sábado, 10 de maio de 2008

"Quando o anúncio é bom, todo mundo compra" – O Projeto MonitorAÇÃO e a propaganda de medicamentos no Brasil

"When the ad is good, the product is sold." The MonitorAÇÃO Project and drug advertising in Brazil

Pesquisa realizada na Universidade Federal Fluminense (UFF) avaliou propagandas de medicamentos veiculadas no Brasil e concluiu que os anúncios não são fontes confiáveis de informação.

De acordo com a autora do trabalho, Jussara Calmon Soares, professora adjunta do Departamento de Saúde e Sociedade da UFF, os anúncios omitem e minimizam cuidados e riscos para a saúde e são incompatíveis com o uso consciente e responsável de medicamentos, uma vez que induzem ao consumo de forma “acrítica, abusiva e desnecessária”.

Publicado na revista Ciência & Saúde Coletiva, a pesquisa teve base no relatório final do Projeto de Monitoração da Propaganda e Publicidade (MonitorAÇÃO), um convênio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com diversas universidades. O estudo recomenda à Anvisa a proibição da propaganda de remédios no país.

O projeto envolveu pesquisadores de diferentes áreas da UFF: direito, enfermagem, jornalismo, nutrição, odontologia e publicidade. Segundo Jussara, o fato de contar com uma equipe multiprofissional dá solidez à análise e aos resultados.

“O campo da vigilância sanitária é multiprofissional e a idéia do projeto foi ter alunos fazendo as análises das propagandas como se fossem técnicos da Anvisa. Os pareceres continham o parecer técnico-científico, análise publicitária, análise de risco e o parecer final, jurídico”, afirmou Jussara.

O projeto analisou, mensalmente, peças de publicidade e propaganda em consultórios e clínicas, farmácias e drogarias, revistas especializadas, além de programas de rádio e televisão, em que são veiculados os anúncios de medicamentos isentos de prescrição médica.

Foram consideradas 263 peças irregulares, analisadas de outubro de 2004 a agosto de 2005, captadas em diversos meios de comunicação. Dessas, 88 eram referentes a medicamentos de venda sob prescrição e 71 a medicamentos isentos de prescrição.

O projeto foi nacional e cada universidade participante monitorou a sua região. Os resultados do artigo se referem ao município de Niterói (RJ), mas os dados confirmariam uma tendência nacional.

Segundo a professora, cabe à Anvisa regulamentar e fiscalizar questões que envolvem riscos à saúde da população. “O mérito do projeto de monitoração da propaganda e publicidade de produtos sob vigilância sanitária foi o de disponibilizar informações, divulgar o processo de regulamentação e controle da propaganda, fazer com que as universidades participem e se integrem, debatam e tragam propostas concretas para o avanço desse campo fundamental para a saúde e a cidadania”, disse.

Na análise das peças publicitárias de medicamentos sob prescrição médica, a irregularidade mais importante, segundo o estudo, teve relação com as informações prestadas aos profissionais de saúde, seja por meio de referências bibliográficas inexistentes, inacessíveis ou sem valor científico ou pela informação inadequada acerca das contra-indicações, advertências e cuidados.

O estudo ressalta que os fabricantes alegam fazer educação continuada dos médicos, por meio das informações prestadas aos profissionais. “Os profissionais devem ser críticos e pesquisar fontes idôneas, confiáveis, de informação sobre os medicamentos. É preciso ter clareza de que a própria linguagem publicitária é feita para seduzir o público-alvo, ela vai ser sempre parcial”, disse Jussara. O slogan mencionado no título do artigo, 'Quando o anúncio é bom, todo mundo compra', remete a uma chamada para um prêmio de publicidade. “Creio que essa frase fala por si só”, ressaltou.

Em relação aos anúncios publicitários de medicamentos isentos de prescrição médica, o problema mais grave encontrado foi o “estímulo ao uso indiscriminado dos produtos”, o que tem ligação com o fato, segundo a pesquisa, de serem os medicamentos, há oito anos, o principal agente de intoxicação registrado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no país.

Quantidade abusiva
A legislação brasileira regulamenta a propaganda. No caso dos medicamentos de venda livre, eles podem ser veiculados para o grande público por diversos veículos. Já as propagandas de medicamentos de venda sob prescrição podem ser divulgadas apenas para profissionais da saúde, sendo os médicos o alvo principal dos laboratórios, uma vez que são eles os prescritores dos produtos.

