quinta-feira, 22 de maio de 2008

Sebrae e Finep lançarão edital para indústrias criativas

O Sebrae e a Finep estão acertando os detalhes de um novo edital que deverá movimentar as empresas criativas. A proposta é lançar uma chamada para financiar projetos em indústrias criativas, em bens intangíveis.

“Vamos lançar nos próximos meses o edital, em torno de R$ 4 milhões, para essas indústrias”, disse ontem (20) Paulo Alvim, gerente de Acesso à Inovação e Tecnologia do Sebrae Nacional, em entrevista ao Gestão CT.

Segundo Alvim, o edital está inserido no plano de trabalho que foi firmado entre o Sebrae e a Finep em 2005 e segue as estratégias do plano de trabalho previsto para 2010. “Vamos trabalhar com essa área que tem muito a ver com o Brasil e com as características brasileiras”, observou.

O gerente disse que a expectativa é que o edital seja lançado nos próximos meses.

Inovação
Outra proposta, segundo Alvim, é criar algumas inovações no edital Finep-Sebrae Cooperação ICTs e Micro e Pequenas Empresas para projetos de inovação tecnológica, este ano. “Teremos algumas inovações, como por exemplo, apoiar as indústrias de pequeno porte que são produtoras de bens de capital para outras empresas de pequeno porte”, explicou.

Em 2007, a chamada pública MCT/Sebrae/Finep/Ação Transversal – Cooperação ICTs – MPEs ofereceu, em recursos não-reembolsáveis, R$ 26 milhões, sendo que a metade dos recursos foi aportada pela Finep e o restante pelo Sebrae. O objetivo foi selecionar projetos de inovação tecnológica de interesse de micro e pequenas empresas a serem executados por instituições científicas e tecnológicas (ICTs), públicas ou privadas, em cooperação com MPEs brasileiras inseridas em arranjos produtivos locais (APLs). A iniciativa selecionou 62 projetos que variavam entre R$ 200 mil e R$ 500 mil.

Fonte:Tatiana Fiuza / Gestão CT

Estudo aponta que medicamento mais eficaz contra tricomoníase está próximo

Differential soluble protein expression between Trichomonas vaginalis isolates exhibiting low and high virulence phenotypes

Novos frutos de anos de trabalho de combate à tricomoníase (doença sexualmente transmissível) podem estar surgindo. A doença, causada pelo parasita Trichomonas vaginalis, faz cerca de 200 milhões de vítimas por ano no mundo todo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Contudo, passos importantes para mudar essa realidade foram dados, a partir de um estudo feito em parceria da UFRJ e da Fundação Oswaldo Cruz. Pela UFRJ, contribuem o Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCFF) e o Instituto de Química; na Fiocruz, o trabalho é desenvolvido no Instituto Oswaldo Cruz.

A pesquisa, coordenada por José Batista de Jesus (que passou pela UFRJ, Manguinhos e hoje é professor da Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ), em Minas Gerais), mapeou o proteoma do protozoário, feito inédito que gera dados para uma análise mais precisa do parasita, garantindo diagnósticos e tratamentos mais eficazes. A partir desse mapeamento, viu-se que a presença do ferro é um importante diferencial na expressão de características mais agressivas do parasita, conforme explica Fernando Costa e Silva Filho, professor do IBCFF e integrante do grupo de pesquisa.

"Nossas discussões apontavam que a doença se manifestava com maior ou menor intensidade dependendo da quantidade de ferro na secreção vaginal", conta o pesquisador. Segundo ele, o grupo observou que a agressividade do parasita está muito relacionada à presença desse elemento químico, que varia de paciente para paciente.

O objetivo do grupo era entender que características do organismo do protozoário causavam esse comportamento. Para isso, os pesquisadores monitoraram quais são as proteínas que o Trichomonas vaginalis sintetiza. A partir desse levantamento (o proteoma) foi possível identificar em que condições o processo ocorre. Foi estudado o padrão protéico total: do proteoma ao genoma. “Vimos que o protozoário nasce com uma informação no seu genoma. Essa informação vai se expressar ou não, dependendo do que o ambiente instruir”, explica Costa e Silva.

