quinta-feira, 17 de abril de 2008

Propriedade Intelectual (P.I.) terá atenção especial na 2ª fase da Pitce

A questão da propriedade intelectual terá atenção especial na 2ª fase da Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (Pitce), que será lançada em breve pelo governo federal. A informação foi dada pelo presidente do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), Jorge Ávila, em entrevista ao Gestão CT. Ele foi um dos palestrantes do fórum conjunto dos conselhos nacionais de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I (Consecti) e das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap), que teve início ontem (16), em Manaus (AM).

De acordo com Ávila, o tema propriedade intelectual também foi uma das prioridades da 1ª etapa da Pitce. A ação central foi a reestruturação do próprio INPI. No entanto, ele destaca que na nova fase da política a propriedade intelectual estará ainda mais presente. “Na segunda Pitce a atenção maior é para a proteção da propriedade intelectual em todos os campos onde ela é importante para o desenvolvimento industrial”, afirmou.

Orçamento
Sobre o INPI, Ávila informou que, para este ano, o instituto conta com um orçamento de cerca de R$ 200 milhões. Segundo ele, a prioridade central da instituição, em 2008, será a recuperação do instituto. “Vamos atuar em torno da estruturação das equipes de exame, treinamento, montagem e exame do backlog de marcas e patentes.

A segunda prioridade será a consolidação da Academia de Inovação e de Propriedade Intelectual do instituto e um esforço sobre a disseminação e educação em propriedade intelectual.

Ele também lembrou que, em breve, o INPI atuará como autoridade internacional de busca. O novo procedimento foi aprovado em setembro e agora depende apenas da liberação da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI). “Estamos prontos. Na semana passada, manifestei o interesse de começar a operar em 30 dias, mas eles me disseram que tinham que adequar os sistemas para que a gente possa operar. A expectativa de início é de 90 dias”, disse.

Durante a sua palestra, que teve como tema a Política de Propriedade Industrial no Brasil, o presidente do INPI destacou que hoje existe um isolamento do país em relação ao sistema internacional. Para reverter esse quadro, ele considera que é necessário avaliar novamente a conveniência do Brasil a aderir aos tratados que já existem e se engajar, de maneira decidida, nos debates sobre os tratados que ainda estão em negociação. “Há muitos tratados que o Brasil pode aderir imediatamente. O Protocolo de Madri é um exemplo”, afirmou.

Fonte: Bianca Torreão / Gestão CT

CEITEC desenvolve chip de identificação para rastreabilidade bovina

Um chip de identificação eletrônica para rastreabilidade bovina promete minimizar os problemas enfrentados pelos exportadores de carne do País. Desenvolvido pelo Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec), em Porto Alegre (RS), o projeto recebeu a primeira parcela do investimento no valor total aprovado de R$ 18,1 milhões. Esses recursos, provenientes da instituição e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), serão investidos ainda na complementação da primeira linha de produção nacional para a fabricação de semicondutores (chips).

Desde de janeiro último, os agropecuaristas enfrentam problemas com a exportação de carne para a Europa. Os países da Comunidade Européia alegam que o produto brasileiro tem contra si a falta de certificação sanitária, principalmente no que tange à rastreabilidade bovina.

“O Ceitec coordenará todo o processo, não só a fabricação do chip, mas também a montagem do brinco (peça que fica presa à orelha do animal”, informa o diretor presidente da instituição, Sérgio Dias. Segundo ele, o desenvolvimento de semicondutores nacionais reduz o déficit na balança comercial e permite que se possa desenvolver tecnologia e soluções/aplicações na área de microeletrônica focadas nas necessidades do mercado brasileiro. “Esta lógica inverte o fluxo atual de uso de tecnologias desenvolvidas no exterior, fazendo com que o País passe a exportar propriedade intelectual”.

Pela primeira vez, o Brasil estará em condições de competir internacionalmente no mercado de semicondutores, uma vez que a tecnologia utilizada permite a aplicação em uma gama de outros setores eletroeletrônicos. Dias destaca ainda que o produtor pagará pela solução desenvolvida pelo Ceitec menos do que paga pelas importadas. Todo o projeto deve estar concluído até o final de 2009, mas o brinco pode ficar disponível aos produtores até o final deste ano.

