quinta-feira, 29 de maio de 2008

Projeto TMT - Thirty Meter Telescope é apresentado no Brasil

Olhar inédito no passado
Em dez anos, supertelescópios estarão em uso e ajudarão o homem a entender melhor a origem e a história do Universo. Darão continuidade a uma busca incessante com destino a pistas encontradas em um passado distante, de cenas observadas hoje, mas que ocorreram há milhões ou mesmo bilhões de anos.

Um projeto iniciado em 2003, com término previsto para 2018, deverá dar origem ao maior telescópio terrestre, o TMT (Thirty Meter Telescope, na sigla em inglês), que, como destaca o nome, terá um espelho principal com 30 metros de diâmetro, três vezes o tamanho dos maiores existentes atualmente.

“Espelhos maiores melhoram a velocidade da observação e a nitidez de um objeto. A qualidade das imagens depende do diâmetro dos espelhos. Quanto maior for o telescópio, melhor será a observação. Isso é o que importa para coletar a luz”, explicou o norte-americano Charles Steidel, do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), durante o seminário “Uma olhadela no futuro da astronomia”, que o Observatório Nacional realiza no Rio de Janeiro até quinta-feira (29/5).

O projeto é uma parceria entre a Caltech, a Universidade da Califórnia e a Associação de Universidades Canadenses para a Pesquisa em Astronomia (Acura). “Queremos descobrir as galáxias mais antigas e a história do Universo. E como galáxias como a Via Láctea se formaram”, afirmou o presidente do comitê científico do projeto TMT.

Quanto maior a distância em que se observa um objeto no espaço, mais longe se pode voltar no tempo. “É como se estivéssemos dentro de uma máquina do tempo, onde podemos descobrir a história do Universo observando objetos a distância. Com isso, voltamos cada vez mais longe no tempo para descobrir como chegamos aqui”, disse Steidel.

O norte-americano conta que o telescópio será instalado em Cerro Amazonas, no Chile, ou no Monte Kea, no Havaí. “O mais importante em relação ao local de instalação de um telescópio é a estabilidade da atmosfera. O Chile é um bom lugar, pois o país inteiro é costeiro. Vento vindo do oceano todos os dias faz com que o ar seja estável, especialmente em se tratando do Pacífico. É essencial também que a mudança de temperatura entre o dia e a noite no lugar seja a menor possível”, disse.

Segundo Steidel, a altitude do observatório é outro fator importante, uma vez que o vapor vindo da água dos oceanos diminui em lugares mais altos. “Quanto mais alto, menor a quantidade de vapor na atmosfera. A partir de 2 mil metros de altitude é o ideal”, apontou. Cerro Amazonas está a 3 mil metros de altitude, enquanto o Monte Kea tem 4 mil.

Alta resolução
O TMT é um dos três maiores projetos de telescópios ópticos na atualidade. Além dele, foram apresentados no seminário no Rio de Janeiro, realizado pelo Observatório Nacional, o Giant Magellan Telescope e o European Large Telescope.

Operando em comprimentos de onda que irão do ultravioleta à radiação infravermelha média, o TMT, de acordo com seus idealizadores, deverá ser uma ferramenta essencial para investigar questões importantes na astronomia, como a formação de estrelas e planetas, a história das galáxias e o desenvolvimento da estrutura em larga escala do Universo.

A abertura de 30 metros permitirá que o telescópio óptico foque com precisão maior do que os modelos menores, por conta da difração da luz. O grande espelho também possibilitará coletar luz de fontes mais tênues, como de estrelas mais distantes.

Segundo os membros do projeto, o TMT deverá alcançar objetos mais distantes e ver mais claramente do que os maiores telescópios terrestres da atualidade, e isso por um fator que será de dez a cem vezes mais, dependendo do tipo de observação.

O TMT empregará um sistema de óptica adaptativa que possibilitará uma performance limitada pela difração, ou seja, que poderá atingir o máximo que o sistema conseguiria em teoria. Isso, além de inédito, seria o bastante para fornecer resolução espacial de alta sensibilidade mais de 12 vezes maior do que a do Hubble.

Mais informações: www.tmt.org

Fonte: Washington Castilhos / Agência FAPESP – 29/05/2008

3º Congresso Internacional de Bioenergia


3rd International Bioenergy Congress

3º Congreso Internacional de Bioenergía

Resíduos vegetais, biodiesel, legislação e energia renovável são alguns dos temas em destaque na programação do 3º Congresso Internacional de Bioenergia, a ser realizado de 24 a 26 de junho em Pinhais, região metropolitana de Curitiba (PR).

O encontro, coordenado pela Fundação de Pesquisas Florestais do Paraná (Fupef) e pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), tem o objetivo de discutir o aproveitamento racional dos resíduos das indústrias de base, de modo a fomentar a geração de biomassa e biocombustíveis.