Benefícios da pesquisa
Segundo o professor, os resultados da pesquisa já poderão ser percebidos em curto prazo. Ele explica que há dois aspectos principais que podem mudar efetivamente o processo de tratamento da tricomoníase. O primeiro deles é o diagnóstico. Para o pesquisador, o mapeamento vai garantir um diagnóstico preciso, já que a simples análise visual do parasita pelo microscópio pode falhar, pois o protozoário pode alterar seu formato, também por influência do ferro.

De acordo com Fernando Costa e Silva, o percentual de diagnósticos errados é bastante expressivo. O professor conta que, há algum tempo, o grupo trabalhou na tese de uma pesquisadora do Instituto de Ginecologia, a respeito da tricomoníase. Os pesquisadores do laboratório fizeram uma revisão de 72 casos suspeitos, em que a chance de tricomoníase foi descartada. Desses, 48 revelaram-se positivos.

"Isso significa que o tratamento usado para essas pacientes não foi direcionado para matar um protozoário, mas para matar um vírus ou uma bactéria", explica Costa e Silva. “Uma das pacientes que acompanhamos permaneceu com secreção vaginal por três anos e dois meses, tendo até sangue no corrimento vaginal, apresentando já um quadro de ulceração no útero, por conta desse protozoário”, acrescenta o especialista, apontando o estágio de gravidade que o problema pode alcançar.

O segundo aspecto importante na aplicação prática dessa pesquisa é no campo dos medicamentos. Atualmente, a medicação padrão para a tricomoníase é o metronidazol. Contudo, a droga pode causar efeitos nocivos ao organismo humano. “O metronidazol não é específico contra uma molécula em particular do parasita. Na verdade, ele atua com o objetivo de interromper sua respiração. Entretanto, reações semelhantes que o parasita utiliza para respirar são usadas também por células do paciente”, explica o professor.

No caso de uma droga produzida a partir das informações coletadas pelo estudo, esse problema seria resolvido. “Quando conseguimos identificar as moléculas específicas do parasita – aquelas que não são encontradas no ser humano – há a possibilidade de se estabelecer um alvo para se produzir uma droga nociva ao o protozoário”, esclarece o professor, lembrando nenhum medicamento é totalmente seguro e que os resultados podem variar de pessoa para pessoa.

Próximos passos
Agora, as metas do grupo são relacionadas à análise in vivo do protozoário. Segundo o professor, os resultados alcançados pelo grupo se referem ao comportamento do parasita em ambientes de duas dimensões, como lâminas de microscópio e tubos de ensaio, o que não corresponde ao ambiente do corpo humano.

"Os protozoários interagem com o tecido humano em três dimensões. Estamos construindo esse ambiente, a partir de pequenas moléculas agregadas em três dimensões, onde colocamos o parasita para observar se ele se comporta da mesma forma que vimos em duas dimensões", explica o professor. “Para os próximos passos, precisamos observar se as expressões dessas moléculas podem ocorrer de fato em tecido humano e não só em condições de laboratório”, completa.(Olhar Vital)

Veja o resumo do artigo aqui.

Fonte: Marcello Henrique Corrêa / UFRJ

IEA/USP disponibiliza vídeo sobre o evento "Os Desafios da Inovação no Brasil e as Estratégias de 7 Países"

O seminário "Os Desafios da Inovação no Brasil e as Estratégias de 7 Países" aconteceu no dia 25 de abril. Nele foram debatidos os principais resultados da pesquisa "Mobilização Brasileira para a Inovação" (Mobit), um estudo comparativo de políticas industriais de base tecnológica dos EUA, França, Canadá, Irlanda, Reino Unido, Finlândia, Japão e Brasil. O trabalho foi encomendado pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) ao Observatório da Inovação e Competitividade (sediado no IEA) e executado por equipe do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).

O encontro teve apresentações de Evandro Mirra, diretor da ABDI, e Glauco Arbix, coordenador-geral do observatório, que apresentou os resultados da Mobit. A segunda parte foi um debate com a participação de Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp, David Kupfer, professor do Instituto de Economia e coordenador do Grupo de Indústria e Competitividade da UFRJ, e Mario Salerno, coordenador executivo do observatório.

