quarta-feira, 16 de abril de 2008

Remédio único contra aids só será distribuído em 2009

O remédio único contra a aids que está sendo fabricado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) não deve chegar aos pacientes brasileiros antes do próximo ano. A informação é da coordenadora de Assuntos Institucionais de Farmanguinhos/Fiocruz, Lícia de Oliveira. Ela participou nessa terça-feira (15) do Congresso da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) sobre DST-Aids, que vai até amanhã (17) no Rio.

“A equipe acreditava em um desenvolvimento mais rápido, mas alguns requisitos não previstos ocorreram e houve necessidade de algumas modificações e novos testes para que o produto ficasse mais próximo dos genéricos.”

Segundo ela, ainda que a Fiocruz garanta a produção do medicamento para o final deste ano, ainda faltaria a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que pode levar meses. A vantagem do medicamento – que possui os princípios ativos zidovudina, nevirapina e lamivudina – é diminuir o número de remédios tomados pelos pacientes, contribuindo para a adesão ao tratamento.

Em muitos casos, é necessária a ingestão de até 60 comprimidos por dia, como parte do coquetel antiaids, o que desestimula os doentes a prosseguirem com a terapia. Com o novo medicamento, usado para pacientes infectados há pouco tempo e que não apresentam complicações maiores da doença, serão apenas duas doses: uma de manhã e outra à noite.

A Fiocruz investiu até agora R$ 1,5 milhão no desenvolvimento da pílula única. O custo do tratamento por paciente, com o coquetel antiaids, é de US$ 1,7 mil ao ano, totalmente bancado pelo governo brasileiro.

Outra iniciativa da Fiocruz é repassar assessoria tecnológica para a construção de uma fábrica de medicamentos em Moçambique. Segundo Lícia de Oliveira, que é coordenadora de Farmanguinhos para a África, a fundação vai promover, em junho, a capacitação de 25 moçambicanos, que ficarão cerca de um mês no Brasil. Eles receberão treinamento para operar uma linha de embalagem de medicamentos, que deve começar a funcionar ainda este ano, aocusto de US$ 200 mil.

No primeiro estágio, a Fiocruz vai entregar os remédios em grandes quantidades para serem embalados. Posteriormente, o projeto prevê a produção de medicamentos pelos próprios moçambicanos.

De acordo com a médica Rolanda Carmem Manuel, do Hospital de Maputo, 16% da população de Moçambique é portadora do vírus da aids, o que corresponde a 1,6 milhão de pessoas. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, 0,6% da população foi infectada pelo HIV, o que significa quase 650 mil pessoas.

Vladimir Platonow / Agência Brasil

UERJ inicia pesquisa de biofiltração de efluentes gasosos

O campus da Universidade do Estado do Rio de Janeiro em Resende coloca em andamento mais uma importante pesquisa ambiental no novo laboratório de Biotecnologia Ambiental. De acordo com a professora Denise Godoy, a primeira pesquisa desenvolvida no novo laboratório será a “Biofiltração de efluentes gasosos”.

Uma das coordenadoras da pesquisa, a professora explica que o objetivo é desenvolver um protótipo de reator que vai filtrar efluentes gasosos oriundos de processos industriais. Em outras palavras, trata-se de criar um sistema que vai permitir estudar a despoluição do ar a partir de suportes naturais orgânicos. Exemplos de material que podem ser utilizado para a pesquisa é o bagaço da cana de açúcar ou resíduos de madeira. Escolhido o suporte – ainda em fase de definição - ele gerará microorganismos desenvolvidos naturalmente e em seguida tais microorganismos vão servir como degradantes naturais de substâncias poluentes. Ou seja, purificam o ar através de reações químicas. Para otimizar a pesquisa, que será concluída até o final de 2008 - serão definidos ao menos dois suportes naturais.

Conhecida como biotecnologia cinzenta, a partir das novas definições das biotecnologias por cores - na qual a cinzenta se refere ao meio ambiente - o projeto é essencial para que a Universidade entenda os processos de reaproveitamento de resíduos.

