terça-feira, 15 de abril de 2008

A "distância psíquica” entre os países como fator limitante para a internacionalização de empresas de pequeno porte

A chamada “distância psíquica” entre os países é um dos principais fatores limitantes para o desafio da internacionalização de empresas de pequeno porte. Mas, de acordo com um novo estudo, o obstáculo pode ser agravado pela disseminação de uma visão simplista da idéia.

A pesquisa, realizada por John Child e Suzana Braga Rodrigues, da Universidade de Birmingham, na Inglaterra, foi apresentada nesta segunda-feira (14/4) durante o seminário Internacionalização de pequenas empresas: o papel da distância psíquica e da confiança, na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da Universidade de São Paulo (USP).

Recentemente, os dois lançaram juntos o livro Corporate Co-evolution. Child é catedrático da Escola de Negócios de Birmingham e Suzana é professora de Organização e Negócios Internacionais na mesma universidade, além de lecionar na Fundação Mineira de Educação e Cultura (FUMEC), em Belo Horizonte.

De acordo com Suzana, o estudo, realizado em 2006, consistiu em entrevistas com 37 executivos de 32 empresas britânicas de pequeno porte que têm negócios no Brasil. Houve entrevistas também com agências exportadoras.

“Foram reunidos dados quantitativos sobre a distância psíquica e seu impacto nos negócios em 12 dimensões, além de dados qualitativos sobre a visão dos executivos a respeito da relevância desses obstáculos”, disse Suzana.

Segundo ela, a pesquisa mostrou que a idéia de distância psíquica é mal-entendida pelos gestores das empresas, que tendem a reduzi-la ao aspecto cultural, desprezando dimensões como infra-estrutura, fatores institucionais e práticas locais de negócios.

“Concluímos que a distância psíquica é um conceito multidimensional, que compreende muitos outros fatores além do aspecto cultural. Mas o conceito foi popularizado e acabou se disseminando por meio de preconceitos. Essas concepções simplificadas geram estereótipos que prejudicam a interação entre os países”, explicou.

De acordo com Child, para compreender melhor os entraves à internacionalização de pequenas empresas, é preciso prestar mais atenção à maneira como os tomadores de decisão das empresas enxergam a distância psíquica.

“Suspeitávamos que a idéia de distância psíquica tinha pouco poder explicativo. Por isso, resolvemos interrogar os gestores para saber como esse conceito era tratado na prática. Descobrimos que, para que esse conceito seja útil na intepretação dos fenômenos, será preciso dar a ele outra abordagem teórica”, afirmou.

Segundo o pesquisador, os atores envolvidos no processo de internacionalização, com a experiência e a capacidade de lidar com os problemas que se apresentam, têm grande potencial para transformar a distância psíquica.

“Muitas vezes as diferenças entre os países representam não um obstáculo, mas uma oportunidade. O problema é que, às vezes, existe ignorância total sobre as competências presentes em outro país e a noção simplificada de distância psíquica acaba impedindo a interação”, disse.

De acordo com a pesquisa, as empresas entrevistadas lidam com a distância psíquica de três maneiras diferentes. Cerca de 50% delas tentam superar os problemas agindo em conjunto com parceiros brasileiros.

“Cerca de 15% transferem o problema exclusivamente para a parte brasileira, exigindo pagamentos adiantados, por exemplo. Outros 35% simplesmente desistem de lidar com as diferenças”, disse Child.

Segundo Suzana, a transmissão estereotipada da idéia de distância psíquica é ainda mais grave quando é feita por instituições como câmaras de comércio, embaixadas e consulados.

“Essas instituições fazem a mediação entre as empresas de cada um dos países, por isso têm o poder de multiplicar suas visões para outras firmas que têm a intenção de se internacionalizar. Elas transferem imagens que podem já não corresponder à realidade – ou porque os problemas foram superados ou porque não eram tão sérios quanto se imaginava”, afirmou.

Projeto Ginebra
De acordo com a coordenadora do seminário, a professora titular da FEA Maria Tereza Leme Fleury, o estudo realizado na Inglaterra traz uma contribuição importante ao Projeto Temático Gestão para a Internacionalização de Empresas Brasileiras (Ginebra), apoiado pela FAPESP e também coordenado por ela.

“O trabalho alertou que a dimensão da distância psíquica precisa ser colocada em uma nova perspectiva para tornar o conceito útil às pesquisas na área. Nosso projeto já desenvolve essa perspectiva, que não limita o conceito ao seu aspecto cultural, considerando, por exemplo, a distância de negócios e o ambiente institucional”, afirmou.

Segundo o trabalho, a distância psíquica envolve ainda elementos como distância geográfica, cultura, língua, nível educacional, nível de desenvolvimento tecnológico, nível de desenvolvimento econômico, logística e infra-estrutura, sistema político, sistema legal, regulamentação, práticas de negócios aceitas e ética nos negócios.

Ginebra: http://ginebra.incubadora.fapesp.br

Fonte: Fábio de Castro / Agência Fapesp

Portaria muda regras para fundações e universidades federais

As fundações de apoio e as universidades federais passam a ter novas regras para repasses de recursos e aprovação de contas. Nesta segunda-feira (14), em Brasília (DF), os ministros da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, e da Educação, Fernando Haddad, assinaram portaria interministerial que torna as regras mais rígidas para atuação das fundações vinculadas às universidades. A portaria será publicada no Diário Oficial da União de hoje (15).