Fonte: Andréia Grams / Agência CT

Pesquisadoras brasileira realizam visitas exploratórias à Portugal e Moçambique

Na última segunda-feira (14), três pesquisadoras brasileiras iniciaram uma viagem a Portugal e Moçambique. A Expedição conta com recursos do MCT/CNPq. O projeto foi aprovado no marco do Programa de Cooperação em Matéria de Ciências Sociais Para os Países da Comunidade de Língua Portuguesa, do MCT/CNPq.

Com o título "Políticas Governamentais para Uso e Gestão de Recursos, Territórios e Comunidades Haliêuticas - Visita Exploratória para elaboração de estudos e diagnósticos comparativos e ações sustentáveis no Brasil, Portugal e Moçambique", o projeto tem à frente as pesquisadoras Lourdes Furtado, Ivete Nascimento e Denize Adrião, da Coordenação de Ciências Humanas do Museu Goeldi.

O projeto será desenvolvido em três momentos. A primeira etapa será realizada no Centro de Estudos das Migrações e Relações Interculturais da Universidade Aberta de Lisboa, em Portugal. Em Moçambique, a Universidade de Lúrio, em Nampula, Distrito de Maputo, é a segunda parada da missão, que se encerrará no Museu Emílio Goeldi. Entre os resultados esperados está um diagnóstico sobre a temática do projeto, para elaborar Termo de Referência para a formalização de cooperação entre esses três países de língua portuguesa.

Além da Missão em três etapas, as pesquisadoras darão aulas na Universidade de Lúrio, onde vão abordar temas solicitados pelos parceiros moçambicanos. "Será, sem dúvida, uma oportunidade de troca de experiências no campo da Antropologia portuguesa, moçambicana e brasileira", diz a coordenadora Lourdes Furtado, entusiasmada com o leque de possibilidades que só a cooperação permite vislumbrar.

Lourdes Furtado destaca a importância do projeto para o Museu Goeldi, que desenvolve pesquisas desde 1960. Uma das linhas de pesquisa do Goeldi é voltada para estudos sobre Antropologia de Populações Amazônicas. Uma outra linha analisa ações no Campo da Antropologia de Povos Haliêuticos (pescadores, coletores, maricultores, extrativistas, aqüicultores). "O Museu já é um centro de referência nesse campo científico", diz a coordenadora. E acrescenta: "O projeto é relevante para a rede de parceiros institucionais tanto da academia como das instituições e comunidades pesqueiras amazônicas".

Fonte: Agência CT

Novos desafios no combate à Tuberculose no Brasil

No mês passado ganharam o mundo dois estudos que mostram quão dramático é o quadro de uma das doenças mais temidas da humanidade, a tuberculose. Um deles descreve uma nova linhagem da principal espécie de bactéria causadora de tuberculose, o bacilo Mycobacterium tuberculosis, que apresenta uma perda do genoma uma vez e meia maior que a maior perda já encontrada em qualquer outra das seis espécies do gênero Mycobacterium que causam tuberculose.

Mesmo assim sobreviveu, reforçou a capacidade de escapar das células de defesa do organismo e se tornou a responsável por um em cada três casos de tuberculose registrados no Rio de Janeiro. A infecção por essa linhagem, chamada de RD-Rio por ter sido descoberta lá, está associada com emagrecimento mais intenso, mais escarro de sangue e mais perfurações no pulmão.

O outro trabalho, com laboratórios de nove países, mostra que essa linhagem predomina sobre centenas de outras nos Estados Unidos, na América Central e na África. Este mês deve sair um terceiro artigo mostrando que essa mesma variedade causa um terço da tuberculose registrada também em Belo Horizonte.

“Nossa hipótese é que essa linhagem pode passar despercebida e se espalhar mais facilmente por ter perdido parte dos genes que levam à produção de proteínas que a denunciariam ao organismo hospedeiro, mas aparentemente não apresenta mais resistência do que as outras ao tratamento com antibióticos”, diz Luiz Cláudio Lazzarini de Oliveira, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que voltou ao Brasil no mês passado após três anos na Universidade Cornell, Estados Unidos.

Esses estudos, de que ele participou, exibem não só um dos mecanismos pelos quais a bactéria da tuberculose sobrevive e ganha vigor, mas também o desamparo diante de uma doença que, quando não mata logo, torna a vida uma sucessão de angústias e dores regidas pela sombra da morte, como o poeta pernambucano Manuel Bandeira retratou nas cartas e nos poemas que ilustram esta reportagem. O Mycobacterium tuberculosis instala-se nos pulmões de 9 milhões de pessoas a cada ano no mundo e mata um indivíduo a cada 15 segundos.

