segunda-feira, 21 de abril de 2008

Fiocruz, com parceria internacional, lança medicamento contra a malária

A Fiocruz, por meio de sua unidade de produção e desenvolvimento de medicamentos, o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), e a organização de pesquisa e desenvolvimento de medicamentos sem fins lucrativos, a iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas (DNDi), lançaram nesta quinta-feira (17/4) o ASMQ, a nova combinação em dose fixa do artesunato (AS) e mefloquina (MQ), para o controle da malária, já registrado e disponível no Brasil. O ASMQ, que combina dois medicamentos (AS e MQ) em um pequeno comprimido azul, simplifica o tratamento de adultos e crianças com uma dose diária de um a dois comprimidos por três dias, garantindo que os dois medicamentos sejam tomados juntos e na proporção correta. As necessidades das crianças, principais vítimas da malária, são atendidas pelo ASMQ, que oferece três apresentações para as crianças.

As combinações contendo derivados de artemisinina (ACTs) são consideradas os melhores tratamentos disponíveis contra a malária falciparum não complicada e são um elemento decisivo na estratégia de luta contra a malária. Segura, rápida e eficaz, a combinação de AS e MQ é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), desde 2001, como um dos quatro ACTs para o tratamento antimalárico de primeira linha.

Embalagens com indicações em cores facilitam não apenas a administração do medicamento pelos pacientes, mas também a prescrição feita por profissionais de saúde. O ASMQ é o primeiro ACT em dose fixa que pode ser armazenado por três anos em clima tropical.

ASMQ é o primeiro novo produto para doenças negligenciadas desenvolvido e registrado no Brasil e o segundo disponibilizado pelos parceiros públicos do projeto FACT da DNDi (terapia combinada em dose fixa à base de artemisinina). O ASMQ é uma formulação em dose fixa da combinação do AS e da MQ, amplamente utilizada em países da América Latina e do Sudeste Asiático ao longo da última década.

Graças à colaboração de parceiros públicos no Brasil e no sudeste da Ásia, dentro do projeto Fact de DNDi, esta inovadora formulação está agora disponível no Brasil. As autoridades brasileiras do Programa de Controle da Malária observaram, em resultados preliminares que, após um ano de tratamento de 17 mil pacientes com ASMQ em uso programático, a nova formulação foi essencial para a redução dos casos de malária e do número de hospitalizações relacionadas à doença.

“Em 2006, o Ministério da Saúde (MS) registrou 145 mil casos de malária falciparum, a mais grave, sendo 99% deles na Amazônia Legal. Em 2007, houve redução para 93 mil casos. As hospitalizações de pacientes com malária também caíram de 9,5 mil em 2006 para pouco mais de 6 mil em 2007. A expansão da rede de atenção básica, o diagnóstico precoce e o emprego da nova terapêutica – ASMQ - desempenharam papel significativo para estes resultados”, afirmou o secretário de Vigilância em Saúde do MS, Gerson Penna.

Para o presidente da Fiocruz, Paulo Buss, o alcance do novo produto e a contribuição científica são os destaques do projeto. "O papel da Fiocruz é desenvolver conhecimentos, bens, produtos e serviços que sirvam à sociedade brasileira e ao seu sistema de saúde. Desta vez, além de cumprirmos com este objetivo, também estamos colaborando, junto com a DNDi, para que outros países do mundo se beneficiem da ciência feita por brasileiros. Este medicamento servirá ao Brasil e a muitos países da América Latina e do sudeste da Ásia", diz Buss.

Como bem público, o ASMQ estará disponível a preço de custo para os setores públicos dos países endêmicos, tendo como preço-alvo U$ 2,50 (R$ 4,25) para o tratamento completo em adultos. Este novo tratamento será disponibilizado a pacientes adultos e crianças em toda a América Latina e nos países do Sudeste Asiático em 2008 e 2009. Com a intermediação da DNDi, um acordo de transferência de tecnologia será firmado entre Farmanguinhos e a empresa farmacêutica de genéricos da Índia, a Cipla, para que os pacientes no Sudeste Asiático contem com um produtor local do medicamento.

De acordo com o diretor de Farmanguinhos, Eduardo Costa, “este projeto demonstra que é possível desenvolver tecnologias inovadoras de P&D de medicamentos direcionadas para o social. Conseguimos compatibilizar estruturas diversas de diferentes países dentro de uma grande parceria público-privada intercontinental. E vamos transferir a tecnologia deste produto para um laboratório privado na Índia (Cipla)”, afirma Costa.