A portaria prevê quatro mudanças principais. Pelas novas regras, todas as contas e o estatuto das fundações de apoio devem ser aprovados pelo Conselho Superior das universidades às quais se vinculam; pelo menos um terço do Conselho Deliberativo das fundações deve ser indicado pelo CS universitário; dois terços de professores da universidade devem estar envolvidos em todos os projetos de pesquisa financiados pela fundação; as transferências de recursos da fundação para a universidade serão feitas obrigatoriamente em espécie, incorporadas à receita própria da instituição e sujeitas às regras estabelecidas pela Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, "Lei de Licitações".

O ministro, Sergio Rezende, destacou que o momento é oportuno para as mudanças e lembrou que as fundações de apoio foram criadas há mais de 20 anos para dar flexibilidade as ações das universidades. Em sua avaliação, as fundações permitiram que projetos de pesquisa e diversas ações pudessem ser executados com mais agilidade. Rezende lembrou ainda que sem as fundações, as universidades ficariam presas "em uma camisa de força".

Ele citou o exemplo da Financiadora de Estudos e Pesquisas (Finep/MCT) lembrando que, normalmente, os editais da Finep são respondidos pelas instituições universitárias, mas a execução é realizada por meio das fundações de apoio. "Esse é um mecanismo legal que possibilitou que o sistema de C&T ganhasse a dimensão que tem hoje. Temos o maior sistema de C&T da América Latina, e que está concentrado nas universidades. Mas, também temos fundações que em vez de desempenhar o papel para o qual foram credenciadas pelo MEC e MCT, estão executando outras ações. Para evitar essas situações é que foi feita a portaria", disse.

De acordo com o ministro, as novas regras farão com que os conselhos universitários passem a assumir mais responsabilidades. "Não temos dúvidas que essa portaria fará com que as distorções que tenham ocorrido, não se repitam", disse.

Já o ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que todas as mudanças estavam previstas nas discussões da Reforma Universitária, mas foram antecipadas por ato administrativo. Segundo ele, foi constituído um grupo de trabalho no Ministério do Planejamento, com a participação do MCT e MEC, para tratar do tema, que resultou no texto da portaria interministerial. "Antecipamos as três medidas previstas na reforma e agregamos duas outras. Do nosso ponto de vista, isso equaciona a quase totalidade dos problemas que nos chegaram", destacou.

Para Haddad, as medidas trarão um grau maior de transparência. "As fundações passam a ficar subordinadas completamente aos conselhos superiores, sem que haja perda da agilidade que garante a execução orçamentária e mais autonomia as instituições. Com essas medidas estamos conciliando a autonomia com a transparência", destacou.

As alterações na Portaria Interministerial nº 3.185, de 14 de setembro de 2004 podem ser lidas no link.

Veja a nova portaria Interministerial de nº 475 no link

Fonte: Agência CT

Capes divulga nota sobre reajustes de bolsas

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulgou, no dia 9, nota em que afirma que está aguardando “decisões superiores, relativas à reprogramação orçamentária do governo, para implantar o aumento proposto para as bolsas de pós-gradução”.

Segundo a nota, o aumento no valor das bolsas de mestrado e doutorado concedidas pelas agências Capes e CNPq, previstos para 2008, ainda não foi concretizado “devido a circunstâncias ocorridas ao longo da tramitação do Orçamento Geral da União, no Congresso Nacional, quando se verificou substantiva redução no seu valor final por motivo de cortes de receitas fiscais, referentes à extinção da CPMF”.

A Lei Orçamentária Anual (LOA) foi sancionada pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva, no dia 24 de março, sem vetos. Pela LOA, a Capes contará com R$ 158,9 mil para o Programa Desenvolvimento do Ensino da Pós-Graduação e da Pesquisa Científica e mais R$ 178 milhões para o Programa Brasil Universitário. Já o CNPq contará com R$ 91 milhões para o Programa Promoção da Pesquisa e do Desenvolvimento Científico e Tecnológico e R$ 579 milhões para a Formação e Capacitação de Recursos Humanos para Ciência, Tecnologia e Inovação.

A expectativa das duas agências, anunciada no ano passado, é aumentar o valor das bolsas de pós-graduação em 10%.

Informações complementares sobre a atuação da Capes podem ser obtidas no site www.capes.gov.br .

Fonte: Gestão CT

Meninos e meninas na educação infantil: associação entre comportamento e desempenho

Boys and girls in kindergarten: association between behavior and achievement

Niños y niñas en la educación infantil: asociación entre comportamiento y desempeño


Pesquisa feita no campus de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo investigou a associação entre comportamento e desempenho escolar entre meninos e meninas. O estudo indica como a qualidade das relações estabelecidas na escola de educação infantil pode afetar o aprendizado das crianças.

O trabalho avaliou o comportamento das meninas mais positivamente, ao passo que o desempenho escolar foi mais fortemente associado aos comportamentos interpessoais no grupo masculino. Para ambos os sexos, foram avaliados o comportamento – na relação com a tarefa, com os colegas e com o professor – e o desempenho a partir de sondagem de leitura e escrita.

Segundo a coordenadora do estudo, a professora Edna Maria Marturano, da Faculdade de Medicina, os resultados destacam uma clara associação entre a qualidade dos comportamentos interativos, avaliados pelo professor no fim do ano, e o desempenho em tarefas que envolvem noções básicas de leitura e escrita.

“Mas as associações encontradas não traduzem em si uma relação de causa e efeito. Interpretamos os resultados com base em autores que acompanharam as crianças desde o início até o fim do ano e observaram que a qualidade dos relacionamentos da criança no primeiro momento influenciava o desempenho posterior”, disse Edna.