Clique aqui para ler o texto completo.

Fonte: Carlos Fioravanti /Agência Fapesp

Baixa temperatura é nova alternativa para o combate de microrganismos em fluídos de corte

Novas tecnologias são lançadas no mercado dia após dia contribuindo para o avanço industrial e desenvolvimento tecnológico das empresas. Esta diversidade de práticas produtivas exige o acompanhamento de estudos que sejam capazes de apontar quais metodologias e produtos são mais indicados para cada processo numa indústria.

Dentro do setor metal-mecânico, os fluidos de corte são um exemplo de produto que melhorou consideravelmente os processos de usinagem e que, por esse motivo, merece ser tema de estudos e projetos que busquem sua melhor aplicação.

O Laboratório de Usinagem por Abrasão da Faculdade de Engenharia da Unesp, em Bauru (SP), desenvolve estudos que testam quais são os métodos mais eficazes no controle da contaminação microbiana dos fluidos de corte. Alunos e pesquisadores concluíram e patentearam um projeto que analisa a ação de baixas temperaturas neste controle. O estudo teve apoio e financiamento do CNPq e do Instituto Fábrica do Milênio.

Para a análise, um equipamento de refrigeração simples e de baixo custo foi adaptado entre o local de corte e o depósito do fluido, composto por uma serpentina mergulhada em banho de gelo. Ao passar pelo sistema, a uma vazão de 25 ml/s, o fluido de corte, que geralmente se encontrava a uma temperatura em torno de 23ºC, atingia cerca de 9ºC. Após este processo de resfriamento, o fluido chegava até o reservatório que foi revestido com placas de isopor para contribuir na manutenção da baixa temperatura.

As amostras analisadas provaram que a hipotermia é um procedimento viável no combate ao crescimento de microrganismos. Os agentes microbianos que contaminam os fluidos de corte, tanto bactérias quanto fungos, não encontram condições nutricionais favoráveis para multiplicação em ambientes de baixa temperatura, somente em emulsões que estão à temperatura ambiente.

Os resultados obtidos mostraram também que a temperatura reduzida não modificou de forma significativa as características do fluido. Ao contrário, pôde-se observar que a diminuição da temperatura é capaz de melhorar o acabamento nas operações de usinagem. O Prof. Dr. Eduardo Carlos Bianchi, coordenador do estudo, explica que isso ocorre pois a retirada de calor da região de corte é mais eficiente a baixas temperaturas, possibilitando melhores resultados de acabamento.

O método atual de combate aos microrganismos em fluidos de corte é a utilização de biocidas, composto por uma substância que se suspeita possuir ação cancerígena, o formoldeído. Além disso, a ação do produto requer aplicações em altas concentrações, podendo provocar reações alérgicas nos operadores das máquinas.

A partir dos resultados deste estudo, empresas e indústrias passam a ter nas mãos uma nova alternativa para o controle da vida microbiana nos fluidos, que aumenta a vida útil das emulsões e a produtividade nos processos de usinagem.

Fonte: CIMM

Fapesp, MCT, e CNPq assinam protocolo de intenções ampliando parceria em áreas estratégicas

FAPESP, o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) assinaram nesta quarta-feira (16/4) um protocolo de intenções que prevê a ampliação do Programa de Apoio aos Núcleos de Excelência (Pronex), com o objetivo de financiar, no Estado de São Paulo e pelos próximos quatro anos, projetos de pesquisa nas áreas de bioenergia e mudanças climáticas globais.

O memorando foi assinado na sede da Fundação pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, pelo diretor de programas horizontais e instrumentais do CNPq, José Roberto Drugowich de Felicio, pelo presidente da FAPESP, Celso Lafer, e pelo seu diretor científico, Carlos Henrique de Brito Cruz.

De acordo com Rezende, o foco nos dois temas estratégicos é coerente com as determinações do Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação, anunciado pelo governo federal no fim do ano passado e que estabelece programas e ações para nortear as diretrizes dos órgãos responsáveis pela política nacional de ciência e tecnologia até 2010.