O evento foi realizado pelo IEA, Brazil Institute do Woodrow Wilson International Center for Scholars, ABDI e Prospectiva Consultoria, com apoio do Cebrap, Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O Observatório da Inovação e Competitividade é uma parceria entre o IEA, ABDI, CGEE e Ipea. O vídeo do seminário está disponível no site.

Fonte: IEA/USP

InfoDev, programa do Banco Mundial, aprova projeto para estimular o segmento de incubação de empresas na América Latina

O infoDev, programa do Banco Mundial, acaba de aprovar um projeto da Rede Latino-Americana de Associações Nacionais de Incubadora de Empresas e Parques Tecnológicos (Relapi), para estimular a troca de experiências e conhecimentos em incubação de empresas na América Latina e Caribe. O projeto foi apresentado pela Anprotec, que é Secretaria Técnica da Relapi, e contou com o apoio do Sebrae, que entrou com a contrapartida brasileira.

A proposta se baseia em ações de estruturação de um programa de intercâmbio entre empresas, com o objetivo de promover a cooperação tecnológica entre a América Latina, Caribe, Espanha e Portugal; incentivo ao intercâmbio entre gestores de incubadoras; e a realização de minicursos ministrados a distancia para empreendedores e gestores, além de um Encontro Latino-Americano de Incubadoras Empresas e Parques Tecnológicos.

As atividades terão início em julho de 2008 com a realização de um encontro da Relapi, na cidade de San José, na Costa Rica, durante o Fórum Regional de Parques Tecnológicos, Empreendedorismo e Incubação, que acontecerá entre os dias 28 a 31.

Maiores informações pelo site: http://www.relapi.org/site_novo/index.php

Fonte: Anprotec

CCTA 2008 - II Curso Internacional sobre Ciencia, Tecnología y Ambiente

Todos los sábados entre 5 de enero y 15 de noviembre 2008

Programa de conferencias próximas

Sábado 24 de mayo 2008
14:00 hrs: Sistema óseo y sus problemas, César Ugarte, Clínica Javier Prado
16:00 hrs: Conferencia internacional especial
Tratamientos de Residuos Siderúrgicos – Una alternativa más que bondadosa para el control de la emisión de CO2 e materiales particulados en la atmósfera
Dra. Mery Gómez Marroquín
Pontificia Universidad Católica de Río de Janeiro, Brasil
17:00 hrs: Clausura del CICTA 2008 para Profesores de Educación Primaria

Sábado 31 de mayo 2008
14:00 hrs: Inauguración del CICTA 2008 para Profesores de Educación Secundaria 15:00 hrs:
16:00 hrs: "Caries Dental y Otras Enfermedades de la Cavidad Oral"
Dra. Roselyn Siu, Clínica Javier Prado

Sábado 7 de junio 2008
16:00 hrs: Cambio Climático y Vulnerabilidad de los Glaciares Tropicales
Dr. Robert Gallaire, Instituto de Investigación para el Desarrollo (IRD), Francia

Comite de Organización (orden alfabético)
Jorge Chuquitaype Quintana, Frank Meliton Leucadio, Maria Elena Morales Landin, Vicky M. Reyes Alvino, Apoyo: Juana Tapia y Francisco VillanuevaGladys Torres (Coordinadora académica), Modesto Montoya (Coordinador general)

Entrada libre.

Horario:Todos los sábados de 14 hrs a 18hrs - Local del Consejo Departamental de Lima del Colegio de Ingenieros del Perú - Marconi 210. San Isidro

Más información: http://www.ceprecyt.org/

Fuente: Ceprecyt

Semana Política 2008 da UNB debate desafios da América Latina

As inscrições para a edição de 2008 da Semana Política da UnB já estão abertas. Neste ano, o encontro ocorre entre os dias 27 e 30 de maio e terá como tema América Latina: desafios e perspectivas.

No período, durante todo o dia, haverá palestras, debates e cinema político no Auditório Joaquim Nabuco (Faculdade de Direito, campus do Plano Piloto), com a participação de acadêmicos, grupos culturais, representantes da sociedade civil e profissionais de vários setores relacionados ao tema.

A semana é organizada por estudantes de graduação em Ciência Política da UnB. As inscrições são gratuitas, abertas à comunidade, e podem ser feitas até o dia 26 de maio no site (é necessária para obtenção de certificado).

