segunda-feira, 28 de abril de 2008

Controle da Leptospirose demanda infra-estrutura sanitária e melhoria na condição socioeconômica

Impact of environment and social gradient on Leptospira infection in urban slums


Melhorar a infra-estrutura sanitária não basta para controlar a leptospirose numa favela. É preciso também melhorar a condição socioeconômica dos moradores, cuja variação acompanha o risco de infecção.

Essa é a principal conclusão de um estudo realizado numa comunidade carente de Salvador por pesquisadores do Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz (CPqGM), um dos institutos da Fundação Oswaldo Cruz, na capital baiana. Os resultados foram publicados na revista de acesso aberto Plos Neglected Tropical Diseases.

Os pesquisadores entrevistaram mais de 3 mil moradores da comunidade de Pau da Lima, em Salvador, e utilizaram modelos matemáticos para avaliar a associação entre fatores ambientais, indicadores socioeconômicos e a presença de anticorpos contra Leptospira nessa população.

De acordo com o autor principal do trabalho, Albert Icksang Ko, professor de Medicina da Universidade de Cornell (Estados Unidos) e pesquisador visitante do Laboratório de Patologia e Biologia Molecular do CPqGM, o estudo mostrou que mais de 15% dos moradores já haviam sido infectados alguma vez pela doença.

“Além de identificar fatores de risco ambientais, como a falta de saneamento básico, o estudo mostrou que o nível de pobreza está fortemente ligado à prevalência da doença. Concluímos que o risco de infecção diminui em 11% a cada dólar a mais por dia acrescentado à renda familiar per capita”, disse Ko.

O pesquisador explicou que, embora as deficiências na infra-estrutura sanitária tenham se mostrado uma fonte de transmissão de leptospirose, quando esses fatores ambientais foram controlados as diferenças socioeconômicas contribuíram para o risco de infecção.

“Identificamos fatores ambientais de risco, como morar perto do esgoto a céu aberto, em locais onde há lixo exposto e em fundos de vale com risco de alagamento. Mas, entre os moradores nessas condições, as diferenças socioeconômicas se apresentaram como um fator de risco independente”, afirmou.

De acordo com Ko, existem mais de 10 mil casos de leptospirose registrados no Brasil – a maioria deles em populações carentes dos grandes centros urbanos. O pesquisador afirma que mais de 25% da população brasileira mora em favelas. A proporção chega a 60% em Salvador.

“O problema é grave se pensarmos numa projeção epidemiológica. No mundo todo, temos 1 bilhão de moradores de favelas. Esse número deverá dobrar nos próximos 20 anos. Por isso é importante identificar com precisão os fatores de risco de infecção”, afirmou.

Participação da comunidade
Segundo Ko, o estudo foi realizado com recursos do Ministério da Saúde, da Fundação Oswaldo Cruz e do Instituto Nacional da Saúde dos Estados Unidos, por meio da Universidade de Cornell.

O estudo se baseou num um inquérito realizado com 3.171 residentes da comunidade, utilizando anticorpos aglutinantes contra Leptospira como um marcador de infecção prévia. Os dados sobre condições ambientais foram obtidos pelo Sistema de Informação Geográfica (GIS).

“Utilizamos o modelo de regressão de Poisson para avaliar a associação entre a presença dos anticorpos e atributos ambientais, indicadores socioeconômicos e exposições de risco individuais.”
De acordo com o pesquisador, a participação de líderes comunitários e das associações de moradores foi imprescindível para a realização do trabalho. “A comunidade foi o sujeito da pesquisa e colaborou muito para a obtenção dos dados e realização das entrevistas. A partir daí, utilizando o GIS, uma equipe de geógrafos criou os mapas que identificaram o impacto de cada um dos fatores ambientais e socioeconômicos”, explicou.

O estudo, de acordo com o pesquisador, contribui para incentivar o poder público a tomar medidas que possam diminuir os casos de infecção por Leptospira. “A leptospirose é uma doença de alto impacto econômico para o sistema público de saúde. Ela é associada a uma falência renal aguda, matando mais de 15% dos infectados que são hospitalizados”, disse.

O artigo Impact of environment and social gradient on Leptospira infection in urban slums, de Albert I. Ko e outros, pode ser lido em www.plosntds.org .

