terça-feira, 22 de abril de 2008

Mais de 7 mil pessoas participam de discussões sobre software livre

Terminou no último dia 19 a nona edição do Fórum Internacional de Software Livre, o Fisl 9.0. O evento, que começou no dia 17 em Porto Alegre (RS), reuniu mais de 7 mil participantes de 21 países. Segundo a organização, esta foi a edição com maior número de participantes desde 2000, quando foi realizado o primeiro fórum.

Foram quase 300 palestras e, nesses três dias, professores, estudantes, empresários, pesquisadores e especialistas puderam compartilhar conhecimentos sobre o software livre, além de discutir, divulgar e buscar melhorar essa tecnologia.

O software livre é um programa de computador que pode ser usado, copiado, estudado, modificado e redistribuído sem restrição.

Usar um programa de computador, com código aberto, significa ter a possibilidade de entender como ele funciona, podendo modificá-lo de acordo com as necessidades do usuário. Em outras palavras, qualquer um pode acessar e alterar a área em que estão registradas as informações que fazem o programa funcionar, o chamado código fonte. Por isso, ele é considerado aberto e livre.

O Fisl permitiu a discussão sobre a potencialidade dessa tecnologia e o seu uso em diversos campos, como na educação, na inclusão digital, no governo e no desenvolvimento das tecnologias da informação, como observou Jon Hall, um dos fundadores do conceito de software livre.

Segundo a organização, "Empresas, comunidade e governos devem andar juntos e o Brasil é um bom exemplo disso. O Brasil é a estrela guia do software livre".

Devido à possibilidade de se compartilhar conhecimentos, o software livre pode se transformar em ferramenta de exportação de mão-de-obra especializada. Para evitar isso, Hall diz que é preciso desenvolver uma economia baseada na cooperação e competição e fugindo da "escravidão do software", que é a lógica, de acordo com ele, do software proprietário.

"Você evita a escravidão ao pensar no que está fazendo. Se as pessoas entendem o que estão fazendo, o que está acontecendo, a única escolha lógica será o software livre".

Fonte: Danielle Almeida / Agência Brasil

1ª Unidade de Processamento de Plasma do Brasil será construída no Instituto Butantan

O governador do Estado de São Paulo, assinou no dia 17 contrato para a construção da primeira Unidade de Processamento de Plasma do Brasil, que funcionará na sede do Instituto Butantan, na capital paulista.

A partir do processamento industrial do plasma de sangue humano, a fábrica produzirá hemoderivados como albuminas, imunoglobulinas e fatores de coagulação, que são utilizados, isoladamente ou por meio de transfusão de sangue, no tratamento de doenças como as infecciosas, hemofilia e Aids.

A estimativa é que a fábrica tenha capacidade para processar, anualmente, 150 mil litros de plasma, sendo que os hemoderivados deverão atender a região Centro-Sul do país, principalmente o Sistema Único de Saúde (SUS). Para Otávio Mercadante, diretor do Instituto Butantan, grande benefício ao país gerado pela fábrica será a produção nacional desses produtos, que atualmente são importados da Europa.

“Hoje temos que enviar o plasma sangüíneo coletado no Brasil para o exterior, onde esse material é processado e retorna. O Ministério da Saúde gasta por volta de US$ 400 milhões por ano com a importação desses hemoderivados que em breve começarão a ser produzidos na fábrica. A construção das instalações físicas deve ter início dentro de uma ou duas semanas, com previsão de término em 18 meses”, disse Mercadante.

Segundo ele, os derivados do sangue serão produzidos na fábrica por meio de cromatografia, processo tecnológico que utiliza uma coluna cilíndrica contendo resinas sintéticas que purificam e separam do plasma as proteínas de interesse médico. Esse procedimento utiliza resinas distintas para separar as proteínas de acordo com características como rejeição à água e atividade biológica.

“O plasma é uma matéria-prima humana da qual são extraídas uma série de proteínas, como a albumina, que é usada principalmente no tratamento de queimaduras e doenças que fazem com que o paciente perca quantidade elevada de líquidos. Já as imunoglobulinas protegem o organismo contra raiva, tétano e difteria”, explicou.

O início da construção da unidade, que terá 10 mil metros quadrados localizados dentro do instituto paulista, será feito com o investimento de R$ 57 milhões concedidos pelo governo paulista, por meio da Secretaria Estadual de Saúde.

“Calcula-se que serão gastos R$ 140 milhões em toda a obra e na aquisição dos equipamentos. O restante do financiamento deverá ser adquirido junto à Fundação Butantan e ao Ministério da Saúde, que é o órgão que vai economizar com a substituição das importações. De acordo com o projeto da fábrica, em dois anos deveremos ter todo o retorno dos investimentos”, afirmou o diretor do Instituto Butantan.