Entre os subtemas constam Políticas públicas para integração: limites e possibilidades; O parlamento do Mercosul e o futuro da integração; Ditaduras da América Latina: uma realidade que pertence ao passado?, e O momento político atual: reemergência do populismo ou contra-hegemonia? Dúvidas pelo e-mail .

Fonte: UnB

Versis Tecnologia desenvolve testes eletrônicos e busca investimento para crescer e comercializar o produto

O ano de 2007 vai ficar na história da Versis Tecnologia: faltou pouco para as vendas do produto que levou à formação da empresa aumentarem dez vezes em relação a 2006. É só fazer as contas: o faturamento com o Smart, o sistema para testes de circuitos eletrônicos desenvolvido pela empresa, passou de R$ 25 mil para R$ 233 mil — um crescimento de 932%. Aumentou também a importância do produto para a vida da empresa: em 2006, os R$ 25 mil representavam quase 15% do faturamento total, de R$ 170 mil; em 2007, do total de R$ 400 mil, a receita com o Smart chegou perto dos 60%. "Pretendemos manter o crescimento nos próximos anos", informa o sócio-fundador da Versis, Gilberto Antonio Possa. A empresa, fundada em 2003, está incubada na Companhia de Desenvolvimento do Pólo de Alta Tecnologia de Campinas (Ciatec), no interior de São Paulo.

Os números, até aqui, justificam a confiança revelada nas palavras do experimentado engenheiro elétrico Possa — que, em 1982, se graduou no Instituto Nacional de Tecnologia, o famoso Inatel de Santa Rita do Sapucaí, Minas Gerais. Em busca de aumentar os recursos disponíveis para a fase de implementação do produto no mercado, o engenheiro dono da Versis aproveitou o fato de já ser cliente do PIPE e apresentou seu projeto para comercialização do Smart no edital conjunto lançado pela Fapesp e pela empresa Imprimatur, de capital de risco. O PIPE é o programa que apóia projetos de pesquisa apresentados por pequenas empresas à agência que financia atividades científicas e tecnológicas no Estado de São Paulo. A Versis chegou à reta final da seleção — esteve entre as 20 empresas chamadas para entrevistas em novembro de 2007 —, mas ainda não sabe se receberá ou não os recursos que pediu, pois o resultado ainda não foi divulgado. Consiga ou não os recursos adicionais — que podem chegar até à injeção de capital de risco pela Imprimatur —, os planos não mudam: "A meta é que as vendas do Smart cheguem a R$ 400 mil em 2008 e, em 2011, a R$ 3,3 milhões", avisa o engenheiro.

Uma história na eletrônica brasileira e no PIPE
A Versis nasceu do sucesso do projeto de pesquisa "Sistema Automático Reconfigurável de Teste de Módulos Eletrônicos", apresentado por Possa ao PIPE. Em 1999, o engenheiro (que iniciou um mestrado na Unicamp, mas não o concluiu) teve a idéia de desenvolver um equipamento capaz de testar placas eletrônicas instaladas em diferentes dispositivos. A Fapesp aprovou um financiamento inicial de R$ 50 mil para o estudo de viabilidade; no ano seguinte, destinou ao projeto mais R$ 278 mil — para conclusão em 2003.

A empresa que recebeu os financiamentos foi a Qualibrás Eletrônica, fundada por Possa especialmente para atuar no reparo de placas eletrônicas das centrais telefônicas Trópico. Essas centrais, do tipo CPA (Central de Programa Armazenado), eram de tecnologia nacional; serviram à telefonia fixa pública e chegaram a atender um terço da demanda do setor no País — resultado de sua qualidade e de uma reserva de mercado. Foram desenvolvidas no Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Telebrás, antes da privatização das telecomunicações (o CPqD se tornou uma fundação e continua funcionando, em Campinas), em conjunto, principalmente, com as empresas Elebra (absorvida pela Alcatel) e Promon.