“O plano tem quatro prioridades e, em uma delas, que é voltada para pesquisa e desenvolvimento em áreas estratégicas, as áreas de bioenergia e mudanças climáticas globais têm importância muito grande”, disse o ministro.

Os outros três eixos prioritários são a expansão e consolidação do Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia, a inovação tecnológica nas empresas e a ciência e tecnologia para o desenvolvimento social.

Segundo Rezende, o governo federal quer criar programas nacionais nas áreas de bioenergia e mudanças climáticas globais e pretende aproveitar a contribuição paulista

“Em 2007, o MCT identificou que o Estado de São Paulo, que tem peso muito grande em todos os setores de pesquisa, destaca-se ainda mais nessas duas áreas específicas, nas quais a FAPESP estava trabalhando para ter programas estaduais mobilizadores. Por isso, nosso programa nacional terá uma parte importante no Estado, que será feita de maneira articulada com a FAPESP”, afirmou.

O ministro explicou que o protocolo totaliza R$ 70 milhões, sendo R$ 35 milhões da FAPESP e R$ 35 milhões do CNPq. O MCT e a FAPESP alocarão R$ 40 milhões em quatro anos para a execução do Pronex.

A FAPESP proverá metade do valor para financiamento de projetos selecionados e o CNPq proverá outros R$ 20 milhões para o pagamento de bolsas. Outros R$ 30 milhões são do convênio FAPESP-Pronex, firmado em 2003 entre FAPESP e CNPq.

De acordo com Lafer, as áreas atendidas pelo protocolo têm importância estratégica. “A bioenergia é fundamental para o país e para o Estado de São Paulo, ao passo que a preocupação com a mudança climática é sem dúvida nenhuma um dos grandes temas da agenda brasileira e da agenda internacional”, disse.

Lafer afirmou que a atenção especial aos dois temas terá o desenvolvimento científico como conseqüência. “Estamos convencidos de que, mediante os recursos que disponibilizaremos em conjunto, poderemos avançar no conhecimento nessas áreas e na sua aplicação prática”, disse.

Gerar conhecimento relevante
Segundo Brito Cruz, o memorando sinaliza um compromisso objetivo da FAPESP, do MCT e do CNPq para o financiamento de pesquisas nas duas áreas de pesquisa, por meio de recursos para custeio e para bolsas de estudo. “O objetivo desse esforço é a criação de conhecimento relevante e de impacto mundial na área de bioenergia e na área de mudanças climáticas globais”, destacou.

O diretor científico destacou que o protocolo conduzirá à articulação de projetos do MCT com dois programas organizados pela FAPESP – um sobre pesquisas em bioenergia e outro sobre mudanças climáticas globais – que ainda serão anunciados.

“O MCT organizou uma rede nacional de pesquisas sobre mudanças climáticas globais, que vai trabalhar de forma articulada com o programa da FAPESP e, eventualmente, com programas que outras instituições do país venham a desenvolver. Ao mesmo tempo, vamos discutir como a FAPESP poderá contribuir com o Centro de Pesquisas sobre Bioenergia que o MCT está organizando”, disse.

Segundo Rezende, o protocolo de intenções estimulará a mobilização nas duas áreas, a fim de que haja recursos para a infra-estrutura dos centros de pesquisa envolvidos, formação de recursos humanos e manutenção de pesquisadores

O ministro afirmou que o próximo passo será a assinatura de um convênio mais específico entre FAPESP e CNPq, a ser firmado na próxima semana. “Com isso, o CNPq poderá repassar recursos à FAPESP, que por sua vez os empregará, somados aos seus recursos para bolsas, na formação de recursos humanos e fixação de pessoal”, disse.

Outros instrumentos serão utilizados para os investimentos em infra-estrutura, segundo o ministro, com participação da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). “A Finep tem articulação com a FAPESP em outros programas, de modo que esse é apenas mais um capítulo de uma história que vamos desenvolver ao longo dos próximos três anos, de maneira totalmente articulada”, apontou.

Rezende afirmou que, como o protocolo envolve investimento em recursos humanos, os valores serão provenientes do orçamento já aprovado do CNPq.

“A previsão é de que tenhamos recursos para quatro anos. Portanto, teremos três anos no nosso mandato e estamos assumindo um compromisso para o ano de 2011 – no mandato seguinte. Mas não temos dúvida de que não haverá dificuldades, uma vez que o CNPq tem uma estabilidade institucional muito grande”, disse.