A pesquisa, que foi publicada na revista Psicologia em Estudo, foi desenvolvida em escolas públicas municipais do interior de São Paulo. Participaram 133 alunos, sendo 68 meninos e 65 meninas, de 5 a 7 anos de idade, e seus professores (sete mulheres e um homem). O trabalho é resultado da dissertação de mestrado da psicóloga Elaine Cristina Gardinal, sob orientação de Edna.

Os professores consideraram os meninos menos respeitosos, tolerantes e controladores no relacionamento com os colegas, mas mais agressivos. Nas atividades escolares, eles são vistos como menos ordeiros e aplicados, mas mais inquietos, salientes, desatentos, retraídos, confusos e descuidados.

Segundo Edna, o fato de a maioria dos professores ser do sexo feminino é uma variável que pode influenciar no resultado. “A pesquisa discute essa possibilidade. Professoras de crianças pequenas tendem a ignorar com mais freqüência os comportamentos inadequados das meninas, prestando mais atenção aos dos meninos. Elas respondem mais, e com mais atenção negativa, aos comportamentos dos meninos.”

“No entanto, não temos conhecimento de estudos comparativos mostrando que os professores homens agem ou agiriam de modo diferente. Eu mesma tive oportunidade de observar um professor de educação infantil que ignorava o choro das meninas e repreendia os meninos quando choravam, dizendo que ‘homem não chora’”, disse.

As autoras aplicaram três instrumentos para avaliar o comportamento, a capacidade intelectual e noções de leitura e escrita, respectivamente: Questionário para Caracterização do Desempenho e do Comportamento da Criança no Ambiente Escolar, Matrizes Progressivas de Raven e o método de Sondagem de Leitura e Escrita Inicial.

Elaine e Edna detectaram que meninos e meninas com melhores resultados em escrita e, principalmente, em leitura, foram avaliados como menos dependentes nos relacionamentos com o professor e com os colegas de classe. A dependência é apontada como prejudicial ao desempenho escolar das crianças na educação infantil.

“Dentre as possíveis interpretações podemos conjecturar, por exemplo, que uma criança mais dependente, pelo fato de tomar menos iniciativas, terá menos oportunidades de fazer descobertas, de enfrentar desafios, de buscar soluções por si mesma e de, portanto, aprender”, afirmou Edna.

Importância dos relacionamentos
Em relação ao relacionamento com os colegas, meninos mais agressivos, provocativos, desrespeitosos, intolerantes e explosivos tiveram desempenho mais fraco na sondagem de escrita e leitura.

As pesquisadoras ressaltam que o estudo tem algumas limitações, como ter sido baseado no julgamento de professores e no fato de ser um correlacional, não havendo, portanto, uma relação direta entre causa e efeito.

Segundo Edna Marturano, os resultados, ainda que estejam alinhados com a literatura internacional, estão longe de ser definitivos e precisam ser qualificados por meio de replicações sistemáticas que explorem fatores associados, como variáveis do contexto e de práticas pedagógicas.

“Consideramos como contribuição da pesquisa o fato de ela propiciar uma reflexão sobre a importância dos relacionamentos na educação infantil. Incluímos apenas alunos que estavam na escola há menos de um ano e que, portanto, tiveram de se adaptar a um ambiente estranho, com colegas e adultos desconhecidos”, disse.

“Sabe-se que problemas relacionais detectados nessa fase tendem a se perpetuar nos anos do ensino fundamental. Cabe, assim, ao professor da educação infantil a importante tarefa de ajudar a criança nessa adaptação e ele precisa ser capacitado para a tarefa, por meio de formação teórico-prática específica”, destacou.

Para ler o artigo Meninos e meninas na educação infantil: associação entre comportamento e desempenho, de Elaine Cristina Gardinal e Edna Maria Marturano, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.

Fonte: Alex Sander Alcântara /Agência Fapesp

6º Fórum Ambiental da Alta Paulista

As inscrições para o VI Fórum Ambiental da Alta Paulista serão abertas no período de 01/03 a 31/05/2008, utilizando formulário on-line disponível no endereço:
www.amigosdanatureza.org.br .

Informamos que o evento tem abrangência nacional e que todos os trabalhos selecionados no evento serão publicados em CD-ROM intitulado "Fórum Ambiental da Alta Paulista". Essa publicação em CD_ROM foi registrada no IBICT - Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia e recebeu o ISSN 1980-0827.

O trabalho inscrito deverá estar vinculado a um dos Eixos Temáticos. Sendo que o tema do trabalho é de livre escolha dos autores.

EIXOS TEMÁTICOS

• Biodiversidade e Unidades de Conservação
• Dilemas da Sustentabilidade Urbana
• Educação Ambiental
• Expansão e Produção Rural X Sustentabilidade
• Mudanças Climáticas
• Populações Nativas e Manifestações Culturais
• Recursos Hídricos
• Relações de Trabalho, Produção e Ambiente
• Tecnologias Sustentáveis e a Produção Limpa
• Turismo e o Desenvolvimento Local

Fonte: 6º Fórum Ambiental da Alta Paulista

INPI incentiva busca de patentes que estão caindo em domínio público

Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) vai criar uma ferramenta de auxílio à busca de patentes que estão caindo em domínio público. Segundo informações do instituto, o aplicativo já está fase de testes e, em breve, será anunciada a data para sua implantação.