“Mas nossa legislação não faz qualquer restrição à quantidade de propagandas que podem ser veiculadas, nem para a população, nem para os profissionais. Outros pesquisadores encontraram e criticaram esse número abusivo de propagandas em revistas médicas especializadas. A meu ver, esse é um indicador da baixa qualidade acadêmica. Algumas revistas especializadas nem permitem a inclusão de propagandas de medicamentos”, afirmou a professora da UFF.

Ela enfatiza que é precisso dissociar a discussão da propaganda de medicamentos do debate sobre a propaganda de bebidas ou cigarros, em que os argumentos giram em torno do “direito à liberdade de expressão” ou da decisão do usuário.

“No caso dos medicamentos, acho inaceitável o uso da linguagem publicitária para incitar o consumo de produtos com indicações bastante restritas de uso. A Política Nacional de Medicamentos defende o uso racional desses produtos, o que, no meu entender, é incompatível com a propaganda. Defendo a divulgação de informações para o uso responsável e consciente de medicamentos, mas não a propaganda, cujo objetivo é a venda do produto”, destacou.

A partir das análises, embasadas por um parecer jurídico, a autora defende a proibição das propagandas de remédios. Foram enviadas à Anvisa propostas para um “período de transição” ou como “alternativa à proibição”, tais como a recomendação de autorização prévia para as campanhas publicitárias de medicamentos, políticas mais restritivas em relação à presença de propagandistas nas unidades do SUS e maior controle em relação à distribuição de amostras grátis, tendo em vista seu impacto nos hábitos de prescrição.

“Informação é fundamental, mas não é suficiente. São necessárias diversas ações para que se possa mudar a cultura sobre o uso de medicamentos. Mesmo se nos limitarmos à questão da informação, há muito a ser feito. Já existe uma associação internacional de boletins que publicam informações independentes e de qualidade, há também os centros de informação de medicamentos, entre outras fontes confiáveis, mas muitos não sabem”, disse.

Para ler o artigo Quando o anúncio é bom, todo mundo compra – O Projeto MonitorAÇÃO e a propaganda de medicamentos no Brasil, de Jussara Calmon Soares, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.

Por Alex Sander Alcântara / Agência FAPESP

USP lança programa de bolsas

A Universidade de São Paulo (USP), por meio de sua Pró-Reitoria de Cultura de Extensão Universitária, lançou o programa Aprender com Cultura e Extensão, que oferecerá 600 bolsas a estudantes dos cursos de graduação da universidade, prioritariamente àqueles com necessidades socioeconômicas. Com valor de R$ 300 mensais, a bolsa terá duração de um ano.

Segundo a USP, o objetivo do programa, que integra a Política de Apoio à Permanência e Formação Estudantil da instituição, é fomentar ações de cultura e extensão, por meio das atividades dos alunos de graduação, em projetos que contribuam para a formação no campo da extensão universitária.

Para participar, os projetos deverão ser inscritos, no período de 12 a 23 de maio, por professores das unidades de ensino e pesquisa e órgãos da USP. A proposta é que os projetos apontem a relação das finalidades acadêmicas do curso ao qual o aluno se encontra vinculado com as metas da unidade, para o desenvolvimento da cultura e extensão universitária na sua articulação com o ensino e a pesquisa.

De 3 a 13 de junho, será a vez dos alunos se inscreverem, referendados pelos coordenadores dos projetos homologados pela comissão do programa. A previsão é que as atividades tenham início em 1º de agosto.

Mais informações: www.usp.br/prc/aprender ou (11) 3091-3357.

Agência FAPESP

MEC realizará concurso para preenchimento de mais de 3 mil vagas

No último dia 7, o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, autorizou o Ministério da Educação a realizar concurso público para o preenchimento de cerca de 3,4 mil cargos para o magistério e para as Instituições Federais de Educação Profissional e Tecnológica. A autorização foi concedida por meio da Portaria 95, publicada na edição de ontem do Diário Oficial da União.

De acordo com o Ministério do Planejamento, o maior número de vagas será distribuído para a contratação de professores de 1º e 2º graus. No âmbito do quadro de pessoal da Carreira de Técnico-Administrativo em Educação poderão ser contratados desde médicos e engenheiros até auxiliares de biblioteca e assistente de alunos, abrangendo os níveis superior e médio de escolaridade. Nessa esfera, o maior número de vagas será destinado para assistente em Administração (723), seguido de técnico de Laboratório-Área (181) e técnico em Assuntos Educacionais (120).