Fonte: Fábio de Castro / Agência Fapesp

20th EMC Zurich Symposium on electromagnetic compatibility

The 20th EMC Zurich Symposium on electromagnetic compatibility will take place 12 - 16 January 2009 and it will be held at the ETH Zurich, Switzerland.

The deadline for proposals for Workshops, Tutorials and the Topical Forum is approaching fast! See the Call for Papers for further information.

The Call for Papers can be downloaded from our website:
http://www.emc-zurich.ch/emc09/call_papers.html

Important dates (deadlines) should be kept in mind:

• Proposals for Tutorials, Workshops and the Topical Forum: 25 April 2008
• Submission of regular conference papers: 4 July 2008
• Our notification of acceptance: 8 August 2008
• Final paper submission (PDF format): 10 October 2008

For more information, please see our website:
http://www.emc-zurich.ch/

With best regards,

Prof. Dr. Ruediger Vahldieck
Symposium President and General Chairman
ETH Zurich Switzerland

Unicamp lança edital para contratação de professor na área de engenharia

A Faculdade de Engenharia Mecânica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) lançou edital para a contratação de um professor de materiais e processos de fabricação. As inscrições vão até o dia 2 de maio.

O processo de seleção tem o objetivo de preencher uma vaga de professor doutor, nível MS-3, em regime de tempo parcial, na parte especial do quadro docente da Unicamp, pelo prazo de três anos.

O candidato aprovado atuará na área de materiais e processos de fabricação, que compreende as disciplinas de processamento de polímeros, materiais compósitos, fenômenos de transporte e instrumentação. O candidato aprovado deverá atuar nos programas de pós-graduação da Unidade, a critério das respectivas coordenações.

As inscrições deverão ser feitas das 9 às 12 horas e das 14 às 16 horas, na Secretaria do Departamento de Engenharia de Materiais da Faculdade de Engenharia Mecânica, situada na Cidade Universitária Zeferino Vaz, em Barão Geraldo.

Os candidatos, portadores de título de doutor com validade nacional, devem apresentar plano de trabalho, memorial descritivo contendo as atividades realizadas, curriculum vitae, entre outros documentos. O perfil desejável inclui atuação como engenheiro mecânico, engenheiro químico ou engenheiro de materiais com doutorado preferencialmente na área de materiais poliméricos.

Além de uma prova específica eliminatória, o processo seletivo inclui prova de títulos, prova didática e prova de argüição.

Mais informações: www.sg.unicamp.br/ .

Fonte: Agência Fapesp

Indicadores Ecológicos do Padrão de Certificação FSC para o Manejo Florestal na Amazônia Brasileira

Como parte da revisão das diretrizes nacionais de certificação do manejo florestal na Amazônia brasileira, o FSC Brasil disponibilizará para consulta pública os resultados da oficina realizada no mês de março em Belém (oficina de discussão dos indicadores ecológicos/ambientais).

A consulta estará aberta aos grupos de interesse em manejo florestal de todo o Brasil e as considerações serão aceitas entre 15 de abril e 16 de maio. A partir do próximo dia 15 as informações sobre o processo de revisão e os indicadores para consulta pública, estarão disponíveis no site do FSC Brasil, na seção "Padrões". Mais detalhes com Bruno Martinelli no e-mail (Informativo FSC Brasil).

Fonte: Sbef News

Divulgados os principais resultados do projeto Avaliação de Programas da Fapesp

Os principais resultados do projeto Avaliação de Programas da FAPESP, que tem o objetivo de produzir e mensurar indicadores de quatro programas da Fundação, foram apresentados nesta quarta-feira (16/4), em São Paulo.

O projeto é desenvolvido pelo Grupo de Estudos sobre Organização da Pesquisa e da Inovação (Geopi), vinculado ao Departamento de Política Científica e Tecnológica (DPCT) do Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a partir de uma iniciativa do Conselho Técnico-Administrativo da FAPESP.

Os indicadores foram coletados por meio de questionários que, divididos em diferentes áreas temáticas, foram respondidos por responsáveis pelos projetos de pesquisa vinculados a quatro programas: Pesquisa Inovativa na Pequena e Micro Empresa (PIPE), Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE), Programa de Pesquisa em Políticas Públicas e Apoio a Jovens Pesquisadores.