A ferramenta de busca ficará hospedada no portal do INPI e vai permitir buscas por palavras contidas no título e no resumo da patente, por classificação internacional da invenção protegida e por período.

Ainda de acordo com o INPI, a ferramenta será de grande utilidade para o setor industrial, já que dados do instituto mostram que de janeiro a dezembro de 2008, 751 invenções vão cair em domínio público, em diversas áreas do conhecimento.

Raul Suster, chefe do Centro de Divulgação, Documentação e Informação Tecnológica (Cedin) do INPI, disse, em notícia divulgada pelo instituto, que a proposta é incentivar as empresas a melhorar seus produtos com estas tecnologias que cairão em domínio público. Além disso, Suster explica que quem perde a invenção protegida ganhará mais um incentivo para continuar investindo em inovação.

Informações complementares sobre as ações desenvolvidas pelo INPI podem ser obtidas no site www.inpi.gov.br .

Fonte: Gestão CT

Rede Gesiti conta com 800 colaboradores

O Centro de Pesquisas Renato Archer (CenPRA), instituição associada à ABIPTI, está operando a Rede Gesiti, voltada para sistemas e tecnologias de informação aplicados à gestão em organizações. A rede, criada em fevereiro, conta com 800 colaboradores, segundo informações do CenPRA.

O objetivo da rede é promover o encontro de pesquisadores, educadores, empresários e gerentes de instituições públicas e privadas, visando proporcionar a troca de experiências e o debate sobre trabalhos prospectivos que possam indicar as tendências da área.

A Rede Gesiti é composta por uma lista de e-mail que tem como público alvo empresários, consultores e profissionais vinculados à gestão de organizações, profissionais de tecnologia da informação (TI) e informática, professores, pesquisadores e outros interessados no tema.
O instituto ainda criou um jornal eletrônico que traz os principais temas e discussões debatidos na Rede Gesiti. Para participar da rede acesse o endereço.

Informações complementares podem ser obtidas pelo e-mail .

Aproveite e filie-se também ao grupo do InovaBrasil pelo e-mail .

Fonte: Gestão CT

Reserva Extrativista Cazumbá Iracema é modelo de projeto de desenvolvimento

A Reserva Extrativista Cazumbá Iracema é um dos modelos de projeto de desenvolvimento criado no país para mostrar que é possível a convivência harmoniosa do homem com a floresta. Nessa modalidade de ocupação, as comunidades fazem uso sustentável dos recursos naturais sem agredir o meio ambiente, incentivam o turismo e cuidam da reposição de espécies ameaçadas de extinção.

A Reserva foi criada em setembro de 2002 e ocupa uma área de 750 hectares no meio da floresta amazônica. Durante a época das chuvas o acesso terrestre à unidade, desde Sena Madureira, fica interrompido pelos rios Caeté e Macauã, sendo possível apenas pelos ramais do “16″ e do “Nacélio”.

Na localidade moram 317 famílias que vivem do extrativismo de castanha-do-brasil, pesca, artesanatos de borracha e sementes, agricultura e pecuária de subsistência. A área limita-se ao norte com a Terra Indígena do Alto Rio Purus e ao sul com a Floresta Nacional de Macauã.

O agente administrativo da Reserva e representante do Instituto Chico Mendes, Aldeci Cerqueira Maia, cuja família foi a primeira a chegar no local, garante que o trabalho é desenvolvido levando em consideração principalmente a participação comunitária e a sustentabilidade. “Levamos muito a sério os projetos que garantem o desenvolvimento sustentável de nossa comunidade, assim como a valorização das pessoas que vivem e trabalham aqui”, assegura.

Os moradores de algumas colocações praticam a pecuária, enquanto a maioria vive da caça e da criação de animais de pequeno porte como galinhas e porcos. O líder comunitário Aldeci Cerqueira faz questão de mostrar os projetos que são desenvolvidos na área. Entre eles está a criação de porcos-do-mato e jabutis. “Nosso objetivo principal é promover a reposição de espécies ameaçadas e garantir, de forma sustentável, a alimentação das famílias”, acrescentou.

Criação de porcos-do-mato
A área que serve de criadouro de porcos-do-mato compreende 17 hectares da reserva onde estão soltos 15 animais totalmente selvagens, mas protegidos da ação predatória do homem. Parte deles foi colhida na cidade, onde havia sido adotada por algumas famílias e depois abandonada em função da não-adaptação fora de seu habitat natural.

O número de 15 animais poderá parecer pequeno, no entanto, o agente administrativo Aldeci Cerqueira Maia explica que a procriação acontece de forma rápida, e que, por força da lei ambiental, o tamanho da área citada somente pode abrigar 30 animais de cada vez. “Além da força da legislação, não se pode colocar mais porcos nessa área porque eles são selvagens. Os que estão há mais tempo no terreno devoram os que chegam”, lembra.

A manutenção dos porcos-do-mato é de responsabilidade dos próprios moradores da reserva, sendo que a maior parte do alimento consumido pelos bichos é proveniente da mata, o que faz com que eles não se tornem dependentes dos homens.

90% de toda a criação é devolvida à floresta e o restante dos 10% serve de alimento ou é comercializado pela comunidade. “Eles recebem milho, macaxeira e restos de comida, mas dentro da área onde vivem há uma imensa variedade de palmeiras que lhes servem de alimento natural”, enfatiza o agente.

Jabutis livres da ação dos predadores
Numa área de um hectare, a comunidade da reserva mantém 160 jubutis que também são preservados da ação predatória do homem. Inicialmente a criação iria servir para também para a comercialização, mas uma lei normativa proibiu a ação, ficando liberada somente o consumo próprio e o repovoamento da floresta.

