desenvolvimento Nacional (PAC da C&T) e a Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) como políticas que estão convergindo ações, que podem levar à minimização das desigualdades regionais. Como medidas que já estão sendo adotadas, neste sentido, ela cita, como exemplo, as zonas de processamento de exportação (ZPEs), o Fundo de Desenvolvimento do Nordeste e a estruturação do Fundo de Investimento em Participações (FIP).

“Vejo que existe sinergia entre os dois [PAC C&T e PDP], ambos possuem um conjunto de setores econômicos que se inserem na base produtiva brasileira. Com os desafios presentes e com as políticas que existem hoje, há espaço para o desenvolvimento de ações estratégicas. Sou otimista, mas com uma dose de realismo”, afirmou Melo.

Fonte: Fabiana Santos Gestão CT

Simpósio Bases Moleculares e Celulares das Doenças do Século 21 – 200 anos de Medicina no Brasil

Bases Moleculares e Celulares das Doenças do Século 21
O simpósio Bases Moleculares e Celulares das Doenças do Século 21 – 200 anos de Medicina no Brasil será realizado entre os dias 16 e 18 de junho na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O evento comemorará os 200 anos da Faculdade de Medicina da UFRJ e os dez anos da Cátedra Unesco-UFRJ de Biologia da Forma e do Desenvolvimento. A cátedra promove, anualmente, cursos internacionais voltados a pesquisadores do Brasil e da América Latina.

Durante as palestras, diversos pesquisadores brasileiros e estrangeiros, abordarão temas como células-tronco, doença da vaca louca, estratégias alternativas anticâncer, tuberculose, Alzheimer, epilepsia e asma.

O encontro ocorrerá a partir das 9 horas no Auditório Rodolpho Paulo Rocco do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da UFRJ, na Ilha do Fundão.


Fonte: Agência FAPESP

Prostaglandina E2 media o efeito de bradicinina sobre a atividade NA+-ATPásica de túbulo proximal

O efeito da bradicinina em transportador de sódio no rim

Janaína Dória Líbano Soares, doutoranda em Fisiologia, defende no dia 6 de junho, sexta-feira, sua tese “Prostaglandina E2 media o efeito de bradicinina sobre a atividade NA+-ATPásica de túbulo proximal”. A pesquisa é submetida ao programa de pós-graduação do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF) e tem a orientação do professor Celso Caruso Neves, do IBCCF. A doutoranda defende sua tese às 14 horas na sala G1-009, no bloco G do Centro de Ciências da Saúde (CCS), na ilha da Cidade Universitária, no Fundão.

A bradicinina é um peptídio (biomolécula formada pela ligação de dois ou mais aminoácidos) que desempenha um papel importante no balanço eletrolítico e na regulação da pressão arterial. Esse peptídio também modula a atividade da enzima Na+-ATPase que atua o túbulo próximal localizado no rim. A Na+-ATPase é um transportador de sódio, que tem a função de manter a concentração ideal desse elemento na célula. O efeito estimulatório é mediado pelo receptor B1. O efeito inibitório é mediado pelo receptor B2 e apresenta duas fases: em tempos curtos, ocorre estímulo da atividade da enzima e, em tempos longos, ocorre a inibição.

Neste trabalho foram estudados os mecanismos moleculares envolvidos na ação da bradicinina, via receptor B2, sobre a modulação da atividade do transportador de sódio Na+-ATPase no túbulo proximal do rim. Os resultados demonstram que a bradicinina, através do mesmo receptor, é capaz de ativar vias de sinalização interdependentes, com efeitos opostos e a integração desses sinais converge na regulação da reabsorção de sódio. (Olhar Vital)

Fonte: Tatiane Leal / UFRJ

Primeiras impressões do Congresso ABIPTI 2008

A diretora de Gestão Pessoal da Consultoria Econômica e Planejamento (Ceplan) disse hoje (5), em Campina Grande (PB), durante as atividades do Congresso ABIPTI 2008, que o século 20 foi um período de concentração nas regiões Sul e Sudeste. “Acho que o Brasil está redescobrindo a sua diversidade. O ambiente hoje é bem diferente do que vivemos no século 20. Acho que estamos começando a mudar.”

Bacelar disse que é significativo que o mercado de consumo hoje no Brasil esteja orientado pelo dinamismo das classes populares e pelas regiões ditas mais pobres. “É uma mudança importante.”

