segunda-feira, 2 de junho de 2008

Obrigatória as disciplinas de sociologia e filosofia no ensino médio

As disciplinas de filosofia e sociologia farão parte da grade curricular das escolas de ensino médio particulares e públicas. O presidente em exercício, José Alencar, sancionou hoje (2) o projeto de lei que torna obrigatório o ensino das duas matérias nos três anos do ensino médio.

A lei prevê obrigatoriedade imediata das disciplinas. Mas de acordo com assessoria do Ministério da Educação, até o momento não existe prazo para as secretarias estaduais, responsáveis pela grade curricular do ensino médio, se adequarem nem estimativa de impacto financeiro ou de contratação de professores.

Em 1971, as disciplinas de filosofia e de sociologia deixaram de ser lecionadas nas salas das escolas de ensino médio por determinação da ditadura militar. Em 2001, o Congresso Nacional aprovou a inclusão das duas matérias, mas o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso vetou, segundo lembrou o presidente em exercício José Alencar.

“Precisamos [dessas duas matérias] para nos facilitar o exercício e o direito à cidadania", defendeu José Alencar.

Já o ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que "essa lei recupera o direito fundamental de aprender no sentido amplo da palavra, no sentido de se apropriar ao mesmo tempo que se coloca crítica frente ao que se aprendeu”.

Desde 2006, o Conselho Nacional de Educação (CNE) tem resolução que torna obrigatório a filosofia e a sociologia nas escolas de ensino médio. As redes estaduais tiveram um ano para se adaptar. O parecer não determinava a implantação nas três séries do ensino médio, como prevê a nova lei.

De acordo com o ministro Haddad, alguns conselhos estaduais não entenderam a medida como urgente e foi preciso uma lei para garantir a inclusão. A assessoria do ministério informou que não há levantamento sobre a quantidade de estados que já cumprem a resolução.

Aprovada no último dia 8 pelo Senado, a nova lei altera o artigo 36 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de 20 de dezembro de 1996.

Carolina Pimentel / Agência Brasil

Produção de alimentos tradicionais: Extensão rural

Delícias autênticas
Produtos tradicionais, como os vinhos da Serra Gaúcha, as compotas do sul de Minas Gerais, a cachaça de Parati e o queijo da Serra da Canastra, têm sua qualidade amplamente reconhecida. Mas como transformar essa boa reputação em lucro para o pequeno produtor rural?

Essa é a questão central do livro Produção de alimentos tradicionais: Extensão rural, de Luís Fernando Soares Zuin, professor do Departamento de Administração da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas, e de Poliana Bruno Zuin, pesquisadora do Departamento de Educação da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Rio Claro.

Segundo Zuin, o livro é resultado de pesquisas que articularam seu conhecimento de zootecnista e engenheiro de produção aos de Poliana, que é pedagoga e defendeu recentemente tese de doutorado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

“O livro tem abordagem inédita, ao unir essas áreas do conhecimento. O objetivo é oferecer aos extensionistas rurais [técnicos que atuam ao lado do produtor] um instrumento pedagógico que os auxilie a capacitar o produtor rural para gerenciar seu negócio, certificar seus produtos e agregar valor a ele”, disse.

Ele explica que o livro procura definir o conceito de alimentos tradicionais, descreve as modalidades existentes de certificação – com foco especial na que é voltada para a indicação de procedência – e orienta a produção rural e o processo de comercialização do produto.

“O livro tem um capítulo dedicado aos tipos de selos e certificações que o produtor pode conseguir, porque muitas vezes nem o extensionista sabe muita coisa sobre esse mercado de certificação que tanto agrega valor aos produtos”, disse.

Segundo ele, a obra propõe aos extensionistas de órgãos públicos e de empresas um método de capacitação dos agricultores que tem base no referencial teórico do pedagogo Paulo Freire – especialidade de Poliana.

“Percebemos que o produtor é extremamente capaz de desenvolver seu produto do ponto de vista técnico, mas não sabe quais são as atividades-tarefa necessárias para colocar esses alimentos no mercado. Nosso objetivo é aumentar a renda do produtor rural, valorizando a sua commodity”, destacou Zuin.

