quarta-feira, 30 de abril de 2008

Realidade e consciência nacional. O sentido político do modernismo


Reality and national conscience. The political meaning of modernism

O movimento modernista no Brasil foi construído como um momento de libertação intelectual, em contraposição à história da cultura da Primeira República. O modernismo representaria “uma nova consciência nacional”, contraposta às idéias de uma elite que foi rotulada como superficial e alienada, alheia à realidade brasileira.

Mas essas idéias não se limitaram às expressões artísticas. De acordo com um estudo realizado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), havia um paralelismo entre o discurso usado para defender o projeto cultural modernista e os argumentos elaborados para dar legitimidade revolucionária ao golpe de 1930.

O estudo, realizado pelo professor do departamento de História da Unicamp (IFCH) Daniel Faria, foi divulgado na Revista História, que é publicada pela Editora da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

“Curiosamente, essa interpretação de libertação intelectual e descoberta da nação coincide com o discurso recorrente de defesa do governo Vargas naqueles anos, tido como uma retomada da consciência nacional”, afirmou Faria.

Segundo o autor, que está finalizando seu pós-doutorado sobre o tema, na Unicamp, o conceito de "modernismo", tal como delineado por autores como Mário de Andrade (1893-1945), Tristão de Atahyde (1893-1983) e Rosário Fusco (1910-1976), é inseparável dessa questão, ao mesmo tempo política e estética.

“Defendo que o sentido político do modernismo é o da celebração do Estado como foco da consciência nacional, da eclosão das realidades profundas do país, mas com um nítido viés autoritário, o que explica inclusive o fascínio exercido pelo Estado sobre intelectuais ligados ao modernismo, que vai além das explicações que se pautam pela mera questão da cooptação”, explica o pesquisador, que é autor do livro O Mito modernista.

Um outro aspecto central da tese, levantado pelo pesquisador, é perceber que o autoritarismo implica exercício da violência, do terror estatal. Ou seja: a consciência nacional celebrada como eixo do governo de Vargas, e de alguns de seus concorrentes à esquerda e à direita, repousava sobre a violência.

“Por isso temos, em espectros diversos do modernismo, textos literários que comentam a violência, que falam pelo prisma da loucura e da criminalidade. Graciliano Ramos e Dyonélio Machado são exemplos disso, apesar de a crítica posterior tê-los enquadrado, equivocadamente, no conceito de modernismo segunda fase”, explicou Faria.

As análises sobre o modernismo como síntese estético-política da nação ganham coro à época dos críticos Tristão de Athayde (pseudônimo do escritor Alceu Amoroso Lima) e Rosário Fusco.

De acordo com a pesquisa, Tristão esboçava a idéia de um modernismo instintivo, depois de 1928, tornado corpo e consciência da nação. Segundo Rosário Fusco, citado por Faria, “o Estado garantia a cada autor, individualmente, a livre expressão de sua sensibilidade, além de sustentar a possibilidade da observação direta da realidade, sem as ilusões que teriam marcado o romantismo, as utopias e o liberalismo”.

A revolução política teria assinalado, portanto, uma trégua na revolução literária. Era preciso moderar a “fúria inicial” e começar um segundo modernismo, mais espontâneo que o primeiro. De acordo com Faria, no entanto, a versão estadonovista do modernismo de Rosário Fusco não deve ser entendida como "politização".

“É interessante observar que, como autor de romances, Rosário Fusco foi além dessas discussões. Seu romance O Agressor, com vários problemas de acabamento, foge aos parâmetros que ele defendia em outros tipos de textos por ser uma tentativa de mergulho na insanidade. Isso é muito importante, porque sempre devemos considerar que uma obra literária não se sujeita facilmente às imposições da crítica ou do poder”, diz.

Alguns autores caminhavam, de acordo com Faria, no sentido oposto ao de Fusco e Athayde, como Flávio de Carvalho. No livro “Experiência Número 2”, Flávio de Carvalho apresenta uma perspectiva divergente em termos literários e políticos.

“Um autor como Graciliano Ramos, ainda hoje lido e apresentado como participante dessa linha dita "realista" dos anos 1930, tem livros que não se encaixam nesse tipo de enquadramento. Indico também um livro de Dyonélio Machado, chamado O Louco do Cati, em que se discute claramente a relação entre tortura, terror político e loucura”, afirma o autor.

Para Faria, certas obras relevantes foram esquecidas e outras passaram por um processo de enquadramento crítico. “O Louco do Cati, por exemplo, foi comentado na revista Cultura Política, na década de 1940, mas apresentado como um romance que versava, apenas, sobre um personagem com problemas psiquiátricos. A questão da violência, tão explícita na obra, foi simplesmente omitida.”

