terça-feira, 3 de junho de 2008

1.123 km² da Amazônia desmatados em um mês

Foram 1.123 km², praticamente a área do município do Rio de Janeiro (1.182 km²) ou cinco vezes a do Recife (218 km²) – e tudo isso em apenas um mês.

Esse foi o desmatamento observado na Floresta Amazônica em abril, segundo dados do sistema Deter (Detecção do Desmatamento em Tempo Real), apresentados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) na segunda-feira (2/6).

Do total da área em que se verificou corte raso ou degradação progressiva, 794 km², ou 70,7%, estavam no Mato Grosso. Roraima aparece em seguida na relação dos estados da Amazônia Legal com mais desmatamento, com 284,8 km².

Segundo o Inpe, o sistema havia registrado 112 km² de desmatamento no Mato Grosso em março, mas em período em que 78% da Amazônia estava coberta de nuvens, sendo que 69% do estado não pôde ser observado pelos satélites – a cobertura de nuvens costuma variar muito de um mês para outro, assim como a localização das áreas encobertas.

Do total verificado pelo Deter em abril, 53% da Amazônia esteve sob nuvens, mas apenas 14% do Mato Grosso ficou encoberto. Isso indica que a oportunidade de observação no estado aumentou muito de março para abril.

Em operação desde 2004, o Deter foi concebido como um sistema de alerta para suporte à fiscalização e ao controle de desmatamento. São mapeadas tanto áreas de corte raso como áreas em processo de desmatamento por degradação florestal.

De acordo com o Inpe, é possível detectar apenas polígonos de desmatamento com área maior que 25 hectares por conta da resolução dos sensores espaciais (o Deter utiliza dados do sensor Modis do satélite Terra/Aqua e do sensor WFI do satélite CBERS, com resolução espacial de 250 metros). Devido à cobertura de nuvens, nem todos os desmatamentos maiores que 25 hectares são identificados pelo sistema.

Por estado, o total de áreas em processo de desmatamento na Amazônia em abril

Mais informações: www.inpe.br

Fonte: Agência FAPESP

Brasil participa do "The Catch-up Project"

A program of study of the processes involved in technological and economic catch-up

Um programa de estudo dos processos envolvidos no alcance tecnológico e econômico

Projeto de pesquisa estuda inovação em dez países para reunir dados sobre processos que levam ao desenvolvimento econômico

No próximo mês de setembro, pesquisadores de três continentes vão se encontrar no México para discutir os primeiros resultados dos estudos que conduzem sobre as interações de empresas industriais em seus países com universidades e instituições de pesquisa.

Há dez estudos em andamento: três na África (África do Sul, Nigéria e Uganda), quatro na América Latina (Argentina, Brasil, Costa Rica e México) e três na Ásia (China, Coréia do Sul e Malásia). Todos eles fazem parte de um grande projeto internacional do professor Richard Nelson, da Universidade de Columbia (EUA). Nelson é um dos principais pesquisadores no tema inovação nos dias de hoje. Os recursos para os estudos vêm do Centro Internacional de Pesquisas para o Desenvolvimento (IDRC, sigla em inglês), do Canadá, e de agências de fomento nacionais. As agências financiadoras do estudo brasileiro, que envolve 16 universidades de nove Estados do País, são o Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CNPq) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

The catch-up project
O projeto internacional de pesquisa chama-se "A program of study of the processes involved in technological and economic catch-up" (Um programa de estudo dos processos envolvidos no alcance tecnológico e econômico) — ou, simplesmente, "The catch-up project". Segundo a descrição que Nelson enviou por e-mail a Inovação, o projeto, iniciado em 2004, "é focado no aclaramento dos mecanismos e instituições fundamentais que, no contexto do mundo atual, podem permitir que nações atrás da fronteira científica e tecnológica a alcancem, e de como as oportunidades e os obstáculos para alcançá-la hoje diferem daqueles com os quais se depararam os países que a alcançaram em uma época anterior". Há uma ampla rede de pesquisadores e instituições de países mais e menos desenvolvidos participando do projeto.

Devido à sua amplitude, o projeto está dividido em quatro subprojetos, todos já em andamento: "Os papéis da pesquisa em universidades e laboratórios públicos no desenvolvimento econômico"; "Sistemas de inovação setoriais em desenvolvimento"; "Desenvolvimento econômico sob a proteção do Trips" (o acordo sobre direitos de propriedade intelectual da Organização Mundial do Comércio — OMC); e "A natureza das firmas inovadoras nos países em desenvolvimento".

De acordo com a descrição do professor Nelson, o primeiro subprojeto, no qual estão inseridos os dez estudos sobre interações entre os setores acadêmico e produtivo, vai trabalhar com questionários do tipo survey (levantamento), que serão enviados a grupos de pesquisa em universidades e laboratórios públicos e a empresas, e com estudos de caso setoriais detalhados. Os líderes desse subprojeto são os professores Eduardo da Motta e Albuquerque, do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Faculdade de Ciências Econômicas (Cedeplar-Face) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e Keun Lee, da Universidade Nacional de Seul, na Coréia do Sul.

O estudo brasileiro
O coordenador do estudo brasileiro que faz parte desse subprojeto é Wilson Suzigan, professor do Departamento de Política Científica e Tecnológica do Instituto de Geociências (DPCT-IG) da Unicamp. O estudo começou a ser feito no princípio de 2008 e vai se estender por quatro anos, até o final de 2011. O objetivo dos pesquisadores envolvidos é montar um banco de dados que mostre, de ambos os lados, como são as relações entre a academia e o setor produtivo no Brasil. Eles querem verificar principalmente se as universidades e instituições de pesquisa são chamadas apenas para prestar serviços e fazer testes ou se também são procuradas quando as empresas querem desenvolver novos processos ou produtos. "Sabemos que essas interações também existem, mas não sabemos ainda em que proporção nem em que áreas do conhecimento científico elas são mais comuns", diz Suzigan.

Quando o banco de dados brasileiro estiver pronto, os pesquisadores poderão compará-lo com os bancos dos outros nove países que têm projetos similares em andamento. Suzigan ressalta que todas as equipes usam a mesma metodologia, embora as ênfases dos projetos difiram conforme as particularidades de cada país. "É uma comparação que pretende ser bastante rigorosa, pois os questionários são discutidos internacionalmente, em rede", afirma.

Nos questionários, os grupos de pesquisa terão de responder, por exemplo, qual é o papel deles na interação com as empresas e em quais aspectos eles acreditam que as beneficiam. As empresas também serão questionadas sobre seu papel na interação e sobre o que ganham com o trabalho em parceira. Além disso, os pesquisadores querem saber se as empresas acham que dão alguma contribuição para os grupos de pesquisa. "O projeto tenta romper aquela idéia de que o fluxo vai só em uma direção — ele vai nas duas", afirma Suzigan. "Não só a interação leva novos conhecimentos à empresa e permite que ela se capacite melhor para inovar, como também — pelo menos a experiência internacional mostra isso — a empresa traz demandas e levanta questões que estimulam os pesquisadores a pensar, a investigar novas tendências de conhecimento, de tecnologia."

A equipe brasileira definiu duas estratégias para escolher os grupos de pesquisa e as empresas que receberão os questionários. Uma delas já foi posta em prática: os pesquisadores estão selecionando os grupos listados na Plataforma Lattes que declaram interagir com empresas. Segundo Suzigan, a aplicação dos questionários para esses grupos deve terminar no máximo em meados de julho. Logo em seguida, começará a aplicação para as empresas com as quais os grupos disserem cooperar. "Esperamos já ter um resultado significativo, mas sabemos que a base Lattes depende da boa vontade do pesquisador", comenta o professor. "Posso ser um pesquisador importante e achar que não preciso declarar para o CNPq que interajo com empresas", exemplifica.