A diretora frisou que a concentração produtiva “bateu no teto” nos anos 1970, mas que a herança do século passado está sendo desfeita. “As novas cidades médias estão mais no ‘miolão’ e não no litoral. É um ambiente importante para discutirmos ciência e tecnologia.”

Para Bacelar, esse é o principal desafio para o país. Ela reforçou que a concentração foi tão grande, que matou a diversidade (o resto do país). “E o resto do Brasil começa a entrar na agenda”.

Nordeste
A diretora da Ceplan ressaltou que a região Nordeste era tratada como “coitadinha” perante as outras regiões. “O Sudeste dizia que o Nordeste era um saco sem fundo, onde se coloca dinheiro e ele some. Agora a leitura nacional, a leitura do sistema está colocando o Nordeste em um lugar diferenciado, onde aparecem as nossas potencialidades”.

Bacelar disse que o Plano de Ação CT&I para o Desenvolvimento Nacional (PAC da C&T) e a Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) trazem a idéia de retomar as potencialidades e lembrou o fato de que, no que diz respeito aos problemas de gestão das instituições de pesquisa tecnológica, citada por Lúcia Melo, presidente do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), estes são restrições nacionais. “Modelos institucionais não é um problema do Nordeste ou da Paraíba, mas sim nacional. Se não mudar, não há o que ser feito.”

Municípios
Marco Junio de Faria Godinho, da Companhia de Desenvolvimento de Vitória (CDV), lembrou que é necessário inserir os municípios nas propostas de reforma dos modelos de gestão. “É no município onde tudo acontece. As instituições precisam de licenças ambientais para se instalarem, entre outras.”

Antônio Carlos Filgueira Galvão, do CGEE, lembrou o fato de que o Brasil é a única Federação onde os municípios são autônomos, por isso a grande dificuldade. “A escala municipal tem uma agenda e não é compatível com as iniciativas que são macro nacionais e até supra nacionais. Há recortes que precisamos fazer.”

Lúcia Melo disse que o Estado brasileiro não acompanha a política produtiva. “Não há muito tempo para conseguirmos resolver isso. A ABIPTI deve procurar mobilizar seus associados para atuar junto ao Supremo Tribunal Federal”, se referindo à mobilização do CGEE, da ABC e SBPC na apresentação do amicus curiare, impetrado no Supremo em favor das pesquisas com células-tronco. A idéia é que a ABIPTI reúna os associados para utilizar a ferramenta do amicus curiare no debate do STF sobre a lei das organizações sociais (OS).

Economia da Cultura
Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque disse sentir falta nesses planos (PAC da C&T e PDP) da participação do Ministério da Cultura e de instituições ligadas à área. “A cultura tem que ser chamada. É crucial para que haja dinamização das desigualdades que marcham para o interior.”

Lynaldo Cavalcanti disse que grande parte dos recursos para a cultura é distribuída entre as artes cênicas e que as artes plásticas vivem à míngua. Ele deu, ainda, o exemplo da cachaça brasileira. “Nós tínhamos vergonha da bebida nacional. Os engenhos do Nordeste estão acabando por conta da produção de energia”, finalizou.

Fonte: Fabiana Santos / Gestão CT

5º Encontro Regional de Matemática Aplicada e Computacional

A quinta edição do Encontro Regional de Matemática Aplicada e Computacional será realizada de 26 a 28 de agosto, em São José dos Campos (SP).

O encontro reunirá pesquisadores, tecnologistas e estudantes para apresentação de trabalhos nas áreas de “Matemática e física computacional, “Problemas inversos”, “Computação quântica”, “Teoria geral de sistemas”, “Biomatemática e física médica”, “Sistemas dinâmicos e não-lineares”, “Aplicações em ciências ambientais e espaciais” e “Ensino em matemática aplicada e computacional”.

A promoção é da Sociedade Brasileira de Matemática Aplicada e Computacional, do Laboratório Associado de Computação e Matemática Aplicada do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Instituto de Ciências Aplicadas Vale do Paraíba.

Mais informações: www.lac.inpe.br/vermac

Fonte: Agência FAPESP

Representantes dos governos do Brasil e da China avaliam os 20 anos do CBERS

No último dia 4, integrantes dos governos brasileiro e chinês se reuniram, na sede do MCT, em Brasília (DF), para avaliar os 20 anos do Programa Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS). No Brasil, o programa é representado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Os membros da delegação chinesa foram recebidos no ministério pelo secretário executivo substituto do MCT, Antonio Ibañes Ruiz; pelo diretor do Inpe, Gilberto Câmara; e por outros representantes do MCT e suas unidades de pesquisa. A comitiva chinesa é composta pelo presidente da Joint Project Committee (JPC), Yang Baohua, pelo chefe da delegação da China Satellite Launch and Tracking Control General (CLTC), Zhang Wuegian e por outras autoridades ligadas ao programa de satélites.