“Esta nova combinação em dose fixa é um bem público desenvolvido para atender às necessidades dos pacientes: fácil de usar, mais acessível financeiramente e de boa qualidade”, diz o diretor-executivo da DNDi, Bernard Pécoul. “O fato de o ASMQ ser bem sucedido, com o desenvolvimento, o financiamento e a produção realizados por parceiros públicos no Brasil, Europa e Sudeste Asiático, como parte do projeto FACT de DNDi, revela uma forma alternativa para se desenvolver medicamentos para as doenças negligenciadas”.

O ASMQ é um tratamento de primeira linha para crianças e adultos afetados pela malária P. falciparum na América Latina e Ásia. Por ano, há aproximadamente 1 milhão de casos de malária na América Latina (25% por P. falciparum, e a maioria no Brasil), e 3 milhões de casos na Ásia, onde se localiza 30% da mortalidade por malária no mundo.

“Uma boa notícia para os pacientes em todo o mundo, uma vez que o tratamento da malária precisa de medicamentos mais baratos, mais fáceis de tomar e em dose fixa”, disse Nick White, professor de Doenças Tropicais da Universidade de Oxford. “Com a eficácia, a segurança e a facilidade no uso, e com melhores e mais toleráveis tratamentos, como este, é ainda mais urgente garantirmos que esses tratamentos cheguem aos pacientes que, de fato, precisem dele”.

Malária em números
· A malaria é a maior causa de morbidade e mortalidade no mundo: reduz o crescimento econômico das áreas endêmicas em 1,3% ao ano
· Presente em mais de 100 países e ameaça metade da população mundial
· Por ano, ocorrem de 350 a 500 milhões de casos de malaria no mundo, e mais de 1 milhão de mortes
· 99% dos casos de malária no Brasil se encontram na bacia Amazônica, onde as autoridades brasileiras do Programa do Controle da Malária realizaram um estudo de intervenção com o uso programático do ASMQ

Farmanguinhos
Uma unidade da Fiocruz, Farmanguinhos é um dos maiores laboratórios farmacêuticos do país e tem larga experiência na produção de medicamentos para doenças negligenciadas, especialmente para o tratamento do HIV/Aids. Farmanguinhos produz mais de 2 milhões de unidades farmacêuticas por ano, não apenas para o HIV/Aids, mas também para o tratamento de doenças endêmicas como a malária (ASMQ; primaquina e cloroquina), hanseníase, tuberculose e filariose.

Sobre DNDi
A iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas (DNDi) é uma parceria para desenvolvimento de produto (PDP) independente, sem fins lucrativos e trabalha na pesquisa e no desenvolvimento de novos e melhores tratamentos para doenças negligenciadas como a malária, a doença de Chagas, o calazar (leishmaniose visceral) e a doença do sono (tripanossomíases humana africana). Com o objetivo de atender às necessidades dos pacientes destas doenças, DNDi foi criada em 2003 pelo Instituto Pasteur e Médicos Sem Fronteiras (MSF) juntamente com quatro organizações públicas de pesquisa de doenças negligenciadas em países endêmicos. Em parceria com o setor industrial e os meios acadêmicos, DNDi tem o maior portfólio de P&D para doenças de parasitas cinetoplastidas e atualmente tem seis estudos clínicos e quatro pré-clínicos. Em 2007, DNDi lançou em parceria com Sanofi-Aventis seu primeiro produto, uma combinação em dose fixa do antimalárico ASAQ.

O projeto Terapia Combinada em Dose Fixa à base de Artesunato (FACT), iniciado em 2002, comprova a eficácia das parcerias públicas na área de P&D de medicamentos para doenças negligenciadas. Desenvolvimento, testes e registro das duas doses fixas da combinação artesunato-amodiaquina (ASAQ) e artesunato-mefloquina (ASMQ) eram os objetivos iniciais do projeto e já foram alcançados.

O consórcio de parcerias do projeto FACT é formado por DNDi; Fiocruz; Tropival da Universidade de Bordeaux 2, França; Universidade de Oxford; Universidade Sains, Malásia; Universidade Mahidol, Tailândia; TDR, Suíça; e Centro Nacional de Pesquisa e Treinamento sobre o Paludismo (CNRFP), em Burkina Faso. O FACT capitaliza o talento e o conhecimento adquirido de um grande número de parceiros nos países desenvolvidos e em desenvolvimento. Além disso, recebe apoio financeiro da União Européia, Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), dos governos da Holanda, da Espanha e do Reino Unido e de MSF.