A outra estratégia é "mais ambiciosa": os pesquisadores pretendem descobrir quais são as empresas que, segundo a última Pesquisa de Inovação Tecnológica (Pintec), inovam para o mercado, em produto ou processo, e possuem atividades sistemáticas de pesquisa e desenvolvimento. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pela realização da Pintec, não divulga os nomes das empresas classificadas como inovadoras na pesquisa. Para encontrá-las, será preciso consultar fontes como cadastros, associações de classe e agências de fomento. "Esse vai ser um trabalho, com o perdão da redundância, trabalhoso", brinca Suzigan. As empresas que forem descobertas nessa busca também receberão os questionários. Ainda nessa segunda etapa, os pesquisadores devem repensar o referencial teórico relativo às interações de universidades e instituições de pesquisa com empresas e procurar na história quais foram os países que se destacaram nessa área.

Contribuições
"Já houve, claro, muita coisa feita sobre esse assunto no Brasil", reconhece Suzigan. "Mas, por sua inserção internacional e pela amplitude que alcançou no País inteiro, o projeto talvez traga resultados que façam a universidade ter mais consciência do papel relevante que ela pode desempenhar no desenvolvimento econômico", observa. Na opinião dele, esse papel vai além da formação de recursos humanos — que é a função fundamental da universidade — e inclui a geração de conhecimentos que possam ser transformados em novas tecnologias, novos produtos e novos processos para benefício da sociedade.

O professor também destaca o fato de o projeto contar com a colaboração de muitos alunos de doutorado, mestrado e até iniciação científica. "Todas as universidades têm bolsistas que incorporamos ao projeto. Para a formação de pessoas, isso é bastante importante", acrescenta. Embora ainda esteja bem no início, o projeto já deu origem ao texto de discussão "A interação entre universidades e empresas em perspectiva histórica no Brasil", assinado por Suzigan e Albuquerque, da UFMG, está à disposição dos leitores no site. Várias dissertações de mestrado e teses de doutorado sobre o tema também já foram iniciadas.

Ao falar da possibilidade de os resultados do projeto servirem de base para a elaboração de políticas públicas no futuro, o professor da Unicamp é realista: "O que fazemos é gerar produtos acadêmicos — teses, livros, papers —, formar pessoas e mostrar caminhos. Sempre há nesses trabalhos uma preocupação em pelo menos tentar sugerir medidas de política, mas sabemos que isso depende de outro agente importante, que é o governo".

Fonte: Rachel Bueno / Inovação Unicamp

Human dimensions of climate change: the vulnerability of small farmers in the Amazon

Longe da realidade
O conhecimento sobre as mudanças climáticas globais não pára de crescer. Mas, na Amazônia, uma das regiões mais afetadas do mundo por esses fenômenos, as sofisticadas informações científicas não chegam ao pequeno agricultor, limitando sua capacidade de tomar decisões apropriadas para adaptação às mudanças.

A análise foi feita pelos pesquisadores Eduardo Brondizio e Emilio Moran, em artigo publicado na revista Philosophical Transactions B, da Royal Society, em edição inteiramente dedicada à Amazônia.

O artigo se baseou em uma série de estudos de campo feitos pelos dois antropólogos nas últimas décadas. O brasileiro Brondizio, que é chefe do Departamento de Antropologia da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, trabalha há duas décadas com os povos da Amazônia, região para onde segue anualmente. Moran, cubano naturalizado norte-americano e professor da mesma insituição, estuda a região há três décadas.

De acordo com Brondizio, a desconexão entre informação climática e a realidade dos pequenos agricultores é agravada pelas mudanças na organização social, que têm tornado as populações locais mais flutuantes e heterogêneas.

“A percepção das mudanças climáticas tem sofrido modificações, principalmente entre as comunidades de migração recente. Descobrimos que a maioria dos agricultores não se lembra de eventos climáticos ocorridos há mais de três anos. Em 2002, mais de 50% dos entrevistados não lembravam da seca causada pelo El Niño em 1998, por exemplo”, disse.

Brondizio explica que o estudo procurou, em seu eixo teórico-conceitual, buscar meios para integrar duas tradições diferentes de interpretação das mudanças climáticas: enquanto os antropólogos observam como a cultura local direciona a reação das comunidades às mudanças, os físicos observam o processo em nível regional e global.

“Temos uma vasta literatura sobre os processos adaptativos e de manejo ambiental, mas ela ainda não está conectada com as novas demandas trazidas pela questão das mudanças climáticas. Queremos entender não só como as pessoas percebem mudanças no ambiente local, mas como as informações com dados regionais são utilizadas para orientar a adaptação”, disse.

Além de propor um arcabouço teórico para entender a adaptação às mudanças climáticas, segundo o antropólogo, a pesquisa teve outro eixo cujo objetivo é aplicar essa análise a uma realidade representativa da Amazônia.

“Focamos os estudos de campo em duas áreas do Pará que mostram muito bem os problemas enfrentados pelos agricultores e os limites para lidar com as secas e inundações causadas pelos fenômenos enfocados na teoria: as comunidades ao longo da rodovia Transamazônica, entre Altamira e Medicilândia, e a área ao longo da rodovia BR-163, entre Rurópolis e Santarém”, disse Brondizio.

As duas áreas, segundo conta, abrigam grande número de produtores rurais, na maior parte desassistidos e que integram comunidades extremamente dinâmicas, marcadas por mudanças freqüentes, falta de infra-estrutura e alta taxa de migração e de transformação do uso da terra.

“Essas características criam impedimentos para que as pessoas desenvolvam, ao longo do tempo, uma memória coletiva sobre as mudanças do meio ambiente. Também não conseguem criar formas coletivas de ações adaptativas”, apontou.

Vivência local
Acompanhando as duas áreas, com extensos trabalhos etnográficos, Brondizio e Moran procuraram compreender como as comunidades se modificaram de acordo com pressões externas – tanto econômicas como ambientais. Na região há famílias originárias de processos migratórios antigos e comunidades em plena formação.

“Uma série de pontos chamou a atenção. Um deles foi que a percepção sobre mudanças climáticas é proporcional ao tempo em que os indivíduos estão na região. Os que estão há menos tempo não sabem interpretar os fenômenos, não conseguem perceber se um evento é uma anomalia ou um padrão periódico. E também não têm um vocabulário apropriado para distinguir os fenômenos”, afirmou Brondizio.

Os estudos mostraram também, de acordo com o antropólogo, que comunidades mais antigas têm mais facilidade para desenvolver regras de uso de recursos que minimizam o impacto do uso de fogo para queimadas.

“As formas de ação coletiva, como as precauções para não alastrar o fogo para áreas vizinhas, são mais eficazes em comunidades mais antigas, com redes sociais mais fortes e maior compreensão das sutilezas ambientais”, disse.

O artigo Human dimensions of climate change: the vulnerability of small farmers in the Amazon, de Eduardo Brondizio e Emilio Moran, pode ser lido por assinantes da Philosophical Transactions B em http://journals.royalsociety.org.