Da experiência com o reparo das placas Trópico, nasceu a idéia do sistema Smart. O objetivo inicial era dominar uma tecnologia de testes para desenvolver novos serviços de reparo. "Para isso, concebemos uma solução inédita: uma plataforma de testes flexível, que pudesse ser programada para diferentes funções de testes aplicadas a diferentes tipos e modelos de placas", explica o engenheiro. Os trabalhos de pesquisa e desenvolvimento foram tão bem que, em 2002, dois protótipos já haviam sido construídos, usando o financiamento do PIPE. Com eles, o engenheiro e sua equipe fizeram vários testes em linha de produção e em reparos nas placas que fazem a interface entre o assinante e a central. Um único equipamento aplicava testes a oito modelos diferentes de placas terminais; e substituiu vários outros. Entre eles, um de alto custo, que utilizava instrumentos importados. Os resultados foram altamente promissores. "O tempo gasto para realizar os testes diminuiu 85%, caindo de 20 para três minutos", conta Possa. Esses protótipos ainda estão em uso — o que, para ele, comprova a eficiência da tecnologia da empresa.

Diante desse sucesso, em 2003 a equipe do projeto decidiu sair da Qualibrás e abrir a Versis, para se concentrar no desenvolvimento do Smart. "Apresentamos um plano à Ciatec com a cara e a coragem", lembra Possa. "Com dinheiro do próprio bolso e trazendo equipamentos e a tecnologia que desenvolvemos na Qualibrás, nos instalamos na incubadora em fevereiro de 2004." A partir de então, apesar das dificuldades, os negócios começaram a se firmar. Em 2005, o equipamento chegou ao mercado; em dois anos, dez unidades foram vendidas e estão em operação.

O que é, afinal, o Smart
Na versão mais recente do Smart, os módulos eletrônicos que o compõem estão abrigados numa caixa metálica de 56 centímetros de comprimento por 26 de largura e 22 de altura, com alguns conectores dispostos no painel dianteiro, que ligam o equipamento às placas que se quer testar. Feita a conexão, o software simula o funcionamento do aparelho ou sistema que a placa vai equipar e comandar.

Como uma cadeira de dentista, por exemplo: o Smart envia comandos para a placa como se eles fossem enviados por quem usa a cadeira. Se na cadeira há um botão para reclinar, o aparelho envia um comando à placa e verifica se aquele circuito está funcionando. E assim para todos os comandos e seus correspondentes circuitos. "Ele é recomendado para linhas de montagem de produtos eletrônicos onde convivem muitos modelos de placas com baixos volumes de produção", diz Possa. "O Smart substitui com grande vantagem os testadores dedicados, isto é, aqueles feitos especificamente para testar um só modelo de placa", completa.

Outra vantagem do Smart, sempre segundo seu criador, é que ele contribui para a diminuição do estoque dos testadores dedicados na indústria de montagem de placas, otimizando a utilização do espaço da produção. "Além disso, diminui o erro humano, pois em muitas fases do teste ele dispensa a ação de operadores, geralmente necessária nos testadores dedicados para ler displays, mudar chaves e outras operações", diz. Para ele, outra vantagem de seu produto está no tempo curto necessário para reconfigurar o equipamento. Além disso, lembra, o suporte é todo feito no Brasil.

Pilotos
A Fapesp não foi a única apoiadora da Versis e do sistema Smart. Para chegar até aqui, a empresa contou também com bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), de dois anos, no valor total de R$ 120 mil, obtidas no âmbito do Programa de Recursos Humanos para Atividades Estratégicas em Apoio à Inovação Tecnológica (RHAE). A contratação dos engenheiros bolsistas permitiu melhorias tecnológicas. "Produzimos uma versão comercial do Smart, com um novo hardware e linguagem de programação mais simples e de fácil compreensão", explica Possa.

Para aperfeiçoar o produto, a Versis usa a estratégia de implementar 'pilotos'. Um deles está na indústria Cadservice, de Campinas, que monta placas de circuitos eletrônicos. O Smart também foi utilizado para testar uma placa controladora de um ventilador pulmonar (equipamento usado em UTI hospitalar) produzido pela Intermed, o que permitiu resolver falhas de produção. Além disso, foi testada uma placa de controle de motores de elevador Semikron, e o cliente foi treinado para programar o testador com sua equipe interna.