O novo laboratório será também utilizado para as aulas práticas dos alunos nas disciplinas de Microbiologia Industrial e Processos Bioquímicos, que até o momento são realizadas no Laboratório de Química. Fazem parte da pesquisa 5 professores do Departamento de Química Ambiental: Denise Godoy, Alexandre R. Torres e Jacques F. Dias( engenheiros químicos) e Sérgio Machado e Elaine F. Torres (químicos), além de dois alunos do curso de Engenharia de Produção com ênfase em química.

Fonte: Mônica Sousa / UERJ

UFRJ coordena no Brasil pesquisa sobre a eficácia de 2 medicamentos no combate ao câncer de mama.

O Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é o centro coordenador no Brasil de uma pesquisa, conduzida mundialmente pela Universidade Harvard, nos Estados Unidos, que investiga, em seres humanos, a eficácia de dois medicamentos inovadores para o combate ao câncer de mama.

Os medicamentos são capazes de inibir um gene específico, o HER2, que torna os tumores mais agressivos. A pesquisa acompanha mulheres que sofreram cirurgias para a retirada de tumores da mama e introduz um novo conceito para o tratamento da doença no Brasil.

Trata-se de uma área relativamente nova na oncologia, a terapia de alvo molecular, em que os remédios só agem em um foco específico, aumentando a eficácia do tratamento e diminuindo os efeitos colaterais. A quimioterapia, ao contrário, age nas células como um todo e, por conta disso, provoca danos como a redução de glóbulos brancos ou a queda de cabelo.

Os dois medicamentos avaliados no HUCFF com mulheres portadoras da doença são o Lapatinibe e o Trastuzumabe. Os trabalhos estão sendo desenvolvidos por meio de um consórcio que envolve 30 países e, no Brasil, é conduzido pelo Núcleo de Pesquisa em Câncer da UFRJ.

Segundo o coordenador do projeto no país, o professor Eduardo Côrtes, da Faculdade de Medicina da UFRJ, esses dois fármacos atuam diretamente contra o HER2, oncogene presente em cerca de 25% dos tumores de mama que, além de estimular a célula cancerígena a crescer, aumenta sua capacidade de invadir outros órgãos no organismo.

“É a primeira vez que esses medicamentos estão sendo testados em seres humanos no Brasil. As terapias de alvo molecular para o câncer de mama são realizadas exclusivamente contra o HER2, que é o único oncogene de mama conhecido na literatura com capacidade de piorar o prognóstico das mulheres e contra o qual existem inibidores. A comunidade científica mundial ainda não conhece todos os genes que causam a rápida proliferação dos tumores”, disse Côrtes.

Inibidores em análise
As cerca de 40 mulheres avaliadas atualmente no Núcleo de Pesquisa em Câncer do HUCFF, segundo Côrtes, são resistentes a outros medicamentos disponíveis no mercado e considerados eficazes no combate ao câncer de mama. Ao todo, somando as pacientes de outros países, são 3 mil mulheres em análise.

“Estamos, nesse momento, estudando a toxicidade, a dose ideal, a ação contra a doença e a resposta imune dos pacientes aos medicamentos inibidores do HER2, de modo a estudar sua eficácia, em diferentes fases de evolução da doença, ao compará-los com os outros tipos de remédios disponíveis no mercado. Os resultados devem ser divulgados em aproximadamente um ano”, afirmou.

Segundo ele, no entanto, já se sabe que esses dois inibidores devem ser tomados pelas mulheres depois das cirurgias, uma vez que, nesse estágio, um número significativo delas ainda têm pelo corpo micrometástases, ou pequenos tumores.

“O uso desses inibidores após a cirurgia pode reduzir em até 40% o aparecimento das metástases, o que representaria um aumento significativo do índice de cura do câncer de mama. Por outro lado, se uma paciente que tem o oncogene HER2 não tomar esses medicamentos, ela terá uma chance muito maior de aparecerem novas metástases em poucos anos”, disse Côrtes.