Na ocasião ocorrerá ainda a Feira Internacional de Tecnologia em Bioenergia e Biodiesel (BioTech Fair 2008), que pretende reunir tecnologias brasileiras adequadas a diferentes regiões e padrões de projetos no segmento das energias alternativas.

Mais informações: www.eventobioenergia.com.br

Fonte: Agência FAPESP

Simpósio: Intercâmbio Brasil-Japão em Economia, Ciência e Inovação Tecnológica


De 14 a 16 de junho será realizado em São Paulo o Simpósio Intercâmbio Brasil-Japão em Economia, Ciência e Inovação Tecnológica, encontro promovido pela Associação Brasil-Japão de Pesquisadores (SBPN), com o auspício do Consulado Geral do Japão.

A programação do evento conta com um ciclo de conferências abordando temas como: Medicina e Saúde, Educação Universitária, Meio Ambiente, Infra-estrutura (Energia, Saneamento, Transporte), Economia e Comércio, Nanotecnologia, Petróleo & Gás e Comunicações (haverá tradução simultânea) e uma exposição técnica. Mais informações pelo e-mail ou pelo telefone (11) 3871.3626.

Mais informações pelo site: simposio2008.org.br/ptbr/temas/temas.htm

Fonte: ABRASCO

Bolsa de Pós-Doutorado para Temático no Cedec

O Projeto Temático “Linhagens do pensamento político-social brasileiro”, realizado no Centro de Estudos de Cultura Contemporânea (Cedec) e apoiado pela FAPESP, abriu processo seletivo para bolsa de pós-doutorado.

Segundo o Cedec, os candidatos ou candidatas selecionados devem se comprometer a desenvolver as próprias pesquisas, produzir relatórios, apresentar seminários e participar das reuniões do projeto durante o período de vigência da bolsa – até 12 meses, podendo eventualmente ser renovado.

Será levada em conta tanto a qualidade da proposta e do candidato como a adequação de seu projeto à investigação sobre o pensamento político-social brasileiro a ser desenvolvida.

São elegíveis para essa bolsa doutores de qualquer instituição de ensino e pesquisa do país ou do exterior. A seleção será feita mediante análise de currículo, projeto de pesquisa (contendo plano de atividades nos termos dos objetivos do Programa de Bolsas PD da FAPESP, descritos em www.fapesp.br/bolsas/pd) e entrevista.

Entre os objetivos do Projeto Temático “Linhagens do pensamento político-social brasileiro” estão mapear as principais características intelectuais do conservadorismo, do liberalismo e do socialismo no Brasil e formular uma hipótese sobre o modo como essas correntes responderam aos desafios postos pelo desenvolvimento histórico-político do país.

No caso da bolsa de PD duas alternativas são possíveis: a primeira é investigar aspectos das duas principais vertentes do pensamento político-social no Brasil – o “idealismo orgânico” e o “idealismo constitucional” – entre os anos 1870 e 1930, procurando compreender a maneira como seus representantes analisaram a relação entre Estado, sociedade e nação, pensaram os processos de transição ao capitalismo no Brasil, a questão da forma de governo, a relação entre formação da cultura e formação da nação, o aprofundamento ou contenção da democracia política e a inserção autônoma ou subalterna do país no movimento do mercado mundial.

A segunda alternativa é investigar algumas das principais formulações teóricas surgidas no Brasil entre os anos 1930 e 1980, especialmente aquelas em torno da questão do desenvolvimento e de sua relação com a democracia.

Os interessados devem enviar os documentos para o Cedec, na r. Ayrosa Galvão, 64, Água Branca, São Paulo/SP, 05002-070, aos cuidados de Gildo Marçal Brandão, até o dia 10 de junho.

Os selecionados nessa fase serão submetidos a entrevista no Cedec em data a ser anunciada. Candidatas e candidatos que não se encontrem em São Paulo no momento da inscrição e das entrevistas poderão ter sua candidatura aceita por e-mail (para Gildo Marçal Brandão) e poderão fazer a entrevista on-line.

Fonte: Agência FAPESP

1º Workshop sobre Inovações nos Materiais Magnéticos para a Indústria Automobilística Atual e as Perspectivas dos Carros Híbridos

Com o objetivo de reunir fabricantes e usuários de materiais magnéticos para discutir o presente e o futuro dessas aplicações, a ABM realiza no dia 2 de julho, o 1º Workshop sobre Inovações nos Materiais Magnéticos para a Indústria Automobilística Atual e as Perspectivas dos Carros Híbridos.

Os materiais magnéticos são utilizados na fabricação de vários acessórios dos automóveis, como motor de partida, limpador de pára-brisa, refrigeração, vidro elétrico, bicos de injeção e nos sensores de posição que dão velocidade ao veículo.

Segundo o engenheiro de desenvolvimento da Höganäs Brasil, Henrique Lopes, integrante da comissão organizadora do workshop, a idéia é apresentar ao mercado os novos tipos de materiais que estão sendo fabricados que propiciam maior desempenho, redução de peso e de custo nos veículos, além de identificar as expectativas junto aos clientes para poder melhor atendê-lo.