O professor da PUC-Campinas salienta que, ao utilizar o referencial teórico de Paulo Freire, o livro incentiva a permanência do produtor rural no campo.

“Procuramos incentivar que o extensionista mergulhe no universo do produtor rural, trabalhando em conjunto com ele, em seu contexto próprio, valorizando seu conhecimento. Se as orientações forem impostas de cima para baixo, o próprio produto tradicional pode ser descaracterizado”, disse.

Segundo ele, os produtos tradicionais são valorizados e consumidos há muito tempo, mas a recente popularização levou a uma generalização da percepção de sua qualidade superior. “Além de consolidar essa percepção diante do público, a valorização da cultura tradicional e regional aumenta a a renda e a auto-estima do proprietário rural”, afirmou.

De acordo com o autor, o livro não é voltado apenas aos extensionistas rurais, mas também a pesquisadores e profissionais que trabalham com ciências agrárias. “O texto pode ser utilizado em cursos de administração rural – como agronegócio, engenharia de alimentos e turismo rural –, além de extensão rural, como veterinária e zootecnia”, disse.

Ele explica que o livro teve origem em estudos de caso realizados na chamada Estrada do Sabor, no Rio Grande do Sul. “Não foi um trabalho trivial, porque há grandes diferenças entre a linguagem do gestor e a do pedagogo, mas conseguimos alinhar as duas vertentes”, disse.

Mais informações: www.ideiaseletras.com.br

Fonte: Fábio de Castro / Agência FAPESP

Criada a Rede Física de Altas Energias

O MCT instituiu np último dia 29, a Rede Nacional de Física de Altas Energias (Renafae). A medida foi publicada no Diário Oficial da União por meio da portaria nº 321. A rede terá, entre os seus objetivos, a proposta de coordenar as atividades dos grupos atuantes em física de altas energias e, em particular, as atividades associadas às grandes colaborações internacionais. Além disso, a rede desenvolverá um programa de mobilização de empresas instaladas no Brasil para atuar no desenvolvimento da instrumentação e do software para as colaborações internacionais da área.

A rede, que terá duração de seis anos, será composta por pesquisadores de instituições associadas, que desenvolvem pesquisas e projetos na área da física de altas energias.

Financiamento
A medida prevê que a Renafae conte com recursos das agências de fomento do MCT, de fundações estaduais de amparo à pesquisa e de outros órgãos de fomento federais e estaduais.

Os recursos iniciais para a formação da rede serão concedidos pelas agências de fomento do MCT. A cada dois anos a Renafae será avaliada por uma comissão independente composta por especialistas da área.

Comitê
A rede será coordenada pelo Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) e contará com um Comitê Técnico-Científico. Entre as atribuições comitê está a determinação de propor políticas, diretrizes e prioridades visando à integração das atividades de pesquisa e desenvolvimento em física de altas energias no país, e analisar e aprovar projetos de P&D submetidos pelos órgãos e entidades associados.

Além do CBPF, o comitê será composto pelo presidente do CNPq; por um ou mais representantes convidados dos demais órgãos de fomento; e por dois pesquisadores de renome na área científica ou tecnológica, não necessariamente da área da física de altas energias. O mandato será de três anos.

Fonte: Gestão CT

CNPq, através da resolução normativa 013, regulamenta política de propriedade intelectual

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) regulamentou a atribuição de direitos sobre criações intelectuais, originadas de auxílios e bolsas concedidos pela agência, e a participação nos ganhos econômicos decorrentes da exploração de patente ou direito de proteção.

Com a política, o órgão federal espera promover a proteção do conhecimento e a transferência de produtos e processos, obtidos no ambiente acadêmico, para o setor produtivo.

Segundo o CNPq, diversas modificações no cenário legal e científico brasileiro demandavam uma atualização e uma revitalização da política de propriedade intelectual da instituição, entre as quais se destacam a entrada em vigor da Lei de Inovação e a conseqüente criação de Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) nas instituições de ensino e pesquisa brasileiras.