A Conduvox, empresa de São Paulo especializada principalmente em centrais telefônicas para condomínios, também usou o Smart, entre 2005 e 2006, para testes em três modelos de placas de ramais telefônicos. "O teste se revelou bem completo, garantindo a funcionalidade das placas", disse Vladimir Eidi Mori, diretor técnico da empresa, a PIPE — Pequenas que Inovam. "Sem ele, as placas teriam de ser testadas manualmente; e não poderíamos executar todos os testes que o Smart executa: teríamos de construir testadores específicos. Não há nenhum equipamento como esse no mercado. O Smart tem agilidade e confiabilidade nos testes das placas."

Para garantir a exploração do Smart e o seu futuro, a empresa deu entrada, em 2007, num pedido de patente no Brasil sobre a tecnologia e as bibliotecas de macrocomandos de testes. O engenheiro Possa explica que um comando é uma instrução de programação de computador. Um macrocomando reúne vários comandos, ou seja, varias instruções pré-programadas. "Além do produto já pronto, vamos patentear suas evoluções e alterações", diz. "No futuro, nossa intenção é comercializar o uso da tecnologia do Smart e da biblioteca de macrocomandos", planeja. "Por isso, pedimos também apoio ao BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social]", conta. Ele se refere ao fundo Criatec, criado pelo banco para apoiar empresas nascentes. "Se nossos pedidos forem aprovados, a empresa poderá dar um salto."

Fonte: Evanildo da Silveira / Inovação Unicamp

Inovações brasileiras não são apenas de base tecnológica

A empresa Monitor Group formatou o livro “As 101 Inovações Brasileiras”, que foi apresentado hoje (21), durante a 8ª edição da Conferência Anpei, em Belo Horizonte (MG). Um dos pontos principais que a publicação traz é de que a inovação não é apenas ligada à área tecnológica, mas a um conjunto de ações.

Os primeiros detalhes da publicação, prevista para ser lançada em julho, foram apresentados por Gustavo Zevallos, diretor da Monitor Group e responsável pelo setor de inovação da entidade na América Latina. Segundo Zevallos, o livro foi estruturado a partir de análises do que a empresa considerou como “dez alavancas” para se ter ações inovadoras. São elas: tecnologia, processos, produtos, serviços, logística, canais, localização∕ocasião e branding (marca). “Tomamos pelo conceito de inovação algumas diretrizes, uma delas é a inovação como a combinação de disciplinas e criatividade.”

Ele explicou que a idéia da publicação surgiu de uma demanda internacional, com um livro semelhante lançado nos Estados Unidos, no ano passado – As 101 Inovações Mundiais. A metodologia adotada para a escolha das iniciativas inovadoras levou em conta a abrangência, o impacto e a inserção da inovação em cada um dos dez pontos considerados de alavancagem. “Quando escolhemos as inovações, escolhemos porque elas não estão presas a somente um tipo de ações, mas ao conjunto.”

A publicação traz exemplos de ações inovadoras em todos os itens considerados para a escolha das iniciativas, que são os seguintes:

Tecnologia – para essa linha o exemplo dado por Zevallos foi a criação do soro antiofídico em pó, criado pelo Instituto Butantã.

Processos – na área de processos o exemplo foi a empresa Vale, com a atuação na separação magnética de ferro. Outra iniciativa apresentada foi a do sistema eletrônico de votação criado pelo Tribunal Superior Eleitoral. “Essas são inovações tipicamente brasileiras que mostram mudanças, inclusive, na forma de como exercer a cidadania”, salientou Zevallos

Produto – nessa linha o exemplo citado foi o copo de polipropileno da Brasken. A iniciativa deu ao copo descartável mais rigidez, funcionalidade, beleza e resistência.

Serviços – o banco Bradesco foi o exemplo utilizado com a criação dos serviços para a inclusão de deficientes visuais nas transações bancárias, como o sistema de voz implantado nos caixas eletrônicos.

Logística – para essa linha a inovação exemplificada foi de uma cooperativa de táxis que reuniu serviços especializados para quem tem problemas de locomoção, com ações mais voltadas para o transporte de cadeirantes.

Canais – como exemplo nessa área a publicação traz os pontos de vendas instalados pela empresa Magazine Luiza, em cidades de menos de 100 mil habitantes ou em bairros onde a loja não atua. A iniciativa, segundo Zevallos, traz inovações porque reúne um sistema de compra pela internet, com um atendimento direto ao público, por meio de vendedores.