A forte tendência nos Estados Unidos, Europa e Japão dos carros híbridos, movidos a combustível e energia elétrica, também será tema do workshop. “A Toyota e a GM fabricam esses veículos, que trazem vantagens para o meio ambiente, pois emitem menos poluição. No trânsito urbano, quem funciona é o motor elétrico e, na estrada, o combustível”, explica o engenheiro.

O evento é voltado para o público técnico e gerencial das empresas usuárias de materiais magnéticos (montadoras, fabricantes de autopeças, fabricantes de motores elétricos e sistemistas), das empresas produtoras desses materiais (fabricantes de imãs, aços elétricos e ligas especiais), bem como aos professores e pesquisadores das áreas de engenharia elétrica, mecânica, materiais e metalurgia, entre outros.

Fazem parte da comissão organizadora o professor Fernando Landgraf (coordenador), Paulo Ricardo Coelho de Andrade (ArcelorMittal Inox Brasil) e Salvador Castrignano (Ugimag).

Informações adicionais com Mônica e Rosangela. Telefone: (11) 5534-4333, ramais 133 e 118.

Fonte: Cimm

Concurso Brasileiro de Projeto Químico – Desafio Universitário Oxiteno-Abeq de Engenharia Química

O Concurso Brasileiro de Projeto Químico – Desafio Universitário Oxiteno-Abeq de Engenharia Química tem inscrições abertas até o dia 13.

Trata-se de um concurso para alunos de cursos de graduação em engenharia química e correlatos, organizado anualmente pela Associação Brasileira de Engenharia Química (Abeq) com patrocínio da Oxiteno.

O prêmio consiste na resolução de um projeto-problema elaborado por uma comissão técnica, que julgará as soluções e indicará até três classificados. O primeiro colocado receberá R$ 5 mil, o segundo classificado, R$ 3 mil, e o terceiro, R$ 1,5 mil. Os concorrentes indicados para menção honrosa receberão diplomas alusivos.

As inscrições podem ser individuais, em duplas ou em trios. Os estudantes inscritos receberão um problema e terão até 17 de outubro para o envio da solução.

As inscrições podem ser enviadas à Abeq pelo Correio ou podem ser preenchidas diretamente no site da associação.

Mais informações: www.abeq.org.br/oxiteno.asp

Fonte: Agência FAPESP

Soluções para o lixo tecnológico

O que pode ser feito com o lixo tecnológico?
Um problema moderno e com poucos projetos para sua resolução. Trata-se do lixo tecnológico, chamado também por muitos de lixo eletrônico. Não, não são os famosos spams, que aterrorizam milhões de usuários de e-mail diariamente.


É, na verdade, um artigo que, com a evolução da tecnologia e o barateamento dos produtos eletrônicos, se torna cada vez mais comum em casas e até em ruas e aterros sanitários.

O assunto já é tratado por lei em vários estados brasileiros, e por algumas resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). No Paraná não deve ser diferente, já que a Assembléia Legislativa acabou de aprovar um projeto sobre o assunto.

De autoria dos deputados estaduais Edson Praczyk e Rosane Ferreira , o projeto obriga as empresas paranaenses produtoras, distribuidoras e que comercializam equipamentos de informática a criar e manter um Programa de Recolhimento, Reciclagem ou Destruição de Equipamentos de Informática, sem causar poluição ambiental.

O projeto pretende, ainda, obrigar as empresas a manter, em seus estabelecimentos, um serviço de coleta de produtos usados ou danificados destinados à destruição. De acordo com Praczyk, o problema do lixo tecnológico é evidente no mundo. “Hoje é mais fácil descartar do que consertar os equipamentos. Então as pessoas ou mantêm os aparelhos em casa, ou acabam jogando no lixo comum”, avalia. Para ele, as empresas não devem ter muito do que reclamar.

“É uma questão de adequação”, diz, comparando o assunto com a questão das baterias de celulares, que há alguns anos atrás exigiu que as empresas do ramo definissem políticas de tratamento das peças descartadas. Já Ferreira acredita que, se aprovada, a lei irá “forçar com que a indústria recolha (os materiais) e se preocupe com o seu destino final”. O projeto passou, esta semana, pela sua redação final, e deve ser enviado ainda este mês para sanção do governador.

Garimpo
A quantidade de lixo eletrônico que é produzido na sociedade moderna já está causando o surgimento de uma nova atividade: o garimpo urbano. Em países cujos eletrônicos são famosos pelo seu preço baixo, como o Japão, pessoas vasculham o lixo para retirar, de produtos eletrônicos, componentes metálicos cujo preço é cada vez mais alto. Outros países, como a Índia, a China e a Nigéria, onde a atividade também é comum, recebem lixo tecnológico de vários locais do mundo, onde é mais barato exportar do que manter o lixo.