O conceito de modernismo brasileiro, na avaliação do autor, permaneceu basicamente inalterado. Houve uma tendência de inflexão para a esquerda, a partir dos anos 1950 e 1960, mas a conceituação ainda passava a idéia de consciência e realidade nacional. É assim, diz o pesquisador, que o modernismo ainda hoje é ensinado em escolas e em cursos de graduação.

“Por outro lado, me parece que temos hoje uma tendência, na academia, de trabalhos mais preocupados com questões específicas, como a obra deste ou daquele autor, ou mesmo um romance em particular. Uma síntese mais nova foi tentada por Luís Bueno, que escreveu uma história da literatura dos anos 1930 fugindo às armadilhas do conceito de modernismo. Mas de resto o que impera é a repetição de idéias prontas”, afirma Faria.

Para ler o artigo Realidade e consciência nacional. O sentido político do modernismo, de Daniel Faria, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.

Por Alex Sander Alcântara / Agência Fapesp

Biocivilização ?

Com a era dos combustíveis fósseis chegando ao fim, o nível atual de conhecimentos biológicos pode levar à construção de uma “biocivilização moderna de alta produtividade”, na qual o Brasil pode se tornar um ator da primeira importância, de acordo com o economista Ignacy Sachs, professor emérito da École des Hautes Études en Sciences Sociales (Paris).

Mas, segundo ele, nada disso acontecerá sem determinadas políticas públicas que sejam capazes de construir sistemas integrados de produção de alimentos e energia com base na agricultura familiar.

Sachs apresentou uma palestra, na última segunda-feira (28/4), na segunda sessão do ciclo Impactos socioambientais dos biocombustíveis, realizado na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP).

O professor, naturalizado francês, nasceu na Polônia e se formou em economia no Rio de Janeiro, onde sua família se refugiou durante a Segunda Guerra Mundial. O evento foi promovido pelo Núcleo de Economia Socioambiental (Nesa) e pelo Núcleo de Estudos Regionais e Urbanos (Nereus), ambos da USP.

De acordo com Sachs, o debate sobre os biocombustíveis se insere numa discussão mais ampla a respeito daquilo que ele define como “a biocivilização moderna”.

“A biomassa pode ser alimento, ração animal, adubo verde e material de construção, além de ser matéria-prima para fármacos, cosméticos e para a química verde, que produzirá um leque cada vez maior de produtos. O conceito de biorrefinaria irá se firmar à imagem do que representou a refinaria de petróleo”, disse Sachs.

Sachs defende a produção de biocombustíveis privilegiando o uso de áreas desmatadas e, no caso brasileiro, principalmente das pastagens degradadas. “Temos que parar de raciocinar por justaposição de cadeias de produção, imaginando separação total de áreas para etanol, biodesel, grãos e gado. Temos que pensar mais seriamente em sistemas integrados de produção de alimentos e energia”, afirmou.

De acordo com Sachs, no entanto, para que essa biocivilização seja construída, as políticas públicas precisarão ser reorientadas de uma forma que permita solucionar, ao mesmo tempo, os problemas sociais e ambientais.

“O desafio que se coloca é atacar simultaneamente o problema ambiental e o problema do déficit crônico de oportunidades de trabalho decente e as desigualdades sociais. Se não partirmos para um ciclo de desenvolvimento com base na agricultura familiar, o que teremos não será essa biocivilização, mas uma produção de agroenergia amplamente mecanizada e favelas apinhadas de ex-agricultores”, declarou.

Políticas públicas necessárias
As políticas públicas necessárias, segundo Sachs, incluem cinco instrumentos principais: a implantação de um zoneamento ecológico-econômico, as certificações sociais e ambientais, a intensa pesquisa científica, a discriminação positiva do agricultor familiar e, por último, a reorganização dos mercados internacionais.

“A questão do zoneamento ecológico-econômico, necessário nas diferentes áreas de produção do país, liga-se ao reordenamento da estrutura fundiária e ao combate à informalidade e à ilegalidade que predominam”, afirmou.

Sachs observa que a certificação socioambiental, que, segundo ele deve, ser exigida também para o mercado interno, tem um obstáculo nos custos, já que os pequenos produtores não podem arcar com esses mecanismos. “Teremos que discutir até que ponto o Estado poderá co-financiar esse produtor”, disse.