Fonte: Fábio de Castro / Agência FAPESP

Desaparecidos civis: conflitos familiares, institucionais e segurança pública

Brasil ignora dados sobre desaparecidos
Uma pesquisa feita na Universidade de Brasília (UnB) revela que faltam números no Brasil sobre desaparecimento de pessoas. Além disso, não há uma sistematização sobre as informações nem apoio a pesquisas, tampouco intercâmbios entre o sistema de segurança brasileiro com países que já consolidaram práticas de registro, busca e retorno das pessoas desaparecidas. Enfim, o país ainda está engatinhando na abordagem de um problema que afeta milhares de famílias brasileiras.

As informações fazem parte do estudo de doutorado Desaparecidos civis: conflitos familiares, institucionais e segurança pública, defendido na universidade pelo sociólogo Dijaci David de Oliveira, orientado pela professora Lourdes Bandeira, do Departamento de Sociologia. Assim, além do mal estar gerado na família pelo desaparecimento, a ausência de uma política pública específica não obriga a tabulação de dados pela polícia.

Segundo o estudo, o desaparecimento de uma pessoa conturba o cotidiano de uma família, provocando depressão, conflitos sociais e familiares, além de muito sofrimento. Sem saber se a pessoa morreu ou não, o núcleo familiar sequer pode passar pelo ritual do luto, e é isso o que destrói psicologicamente as pessoas que convivem com o fato. Embora a maior parte das ocorrências seja do sexo masculino, em alguns estados já se observa uma prevalência de desaparecimentos femininos.

Nos casos dos desaparecimentos de mulheres, sobretudo nos estados do Norte e em regiões de fronteira, o fenômeno está relacionado ao aliciamento para exploração sexual. Na busca para desvendar o fenômeno dos desaparecidos, o pesquisador entrevistou 57 pessoas, sendo 25 familiares de pessoas desaparecidas (mães, pais, irmãs, irmãos e tias), 15 gestores (funcionários públicos municipais, estaduais e federais e militantes de movimentos sociais), e 17 delegados de Brasília e de outros estados.

UM PROBLEMA DE GÊNERO - Se em alguns estados as mulheres têm sido vítimas preferenciais, também são elas também que, majoritariamente, saem mundo afora em busca dos filhos, gastam todos os seus recursos e não desistem enquanto não encontram uma resposta. Os pais, por sua vez, conforme relatos dos familiares de pessoas desaparecidas, se comportam com indiferença, esquecem muito rápido ou dão pouca importância. As mulheres continuam suas buscas por meses e anos.

Outro dado importante está no fato de as mães serem responsáveis pela politização do fenômeno. Por exemplo, são elas que fundam associações e fomentam movimentos. Foi assim com as Mães de Acari, Mães de Sorocaba, Mães da Praça da Sé, Mães do Rio e Mães da Cinelândia.

DIFICULDADES CONCEITUAIS - Há uma forte confusão entre desaparecidos civis e outras ocorrências. O caso mais evidente é o tratamento dos desaparecidos políticos como desaparecidos civis. No primeiro há uma motivação direta ou indireta por parte do Estado. No segundo caso, não se sabe o que está por trás. Para a polícia, todos são classificados como desaparecidos da mesma maneira: foragidos, desaparecidos em catástrofes, mortos encontrados e não identificados, seqüestrados, entre outros. “Isso demonstra a urgência de clareza conceitual para os vários casos com o intuito de uma intervenção mais eficiente das políticas de segurança”, diz Oliveira. O problema sequer tem status assegurado como uma obrigação do Estado como medida de segurança.

LEGISLAÇÃO – Outra constatação do estudioso refere-se à falta de aparatos legais para a busca de desaparecidos adultos. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) defende que as crianças devem ser procuradas imediatamente após a denúncia, desde janeiro de 2006. Porém ainda prevalece a cultura da espera por 24 a 48 horas, conforme muitos dos delegados entrevistados. Mas em relação ao adulto não há uma legislação. “O estado não tem obrigação de procurar essas pessoas?”, questiona Oliveira.

Um problema evidente é que para a polícia os desaparecimentos estão relacionados aos jovens, considerados mais irresponsáveis. “Para os delegados entrevistados, tudo não passa de uma briguinha qualquer entre familiares”, afirma. Conforme as entrevistas com os delegados, o desaparecimento civil não seria responsabilidade da polícia. Muitos afirmam que a polícia tem seu papel delimitado, podendo até colaborar, mas não deve ser sua obrigação a busca pelos desaparecidos civis.

Como proceder se você tiver um desaparecido na família

1. Fazer uma ocorrência na polícia imediatamente. As primeiras horas são cruciais. Dados de pesquisa indicam que os riscos de morte para crianças e adolescentes são maiores nas três primeiras horas;
2. Tenha em mãos uma foto recente da pessoa para que possa ser reproduzida;
3. Elaborar uma lista dos amigos, vizinhos e parentes que serão contatados tanto para verificação quanto para ajudar na busca;
4. Tenha um telefone disponível apenas para receber chamadas. Alguém pode querer passar uma informação importante e ele pode estar ocupado;
5. Buscar apoio e distribuir tarefas. Uma pessoa deve levantar informações entre os objetos da pessoa desaparecida;
6. Escolher alguém que possa administrar os recursos e as tarefas de busca, afinal ela pode durar anos.

Números
* Em 10 de dezembro de 2006 havia um total de 463 crianças e adolescentes desaparecidos. Na maioria, eram desaparecimentos persistentes, ou seja, que ultrapassam 30 dias de duração;
* No Brasil, o Ministério da Justiça, fala em aproximadamente 40.000 ocorrências anuais;
* Dados sobre desaparecimentos de crianças e adolescentes até 18 anos incompletos no Canadá são da ordem de 67.000, média entre os anos de 2001 a 2005.
* Na França ocorrem, em média, 40.000 casos por ano, conforme dados do Ministério do Interior francês.
* Nos Estados Unidos, em 2006, a central de atendimento recebeu cerca de 350 chamadas por dia. Desde 1984 já recebeu mais de 2,1 milhões de ligações.

Desaparecidos civis, dados da Polícia Civil do DF (2002, 2003 e 2004)

Ano

Feminino

%

Masculino

%

Total

2002

433

43,8%

555

56,2%

988

2003

187

45,4%

225

54,6%

412

2004

171

39,2%

265

60,8%

436

Fonte: Tabela elaborada a partir dos dados do Departamento de Atividades Especiais (Depate) da Polícia Civil do Distrito Federal, 2007.

Este estudo foi financiado pela Fundação Ford dentro do Internation Fellowship Program (IFP). Dijaci de Oliveira recebeu Menção Honrosa na categoria Graduados no concurso da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) da Presidência da República. O prêmio é um incentivo para dar continuidade aos estudos de um tema pouco abordado no meio acadêmico.

Oliveira dedica-se a pesquisas sobre desaparecimento civil há dez anos, um tema pouco explorado. “Essa é a primeira pesquisa de doutorado no Brasil sobre desaparecimento civil. O prêmio é um reconhecimento da relevância do assunto, que precisa ganhar maior visibilidade”, afirma. Na tese de doutorado, faz um recorte de gênero e demonstra a grande incidência de desaparecimentos em mulheres entre 12 e 20 anos, responsáveis por quase 40% dos casos.