Após várias reuniões e discussões, realizadas ao longo de mais de dois anos, das quais participaram gestores de inovação das principais instituições de pesquisa e ensino brasileiras, definiu-se a norma de propriedade intelectual que se encontra em vigor. O processo foi coordenado pela vice-presidente do CNPq, Wrana Panizzi, em colaboração com a Procuradoria Federal.

De acordo com a norma, a titularidade da patente caberá à instituição na qual as pesquisas são realizadas, e ao CNPq caberá, na condição de agência de fomento, uma participação nos ganhos econômicos eventuais resultantes da exploração comercial das criações protegidas.

A resolução normativa 013/2008 pode ser lida em:
www.cnpq.br/normas/rn_08_013.htm

Fonte: Agência FAPESP

Brasil e El Salvador acertam acordo para o desenvolvimento de energias alternativas

Brasil e El Salvador atuarão em conjunto no estímulo à inovação e tecnologia. Acordo nesse sentido foi assinado na última quinta-feira (29), durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país. O desenvolvimento de energias alternativas está entre as prioridades da parceria, que também tem como foco áreas como tecnologia industrial, gerência de pesquisa e desenvolvimento, incubação de empresas de tecnologia, qualidade e produtividade.

Pelo acordo, Brasil e El Salvador se propõem a executar projetos conjuntos em áreas de interesse mútuo, promover o intercâmbio de informação tecnológica e técnica e de experiências na pesquisa e no desenvolvimento da tecnologia industrial e facilitar a atualização técnica de cientistas e engenheiros por meio do intercâmbio de profissionais.

Também estão previstos no acordo o intercâmbio entre provedores de serviços tecnológicos, a facilitação de visitas de empresários salvadorenhos a indústrias brasileiras e a troca de experiências em apoio à qualidade e produtividade de pequenas e médias empresas.

Durante a visita do presidente Lula, também foram firmados outros dois acordos bilaterais. Um deles prevê a cooperação no setor de turismo. O outro estabelece auxílio jurídico mútuo em matéria penal. No documento conjunto, os dois países destacam a importância de combater “graves atividades criminosas” como corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico ilícito de pessoas, drogas e armas de fogo e terrorismo e seu financiamento.

Além do encontro de trabalho com o presidente salvadorenho, Elias Antonio Saca, Lula participou, em El Salvador, do 2º Encontro Empresarial Sica-Brasil, com empresários brasileiros e centro-americanos e da 3ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo das duas regiões. Neste evento, Lula discutiu possibilidades de acordos nas áreas de combate à fome, erradicação da pobreza, biocombustíveis e segurança com mandatários de Belize, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá - países que integram o Sistema para a Integração Centro-Americana (Sica) – e República Dominicana.

Fonte: Maria Fernanda Romero / Agência Brasil - 30/05/2008

Simpósio Internacional sobre Mecanismos Colinérgicos

XIII International Symposium on Cholinergic Mechanisms (ISCM).

O Simpósio Internacional sobre Mecanismos Colinérgicos será realizado de 16 a 20 agosto, em Foz do Iguaçu (PR), com o tema central “Neuronal and non-neuronal cholinergic systems: molecular and translational significance”.

O prazo para submissão de resumos ao evento, que reunirá pesquisadores brasileiros e estrangeiros, foi prorrogado para 6 de junho. A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE) são as entidades que promovem o evento.

A programação científica discutirá temas como a neurotransmissão colinérgica, receptores muscarínicos e nicotínicos, doenças colinérgicas e avanços terapêuticos no tratamento de distúrbios colinérgicos periféricos e centrais.

Mais informações: www.iscm2008.com.br

Fonte: Agência FAPESP

8ª Escola de Física Contemporânea

O Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da Universidade de São Paulo (USP) abriu as inscrições para a 8ª Escola de Física Contemporânea, que será realizada entre os dias 20 e 26 de julho, no interior paulista. O período de inscrições termina no dia 21 de junho.