A portaria determina que a nomeação dos candidatos aprovados seja realizada a partir de julho deste ano. O ministro da Educação será responsável pelos atos do concurso, como a publicação do edital de abertura dentro de seis meses. Além disso, ele também deverá fixar a quantidade de vagas para cada uma das Instituições de Educação Profissional e Tecnológica.

A íntegra da portaria 95 pode ser acessada neste link.

Fonte: Gestão CT

Lançado segundo edital do Pró-Defesa

No dia 28 de abril, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) lançou, em parceria com o Ministério da Defesa, o segundo edital do Programa de Apoio ao Ensino e à Pesquisa Científica e Tecnológica em Defesa Nacional (Pró-Defesa). A data limite para envio de propostas é o dia 28 de julho.

O Pró-Defesa tem o objetivo de estimular a produção científica e a formação de recursos humanos qualificados na área de defesa nacional. Nesta segunda chamada, a Capes e o Ministério da Defesa destinarão a pesquisadores e instituições de ensino superior R$ 7,2 milhões. A primeira edição do programa, realizada em 2005, disponibilizou R$ 4 milhões.

De acordo com a Capes, das cerca de 40 propostas enviadas para o primeiro edital, 11 foram selecionadas. Os projetos envolvem 25 instituições de ensino superior, sendo 15 civis e 10 militares.

Podem participar da chamada instituições públicas ou privadas brasileiras que possuam, em seus programas de pós-graduação stricto sensu, reconhecidos pelo Ministério da Educação, áreas de concentração ou linhas de pesquisa em defesa nacional. O programa também é aberto a instituições que apresentem projeto viável de implantação dessas linhas de pesquisa, e instituições militares de altos estudos que não possuam programas de pós-graduação stricto sensu, mas que estabeleçam associação com instituições de ensino superior.

A íntegra do edital está disponível no link:

Acordo viabiliza pesquisas em unidades de conservação

No último dia 7, em reunião realizada em Brasilia (DF), representantes do Conselho das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e do Instituto Internacional de Pesquisa e Responsabilidade Socioambiental Chico Mendes (Inpra) fecharam um acordo para promover o desenvolvimento de pesquisas nas unidades de conservação federal.

Segundo informações da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam), o convênio deverá ser firmado no próximo mês de junho, durante a reunião do Confap, que acontecerá em São Luís (MA), com data a ser definida.

Odenildo Sena, presidente do Confap, explica, em notícia divulgada pela Fapeam, que a proposta é financiar pesquisas que possam gerar conhecimentos e produtos, contribuir para a conservação do meio ambiente, produzir novos modelos de gestão de unidades de conservação e, ainda, estimular o turismo nesses locais.

Neste mês, os técnicos do Confap e do instituto irão discutir os detalhes do convênio. E de acordo com a Fapeam, os primeiros investimentos devem ser feitos ainda neste ano. “O instituto [Chico Mendes] entende que as FAPs têm experiência e, principalmente, competência para atuar como parceira nesse projeto”, afirma Sena.

Informações complementares sobre as ações desenvolvidas pelo instituto podem ser obtidas no site: http://www.institutochicomendes.org.br

Fonte: Gestão CT

Estudo - “101 Inovações Brasileiras” - será apresentado na Conferência Anpei

De 19 a 21 de maio acontece, em Belo Horizonte (MG), a 8ª Conferência Anpei. Durante o evento será apresentado o estudo “101 Inovações Brasileiras”, promovido pela empresa Monitor Group. A pesquisa reúne e detalha aspectos de 101 produtos e processos inovadores que pequenas, médias e grandes empresas do Brasil desenvolveram para melhorar sua relação com o público e facilitar a vida do consumidor.

A proposta central é disseminar o conceito de inovação abordando situações práticas, metodologia, esta, que será aplicada durante toda a conferência. O estudo explica, por exemplo, a quem pode interessar tal inovação e quais são os benefícios gerados e os seus diferenciais. Algumas das experiências relatadas são um compressor capaz de reduzir em 40% o consumo energético de freezers e geladeiras, uma máquina automática de vender livros em locais públicos e um plástico capaz de se decompor em até 180 dias. A pesquisa será apresentada, no dia 21, pelo diretor da Monitor Group e responsável pelo setor de inovação da entidade na América Latina, Gustavo Zevallos. Posteriormente, ela será editada em forma de livro.

