sexta-feira, 30 de maio de 2008

STF autoriza o uso de células-tronco embrionárias humanas em pesquisas científicas

Votos suficientes

O Supremo Tribunal Federal (STF) votou nesta quinta-feira (29/5) pela constitucionalidade do artigo 5º da Lei de Biossegurança. Por seis votos a cinco prevaleceu a autorização do uso de células-tronco embrionárias humanas em pesquisas científicas.

Em março de 2005, as pesquisas com células-tronco embrionárias humanas foram aprovadas no Brasil no âmbito da Lei de Biossegurança. Em maio do mesmo ano, no entanto, o então procurador-geral da República, Cláudio Fonteles, entrou no STF com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra o artigo a respeito das pesquisas, sob a alegação de que estudos do gênero feriam “o direito de embriões”. O pedido foi acatado no fim de 2006.

Defenderam a continuidade das pesquisas com células-tronco embrionárias humanas, sem ressalvas, os ministros Carmen Lúcia Antunes Rocha, Celso de Mello, Ellen Gracie, Joaquim Barbosa, Marco Aurélio Mello e o relator Carlos Ayres Britto, que defendeu a improcedência da Adin.

Propuseram ressalvas às pesquisas, considerando parcialmente procedente a Adin, os ministros Carlos Alberto Menezes Direito, Cézar Peluso, Eros Grau, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski.

Segundo a Agência Brasil, Marco Aurélio Mello destacou que o texto legislativo traz restrições ao uso de embriões, considerando apenas o uso de embriões produzidos por fertilização in vitro, inviáveis, congelados há mais de três anos e com o consentimento dos pais, que forneceram o material.

“Ficando assim descartada, quer sob o ângulo da utilidade, quer sob o ângulo da vontade do casal, a viabilidade de implantação no útero”, disse. “A questão é saber se serão destruídos fazendo o bem a outras pessoas ou não; a meu ver, a resposta é óbvia.”

Na opinião do ministro, a função dos ministros neste julgamento é “definir o destino dos óvulos fecundados, que fatalmente seriam destruídos e devem ser utilizados sempre na tentativa inesgotável do progresso da humanidade”.

Durante a apresentação de seu voto no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade que questiona o uso de células-tronco embrionárias humanas em pesquisas, Mello ressaltou que não cabe ao STF apresentar sugestões de modificação da norma.

“É de todo impróprio o Supremo julgar fazendo recomendações, ele não é órgão de aconselhamento”, afirmou. "A lei [de Biossegurança] foi aprovada por 96% dos senadores e 85% dos deputados, o que demonstra razoabilidade."

Para o ministro, as premissas que levam à interpretação de que a lei é ambígua “não se fazem presente”. De acordo com Marco Aurélio, apresentando recomendações à lei, há um risco de se redesenhar o texto legislativo, “assumindo o Supremo o papel de legislador positivo”.

Em entrevista à Agência FAPESP, Stevens Rehen, professor do Departamento de Anatomia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e presidente da Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento (SBNeC), disse considerar o julgamento no STF um “divisor de águas para a sociedade brasileira”.

“A decisão do STF vai colocar à prova o caráter laico do Estado. Além disso, todo o debate em torno da questão está sendo extremamente importante para aprimorar a percepção do público em relação à ciência”, apontou Rehen.

Segundo ele, é difícil avaliar o quanto a Adin atrasou as pesquisas brasileiras – o país não derivou até hoje nenhuma linhagem de células-tronco embrionárias. “O laboratório que coordeno, por exemplo, tem 17 pesquisadores e apenas dois estão em tempo integral nessa linha. Isso ocorre porque é arriscado investir em uma pesquisa que poderia se tornar ilegal”, disse.

O presidente da FAPESP, Celso Lafer, enviou no dia 11 de fevereiro ofício à então ministra do STF, Ellen Gracie, a respeito da autorização legal para a realização de pesquisas com células-tronco embrionárias. O texto foi encaminhado também aos demais ministros.

“Entende a FAPESP que o tratamento e os controles dados à matéria pela Lei de Biossegurança conciliam adequadamente os valores envolvidos, possibilitando os avanços da ciência em defesa da vida e o respeito aos padrões éticos de nossa sociedade”, destacou Lafer.

O presidente da Fundação reiterou a “confiança no prudente julgamento desse Tribunal, em defesa dos valores acolhidos em nossa Constituição e da aplicação do Direito segundo os critérios e conceitos próprios de uma ética laica da ciência e do Estado”.

Fonte: Agência FAPESP

Petrobrás apóia 38 redes temáticas para desenvolvimento de projetos

Mais dinheiro no fundo do poço
Os especialistas apontam que os desafios energéticos do Brasil devem ser enfrentados por meio de tecnologias capazes de elevar os patamares de eficiência com a diminuição de custos operacionais e impactos ao meio ambiente. Nesse sentido, a nanotecnologia vem despontando com enorme potencial na indústria do petróleo.