Os jabutis ocupam uma área onde estão plantados quatro mil pés de pupunha, que lhes serve de alimento. “Todos esses jabutis foram fruto de apreensões do Ibama feitas inclusive na área de Rondônia”, lembra Aldeci. No cativeiro estão as espécies Comum, Açu e Maravilha.

A caça ao jabuti não é permitida, assim como a captura dos animais do cativeiro para a alimentação das famílias. Todos estão cientes da legislação e fazem questão de obedecer e fazer com que as regras sejam cumpridas. “Aqui as espécies são cuidadas e protegidas da ação predatória.”

Hotel ecológico
Os moradores também tratam com cuidado do turismo e mantêm um hotel ecológico em uma das áreas mais bonitas da Reserva. As instalações estão fechadas no momento e receberão reformulações para acolher os turistas que chegam à área provenientes de lugares como a França, Holanda, Peru e Estados Unidos.

O hotel possui cinco chalés equipados com camas, banheiros e outros apetrechos domésticos para oferecer maior conforto aos visitantes. A construção do hotel foi feita há dois anos com recurso de um prêmio de incentivo à conservação da biodiversidade, no valor de R$ 30 mil. A comenda foi recebida pelo agente Aldeci Cerqueira, que fez questão de investir na própria área da reserva.

“O hotel não está aberto no momento porque não possui um plano de uso aprovado”, explica ainda o agente. Segundo ele, é preciso fazer um levantamento do potencial local e melhorar a estrutura para atender bem o turista. “O levantamento do potencial já está sendo feito e este ano nós vamos trabalhar a capacitação da comunidade para que ela esteja apta a receber os visitantes”, ressalta.

Quem representa a Reserva
A população da Reserva Cazumbá Iracema é representada pela Associação de Moradores do local, um comitê de acompanhamento do projeto e núcleos de apoio na própria comunidade. O trabalho representativo na área envolve os seguintes órgãos:

- Ibama: por meio da equipe técnica da Gerência Estadual do Acre, integrada por técnicos da sede, em Rio Branco e do escritório local de Sena Madureira e um técnico de apoio na sede da Autarquia, em Brasília.

- Embrapa: por meio de uma equipe de pesquisadores envolvidos nos diversos planos de ação e de um coordenador desse grupo.

- Ufac: por meio de uma equipe de pesquisadores envolvidos nos diversos planos de ação e de um coordenador desse grupo.

- Secretaria de Extrativismo e Produção Familiar do Estado do Acre (Seprof): por meio de uma equipe técnica de seus escritórios em Rio Branco e Prefeitura de Sena Madureira, além do Conselho Nacional dos Seringueiros e Grupo de Trabalhos Amazônicos. (Por Val Sales, do jornal Página 20, AC, 09/04/2008)

Fonte: Ecodebate

Anprotec e Sebrae lançam chamada para seleção de trabalhos voltados para inovação

A Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), instituição associada à ABIPTI, e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), lançaram a chamada de trabalhos 2008, como parte do 28º Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadores de Empresas.

No evento, que será realizado de 22 a 26 de setembro, em Aracaju (SE), serão apresentados trabalhos sobre temas relacionados à área de incubação de empresas, parques tecnológicos e cultura empreendedora, entre outros.

De acordo com a chamada, os trabalhos poderão ser apresentados, até o dia 5 de maio, na forma de artigos completos, pôsteres (comunicação curta), ou boas práticas. Ao todo, serão selecionadas 90 propostas, 30 em cada área.

Os artigos completos e comunicações curtas deverão abordar um dos seguintes temas: Cultura do Empreendedorismo e Inovação; Promoção de Empreendimentos orientados para o uso intensivo de tecnologias; Promoção de Empreendimentos orientados para o desenvolvimento local e setorial; e Habitats de Inovação Sustentáveis.

Já os temas relacionados às boas práticas devem abranger Cultura empreendedora; Criação e planejamento de incubadoras de empresas; Processo de incubação; Infra-estrutura e serviços oferecidos pela incubadora; Gestão da incubadora; Arranjos e atuação em redes; Avaliação da incubadora; e Políticas públicas.

O melhor artigo completo receberá um prêmio no valor de R$ 2 mil. Para o melhor pôster será destinado um total de R$ 1,5 mil e a melhor boa prática receberá R$ 1 mil, recursos que serão utilizados em cursos e eventos promovidos pela Anprotec.

As inscrições podem ser feitas no site www.seminarionacional.com.br . A íntegra da chamada está disponível no endereço.

Seminário
O 28º Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas terá como tema central "Empreendedorismo: A Energia para o Brasil Inovador". O evento discutirá a relevância do empreendedorismo para a geração de inovação no país, tendo a geração de energia alternativa, renovável, limpa e de biomassa como fator de alicerce para o desenvolvimento socioeconômico local, regional e nacional.

No evento, serão realizados minicursos, que abordarão temas como incubadoras e agronegócios, propriedade intelectual, gestão tecnológica; workshops simultâneos com os temas: "Redes de Conhecimento" e "A Contribuição das Incubadoras e Parques Tecnológicos para o Futuro das Cidades"; além de sessões plenárias, que discutirão os mais variados e atuais temas sobre incubadoras de empresas e parques tecnológicos.