A conferência também oferece palestras, mini-cursos, mesas-redondas, workshops e apresentação de painéis e cases de sucesso. Todas as atividades serão exibidas por representantes de instituições de diversos portes que adquiriram destaque por meio da inovação, como as grandes Embraer, Fiat e Natura, e as pequenas Brapenta Eletrônica, Exsto Tecnologia e 24x7 Cultural. As ações expostas se relacionam com o tema: “Estruturando e Gerindo a Inovação Tecnológica nas Empresas”.

O evento será realizado no Expominas. Associados à Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras (Anpei) e representantes de instituições associadas à Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) têm desconto na inscrição. Elas podem ser feitas neste link.

Mais informações, no site www.anpei.org.br/viiiconferencia .

Fonte: Gestão CT

15º Encontro Brasileiro de Lógica e 14º Simpósio Latino-Americano de Lógica Matemática


O 15º Encontro Brasileiro de Lógica e o 14º Simpósio Latino-Americano de Lógica Matemática integram a programação de comemorações dos 30 anos de criação do Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência da Universidade Estadual de Campinas. Os eventos ocorrerão simultaneamente, de 11 a 17 de maio, em Parati (RJ).

A programação contará com a participação de estudantes avançados de pós-graduação, que atuam na área, e de pesquisadores brasileiros, latino-americanos, norte-americanos e europeus.

Os tópicos tratados incluirão “Lógica filosófica e matemática e aplicações com ênfase em teoria de modelos e teoria de provas”, Aplicações não-clássicas da lógica”, “História e filosofia da lógica”, “Filosofia das ciências formais e fundamentos da matemática”.

Participam nomes como Newton da Costa, da Universidade de São Paulo, Raymond Smullyan (Universidade de Indiana, Estados Unidos), Jaakko Hintikka (Universidade de Boston, Estados Unidos), Arnon Avron (Universidade de Tel-Aviv, Israel), Oswaldo Chateaubriand, da Pontifícia Universidade Católica, Raymundo Morado (Universidade Nacional Autônoma do México), Graham Priest (Universidade de Melbourne, Austrália) e Diderik Batens (Universidade Ghent, Bélgica).

Mais informações: www.cle.unicamp.br/cle30-ebl-slalm .

Fonte: Agência FAPESP

Pesquisadores apontam que desmatamento é problema político-institucional

Uma das principais conclusões do seminário “Desmatamento da Amazônia: um diálogo necessário. É possível?”, realizado no dia 6, em Belém (PA), é que o desmatamento na região é um problema político-institucional e não apenas um mito, criado pela imprensa ou por ecologistas.

O evento foi organizado pelo Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), instituição associada à ABIPTI, e pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp) com a proposta de buscar por soluções para combater o avanço do desmatamento na Amazônia.

Segundo informações do MPEG, durante o encontro, a pesquisadora Bertha Becker, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), lembrou que os processos acelerados de transformação da ciência não estão conseguindo acompanhar a contento do desmatamento na região. “Temos muito conhecimento científico produzido, mas falta a ação correspondente à realidade”, salientou.

Ainda de acordo com a pesquisadora, a ocupação na região hoje é diferente da que aconteceu nas décadas de 1960 e 1970, porque, segundo ela, naquela ocasião o processo era pensando pelo governo brasileiro. Becker afirmou que hoje a expansão da fronteira é comandada por grupos globalizados e que existem, atualmente, dois grandes mercados em disputa na região: o de commodities e o financeiro, voltados principalmente ao mercado de carbono. “O mercado do carbono é um interesse do mercado financeiro, mas apresenta um discurso de preservação. Na verdade, não acredito que esse mercado traga benefícios para as populações da Amazônia. A floresta vale muito mais do que o mercado de carbono”, disse em notícia divulgada pelo MPEG.

O encontro ainda contou com a participação de Gilberto Câmara, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e de Francisco de Assis da Costa, do Núcleo de Altos Estudos da Amazônia (Naea).

Para mais informações, acesse o site www.museu-goeldi.br .