De olho em vantagens comparativas nos mercados nacional e internacional, tal potencial fez com que a Petrobras constituísse recentemente 38 redes temáticas para apoio a projetos na área. Uma delas, em um dos campos científicos mais promissores, é a Rede de Nanotecnologia do Petróleo.

Segundo Henrique Eisi Toma, professor titular do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP), a comunidade científica brasileira precisa entender a urgência do desenvolvimento tecnológico que o setor petrolífero demanda e, como conseqüência, dar início ou continuidade a projetos de pesquisa com auxílio dos recursos oferecidos pela empresa.

”São pelo menos R$ 500 milhões por ano para serem destinados a universidades e institutos de pesquisa de todo o país. Mas, infelizmente, a maior parte da comunidade acadêmica desconhece a existência de tal apoio financeiro”, disse Toma.

O professor apresentou, na manhã de quinta-feira (29/5), a conferência plenária “A nanotecnologia do petróleo: Desafios e perspectivas” durante a 31ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Química, (SBQ) em Águas de Lindóia (SP).

Criadas em parceria com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as redes temáticas têm como objetivo principal desenvolver inovações tecnológicas de interesse estratégico para o setor de petróleo, gás e energia. Por força de lei, a Petrobras tem renúncia fiscal para apoio a projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D), que contam com 0,5% do faturamento bruto da empresa.

A Rede de Nanotecnologia do Petróleo é coordenada por pesquisadores da USP, da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e das universidades federais de Minas Gerais (UFMG), do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Bahia (UFBA). Também participam da iniciativa as federais do Rio Grande do Sul (UFRS) e de São Carlos (UFSCar). Toma é o coordenador da rede na USP.

Segundo ele, a indústria do petróleo, assim como a nanotecnologia enquanto área do conhecimento, é muito ampla e abrangente, e não envolve apenas a questão energética. “Petróleo está na base da indústria petroquímica, que, por sua vez, está presente em praticamente todos os produtos consumidos hoje em dia”, salientou.

Áreas estratégicas
Henrique Toma divide o setor em três áreas: prospecção, que envolve basicamente extração e transporte de combustível; processamento, que inclui a transformação para geração de produtos; e energia e meio ambiente, no qual estão os impactos ambientais da indústria petrolífera.

Nesse universo, a nanotecnologia poderia contribuir em todas as etapas: desde a melhoria dos equipamentos de prospecção e transporte até o controle e remediação dos problemas ambientais ocasionados pela exploração, passando pela separação de gases e de outros componentes do petróleo.

“A nanotecnologia está na linha de frente das tecnologias do petróleo por oferecer materiais com propriedades mais avançadas e processos ambientalmente corretos e menos poluidores. Ela fará muito com pouco, ou seja, permitirá a produção de mais petróleo com menos materiais. O mundo nano é o que promete a maior eficiência nos processos tecnológicos do parque petrolífero brasileiro”, afirmou Toma.

Entre as características dos materiais que fariam parte da nanotecnologia do petróleo estão maior leveza e resistência mecânica, propriedades antiaderentes e capacidade de auto-reparo. Na área de prospecção, segundo o professor do IQ-USP, a nanotecnologia teria ainda alta capacidade de produzir materiais de perfuração mais resistentes, que dariam sustentação para que todo o terreno periférico ao redor dos pontos de perfuração não desmoronasse.

“Em prospecção, outra grande demanda são os materiais de fluidificação voltados ao transporte do petróleo”, apontou. Segundo ele, na área de processamento, por sua vez, “a palavra mágica se chama catálise, que são os materiais que aumentam a rapidez e eficiência de todo o processo”.

“A nanotecnologia pode ajudar em processos catalíticos que transformam o petróleo bruto em óleos nobres usados como combustível. Nanocatalisadores petroquímicos de alta eficiência já estão sendo pesquisados em todo o mundo e aditivos para melhorar o escoamento e evitar o entupimento dos catalisadores também deverão surgir”, exemplificou.

Outra área estratégica no processamento de petróleo é o sensoriamento. “Isso inclui a possibilidade de criação de sensores ultra-sensíveis para detecção de contaminantes, como os transportadores de enxofre e metais pesados que envenenam os catalisadores”, disse.

Fonte: Thiago Romero / Agência FAPESP

Conferencias nucleares - Mediciones neutrónicas

UNIVERSIDAD NACIONAL DE INGENIERÍA - FACULTAD DE CIENCIAS - Auditorio R1-125

Conferencias nucleares - "Mediciones neutrónicas"
Dr. Agustín Zúñiga (IPEN, UNSM)

Día: Miércoles 4 de junio 2008 - Hora: 6 p.m.