A inovação tecnológica é, também, segundo Mercadante, um ponto que caracteriza a fábrica. “Essa é a primeira planta no Brasil que pretende desenvolver, com base em tecnologias de processamento de plasma já dominadas e criadas pelo próprio Instituto Butantan, uma ampla linha de produtos estratégicos para o país”, disse.

“Esses hemoderivados são produzidos por poucos laboratórios no mundo, o que gera uma espécie de oligopólio e faz com que altos preços sejam impostos aos países que ainda não os produzem”, destacou.

Fonte: Thiago Romero /Agência Fapesp

Desafios da Urbanidade Sustentável

Os desafios e as oportunidades que a sustentabilidade apresenta as empresas e profissionais do setor de serviços e construção civil vistos sob a ótica das necessidades atuais versus a configuração urbana, populacional e tecnológica disponível.

Os expositores
• Marcos Moliterno - Engenheiro Civil e Mestre em Tecnologia Ambiental. Coordenador da Divisão Técnica de Meio Ambiente do Instituto de Engenharia.
• Rosana Navarro - Arquiteta, Urbanista e especialista em Saúde Ambiental
• Daniela Corcuera - Arquiteta, mestre em Arquitetura Sustentável e membro da ANAB Brasil - Associação Nacional de Arquitetura Bioecológica
• Magda Cruciol, Supervisora de Ações de Cidadania dos Correios, apresentará o Case selecionado pelo Programa Benchmarking Ambiental Brasileiro. Ranking 2007 : Caixas de Correspondência com material reciclado

Publico Alvo: Profissionais de Engenharia, Arquitetura e designer, Gestores de Políticas Públicas, Assessores, Coordenadores, gerentes e Diretores atuantes no segmento da construção e engenharia. Demais interessados no tema

O evento ocorrerá dia 24/04 (5ª feira) - 9h00 às 12h00, no Auditório da Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social - Rua Bela Cintra, 1032 - Cerqueira Cesar - São Paulo/SP (esquina com Av. Paulista - sentido centro) - Térreo. Próxima a estação Consolação do Metrô

Mais informações : http://www.maisprojetos.com.br/

Fonte: Mais Projetos

Complexidade e agricultura: organização e análise ergonômica do trabalho na agricultura orgânica

A palestra “Complexidade e agricultura: organização e análise ergonômica do trabalho na agricultura orgânica” será proferida por Sandra Francisca Bezerra Gemma, pesquisadora da Faculdade de Engenharia Agrícola da Universidade Estadual de Campinas, no dia 23 de abril na Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Universidade Estadual Paulista, em Botucatu (SP).

A palestra faz parte das atividades da disciplina de horticultura orgânica, oferecida no curso de graduação em agronomia e ministrada pelo professor Francisco Luís Araújo Câmara, do Departamento de Produção Vegetal da FCA. Apesar de ligada à disciplina, a palestra será aberta à comunidade universitária e aos produtores.

O evento será realizado no Auditório Paulo Rodolfo Leopoldo, na Fazenda Experimental Lageado, em Botucatu.

Mais informações: (14) 3811-7172 (Departamento de Produção Vegetal, Setor de Horticultura da FCA) ou pelo e-mail , com o professor Francisco Câmara.

Fonte: Agência Fapesp

Encontro: Medicina Nuclear e Angiotomografia das Artérias Coronárias na Avaliação da Doença Arterial Coronária

A Sociedade Brasileira de Biologia e Medicina Nuclear (SBBMN) promoverá o encontro Medicina Nuclear e Angiotomografia das Artérias Coronárias na Avaliação da Doença Arterial Coronária.

O evento será realizado no dia 12 de maio às 20h, no hotel Golden Tulip Paulista Plaza (Al. Santos, 85), em São Paulo.

Dirigidas a médicos nucleares, cardiologistas e outros profissionais da saúde, as palestras serão ministradas por José Soares Jr., médico nuclear do Instituto do Coração (Incor) e presidente da SBBMN, por Ibraim Masciarelli Pinto, cardiologista do Hospital do Coração e do Instituto Dante Pazzanese, e por João Fernando Monteiro Ferreira, cardiologista do Incor.

A participação no evento é gratuita e as vagas são limitadas. A inscrição deve ser feita até 9 de maio por meio do endereço www.sbbmn.org.br .

Mais informações: (11) 3262-5438 ou pelo e-mail.