As perguntas foram elaboradas após consultas a fontes primárias, isto é, aos próprios indivíduos que executaram os projetos, e a fontes secundárias coletadas nos bancos de dados da fundação, além de entrevistas presenciais e análise de outros indicadores de ciência, tecnologia e inovação.

Todos os projetos de pesquisa analisados foram encerrados até 2006. “É sempre um desafio avaliar ciência e tecnologia, uma vez que estamos muitas vezes falando de elementos intangíveis relacionados com a produção, transferência e incorporação do conhecimento gerado à sociedade na forma de inovação”, disse Sergio Salles Filho, professor do DPCT e coordenador do projeto.

“Por isso, o estudo apresenta não só os principais resultados de cada programa como também seus impactos, ou seja, os efeitos que esses resultados têm em diversas dimensões, entre elas econômica, social, industrial e de capacitação de recursos humanos”, afirmou.

De acordo com Salles Filho, o projeto Avaliação de Programas da FAPESP também tem o objetivo de produzir um protocolo metodológico comum para a constante avaliação dos programas. “O relatório final do projeto com todos os resultados será entregue no dia 30 de abril à Fundação. Em seguida, deveremos prosseguir com os trabalhos em duas vertentes”, disse.

“A primeira é aprimorar a metodologia de coleta dos dados utilizada e encontrar uma forma de torná-la rotineira dentro da FAPESP, de modo a sistematizar o processo de avaliação de todos os programas. A segunda é iniciar, em breve, esse mesmo tipo de estudo que agora está sendo concluído com os outros grandes programas da Fundação”, acrescentou.

PIPE
O primeiro programa a ter seus resultados divulgados foi o Pesquisa Inovativa na Pequena e Micro Empresa (PIPE), lançado em 1997 para apoiar o desenvolvimento de pesquisas inovadoras sobre problemas em ciência e tecnologia, a serem executadas em empresas que tenham alto potencial de retorno comercial ou social.

Foram avaliados 214 projetos que receberam, de 1997 a 2006, R$ 52,9 milhões, média de R$ 247 mil por empresa. Todas as empresas pesquisadas eram nacionais e tinham cerca de seis anos de existência.

“Um dos indicadores que mais chamaram a atenção foi o baixo índice de mortalidade dessas empresas, que é de 8%, enquanto o índice médio de mortalidade das empresas de base tecnológica do Brasil fica em torno de 70%. O faturamento médio dessas empresas do PIPE, que foi crescente nos anos analisados, é de R$ 480 mil”, apontou Salles Filho.

Segundo ele, aproximadamente 60% dos projetos apoiados pelo PIPE geraram inovações tecnológicas, de acordo com os relatos dos responsáveis pelas pesquisas. “Isso representou 111 inovações, sendo 59 consideradas novidades no país e 17 novidades em âmbito global”, disse.

“Essas inovações se referem fundamentalmente à área de produto, seguida por software e processo, o que revela serem inovações de base tecnológica, seguindo, assim, a proposta inicial do PIPE”, afirmou.

Os indicadores específicos sobre as taxas de inovação das empresas do PIPE foram elaborados seguindo os critérios da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da Pesquisa Industrial de Inovação Tecnológica (Pintec) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento mostra ainda que apenas 39 projetos financiados pelo PIPE no período geraram 77 diferentes direitos de propriedade intelectual, que incluem desde patentes e registros de marcas a direitos autorais e desenho industrial.

“Ao todo, foram 31 patentes, sendo que um quinto delas foi licenciado e explorado comercialmente. Outro dado importante é que, apesar de não ser uma exigência da FAPESP, e sim uma recomendação, mais da metade dos projetos das empresas apoiadas foi desenvolvida em cooperação com as universidades”, apontou.

PITE
Para o programa Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE), lançado em 1995 com o objetivo de financiar estudos em instituições acadêmicas ou de pesquisa, desenvolvidos em cooperação e com co-financiamento de empresas localizadas no Brasil ou no exterior, foram avaliados 65 projetos concluídos até 2006.

A FAPESP investiu R$ 43,1 milhões nesses projetos, o que significa uma média de R$ 525 mil para cada um. Com a contrapartida das empresas, o valor total investido por pesquisa sobe para aproximadamente R$ 1,1 milhão. Cerca de 70% dos projetos apoiados pelo PITE tiveram origem nas universidades.