Dr. Agustín Zúñiga (IPEN, UNSM)
Primer alumno de su promoción de física de la UNI
El doctor Zúñiga es doctorado en física de la Universidad de Campinas, Brasil.
Experimentado investigador en reactores nucleares
Ex director general de Instalaciones Nucleares del IPEN

Fuente: Peru Ciencia

Conhecimento dos escravos no tratamento da Malária

Escravos negros: primeiros cientistas brasileiros?
O Laboratório de Síntese e Análise de Produtos Estratégicos (LASAPE), pertencente ao Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IQ-UFRJ), sintetizou, através de uma nova metodologia de preparação, o alcalóide indólico beta carbolina, denominado quindolina, uma substância com potente atividade antimalarial. Tal substância é isolada de plantas da família Asclepiadaceae, espécies Cryptolepis, na África, muito utilizada na medicina popular de vários países do continente no tratamento desta endemia tropical.

Sob o viés da Etnobotânica - uma ciência multidisciplinar que estuda o conhecimento tradicional sobre plantas pertencente a uma determinada cultura, etnia ou civilização local -, pesquisadores do LASAPE estão próximos de comprovar que os escravos negros foram os primeiros povos não aborígenes a fazer ciência no Brasil, já que utilizavam plantas com atividade antimalarial para curar seus pacientes. Eles o faziam principalmente quando estavam escondidos na mata atlântica, refugiados nos quilombos, locais de alta incidência de malária naquela época.

Esta medicina alternativa pode ser a resposta para explicar o porquê de os escravos fugidos terem apresentado mais tempo de vida do que os que ainda habitavam as senzalas, mesmo os primeiros estando expostos a doenças endêmicas tropicais e aos conflitos com os mercenários que tentavam, a todo custo, recapturá-los, a mando das autoridades coloniais e dos senhores de engenho.

Provavelmente, no período colonial, quando foram escravizados, os negros trouxeram para o Brasil o saber da sua cultura africana, aprendido com os chamados babalossens: botânicos que dominavam o cultivo das plantas e as suas formulações farmacêuticas, extraindo os princípios ativos e adequando as suas aplicações para cada caso de enfermidade.

Por que aplicar um emplasto numa ferida? Tomar um chá? Fazer uma inalação? Ou um decocto?
A fórmula ou a forma pela qual o princípio ativo da planta age é diferente para cada caso. E esse conhecimento era dominado pelos babalossens. Uns dizem que eram curandeiros, outros que eram botânicos. Eu acho que eles eram pesquisadores atuando numa área multidisciplinar, sem uma academia formal como a UFRJ, que veio surgir muito tempo depois. Talvez, a primeira academia no Brasil tenha sido criada num quilombo -, considera Cláudio Cerqueira Lopes, professor do IQ-UFRJ e coordenador do LASAPE.

Atualmente, o grupo multidisciplinar constituído de professores e alunos do IQ, do Núcleo de Pesquisas de Produtos Naturais (NPPN) e da Faculdade de Farmácia da UFRJ analisa a fração alcaloídica por estudos de cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massas de uma planta chamada Carapanaúba (ninho de mosquito, da família Apocynaceae), encontrada em uma comunidade quilombola da localidade de Oriximiná, no estado do Pará, em uma região infestada de malária, a quinze horas de barco da capital Belém.

O extrato da planta foi enviado para análises de CG-EM à Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), com o objetivo de observar se há alguma semelhança entre os alcalóides indólicos nela presentes e os encontrados nas plantas da África, tendo como referência a molécula de um padrão de quindolina sintetizada no LASAPE, IQ-UFRJ.

“Em ambas as plantas, os alcalóides são do mesmo tipo (indólicos) e a família Asclepiadaceae (africana) é parecida do ponto de vista da quimiossistemática vegetal com a família Apocynaceae (do Pará). A questão é: por que um povo usa para uma mesma enfermidade em dois continentes diferentes, plantas que têm o mesmo tipo de classe de substâncias? Alguém pode dizer que é um mero acaso, mas eu defendo que eles sabiam realmente o que estavam fazendo. Já estou quase convencido de que os negros foram os primeiros não aborígenes a fazer ciência no continente sul-americano e acho que isso é um fato muito importante para a nossa história”, afirma Claudio.

Segundo ele, se for comprovado que a substância presente na Carapanaúba é mesmo a quindolina ou os seus derivados, será possível também pensar na síntese do alcalóide em larga escala e até mesmo na produção de medicamento antimalarial. Um outro caminho seria o cultivo das plantas com objetivo de fornecer um fitoterápico validado pelo conhecimento científico da academia.

Estudos anteriores
É importante ressaltar que, antes da análise da Carapanaúba, coletada no Pará, o LASAPE já havia sintetizado a quindolina através de uma pesquisa do aluno Wesley Barros, identificando este alcalóide de uma planta africana da família Asclepiadaceae.

O acesso a esta planta só foi possível porque o queniano Geoffrey Ogoye (Jimmy), que também trabalhou no laboratório, trouxe do Jardim Botânico de Nairóbi, capital do Quênia, a planta Criptolepys hypoglauca. No extrato desta espécie, foi identificado a presença da quindolina com o mesmo padrão de fragmentação na espectrometria de massas do alcalóide que fora sintetizado por Wesley.