Em notícia publicada pelo MCT, Ruiz afirmou que o encontro foi importante para analisar os 20 anos de cooperação entre os dois países. “Essa avaliação permitiu a continuidade e o avanço da cooperação. O programa continuará evoluindo por um longo tempo. Temos dois satélites para serem lançados: o primeiro até 2010 e o segundo em 2013. Portanto, existe a necessidade de continuidade desse programa”, afirmou. De acordo com ele, novas oportunidades e aplicações poderão ser incorporadas ao programa CBERS.

A parceria entre o Brasil e a China foi firmada em 1988. O acordo de cooperação contemplava o desenvolvimento e a construção de dois satélites de sensoriamento remoto que também levassem a bordo, além de câmeras imageadoras, um repetidor para o Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais. Segundo informações divulgadas pelo MCT, os equipamentos foram dimensionados para atender às necessidades dos dois países, mas também para ingressar no emergente mercado de imagens de satélites.

Em 2002, China e Brasil assinaram um acordo para a continuação do programa, com a construção de dois novos outros satélites, os CBERS 3 e 4, com novas cargas úteis e uma nova divisão de investimentos de recursos entre os dois países, 50% para cada um. Nos CBERS 1 e 2 a divisão foi de 70% para a China e 30% para o Brasil. No entanto, para garantir o fornecimento das imagens até o lançamento do CBERS -3, o Brasil e a China, em 2004, construíram o CBERS-2B, que foi lançado em 2007.

Informações sobre o programa podem ser obtidas no site www.cbers.inpe.br.

Fonte: Gestão CT

Senac Rio promove oficinas de qualificação e especialização na área de Petróleo e Gás

O Senac Rio vai promover oficinas gratuitas sobre qualificação profissional em diversos seguimentos de Petróleo e Gás durante a 3ª edição da Protection Offshore - principal fórum do setor de SMS (Saúde, Meio Ambiente e Segurança) & Responsabilidade Social. A feira acontece entre os dias 25 e 27 de junho, em Macaé, reunindo conferências, workshops e rodadas de negócios.

A Protection Offshore foi eleita pelo mercado como o principal fórum de discussões e negócios do continente latino-americano. Em 2006, o evento atraiu mais de sete mil profissionais, de diversas regiões do Brasil e do continente. Durante os três dias da feira, o Senac Rio vai oferecer oficinas com os seguintes temas: Segurança da informação; Tecnologia de segurança para espaço confinado; Responsabilidade social; Contratação de pessoas deficientes; Segurança alimentar na hotelaria Offshore e; Soluções de tecnologia educacional. Todas as programações terão foco nas carreiras e profissões de Petróleo e Gás.

O setor de Petróleo e Gás oferece muitas oportunidades de trabalho e negócios e tornou-se estratégico para o crescimento da economia fluminense, sendo responsável por cerca de 80% da produção nacional de petróleo do País. Antenado com as mudanças e necessidades do mercado de trabalho, o Senac Rio criou o Núcleo de Comércio e Serviços em Petróleo e Gás e, assim, ampliou significativamente sua atuação para o desenvolvimento profissional do setor.

O Núcleo de Comércio e Serviços em Petróleo & Gás do Senac Rio estuda profundamente as oportunidades e desafios do setor e desenvolve um portfólio sob medida para garantir o sucesso que quem pretende ingressar ou crescer nesse mercado. São cursos, treinamentos e consultoria em: Logística e serviços onshore e offshore; Hotelaria offshore; Gestão e tecnologia da segurança em espaços confinados; Saúde, meio-ambiente e segurança; Implantação de padrões operacionais; Otimização de processos e; Inglês técnico.

Serviço:
Data: 25 a 27 Junho de 2008
Local: MACAÉCENTRO
Centro Municipal de Convenções
Rodovia Amaral Peixoto, Km 170
São José do Barreto - Macaé - RJ

Pesquisa com células-tronco embrionárias: um grande avanço?