As atividades da escola compreendem aulas expositivas e experimentais sobre tópicos de física, entre os quais termodinâmica, eletricidade, óptica, física moderna, laser, fenômenos de ressonância, relatividade e astronomia, além de palestras sobre temas atuais da física contemporânea e visitas monitoradas nas oficinas e laboratórios do IFSC.

Haverá também visitas programadas a indústrias de alta tecnologia da cidade de São Carlos.

Mais informações: www.if.sc.usp.br

Fonte: Agência FAPESP

A glimpse into the future of Astronomy

Energia escura e futuro obscuro
Uma das tendências na astronomia é o mapeamento de extensas regiões do céu para criar amostras estatísticas que permitam estudar, por exemplo, o Sistema Solar, sistemas planetários e a estrutura das galáxias.

Um grupo de pesquisadores do Observatório Nacional (ON), no Rio de Janeiro, participa de um desses grandes projetos de mapeamento. Trata-se do Dark Energy Survey, levantamento fotométrico de 5 graus quadrados do céu, em sete diferentes filtros, que pretende investigar as características e propriedades da desconhecida energia que domina o Universo e é responsável pela aceleração da sua expansão.

Os cientistas pretendem dar um passo na direção de tentar empírica e observacionalmente caracterizar a energia escura e que influência ela tem na expansão do Universo. “A idéia é que esses dados possam ser usados para confrontar teorias físicas. No final, a física é que vai ter que explicar a expansão do Universo”, disse o astrofísico Luiz Nicolaci da Costa, coordenador da equipe do ON.

O Dark Energy Survey envolve também instituições dos Estados Unidos, Espanha e Inglaterra. Além do ON, participam pelo lado brasileiro pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas.

Segundo Nicolaci, a equipe do ON também poderá participar do Sloan Digital Sky Survey 3, um levantamento espectroscópico que pretende colher informações sobre a estrutura da Via Láctea.

Nicolaci foi o idealizador do encontro “A glimpse into the future of Astronomy” (“Uma olhadela no futuro da astronomia”), realizado pelo ON na semana passada e que reuniu importantes nomes da astronomia mundial para apresentar projetos que poderão delinear pesquisas para os próximos 20 anos.

O objetivo foi mostrar para a comunidade local o que está ocorrendo em outros países e como o Brasil pode se inserir nesses projetos. Além de um encontro científico, para mostrar resultados de pesquisa, o seminário, como explica Nicolaci em entrevista à Agência FAPESP, foi um evento político. Entre as questões de destaque na astronomia nacional na atualidade ele destaca a decadência do ON e a necessidade de elaboração de um plano diretor para o setor.

Agência FAPESP – O que é a energia escura e qual é a importância de seu estudo?
Luiz Nicolaci da Costa – Em 1998, algumas observações diretas de supernovas [corpos celestes brilhantes surgidos após explosões de estrelas] mostraram que o Universo estava em expansão acelerada e que isso exigia uma nova componente. Então, alguém teve a idéia de chamá-la de energia escura. Depois de anos de investigação, vimos que quase 95% do Universo é composto de coisas que não conhecemos – chame de energia escura ou de matéria escura – e de que ninguém ainda provou a existência. Simplesmente não sabemos o que é. E é isso o que estamos estudando.

Agência FAPESP – No encontro realizado no ON foram muito discutidos os rumos da astronomia mundial nos próximos anos. E no caso brasileiro, para onde ruma a astronomia?
Nicolaci – Foram colocadas importantes questões, mas, para nós, é preciso avaliar como poderemos nos inserir nesse contexto. Temos de pensar estrategicamente. A comunidade brasileira é razoavelmente grande e bastante diversa. Há uma enorme gama de interesses científicos e não será um único projeto que satisfará a todos. Então, o desafio é conciliar tudo isso, como dar prioridade aos projetos que pensem no impacto científico, na contribuição efetiva e no retorno que poderá dar. Somente trabalhando em conjunto encontraremos a solução. Poderemos pedir maior apoio governamental para viabilizar nossa participação em alguns desses projetos e, com isso, aprender e formar pessoal para a próxima geração.