Para Cláudio, é de extrema importância estudar, de forma interdisciplinar, tal conhecimento popular transmitido pelos negros de geração em geração, buscando dar a este saber um respaldo científico da academia: “Eles fazem formulação e administração do medicamento natural. Isto é Química Farmacêutica, Farmacotécnica, Química de Produtos Naturais e Etnobotânica. É preciso mostrar que a cultura popular ajuda a curar doença, e a um preço acessível a todas as camadas da população”, completa.

Amazônia
Dos 180 milhões de brasileiros, apenas 32 milhões têm acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS) e às farmácias. O restante da população, em especial nas regiões Norte, Nordeste e Centro-oeste, têm o hábito de consumir plantas medicinais no tratamento de suas doenças.

A Amazônia é um poderoso celeiro de fármacos. No entanto, quando olhamos as prateleiras das farmácias, quase não há medicamentos nacionais. O fato de as pessoas preferirem tomar um comprimido, uma injeção, passar uma pomada ou um creme - conforme destaca o professor - reflete uma formação muito ligada a modelos americanos e europeus de formulação de medicamentos.

"Precisamos ter uma indústria farmacêutica nacional baseada em princípios ativos utilizados pelos nossos antepassados. No entanto, muitos não têm interesse, menosprezam ou simplesmente ignoram a cultura popular, o que eu acho grave" analisa Cláudio. Ele acredita que, em um país grande como o nosso, é possível aproveitar a diversidade e a riqueza amazônica, sempre buscando compreender a cultura de todos os povos que lá vivem, sejam negros ou indígenas, sem massacrá-los. Em sua visão, “a ciência é muito ampla e tem espaço para todas as culturas”.

Sobre a devastação ambiental, o professor opina: “acho que para opinião pública internacional, temos que mostrar que estamos preocupados com os povos que vivem na floresta e a sua cultura, com a preservação da biodiversidade, de forma séria e com investigação científica. Todo mundo comete deslizes e nós precisamos admitir que também já cometemos alguns na Amazônia, isso não dá para negar. As queimadas ocorrem, não são fato isolado, e gradativamente já foram devastadas várias Franças, conforme dizem, e provavelmente muitas espécies de insetos, plantas, peixes e outras formas de vida já desapareceram. Elas poderiam conter princípios ativos para serem usados na cura de muitos dos nossos males.” (Olhar Vital)

Fonte: Fernanda de Carvalho / AgN/CT

Telescópio James Webb sucederá o Hubble

O sucessor do Hubble
Em 2013 está previsto o lançamento do sucessor do telescópio espacial Hubble, um dos mais notáveis instrumentos na história da astronomia, que desde 1990 tem ajudado o homem a conhecer melhor a estrutura e a história do Universo.

O telescópio espacial James Webb terá metade do peso do Hubble, economizando em diversas partes para poder conter o mais importante: um espelho com 6,5 metros de diâmetro, quase três vezes maior do que o do seu antecessor, o que permitirá observar distâncias hoje impensáveis.

O olhar distante não se dará apenas no espaço, mas no tempo, com o registro de estrelas e outros objetos cuja luz será registrada muito depois de serem emitidas. Segundo os responsáveis pelo projeto, com o James Webb será possível olhar para mais de 13 bilhões de anos atrás, pouco após o Big Bang, para testemunhar e entender melhor, por exemplo, o nascimento de galáxias.

“Para conseguir isso, precisamos fundamentalmente de um telescópio grande, pois os objetos, por estarem muito distantes, não são nítidos”, disse o astrofísico Jonathan Gardner, chefe do Laboratório de Cosmologia Observacional do Centro Goddard de Vôo Espacial, da Nasa, a agência espacial norte-americana.

Gardner participou do seminário “Uma espiada no Futuro da Astronomia”, evento que reuniu esta semana astrônomos de diversos países no Observatório Nacional, no Rio de Janeiro.

O novo telescópio terá uma área de coleta de luz seis vezes maior do que a do Hubble. “Como seu espelho principal tem 6,5 metros, e o foguete que o lançará tem pouco mais de 5 metros de diâmetro, o James Webb seguirá ‘dobrado’. Depois de deixar o foguete, será desdobrado e seus segmentos serão alinhados”, explicou Gardner.

O James Webb é resultado de uma colaboração entre a Nasa e as agências espaciais canadense (CSA) e européia (ESA). A missão tem custo estimado de US$ 4,5 bilhões.

Ele ficará em órbita a cerca de 1,5 milhão de quilômetros da Terra, além da influência da órbita da Lua. A região, conhecida como L2, está na parte exterior da órbita terrestre ao largo da reta que une a Terra ao Sol e permitirá que a espaçonave se mantenha em distância constante do planeta, sendo necessários apenas pequenos movimentos comandados a distância.