A maioria dos componentes visados são pouco conhecidos: o índio, por exemplo, é usado na produção de telas de LCD, e o antimônio e o bismuto são fundamentais em produtos de alta tecnologia. Mas aparelhos como telefones celulares e placas de computadores ainda podem conter, em seus circuitos, até ouro. O metal precioso é tido como um melhor condutor de eletricidade que o cobre, que é usado mais amplamente pela indústria e também alvo de reciclagem.

Enquanto alguns materiais são reciclados ou mesmo reaproveitados para consertos ou confecção de novos aparelhos, o ouro e outros metais preciosos muitas vezes são retirados, derretidos e vendidos a joalheiros, especuladores ou mesmo às fábricas de eletrônicos. Uma tonelada de telefones celulares pode conter 150 gramas de ouro, 100 quilos de cobre e três quilos de prata, entre outros metais.

Fonte: Hélio Miguel - Paraná Online

Trabalho escravo contemporâneo: contribuições críticas para a sua análise e denúncia

A Editora UFRJ e o Grupo de Pesquisa Trabalho Escravo Contemporâneo (NEPP-DH/CFCH) convidam para a mesa-redonda e o lançamento do livro "Trabalho Escravo Contemporâneo no Brasil: contribuições críticas para a sua análise e denúncia".

A mesa-redonda contará com a participação de Paulo de Tarso Vannuchio (Ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos), de Henri Burin des Roziers (da Comissão Pastoral da Terra-PA) e de Cícero Guedes (trabalhador rural e ex-escravizado).

O evento será realizado no dia 09 de junho, às 18h, no Auditório Prof. Manoel Maurício de Albuquerque (CFCH, Campus da Praia Vermelha, Av. Pasteur, 250 - RJ). Mais informações pelos telefones (21) 2541.7946 e (21) 3873.5177.

Outras informações pelo site: www.gptec.cfch.ufrj.br/

Fonte: UFRJ

1º Uniararas International Meeting on Aging

O Centro Universitário Hemínio Ometto (Uniararas) promoverá, de 10 a 12 de junho, em Araras (SP), a primeira edição do Uniararas International Meeting on Aging.

A partir da apresentação de estudos científicos por pesquisadores nacionais e internacionais, a proposta é discutir temas relacionados com a saúde e com a qualidade de vida de pessoas idosas e suas perspectivas.

Promovido pelo Núcleo de Pesquisa em Ciências da Saúde da Uniararas, o evento é destinado a estudantes de graduação e pós-graduação nas áreas biológicas e da saúde e profissionais como clínicos gerais e especialistas em epidemiologia, neurociência, geriatria e nutrição.

Mais informações: www.uniararas.br

Fonte: Agência FAPESP

4º Seminário Nacional de Acreditação

O Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) comemora 10 anos de atividades no IV Seminário Nacional de Acreditação, nos dias 9 e 10 de junho, no Hotel Glória (Rua do Russel, 632, Glória/RJ).

O evento científico foi organizado com o objetivo de consolidar e comemorar esse decênio do CBA, através de uma das essências do Programa de Acreditação Internacional: a educação e qualificação de profissionais para a melhoria contínua dos processos de cuidado ao paciente.

O seminário contará com a participação de representantes da alta direção da Joint Commission International (JCI) e de instituições acreditadas do Brasil.

As sessões que compõem o programa do Seminário apresentarão experiências de boas práticas que evidenciam resultados positivos e consistentes na busca da melhoria e excelência de qualidade na prestação de cuidados e gerência dos serviços de saúde. Mais informações sobre o evento estão disponíveis aqui.

Fonte: ABRASCO

Lançado edital FAPESP e Inra de cooperação

FAPESP e Inra abrem chamada
Representantes do Instituto Nacional de Pesquisa Agronômica (Inria), da França, estiveram na tarde de quarta-feira (28/5), na sede da FAPESP, para abertura de seleção pública de propostas no âmbito do acordo de cooperação técnica assinado em abril entre as instituições.

Estiveram presentes Marion Guillou, presidenta, e Pierre Stengel, François Houllier e Patrick Herpin, diretores científicos do Inra. A FAPESP esteve representada por Celso Lafer, presidente, e Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico.

O objetivo da chamada é selecionar e apoiar projetos de pesquisa cooperativos no campo das ciências agronômicas e das ciências da vida, que deverão ser desenvolvidos por meio do intercâmbio de pesquisadores e estudantes vinculados às unidades francesas de pesquisa do Inra e às instituições de ensino superior e de pesquisa paulistas.

A data-limite para submissão das propostas é 5 de agosto. Os resultados serão divulgados no dia 5 de dezembro e os projetos serão contratados a partir de 2 de fevereiro. Os projetos deverão criar conhecimento científico, formar competências e alianças estratégicas em temas como desenvolvimento sustentável, relação agricultura-meio ambiente-sociedade, bioenergia, química verde e economia rural.