“Nossos experimentos já mostraram que esses dois inibidores, por sua vez, que são ingeridos de forma oral, são capazes de destruir as células cancerígenas com mais eficiência do que a quimioterapia, principalmente em mulheres com a doença em estágio mais agressivo”, destacou.

Também sabe-se, explica, que o Lapatinibe funciona com eficiência em mulheres com câncer de mama em estágio avançado e que não respondem a outros medicamentos.

“Ao que tudo indica, ele também será eficiente em tratamentos adjuvantes, ou seja, aumentará o índice de cura após o processo operatório, quando é preciso erradicar os microtumores que restaram no organismo. Com isso, teremos grandes chances de reduzir ou até mesmo de substituir a quimioterapia em procedimentos pós-operatórios”, disse o professor da UFRJ.

Segundo Côrtes, mulheres de todo o país com câncer de mama, interessadas em participar dos estudos e em ter acesso gratuito ao tratamento com os medicamentos inibidores do HER2, podem entrar em contato com a equipe do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho da UFRJ.

Mais informações pelo e-mail ou (21) 2562-2561.

Fonte: Thiago Romero /Agência Fapesp

Substituição de floresta por pastagem ou plantação de soja reduz chuva na Amazônia

Estudos brasileiros apontam que precipitação pode ser até 47% menor em área devastada, de acordo com a região. Os produtores que partem para a Amazônia atrás de boas condições ambientais para o plantio da soja ou a criação de gado podem, de fato, plantar a insustentabilidade do negócio. Dois estudos brasileiros mostram que a substituição da floresta por soja ou pastagem reduz a chuva na Amazônia Oriental, no norte de Mato Grosso e em Rondônia - a soja mais do que a pastagem.

A plantação de soja onde antes existia floresta diminui em 47,4% a precipitação na Amazônia Oriental e de 42% em áreas de pasto. Isso na temporada de seca, que ainda fica mais longa, segundo a pesquisa liderada por Gilvan Sampaio, do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/Inpe),

Em Mato Grosso e Rondônia, há 11,2% menos chuva onde hoje estão campos de soja e 1,1% onde há pastagem, segundo o trabalho liderado por Marcos Costa, da Universidade Federal de Viçosa. ‘Se há uma redução de 20% na estação de chuvosa, tudo bem. Mas em Rondônia e norte de Mato Grosso, que são mais suscetíveis à seca, a estação fica mais longa’, diz Costa.

O impacto da soja no clima regional é mais grave porque, entre uma safra e outra, o produtor amazônico deixa o solo quase todo exposto. Ele absorve mais radiação solar, o que deixa a atmosfera mais quente. Os grupos publicaram seus artigos em 2007 na revista especializada Geophysical Research Letters.

DESEQUILÍBRIO
‘Quando há menos chuva na seca e o índice não sobe no período chuvoso, então há uma demora maior para os recursos hídricos se recuperarem’, explica Sampaio. Seus estudos indicam que, se hipoteticamente toda a floresta fosse derrubada para dar espaço à soja, haveria menos 24% de chuva na Amazônia; no caso da pastagem, o índice seria de 16% a menos.

Os dois grupos concordam em um dado preocupante: o desmatamento superior a 40% traz mudanças climáticas no mínimo muito difíceis de serem revertidas. O pesquisador do CPTEC vai mais longe: entre 40% e 50% de derrubada na Amazônia faria com que a região buscasse um novo equilíbrio, com uma outra vegetação e clima.

Atualmente o índice de derrubada da Amazônia gira entre 17% e 18% (falando apenas sobre a limpeza do terreno, chamado corte raso, sem contar aquele corte seletivo feito por madeireiros). Porém, nas partes mais exploradas, no Arco do Desmatamento - onde ficam as regiões analisadas -, a derrubada é mais expressiva.