Fonte: Agência Fiocruz

Aberto 1º Seminário de Jornalismo Científico da Fapeam

Uma platéia composta por diversos jornalistas, assessores de imprensa, gestores da área de C&T e estudantes de comunicação social, participou dia (18), em Manaus (AM), da abertura do 1º Seminário de Jornalismo Científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Na ocasião, o presidente da fundação, Odenildo Sena, lembrou que os grandes países que investiram em C&T tiveram a cumplicidade da sociedade sobre a relevância do tema. Ele também destacou que a divulgação científica é tão importante quanto a aplicação de recursos no setor. “Temos uma mídia extremamente refratária em relação à difusão dos feitos na área”, disse.

Sena citou como exemplo que, enquanto a capital amazonense sediava, nos dias 16 e 17, um importante encontro, reunindo secretários de Ciência e Tecnologia e dirigentes de fundações de amparo à pesquisa de todo o país, os jornais amazonenses davam como manchete a ocupação da reitoria da Universidade Federal do Estado do Amazonas (Ufam) por 50 alunos da instituição.

Também presente à cerimônia, o diretor do Departamento de Popularização e Difusão da Ciência e Tecnologia do MCT, Ildeu Castro, afirmou que o ministério tem trabalhado para tornar o tema mais acessível à população. Ele lembrou o Plano de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional, lançado pelo presidente Lula em novembro do ano passado, e destacou a importância da prioridade estratégica “Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Social”, que conta com duas linhas: “Popularização da CT&I e Melhoria do Ensino” e “Tecnologia para o Desenvolvimento Social”.

Na avaliação do diretor, é fundamental aumentar o nível da cultura científica no país. Nesse sentido, ele elogiou a iniciativa do seminário promovido pela Fapeam. “É preciso que se multipliquem eventos desse tipo”, afirmou.

Já o diretor do Sindicato dos Jornalistas do Estado do Amazonas, César Augusto Wanderley, afirmou que a falta de espaço dedicada à C&T na grande mídia se esbarra nos interesses das empresas jornalísticas. “Os nossos jornais se interessam pelo factual. Nos deparamos pela manhã, tarde e noite com o caso Isabella. O interesse pela produção do conhecimento é pouco”, disse.

Para ele, é necessário que os jornalistas “forcem” a pauta contra a produção imediatista exigida pela grande mídia. Wanderley também destacou a necessidade dos profissionais da área pensarem a respeito da função social do jornalismo. “Nós do sindicato louvamos a iniciativa da Fapeam e todas as outras relacionadas à divulgação científica”.

O secretário de C&T do Estado do Amazonas, José Aldemir, encerrou a cerimônia ressaltando que o grande desafio para os gestores da área é descobrir como transformar a ciência e tecnologia em notícia e como popularizar o tema.

Fonte: Bianca Torreão /Gestão CT

UFRJ, com o apoio da Petrobras, apresenta o supercomputador Netuno

Um dos mais potentes supercomputadores da América Latina, o Netuno, foi apresentado dia (17/04), no Núcleo de Computação Eletrônica (NCE) da UFRJ, no campus do Fundão. O equipamento foi instalado com recursos oriundos da Petrobras, é considerado a mais poderosa máquina HPC (High Performance Computing – Computação de Alto Desempenho) para uso acadêmico na América Latina e recebeu investimento de cinco milhões de reais da Petrobras.

O Netuno terá capacidade para processar amplo volume de dados simultaneamente e beneficiará, além da UFRJ, mais quatorze universidades brasileiras que compõem as redes. O equipamento foi inscrito no ranking mundial Top 500 das maiores máquinas de processamento paralelo. Hoje, na apresentação técnica, o NCE divulgará a posição do Netuno no ranking. Segundo os técnicos envolvidos neste projeto, o cluster (conjunto de computadores ligados em rede) instalado tem desempenho estimado entre a posição 100 e 150 do ranking. O Brasil é representado atualmente neste ranking por um único cluster de alto desempenho, que figura na posição 451. A inauguração da máquina será no dia 13 de maio.

Segundo o geofísico Ricardo de Bragança, do Centro de Pesquisa da Petrobras (Cenpes), este equipamento vem suprir a demanda computacional das Redes Temáticas de Geofísica Aplicada e de Modelagem e Observação Oceanográfica. “Foi identificado o interesse de concentrar este poder computacional, ao invés de distribuir máquinas de menor porte em várias instituições. Isto porque seria possível resolver problemas maiores em uma mesma máquina”, afirma Ricardo. Além disso, o equipamento é capaz de trabalhar de forma simultânea em diferentes tarefas. Isso reduzirá, por exemplo, o ciclo ocioso da máquina, enquanto os técnicos analisam dados gerados por ela.

Para o geofísico, a grande vantagem de um cluster é obter maior desempenho com custo menor. “Se antes, a computação de alto desempenho dependia de soluções proprietárias, o que encarecia o equipamento, agora a montagem desse supercomputador com arquitetura Intel ou AMD permite uma enorme redução de custo, visto que estes componentes são produzidos em larga escala, além de existir mais fornecedores para tal arquitetura”, explica Ricardo.