“Essa cooperação nos interessa pelo fato de os dois países terem alto nível acadêmico nos três eixos temáticos do Inra: agricultura, alimentação e meio ambiente. Atualmente, os projetos científicos mundiais nessas áreas têm atingido níveis da maior amplitude e, por isso, necessitam de colaborações internacionais por meio de redes de pesquisadores”, disse Marion Guillou.

“Estamos na expectativa de conhecer as propostas apresentadas, principalmente nas áreas de maior interesse para os dois países, como biologia avançada do reino vegetal e agroenergia”, apontou.

A chamada receberá propostas em duas modalidades. Podem participar da primeira pesquisadores, com título de doutor ou equivalente, de instituições públicas ou privadas do Estado de São Paulo. A segunda modalidade está aberta a pesquisadores responsáveis por Auxílios Regulares a Pesquisa, Projetos Temáticos, Apoio a Jovens Pesquisadores ou Centros de Pesquisa Inovação ou Difusão (Cepids), com financiamentos vigentes na FAPESP.

Para Celso Lafer, esse convênio mostra a necessidade crescente de internacionalização da FAPESP, que ocorre por meio das diversas parcerias com institutos de ensino e pesquisa de outros países. No caso do Inra, o que chama a atenção, segundo ele, é a grandiosidade do tema da pesquisa em agricultura como uma área estratégica para o Brasil.

“Pela extensão de suas áreas agriculturáveis, o Brasil tem vantagens competitivas que fazem com que sua presença internacional no setor do agronegócio seja, sem dúvida alguma, fruto do valor agregado de conhecimento adquirido pelas universidades do país”, destacou.

“Por sabermos que o Inra é um dos principais institutos de pesquisa em agricultura da França, o acordo de cooperação nos permitirá apoiar estudos em áreas da fronteira do conhecimento, que a FAPESP já tem apoiado e que poderão abrir novas oportunidades de negócio para os dois países, sobretudo as biotecnologias e a aplicação da nanotecnologia para a transformação da agricultura mundial”, afirmou.

Para as propostas da primeira modalidade, que poderão prever projetos de Auxílio a Pesquisa com duração de até dois anos, a FAPESP destinará até 300 mil euros para o apoio à parte paulista do custeio de projetos de pesquisa, o que inclui as despesas com mobilidade de pesquisadores e estudantes.

O Inra reservará quantia idêntica para a parte francesa. Já para as propostas na segunda modalidade, cujas missões de intercâmbio deverão ocorrer durante a vigência dos projetos a que se vincularem, serão destinados até 100 mil euros por instituição. Espera-se que os resultados dos projetos gerem publicações de artigos científicos e propriedade intelectual e também apresentem potencial de aplicação no mercado.

“O mais importante dessa aproximação entre a FAPESP e o Inra é a própria chamada de propostas que acaba de ser publicada. Existe uma longa história de relacionamento científico entre os pesquisadores paulistas e os do Inra e essa chamada é mais uma oportunidade de incentivo à colaboração entre profissionais dos dois países em projetos inovadores", disse Brito Cruz.

Mais informações no site .

Fonte: Thiago Romero / Agência FAPESP

2º Seminário Internacional de Regulação da Saúde Suplementar

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) promove, de 02 a 04 de junho, o II Seminário Internacional de Regulação da Saúde Suplementar, tendo como marco o décimo aniversário da promulgação da Lei 9.656/98, que inaugurou a regulação do setor suplementar de saúde.

Um dos objetivos principais do Seminário é avaliar, na perspectiva dos diferentes atores, os avanços e limites da regulação neste período, apontando os desafios do setor e buscando nas experiências internacionais elementos que contribuam na compreensão e aprimoramento da regulação e do próprio setor de saúde suplementar.

Outro objetivo é prestar contas à sociedade do trabalho que vem sendo desenvolvido nestes 8 anos de existência da Agência Nacional de Saúde Suplementar.

Veja a programação e outras informações relevantes no site da ANS.

Fonte: ANS

Pressões no trabalho e a criatividade no contexto organizacional

Cobrança excessiva por resultados prejudica processo criativo de funcionários, afirma estudo da UnB

Pressão no emprego afeta criatividade
No cenário competitivo das organizações, o trabalho sob pressão parece ser determinante para o sucesso de uma empresa. Estabelecer metas e cobrar resultados de maneira ponderada e equilibrada são estratégias que podem estimular o funcionário a ser mais criativo, mas, se a companhia extrapolar os limites dos seus colaboradores, o tiro pode sair pela culatra, afirma a psicóloga Virgínia Nogueira, autora da dissertação de mestrado Pressões no trabalho e a criatividade no contexto organizacional. O estudo, orientado pela professora Maria de Fátima Bruno de Faria, foi defendido no Programa de Pós-graduação em Administração da Universidade de Brasília (UnB).

