quarta-feira, 28 de maio de 2008

Electroluminescence of (styrene-co-acrylic acid) ionomer/conjugated MEH-PPV blends

Eletrônica orgânica
Misturando dois polímeros com propriedades diferentes, pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) conseguiram aumentar a eletroluminescência de um dispositivo orgânico emissor de luz (Oled, na sigla em inglês). A pesquisa é matéria de capa da nova edição da revista Synthetic Metals.

Descobertos em 1990 por dois pesquisadores norte-americanos e um japonês – que dez anos depois ganhariam o prêmio Nobel de química pelo feito –, os Oleds prometem substituir, com diversas vantagens, as telas atuais de LCD e plasma. Tratam-se de dispositivos formados por polímeros eletroluminescentes, que emitem luz quando expostos a uma fonte de energia elétrica.

O trabalho correspondeu à tese de doutorado de Rafael Cossiello, orientada por Teresa Atvars, professora do Instituto de Química e pró-reitora de pós-graduação da Unicamp. Segundo Teresa, a base científica trazida à universidade pelo trabalho permite dizer que o grupo é capaz de trabalhar com qualquer material polimérico eletroluminescente.

“O conhecimento gerado sobre o comportamento desses materiais poderá ser retomado em outras categorias de polímeros eletroluminescentes, especialmente na área de sensores”, disse a orientadora da pesquisa.

Teresa aponta que os Oleds têm grande vantagem em relação aos dispositivos inorgânicos – normalmente feitos de silício – utilizados em displays de diversos aparelhos eletrônicos. Como existe uma grande variedade de polímeros com propriedades eletroluminescentes, mudanças na estrutura das moléculas possibilitam varrer todo o espectro de cores.

“Com os semicondutores inorgânicos essas possibilidades são muito mais limitadas. A vantagem da química orgânica é uma flexibilidade estrutural muito maior. O problema dos dispositivos poliméricos, no entanto, é que a estabilidade quimica não é tão boa e, portanto, a duração do dispositivo não é muito grande. Por outro lado, o brilho é muito maior”, explicou.

Os pesquisadores têm procurado meios para estabilizar e aumentar o ciclo de utilização dos dispositivos. “Já existem protótipos de TVs nas quais as moléculas eletroluminescentes substituem o cristal líquido. Isso possibilita a criação de telas com espessura de 3 milímetros, o que seria impossível com o LCD”, disse a professora do IQ da Unicamp.

No trabalho, os pesquisadores procuraram otimizar as propriedades do material, misturando um polímero eletroluminescente com outro sem essa propriedade. O resultado foi um aumento de quatro vezes na eficiência da eletroluminescência, com estabilidade maior do que no dispositivo sem a mistura polimérica.

“Estudamos uma série de aspectos relacionados à morfologia do material, como a distribuição do material luminescente sobre a matriz não-luminescente. Optamos por otimizar o dispositivo misturando os dois materiais e procuramos entender o processo e as razões dessa otimização, a fim de abrir caminho para o desenvolvimento tecnológico”, explicou.

Área maior é desafio
O grupo da Unicamp utilizou o polímero orgânico eletroluminescente conhecido como MEH-PPV. O outro material foi um polímero sintetizado pelo grupo e formado por três partes.

“Uma das partes era um poliestireno – uma matriz de baixo custo utilizada, por exemplo, em copos plásticos transparentes e réguas escolares – que não forma um bom material quando misturado ao MEH-PPV. Por isso acrescentamos uma parte de acrílico e uma parte de um grupo ácido”, explicou Teresa.

A combinação dos três blocos propiciou as características adequadas para que o material, interagindo com o MEH-PPV, aumentasse consideravelmente o rendimento do dispositivo. “A mistura criou, entre os dois materiais, interações específicas que não seriam possíveis isoladamente nem no acrílico nem no poliestireno”, disse.

Segundo a professora, esse tipo de estudo requer a utilização de múltiplas técnicas. A montagem do dispositivo é feita com um material condutor sobre uma superfície de vidro. Depois a mistura de polímeros é depositada sobre o material e o eletrodo é instalado.