Agência FAPESP – No encontro também foram apresentados projetos de muitos milhões de dólares, como o do telescópio terrestre TMT ou o do espacial James Webb. A astronomia brasileira tem condições de entrar nesse mercado no futuro próximo?
Nicolaci – A astronomia brasileira evoluiu muito. Ela praticamente não existia até meados da década de 1970. Agora, precisamos chegar à maturidade. Temos de definir um plano diretor para a astronomia nacional, para podermos otimizar os recursos da área, levando em consideração a realidade internacional, nossas vocações e o que podemos fazer.

Agência FAPESP – Como isso tem afetado o Observatório Nacional?
Nicolaci – O maior problema é que o Observatório Nacional entrou em franca decadência. Historicamente, éramos um instituto de excelência, mas perdemos nossa missão. Agora, estamos querendo recuperá-la. A principal razão de propormos o encontro [“Uma olhadela no futuro da astronomia”] é que precisamos de uma maior articulação com o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Existem cinco institutos atuando na área da astronomia vinculados ao ministério, sem nenhum tipo de coordenação. A astronomia é uma ciência profundamente cara, então precisamos primeiramente de uma articulação dos institutos do MCT que atuam na área. Temos que ter uma visão conjunta de futuro. A idéia da reunião foi dar uma visão panorâmica do que está acontecendo, demonstrar como essa ciência é feita e a sua importância. O projeto que acabará mais cedo, dentre os que foram mostrados no encontro, terminará em 2013. Estamos falando da próxima década e querendo planejar como o Brasil poderá se inserir nesse contexto. A idéia é trabalhar em rede.

Fonte: Washington Castilhos / Agência FAPESP

Fundo de investimento aportará R$ 12 milhões em empresas mineiras

Empresas de base tecnológica inovadoras das cidades de Santa Rita do Sapucaí e Itajubá, em Minas Gerais, terão o aporte do fundo de investimento em participação Rotatec para o desenvolvimento de projetos inovadores.

O fundo, que será administrado pela FIP Rotatec e apoiado pela Finep, contará com R$ 12 milhões em recursos para o financiamento de projetos inovadores em 10 empresas nascentes ligadas ao setor de tecnologia da informação e comunicação (TIC). Cada empresa receberá um aporte médio de R$ 850 mil.

Segundo informações da Finep, R$ 4,8 milhões dos recursos alocados no fundo são da financiadora, o restante do investimento será feito pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), que é uma instituição associada à ABIPTI, pela Caixa de Assistência e Previdência Fábio de Araújo Motta (Casfam), além da contribuição de investidores privados não-locais.

O Rotatec foi aprovado na primeira na chamada para Capitalização de Fundos Locais de Capital Semente do Programa Inovar.

Fundos
Os fundos de investimento que contam com o apoio da Finep totalizam cerca de R$ 140 milhões. São 15 fundos aprovados pelo Programa Inovar, entre eles, um fundo de private equity, dois sementes e doze fundos de venture capital. Informações complementares podem ser obtidas no site www.venturecapital.gov.br.

Fonte: Gestão CT

R$ 13 milhões para redes de pesquisa em MG

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) liberou, no dia 29, R$ 13 milhões para as Redes Mineiras de Pesquisa Científica e Tecnológica.

As redes são formadas por universidades e centros estaduais ou federais de pesquisa, que se unem para desenvolver estudos em áreas estratégicas, promovendo capacitação e competitividade nacional e internacional.

A Fapemig apóia oito redes, entre as quais a Rede Mineira de Biomoléculas (que estuda o veneno do escorpião-amarelo para produção de medicamentos), a Rede Genoma e a Rede Mineira de Bioterismo (criação de animais utilizados como cobaias).

Segundo a fundação, o apoio a esses grupos é considerado estratégico, pois garante a otimização de recursos, uma vez que permite que outros grupos de pesquisa tenham acesso à infra-estrutura adquirida.

Outro ponto forte é a articulação entre instituições e pesquisadores, o que permite a união de conhecimentos distintos e a troca de experiências. Por fim, as redes permitem a formação de parcerias com órgãos federais que vêem nos grupos a oportunidade de financiamento otimizado no país.