Ocasião – O Drywash ou a lavagem de carros a seco foi o exemplo de iniciativa que conseguiu reunir uma demanda do mercado para a celeridade e sustentabilidade na hora de se lavar um veículo.

Marca – duas marcas estão entre as que constam na publicação como exemplos de sucesso. A Sol pelo produto Sol Shot que, segundo Zevallos, é uma marca que ainda está sendo implementada no mercado. Outro exemplo foram as Havainas, que significou, recentemente, de como pode ser feito o reposicionamento da marca para outros mercados. O livro ainda traz iniciativas de modelos de negócios e redes e parceiros.

Sustentabilidade
Zevallos ressaltou que outra proposta que a publicação tenta mostrar é de que das dez alavancas para a inovação todas podem ter maior sustentabilidade. “Vemos com mais freqüência as empresas trabalhando com sustentabilidade, independente, de quais sejam os estímulos”, explicou.

O executivo ainda salientou a idéia de que a inovação deve ser pensada para os diferentes setores e em empresas de qualquer porte. “Precisamos pensar a inovação de uma maneira completa. Inovação não é propriedade de certos setores, mas uma postura que cabe em qualquer setor”, finalizou.

Fonte: Tatiana Fiuza / Gestão CT

Global Forum América Latina acontecerá em Curitiba

Curitiba será palco do encontro Global Fórum América Latina, que ocontecerá entre os dias 18 e 20 de junho. O evento, que reunirá, universidades, empresas, poder público e sociedade civil, busca repensar o papel da educação para os negócios, com foco na sustentabilidade, inserindo o tema da melhor maneira possível, nas agendas das organizações.

O encontro apresentará 86 resumos científicos e relatos empresariais, que foram escolhidos, por doutores selecionados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), dentre 120 inscritos.

Os temas apresentados no Fórum vão desde: tecnologias limpas, empreendedorismo e tecnologias sociais, até políticas públicas e os desafios da sustentabilidade.

Informações: http://www.globalforum.com.br/

Fonte: Anprotec

Inovação, desenvolvimento e produtivo são os conceitos-chave da Carta de Belo Horizonte

A Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras (Anpei), instituição associada à ABIPTI, encerrou hoje (21) as atividades da 8ª Conferência Anpei, realizada em Belo Horizonte (MG). Os resultados dos trabalhos foram apresentados na chamada Carta de Belo Horizonte, que traz como conceitos-chaves: inovação, desenvolvimento e produtivo.

Segundo a carta, esses conceitos sinalizam serem as empresas responsáveis e catalisadoras dos saltos “quânticos” do progresso social e econômico do país.

O documento ainda traz sugestões para o marco regulatório na área de inovação. A Anpei considera que “as leis de incentivos são adequadas, mas o excesso de limitações e restrições e o número excessivo de órgãos reguladores tornam essas medidas tímidas, o que vem comprometendo o senso de urgência e o salto competitivo necessário ao reposicionamento do Brasil no contexto das nações”.

Recomendações
A Carta de Belo Horizonte traz ainda três recomendações de ações que deverão ser seguidas pela associação nos próximos meses. Uma delas aponta que o trabalho associativo da Anpei tem sido “preponderante” na implementação de legislação e incentivos do governo. “Cabe agora à associação liderar o ajuste fino dessa legislação, de modo a permitir sua implementação da forma mais abrangente”, diz o documento.

Outro item considerado pela Anpei é de que a associação está apta a certificar a capacitação das empresas como inovadoras. “A Anpei está qualificada, também, para a aplicação de instrumentos de identificação de lacunas tecnológicas nas empresas produtivas, bem como o desenvolvimento e operacionalização de instrumentos para superação desses gaps.”

Conferência
A nova presidente da Anpei, Maria Angela Rego Barros, lembrou durante o encerramento dos trabalhos a expectativa para o próximo evento que comemorará o aniversário de 25 anos da Anpei. A 9ª Conferência acontecerá em Porto Alegre (RS), no mês de junho de 2009. Para conferir as principais propostas de Maria Angela para a nova gestão da associação, acesse este link.

Fonte: Tatiana Fiuza Gestão CT