O evento é promovido pela Anprotec e pelo Sebrae, tendo como organizador local o Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec). Também conta com o apoio do MCT, da Finep, do CNPq, da Confederação Nacional da Indústria e Instituto Euvaldo Lodi (CNI/IEL), e do governo do Estado de Sergipe.

Fonte: Gestão CT

Fapern lança os 2 primeiros editais de 2008

Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Norte (Fapern), está recebendo projetos para os dois primeiros editais de 2008. O objetivo é apoiar o desenvolvimento de recursos humanos no Estado.

O edital nº 1 é do Programa de Desenvolvimento Científico Regional (DCR) e receberá propostas em fluxo contínuo. A chamada, que é desenvolvida em parceria com o CNPq, tem o objetivo de estimular a fixação de doutores com experiência em ciência, tecnologia e inovação em instituições de pesquisa ou de ensino superior, institutos de pesquisa, empresas públicas de pesquisa e desenvolvimento, sediadas ou com unidades permanentes no Rio Grande do Norte.

Serão escolhidos pesquisadores na modalidade de regionalização, que vai selecionar doutores para instituições acadêmicas e institutos de pesquisa no Estado, e na modalidade interiorização, que pretende selecionar doutores para microrregiões de baixo desenvolvimento, fora das áreas metropolitanas. Nesta segunda modalidade é permitida a concessão de bolsas para doutores formados ou radicados no próprio Estado. Os projetos terão um prazo máximo de 24 meses. O auxílio-pesquisa concedido pela Fapern será de R$ 20 mil para projetos com instituições públicas e R$ 10 mil para propostas de instituições privadas. Os detalhes do edital estão disponíveis no endereço.

O segundo edital lançado pela Fapern é referente ao Programa Geração de Conhecimento, que está com inscrições abertas até o dia 6 de junho. O objetivo é apoiar alunos dos cursos de doutorado e mestrado interessados em financiamento dos trabalhos de conclusão de cursos. A fundação vai financiar os projetos em duas modalidades. A primeira é a concessão de bolsas de estudos por dez meses para alunos de mestrado e doutorado. O valor concedido será de R$ 1,3 mil para doutorado e R$ 940 para mestrado. A segunda modalidade é de apoio a pesquisa. Neste caso, será concedido R$ 10 mil para doutorandos e R$ 6 mil para mestrandos que já concluíram os créditos dos programas de pós-graduação. A íntegra do edital está disponível no endereço.

Fonte: Gestão CT

Mayana Zatz recebe o título de Cidadã Paulistana

A geneticista Mayana Zatz, pró-reitora de pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) e coordenadora do Centro de Estudos do Genoma Humano da USP, um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) da FAPESP, receberá, nesta terça-feira (15/4), às 19 horas, em São Paulo, o título de Cidadã Paulistana.

Concedido pela Câmara Municipal de São Paulo, por iniciativa da vereadora Mara Gabrilli, integrante da Comissão Extraordinária de Direitos Humanos, Cidadania, Segurança Pública e Relações Internacionais da Câmara, o título é um reconhecimento à prestação de importantes serviços de Mayana para a sociedade paulistana e brasileira.

Formada em ciências biológicas pela USP em 1968, Mayana tem mestrado e doutorado em genética pela mesma universidade e pós-doutorado em genética humana e médica pela Universidade da Califórnia em Los Angeles. O centro que coordena já atendeu cerca de 25 mil famílias em busca de diagnóstico e tratamento, especialmente de pacientes de doenças neuromusculares.

Mayana é professora titular de genética do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da USP, membro da Academia Brasileira de Ciências, da Academia de Ciências do Terceiro Mundo e presidente-fundadora da Associação Brasileira de Distrofia Muscular.

Publicou mais de 280 trabalhos científicos em revistas nacionais e internacionais e, entre outros reconhecimentos, recebeu o Prêmio L'Oreal para Mulheres na Ciência, em 2001.

Fonte: Agência Fapesp

Ministério do Planejamento coloca sob consulta procedimentos para contratação de serviços de TI

O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão está recebendo sugestões e críticas até o dia 25 de abril sobre a instrução normativa que visa aprimorar o processo de contratação de serviços de tecnologia da informação (TI) pela Administração Pública Federal direta, autarquias e fundações.

Na próxima quarta-feira (16), o ministério também promoverá uma audiência pública sobre o tema. O evento acontece na sede do ministério às 14h, no Auditório Térreo, em Brasília (DF). As inscrições para participar da audiência podem ser feitas pelo e-mail .

A instrução normativa está dividida em quatro capítulos que prevêem as formalidades do processo de contratação dos serviços de TI, o planejamento de contração, a seleção do fornecedor, o gerenciamento do contrato, além de consultoria e treinamento.

A iniciativa está sendo coordenada pela Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento. Para consultar a íntegra da instrução normativa acesse este link.

Fonte: Gestão CT

MagLab - Laboratório de Eletromagnetismo e Compatibilidade Eletromagnética será acreditado pelo Inmetro

Hoje (15), o Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro) estará acreditando o Laboratório de Eletromagnetismo e Compatibilidade Eletromagnética (MagLab), ligado ao departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Este laboratório será responsável em avaliar, realizar testes e credenciar equipamentos eletro-eletrônicos do ponto de vista da compatibilidade eletromagnética. De acordo com informações do Centro Tecnológico (CTC) da UFSC, a acreditação do laboratório vai colaborar tanto com a verificação da conformidade de equipamentos quanto com seu desenvolvimento mais adequado.