PERFIL
Dijaci de Oliveira é sociólogo com doutorado pela Universidade de Brasília (UnB). Publicou como co-organizador e autor os livros: Violência policial: tolerância zero? (UFG, 2001); 50 anos depois: relações raciais e grupos socialmente segregados (MNDH, 2001); Cadê você – perfil dos desaparecidos civis no Brasil] (MNDH, 1999); A cor do medo: homicídios e relações raciais no Brasil (UnB/UFG, 1998); Primavera já partiu: retrato dos homicídios femininos no Brasil (MNDH/Vozes, 1998). Contatos pelo e-mail

Veja resumo da tese de doutorado do autor: Desaparecidos civis: conflitos familiares, institucionais e segurança pública no site

Fonte: Daiane Souza/UnB

20 anos do Programa CBERS

O estágio de desenvolvimento dos próximos satélites da parceria entre Brasil e China será anunciado nesta terça-feira (3/6), às 15h30, em São José dos Campos (SP), em solenidade no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que comemora os 20 anos do programa do Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS).

Participam do evento o diretor do Inpe, Gilberto Câmara, e o presidente da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (Cast), Yang Baohua, entre outras autoridades e especialistas ligados ao programa espacial.

A reunião faz parte das reuniões do JPC, como é chamado o Comitê Conjunto do CBERS responsável pelas decisões sobre o andamento do programa, como cronograma de lançamento dos satélites, especificações de câmeras imageadoras e política de distribuição de dados. As reuniões do JPC prosseguem até o dia seguinte.

O Programa CBERS foi instituído em 1988 por Brasil e China para o desenvolvimento conjunto de satélites de observação da Terra. O Inpe é o responsável no Brasil pelo programa, que permitiu a autonomia brasileira no segmento de imagens orbitais.

O CBERS é hoje um dos principais programas de sensoriamento remoto em todo o mundo, ao lado do norte-americano Landsat, do francês Spot e do indiano ResourceSat. Três satélites já foram lançados: CBERS-1 (1999), CBERS-2 (2003) e CBERS-2B (2007). Até 2012 estão previstos mais dois lançamentos, das unidades de número 3 e 4.

O download das imagens é gratuito e pode ser feito no site :
www.dgi.inpe.br/CDSR

Fonte: Agência FAPESP

Conecta 2008 - A comercialização e a valoração de tecnologias

O Programa de Investigação Tecnológica do Estado de São Paulo (PIT-SP) promoverá, no dia 25 de junho, em São Paulo, o Conecta 2008.

Com o tema “A comercialização e a valoração de tecnologias”, o encontro é voltado a gestores de inovação e representantes de universidades e centros de pesquisa do Brasil.

O objetivo é apresentar as perspectivas de universidades, empresas, investidores e fomentadores, que irão falar de suas experiências, processos e formas de atuação. No evento ocorrerá ainda o lançamento da Revista Conecta, que contará a metodologia e os principais resultados do projeto PIT-SP.

O PIT-SP foi concebido para avaliar e qualificar o potencial social e de mercado de tecnologias inovadoras originadas em cinco instituições de pesquisa do Brasil: a Universidade de São Paulo (USP), o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Mais informações pelo site

Fonte: Agência FAPESP

Presidente da FAPESP elogia decisão do Supremo

O presidente da FAPESP, Celso Lafer, em nome da Fundação, manifestou satisfação com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que votou no dia 29 de maio pela constitucionalidade do artigo 5º da Lei de Biossegurança, de 24 março de 2005, que autoriza o uso de células-tronco embrionárias humanas em pesquisas científicas.

“Concluído o julgamento da ação direta de inconstitucionalidade em questão, a FAPESP vem externar sua satisfação com o resultado obtido após ricos e profundos debates, em processo aberto à ampla participação da sociedade em geral”, destacou em comunicado.

O presidente da Fundação também ressaltou o papel da sociedade brasileira no cuidado de “tema tão relevante, o que certamente levará a que se colham também da posição contida dos votos vencidos importantes elementos de reflexão que inspirarão os aplicadores da lei”.

“Trata-se de grande exemplo do tratamento que se deve oferecer, em uma sociedade democrática e preocupada com o desenvolvimento humano, a um tema tão fundamental”, disse.

Segundo Lafer, é fundamental que, com a decisão do STF, as pesquisas possam avançar rapidamente, “concretizando as esperanças de conquistas, tanto no sentido de trazer alívio ao sofrimento de pessoas enfermas, como no sentido de abrir novos horizontes para uma expectativa de vida digna a toda a humanidade”.

Para ler o comunicado, clique aqui.

Fonte: Agência FAPESP

Presidente da SBPC diz que julgamento das pesquisas com células-tronco representa um marco para o país

O presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Marco Antonio Raupp, considera que o julgamento sobre as pesquisas com células-tronco representou a “modernidade versus tradição”. Em entrevista ao Gestão C&T online, Raupp afirma que existe, no Brasil, uma estrutura jurídico-institucional que não é moderna e que o questionamento das pesquisas com células-tronco mostra isso, que há uma estrutura que não contempla as atividades modernizadoras da atividade científica.

Em sua avaliação, o julgamento pode ser um exemplo para mostrar que toda legislação que aprova o desenvolvimento de pesquisas é moderna e que não deve esbarrar na tradição do judiciário. “Ela [lei] tem que se ajustar aos tempos modernos, à ciência, para que o conhecimento se reverta em benefício para a sociedade. A legislação tem que apoiar esse desenvolvimento”, diz.

Lei de Biossegurança
O julgamento sobre a constitucionalidade do artigo 5º da Lei de Biossegurança terminou na última quinta-feira (29), no Supremo Tribunal Federal (STF). Pela maioria dos ministros, o artigo que permite pesquisas com células-tronco embrionárias humanas foi considerado constitucional. Votaram nesse sentido Carlos Ayres Britto, relator da matéria, Ellen Gracie, Cármen Lúcia Antunes Rocha, Joaquim Barbosa, Marco Aurélio e Celso de Mello.

Segundo informações do STF, outros dois ministros, Cezar Peluso e Gilmar Mendes, votaram a favor das pesquisas, mas pretendiam que o tribunal declarasse, em sua decisão, a necessidade de que as pesquisas fossem rigorosamente fiscalizadas do ponto de vista ético por um órgão central, a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).

Já Carlos Alberto Menezes Direito, Ricardo Lewandowski e Eros Grau aprovaram a liberação das pesquisas, com restrições. De acordo com o STF, um dos pontos que os ministros destacaram foi a liberação das pesquisas somente se os embriões ainda viáveis não fossem destruídos para a retirada das células-tronco, o que muitos membros da comunidade científica consideram inviável.

Na opinião de Raupp, o Brasil está preparado para desenvolver as pesquisas com células-tronco embrionárias humanas. Ele considera que o país está avançado e que há muitos centros trabalhando nesses projetos.

Leis
Segundo Raupp, a maior parte das legislações que trata de pesquisas científicas esbarra no STF. Ele cita como exemplo a lei das organizações sociais que, em sua avaliação, representaria um grande avanço nas parcerias público-privadas para o desenvolvimento de pesquisas e para o avanço científico e tecnológico do país. “Há uma inadequação das nossas leis à realidade que temos que implementar para criar condições para que a CT&I seja o grande agente modernizador das atividades no país, principalmente, as econômicas”, avalia.

A lei que aprova as organizações sociais está sendo questionada no STF desde 1998. Em agosto do ano passado, o ministro Gilmar Mendes indeferiu a liminar que pedia a anulação das atividades das OS e considerou as organizações constitucionais. O mérito da matéria ainda será apreciado pelos ministros e não tem data para ser julgado.