A pesquisadora avaliou o funcionamento de uma das maiores redes de supermercado do país, e identificou diferentes tipos de pressão que prejudicam a criatividade nas organizações. Os funcionários escolhidos pela pesquisadora eram chefes de seção, e gerenciavam áreas como padaria, frente de caixa, bazar e têxtil. São diretamente responsáveis pelos resultados de suas áreas e os reportam todos os dias aos seus superiores.

De acordo com o levantamento da psicóloga, a pressão de tempo foi uma das mais comentadas pelos chefes de seção. Esse tipo de pressão está associado à sobrecarga de trabalho e, em alguns casos, essa sobrecarga de trabalho pode estar relacionada à falta de pessoal. “As pessoas pareciam acreditar que o desenvolvimento tecnológico dos últimos 50 anos teria atenuado a carga de trabalho. Em contrapartida, as pessoas teriam mais tempo para sua família e lazer, mas não é esse o cenário que se concretiza nas organizações”, afirma a psicóloga.

Os constantes cortes de pessoal e a crescente demanda por resultados sobrecarregam os poucos empregados que restam nas empresas, e eles precisam dar conta de um serviço que antigamente era realizado por quatro ou cinco pessoas. Dessa forma, as empresas conseguem reduzir seus custos operacionais e aumentar sua lucratividade. Por outro lado, prejudicam os resultados que poderiam alcançar com ações criativas, que num ambiente de pressão tem poucas condições de prosperar.

Submetidos a diversos tipos de pressão, as pessoas enfrentam maiores dificuldades para desenvolver estratégias criativas no ambiente de trabalho. “É difícil imaginar que não exista nas organizações o estímulo pela busca de metas e resultados. Mas as lideranças devem ter sensibilidade para identificar qual é o nível de tolerância de cada pessoa, e exatamente como esse estímulo pode se transformar na pressão que passa a prejudicar a criatividade, além de provocar doenças e sofrimento”, diz a pesquisadora. A criatividade, ressalta Virgínia, contribui diretamente para o cumprimento das metas e resultados de uma organização. “A expressão ‘criatividade nas organizações’ remete à capacidade de gerar algo novo e de valor na empresa, algo que contribua para alcançar os objetivos daquela organização”, explica.

Pressões prejudiciais ao processo criativo nas organizações, identificadas pela pesquisadora:

PRESSÃO DE TEMPO
Caracteriza-se pela percepção de falta de tempo ou tempo insuficiente para execução de tarefas, que está relacionada com a sobrecarga de trabalho, por falta de pessoas e de recursos materiais, bem como pelo excesso de tarefas e pouco tempo para executá-las. Provoca esforço extra, leva ao estresse e prejudica a qualidade de vida.

AUTO-EXIGÊNCIA ELEVADA
Esse tipo de pressão foi mencionado várias vezes pelos participantes da pesquisa, como uma forma de pressão psicológica. É resultado da auto-cobrança pela necessidade de ser reconhecido, de não ser punido pela chefia ou colegas de trabalho por seus resultados ou comportamento. Na pesquisa foram identificados casos onde as pessoas tinham medo de serem mal vistos pelos colegas. Por isso, evitam cumprir somente seu horário normal de trabalho. Chegam a esperar os outros colegas saírem, para depois irem para casa. Alguns dos chefes relataram sentimento de culpa por tirar suas folgas, como se fosse necessário estar sempre à disposição da empresa.

PRESSÃO DA FAMÍLIA E DOS AMIGOS
Resultado da cobrança pela ausência, pelo isolamento social e pelo desequilíbrio entre trabalho e vida pessoal, relatada pelos participantes. É contraposta pela necessidade do trabalho pelo sustento do lar, dos filhos. Esse comportamento acaba afetando a vida familiar dos envolvidos. Como vivem para o trabalho, os funcionários não têm tempo para mulher/marido e filhos, e costumam ser cobrados por isso. Entre os casos estudados na dissertação, há pessoas que relataram ouvir dos filhos que “nunca lhes tinham dado atenção”. O paradoxo se acirra quando os empregados do supermercado afirmam trabalhar por causa da família, pelo seu sustento e manutenção, enquanto os familiares, algumas vezes, encaram a dedicação ao emprego como descaso com o lar.

PRESSÃO POR RESULTADOS
Gerado pela cobrança da chefia para que um trabalho seja realizado, geralmente associada à necessidade de se atingir algum resultado previamente estabelecido por metas e indicadores financeiros, independentemente da disponibilidade de pessoal e de recursos. É diferente do estímulo saudável pela busca de resultados e metas, que não se caracteriza como uma forma de pressão.

Estratégias para criar, identificadas pela pesquisadora:
Mesmo em situações desfavoráveis, as pessoas ainda conseguem desenvolver estratégias para criar em ambientes caracterizados por diversos tipos de pressão. Segundo Virgínia, o segmento varejo apresenta um cenário muito competitivo, por isso é preciso agir com criatividade para obter sucesso. A psicóloga diz que, mesmo nesse contexto de muita pressão, as pessoas ainda conseguem criar e, assim, colaborar para as empresas atingirem suas metas e resultados.