“O dispositivo que fizemos é um protótipo com área de um centímetro quadrado. Uma vez concluído, uma série de aparelhos aplicam uma corrente elétrica e um sistema de espectroscopia de emissão é utilizado para medir a intensidade da luz”, disse.

A professora salientou que a instrumentação utilizada para pesquisa foi proporcionada pelas parcerias com diversos laboratórios. “Nosso grupo foi introduzido, há seis anos, no Instituto Multidisciplinar de Materiais Poliméricos (IMMP), um dos Institutos do Milênio. Isso facilitou o acesso à instrumentação necessária nessa pequisa que é altamente interdisciplinar”, afirmou.

Segundo Teresa, a pesquisa também levantou novos problemas, como o de fazer um dispositivo com uma área maior. “Outro desafio é reproduzir protótipos com alta reprodutibilidade, que permitam uma rotina de fabricação”, indicou.

O artigo Electroluminescence of (styrene-co-acrylic acid) ionomer/conjugated MEH-PPV blends, de Rafael Cossiello, Teresa Atvars e outros, pode ser lido por assinantes da Synthetic Metals na Sciencedirect

Fonte: Fábio de Castro / Agência FAPESP – 28/05/2008

Vanderlan da Silva Bolzani toma posse como presidenta da SBQ

SBQ tem primeira presidenta
Ao lado da intensa programação de conferências, simpósios, cursos, workshops e assembléias, um dos destaques da 31ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Química (SBQ), que está sendo realizada em Águas de Lindóia (SP), será a cerimônia de posse da nova presidenta eleita da entidade, que ocorrerá no último dia do evento, quinta-feira (29/5).

Vanderlan da Silva Bolzani, professora titular do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Araraquara, será a primeira mulher a assumir o cargo nos 31 anos de existência da SBQ. Ela substituirá Antonio Sálvio Mangrich, professor do Departamento de Química da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

“Estou feliz com a nomeação porque a criação da SBQ, em 1977, marca também o início da minha trajetória científica, quando eu era estudante de pós-graduação. Participo ativamente dos trabalhos da sociedade desde sua fundação, na época da ditadura militar, durante reunião anual da SBPC [Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência], em São Paulo, evento no qual tive a oportunidade de apresentar minha dissertação de mestrado”, disse Vanderlan, que ocupava a vice-presidência da SBQ, à Agência FAPESP.

“Acredito que todos os professores acadêmicos, além de exercer suas funções de docência e de pesquisa, devem ter uma participação no processo social do país. E as sociedades científicas brasileiras são fóruns nos quais os profissionais exercem essa função de cidadania com a divulgação dos avanços nas várias áreas do conhecimento, como a própria química, que é uma ciência central presente em vários outros setores e disciplinas”, complementou.

O processo de votação foi realizado pela internet com a participação dos cerca de 3 mil associados da SBQ. Nos dois anos de atuação à frente da entidade, Vanderlan pretende criar novas publicações para somar às revistas Química Nova, Química Nova na Escola e Journal of The Brazilian Chemical Society.

“A minha intenção é estruturar a editoria da SBQ no sentido de aproveitar a excelência acadêmica do país para a edição de livros didáticos e outras publicações dirigidas à formação de jovens cientistas. Outro projeto nessa área é a criação de um periódico de divulgação de química voltada ao setor industrial, que poderá ter formato eletrônico ou impresso”, destacou.

Ela também pretende lançar um programa de estímulo ao ensino de ciências e química voltado às escolas de ensino fundamental e médio de todo o país. “Com a criação de novas ações que atinjam a sociedade, como gincanas e outros projetos de divulgação, será possível pensar em uma melhor educação em ciências no país que poderá refletir o padrão de qualidade dos futuros profissionais que vão trabalhar com inovação na indústria”, afirmou.

Promover o fortalecimento das secretarias regionais e ampliar as colaborações internacionais, iniciadas em gestões anteriores, com instituições científicas de países como França, Alemanha e Inglaterra são outras metas de Vanderlan, que também é assessora da Pró-Reitoria de Pesquisa da Unesp.