Fonte: Gestão CT

Incubadorada da Fucapi procura empreendimentos inovadores no setor de Design

A Incubadora de Design (Indef) da Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi), entidade associada à ABIPTI, lançou chamada pública para seleção de empreendimentos inovadores. O edital não possui prazo para inscrições e recebe submissão de projetos até o esgotamento do número de vagas.

A proposta é encontrar empreendimentos na área de design, que possuam diferenciais mercadológicos e excelência na fabricação de produtos e prestação de serviços, para serem incubados na Indef. Ao todo, são oferecidas quatro vagas, sendo que uma para empresa na modalidade Residente, a ser abrigada no espaço físico da incubadora, e três para empresas na categoria Associada, sem ocuparem as dependências da instituição.

Os empreendimentos selecionados receberão suporte tecnológico, gerencial e técnico. A meta é permitir que eles venham a consolidar sua atuação no mercado. Podem se candidatar para incubação empresas do Amazonas já criadas ou em fase de criação.

As inscrições devem ser feitas por meio do preenchimento de formulário, disponível neste link.

A chamada completa pode ser visualizada no link:

Amazonas lança neste mês edital para biocosméticos

A Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia do Amazonas (Sect/AM) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), lançarão ainda neste mês, um edital de apoio a pesquisas na área de biocosméticos. A chamada será publicada no âmbito do Programa Ciência e Tecnologia para o Amazonas e terá o objetivo de selecionar projetos capazes de gerar produtos e processos que atendam às demandas do Estado.

Para definir os setores das temáticas do edital, representantes da Sect/AM e da Fapeam se reuniram, no último dia 2, com membros do Instituto Nacional de Pesquisas Amazônicas (Inpa), entidade também associada à ABIPTI, e das universidades Federal do Amazonas (Ufam) e do Estado do Amazonas (UEA). No encontro, os pesquisadores apresentaram algumas competências, linhas e grupos de pesquisa considerados, por eles, necessários para a região.

De acordo com a Sect/AM, um dos pontos apresentados foi a necessidade de articulação com as demais instâncias para que os resultados obtidos pelas propostas contratadas consigam patentes e sejam usufruídas pelo Estado. Outro item debatido foi a necessidade de se desenvolver projetos de caráter interinstitucional e interdisciplinar, que caminhem em sintonia com o setor industrial e empresarial. Assim, os projetos terão a possibilidade de se transformar em produtos acessíveis por outros setores da sociedade.

Mais informações, no site www.sect.am.gov.br .

Fonte: Gestão CT

Pará discute pesquisas em saúde

Acontece, nos dias 12 a 14 de maio, em Belém (PA), o seminário de avaliação das pesquisas apoiadas pelo programa de pesquisa para o Sistema Único de Saúde – PPSUS 2004/2005. A iniciativa está sendo organizada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará (Fapespa).

Segundo informações da fundação, a proposta do encontro é diagnosticar problemas e elencar soluções para os projetos desenvolvidos no âmbito do PPSUS. "O seminário, numa perspectiva estratégica, vai discutir inovação e tecnologia para o desenvolvimento do Estado e ainda definir prioridades para as pesquisas em saúde, que serão contempladas pelo edital PPSUS - 2008/2009”, disse o presidente da Fapespa, Ubiratan Holanda, em notícia divulgada pela fundação.

A expectativa é que o seminário conte com a presença de 250 pesquisadores que participam ou que estão envolvidos com o programa. O PPSUS é desenvolvido nos Estados como uma iniciativa de parceria entre o Ministério da Saúde, o CNPq e as fundações estaduais de amaparo à pesquisa (FAPs).

Para conferir a programação do seminário, acesse o link:
http://www.fapespa.pa.gov.br/files/PROGRAMAPPSUS.pdf

Fonte: Gestão CT

3º Seminário Internacional sobre Produção de Biofármacos

O 3º Seminário Internacional sobre Produção de Biofármacos em Cultivos de Células Animais reunirá especialistas de nove países para discutir as mais recentes tecnologias relacionadas ao assunto. O evento ocorrerá entre os dias 14 e 18 de julho, no Rio de Janeiro.

O seminário será promovido pelo Laboratório de Engenharia de Cultivos Celulares (LECC) do Programa de Engenharia Química do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). As inscrições estão abertas até o dia 25 de maio.