CONSEQÜÊNCIAS
Outro ponto em comum entre eles é a percepção de que o impacto não é apenas regional mas nacional e global. Com o desmatamento de 40%, o pesquisador do CPTEC projeta alterações nos padrões de vento, temperatura e umidade, na ordem de 15% a 20%, em parte da Europa e da América do Norte.

Outro efeito é o deslocamento das chuvas, o que acontece à medida que a temperatura sobe nas áreas com menos floresta. ‘A Amazônia é o principal centro convectivo do planeta, ou seja, é a maior fonte de energia e umidade’, diz Costa. ‘Se há modificações nessa região tropical, a tendência é que a chuva aumente ao redor.’

A Amazônia Ocidental, mais a noroeste, seria uma dessas áreas, assim como o Centro-Oeste. Sampaio afirma que, em compensação, outras regiões podem ficar mais secas, como o Nordeste e o norte da Bacia do Prata. Outros países, na latitude 30°, também podem sofrer alterações climáticas.

Sampaio também projeta que, a partir de um desmatamento de 50% da Amazônia, até o fenômeno El Niño, com conseqüências no clima de boa parte da Terra, pode mudar.

Os dois pesquisadores conversam atualmente para buscar respostas a perguntas comuns. A temporada seca mais longa afetará as áreas protegidas? A floresta consegue se regenerar sob qualquer hipótese ou, a partir de 40% de desmatamento, como defende Sampaio, não existe essa possibilidade?

Uma das principais questões é o papel das queimadas. Outra é a interação desses efeitos do desmatamento e o agravamento do aquecimento global. ‘É a pergunta de US$ 1 bilhão’, brinca Costa. (Por Cristina Amorim, do O Estado de S.Paulo, 10/04/2008)

Fonte: Ecodebate

Faltam médicos no país, aponta pesquisa da FGV

Faltam médicos no país. A conclusão é de um estudo divulgado ontem (15) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Pelos dados da pesquisa, referentes a 2005, naquele ano havia um médico para 595 habitantes no país.

Responsável pelo levantamento, o economista Marcelo Neri, no entanto, acha que o número não está tão distante do que se considera ideal (cerca de 300 habitantes por médico), pelo menos na comparação com outros países. Para ele, o problema mais grave é que esses profissionais estão mal distribuídos pelo país.

A situação mais grave é observada no Rio de Janeiro, que tem o município com menor número de habitantes por médico (Niterói, com 93,55 habitantes por médico) e o que ocupa a base do ranking (Belford Roxo, com 6.878,54 habitantes por médico), entre as cidades com mais de 250 mil habitantes.

O indicador de Niterói é melhor até que o de Cuba, que lidera o ranking mundial, com 169 habitantes por médico, destacou Neri. A Nigéria, com 50.000 habitantes por médico, ocupa a pior colocação entre os países.

"Todos os indicadores da pesquisa revelam que o Brasil tem uma quantidade de médicos aquém do que seria recomendado. Essa categoria profissional é a que apresenta a maior taxa de ocupação, de 90%, a maior média salarial, que é de R$ 6.270, e a maior jornada de trabalho, com 50 horas semanais”, disse o economista.

Ele citou países como a Itália e a França, que têm 300 habitantes por médico, e afirmou que o Brasil não está muito longe desse ideal. “O principal problema é a locação espacial – há muitos médicos onde a necessidade é menor e faltam médicos em áreas mais pobres, rurais e distantes", explicou.

Entre os estados brasileiros, o líder é o Distrito Federal, com 292 habitantes por médico, seguido pelo Rio de Janeiro (299 por um) e São Paulo (448 por um). No outro extremo, aparecem o Maranhão, na pior colocação, com 1.786 habitantes por médico; o Pará, com 1.351, e o Piauí, com 1.282 habitantes por médico.

Como medidas para ajudar a minimizar essas disparidades, Neri defende iniciativas dos governos para garantir melhor distribuição espacial, ainda que seja em momentos de emergência. "Iniciativas como a criação da Força Nacional de Saúde são bem-vindas, para realocar médicos, como no caso da epidemia de dengue no Rio”, disse o economista.