Fonte: Tatiana Fiuza / Gestão CT

Brasil ganha posições em ranking de competitividade

Após três anos de consecutivas quedas, o Brasil apresentou um ganho de seis posições (da 49ª para a 43ª posição) no Índice de Competitividade Mundial 2007 (World Competitiveness Yearbook 2007) divulgado pelo IMD - International Institute for Management Development - em parceria com a Fundação Dom Cabral. Em termos macroeconômicos, em todas as variáveis básicas de análise o Brasil apresentou melhoras.

O Brasil se destaca no anuário de competitividade não apenas pelo ganho de seis posições no ranking, mas também pelo cenário positivo que apresentou no ano passado, fruto dos efeitos das condutas adotadas pelo governo brasileiro associado ao bom desempenho da economia mundial, apesar da crise econômica nos EUA.

Os bons resultados apresentados nas variáveis econômicas e empresariais foram fatores fundamentais para o ganho competitivo do país. Contudo, eles não resolveram alguns dos tradicionais problemas do ambiente institucional e regulatório, como a grande burocracia imposta aos empresários, os altos custos de produção impostos à industria e a qualidade da educação e da infra-estrutura.

O estudo indica não somente a análise da capacidade de um país em prover um ambiente no qual as empresas possam competir (eficientemente) e crescer, mas também sua habilidade para alcançar o líder. Das 55 economias analisadas, 40 são consideradas crescentes ou mantenedoras da sua competitividade comparado aos EUA, que ainda ocupam a primeira posição, seguidos por Cingapura e Hong Kong.

Veja aqui o artigo "O Brasil é destaque no Anuário de Competitividade Mundial de 2008", de autoria dos membros da equipe de Competitividade da Fundação Dom Cabral.

Fonte: Anpei

Inscrições abertas para o Programa de Estudantes-Convênio de Pós-Graduação

O CNPq, o Departamento Cultural do Ministério das Relações Exteriores e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) abriram, no dia 30, as inscrições para o Programa de Estudantes – Convênio de Pós-Graduação (PEC-PG). A data limite para submissão das propostas é o dia 31 de julho.

A iniciativa viabiliza a realização de pós-graduação em instituições de ensino superior brasileiras, por professores universitários, pesquisadores, profissionais e graduados do ensino superior dos países com os quais o Brasil mantém acordo de cooperação educacional, cultural ou de ciência e tecnologia.

Serão oferecidas bolsas de mestrado ou doutorado, com início em 2009, passagens aéreas de retorno ao país de origem para o bolsista que comprovadamente concluir o curso, orientação acadêmica especial por parte das coordenações dos cursos de pós-graduação e assistência médica, odontológica e farmacêutica no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Entre os requisitos, o candidato não pode ter visto permanente no Brasil e, se ele for oriundo de país não-lusófono, é necessário que tenha obtido o Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros (Celpe-Bras).

Países participantes:
África, Ásia e Oceania
América Latina e Caribe
África do Sul Antígua - Barbuda
Angola Argentina
Argélia Barbados
Benin Bolívia
Cabo Verde Chile
Camarões Colômbia
China Costa Rica
Costa do Marfim Cuba
Egito El Salvador
Gabão Equador
Gana Guatemala
Guiné Bissau Guiana
Índia Haiti
Líbano Honduras
Mali Jamaica
Marrocos México
Moçambique Nicarágua
Namíbia Panamá
Nigéria Paraguai
Quênia Peru
República Democrática do Congo República Dominicana
República do Congo Suriname
São Tomé e Príncipe Trinidad e Tobago
Senegal Uruguai
Síria Venezuela
Tailândia
Timor Leste
Togo
Tunísia

A íntegra do edital está disponível no link:
www.cnpq.br/editais/ct/2008/pec_pg.htm

Fonte: Gestão CT

Inscrições abertas para os Prêmios Santander de Empreendedorismo e de Ciência e Inovação

As inscrições para a 4ª edição dos Prêmios Santander de Empreendedorismo e de Ciência e Inovação estão abertas até o dia 22 de agosto. Os interessados devem se inscrever no site . Uma iniciativa do Santander Universidades, com desenvolvimento do Universia Brasil, o prêmio tem por objetivo estimular a atitude empreendedora e a pesquisa científica no meio acadêmico, revelando novos talentos que vão beneficiar a sociedade brasileira com a implementação dos projetos e pesquisas. A premiação total é de R$ 350 mil.

Para o Prêmio Santander de Empreendedorismo, poderão se inscrever estudantes de graduação e pós-graduação, matriculados em Instituições de Ensino Superior brasileiras, parceiras do Santander ou do Universia. O prêmio será segmentado nas categorias indústria, cultura e educação, tecnologia da informação e comunicação e biotecnologia. A premiação para cada categoria é de R$ 50 mil.

Para o Prêmio Santander de Ciência e Inovação, poderão participar pesquisadores-doutores. A premiação será concedida ao melhor projeto de pesquisa de caráter inovador e também é dividida em três categorias: indústria, tecnologia da informação e comunicação e biotecnologia. O vencedor de cada um delas receberá R$ 50 mil.

Os prêmios serão realizados em quatro fases, sendo as três primeiras de caráter regional. Na região Sudeste, a etapa será realizada em São Paulo (SP) e na região Sul, em Porto Alegre (RS). Na etapa realizada em Salvador (BA), poderão participar os Estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A etapa nacional será realizada em São Paulo (SP).

Veja o regulamento do Prêmio Santander de Empreendedorismo neste link.

Já o regulamento do Prêmio Santander de Ciência e Inovação pode ser acessado neste link.

Fonte: Gestão CT

Incubadora do CEFETES lança edital para seleção de empreendimentos

A incubadora do CEFETES - Serra deu mais um passo: foi publicado no dia 23 de maio, no DOU, o edital para seleção de empreendimentos para incubação.

Estão disponibilizadas 7 vagas de residência para projetos de tecnologia.

O edital completo e outras informações sobre a incubadora estão no site: http://incubadora.cefetes.br


Fonte: Incubadora CEFETES

Instituto Stela e Bireme estão trabalhando para criar WikiProfessional em português e espanhol

O Instituto Stela, instituição associada à ABIPTI, em parceria com a Bireme, empresa parceira no portal SciELO, estão trabalhando para incorporar novos idiomas ao WikiProfessional, uma tecnologia para a anotação da web em larga escala por comunidades de cientistas e profissionais, inspirado na abordagem colaborativa da Wikipédia.

Segundo informações do instituto, a idéia é criar ferramentas para que o WikiProfessional atue também com o português e o espanhol. O WikiProfessional foi lançado no início do ano em língua inglesa, a partir de uma parceria entre o Instituto Stela e um consórcio liderado pela empresa KnewCO. A iniciativa foi anunciada em fevereiro na revista Nature, como pode ser conferido neste link.

A idéia da ferramenta é criar condições para que pesquisadores do mundo inteiro possam dar contribuições sobre determinados assuntos. Ainda de acordo com o instituto, o novo website tem o foco inicial na biomedicina e nas ciências da vida, mais particularmente, em informações sobre proteínas e seu papel na biologia e medicina. Para conferir a nova ferramenta, acesse o site www.wikiprofessional.org.

Fonte: Gestão CT

Hupe festeja o milésimo transplante realizado pela equipe do Programa de Transplantes Renais da UERJ

Mil razões para comemorar
O governo do Estado do Rio de Janeiro e o Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe) promoverão solenidades para festejar o milésimo transplante realizado pela equipe do Programa de Transplantes Renais da UERJ, no início do ano. Os eventos ocorrerão no Salão Nobre do Palácio Guanabara, às 10h do dia 10 de junho, e no Anfiteatro Ney Palmeiro, no Hupe, a partir das 9h do dia seguinte.