Um exemplo clássico da interferência eletromagnética é o ruído na televisão quando o liquidificador encontra-se em uso. Nesse caso, segundo o centro, a interferência eletromagnética provoca somente o desconforto auditivo e visual da imagem, mas pode resultar em conseqüências graves no caso de equipamentos industriais ou hospitalares.

O CTC informou que há cinco anos o laboratório trabalha na implantação de um Sistema de Qualidade da Gestão e Técnica, seguindo a norma ISO/IEC 17025, que estabelece um padrão internacional para atestar a competência dos laboratórios para realizarem ensaios e calibrações.

Segundo o coordenador do laboratório, Adroaldo Raizer, a meta inicial era atender a indústria local, mas com a acreditação, o MagLab vai garantir que os produtos recebam certificados e atendam exigências mundiais em relação à qualidade técnica.

A acreditação é uma parceria entre a UFSC, o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e a Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (Acate), por meio do projeto Platic, com financiamento da Finep e da Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina (Fapesc).

Informações sobre o laboratório no endereço www.ctc.ufsc.br .

Fonte: Gestão CT

Último dias para se inscrever no 2º Fortec

Terminam na próxima sexta-feira (18), as inscrições para o 2º Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (Fortec). O evento, que terá como tema “Impacto dos Nits no Sistema Nacional de Inovação”, acontece de 23 a 25 de abril, no Hotel Serra Azul, em Gramado (RS).

No primeiro dia do encontro serão realizadas duas oficinas que abordarão os temas “A visão jurídica da propriedade intelectual e da transferência de tecnologia nas ICTs públicas e privadas” e “Cooperação ICT-Empresa: divulgação de boas práticas de gestão e gargalos”. As oficinas são voltadas para procuradores e assessores jurídicos das ICTs, assim como membros da Advocacia Geral da União (AGU) e do Tribunal de Contas da União (TCU).

Já no dia 24, representantes da Casa Civil e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, com nomes ainda a serem confirmados, ministram palestras sobre “O papel do PAC na inovação e transferência de tecnologia”, e “Os avanços na interação e na transferência de tecnologia com as novas políticas públicas”. No último dia, 25, também será realizada uma palestra sobre os indicadores de desempenho dos NITs, e ainda duas mesas redondas.

O Fortec contará com a participação de representantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que está organizando o evento, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), da Universidade de Campinas (Unicamp), da Universidade Federal da Bahia (UFBA), da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), além de representantes da Embrapa, do MCT, da Fundação Estadual dos Povos Indígenas, do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) do Rio Grande do Sul, da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), da Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras (Anpei), do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e do Supremo Tribunal Federal.

As inscrições e outras informações sobre o Fortec estão disponíveis no endereço: http://www.sedetec.ufrgs.br/fortec/.

Fonte: Gestão CT

CETEM completa 30 anos e inaugura laboratórios

O Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência e Tecnologia, completa 30 anos de fundação na sexta-feira (18/4).

Na ocasião, serão inaugurados quatro laboratórios, com investimento de R$ 5 milhões dos fundos setoriais e da Petrobras.

Os novos laboratórios são de Tratamento de Minérios e Metalurgia Extrativa, Mineralogia de Processo, Miniusina de Flotação e Colunas de Flotação e Materiais de Referência Certificados e Química Analítica.

Durante a solenidade ocorrerá também o lançamento do livro Cetem 30 anos: a história contada por seus fundadores, que inclui artigos e depoimentos de pesquisadores que ajudaram a construir a instituição de referência no setor mineral brasileiro.

O evento terá início às 14h, na sede do Cetem, na Avenida Pedro Calmon, 900, na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

O Cetem tem mais de 250 livros editados e realizou mais de 800 projetos de pesquisa para 180 empresas do setor mínero-metalúrgico, de química e de materiais. O centro tem 45 doutores e 19 mestres.

Mais informações: http://www.cetem.gov.br/ .

Fonte: Agência Fapesp

3ª CNMA - Conferência Nacional do Meio Ambiente

De 7 a 11 de maio, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) realiza a 3ª Conferência Nacional do Meio Ambiente (CNMA), em Brasília (DF). Neste ano, o encontro tem o objetivo de debater as mudanças climáticas, tema popularizado pela divulgação dos relatórios do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês).

A proposta é disseminar os conhecimentos científicos e políticos e conhecer soluções para os problemas acerca do tema em questão. O debate será dividido em quatro eixos: mitigação, adaptação, pesquisa e desenvolvimento tecnológico e educação e cidadania ambiental. Além disso, as discussões a serem realizadas podem representar um instrumento de apoio para a elaboração do Plano Nacional de Mudança do Clima, que será produzido pelo governo federal.

O público é formado por delegados eleitos por meio de conferências estaduais, promovidas pelos governos locais em parceria com outras instituições públicas e privadas regionais. Os delegados são membros de órgãos governamentais e de organizações não-governamentais (ONGs), formadores de opinião e representantes de setores econômicos e da sociedade em geral.

Mais informações, nesse link.

Fonte: Gestão CT

5º Encontro com Usuários de Imagens de Satélites de Sensoriamento Remoto

Termina no dia 15 de maio o prazo para as inscrições ao 5º Encontro com Usuários de Imagens de Satélites de Sensoriamento Remoto, que ocorrerá de 3 a 5 de junho, em Santa Maria (RS).

Promovido pela Divisão de Geração de Imagens (DGI) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o evento é destinado a pesquisadores ligados ao uso e aplicações de produtos utilizados em sensoriamento remoto por satélite.