Química de peso
A 31ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Química (SBQ), que tem o tema central “Do petróleo à biomassa: soluções para um mundo melhor”, terá a apresentação de cerca de 2 mil trabalhos científicos na área.

A programação do evento terá, no dia 28 de maio, o simpósio “Políticas nacionais para o uso de biomassa”, coordenado pelo professor Arnaldo Alves Cardoso, da Unesp, com a participação de Alfred Szwarc, consultor da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), e Vadson Bastos do Carmo, da Dedini.

“Tecnologia e inovação no uso da biomassa” será o tema discutido por Jailson Andrade, da Universidade Federal da Bahia, Octavio Augusto Antunes, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e Paulo Anselmo Suarez, da Universidade de Brasília.

Ainda no mesmo dia, Helmut Galle, da Fundação Alemã de Pesquisa Científica, Helmut Guido Alt, da Universidade Bayreuth, e Stephan Pflugmacher, do Institut für Gewässerökologie und Binnenfischerei, todos da Alemanha, abordarão o tema “Enfoques da pesquisa química na Alemanha atual e as possibilidades de intercâmbio entre Brasil e Alemanha”.

Os destaques do dia seguinte serão as conferências plenárias “Multi-analyte determination techniques in FIA: a critical overview”, por Bo Karlberg, da Universidade de Estocolmo, na Suécia, e “Contribuições da catálise no aproveitamento da biomassa”, por Ulf Schuchardt, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

“New challenges in natural products chemistry: Biosynthetically designed fungicides”, tema que será apresentado por Isidro Gonzalez Collado, da Universidade de Cadiz, na Espanha, e “Sustainable drugs and global health care”, por Geoffrey Cordell, da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, também estão na programação do dia 29 de maio, antes da posse de Vanderlan Bolzani.

“A reunião anual da SBQ reúne tanto pesquisadores brasileiros e estrangeiros de excelência, que trabalham na fronteira do conhecimento em suas áreas, como um grande contingente de jovens pesquisadores, alunos de pós-graduação de todos os níveis que muitas vezes não têm chance de participar de eventos internacionais. Essa é a reunião mais importante na área de química no Brasil e na América Latina”, disse a nova presidenta da sociedade.

Mais informações: www.sbq.org.br/31ra

Fonte: Thiago Romero / Agência FAPESP

Biociências da USP busca professor

O Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP) abriu concurso para uma vaga de professor doutor. As inscrições vão até o dia 5 de junho.

O docente selecionado para o cargo atuará em regime de dedicação integral na área de genética e biologia evolutiva. O salário é de R$ 5.938,61.

O programa do concurso inclui os temas “Transmissão de informação em sistemas biológicos”, “Origem e manutenção da variação genética em populações”, “Relações entre genótipo, fenótipo e plasticidade fenotípica”, “Evolução genômica” e “Seleção natural e adaptação”.

Para a inscrição, os candidatos deverão apresentar memorial circunstanciado que comprove os trabalhos publicados, as atividades realizadas pertinentes ao concurso e as demais informações que permitam avaliação de seus méritos. Não serão recebidas inscrições pelo correio, por e-mail ou fax.

O exame consistirá em prova escrita, eliminatória, julgamento do memorial com prova pública de argüição e prova didática.

Mais informações: (11) 3091-7549 / 7583.

Fonte: Agência FAPESP

2ª Jornada de Empreendedorismo

Terminam no dia 31 de maio as inscrições de projetos para a 2ª Jornada de Empreendedorismo, que tem o objetivo de selecionar projetos ou idéias de base tecnológica que possam se transformar em empreendimentos.

Os projetos pré-selecionados serão apresentados a uma banca avaliadora entre os dias 16 e 20 de junho, em Limeira (SP). A promoção é da Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da Universidade Estadual de Campinas (Incamp), da Incubadora de Software Softex e das incubadoras de empresas de Limeira e Araras, ambas no interior paulista.