A Coppe desenvolve, em parceria com a Hemobras, um projeto que possibilitará ao Brasil pela primeira vez produzir biofámacos, a partir de células animais, com tecnologia 100% nacional. O objetivo é a produção de dois fatores sangüíneos e um estimulador hematopoético, obtidos por meio de engenharia genética, de grande importância para os portadores de hemofilia, câncer e Aids.

Mais informações: http://www.peq.coppe.ufrj.br/biopharma

Agência FAPESP

Presença e silêncio da colônia à metrópole: sina-is do personagem negro na literatura brasileira

Discurso preconceituoso atravessa quatro séculos e tira do afro-descendente até o direito à fala

Os 120 anos de abolição da escravatura, que se completam no dia 13 de maio, ainda não foram suficientes para sensibilizar os escritores brasileiros a abordar os afro-descendentes de maneira respeitosa em suas obras. A constatação é do especialista Amauri Rodrigues da Silva, autor da tese de doutorado “Presença e silêncio da colônia à metrópole: sina-is do personagem negro na literatura brasileira”, apresentada no Instituto de Letras (IL) da Universidade de Brasília (UnB) em novembro de 2007.

Amauri Silva analisou publicações dos séculos 17 ao 21 e encontrou, em praticamente todas elas, uma visão estereotipada e desumanizada do negro. “Ele aparece com todas as marcas sociais que já conhecemos”, afirma. O estudo em profundidade dessas características foi realizado com sete obras: os Sermões da 14ª, da 20ª e da 27ª do Padre Antônio Vieira; O tronco do Ipê, de José de Alencar; Vítimas Algozes, de Joaquim Manoel de Macedo; Menino de Engenho e Fogo Morto, de José Lins do Rego.

Em meio aos traços evidentes de ofensas às características físicas e diferenças de capacidade intelectual ou moral, o estudo identificou, nas entrelinhas, um artifício que reforça esse pensamento. Os personagens negros simplesmente não possuem falas em primeira pessoa. “Não temos a voz, o sentimento e a palavra do negro”, diz.

Desta forma, todas as informações sobre os negros são oferecidas pelo narrador, que as molda conforme suas idéias e crenças. Assim, ficam seriamente comprometidos os pontos de vista que poderiam mostrar angústias e frustrações, sem contar o perfil mais amplo dos integrantes que participam da obra.

A falta desses diálogos, de acordo com Amauri, é parte de um mecanismo ideológico para manter o negro no patamar de invisibilidade. Mesmo nos poucos casos em que há conversas, possuem conotação negativa, como ocorre em Menino de Engenho. Em determinada altura, dois escravos discutem e ofendem um ao outro. “Para o universo dominante, a situação de humilhação é favorável à ideologia da discriminação, ou um respaldo, já que ‘nem eles se respeitam`”.

PROTAGONISMO
Preconceito e silêncio se misturam ainda a paradoxos nos papéis representados pelos negros. Em muitos casos, a figura deles é fundamental para o desenrolar da história. Mesmo assim, permanecem marginalizados. “Apesar de serem fundamentais para o arcabouço das obras, eles gravitam em torno dos acontecimentos como se fossem secundários”, explica.

É o que ocorre no romance naturalista O Cortiço, de Aluízio de Azevedo, que, embora não esteja no grupo de livros analisados pelo professor, é representativo dessa visão. Bertoleza, uma ex-escrava, é peça-chave para a atuação de Romão, português a quem se une e que, pela exploração da esposa, compra um terreno e constrói um cortiço, que se torna cada vez mais rentável. “Ela não diz uma palavra no texto”, revela. À ex-escrava está reservado um futuro trágico. Ela se suicida na festa de entrega da comenda do marido.

BRASILIANISTAS
O estudo também revela que as obras limitam sua riqueza quando repetem o discurso dos livros acadêmicos, ao invés de explorar os recursos da ficção. “O comportamento dos afrodescendentes é o mesmo nas obras e nos textos históricos. Não é comum que o discurso literário se mantenha circunscrito e silenciado dessa forma” diz.

Para chegar a essa conclusão, o conteúdo das obras foi comparado com três livros de cunho histórico e antropológico: Casa Grande & Senzala, de Gilberto Freyre, Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda, e Os africanos no Brasil, do antropólogo Nina Rodrigues. Na visão de Amauri Silva, os clássicos apresentam os mesmos vícios sobre a condição do negro, resultando numa história “mal contada”.