Segundo ele, outra boa medida é incentivar médicos egressos de universidades federais para que trabalhem durante algum tempo em áreas remotas, onde são mais necessários.

Fonte: Thaís Leitão /Agência Brasil

Buracos negros: rompendo os limites da ficção

Embora ainda sejam fonte de muitos mistérios para os físicos teóricos, os buracos negros são bastante populares. O livro Buracos negros: rompendo os limites da ficção, dos físicos George Matsas e Daniel Vanzella, acaba de ser lançado com o objetivo de fornecer ao grande público informações acessíveis e cientificamente rigorosas a respeito desses objetos astrofísicos.

Na obra, Matsas, que é professor do Instituto de Física Teórica da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em São Paulo, e Vanzella, que é professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos (SP), procuraram associar concisão, clareza e precisão.

“O livro faz parte da coleção Ciência no Bolso, voltada para divulgação científica. Nossa intenção foi tratar do tema com a devida precisão, com a máxima clareza e de forma concisa, por ser a coleção voltada para o grande público”, disse Matsas.

Como o livro é voltado para o público não especializado, a principal preocupação consistiu em delimitar claramente o que é conhecido pela ciência sobre o tema. “O público ouve falar muito sobre buracos negros, mas não sabe separar a ciência sólida da especulação. Procuramos fazer essa distinção”, afirmou.

A primeira metade da obra prepara o leitor para entender a gênese e os conceitos básicos envolvidos com os buracos negros. “Fazemos uma viagem por toda a ciência básica, passando pelos gregos, Galileu, Newton e Maxwell, até chegar à relatividade geral e uma de suas conseqüências mais diretas e revolucionárias, que é a descoberta do buraco negro”, disse Matsas.

Na segunda metade, os autores se dedicam a explicar como se formam, onde estão e quais são as características desses objetos. “Também discutimos como os buracos negros poderão ajudar a avançar em um dos grandes problemas da física moderna, que é a gravitação quântica – que compatibilizaria a teoria da gravitação à mecânica quântica”, explicou.

Segundo o professor da Unesp, embora os buracos negros sejam considerados entidades exóticas, eles ganharam junto ao público um status tão grande quanto outras estruturas da natureza, como os elétrons ou o DNA.

Concebido pelo físico alemão Karl Schwarzschild, em 1916, o conceito de buraco negro foi rejeitado por cientistas como Albert Einstein, de acordo com Matsas. Hoje, no entanto, eles são amplamente aceitos. “Em 1939, Einstein escreveu que os buracos negros não poderiam existir. Hoje, é impossível pensar em astrofísica sem eles”, disse.

Mais informações: www.vieiralent.com.br/buracos.htm

Fonte: Fábio de Castro /Agência Fapesp

INPE testa novos catalisadores nacionais para micropropulsores

O Laboratório Associado de Combustão e Propulsão do INPE testou com sucesso novos catalisadores nacionais para uso em sistemas micropropulsivos de satélites. Estes catalisadores contêm rutênio, irídio-rutênio e irídio suportados em alumina (Al2O3), para decomposição da hidrazina (N2H4), um combustível utilizado por foguetes e satélites. Os testes foram realizados durante sete semanas com um propulsor de 5 N fabricado pela empresa Fibraforte, em uma das câmaras de vácuo do Banco de Testes com Simulação de Altitudes (BTSA), na unidade do INPE em Cachoeira Paulista (SP).

O catalisador de irídio foi preparado por um novo método e apresentou desempenho similar ao do catalisador comercial S-405 (antigo Shell-405), produzido atualmente pelo Jet Propulsion Laboratory da NASA, nos Estados Unidos. Esse novo catalisador nacional foi testado por cerca de sete horas, incluindo tiros pulsados, com abertura de válvula de 20 a 500 milésimos de segundo a cada segundo, e tiros contínuos de até 2000 segundos, com partidas a quente e algumas partidas a frio.