Recém-incluída entre as redes beneficiadas pela Fapemig, a Rede de Pesquisa em Oncologia de Minas Gerais receberá recursos pela primeira vez. Formada pelas universidades federais de Minas Gerais (UFMG), do Triângulo Mineiro (UFTM) e de Uberlândia (UFU), a rede irá estudar diagnósticos e novos tratamentos para o câncer.

Mais informações: www.fapemig.br

Fonte: Agência FAPESP

Aprovada a Lei Paulista de Inovação

O projeto da Lei Paulista de Inovação foi a primeira proposta estadual a chegar a uma Assembléia Legislativa com o objetivo criar uma legislação específica para o setor. O texto foi apresentado em 2006, depois da criação da Lei de Inovação do governo federal, no fim de 2004.

Depois de dois anos de tramitação na Casa e com a incorporação de muitas emendas, a Lei Paulista foi aprovada no dia 20 pela Assembléia e aguarda a sanção do governador José Serra, que tem até 90 dias para sancionar o projeto. Esta é a quinta lei estadual de inovação criada no país. Outras já estão consolidadas ou em fase de regulamentação.

Sistema
A lei cria o Sistema Paulista de Inovação Tecnológica com a proposta de incentivar o desenvolvimento sustentável do Estado pela inovação tecnológica, estimulando projetos e programas especiais articulados com os setores público e privado.

O artigo 21 do texto final, que foi aprovado pelos deputados, prevê que o Estado, suas autarquias, fundações e empresas poderão participar do capital social de sociedade de propósito específico, visando o desenvolvimento de projetos científicos ou tecnológicos para a obtenção de produto ou processo inovador de interesse econômico ou social.

Além disso, a lei permitirá a participação do Estado em fundos mútuos de investimento para fomentar empresas que tenham como atividade principal a inovação tecnológica.

A proposta aprovada ainda autoriza o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) e o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) a constituir subsidiárias, as quais poderão associar-se, majoritária ou minoritariamente, a outras empresas para a realização de projetos de inovação.

Fonte: Gestão CT

Decreto autoriza a constituição inicial do capital da Empresa Binacional Alcântara Cyclone Space

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou um decreto no dia 27 de maio que autoriza a constituição inicial do capital da Empresa Binacional Alcântara Cyclone Space. O ato foi publicado na edição do dia 28 do Diário Oficial da União.

Por meio do decreto, foi autorizada a constituição inicial do capital da Empresa Binacional Alcântara Cyclone Space, no valor de R$ 53,2 milhões, por meio dos seguintes créditos abertos em favor do MCT: especial, previsto na Lei 11.235/2005, de R$ 8,86 milhões; ordinário, previsto na Lei 11.306/2006, de R$ 8,87 milhões; e ordinário, previsto na Lei 11.451/2007, no valor de R$ 8,87 milhões. As duas últimas leis estimam as receitas e fixam as despesas da União para o exercício financeiro de 2006 e 2007, respectivamente.

O capital da empresa também contará com uma transferência intergovernamental realizada pelo governo da República da Ucrânia, de R$ 26,6 milhões.

O decreto está disponível neste link.

Fonte: Gestão CT

Criado Comitê Consultivo das Reservas Particulares do Patrimônio Natural

Foi publicada, na edição do dia 23 do Diário Oficial da União, uma portaria do Ministério do Meio Ambiente (MMA) que cria o Comitê Consultivo das Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) com o objetivo de estabelecer um fórum de discussões técnicas para o fortalecimento do sistema de criação, implementação e gestão das RPPN federais.

A instância contará com a representação das seguintes instituições: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade; Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA; do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis; da Confederação e das associações estaduais de RPPN; das Organizações não Governamentais Fundação SOS Mata Atlântica, Fundação Pró-Natureza (Funatura) e Fundação O Boticário de Proteção à Natureza.

O conselho ainda terá a participação de cinco especialistas de notório saber em RPPN. São eles: Sônia Maria Pereira Wiedmann; Claudia Costa Guimarães; Márcia Lederman; Carlos Alberto B. Mesquita; e Wilson Loureiro.