Outra diferença é que o James Webb foi projetado para trabalhar em temperaturas de 225ºC negativos. “Para chegar a tais temperaturas, ele terá que se afastar bastante da Terra. Por ficar apenas na órbita terrestre, o Hubble pega a luz do Sol a cada uma hora e meia, o que faz com que tenha que se esconder atrás da Terra para poder se resfriar novamente. O James Webb estará a 1,5 milhão de quilômetros, atrás de um painel que atuará como se fosse um bloqueador com nível de proteção muito alto”, comparou Gardner.

Serão cinco camadas de painéis para garantir um isolamento perfeito. “Se tivéssemos apenas uma camada de proteção, algum objeto espacial, ao se chocar com o telescópio, poderia deixar um buraco onde os raios solares penetrariam, e isso é algo que queremos evitar”, afirmou.

Segundo Gardner, esse falta de proteção é um dos maiores problemas do Hubble. Além disso, os instrumentos eletrônicos do telescópio atual não estão funcionando corretamente. Por conta disso, em outubro a Nasa enviará o ônibus espacial em uma missão para substituir os instrumentos defeituosos. Mas a agência norte-americana já avisou que esse será o último conserto do telescópio, que deverá funcionar por mais cinco anos.

“Queremos que o Hubble permaneça no espaço o máximo de tempo possível, mas, ao mesmo tempo, desejamos um telescópio maior. O Universo está se expandindo e precisamos também expandir nosso conhecimento”, disse Gardner.

Como junto com a expansão do Universo ocorre o alongamento da luz, o Webb está sendo projetado para trabalhar em infravermelho – o Hubble opera mais em luz visível e em radiação ultravioleta. “Para ver as primeiras galáxias, precisamos de um telescópio que consiga enxergar a luz que vem de onde as estrelas nascem”, explicou.

A Guiana Francesa foi o local escolhido para o lançamento, por estar próximo à linha do Equador, posição geográfica que facilita a impulsão do foguete, e do oceano – em caso de erro, o foguete cai no mar. Será lançado a partir de um foguete Ariane.

“Devido à distância que pretendemos que ele trabalhe, não poderá haver erros em seu lançamento e posicionamento, pois não poderemos enviar missões de astronautas para ajustá-lo, como fazemos com o Hubble”, ressaltou o astrofísico. O Hubble está muito mais próximo, a menos de 600 quilômetros da superfície terrestre.

O nome do novo telescópio é uma homenagem ao segundo administrador da Nasa. “Webb foi o responsável por ter feito com que a agência passasse a fazer ciência”, disse Gardner.

O astrofísico aponta que, assim como o Hubble, um dia o James Webb também se aposentará, quando então entrará em cena um telescópio espacial maior e mais moderno, de modo a “satisfazer a inquietude humana”. Apesar de ainda nem ter sido lançado, a missão do James Webb está prevista para ter fim em 2023.

Mais informações: www.jwst.nasa.gov

Fonte: Washington Castilhos / Agência FAPESP

Prêmio Kavli anuncia ganhadores

Prêmio científico tem primeiros ganhadores
Sete cientistas cujos trabalhos têm ajudado a transformar as áreas de astrofísica, nanociência e neurociência são os primeiros ganhadores do Prêmio Kavli.

Os escolhidos, dos Estados Unidos, Holanda, Japão, Reino Unido e Suécia, dividiram um total de US$ 3 milhões, US$ 1 milhão para cada área. O anúncio foi feito na quarta-feira (28/5) durante o World Science Summit, realizado na Universidade Colúmbia, em Nova York.

A nova premiação científica é resultado de uma parceria entre a Fundação Kavli, a Academia Norueguesa de Ciências e Letras e o Ministério de Educação e Pesquisa da Noruega. O objetivo é complementar o Nobel, com a entrega de prêmios a cada dois anos nas três áreas.

Segundo os organizadores, os ganhadores da primeira edição foram selecionados por conta da “pesquisa inovadora que tem resultado no avanço significativo da compreensão das propriedades incomuns da matéria em escala ultrapequena, da estrutura fundamental do cérebro humano e da natureza dos quasares”.

O Prêmio Kavli de Astrofísica foi concedido a Maarten Schmidt, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, e a Donald Lynden-Bell, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, cujos trabalhos ampliaram o conhecimento a respeito dos quasares.

Louis Brus, da Universidade Colúmbia, e Sumio Iijima, da Universidade Meijo, no Japão, dividiram o prêmio na área de nanociência pelas descobertas de nanocristais semicondutores coloidais, também conhecidos como nanotubos de carbono, uma das mais importantes na área desde seu surgimento.

O Prêmio Kavli de Neurociência foi concedido a Pasko Rakic, da Universidade Yale, Thomas Jessell, da Universidade Colúmbia, e a Sten Grillner, do Instituto Karolinska, na Suécia, por “terem decifrado os mecanismos básicos que governam o desenvolvimento e o funcionamento das redes de células no cérebro e na medula espinhal”.