Os catalisadores contendo rutênio e irídio-rutênio foram testados em condições similares às de operação de motores de apogeu, de controle de rolamento de foguetes e de sistemas de emersão emergencial de submarinos, ou seja, em missões de curta duração. Estes catalisadores foram testados por cerca de 75 minutos, em tiros contínuos e pulsados, tendo apresentado um excelente desempenho. Segundo os pesquisadores do INPE, o precursor do rutênio é cerca de seis vezes mais barato que o precursor do irídio, justificando-se assim o desenvolvimento de um catalisador nacional baseado neste elemento.

O projeto de desenvolvimento de novos catalisadores está sendo parcialmente financiado pela FAPESP através de Projeto Individual de Pesquisa coordenado pelo Dr. Turíbio Gomes Soares Neto. A alumina porosa utilizada como suporte foi desenvolvida no LCP/INPE pelos Drs. José Augusto Jorge Rodrigues e Marisa Aparecida Zacharias.

Fonte: Inpe

15 ºEncontro Nacional de Direitos Humanos na Ufes

O Espírito Santo sedia, entre os dias 18 a 21 deste mês, o XV Encontro Nacional de Direitos Humanos, que tem como tema “A radicalização da luta por direitos humanos”.
O evento tem como objetivo reunir a militância, propiciar intercâmbio de experiência, a unificação das lutas e avaliação das mais diversas ações implementadas em nível local, regional e nacional.

Durante o encontro serão identificados os principais desafios e serão definidas as diretrizes e estratégias para os próximos períodos.

Pela primeira vez o Estado será a sede deste evento.

A abertura será na próxima sexta-feira, 18, às 17h30, na Al deia Pau Brasil, em Aracruz, Norte do Estado, onde acontecerá um ato simbólico de solidariedade à luta pela terra e pelo cultivo diversificado do solo, dos povos indígenas e das comunidades tradicionais.

No sábado, 19, às 8h30, no auditório Manoel Vereza no CCJE/Ufes, acontece a abertura dos trabalhos.

Já nos dias 20 e 21, a programação será restrita aos delegados, que se reunirão no Calir, em Viana.

Fonte: Informa Ufes

1º Simpósio sobre Fitossanidade em Citros

De 30 de julho a 1º de agosto será realizado, na Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Jaboticabal (SP), a primeira edição do Simpósio sobre Fitossanidade em Citros.

O objetivo é ampliar e multiplicar conhecimentos sobre a fitossanidade dos citros, abordando as principais pragas, doenças e plantas daninhas tradicionais e atuais.

Estarão reunidos professores e pesquisadores universitários e profissionais do setor produtivo, que trarão importantes contribuições para o desenvolvimento do agronegócio dos citros.

A programação do evento será dividida em áreas temáticas como “Plantas daninhas”, “Doenças”, “Pragas”, “Tecnologia” e “Segurança na aplicação dos produtos fitossanitários”.

Mais informações: www.funep.com

Fonte: Agência Fapesp

Física para Todos promove a palestra "Os motores das células"

“Os motores das células” será o tema do próximo evento do ciclo Física para Todos, que ocorrerá no dia 10 de maio, em São Paulo. A palestra será conduzida pela professora Carla Goldman, do Instituto de Física (IF) da Universidade de São Paulo (USP).

O encontro, organizado pelo IF-USP e pela Estação Ciência, tem o objetivo de fazer o grande público entender o que são os “motores moleculares” e saber como uma pequena proteína possa funcionar como um motor e ser usado para outros fins, como na fabricação de vacinas, por exemplo.

Os encontros do ciclo são gratuitos, mensais e ocorrem sempre aos sábados, das 15h às 17h. Cada tema traz como convidado um professor universitário para a conversa com o público. A recomendação etária é para participantes a partir dos 14 anos.

Mais informações pelo e-mail

Fonte: Agência Fapesp