“As empresas do PITE, em geral, têm esforços próprios de pesquisa e desenvolvimento”, disse Salles Filho. Os entrevistados responsáveis por 57 projetos relataram a obtenção de 146 resultados advindos do PITE, que também vão do simples avanço do conhecimento científico até a geração de novos produtos, processos ou serviços.

Além disso, apenas 26 projetos geraram 52 inovações tecnológicas, sendo 29 em âmbito nacional. “Cerca de 60% dos projetos PITE não geraram inovação e, por isso, devemos investigar melhor as razões para o não aparecimento de mais atividades dessa natureza”, observou.

De maneira geral, segundo mostrou o professor do DPCT, 30% dos projetos do PITE geraram inovações em produtos e processos de âmbito nacional e mundial e 10% resultaram em inovações consideradas “menores”, no âmbito da própria empresa, sendo a maioria para a resolução de problemas tecnológicos internos.

Ainda de acordo com o levantamento, 60% dos projetos desenvolveram tecnologias e novo conhecimento sem aplicação imediata. “Isso mostra que o PITE, muito mais do que um programa de inovação, é voltado às parcerias que geram desenvolvimento tecnológico a longo prazo”, apontou.

O levantamento destacou ainda que apenas 11 projetos PITE foram responsáveis por 62% do total de publicações, que se concentraram em sua maioria em anais de congressos nacionais e internacionais.

“Outro ponto é que, ao contrário do PIPE, que tem um impacto bastante expressivo em termos de geração de emprego, as equipes de pesquisa tendem a se reduzir no final dos projetos apoiados pelo PITE devido à saída de bolsistas e profissionais contratados temporariamente”, disse Salles Filho.

Políticas Públicas
No Programa de Pesquisa em Políticas Públicas da FAPESP, que desde 1998 financia pesquisas voltadas ao atendimento de demandas sociais e busca a aproximação do sistema de ciência e tecnologia paulista com a sociedade, foram analisados 75 projetos de 1999 a 2006, o que representou 85% dos concluídos no período. A FAPESP investiu R$ 10,2 milhões, uma média de R$ 137 mil por trabalho.

De todos os resultados do programa, um dos que mais chamaram a atenção foi a criação de uma cultura de inovação nas organizações executoras de políticas públicas. “Dos 75 projetos, 54 chegaram a ter resultados e 39 inovações foram geradas. Cerca de 58% dos projetos relataram que esses resultados foram adotados pelas instituições parceiras”, disse Salles Filho.

Dos 180 resultados obtidos pelos 54 projetos, foram relatadas 89 inovações tecnológicas. Entre as áreas que mais tiveram aplicações dos resultados dos projetos apoiados pelo programa estão subsídios para política pública, base de dados, software e modelo organizacional ou gerencial.

Foram geradas ainda 3,8 dissertações de mestrado e 2,2 teses de doutorado por projeto do programa. “Mais de 80% dos projetos desenvolveram algum tipo de capacitação, sendo a maior parte para representantes das instituições parceiras que formularam e executaram políticas, o que contribuiu para a transferência mútua de conhecimentos”, disse Salles Filho.

“Sem contar que 89% dos resultados dos projetos foram implementados como políticas públicas pelas instituições parceiras. Em contrapartida, as inovações em políticas públicas, em geral, não geram direitos de propriedade intelectual”, explicou.

Jovem Pesquisador
Lançado em 1995 para criar oportunidade de trabalho para pesquisadores ou grupo de pesquisadores de grande potencial, de preferência em centros emergentes, o programa de Apoio a Jovens Pesquisadores teve avaliados pelo estudo feito pelo Geopi 340 projetos, ou 86% das pesquisas finalizadas de 1996 a 2007. A FAPESP investiu R$ 64,6 milhões na amostra, sendo R$ 190 mil por projeto.

O levantamento, segundo Salles Filho, foi importante para traçar o perfil dos jovens pesquisad P: são profissionais integrados ao sistema nacional de ciência e tecnologia e com idade média de 42 anos.

“Eles podem ser um professor universitário contratado pela USP ou pela Unicamp, por exemplo, uma vez que 72% desses profissionais têm pós-doutorado, o que comprova a experiência em pesquisa dos indivíduos apoiados pela FAPESP”, disse.