As estratégias podem partir da empresa ou do funcionário. Os voluntários da pesquisa afirmaram ser possível equacionar as pressões por meio de um bom planejamento pessoal de tarefas e de tempo. Outros sugerem trocar idéias e experiências com colegas de serviço como forma de enfrentar a sobrecarga de trabalho e as demais pressões do ambiente. Mas a empresa também tem um papel importante nesse aspecto, e deve desenvolver como estratégia de incentivo programas estruturados e de estímulo à criatividade.

“O maior desafio de uma empresa não é vender, mas gerir as pessoas de maneira positiva, estimulando o potencial criativo de cada um que a integra”, diz Virginia. “Quando a pressão por resultados é atrelada a recompensas financeiras, por exemplo, ela se torna mais aceitável, mas é importante ressaltar: isso não a torna saudável.” Ou seja, quando o funcionário recebe recompensas na mesma proporção em que produz além do combinado, ele tende a receber a pressão com menos resistência. As mais simples demonstrações de reconhecimento podem servir como incentivo para que os funcionários melhorem seu desempenho e sua capacidade de tolerância à pressão. Contudo é preciso refletir: os resultados organizacionais favoráveis são obtidos a que custo? Se houvesse mais espaço dedicado à criatividade nas organizações os resultados seriam os mesmos? Seriam melhores ou piores? E a saúde do trabalhador, como ficaria?

A psicóloga Virgínia Gomes de Caldas Nogueira é mestre em Administração pela Universidade de Brasília (UnB) e tem pós-graduação em Gestão de Pessoas pela Fundação de Ensino Superior de Pernambuco (Fesp) contatos pelo aqui.

Fonte: UnB

Brasil ganha o seu primeiro índice científico de plantas medicinais


Remédios da floresta: Brasil ganha o seu primeiro índice científico de plantas medicinais

Brasil tem algumas das mais biodiversas florestas do planeta, mas o tratamento com plantas ainda é muito pouco utilizado por profissionais de saúde. Diferentemente do que ocorre na China, por exemplo, onde a maioria das terapias corriqueiramente receitadas é fitoterápica, por aqui a prática é muitas vezes restrita a pessoas sem formação técnica e, por isso mesmo, marginalizada. Numa tentativa de mudar este quadro, foi organizado pela primeira vez no país um catálogo voltado para especialistas, a exemplo do que existe para medicações alopáticas: o Índice Terapêutico Fitoterápico (ITF), lançado pela Epub.

O catálogo apresenta 320 plantas selecionadas entre as de uso mais corrente e entre as que estão em maior evidência no mundo todo.

Mas o principal é que o trabalho dá prioridade a plantas sobre as quais tenham sido feitos estudos — aqui ou no exterior — e os cita. Para cada uma das espécies listadas são apresentadas, como em qualquer índice alopático, princípios ativos, indicações, contra-indicações, efeitos colaterais, posologia, toxicologia, farmacologia, entre outras informações.

"Não considero um livro exclusivo para técnicos, ele tem uma linguagem clara que atende o leigo também. Mas tem essa característica de esclarecer os profissionais de saúde" explica a editora científica do catálogo, Ângela Lima, agente de saúde popular e herbalista.

"Em vez de priorizar as informações que tradicionalmente aparecem nas obras sobre plantas, damos ênfase a questões mais técnicas que não costumam ser veiculadas. Procuramos reunir a maior gama possível de informações sobre cada uma das plantas, sobretudo o que pudesse ser mensurado e comprovado cientificamente".

Segredos de espécies nacionais e estrangeiras
É o primeiro catálogo do tipo organizado no Brasil. Até hoje, a referência para os fitoterápicos nacionais, inclusive para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), era uma publicação americana. Mas nem todas as plantas citadas são brasileiras.

"São muitas plantas da Mata Atlântica, outras da Amazônia, mas não só" explica Ângela.

"Muitas das plantas hoje perfeitamente adaptadas ao país e muito difundidas não são de origem brasileira, como a manga e o tamarindo, por exemplo, mas não tinha por que deixá-las de fora. De qualquer forma, a grande maioria é encontrada facilmente no país".

Outra razão importante para não se fazer um catálogo somente com plantas medicinais nacionais está relacionada justamente à marginalização da fitoterapia, apesar de a prática da chamada medicina tradicional ser aceita e estimulada pela própria Organização Mundial de Saúde (OMS). Estima-se que as florestas brasileiras abriguem nada menos que 12 mil espécies medicinais. Mas pouquíssimas foram pesquisadas com rigor, ao passo que plantas como o ginseng, por exemplo, são vastamente estudadas em todo o mundo.