O evento é direcionado a universidades, centros de pesquisa, escolas técnicas e empresas onde se desenvolvem projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação.

Os planos de negócios aprovados poderão ser admitidos nas incubadoras de acordo com os critérios de cada uma delas. A incubação possibilita que os empreendedores pleiteiem recursos para transformar projetos em produtos para o mercado.

Mais informações: www.incamp.unicamp.br

Fonte: Agência FAPESP

1º Simpósio Internacional sobre Alimentos Funcionais

A Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais realizará, nos dias 4 e 5 de junho, em São Paulo, o primeiro Simpósio Internacional sobre Alimentos Funcionais.

O encontro, promovido em parceria com a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo, visa a discutir os estudos científicos mais recentes sobre componentes bioativos, atualização em fibras alimentares, compostos da soja e alimentos como o colágeno e o chá verde.

“Componentes bioativos e alimentos funcionais: uma avaliação crítica”, “Biodisponibilidade de compostos bioativos em alimentos vegetais”, “Colágeno hidrolisado: um ingrediente multifuncional e seu papel na saúde dos ossos, articulações e pele” e “Simbióticos: eles são mais eficazes que prebióticos e probióticos isolados?” serão temas discutidos por especialistas nacionais e estrangeiros, de países como Alemanha, Holanda, França e Estados Unidos.

Mais informações: www.sbaf.org.br

Fonte: Agência FAPESP

Riscos além da estrada - doenças que atingem motoristas de ônibus

Professora da UnB analisa as doenças que atingem os motoristas de ônibus. Setor é o primeiro em casos de esquizofrenia


Férias é sinônimo de descanso para grande parte da população. Mas para quem trabalha na área de transportes, essa é a época de ritmo mais intenso. Com a crise dos aeroportos, iniciada em outubro de 2006, um maior número de pessoas tem buscado o transporte terrestre como alternativa para viajar pelo país. A grande procura pelo ônibus sobrecarrega ainda mais o trabalho de motoristas, tornando ainda mais comum o aparecimento de doenças. O setor de transportes terrestres é o ramo de atividades que mais apresentou afastamentos de trabalhadores por esquizofrenia, e o segundo com maior número de diagnósticos de estresse – perde apenas para o transporte aéreo.

Vários são os fatores que contribuem para o desenvolvimento de transtornos mentais entre os empregados do setor rodoviário, segundo a professora da Universidade de Brasília Anadergh Barbosa-Branco. A coordenadora do Laboratório de Saúde do Trabalhador da UnB analisou o número e o motivo dos atestados concedidos por mais de 15 dias e registrados no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) entre 2003 e 2004. “O isolamento social e o afastamento da família por muitos dias são algumas das razões que podem levar a doenças como alcoolismo e depressão. Apesar de transportar os passageiros, os motoristas passam muitas horas isolados em sua cabine, sem poder falar com ninguém”, destaca Anadergh.

Entre os motoristas de ônibus interurbanos e de transporte não-regular (aluguel do veículo para uma viagem específica), a depressão é o segundo e o terceiro motivos de afastamento, respectivamente. A professora explica que, entre os empregados que cumprem escalas irregulares, a incidência de episódios depressivos é maior por inviabilizarem a organização da família. A pressão para cumprir os trajetos e os horários – independente da qualidade das rodovias – também pode gerar estresse e, em casos mais graves, o desenvolvimento de quadros esquizofrênicos.

COLUNA
A principal doença registrada entre os trabalhadores de transportes terrestres, no entanto, está relacionada às dores osteomusculares. Cerca de 12 em cada mil empregados responsáveis por viagens interurbanas apresentaram dorsalgia (dor nas costas) nesse período. Entre os que trabalham com transporte não-regular de passageiros, dez em cada mil sofreram com o problema. “Além de passar grande parte do dia sentados, eles não têm estrutura alguma de descanso. No transporte não-regular, enquanto um motorista dirige, o outro dorme em um lugar improvisado junto ao bagageiro”, ressalta a pesquisadora.