No último dia 30 de maio foi aprovada, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a utilização de células-tronco embrionárias em pesquisas científicas. No entanto, o caminho trilhado foi tortuoso, marcado por diversos embates entre o discurso científico e o religioso. Falta definir, entretanto, como será o perfil de regulamentação ética para a utilização.

Para discutir esta decisão do STF, convidamos duas pesquisadoras diretamente relacionadas a esta questão. A primeira é Rosalia Mendez-Otero, professora do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, e a segunda é Cláudia Batista, do departamento de Histologia e Embriologia da UFRJ.

Rosalia Mendez-Otero
Professora do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho
“Na verdade, estamos falando de uma conquista que se iniciou em 2005, quando a Câmara dos Deputados aprovou a pesquisa com células-tronco embrionárias em nosso país. Mas por que, três anos depois, ainda não a realizamos de fato? Isso acontece porque, ainda naquela época, uma ação de inconstitucionalidade pediu a exclusão do artigo 5º da Lei de Biossegurança, que autorizava o uso de células-tronco embrionárias. Na verdade, aquilo que muitas pessoas pensam ser uma discussão recente já comove a comunidade científica há muitos anos. O que o Supremo Tribunal Federal votou nesta última semana foi apenas esta ação, e não a lei.

Na minha opinião, a Lei de Biossegurança é plenamente constitucional. Ela pode oferecer a nós, pesquisadores, oportunidades de desenvolver terapias celulares para combater doenças que hoje não possuem alternativas de cura, como mal de Parkinson, Alzheimer e o infarto do miocárdio. Óbvio, não falamos de conquistas que surgirão da noite para o dia, pois necessitamos ainda de muitos anos de trabalho árduo em pesquisa para chegar a um benefício palpável, porém o primeiro passo já foi dado.

Agora, devemos correr muito com as pesquisas para alcançar o patamar dos países desenvolvidos, anos à frente do Brasil. Nosso país possui centros de pesquisa, cientistas e universidades de qualidade, mas não trabalhamos isoladamente. Dependemos também dos estudos feitos em outras partes do mundo, que agregarão conhecimento aos nossos.

Nosso laboratório de Neurobiologia Celular e Molecular, no Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF), será bastante beneficiado com esta nova vitória. Trabalhamos atualmente com células-tronco embrionárias e adultas, usadas em modelos animais. Nosso único estudo clínico envolve células-tronco adultas, em pacientes que sofreram acidente vascular cerebral (AVC), doença que acomete uma ou mais artérias que irrigam o cérebro, podendo gerar seqüelas permanentes nos pacientes.

Mais uma vez, julgo esta Lei de Biossegurança extremamente válida e não concordo com a opinião colocada no passado de que ela seria inconstitucional. A possibilidade de utilizar células-tronco embrionárias nos permitirá ampliar nosso trabalho e atingir novos resultados nas pesquisas, algo muito relevante para todos”.

Cláudia Batista
Professora do departamento de Histologia e Embriologia do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ
“Houve uma grande manipulação da mídia que não só formou a opinião pública de uma forma errada, já que não foram passadas todas as informações, como também o foram de maneira parcial. E a opinião pública pesa muitíssimo para uma decisão. Muitos votos se baseavam em reportagens de revistas. E, abriu-se um precedente histórico no Brasil de não respeitar a vida desde o primeiro momento da sua existência. De repente, não se sabe quando se começa a vida humana, ignorando tudo o que já foi definido pelos cientistas. O Supremo Tribunal Federal atestou que não se sabe direito quando começa a vida. Isso vai abrir as portas para o aborto de anencéfalos e do próprio aborto, além de abrir precedentes perigosos, inclusive da manipulação da espécie humana. A opinião pública vai mudando, em questão de poucos anos. Em séculos passados, os escravos eram tratados como se não fossem pessoas, mas como propriedades e tinham péssimas condições de vida. Depois, eles conquistaram o status de humanos e aí mudou tudo. Com o embrião foi o contrário: ele tinha status de humano. E agora vai se formar uma opinião pública no sentido de que ele não é humano. Se não é vida humana, é o que? Vai contra o bom senso. Eu acho lastimável.