Além do governador Sérgio Cabral, do Reitor Ricardo Vieiralves e do diretor do Hospital, Rodolfo Acatauassú Nunes, estarão presentes autoridades de destaque na área médica. Profissionais que fazem parte da história dos transplantes renais no Hupe serão condecorados com a Medalha da Ordem do Mérito José Bonifácio, maior comenda conferida pela Universidade.

Para o Chefe da Nefrologia do Hospital, José Hermógenes Rocco Suassuna, a conquista da marca de mil transplantes reforçou o entusiasmo da equipe, pela qual já passaram mais de 120 médicos residentes, hoje atuando em hospitais de todo o Brasil.

Por telefone, o paciente de número mil, Paulo Roberto Souza, 50 anos, morador de Paraíba do Sul, no interior do estado do Rio, lembra que antes sofria muito com a hemodiálise. “Agora é vida nova, levo uma rotina praticamente normal. Só tenho o que agradecer a Deus e à equipe do Hospital”.

No dia 11, paralelamente à solenidade no anfiteatro do Hupe, uma equipe de enfermeiros prestará serviços à comunidade, como realização de exames de urina e dosagem de creatinina (para avaliar a função renal), na Praça Maracanã, no início da Av. 28 de Setembro. À tarde, no Hospital, haverá uma confraternização com a presença de transplantados e profissionais da Nefrologia e da Urologia.

Fonte / UERJ em Dia 447

Mudança Climática e Seguranca Energética no Brasil

CLIMATE CHANGE: ENERGY SECURITY

Vulnerabilidades às mudanças climáticas das energias renováveis no Brasil
As mudanças climáticas colocarão o sistema energético brasileiro em xeque. O alerta é dos pesquisadores do Programa de Planejamento Energético da COPPE/UFRJ Roberto Schaeffer e Alexandre Salem Szklo, coordenadores de estudo inédito, recentemente concluído, no qual apontam os impactos que o aquecimento global e as conseqüentes mudanças no clima terão sobre as fontes renováveis de energia no Brasil.

O trabalho constata que há vulnerabilidade na produção de energia de Norte a Sul do Brasil, seja a partir da água, dos ventos, da mamona ou da soja. "Em função do clima, toda a produção de energia vinda das fontes renováveis, salvo a oriunda de cana-de-açúcar, será menor. Por ser um país tropical, o sistema energético do Brasil será um dos mais afetados do mundo. O potencial de produção de algumas fontes cairá mais do que o de outras, porém, mais importante do que os números é o sinal amarelo que se acende, demonstrando que nossos modelos de projeção levam em consideração um clima que não se repetirá nos próximos 50 ou 100 anos. Isso precisará ser revisto", diz Schaeffer.

O estudo mostra como o sistema energético brasileiro planejado para 2030 pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) responderá às novas condições climáticas projetadas para o período que vai de 2071 a 2100, tomando como base os cenários A2 (emissões altas) e B2 (emissões baixas) do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês), da ONU.

O que se vê é um cenário de queda generalizada na produção das hidrelétricas - que hoje respondem por 85% da geração de eletricidade no Brasil; redução de até 60% do potencial eólico brasileiro; redução ou mesmo inviabilização de culturas como mamona e soja, sobretudo no Nordeste e no Centro-Oeste, em função das elevadas temperaturas e da seca previstas para as regiões. De todas as culturas analisadas, a cana-de-açúcar é a única que não será afetada negativamente.

Para o diretor da COPPE/UFRJ, Luiz Pinguelli Rosa, o trabalho deixa claro que, se a sociedade brasileira terá que investir - ainda mais intensamente do que já o faz - em energias renováveis, deverá também investir em estudos para utilizá-las com propriedade.

Impacto por regiões
O Nordeste será, de longe, a região mais afetada pela mudança do clima global, tanto em termos de energia hidrelétrica, devido aos impactos sobre a Bacia do Rio São Francisco, quanto em termos de produção de biodiesel. Enquanto o Sul, tradicionalmente mais rico, será o menos prejudicado. Segundo Schaeffer, as mudanças previstas para o Nordeste são tão significativas que podem inviabilizar o programa social de estímulo à produção de agricultura familiar, um dos alicerces da política do Governo Lula de combate à pobreza.

Geração hidrelétrica
Os resultados da modelagem do impacto da mudança do clima global nas hidrelétricas brasileiras indicaram que temporadas mais secas e chuvas fortes vão provocar uma queda média de até 10,8% (Cenário B2) na vazão dos rios. As usinas mais afetadas serão as da Bacia do São Francisco, com quedas de 23,4% e de 26,4%. Já na Grande Bacia do Paraná haverá, apesar da queda na vazão anual média, vazões mais altas no começo da estação chuvosa.

"Para projetar nosso modelo de sistema hidrelétrico, os estudos levam em conta padrões de vazões ocorridos no passado, que talvez não venham a se repetir. Olhando apenas para isso, concluímos que haverá uma queda na geração de energia de 1,0% (Cenário A2) e de 2,2% (Cenário B2), respectivamente. O impacto mais significativo será nas usinas do São Francisco, com queda de produção de até 7,7%. Na nossa avaliação, esses números são conservadores. O que temos certeza é que toda a energia projetada hoje para ser gerada daqui a 30, 50 anos certamente será menor quando se chegar lá", adverte Schaeffer.

Segundo ele, esse trabalho deve servir para uma reavaliação estratégica dos novos projetos. Com mais secas, por exemplo, reservatórios pequenos podem não conseguir armazenar água suficiente, e com chuvas mais fortes, poderá ser necessária a construção de vertedouros maiores, para que não haja rompimento de barragens.

"O mais importante é que possamos olhar para as simulações que tradicionalmente fazemos hoje e entender que elas não acontecerão dessa forma, em função do fator clima. E aí sim, pensar em alternativas", diz o pesquisador.

Biodiesel
Justamente por se concentrar no Nordeste, a mamona será possivelmente a cultura mais afetada. De acordo com o trabalho, nenhuma área com produção atual ou potencial terá uma variação de temperatura dentro do intervalo ideal para o cultivo. O mesmo deverá acontecer com a produção de soja no Nordeste e no Centro-Oeste, que será drasticamente reduzida ou mesmo inviabilizada nas duas regiões. Para o cultivo de girassol ou dendê, outras fontes de biodiesel, as projeções não são muito diferentes. No Sul, entretanto, o cenário é oposto: as novas condições climáticas da região estarão mais favoráveis à cultura da soja, o que poderá gerar a abertura de novas áreas de cultivo.

Geração eólica
A promessa de um Brasil com gigantesco potencial eólico, como desenhado hoje, também poderá ser comprometida. Em função de menores ocorrências de vento com velocidade superior a seis metros por segundo - o mínimo considerado favorável para a produção de energia -, o potencial brasileiro de geração de energia eólica poderá ficar 60% menor na comparação de 2100 com 2001.

A perda acontecerá basicamente no interior do Nordeste. Em contrapartida, aumentará o potencial no litoral Norte-Nordeste, onde a ocorrência de vento em altas velocidades vai crescer, embora não o suficiente para compensar as perdas no interior. A mudança não chega a ser totalmente negativa, uma vez que, economicamente, a concentração desse potencial poderá favorecer projetos de geração de energia eólica offshore, a exemplo do que tem sido feito hoje na Europa.

Álcool
De todas as culturas analisadas, a cana-de-açúcar é a única que não será afetada negativamente. O estudo indica que as principais regiões produtoras no país continuarão dentro dos limites de temperatura propícios ao cultivo.