A tensão e o medo de acidentes e dos assaltos cada vez mais constantes também são responsáveis por dorsalgias e outras doenças osteomusculares, além do estresse. No caso dos ônibus alugados, a preocupação com as barreiras de fiscalização é mais um fator que pode causar transtornos físicos e mentais. “Normalmente, esses ônibus apresentam algum tipo de irregularidade. Por isso, parar no posto policial é sempre um fator de estresse”, afirma Anadergh. É preciso ainda que os motoristas tenham sempre uma preocupação com o estado das peças do veículo para evitar que quebrem durante a viagem.

ALIMENTAÇÃO
Para quem vive nas estradas, ter uma boa dieta é um desafio. Os postos de gasolina, principal ponto de parada dos ônibus de linha e alugados apresentam um cardápio recheado de comidas gordurosas e, muitas vezes, de qualidade duvidosa. A falta de boas opções de alimentação fez com que 5% dos afastamentos registrados entre 2003 e 2004 fosse causado por algum tipo de distúrbio digestivo. De acordo com a professora, outra atitude prejudicial é a opção dos motoristas de beber pouco líquido para precisar fazer menos paradas.

Um dos pontos que chamou a atenção de Anadergh foi a alta incidência de casos de alcoolismo. “O consumo de álcool por motoristas pode ser considerado muito elevado, já que o número de afastamentos por essa razão foi bem maior do que os registrados em outros setores”, avalia. A média de alcoolismo em todos os ramos de atividade é de 4,4 casos em cada dez mil trabalhadores. Nos transportes terrestres, o índice registrado foi de 7,9 em cada dez mil.

Para a professora, problemas como esses colocam não só a vida dos motoristas em risco, mas de todas as pessoas que estão no trânsito – dentro ou fora do ônibus. “É uma situação em que todos ficam muito vulneráveis. O descuido ou um problema de saúde que atinja esse trabalhador pode motivar acidentes graves”, explica.

O ramo dos transportes terrestres esteve entre os primeiros setores com maior número de doenças mentais em 2004:
· 1° lugar em afastamentos por esquizofrenia e transtornos delirantes
· 2º lugar em afastamentos por estresse, perdendo apenas para o transporte aéreo. O número de incidências foi 4 vezes maior do que a média em todos os ramos de atividade.
· 3° lugar em afastamentos por depressão, perdendo para a indústria têxtil e o setor de fabricação e preparo de couro. O número de incidências foi 2 vezes maior do que a média em todos os ramos de atividade.

Dentre os afastamentos no transporte terrestre, as principais razões foram:
1. Doenças Osteomusculares (lombalgia, problemas articulares) – 28%
2. Lesões (fraturas, ferimentos, intoxicações) – 24%
3. Transtornos Mentais (depressão, estresse, fobias) – 14%
4. Doenças do Aparelho Circulatório (hipertensão, cardiopatia isquêmica, aterosclerose) – 10%
5. Doenças do aparelho digestivo (gastrite, úlcera, pancreatite) – 5%

As principais doenças registradas:
Transporte rodoviário interurbano de passageiros (número de afastamentos por cada 10 mil trabalhadores):
1. Dorsalgias – 120
2. Depressão – 65
3. Transtornos de discos intervertebrais (como hérnia de disco) - 44
4. Hipertensão – 37
5. Fraturas do punho e da mão – 22

Transporte rodoviário de passageiros não-regular (número de afastamentos por cada 10 mil trabalhadores):
1. Dorsalgias – 103
2. Hipertensão – 45
3. Depressão – 38
4. Transtornos de discos intervertebrais (como hérnia de disco) - 37
5. Fraturas da perna e do tornozelo – 29

Fonte: Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev) - Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)


PERFIL
Anadergh Barbosa-Branco é doutora em Saúde do Trabalhador pela Universidade de Sidney (Austrália) e mestre em Saúde do Adulto pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Graduou-se em Enfermagem pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas. É coordenadora do Laboratório de Saúde do Trabalhador da Universidade de Brasília (UnB). Contatos pelo 3307 3373 ou pelo e-mail

Fonte: André Ribeiro/UnB Agência