O grupo será presidido pelo diretor da Diretoria de Unidade de Conservação de Proteção Integral (Direp) do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e terá como secretário executivo o coordenador do Programa de Criação de Unidades de Conservação da Direp.

A íntegra da portaria está disponível neste link.

Fonte: Gestão CT

Fapesb divulga auxílio para participação em eventos de julho e agosto

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Bahia (Fapesb) divulgou essa semana o resultado do edital Participação de Reunião Científica julho e agosto de 2008.

Entre os 28 contemplados, estão dois pesquisadores de instituições associadas à ABIPTI. Joberto Sérgio Barbosa Martins da Universidade de Salvador (Unifacs), que participará de um evento na Malásia, e Taís Fontoura de Almeida da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que receberá recursos para participar de um congresso em São Paulo (SP).

A lista completa com o nome dos pesquisadores beneficiados pode ser conferida neste link.

Fonte: Gestão CT

UFCG aprova criação do Programa de Inovação e Transferência de Tecnologia

A Universidade Federal de Campina Grande (UFGC) contará com um Programa de Inovação e Transferência de Tecnologia. A iniciativa foi aprovada no dia 26, pelo Colegiado Pleno do Conselho Universitário da instituição de ensino.

O programa estabelecerá as políticas de incentivo à inovação e à pesquisa científica e tecnológica no âmbito da universidade, regulamentando as atividades de incubação de empresas, propriedade intelectual, transferência e licenciamento de tecnologia da UFCG.

No âmbito do programa será implantado um Comitê Gestor, presidido pelo reitor da UFCG, e um Núcleo de Inovação e Transferência de Tecnologia (Nitt), que terá um coordenador nomeado pelo reitor da universidade.

De acordo com informações divulgadas pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq), a iniciativa ajusta a UFCG à Lei de Inovação, que dispõe sobre os incentivos no ambiente produtivo com vistas à capacitação e ao alcance da autonomia tecnológica e ao desenvolvimento industrial do país.

Para o relator do processo de criação do programa, Péricles Rezende, que é representante do Centro de Engenharia Elétrica e Informática da UFCG, a regulamentação da Lei de Inovação no âmbito da universidade, com a criação do Nitt, permite uma maior interação com a sociedade. “Teremos uma relação mais ordenada com o ambiente produtivo, resguardando os interesses da UFCG e dos criadores, no tocante à pesquisa científica e tecnológica”, afirmou, em notícia publicada pela Fapesq.

Informações sobre as ações da UFCG podem ser obtidas no site www.ufcg.edu.br.

Fonte: Gestão CT

Reaberto o edital para solicitação de bolsas de pós-graduação stricto sensu em Pernambuco

A Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe) reabriu, no dia 22, o edital para solicitação de bolsas de mestrado acadêmico e doutorado pelos programas de pós-graduação stricto sensu sediados em Pernambuco. A data limite para submissão das propostas é o dia 7 de julho.

De acordo com informações da fundação, o texto da rodada foi editado para dar maior destaque às características das propostas e aos requisitos para sua submissão, enquadramento e atendimento. Agora, a instituição está oferecendo 60 bolsas de mestrado e 40 de doutorado.

As bolsas oferecidas terão os novos valores adotados a partir de junho para todas as bolsas de pós-graduação da Facepe, que acompanham o reajuste anunciado para as bolsas do CNPq e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), de R$ 1,2 mil e R$ 1,8 mil, respectivamente, para mestrado e doutorado.

Na primeira rodada do edital, a Facepe concedeu 220 bolsas de mestrado acadêmico e 110 de doutorado, resultando num aumento de 25% no atendimento aos programas de pós-graduação stricto sensu sediados em Pernambuco. As propostas aprovadas para a segunda rodada serão financiadas com recursos do Tesouro Estadual, com aplicação de R$ 720 mil do orçamento da Facepe para 2008.

A íntegra do edital está disponível neste link.