As células tronco adultas, por serem adultas, se entendem quimicamente com as outras células do receptor, já que todas são adultas. Assim, ela se adapta ao ambiente. Enquanto se uma célula embrionária é colocada em um organismo adulto, elas não conversam, têm uma linguagem química como se fossem duas línguas diferentes. O ambiente diz à célula transplantada onde ela deve ir, quanto ela pode proliferar, o que ela tem que regenerar. Mas, a célula embrionária não tem receptores pra esse tipo de reconhecimento. Há o risco de essa célula crescer o quanto quiser. Por mais que se garanta in vitro que ela já está diferenciada, quando se põe dentro de um organismo vivo, passa-se de um ambiente determinístico para um caótico, onde um pequeno fator pode ser amplificado e dar um efeito totalmente inesperado e imprevisível. Então, ela é totalmente caótica dentro de um organismo vivo. Isso faz com que muitos cientistas invalidem uma terapia celular em humanos, porque pode ter efeito letal. É certo que elas melhoraram a motilidade em animais de laboratório que tiveram lesão medular. Só que esses animais transplantados são acompanhados por, no máximo, dez semanas. Agora, esse comportamento caótico tem um tempo imprevisível. Ninguém garante que daqui a dez anos o receptor do transplante vai morrer de câncer. Não existe nenhuma segurança pra esse tipo de terapia.

Existe um projeto de lei que restringe o número de embriões a serem fertilizados por casal, assim como países da Europa. Então, a tendência é que não haja excedentes congelados. Na Alemanha, cada casal só pode ter um embrião fertilizado, não há congelados. Então, no Brasil a prática tende a morrer nos próximos cinco anos, porque não haverá facilidade para aquisição de embriões. Além disso, a grande maioria dos países desenvolvidos estão abandonando a pesquisa com células tronco embrionárias humanas. Foi gasto muito dinheiro e tempo investindo nisso e não houve nenhum retorno em termos de terapia. O orçamento do Canadá para ciência, em 2008, é voltado totalmente para células tronco, adultas ou adultas induzidas. Há cerca de 400 terapias sendo testadas no mundo inteiro com células tronco adultas e com adultas induzidas. Não há previsão de quando se terá alguma terapia com embrionárias, sendo que com adultas há 400 em andamento, 80 são aplicadas. E o Brasil será o primeiro país a partir do ano que vem a oferecer o tratamento para cardiopatas com transplante de células tronco adultas na rede pública.

Existe sim, uma grande importância de estudar células tronco embrionárias, isso é absolutamente necessário para se estudar o desenvolvimento e a sinalização química entre células tronco. Porém, não necessariamente elas têm que ser humanas. Só se optou por fazer com humanas porque havia um excedente. Se não houvesse, nunca teria passado pela cabeça de ninguém formular semelhante idéia. Porque a sinalização é idêntica às das células tronco embrionárias do chimpanzé e 95% idêntica às do camundongo. Existem diversas alternativa de substituir muito bem a pesquisa com células tronco embrionárias humanas.” (Olhar Vital)

Fonte: Priscila Biancovilli e Tatiane Leal / UFRJ

Câncer é o tema da exposição Revolução Genômica neste final de semana

Genômica do câncer
O câncer é o tema da programação cultural da exposição Revolução Genômica no próximo fim de semana. Às 11h do domingo (8/6), o inglês Andrew Simpson, diretor executivo de programas e operações do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer em Nova York, falará sobre “Aspectos genômicos do câncer”.

A palestra, gratuita, será realizada no auditório anexo ao Pavilhão Armando de Arruda Pereira, antiga sede da Prodam, no Parque do Ibirapuera (portão 10), em São Paulo, onde está em cartaz a mostra científica. A programação cultural da exposição Revolução Genômica está a cargo da revista Pesquisa FAPESP.

Radicado nos Estados Unidos, Simpson morou durante anos no Brasil, primeiro em Minas Gerais e depois em São Paulo. Na capital paulista, onde trabalhou na filial local do Instituto Ludwig, foi coordenador do projeto de seqüenciamento do genoma da bactéria Xylella fastidiosa, causadora da doença amarelinho nos laranjais.

Simpson também participou do projeto Genoma Humano do Câncer, financiado pela FAPESP. A iniciativa foi uma das que mais contribuíram com informações sobre a relação entre genes e tumores para os bancos de dados internacionais sobre câncer.

Mais informações pelo site

Fonte: Agência FAPESP

Finep divulga resultado de edital do Proinfra

A Finep divulgou, no dia 2, o resultado da chamada 01/2007 do Programa de Modernização da Infra-Estrutura das ICTs (Proinfra). Ao todo, foram aprovadas propostas de 104 instituições de todo o país.