Fonte: Fábio de Castro / Agência Fapesp

Inpe aponta redução no desmatamento na Amazônia

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou, no último dia 22, os números sobre novos desmatamentos na Amazônia registrados em março. A área desmatada no período foi de 145,7 quilômetros quadrados, de acordo com o Sistema de Detecção em Tempo Real (Deter). E aponta uma redução de 80% em relação a fevereiro, quando o Deter contabilizou 725 quilômteros quadrados de novas áreas desmatadas.

Segundo o Deter, houve queda no número de novas áreas desmatadas em quase todos os estados da Amazônia Legal, exceto o Maranhão, onde a área registrada pelo Inpe aumentou de 2,1 quilômetros quadrados em fevereiro para 12,2 quilômteros quadrados no último mês.

Em alguns estados o sistema não encontrou registro de desmates em março – caso do Acre, Amapá, Amazonas e Rondônia. Com 112,4 quilômetros quadrados de novas áreas devastadas, Mato Grosso responde por 77% dos desmatamentos registrados pelo Deter no período, apesar da redução de 82,4% em relação a fevereiro.

Na avaliação do coordenador da campanha Amazônia, do Greenpeace, Paulo Adário, os novos números do Inpe “são uma boa notícia” para a floresta. Adário creditou a redução do desmate à grande incidência de chuvas na região durante o mês de março e às medidas de combate à degradação da floresta, entre elas a restrição de crédito para propriedades irregulares e a Operação Arco de Fogo, iniciada em fevereiro.

“É um resultado positivo. Sinal de que a Operação Arco de Fogo está começando a assustar os fazendeiros”, afirmou.

Até o ínicio de abril, a Operação Arco de Fogo havia aplicado R$ 31,3 milhões em multas e apreendido 25,8 mil metros cúbicos de madeira em toras e serrada nos estados do Pará, Mato Grosso e Rondônia – bases da ação integrada da Polícia Federal, Instituto Nacional do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Força Nacional de Segurança.

“Espero que [a redução] persista, porque é fundamental que o desmatamento caia radicalmente no primeiro semestre para que o números de 2007/2008 fiquem abaixo dos do período anterior”, acrescentou Adário.

O Deter fornece dados sobre a cobertura vegetal da região para alertar as autoridades, a fim de agilizar a fiscalização. A consolidação dos dados é feita por outra metodologia, o Programa de Cáulculo de Desflorestamento da Amazônia (Prodes), que define as taxas de desmatamento e é divulgado no segundo semestre de cada ano.

Fonte: Luana Lourenço / Agência Brasil

Seminário: Migrações Internacionais e Direitos Humanos

Questão crucial para os povos e para os Estados, o trânsito de pessoas entre diversos países será discutido no seminário Migrações Internacionais e Direitos Humanos, coordenado pela Organização Internacional para as Migrações (OIM) e pelo Centro Scalabriniano de Estudos Migratórios de Brasília (CSEM), com o apoio da UnB.

Entre os dias 8 e 10 de maio serão realizadas palestras, mesas-redondas, workshops e grupos temáticos de trabalhos.

O encontro ocorrerá no Auditório Joaquim Nabuco (campus do Plano Piloto, prédio da FACE). Também haverá atividades no Palácio do Itamaraty. As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo site www.csem.org.br, ao valor de R$ 50,00 (estudantes pagam meia entrada).

Mais informações pelo telefone 3327 0669.

Fonte: UNB Pauta

La Sexualidad Represora



Tenemos el sumo agrado de invitar a Ud. y esperamos contar con su grata presencia.

FERIA DEL LIBRO 34. edición

LUNES 05 DE MAYO 20hs. PREDIO FERIAL DE BUENOS AIRES, LA RURAL (Plaza Italia), Sala Leopoldo Lugones

PRESENTACION DEL LIBRO : "LA SEXUALIDAD REPRESORA" - (Compilador: Alfredo Grande)

Coordinación: Alejandro Vainer Presentadores: Diana Maffia y Carlos Rozanski.

Autores: Jorge Horacio Raíces Montero. Jorge Garaventa. Maria Casariego. Norma Ramljak. Lohana Berkins. Gabriel Garcia de Andreis. Osvaldo Fernández Santos. Alfredo Grande.

Para entradas gratuitas dirigirse a Cooperativa Atico, Teodoro García 2578, e-mail, TE: 4553-3800

Departamento Académico de Investigación y Docencia

Inpe desvenda OVNI

Foram divulgados os resultados das primeiras análises de um artefato espacial, de formato esférico e envolto em fibras de carbono, que caiu há pouco mais de um mês em uma fazenda próxima ao município de Montividiu, no interior de Goiás.