A Fundação Kavli, com sede na Califórnia, foi criada em 2000 pelo físico e empresário Fred Kavli, norueguês naturalizado norte-americano, dono de uma fabricante de sensores para aplicações aeronáuticas, automotivas e industriais.

“Os Prêmios Kavli foram criados para distinguir conquistas em três áreas excepcionais, que, acreditamos, prometem trazer descobertas e benefícios futuros notáveis para a humanidade”, disse Kavli, na cerimônia de entrega.

Mais informações: www.kavlifoundation.org/bioscience

Fonte: Agência FAPESP

Impactos da genômica na agricultura brasileira

Genes a serviço da lavoura
Com grande experiência tanto no ambiente acadêmico como no mundo dos negócios, o biólogo molecular e bioquímico Fernando Reinach, diretor executivo da Votorantim Novos Negócios, dará palestra às 11h do domingo (1º/6) dentro da programação cultural paralela à exposição Revolução Genômica. Reinach falará sobre o tema “Impactos da genômica na agricultura brasileira”.

A apresentação, gratuita, será no auditório anexo ao Pavilhão Armando de Arruda Pereira, antiga sede da Prodam, no Parque do Ibirapuera (portão 10), em São Paulo, onde está em cartaz a mostra científica. A programação cultural da exposição está a cargo da revista Pesquisa FAPESP.

Ex-professor títular do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ/USP), Reinach foi um dos coordenadores do projeto de seqüenciamenteo genoma da bactéria Xylella fastidiosa, que causa nos laranjais a clorose variegada dos citros, doença conhecida popularmente como amarelinho. Em 1999, foi presidente da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).

Na Votorantim Novos Negócios, fundo de capital de risco do grupo Votorantim, Reinach coordenou a implantação de três empresas privadas de pesquisa: Alellyx (biotecnologia), CanaVialis (melhoramento genético da cana-de-açúcar) e Scylla (bioinformática).

Mais informações no site

Fonte: Agência FAPESP

Pesquisa revela que 50% dos fumantes desenvolve algum problema de saúde bucal

Cigarro faz mal à saúde bucal - Pesquisa da UnB indica que metade dos fumantes desenvolve algum problema. Um deles é o câncer com alto índice de mortalidade

Quem fuma tem mais do que problemas respiratórios com que se preocupar. Uma pesquisa realizada por professores e estudantes do Departamento de Odontologia da Universidade de Brasília (UnB) apontou que 46,68% dos fumantes que procuraram a Clínica de Odontologia do Hospital Universitário de Brasília (HUB) de setembro de 2006 a junho de 2007 apresentavam alguma alteração bucal causada pelo cigarro.

“As enfermidades mais encontradas nos 317 pacientes que participaram da pesquisa foram a doença periodontal, que danifica a gengiva e pode levar à perda de dentes, e a lesão cancerizável, que não é exatamente um câncer, mas pode vir a se tornar”, afirma a professora Eliete Neves, coordenadora do projeto.

Outro aspecto avaliado pela equipe foi a freqüência do hábito de fumar. De acordo com os parâmetros da pesquisa, 43,21% dos pacientes apresentavam dependência leve, 28% eram dependentes moderados e 5,99% tinham dependência grave. Esse grau de dependência é medido por um teste que leva em conta informações como a hora em que o paciente fuma, se ele consome cigarros quando está doente e qual o horário em que ele fuma pela primeira vez ao dia. O estudo mostrou que o voluntário que mais fumava consumia cerca de 30 cigarros por dia. O que fumava menos não passava de nove num período de 24h.

Além disso, os pesquisadores encontraram uma relação entre a dependência com a doença bucal. Apesar de a maioria dos pacientes avaliados ocupar a faixa de dependência leve (45,25% deles tinham alterações na boca), 58,42% dos que apresentavam dependência moderada tinham algum tipo de alteração bucal. Isso significa que quem fuma com muita freqüência corre o risco de desenvolver doenças que podem levar ao câncer. “Cerca de 90% dos nossos pacientes com câncer de boca são tabagistas”, revela a professora Eliete.

No Distrito Federal (DF), são registrados de 50 a 100 casos de câncer bucal por ano. De acordo com a professora, a quantidade de fumantes que desenvolve o câncer é pequena quando comparada à porcentagem da população fumante do DF (em torno de 20%). Porém, um fato chama muito a atenção. A mortalidade de quem desenvolve esse tipo de câncer é muito alta, principalmente se o tratamento for iniciado muito tarde. O câncer também prejudica a estética do indivíduo, pois pode levar a mutilação facial.

CIRURGIÃO-DENTISTA
Os indivíduos em geral e principalmente fumantes devem freqüentar um dentista periodicamente, ou procurá-lo assim que perceber qualquer alteração na boca. As lesões cancerizáveis são assintomáticas, quer dizer, elas não doem. E o câncer só dói quando está muito avançado. Portanto é preciso ficar alerta para o surgimento de placas brancas ou vermelhas na mucosa bucal, principalmente na língua. "Muitas vezes o paciente já chega aqui com uma lesão muito avançada. Quanto mais avançado, pior o prognóstico e maior o risco de morbidade e mortalidade", diz a professora.