Fonte: Gestão CT

Prospectando Oportunidades: Empreendendo com Inovação

Itep-OS sediará evento sobre perspectivas da inovação e da economia de Pernambuco

Nos dias 5 a 13 de junho, a Associação Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep-OS), que é associada à ABIPTI, sediará os primeiros seminários do Ciclo de Eventos “Prospectando Oportunidades: Empreendendo com Inovação”. A iniciativa é da Rede Pernambucana de Empreendimentos Inovadores (Incubanet) que vai realizar o ciclo de eventos de junho a setembro deste ano. Os demais eventos, que compõem o ciclo, também vão acontecer no auditório do Itep-OS, em Recife (PE). Os seminários abordarão os temas: “Perspectivas e Tendências da Economia de Pernambuco” e Perspectivas da Inovação na Macroeconomia”. O público-alvo do evento é composto por estudantes, empresários e potenciais empreendedores na economia de Pernambuco.

Os temas do seminário fazem conexão com os outros quatro workshops que vão formar o ciclo de eventos. São eles: Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), que acontecerá no dia 3 de julho; Metal-Mecânica, programado para o dia 17 de julho; e Logística e Serviços Modernos (pólo médico e consultorias), que será realizado no dia 18 de setembro.

O ciclo tem como objetivo promover o diálogo entre mercado e empreendedores. A proposta é contribuir para que os empreendedores tenham uma boa noção do mercado, possam construir suas idéias e verificar se há, nelas, viabilidade econômica.
Para todos os eventos será preciso fazer inscrição, que são gratuitas. A Incubanet congrega incubadoras de empresas de todo o Estado de Pernambuco.

Informações e inscrições para os seminários, no site www.incubanet.org.br e pelo telefone (81) 3425.4846.

Fonte: Gestão CT

R$ 3 milhões para bolsas de mestrado e doutorado no Paraná

A Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Estado do Paraná, instituição associada à ABIPTI, lançou a chamada pública para concessão de bolsas de mestrado e doutorado aos programas de pós-graduação stricto sensu. As propostas poderão ser enviadas até o dia 15 de junho.

A chamada dispõe de R$ 3,7 milhões, alocados no plano de trabalho do ano de 2006 da fundação, no programa de apoio à concessão de bolsas e repassados pelo Fundo Paraná.

O objetivo é promover a consolidação e o fortalecimento da pós-graduação em todas as áreas do conhecimento, visando um aumento da qualificação de professores universitários, pesquisadores e profissionais do ensino superior vinculados às instituições estaduais de ensino superior do Paraná.

A proposta é de repassar 80 bolsas de mestrado e até 22 de doutorado, com prazo de 24 e 36 meses, respectivamente.

Coordenadores, com o título de doutor, dos cursos ou programas acadêmicos de pós-graduação stricto sensu de instituições paranaenses de ensino superior ou de pesquisa, públicas ou privadas, sem fins lucrativos, reconhecidos pela Capes/MEC poderão enviar as propostas. A submissão deverá ser feita por meio do cadastro no Sistema de Gestão Eletrônica de Projetos (Sigep), disponível no site www.fundacaoaraucaria.org.br.

No prazo de cinco dias úteis após o envio da proposta eletrônica, o interessado deverá encaminhar, via Correios, uma cópia impressa do Formulário Único de Projeto (FUP), além de outros documentos para o endereço: Fundação Araucária – Chamada de Projetos 06/2008 – Rua Comendador Franco, 1341 – Cietep – Jardim Botânico – 80215-090 – Curitiba – PR. A divulgação dos resultados das cotas de bolsas por programa será até o dia 18 de julho.

O financiamento das bolsas está em conformidade com as atuais diretrizes da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), que também é associada à ABIPTI, como parte do Programa de Verticalização do Ensino Superior Estadual, que visa a melhoria da qualificação dos quadros de docentes e pesquisadores do Estado, a consolidação dos cursos de pós-graduação stricto sensu, o fortalecimento de grupos de pesquisa sediados no Paraná e a qualificação de todo o sistema estadual de ensino superior e de pesquisa.

Veja a íntegra da chamada neste link.

Fonte: Gestão CT