Os objetivos são divulgar estudos científicos na área, apresentar informações sobre novas alternativas de produtos e discutir as formas de acesso às imagens fornecidas pela DGI/Inpe.

Na ocasião, o diretor do Inpe, Gilberto Câmara, falará sobre “O Brasil no contexto do cenário espacial mundial”.

Mais informações: www.dgi.inpe.br

Fonte: Agência Fapesp

Insa apresenta seu primeiro Plano Diretor

Na última sexta-feira (11), o Instituto Nacional do Semi-Árido lançou seu primeiro Plano Diretor. O documento, que é fruto de um Planejamento Estratégico coordenado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), do MCT, contempla 52 metas para o quadriênio 2008/2011.

Tais ações foram estabelecidas com base na Prioridade Estratégica III - Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Áreas Estratégicas, do Plano de Ação 2007-2010 do MCT.

Em notícia publicada no site do Insa, o ministro Sergio Rezende, que participou da solenidade, ressaltou que o documento contém as principiais diretrizes a serem seguidas pelo órgão. “Estou muito satisfeito porque percebo que todos entenderam o espírito que levou à criação do Insa. Não é algo nosso. Não é do MCT. É de todos nós e dará contribuições importantíssimas para fazer com que aquilo que foi sonhado realmente venha a ser concretizado”.

Já o diretor do Insa, Roberto Germano Costa, falou que o trabalho realizado por meio de parcerias possibilitará o alcance das 52 metas contidas no Plano Diretor dentro dos próximos quatro anos. “Agora temos uma ‘carta de navegação’, para direcionar todas as ações do instituto, alinhada ao Plano de Ação do Ministério da Ciência e Tecnologia”.

Ações
De acordo com o documento, o Insa deverá realizar, fortalecer e fomentar pesquisas desenvolvidas por outros atores institucionais associados a temas importantes para a região, de forma a gerar conhecimento e tecnologia em temas estratégicos, pouco ou não explorados, mas relevantes para o desenvolvimento tecnológico e sustentável do Semi-Árido brasileiro.

As prioridades estratégicas do Plano são voltadas para as áreas de Meio Ambiente e Caatinga; Recursos Naturais; Agroecossistemas e Pecuária no Semi-Árido; Agroindústria e Energias Alternativas para o Semi-Árido; e Políticas de Desenvolvimento Social.

Entre as metas está prevista a interação, por meio de parcerias, com pelo menos duas instituições nacionais e internacionais atuando em regiões áridas e semi-áridas, visando contribuir para o fortalecimento da estrutura de monitoramento, estudos climáticos e modelagem no Semi-Árido brasileiro, além de firmar, até 2011, convênios com instituições ou organizações internacionais com atuação em regiões áridas e semi-áridas no mundo.

Também está prevista a realização, até 2011, de pelo menos um curso regional sobre técnica de melhoramento genético com vistas à conservação e melhoramento dos recursos genéticos das raças nativas no Semi-Árido brasileiro, bem como estimular a criação de pelo menos cinco parcerias para realizar ações de CT&I voltadas para o desenvolvimento de processos agroindustriais que agreguem valor nutritivo aos produtos regionais de origem vegetal e animal, entre outras.

Apoio
Ainda de acordo com o documento, serão imprescindíveis diferentes tipos de apoio, principalmente com instituições de fomento como o CNPq, a Capes, a Finep e o Banco do Nordeste (BNB), bem como a participação de diferentes ministérios e órgãos do governo federal comprometidos com a região.

Em consonância com a cultura organizacional que deseja consolidar, o Insa deverá promover o intercâmbio de talentos profissionais e locais, considerando que a troca de experiências é fundamental para o avanço e difusão do conhecimento na região. Desta forma, o Insa propiciará oportunidades de intercâmbio acadêmico nacional e internacional.

O plano diretor está disponível no link:
http://www.insa.gov.br/upd_blob/0000/360.pdf .

Fonte: Gestão CT

Mantidos os comitês temáticos do CNPq

O Conselho Deliberativo (CD) do CNPq decidiu prorrogar por seis meses a existência dos atuais comitês temáticos, para que possam complementar a missão para a qual foram criados, apresentando ao CNPq as propostas de políticas e linhas de ação a serem empreendidas em suas áreas específicas.

A decisão foi tomada durante reunião do CD, que aconteceu nos dias 9 e 10 de abril. No dia 26 de março, a Associação Brasileira de Jornalismo Científico (ABJC), havia encaminhado uma carta ao presidente do CNPq, Marco Antonio Zago, demonstrando preocupação com a possível extinção do Comitê de Divulgação Científica do conselho.

Os conselheiros também fizeram propostas para fortalecer e aperfeiçoar o programa de bolsas de Produtividade em Pesquisa. Cabe, agora, à diretoria e à presidência do CNPq viabilizar as medidas, que serão discutidas, em data a ser definida, com toda a comunidade científica.

Na reunião foram definidos ainda os procedimentos e o cronograma para renovação dos comitês de assessoramento (CAs) do CNPq. Além disso, foi criada uma comissão de coordenação dos comitês de assessoramento, para funcionar como um órgão de atuação mais permanente, auxiliando a diretoria executiva nas suas atividades, servindo como um órgão de interação entre esta instância, a comunidade científica e os CAs. O CNPq espera que tenham um papel ativo para dinamizar decisões, comparar critérios que são divergentes entre CAs e coordenar as atividades dos 48 CAs e seus 322 membros.

Informações sobre as ações do CNPq podem ser obtidas no site www.cnpq.br .

Fonte: Gestão CT