Essa característica pode ser percebida em Casa Grande & Senzala, que oferece uma visão distanciada dos negros. “O normal seria que a literatura levasse o leitor para dentro da senzala e mostrasse como ela funciona”. No entanto, ao optarem pelo caminho contrário, essas publicações tornam-se tão carentes quanto a referência em que se espelharam.

PROPOSTAS
Em meio a mais de 300 anos de produção, Amauri encontrou dois únicos livros com abordagem diferenciada, não por acaso, de autores negros. Um é Emparedado, do poeta simbolista Cruz e Souza, e a outra, Um defeito de cor, da escritora contemporânea Ana Maria Gonçalves. “Para o universo literário, isso é muito pouco. Não conheço outras além do que foi citado. Se existem, é como procurar agulha no palheiro”, diz.

Emparedado traça uma metáfora da discriminação dupla do negro naquela época. De um lado, pelos brancos em virtude da raça. De outro, dos afro-descendentes que sabiam ler e escrever, numa época em que a maior parte da população era iletrada. Já Um defeito de cor conta a saga de uma escrava que retorna ao Brasil em busca do filho, e recebeu, em 2007, o prêmio Casa de las Américas, escolhido por unanimidade entre 212 obras.

DESAFIOS
Durante os quatro anos do doutorado, que deve ser transformado em livro, Amauri Silva foi questionado do motivo de analisar os personagens negros, uma vez que os livros seriam, teoricamente, fiéis à realidade. “Nem todos os escravos eram submissos, mas não existe esse contraponto na literatura. Sem mudanças, mantemos o status quo e consagramos uma visão de mundo difícil de romper” explica. Por exemplo, as obras se calam para conquistas como a presença do primeiro ministro negro no Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa.

A polêmica sobre Machado
Entre os críticos, há os que acusam Machado de Assis de não defender a causa negra, mesmo sendo mulato. E há quem o defenda. Amauri Rodrigues da Silva se posiciona no segundo grupo. “Machado é vítima de acusações. Eu diria que ele toca sim, na questão no negro, mas com a sutileza dele”, afirma. Essa vertente pode ser conferida em uma frase que o professor considera emblemática. Em “Esaú e Jacó”, consta o trecho: “A abolição é a aurora da liberdade; esperemos o sol; emancipado o preto, resta emancipar o branco”.

Século 18 ‘esqueceu’ o negro
No auge do ciclo do ouro, a produção literária privilegiou a temática da Inconfidência Mineira e se deteve em assuntos como os índios guarani. “A presença do negro não é o forte desse século”, explica. O poema também dominou o cenário, no lugar da narrativa.

Amauri Rodrigues da Silva doutorou-se em Teoria Literária pela Universidade de Brasília, mesma área em que concluiu o mestrado, também na UnB. Graduou-se em Letras pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB). Contato pelo e-mail .

Fonte: Daiane Souza/UnB

Confap e Capes discutem ampliação de parceria

Representantes do Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) debateram, ontem (7), em Brasília, a possibilidade de ampliar as parcerias entre as duas entidades. O encontro contou com a participação do presidente do Confap e diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Odenildo Sena, do vice-presidente do Confap, Antônio Carlos Camacho, do diretor de Programas da Capes, Emídio Cantídio de Oliveira Filho, além de representantes regionais do conselho.

De acordo com o presidente do Confap, durante o encontro foram discutidas várias propostas com possibilidades concretas de aplicação. Entre elas, o financiamento de bolsas de estudo para doutorados institucionais. Na avaliação de Sena, essa iniciativa será de grande importância, uma vez que permitirá ampliar o número de doutores nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, que possuem baixo índice de recursos humanos com formação nesse nível.

Na pauta da reunião, também foi discutida a possibilidade de ampliação do Programa Nacional de Cooperação Acadêmica (Procad), que tem como objetivo a formação de pessoal de alto nível, nas diversas áreas do conhecimento, por meio de projetos conjuntos de pesquisa de média duração. Por meio da iniciativa, o intercâmbio científico no país poderá ser intensificado.

“A intenção é firmar parcerias com instituições de diferentes regiões e ampliar o nível de qualidade do ensino”, disse Sena, em notícia divulgada pela Fapeam. Ele ainda destacou que essa proposta poderá permitir que os doutores formados possam permanecer no Estado.