O estudo inédito "Mudança Climática e Seguranca Energética no Brasil" foi coordenado pelos professores Roberto Schaeffer e Alexandre Szklo, do Programa de Planejamento Estratégico da Coppe/UFRJ, e contou com a participação dos pesquisadores André Frossard, Raquel Rodrigues de Souza, Bruno Soares M. C. Borba, Isabella V. L. da Costa, Amaro Pereira Júnior e Sergio Henrique F. da Cunha. O estudo, realizado com o apoio da Embaixada do Reino Unido, está disponível no site www.ppe.ufrj.br.

Fonte: Maria Fernanda Romero / Assessoria

Femact realiza Semana do Meio Ambiente 2008

A Semana do Meio Ambiente 2008 de Roraima será aberta oficialmente hoje (3), com um café da manhã que será realizado no Haras Cunha Puçá. Na ocasião, o presidente da Fundação Estadual de Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia do Estado de Roraima, Daniel Gianluppi, lançará o 1º Prêmio Femact de Gestão Ambiental Escolar e Cidadania. As inscrições para a semana podem ser feitas na sede da Femact.

Com o tema Terra e Vida, o evento será realizado pela Femact, por meio da Divisão de Educação e Capacitação Ambiental.

A programação começa com palestras educativas em escolas municipais do interior do Estado. Durante a semana, serão realizadas ainda palestras em diversas escolas da capital e no auditório do Museu Integrado de Roraima/Diretoria de Pesquisas e Estudos Amazônicos da Femact, que serão abertas ao público. Também fazem parte da programação oficinas direcionadas a alunos sobre coleta seletiva de lixo e diversas exposições.

Mais informações e a programação podem ser obtidas no site www.femact.rr.gov.br ou pelo telefone (95) 3623-7152

Fonte: Gestão CT

Câmara aprova transformação do Ceitec em empresa pública

No dia 27, o Plenário da Câmara dos Deputados aprovou uma proposta que transforma o Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec) em empresa pública. Pelo projeto de lei 2468/07, de autoria do Poder Executivo, a instituição terá como objetivo produzir e comercializar semicondutores, circuitos integrados e outros produtores de microeletrônica.

Em sua justificativa, o governo federal argumenta que a estratégia de implementação do centro em forma de empresa pública leva em conta, entre outras vantagens, a possibilidade de implantação rápida, regime jurídico de empresa mais flexível, controle público, realização de receitas próprias e a captação de outras fontes de recursos e não apenas do Tesouro, além de trazer segurança jurídica.

Além disso, o governo ainda destaca que a implantação do Ceitec será um passo importante na produção de componentes de microeletrônica, propiciando a substituição seletiva e competitiva de importação de componentes que, hoje, apresenta um grande déficit na balança comercial brasileira nessa área.

A instituição será vinculada ao MCT. Ela funcionará em Porto Alegre (RS), como entidade jurídica de direito privado, na forma de associação civil sem fins lucrativos e de interesse coletivo.

Fontes
A empresa contará com recursos de receitas decorrentes de: comercialização de dispositivos semicondutores e sistemas de circuitos integrados e de produtos de microeletrônica; prestação de serviços; exploração de direitos, próprio ou de terceiros, decorrente da propriedade intelectual e de transferência de tecnologia; entre outros.

Também poderá contar com recursos provenientes de acordos e convênios que realizar com entidades nacionais e internacionais, públicas e privadas; de convênios ou contratos com órgãos e entidades governamentais, ou instituições privadas de quaisquer naturezas, firmados com entidades públicas ou privadas, nacionais, estrangeiras ou internacionais, para desenvolvimento e execução de projetos.

O texto aprovado em Plenário é um substitutivo apresentado pelo relator da proposta na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, deputado Tarcísio Zimmermann (PT-RS). Entre as alterações que ele fez no projeto original consta a diminuição de 36 para 24 meses do prazo de contratação temporária de pessoal técnico e administrativo. Esse período poderá ser prorrogado, no máximo, por 12 meses, a critério do Conselho de Administração do Ceitec.

Atribuições
De acordo com o PL aprovado, as principais atividades que o Ceitec exercerá são: produção e comercialização de dispositivos de microeletrônica, tais como semicondutores e circuitos integrados; cessão a pesquisadores, instituições de ensino superior, centros de pesquisa e desenvolvimento e entidades empresariais, da infra-estrutura necessária ao domínio dos processos de pesquisa, desenvolvimento, projeto, prototipagem e testes de microeletrônica; prestação de serviços especializados de consultoria, assistência técnica, manutenção, testes de conformidade, medição, calibração, certificação de produtos, normalização, aferição de ensaios e testes de padrões; entre outras atribuições.

Investimentos
Durante a votação, o relator do PL na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), destacou que já foram investidos R$ 260 milhões no centro nos últimos quatro anos. Entre as inovações da empresa, ele citou o chamado “chip do boi”, usado para rastrear o gado brasileiro, o que é uma exigência internacional. “Esse equipamento será feito e já foi desenvolvido pelo centro de excelência. Queremos que a empresa comece a operar com parceiros internacionais em diferentes áreas de atuação, como indicam as conversações com a Toshiba, empresa japonesa”, disse ele, em notícia divulgada pela Agência Câmara.

O relator da proposta na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI), deputado Bilac Pinto (PR-MG), lembrou que o Ceitec já possui os requisitos para a produção de circuitos integrados dentro dos padrões de qualidade exigidos internacionalmente. “É de extrema importância transformá-lo em centro nacional”, destacou.

Conselho
Em seu relatório, que foi aprovado pelo Plenário, Zimmermann aumentou o número de integrantes do conselho consultivo da empresa. A instância passará a contar com um representante da Confederação Nacional da Indústria (CNI); um da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação de Software e Internet; e um dos trabalhadores do Ceitec.

O conselho tem 13 integrantes, entre representantes da Sociedade Brasileira de Microeletrônica, da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) e da comunidade científica, do MCT e da Finep.

A matéria agora será apreciada pelo Senado Federal.A íntegra do PL está disponível neste link.

Fonte: Gestão CT

Inscrições abertas para os minicursos da 60ª Reunião Anual da SBPC

Estão abertas as inscrições para os minicursos da 60ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acontece na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), nos dias 13 a 18 de julho.

A organização do evento será feita pela SBPC em parceria com a Unicamp. Com o tema central “Energia, Ambiente e Tecnologia”, ao todo serão 45 minicursos. Os assuntos serão voltados para as aplicações tecnológicas aos estudos ambientais, eficiência energética na indústria, desenvolvimento econômico e saúde no Brasil, entre outros.

A programação será composta de conferências, simpósios, minicursos, sessões de pôsteres, encontros, assembléias e sessões especiais com concurso e entregas de prêmios. O evento tem como objetivo permitir uma integração dos jovens cientistas de todo o Brasil.

Mais informações sobre o evento podem ser obtidas no site www.sbpcnet.org.br.

Fonte: Gestão CT

PAS contará com comissão gestora

Foi publicada, na edição de hoje (2) do Diário Oficial da União, um decreto que institui a Comissão Gestora do Plano Amazônia Sustentável (CGPAS). De acordo com o texto, o grupo será responsável por desenvolver estratégias para a implementação do planejamento, nos três níveis de governo.

A comissão será coordenada pelo ministro Extraordinário de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Mangabeira Unger, e contará com a representação de diversos ministérios. Entre eles, o MCT e os ministérios do Meio Ambiente, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e da Integração Nacional.