"Não faria sentido deixar uma planta dessas de fora do catálogo e incluir uma outra para a qual não existem estudos científicos apenas por ser nacional"justificou a editora científica

Patrimônio genético das matas é pouco explorado
Surpreendentemente, a maioria das pesquisas sobre plantas medicinais brasileira usadas por Ângela é de autores estrangeiros. Especialistas em biodiversidade de florestas nacionais como a Mata Atlântica e a Amazônia alertam que o patrimônio genético, uma das maiores riquezas do país, é extremamente mal explorado.

Pior, corre o risco de desaparecer antes mesmo de ser descoberto por conta da destruição das matas ou ainda ser pesquisado — e patenteado — por estrangeiros, como aconteceu com o cupuaçu, cujos direitos de comercialização pertenciam a uma empresa japonesa.

Foram seis anos de contenda judicial para que, finalmente, no início da semana passada, o cupuaçu pudesse ganhar o status de fruta nacional.

"Temos o maior patrimônio genético da Humanidade" sustenta Ângela. "E esse patrimônio está sendo roubado do Brasil. Gostaria muito que os laboratórios nacionais olhassem com mais seriedade para as velhinhas que coletam plantas nas grotas dos rios porque os estrangeiros estão fazendo isso. E de vez em quando temos uma surpresa quando aparece uma patente dessas no exterior. Já imaginou pagar royalties para tomar um remédio oriundo de uma receita que a sua avó já conhecia? Ninguém merece".

Na análise de Ângela, a fitoterapia não tem posição de destaque no arsenal de tratamentos médicos disponíveis no país porque não é feita com seriedade.

"É preciso ter um profissional tarimbado acompanhando o tratamento, não dá para se medicar por conta própria", afirma a especialista. "É possível tratar muitas doenças com plantas. Veja, plantas bem simples contêm até 30 princípios ativos".

Mas a questão é saber o que vai utilizar, em que dosagem, por quanto tempo, de que forma. Chazinho não é solução. É preciso ter formulações específicas. O ideal é que se trabalhe com medicamentos encapsulados, padronizados em laboratórios, com as dosagens exatas do princípio ativo. Estamos falando de fitoterapia, não dessa coisa romântica de infusões.

SALSAPARRILHA: Seu uso terapêutico foi descrito pela primeira vez em 1574 por um médico francês. É usada em várias culturas para tratamentos de problemas de pele, eczemas e disfunções digestivas

PITANGA: Nativa do Brasil, Argentina e Uruguai, a fruta é rica em vitamina C e flavonóides, com alto poder antioxidante. É indicada para problemas cardiovasculares, bronquites e reumatismos

BATATA-YACON: A raiz de origem japonesa é ideal para diabéticos por conter pouco amido e, por isso, não elevar as taxas de açúcar no sangue. Indicada também para casos de colesterol alto

CAPUCHINHA: Original do Peru e do México, é uma das plantas mais pesquisadas hoje no Brasil. Costuma ser usada para problemas como bronquite, infecções urinárias e como diurético

CHAPÉU-DE-COURO: Muito usada na medicina popular brasileira, a planta é pouco estudada e seus princípios ativos são pouco conhecidos. Sabe-se, no entanto, que tem ação na função renal e nos reumatismos

CAVALINHA: A ingestão de grandes quantidades da folha pode ser tóxica. Em dosagens corretas, é usada no tratamento de doenças dos rins e da bexiga por seu poder diurético

MELÃO-DE-SÃO-CAETANO: Muito utilizada por tribos amazônicas, a fruta tem uma vasta gama de indicações, como bactericida, antiviral. Apresenta, no entanto, efeitos colaterais em dosagens altas

AMORA-PRETA: Originária da China, onde serve de alimento para o bicho-da-seda, foi trazida por europeus e asiáticos. É usada nas afecções da boca, dentes, garganta e pulmão. Tem efeito laxante

NOZ-DE-COLA: Considerada um eficiente estimulante cerebral, é indicada para casos de estresse, cansaço físico e mental, depressão, melancolia. Nativa de Togo, Serra Leoa e Angola

ALCACHOFRA: Originária da região mediterrânea da Europa, é cultivada há milhares de anos. Há relatos de seu uso medicinal e comestível entre os antigos gregos e romanos

GUARANÁ: Indicado no tratamento de fadiga, cansaço excessivo, estresse, perda de memória, dificuldade de raciocínio. É natural da Amazônia brasileira e considerado uma planta sagrada pelos índios

CORDÃO-DE-FRADE: Natural da África e da Índia está bem aclimatada em todo o Brasil. Trata-se de uma erva muito comum na medicina caseira e homeopática como analgésico e antiespasmódico

COUVE: Usada nas afecções pulmonares, como tosse, asma, bronquite, rouquidão, é considerada um bom expectorante. É muito rica em proteínas, sais minerais e aminoácidos essenciais

MACELA-DO-CAMPO: Indicada para problemas digestivos, hepáticos e diarréias. É também um relaxante muscular. A planta ocorre em toda a América Latina e é utilizada há centenas de anos por índios brasileiros (Por Roberta Jansen, do O Globo, 25/05/2008)

Fonte: Ecodebate