Algumas das propostas aprovadas são de instituições associadas à ABIPTI. Entre elas, a Associação Brasileira de Tecnologia de Luz Síncrotron (ABTLUZ); a Associação Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa); a Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec); e o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro).

O objetivo do Proinfra é apoiar a implantação, modernização e recuperação de infra-estrutura física de pesquisa nas universidades, instituições públicas de ensino superior e pesquisa e instituições públicas de pesquisa.

O resultado está disponível neste link.

Fonte: Gestão CT

BNB firma parceria com Codise e SergipeTec

O Banco do Nordeste (BNB) firmou parceria com a Companhia de Desenvolvimento Industrial e de Recursos Minerais de Sergipe (Codise) e com o Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec). O convênio, assinado do dia 2 de junho, vai garantir à Codise e ao SergipeTec capacitar os técnicos a analisar projetos e emitirem parecer técnico com maior agilidade para as empresas que buscam incentivos do governo, a fim de instalarem unidades industriais no Estado.

No encontro, estavam presentes o secretário do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), Jorge Santana, o presidente da Codise, Ancelmo de Oliveira, diretores da companhia, o superintendente do BNB em Sergipe, Antônio César de Santana, técnicos das instituições e a diretora de Tecnologia do SergipeTec, Ângela Souza.

Pelo convênio, o banco vai disponibilizar o Sistema de Elaboração e Análise de Projetos (Seap) e as atualizações para padronização das análises de projetos de empresas que buscam apoio do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI).

Na ocasião, o presidente da Codise entregou ao superintendente do BNB uma relação das empresas já implantadas e incentivadas pelo programa estadual. Com esses dados, a instituição poderá atuar em ações de mercado para disponibilizar recursos e discutir investimentos disponíveis por meio das linhas de crédito oferecidas pelo banco.

Mais informações no site www.codise.se.gov.br.

Fonte: Gestão CT

Pesquisa Competitividade Brasileira nas Exportações

FGV-EAESP lança pesquisa sobre exportações brasileiras
A Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP), por meio de seu Centro de Excelência em Logística e Cadeias de Abastecimento (GVcelog), apresentará os resultados da Pesquisa Competitividade Brasileira nas Exportações, dia 18 de agosto, às 9h, na FGV-EAESP.

As conclusões gerais da pesquisa, coordenada pelo professor da FGV-EAESP, Manoel AS Reis, irão identificar e quantificar os problemas que limitam o crescimento da atividade exportadora brasileira. A pesquisa analisa esses gargalos sob a ótica dos usuários: os gestores de Comércio Exterior. Mais de 250 empresas brasileiras, exportadoras, de diversos portes e áreas de atuação, responderam ao questionário, ferramenta essencial da pesquisa.

A finalidade do evento é de estimular o debate entre profissionais da área de operações, infra-estrutura, logística e comércio exterior, visando, ao final, apontar prioridades para as ações governamentais e das empresas. As inscrições devem ser feitas pelo site do GVcelog: www.fgv.br/gvcelog.

Sobre o GVcelog
A iniciativa de criação, em 2005, de um Centro de Excelência em Logística e Cadeias de Abastecimento (GVcelog), da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas, é conseqüência da crescente compreensão entre executivos, acadêmicos e práticos de que as empresas já não competem mais como entidades isoladas, mas como parte de uma rede cada vez mais interdependente.

O GVcelog tem como finalidade contribuir para o desenvolvimento sócio-econômico do país, com o objetivo de ser a expressão da FGV-EAESP na articulação e na adequação à realidade brasileira dos conceitos relativos à logística e à gestão da cadeia de abastecimento.

Serviço
Dia 18 de agosto de 2008
Endereço: Av. Nove de Julho, 2029
Local: Salão Nobre – 4º andar da FGV-EAESP
Horário: 9h às 12h3

Seminário “Geoparque do quadrilátero ferrífero: uma nova perspectiva de uso para o patrimônio geocientífico”

Seminário discute criação de parque na área do quadrilátero ferrífero em MG

O governo de Minas Gerais promove, no dia 11 de junho, no auditório do Instituto de Geociências (IGC) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o seminário “Geoparque do quadrilátero ferrífero: uma nova perspectiva de uso para o patrimônio geocientífico”. A programação será das 8h às 18h. O evento reunirá pesquisadores e dirigentes da área ambiental de todo o país para discutir a criação de áreas de preservação no quadrilátero ferrífero de Minas Gerais e a implantação do geoparque.