Outra atitude muito importante para quem está com doenças bucais provocadas pelo cigarro é largar o vício. “Assim que o paciente pára, essas lesões regridem e o risco diminui muito”, aconselha Eliete. A professora fala com propriedade sobre o assunto, pois coordena um grupo de cirurgiões-dentistas que atende a população do DF todas as quintas-feiras pela no HUB.

“Tudo começou com um projeto de extensão de ação contínua em que nós fazíamos o diagnóstico e a prevenção de câncer bucal e lesões cancerizáveis”, lembra. A equipe também faz o acompanhamento posterior ao tratamento, pois os pacientes costumam ter seqüelas depois das cirurgias e das sessões de radioterapia. O grupo realiza mil atendimentos por ano e aproximadamente 40 pacientes a cada quinta-feira.

TABAGISMO
Diariamente são consumidas 200 toneladas de nicotina no mundo. A cada ano são 73 mil toneladas. As vítimas são em número maior ainda, 5 milhões de pessoas morrem anualmente em decorrência das doenças provocadas pelo uso do tabaco (são seis mortes por segundo). Estima-se que há cerca de 1,3 bilhão de fumantes no planeta (80% deles nos países em desenvolvimento) e 2 milhões de fumantes passivos.

* Dados da Convenção Quadro de Controle do Tabaco, da Organização Mundial da Saúde, da Organização Panamericana de Saúde e do Banco Mundial).

Perfil
Eliete Neves da Silva é professora do Departamento de Odontologia da UnB. Tem mestrado em Diagnóstico Bucal pela Faculdade de Odontologia de Bauru-USP e doutorado em Patologia Bucal pela Universidade de São Paulo (USP), contatos pelo e-mail

Fonte: André Ziller/UnB

Aberta ao Público a Coleção Arqueológica Kiju Sakai

A exposição Coleção Arqueológica Kiju Sakai, cuja visitação estará aberta ao público de 2 a 30 de junho, em Lins (SP), traz uma série de peças coletadas em solo brasileiro pelo arqueólogo japonês.

Serão exibidos esqueletos humanos pré-históricos, instrumentos de pedra lascada, machados polidos, pontas de flechas, lanças, cerâmica indígena, medalhas do serviço de proteção ao índio, documentos originais escritos em japonês, fotos das campanhas arqueológicas da década de 1930 e aquarelas feitas por Sakai.

Graduado na Universidade Meiji Gakuin, no Japão, Kiju Sakai emigrou para o Brasil em 1934. Na década de 1930, fez escavações em sambaquis fluviais da região do vale do rio Ribeira de Iguape. Esses sambaquis nada mais eram do que montículos de conchas sobre os quais os povos pré-históricos viviam e enterravam seus mortos há mais de 7 mil anos.

Fazem parte da curadoria as pesquisadoras Michelle Mayumi Tizuka, Louise Afonso e Márcia Lika Hattori, arqueólogas da Universidade de São Paulo (USP). O evento, promovido pela prefeitura municipal de Lins, tem entrada gratuita.

Dentre os achados destacam-se inúmeras ossadas humanas e artefatos que as acompanhavam, como colares de dente de tubarão. Evidenciava-se assim a existência de um complexo sistema ritual perante a morte. Grande parte das escavações foi realizada nas colônias japonesas com o apoio dos imigrantes.

Mais informações: www.lins.sp.gov.br

Fonte: Agência FAPESP

Simpósio - Opióides na prática clínica: desmistificando o uso

Opióides: desmistificando o uso
No dia 14 de junho, a Clínica de Dor e Cuidados Paliativos Oncológicos do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) promove o Simpósio de Dor com o tema “Opióides na prática clínica: desmistificando o uso”. Será um sábado inteiro de palestras e debates sobre o tema. Estudantes, residentes e profissionais de diversas áreas dentro da saúde constituem o público alvo do evento.

O doutor Ricardo Joaquim da Cunha Junior, clínico e anestesista que faz parte da equipe da Clínica de Dor, afirma que o simpósio busca trazer o tema dos opióides diretamente para o dia-a-dia do médico. “Vamos mostrar como fazer, como introduzir o opióide no tratamento, qual é o momento certo e quando se deve suspender o uso. E, também, como e quando não usar o opióide e quando interromper seu uso. Será algo bem prático”, explica.

Os opióides são medicamentos destinados para o tratamento de dores crônicas que produzem ações de insensibilização a dor. Ricardo ressalta a importância de oferecer informação sobre seu uso “O opióide é uma classe de medicação importante na área de dor e é uma classe que até hoje ainda sofre preconceito. Há certa dificuldade de os profissionais de modo geral fazerem uso desse tipo de medicamento em seus pacientes”, explica. O médico afirma que esse comportamento vem da falta de informação sobre o tema: “Existe má informação, muita representação em cima do que o opióide poderia causar. Nós queremos, com o simpósio, tentar racionalizar e simplificar o uso desse fármaco pelos profissionais de saúde no dia-a-dia.”