A pesquisa científica, segundo o economista, deve se concentrar numa questão crucial: até onde se pode avançar no aproveitamento da energia solar pela fotossíntese. “É fundamental que o Brasil tenha uma posição bem documentada sobre seu potencial fotossintético. É preciso também investigar de forma mais sistemática os potenciais da biodiversidade e estudar sistemas integrados de produção alimentar e energética adaptados aos diferentes biomas”, disse.

A política de discriminação positiva do agricultor familiar, segundo Sachs, consiste num feixe de políticas públicas que abrangem desde educação e assistência técnica permanente, até linhas de crédito específicas e acesso aos mercados. “Seria preciso também desenvolver de uma vez por todas a idéia de reorganizar os mercados internacionais conectando as produções dos países em desenvolvimento”, afirmou.

Para o economista, a produção de biocombustíveis não terá impacto no acesso aos alimentos. “Não discuto o fato de que, com o encarecimento dos alimentos, a situação dos mais pobres vai ficar mais difícil. Mas é risível atribuir o problema da fome à insuficiência de oferta. Sabemos que o problema não é esse e sim a falta de poder aquisitivo. Os biocombustíveis não são o vilão. Ao contrário, poderiam ser um instrumento essencial para tirar os países da insegurança alimentar e energética”, disse.

Não se pode, no entanto, pensar que o problema da energia enfrentado pelo planeta possa ser resolvido com a simples substituição de combustíveis, segundo Sachs. “Temos que colocar em primeiro plano o tema da mudança de paradigma energético: outro perfil de demanda energética, que nos remeterá a um debate complexo e decisivo sobre estilos de vida e de desenvolvimento”, afirmou.

Fábio de Castro /Agência Fapesp

Inaugurados laboratórios da UEZO

Nesta segunda-feira (28), foi realizada a inauguração do Projeto LIGNAV - Laboratórios Integrados em Gestão, Projeto e Construção Naval / FAETEC, com a presença do Governador do Estado do Rio de Janeiro no UEZO - Centro Universitário Estadual da Zona Oeste, em Campo Grande no Rio de Janeiro. Durante este evento, o governador também foi condecorado com o Diploma de Chanceler da UEZO.

Foi anunciada também a criação dos cursos superiores plenos de Farmácia, Ciências Biológicas, Ciência da Computação e Engenharia de Produção, cujo pedido de reconhecimento já foi submetido ao Conselho Estadual de Educação. Ou seja, antes mesmo de a UEZO formar sua primeira turma, já está recebendo apoio para ampliar sua atuação e, portanto, sua importância estratégica para a Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, afirmação esta feita pelo seu reitor, Dr. Marco Antônio Lucidi.

O Dr. Lucidi também informou que a principal meta da UEZO é preparar profissionais para atender à demanda do Parque Industrial do Porto de Sepetiba e do Parque Industrial Farmacêutico da Zona Oeste, como também da indústria naval de uma forma geral através do curso de Gestão em Construção Naval.

A UEZO conta atualmente com 1.440 alunos e espera-se aumentar em mais de três vezes o número de vagas até 2011, transformando o Centro Universitário em uma verdadeira Cidade Universitária da Zona Oeste, cobrindo uma enorme carência de vagas de ensino técnico e superior público dessa região.

Neste evento, foram inaugurados os novos laboratórios de Biotério, de Preparo de Amostras para Microscopia Eletrônica, de Microscopia Eletrônica de Varredura e de Gestão Naval. No entanto, os seus docentes já estão entrando em outros editais da FAPERJ e do CNPq para buscar mais recursos e estender ainda mais a capacidade de pesquisa da UEZO.

Até o momento, o estado já investiu na UEZO cerca de R$ 2,5 milhões em equipamentos e, para o ano de 2008, a Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ) aprovou um orçamento de R$ 8,9 milhões.

Secretário de Ciência e Tecnologia, Alexandre Cardoso, durante seu discurso, ressaltou a importância da qualidade do ensino: “Hoje temos aqui um centro universitário de qualidade, onde as coisas funcionam. Nós temos um compromisso com a ampliação e a autonomia da UEZO, de ela ser uma referência nacional”. O Secretário também citou, entre vários outros projetos em andamento, o Estaleiro-Escola, o qual integra os esforços da UEZO e do Henrique Lage na formação de mão-de-obra técnica qualificada para a indústria de construção naval.

Especificamente, o recém inaugurado laboratório de Gestão Naval, denominado LIGNAV, Laboratório Integrado em Gestão de Projeto e Construção Naval, recebeu duas salas de aula, uma na UEZO e outra na Escola Técnica Estadual Henrique Lage, em Niterói, com recursos computacionais sofisticados e com ligação de alta velocidade.