De acordo com o coordenador de gestão tecnológica do instituto, Marco Antônio Chamon, o pesquisador responsável pelas análises no Inpe, o objeto, que tem cerca de 80 centímetros cúbicos, é um tanque de nitrogênio de alta pressão utilizado em sistemas de propulsão líquida, comum em foguetes e satélites.

“A hipótese mais provável é a de que se trata de um tanque de propulsão utilizado por um foguete da Nasa. Essa ainda não é uma informação oficial, mas chegamos a essa conclusão preliminar porque os Estados Unidos já solicitaram a posse do tanque com uma reivindicação que confirma essa nossa conclusão“, disse Chamon. “Ao que tudo indica o tanque pertencia ao foguete Atlas 5, de propriedade da agência espacial norte-americana”, conta.

Segundo ele, a suspeita inicial de que se tratava de um material reentrado, ou seja, uma peça do espaço que reentrou na atmosfera, foi confirmada. “Esses objetos, chamados de lixo espacial, são resíduos ou partes de foguetes ou satélites que ficam, sem uso, flutuando no espaço. Calcula-se a existência de cerca de 10 mil objetos desse tipo circulando ao redor da Terra. O espaço é realmente bastante sujo”, explica o engenheiro.

Antes de ser levada para o Laboratório Associado de Combustão e Propulsão do Inpe, em Cachoeira Paulista (SP), onde se encontra atualmente, a peça foi examinada in loco, logo que foi encontrada por moradores locais de Montividiu, por pesquisadores da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) para a identificação de possíveis cargas radioativas.

Na ocasião foram feitos testes de níveis de concentração de substâncias tóxicas, como a hidrazina, cujos resultados foram todos negativos. “Na ocasião, por meio de detectores de gases, foi comprovado que não havia nenhum tipo de radiação ionizante na peça. A hidrazina, por exemplo, um produto químico usado na propulsão de satélites, era o que mais nos preocupava por ser altamente tóxica e letal ao ser humano. Apenas resíduos de nitrogênio foram encontrados na peça”, conta Chamon.

O Brasil é signatário de convenções internacionais para a devolução de objetos espaciais a outros países. “Como o país reclamante precisa provar que o objeto é de sua propriedade, ainda estamos aguardando uma manifestação norte-americana mais específica. Enquanto isso, os tratados internacionais não nos permitem fazer nenhum tipo de teste destrutivo no objeto. Devemos devolvê-lo tal como ele foi encontrado”, afirma.

As negociações para a recuperação do objeto, segundo Chamon, serão feitas por intermédio do Ministério das Relações Exteriores. “Assim que as provas forem apresentadas e logo que for acordado como o artefato será devolvido, muito provavelmente um avião da Nasa pousará em São José dos Campos, no interior paulista, para levar o equipamento de volta àquele país”, explica.

“Apesar de a peça estar totalmente fora de uso, normalmente esse tipo de resgate se justifica para a realização de investigações de falha de missões espaciais. Isso deverá ocorrer nesse caso, se realmente for comprovado que o artefato realmente pertencia ao Atlas 5”, disse Chamon.

Fonte: Agência Fapesp / Thiago Romero

Simpósio “Inovações em imunobiológicos e toxinas animais”

O simpósio “Inovações em imunobiológicos e toxinas animais” reunirá cientistas de instituições de pesquisa do Brasil, Estados Unidos e Japão.

O evento, voltado para pesquisadores e profissionais de saúde, será realizado pelo Instituto Butantan entre os dias 30 de julho e 1º de agosto, em São Paulo.

Serão discutidos os temas “Inovações e política de vacinação (influenza, rotavírus e coqueluche), “Inovações em soros hiperimunes”, “Toxinas animais e hemostasia” e “Filogenia molecular e evolução de serpentes”.

Entre os palestrantes estrangeiros estão Kenji Fukuda (coordenador global do Programa Influenza da Organização Mundial da Saúde - Suíça), Masato Tashiro (Instituto Nacional de Doenças Infecciosas do Japão), Marck Miller (Instituto Nacional da Saúde dos Estados Unidos) e Yukio Ozaki, (Faculdade de Medicina da Universidade de Yamanashi - Japão)

Participam também os brasileiros Mario Sergio Palma (Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista – Unesp), Reinaldo Guimarães (Ministério da Saúde) e Expedito Luna (Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo – USP).

O evento faz parte da programação do Instituto Butantan em homenagem ao centenário da imigração japonesa no Brasil.

Mais informações: http://www.butantan.gov.br/

Fonte: Agência Fapesp