Além disso, o médico deve saber o momento certo de usá-los no tratamento. “O opióide não é a primeira escolha pra tratar dor. Mas, é uma escolha”, considera Ricardo Cunha, que reafirma a importância da informação sobre esses medicamentos para profissionais de várias áreas. “A dor está presente dentro das várias especialidades médicas. Então, é importante que elas tenham domínio sobre os opióides”, afirma o anestesiologista.

O público esperado é bem eclético, segundo Ricardo Cunha. “Nós abordaremos temas que são importantes para tanto para o clínico geral, o reumatologista e o ortopedista quanto para o anestesiologista, o pediatra, o geriatra e o enfermeiro”, afirma. O anestesiologista ressalta que o público de estudantes e residentes é muito bem-vindo. “Quanto mais cedo esse profissional tenha informação sobre o tema, mais fácil ele vai lidar com ela no seu dia-a-dia”, explica o médico.

A Clínica de Dor e Cuidados Paliativos Oncológicos foi inaugurada em 1983, pelo doutor Peter Spiegel, um dos responsáveis por trazer a morfina oral para o Brasil. A Clínica trata não só pacientes com câncer, mas também com outros tipos de doença. “Nós damos suporte clínico, não só para a dor, mas para toda uma gama de sintomas que esses pacientes possam a vir a apresentar. São os cuidados paliativos, ou seja, medidas de suporte clínico que visam a melhoria da qualidade de vida desses pacientes”, esclarece Ricardo Cunha.

A clínica conta com uma equipe de médicos clínicos, anestesiologistas, fisioterapeuta, assistente social, psiquiatra e psicóloga. “Estamos atentos ao perfil do paciente, ao que se pode melhorar na reabilitação dele, no ganho de qualidade, seja de atividade física, social, emocional ou de lazer”, ressalta o médico. Os pacientes vêm encaminhados por diversas especialidades do hospital.

Ricardo explica que eles continuam sendo acompanhados pela clínica de origem concomitante ao acompanhamento da Clínica de Dor. “O nosso acompanhamento tende a ser um período mais restrito dentro de um programa. Nós fazemos uma avaliação e um acompanhamento clínico, fisioterápico e psicológico. Existem algumas etapas que são realizadas na Clínica, seja com medicação ou não. Depois esse paciente tem um retorno a esse especialista, com uma nova orientação a ser conduzida”, salienta o médico, que afirma que as dores mais comuns na clínica são as causadas por artrites, as de coluna e as neuropáticas, além das dores do câncer.

Desde o ano passado, a Faculdade de Medicina oferece uma disciplina eletiva chamada Dor e cuidados paliativos oncológicos. “Foi uma conquista. O nosso projeto é torná-la multidisciplinar, aceitando não só médicos, mas outros estudantes da área de saúde”. Ricardo também afirma que a prática é muito importante. “É no convívio com pessoas que fazem esse trabalho dentro de área de dor que se consegue aprender e entender a aplicabilidade da teoria e juntar mais bagagem teórica para conseguir fazer algo cada vez melhor. Essa associação entre teoria e pratica é fundamental”, explica.

As inscrições para o Simpósio de Dor “Opióides na prática clínica: desmistificando o uso” podem ser feitas no site www.hucff.ufrj.br. O evento acontece no dia 14 de junho de 8h30 às 16 horas. São 140 vagas.

Fonte: Tatiane Leal / UFRJ

Troque o vício pela vida

Nos dias 30 e 31 de maio, o Hospital A.C.Camargo promoverá a campanha “Troque o vício pela vida”, no Conjunto Nacional da Avenida Paulista, em São Paulo.

O evento, que ocorre em alusão ao Dia Mundial sem Tabaco (31 de maio), reunirá profissionais das áreas de cirurgia torácica, fonoaudiologia e do Grupo de Apoio ao Tabagista do hospital.

Na ocasião fumantes poderão saber o grau de dependência que têm em relação ao cigarro e serão orientados sobre como a decisão de largar o cigarro ajuda a evitar câncer e outras doenças.

O visitante poderá participar de avaliação com o uso de um aparelho que mede a função pulmonar (o fluxo de ar que há no pulmão) e também com o teste de Fagerström, que ajuda a definir a melhor estratégia para quem deseja largar o cigarro.

Durante os dois dias de ação serão distribuídas ainda 10 mil cartilhas e oferecidos brindes especiais a quem depositar um cigarro num recipiente gigante que será instalado no local.

Segundo a organização do evento, cerca de 80% dos fumantes brasileiros gostariam de deixar o vício e o tabaco está relacionado a uma em cada três mortes por câncer.

Mais informações: www.accamargo.org.br

Fonte: Agência FAPESP