O LIGNAV vai rodar programas CAD/CAE/CAM de última geração para a área naval, como o SHIPCONSTRUCTOR, que foi adotado pelo Estaleiro Atlântico Sul, onde está sendo utilizado no desenvolvimento do projeto de 10 Petroleiros Suezmax contratados pela TRANSPETRO e no detalhamento da construção do casco da plataforma semi-sub P-55 da PETROBRAS. O curso também deve oferecer formação nos programas AUTOCAD e INVENTOR da Autodesk, focado na modelagem de equipamentos em 3D, que podem ser integrados nativamente ao modelo virtual do SHIPCONSTRUCTOR, tendo como objetivo a capacitação técnica de fabricantes nacionais de equipamentos para as demandas dos setores de construção offshore e naval. Estavam presentes no evento representantes da Sincronia, Dr. Bruno França e Eng. Coaracy da Silva e da Autodesk, Dr. Álvaro Lopez, que firmaram o interesse numa parceria ativa nesta área.

Durante o evento, estes laboratórios ficaram conectados, com transmissão de imagem e voz, para que o pessoal do Henrique Lage pudesse participar. O Reitor da UEZO, Dr. Lucidi, proferiu palavras de incentivo e motivou o Diretor do Henrique Lage para que continuasse com um trabalho integrado e cooperativo em educação técnica de qualidade na área naval e offshore.

Finalmente, é importante mencionar que a Transpetro foi representada pelo Dr. Rubem Langer, Assistente do Diretor Agenor Junqueira, mostrando o compromisso e o interesse desta importante companhia de navegação com a pesquisa, a formação de mão-de-obra e o ensino superior de qualidade para a área naval.(Maria Fernanda Romero / Assessoria Sincronia)

Fonte: Tn Petróleo

Inaugurado o primeiro Centro de Treinamento para Projetistas de Circuito Integrado

O primeiro Centro de Treinamento para Projetistas de Circuito Integrado do país foi inaugurado nesta segunda-feira (28/4), em Porto Alegre (RS), como resultado de uma parceria do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

O centro formará profissionais capacitados para desenvolver circuitos integrados (CI) em empresas e institutos de pesquisa de diversas áreas. Após a inauguração teve início o primeiro curso para capacitação de 70 alunos graduados e pós-graduados nas áreas das engenharias.

Instalado no Núcleo de Suporte a Ferramentas de Apoio a Projetos de Sistemas Integrados (NSCAD), ligado ao Instituto de Informática da UFRGS, um dos objetivos do centro é possibilitar ao Brasil participar de forma efetiva do mercado internacional de semicondutores e concorrer com países como a Índia e a China, de modo a estimular projetos de CI e atrair investimentos de empresas internacionais para o país.

Os circuitos integrados são microcomponentes que reúnem múltiplas funções analógicas e digitais e são utilizados na fabricação de equipamentos de informática, telecomunicações, eletrônica de consumo e em diversas aplicações de outros setores industriais.

Também conhecido como chip, o circuito integrado é um dispositivo microeletrônico com transistores e outros componentes interligados capazes de desempenhar diversas funções. De dimensões reduzidas, os CIs são formados com pastilhas de material semicondutor.

De acordo com o MCT, em agosto deste ano será lançado, em Campinas (SP), o segundo centro de treinamento. Outros dois centros deverão ser inaugurados em 2009.

A iniciativa integra as ações de Formação de Recursos Humanos para Ciência, Tecnologia e Inovação previstas no Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação 2007-2010 (PAC de C, T&I) e também estão inseridas no Programa Nacional de Microeletrônica (PNM Design).

Fonte: Agência Fapesp

Nanotecnologia para a redução de desperdício de energia em transformadores

Cerca de 6% da energia - ou 6 gigawatts - produzidos pelo parque brasileiro poderiam ser economizados se houvesse preocupação com a eficiência na refrigeração dos transformadores nas subestações que alimentam as cidades. “Esse valor é cerca da metade do que a usina de Itaipu produz”, compara o professor do Instituto de Física (IF) Paulo César de Morais, que coordena uma pesquisa para o desenvolvimento de fluidos magnéticos à base de óleo refrigerante com o propósito de resfriar esses aparelhos. O estudo é uma parceria entre a Universidade de Brasília (UnB) e a Universidade Federal de Goiás (UFG).

Normalmente, o produto usado em transformadores para refrigeração é um óleo industrial não-magnético, porém tem o inconveniente da baixa eficiência da troca de calor. Com o material desenvolvido nos laboratórios da UnB e UFG em pequena escala, a partir do óxidos de ferro (ferritas), os transformadores serão refrigerados com mais eficiência e não perderão tanta energia.