A Petrobras já domina essa tecnologia e vem utilizando o esquema de cluster de computadores para vários aplicativos. A primeira montagem de um cluster foi realizada em 1997 no Centro de Pesquisas, com apenas três máquinas. O cluster instalado na UFRJ é composto por 256 servidores DELL de alto desempenho (nós computacionais), cada um com dois processadores “quad-core” (quatro núcleos) Intel de 2.6 GHz (desempenho estimado de 64 Gigaflops por nó). As máquinas são interligadas entre si por uma rede de dados Infiniband de alta performance, além da rede Gigabit Ethernet tradicional.

Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ
A UFRJ é uma das quinze universidades participantes das Redes Temáticas de Geofísica Aplicada e de Modelagem e Observação Oceanográfica. Todas as instituições que compõem as redes poderão desenvolver projetos utilizando a capacidade de processamento do novo cluster. A UFRJ foi escolhida para receber o equipamento, principalmente, por ser um dos pontos principais da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa – RNP e ter, portanto, a possibilidade de manter comunicação com a rede brasileira de dados científicos que interliga as universidades e serve como base para acesso ao link de dados. A proximidade com o Centro de Pesquisas da Petrobras, instalado no campus da UFRJ, foi outro fator determinante na escolha do local. “Além da proximidade com o nosso Centro de Pesquisa, o NCE apresentou excelente infra-estrutura e espaço físico no seu Centro de Processamento de Dados”, diz Ricardo Bragança.

Sobre as Redes
As Redes Temáticas fazem parte de um modelo de parceria tecnológica estabelecido pela Petrobras para relacionamento com universidades e instituições nacionais de pesquisa. Através das 38 redes criadas, a Companhia vem investindo em projetos de infra-estrutura e de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) em mais de 70 instituições participantes, em 18 estados do país.

O modelo de parcerias tecnológicas através de Redes Temáticas foi criado para atender à cláusula de investimentos de P&D presente nos contratos de concessão de exploração e produção entre a Petrobras e a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP). Segundo a cláusula, pelo menos 1% da receita bruta gerada pelos campos de grande rentabilidade ou grande volume de produção deve ser investido em pesquisa e desenvolvimento, sendo 50% deste valor para universidades e instituições nacionais. Todos os projetos de infra-estrutura passam por autorização prévia da ANP.

Para otimizar estes investimentos, a Petrobras criou o modelo das Redes Temáticas e Núcleos Regionais de Competência, que contribui para a interação entre as instituições nacionais de pesquisa & desenvolvimento e para a excelência do conhecimento científico brasileiro na área de petróleo, gás e energia. As 38 redes e 7 núcleos abordam temas tecnológicos de interesse estratégico deste segmento. A Petrobras já investiu mais de um bilhão de reais de 1998 até 2007.

Fonte: Agência Petrobras

Lançamento do AIPT - Ano Internacional do Planeta Terra para América Latina

Nos próximos dias 23 e 24 acontece, em Brasília (DF), na Câmara dos Deputados, o lançamento oficial, para a região da América Latina e Caribe, do Ano Internacional do Planeta Terra (AIPT). O objetivo da iniciativa é mostrar à sociedade a importância das Ciências da Terra na construção de uma vida mais segura, sadia e sustentada, além de encorajar o público a utilizar esse potencial em seu benefício.

Comemorado em todo o mundo, o AIPT prevê atividades englobando dez temas considerados prioritários pelos organizadores. Eles foram escolhidos por especialistas e possuem relevância social, multidisciplinaridade e potencial de divulgação. As temáticas são: Água Subterrânea, Megacidades, Clima, Da Crosta ao Núcleo da Terra, Desastres Naturais, Oceanos, Recursos (Naturais e Energia), Solos, Terra e Saúde e Terra e Vida.

Durante os dois dias estão previstas apresentação de painéis, debates entre cientistas, políticos e estudiosos e exposições de fotos e desenhos sobre a preservação da Terra. O evento contará com a presença de diversas autoridades, como ministros, deputados e senadores.

O AIPT foi instituído durante assembléia geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2005. Ele é uma iniciativa patrocinada pela Organização das Nações Unidas para a Educação Científica e Cultural (Unesco, em inglês) e pela União Internacional das Ciências Geológicas (IUGS, em inglês).

Mais informações, no site http://aipt.mct.gov.br/ .

Fonte: Gestão CT

8ª Conferência Anpei de Inovação Tecnológica



Maiores informações: http://www.anpei.org.br/viiiconferencia/index.html

Fonte: Anpei