Informações sobre as ações do Confap podem ser obtidas pelo telefone (61) 3039-9448.

Fonte: Gestão CT

Academia Brasileira de Ciências empossa novos membros

No último dia 6, a Academia Brasileira de Ciências (ABC) empossou 22 novos membros, entre titulares e estrangeiros. A cerimônia ocorreu durante a reunião magna da instituição, realizada de 5 a 7 deste mês, no Rio de Janeiro (RJ).

Os novos integrantes são especialistas em dez áreas do conhecimento. Os titulares são Abramo Hefez e Carlos Gustavo Tamm de Araujo Moreira (Ciências Matemáticas); Jacques Raymond Daniel Lépine e Ricardo Magnus Osório Galvão (Ciências Físicas); Ademir Neves e Claudio Airoldi (Ciências Químicas); Aroldo Misi (Ciências da Terra); João Antonio Pegas Henriques e Vera Lúcia da Silva Valente Gaiesky (Ciências Biológicas); Débora Foguel, Fernando de Queiroz Cunha e Luisa Lina Villa (Ciências Biomédicas); Carlos Augusto Monteiro (Ciências da Saúde); Jesus Aparecido Ferro e Siu Mui Tsai (Ciências Agrárias); Edmundo Albuquerque de Souza e Silva e Jean Pierre von der Weid (Ciências da Engenharia); e Julio Cezar Melatti (Ciências Humanas).

Já os membros estrangeiros são Charles Michael Newman (Matemáticas), William L. Klein (Biomédicas), Yves Tardy (Terra) e Eduardo Enrique Castilla (Saúde). Carlos Gustavo Moreira e Eduardo Castilla são, respectivamente, da Associação Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Além da posse dos novos integrantes, durante a reunião também foi entregue, ao médico e farmacologista Sérgio Henrique Ferreira, o Prêmio Almirante Álvaro Alberto de Ciência e Tecnologia. O Prêmio, considerado um dos mais renomados do país para o setor, é direcionado àqueles que possuem unânime destaque nas áreas do conhecimento em que atuam.

A eleição dos membros da ABC foi feita durante a Assembléia Geral da instituição, em 8 de janeiro deste ano. Já a escolha do vencedor do prêmio foi oficializada pelo ministro da C&T, Sergio Rezende, em 9 de abril deste ano.

Mais informações, pelo telefone (21) 3907-8100.

Fonte: Gestão CT

MCT lança concurso para preencher 338 vagas na Administração Central e UPs - Unidades de Pesquisa

O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) publicou as portarias nº 272 e 273, no último dia 30 de abril, que definem os cargos e as vagas que cada unidade da Administração Central e das Unidades de Pesquisa (UPs) terão no concurso público autorizado para o provimento de 338 cargos na carreira de Ciência e Tecnologia do MCT.

O concurso foi autorizado pelo Ministério do Planejamento em fevereiro último, por meio da portaria nº 22. Ela estabelece que o provimento dos cargos deve ocorrer a partir de 2 de junho e o prazo máximo para realizar o concurso é 19 de agosto.


Para as Unidades de Pesquisa - UPs foram destinadas 203 vagas, sendo 46 para o cargo de Pesquisador (nível superior), 63 para Tecnologista (nível superior), 61 para Técnico (nível médio), uma vaga para Auxiliar Técnico (nível médio), 30 para Assistente em C&T (nível médio) e duas vagas para Auxiliar em C&T (nível médio).

Para as vagas cuja seleção estará sob sua responsabilidade, os diretores das UPs terão que elaborar uma proposta de edital, que será apreciada pela Comissão do Concurso. O prazo para apresentar o documento é de 45 dias. Nele, o dirigente tem que justificar a prioridades para a escolha das áreas e dos perfis que pretende nas respectivas carreiras, além de apresentar demonstrativo da evolução temporal, por perfil profissional, do quadro de pessoal das áreas, bem como projeções da redução de pessoal em função das aposentadorias, para os próximos três anos. Quem não atender ao prazo, terá as vagas remanejadas para outra Unidade de Pesquisa.

As UP's que terão seleção para este concurso são: Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), Centro de Pesquisas Renato Archer (CenPRA), Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Ceten), Instituto Nacional de Tecnologia (INT), Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), Observatório Nacional (ON), Instituto Nacional do Semi-Árido (Insa).

Maiores informações: http://www.mct.gov.br

Fonte: MCT