Cerca de 26% estavam contratados pela instituição durante o auxílio, sendo que 42% foram contratados pela instituição acolhedora durante ou após o auxílio e 19% foram admitidos por outras instituições de ensino superior. No total, 87% dos indivíduos estavam contratados no período em que o levantamento do DPCT foi realizado.

Além disso, aproximadamente 70% dos jovens pesquisadores criaram ou impulsionaram outros grupos de pesquisa no Estado de São Paulo, sendo que 71% dos grupos criados pertenciam às áreas de ciências exatas, da terra, biológicas e engenharias. A produtividade média dos jovens pesquisadores avaliados, mensurada pelos números de publicações em periódicos científicos, também cresceu consideravelmente depois do recebimento do auxílio da FAPESP.

Ao todo, 264 projetos geraram 469 resultados, sendo que, desses, 63 deram origem a inovações tecnológicas. A maioria dos resultados relatados também está relacionada ao avanço do conhecimento científico e obtenção de novos produtos, processos e serviços. Foi relatada ainda pelos dirigentes dos projetos a geração de 104 inovações, em uso ou em comercialização, além de terem sido registrados 36 direitos de propriedade intelectual, sendo 35 patentes.

“O Jovem Pesquisador é um programa eclético por escolher pesquisadores com e sem vínculo empregatício e com produção científica muito variada, além de promover a consolidação da atividade de pesquisa da instituição acolhedora. Entre as principais vantagens desse programa estão a fixação e a nucleação de novos grupos de pesquisa nos lugares por onde esses jovens pesquisadores passaram”, disse Sergio Salles Filho.

Fonte: Thiago Romero /Agência Fapesp

1º Dia de Campo de Milho

O 1º Dia de Campo de Milho, promovido pelo Grupo de Estudo e Pesquisa em Agricultura do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), será realizado no dia 26 de abril, em Araras (SP).

O evento reunirá produtores e especialistas das áreas rurais com o objetivo de discutir as novas tecnologias utilizadas na cultura do milho. Haverá apresentação de novos híbridos, adubação e herbicidas. O engenheiro agrônomo Fernando Rodrigues Alves Martins, da empresa AgroExata, apresentará palestra sobre agricultura de precisão.

A programação incluirá ainda uma conferência sobre manejo fisiológico do milho para alta produção, apresentada pelo professor Antonio Luiz Fancelli, do Departamento de Produção Vegetal da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo.

O evento é direcionado a técnicos e produtores rurais, engenheiros agrônomos, estudantes e demais interessados na área. O CCA, no campus de Araras da UFSCar, fica no quilômetro 174 da rodovia Anhangüera.

Mais informações: www.agrodon.com.br ou (19) 3543-2612.

Fonte: Agência Fapesp

Fronteiras da Medicina apresenta a palestra: Decifrando o genoma e suas implicações na gênese e tratamento de doenças

A Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e os Laboratórios de Investigação Médica do Hospital das Clínicas da FMUSP promoverão, a partir deste mês, a série de conferências internacionais Fronteiras da Medicina.

O primeiro ciclo da série trará seis palestrantes de destaque no meio científico, para abordar as inovações na área da saúde, no desenvolvimento de novos tratamentos e em procedimentos diagnósticos e cirúrgicos. As palestras são abertas ao público, com inscrição no próprio dia e local do evento.

“Decifrando o genoma e suas implicações na gênese e tratamento de doenças” será o tema apresentado por Marcelo Nóbrega, do Departamento de Genética Humana da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos. A palestra será realizada nesta terça-feira (17/4), das 12h às 13h30, no Teatro da FMUSP.

A série Fronteiras da Medicina objetiva promover a integração de diferentes grupos de pesquisa da FMUSP e de outras universidades no Brasil e exterior. Pretende ainda, a partir dessa integração, ampliar a participação institucional e dos pesquisadores da faculdade no cenário nacional e internacional e fomentar a criação de grupos cooperativos e o desenvolvimento de protocolos de pesquisa que foquem, prioritariamente, as políticas públicas de saúde.

A Faculdade de Medicina da USP fica na av. Dr. Arnaldo, 455, na capital paulista.

Mais informações: Laboratório de Genética e Cardiologia Molecular do Instituto do Coração – (11) 3069-5579 ou pelo e-mail .

Fonte: Agência Fapesp