Inhibition of myeloperoxidase-mediated protein nitration by tempol

Nos últimos anos, vários estudos in vivo têm mostrado que um radical livre conhecido como tempol possui a capacidade de desativar oxidantes agressivos para os organismos, protegendo-os de doenças associadas a processos inflamatórios.

Mas, embora tenha sido constatada, essa propriedade não poderá ser utilizada para o desenvolvimento de terapias enquanto seus mecanismos não forem desvendados. Um novo estudo realizado por pesquisadoras da Universidade de São Paulo (USP) aponta caminhos para o conhecimento desses processos.

A pesquisa, realizada por Ohara Augusto e Sandra Vaz, do Departamento de Bioquímica do Insituto de Química (IQ) da USP, terá seus resultados publicados nesta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas).

De acordo com Ohara, admite-se atualmente que a maioria das doenças tem importante componente inflamatório. A proposta do trabalho, de pesquisa básica, era ampliar o conhecimento sobre os eventos moleculares que acirram as lesões nos tecidos causadas por esses processos inflamatórios.

“Quando se amplia esse conhecimento, estabelecem-se bases mais sólidas para desenvolver novas abordagens terapêuticas para o tratamento de doenças tão diferentes como derrame, asma ou esclerose múltipla”.

A pesquisa, toda feita in vitro, utilizando experimentos em tubos de ensaio, computadores e simulações, procurou compreender a capacidade do tempol para agir como um protetor in vivo.

“Essa ação havia sido constatada há muito tempo em muitos estudos internacionais em modelos animais”, disse a professora titular da USP, cujo grupo publicou, no início do ano, uma revisão sobre o assunto nos anais da Academia Brasileira de Ciências (ABC).

O tempol é um radical livre externamente estável sintetizado na década de 1970 por cientistas russos. Desde 2002 os pesquisadores da USP procuram compreender os mecanismos de ação desse cristal laranja que é considerado um antioxidante não-clássico.

“Falamos muito da esperança de terapias com base em antioxidantes como vitamina C ou betacaroteno. Mas, quando recorremos à literatura, o que conseguimos é uma grande frustração”, disse a autora do livro Radicais Livres: Bons, Maus e Naturais, lançado em 2006.

Derivado nacional
Segundo Ohara, todos os estudos clínicos com esses antioxidantes clássicos falharam. Houve pouco impacto em doenças de vários tipos, principalmente nas cardiovasculares, que são mais estudadas. Por razões científicas, os pesquisadores decidiram focar os estudos nos antioxidantes não-clássicos.

“Comecei a estudar a interação do tempol com a enzima conhecida como mieloperoxidase, que é de grande relevância em processos inflamatórios. Os níveis circulantes dessa enzima têm sido usados como marcador de risco de doenças cardiovasculaers”, afirmou.

A mieloperoxidase (MPO) é importante para a defesa imune inata. Sendo abundante em células do sistema imune, é efetiva contra microganismos invasores, como bactérias. Mas, por eliminar esses organismos, produz oxidantes e, em determinadas circunstâncias, a oxidação lesa os tecidos.

"Estudamos como o tempol inibe nitração de proteínas mediada pela MPO. Esse processo químico, quando ocorre em nossos organismos, indica que está havendo uma superprodução de óxido nítrico. O que fizemos foi estudar detalhadamente esse mecanismo. A conclusão foi que o efeito protetor do tempol ocorre principalmente porque ele consegue desativar os oxidantes produzidos pela MPO”, explicou.

Com os resultados, a professora da USP deverá apresentar ao Instituto do Milênio Redoxoma, coordenado por ela, uma proposta para o desenvolvimento de um derivado nacional do tempol, que é um produto patenteado.

“A estratégia seria modificar a molécula do tempol de forma que mantivesse o mesmo grupo químico. Ao compreender bem as reações poderíamos fazer um desenho mais racional de terapia. Além do efeito de nitróxido, seria interessante direcionar o composto para se ligar na enzima e tentar impedir que alguns oxidantes se formassem”, apontou.

O problema atualmente, segundo Ohara, é direcionar o composto para que ele não tenha outros efeitos. “O tempol é um radical livre que oxida muito rapidamente e reage com inúmeras substâncias em uma velocidade enorme. É efetivo para desativar os oxidantes, mas é preciso saber se haverá outros efeitos também”, disse.

O artigo Inhibition of myeloperoxidase-mediated protein nitration by tempol: Kinetics, mechanism and implication, de Ohara Augusto e Sandra Vaz, poderá ser lido em breve por assinantes da Pnas em http://www.pnas.org/ .

Fonte: Fábio de Castro /Agência Fapesp