A instância tem um prazo de 30 dias para estar formada legalmente e contará com o apoio do Instituto Econômico de Pesquisas Aplicadas (Ipea) no desenvolvimento das suas atividades.

A íntegra do decreto está disponível neste link.

Fonte: Gestão CT

Integrantes do Conselho Técnico-Científico do INT tomam posse

Durante reunião de instalação do Conselho Técnico-Científico (CTC) do Instituto Nacional de Tecnologia (INT), realizada no dia 29 de maio, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), foram discutidas novas diretrizes estratégicas e oportunidades em vista da Lei de Inovação e do Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec).

No encontro, os novos conselheiros nomeados pelo ministro da Ciência e Tecnologia (MCT), Sergio Rezende, tomaram posse para um mandato de três anos. O CTC é uma unidade colegiada que visa orientar e assessorar o diretor no planejamento das atividades científicas e tecnológicas do INT.

O diretor do INT, Domingos Manfredi Naveiro, o coordenador de Inovação e Prospecção Tecnológica do instituto, Carlos Alberto Marques Teixeira, e outros três membros internos eleitos, Olga Ferraz, Heitor Luz e Marize Varela, fazem parte da nova composição do CTC/INT. A instância também conta com a participação dos representantes externos Antonio Sergio Fragomeni, da Petrobras; Carlos Augusto Grabois Gadelha, da Fiocruz; Mário Sérgio Salerno, da Universidade de São Paulo; e Francelino Lamy de Miranda Grando, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Informações sobre as ações do instituto podem ser obtidas no site www.int.gov.br.

Fonte: Gestão CT

Governo publica detalhes para procedimentos de convênios com a União

No último dia 30, os ministros Paulo Bernardo, do Planejamento, Orçamento e
Gestão; Guido Mantega, da Fazenda; e Jorge Hage, do Controle e da Transparência, publicaram portaria que estabelece normas para execução para as novas formas de convênios a serem celebradas com a União.

A portaria interministerial nº 127, de 29 de maio de 2008, determina que a descentralização da execução por meio de convênios ou contratos de repasse somente poderá ser efetivada para entidades públicas ou privadas para execução de objetos relacionados com suas atividades e que disponham de condições técnicas para executá-lo.

Outra determinação é para que as instituições que recebam os recursos mantenham os documentos relacionados ao convênio e contrato de repasse pelo prazo de dez anos, contado da data em que foi aprovada a prestação de contas.

Cadastro
A grande novidade que traz a portaria é que todas as instituições que fizerem convênios com a União deverão ser credenciadas no Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (Siconv). O sistema também será o responsável por dar publicidade a todos os atos e os procedimentos relativos à formalização, execução, acompanhamento, prestação de contas e informações acerca de tomada de contas especial dos convênios, contratos de repasse e termos de cooperação.

As informações que constarem no Siconv estarão disponíveis no Portal de Convênios do governo Federal.

Chamadas
A portaria prevê a realização de chamadas públicas para a celebração de convênios. As chamadas deverão ser publicadas com o prazo mínimo de 15 dias. A qualificação técnica e capacidade operacional da entidade privada sem fins lucrativos serão aferidas, de acordo com a portaria, segundo critérios técnicos e objetivos a serem definidos pela União, bem como por meio de indicadores de eficiência e eficácia estabelecidos a partir do histórico do desempenho na gestão de convênios ou contratos de repasse celebrados a partir de 1º de julho de 2008.

Vedações
A medida manteve a vedação para celebração de convênios que sejam inferiores a R$ 100 mil. Além disso, ficam proibidos os contratos com entidades privadas sem fins lucrativos que tenham como dirigentes proprietários ou controladores, membros dos poderes Executivo, Legislativo, Judiciário, do Ministério Público e do Tribunal de Contas da União e seus respectivos cônjuges, companheiros, e parentes em linha reta, colateral ou por afinidade até o 2º grau. A proibição também é mantida para dirigentes que sejam servidores públicos.

Protocolo
Além do contrato, a portaria prevê a criação de um protocolo de intenções que terá o objetivo de reunir vários programas e ações federais a serem executados de forma descentralizada. O protocolo deverá conter a descrição pormenorizada e objetiva de todas as atividades a serem realizadas com os recursos federais.

Alguns dos pontos que o protocolo deverá conter são: descrição detalhada do objeto, indicando os programas por ele abrangidos; o montante dos recursos que cada órgão ou entidade irá repassar; e a definição das responsabilidades, inclusive quanto ao acompanhamento e fiscalização. O texto tem inicio na página 100 do DOU e segue até a página 107.

Fonte: Gestão CT

Empresas da região Sul são destaque de Prêmio de Educação Corporativa

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgou, na semana passada, a lista dos vencedores da primeira edição do Prêmio Melhores Práticas em Educação Corporativa 2008 (Prêmio Educor).

A premiação foi dividida em quatro categorias. Na categoria Institucional, foram eleitas as instituições Académie Accor e Banco do Brasil; na Matricial, a Bematech Indústria e Comércio de Equipamentos Eletrônicos S/A, do Paraná; na categoria Social, a WEG Indústrias S.A, de Santa Catarina; e, na Universidade Empresa, a Empresa Brasileira de Compressores (Embraco), também de Santa Catarina.

A premiação selecionou cinco instituições que desenvolveram as melhores ações nas universidades do país. A idéia é selecionar e destacar projetos em foco na educação corporativa desenvolvidos por instituições acadêmicas brasileiras, estimular a pesquisa de novas práticas na área e ainda contribuir para a melhoria da competitividade do país.

Está marcada para o dia 9 de setembro, em Brasília (DF), a cerimônia de entrega da premiação. Informações complementares podem ser obtidas no site www.educor.desenvolvimento.gov.br.

Fonte: Gestão CT

Amapá construirá a Cidade do Conhecimento

No dia 28 de maio, aconteceu na sala de reuniões do Palácio do Setentrião, em Macapá (AP), a primeira reunião de trabalho que define o início do projeto de construção do Complexo “Cidade do Conhecimento”.

A iniciativa abrigará o campus avançado da Universidade do Estado do Amapá (Ueap) e a Casa da Ciência. O complexo será construído na Rodovia JK que liga Macapá ao município de Fazendinha. A reunião contou com a participação de professores e técnicos de engenharia civil.

Serão construídas salas de aula, laboratórios, auditório e o bloco administrativo. No encontro, surgiu a proposta de incluir no projeto a construção da Casa da Ciência que abrigará o centro de pesquisa da Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia (Setec), que é uma instituição associada à ABIPTI.

Outra proposta discutida na reunião foi a construção de um prédio que abrigará as unidades de conservação Ambiental do Estado, com vistas à pesquisa. O complexo tem lançamento previsto para o fim do mês de junho e será construído com recursos do Estado.

Informações adicionais sobre a reunião podem ser obtidas pelo site:
www.amapadigital.com.br.

Fonte: Gestão CT

Terras para plantio de Pinhão Manso - (Eureka)

Gostaria de parabenizar o site. E' muito bem feito e completo!

Se possível gostaria que me respondessem a algumas duvidas:

Teria vontade de comprar 500 ou 1000 hectares de terra para plantação do Pinhão Manso.

Existem terrenos na região (Fortaleza, Natal ou outras...) e quanto pode custar o preço por hectare? Se não existem, è possível alugar e quanto custariam por hectare o aluguel?

Com a colheita è fácil vender o produto? Fiquei sabendo que existem agricultores que fecharam as portas.

Agradeço imensamente

Riq