O seminário será promovido pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais (Sectes), pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), pela Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), que é associada à ABIPTI, e pelos municípios da região.

Os interessados em participar podem se inscrever gratuitamente pelo telefone (31)3247-2033 ou pelo e-mail ou pelo site: www.sectes.mg.gov.br

Fonte: Gestão CT

4º Workshop Internacional sobre Hidrogênio e Células a Combustível – WICaC 2008

Ceneh e LH2/Unicamp promovem 4º Workshop Internacional sobre Hidrogênio e Células e Combustível

O Centro Nacional de Referência em Energia do Hidrogênio (Ceneh), em parceria com o Laboratório de Hidrogênio da Unicamp (LH2/Unicamp), realizará, de 22 a 24 de setembro, no Centro de Convenções – Campus da Unicamp, o 4º Workshop Internacional sobre Hidrogênio e Células a Combustível – WICaC 2008. Os interessados em participar poderão se inscrever até o dia 15 de setembro.

O workshop tem por objetivo verificar o estado da P&D nas áreas de hidrogênio e células a combustível, além de promover uma aproximação entre o meio acadêmico, empresas e instituições governamentais que trabalham em projetos de P&D e aplicações de hidrogênio e células combustível. O evento visa também à consolidação do Programa de Ciência, Tecnologia e Inovação para a Economia do Hidrogênio, do MCT, bem como o Roteiro Brasileiro para a Economia do Hidrogênio, do Ministério de Minas e Energia (MME).

A conferência abordará as tendências em geração, armazenamento, infra-estrutura de produção e distribuição de hidrogênio para fins energéticos, as tecnologias de produção e aplicação de células a combustível e sistemas baseados nesse dispositivo e a engenharia de produto. Os temas desenvolvidos vão envolver tanto as áreas de P&D em células a combustível e hidrogênio como projetos de demonstração e políticas para essas tecnologias.

As atividades do WICaC 2008 estão divididas em conferências, ministradas por especialistas brasileiros e estrangeiros, sessões de trabalhos e artigos para apresentação de atividades de pesquisa, desenvolvimento e aplicações nas áreas relacionadas e mini-cursos sobre Segurança do Hidrogênio e Células Combustível. Os interessados em enviar trabalhos deverão fazê-lo até o dia 1º de julho somente pelo e-mail . As vagas para os mini-cursos são limitadas e a inscrição deverá ser feita juntamente com a do workshop.

Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (19) 3289-1860 ou 3251-2073 ou pelo site: www.ifi.unicamp.br/ceneh/WICaC2008/

Fonte: Gestão CT

Nova presidente da ABIPTI diz que está pronta para assumir o desafio

A nova presidente da ABIPTI, Isa Assef dos Santos, disse ontem (4), durante o seu discurso de posse frente à Associação, que está pronta para assumir o desafio da presidência. “Estou em parte apreensiva pela responsabilidade de assumir um desafio de tamanha dimensão. Por outro lado, tenho a confiança de que é possível suplantá-lo.”

Ela salientou que a amplitude do 5º Congresso ABIPTI, que acontece em Campina Grande (PB), reflete uma dimensão alcançada pela Associação e induz a reflexões. “Uma reflexão sobre a heterogeneidade dos associados, disposição para atendê-los e representá-los, e quanto às expectativas de novas oportunidades que surgem”, observou, se referindo ao cenário nacional e à crescente participação da CT&I.

Segundo Isa Assef, há novas formas de atuar para as causas da ABIPTI. Ela disse que levará em conta a articulação e a cooperação, tanto externas, como internas com seus próprios associados. “Entendo que nessas novas formas de atuar a fortaleza institucional é construída a partir de prioridades estabelecidas com base em uma ativa governança da demanda dos associados.” Em sua avaliação, as atividades desempenhadas pela ABIPTI devem refletir sinergia.

Sua proposta de atuação será trabalhar em duas frentes. A primeira para desenvolver cada vez mais a capacidade de estimular a organização do sistema nacional, que inclui o setor produtivo, para demandar tecnologia e inovação. Já a segunda será incentivar e apoiar o trabalho em rede dos associados, “para oferecer soluções eficientes a esse sistema”.

Segundo Isa, para essa atuação a ABIPTI deverá estar atenta aos fóruns-chave que decidem questões relacionadas às áreas de interesse dos associados. “Defendo que a capacidade de foco e organização devem ser competências essenciais de nossa instituição. A ABIPTI será tão forte quanto o forem seus associados”.