Antes de concluir o estudo, entretanto, é necessário ainda testar o óleo magnético e compará-lo com o óleo comercial não-magnético. “Precisamos investigar como esse novo produto se degrada e qual a performance dela com o aparelho operando acima de 100oC”, afirma Morais, coordenador do grupo de Nanoestruturas Semicondutoras e Magnéticas da UnB.

A diferença entre o óleo magnético desenvolvido na UnB e na UFG e os outros é que, em geral, após determinado tempo de uso o óleo magnético começa a ferver. A equipe de pesquisadores das duas universidades conseguiu um produto evita esse efeito indesejável. Assim que forem concluídos mais alguns testes o produto final deverá ter sua patente registrada no Instituto de Propriedade Intelectual (Inpi).

O começo do projeto se deu quando a empresa ABB, líder mundial na implantação de grandes instalações e fabricação de transformadores procurou Morais para desenvolver um fluido que não fervesse. Mas em 2002, uma reestruturação na empresa impediu o avanço do projeto. Em 2004, o professor buscou o apoio do fundo CTEnergia, do Ministério da Ciência e Tecnologia para retomar o projeto. No edital, ele conseguiu R$ 400 mil para avançar com as pesquisas.

Parte do trabalho foi apresentado em novembro de 2004, nos Estados Unidos, em uma Conferência sobre Magnetismo e Materiais Magnéticos (49MMM).

PROCESSO DE RESFRIAMENTO
O óleo comum resfria o transformador pelo processo chamado Convecção de Arquimedes. A convecção é o aquecimento que envolve o movimento da massa aquecida. Por exemplo, a água aquecida em uma vasilha sobe e água fria que está em cima desce. Já no óleo magnético esse processo ocorre por dois mecanismos: a convecção de Arquimedes e a convecção forçada, provocada pela presença de diferenças de campo magnético no interior do transformador.

UnB E NANOTECNOLOGIA
No período de 1998 a 2004, a Universidade de Brasília aparece em 2º lugar no ranking mundial das instituições que mais produzem pesquisas na área de fluidos magnéticos (ferrofluidos). Ela ainda fica atrás da Paris VI, com a diferença de um único trabalho. Naquele período a UnB produziu cerca de 5,6% das pesquisas nessa área, enquanto a Paris VI produziu 5,7%

Maiores informações pelo telefone (61) 3273 6655 ou pelo e-mail

Fonte: UnB

Palestra: “Open Innovation”

Open Innovation” será o tema da palestra que a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (POLI-USP) promove no dia 7 de maio, em São Paulo.

De acordo com os organizadores do evento, professores do MBA em Gestão e Engenharia de Produtos, oferecido pelo Programa de Educação Continuada (Pece) da Poli, em complementação ao modelo tradicional de se fazer inovação por meio de equipes próprias de pesquisa e desenvolvimento (P&D), a inovação aberta é um novo formato de como as empresas globais podem realizar suas atividades inovativas.

Segundo eles, o conceito de inovação aberta propõe que as empresas não se limitem a utilizar apenas seus recursos internos como fontes de inovação, mas se aproveitem também de suas relações com agentes externos. A proposta é disponibilizar para outras empresas idéias internas geradas em suas equipes de pesquisa e que não serão utilizadas em seu modelo de negócio.

Além de relatar casos de sucesso de inovação aberta, os palestrantes vão apresentar um panorama dos ambientes favoráveis ao seu desenvolvimento no Brasil, como as incubadoras de empresas, os parques tecnológicos e os núcleos de inovação tecnológica das universidades. A entrada é gratuita.

Mais informações: www.pece.org.br (LINK DESATIVADO)

Fonte: Agência Fapesp

4º Congresso da Sociedade Paulista de Parasitologia

A quarta edição do Congresso da Sociedade Paulista de Parasitologia será realizada de 13 a 15 de junho, na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual Paulista (FCFAR-Unesp), em Araraquara (SP).

Com o tema “Parasitologia no contexto da saúde pública”, o evento será uma oportunidade de atualização, debate e troca de experiências com pesquisadores das diferentes áreas da parasitologia.

Serão abordados temas como ferramentas moleculares em parasitologia, parasitos na área veterinária e ambiental, aspectos evolutivos dos parasitos, diagnóstico e tratamento de parasitoses e monitoramento de insetos vetores.

Mais informações: www.ib.unicamp.br

Fonte: Agência Fapesp