Ela avaliou que o cenário da Associação é animador, que as demandas existem e são crescentes. Isa ainda ressaltou que nenhuma das conquistas será possível sem o envolvimento dos associados e que só a união de competências e esforços permitirá que a ABIPTI continue escrevendo sua história de sucesso.

Fonte: Tatiana Fiuza /Gestão CT

Fapitec lança mais dois novos editais

O Governo do Estado de Sergipe, por meio da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica (Fapitec/SE), lançou, nesta semana, dois novos editais. O edital 04/2008 faz parte do Programa de Bolsas de Desenvolvimento Científico e Tecnológico Regional (DCR). O outro, o edital 05/2008, reúne os programas de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) e o de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Pibiti).

As propostas e toda a documentação do edital 04/2008 deverão ser entregues, em fluxo contínuo, diretamente à fundação, ou via Correios até o dia 31 de dezembro. O edital tem como objetivo disponibilizar bolsas a doutores de outros Estados para atuarem na investigação científica e tecnológica em Sergipe para que possam contribuir para a consolidação da base científica e tecnológica necessária ao desenvolvimento social, econômico e científico do Estado. Inicialmente, estão disponíveis nove bolsas. Cada projeto poderá também solicitar auxílio-instalação e auxílio-pesquisa, com a contratação de dois bolsistas para apoio técnico.

O prazo para envio de sugestões para o edital 05/2008 se encerra no dia 16 de julho. A entrega deverá ser direcionada à Fapitec, não sendo aceitas documentações enviadas pelos Correios ou meio eletrônico. O edital objetiva atribuir quotas para 80 bolsas de iniciação científica e 20 bolsas de iniciação tecnológica para alunos das Instituições de Ensino Superior ou de pesquisa do Estado. O recurso financeiro disponível para esse edital, da ordem de R$ 360 mil, é oriundo do Fundo Estadual para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funtec). Esse valor será distribuído em dois anos, sendo que R$ 150 mil será investido ainda em 2008 e R$ 210 mil em 2009.

Mais informações podem ser obtidas na Coordenação do Programa de Apoio e Fomento à Ciência e Tecnologia (Proaf/Fapitec/SE) pelo telefone (79) 3259-3007 ou pelo e-mail comunicação@fapitec.se.gov.br

Veja a íntegra dos editais no link: http://www.blogger.com/www.fapitec.se.gov.br/modules/tinyd0/index.php?id=58

Fonte: Gestão CT

Fapemig lança dois novos editais

A Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig) lançou, no dia 3, dois novos editais. O primeiro, nº 13/2008, de “Apoio à Difusão e Popularização de Ciência e Tecnologia”, financiará projetos voltados para a difusão de informações sobre a produção científica e tecnológica do Estado e suas implicações no cotidiano dos cidadãos. A data limite para submissão das propostas é o dia 4 de agosto.

A chamada conta com R$ 2 milhões. Ela é voltada para museus, centros e parques de ciências, instituições de ensino e/ou pesquisas, públicas ou privadas, sediadas em Minas Gerais.

As propostas poderão ser apresentadas dentro de três linhas temáticas: instalação ou aprimoramento de centros, museus e parques de ciências, fixos ou itinerantes; produção de experimentos, material gráfico ou de ensino, modelos e equipamentos de multimídia; e cursos para treinamento e capacitação de professores.

O segundo edital lançado é o de nº 14/2008, do Programa Mineiro de Desenvolvimento Tecnológico e Produção de Biocombustíveis. O objetivo é financiar estudos voltados para o desenvolvimento e transferência de tecnologias destinadas à produção de biocombustíveis. As propostas podem ser encaminhadas até o dia 11 de agosto.

O edital conta com R$ 3 milhões. Os projetos devem ser apresentados por instituições de pesquisa em parceria com empresas, associações, sindicatos ou entidades representativas de classe. A chamada contempla cinco áreas temáticas: tecnologia agrícola; biotecnologia; tecnologia industrial, engenharia e instrumentação; sociologia e economia; e meio ambiente.

As propostas devem ser enviadas eletronicamente, por meio do sistema AgilFAP. A íntegra do edital de Apoio à Difusão e Popularização de Ciência e Tecnologia está disponível neste link. Já o edital do Programa Mineiro de Desenvolvimento Tecnológico e Produção de Biocombustíveis está disponível neste link.

Fonte: Gestão CT