segunda-feira, 14 de abril de 2008

Embrapa autoriza inscrição do Pinhão Manso (Jatropha Curcas L.) no Registro Nacional de Cultivares

Em uma decisão inédita, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), por meio da Instrução Normativa nº 4, de 14/01/2008, autorizou a inscrição do Pinhão Manso (Jatropha Curcas L.) no Registro Nacional de Cultivares (RNC). Editada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) a instrução, na prática, permite o cultivo da espécie em grande escala em todo o território Nacional.

O Pinhão Manso é uma planta oleaginosa, originária da América do Sul. A variedade é da mesma família que a mamona e tem ciclo de vida superior a 40 anos. A espécie ainda apresenta um bom comportamento em condições de seca e em caso de ataque de pragas. O Pinhão ainda pode desempenhar um importante papel na conservação dos solos, além de produzir diversas colheitas anuais.

A produção das sementes varia de duas e quatro toneladas de óleo por hectare/ano. Por meio de um processo químico de transesterificação, o óleo extraído é transformado em Biodiesel. Além disso, sua biomassa tem um teor de proteínas acima de 50%, podendo ser usada para ração animal.

A proibição de cultivo da espécie decorria, sobretudo, da ausência de pesquisas sobre o comportamento das diversas cultivares, e de avaliações de um sistema de produção que incluísse, entre outros, estudos agronômicos.

Ao autorizar o cultivo, a Embrapa poderá reduzir o tempo de avaliação, que levaria entre sete a 10 anos, com base nas informações relativas a outros estudos e publicações científicas decorrentes. No 2º Congresso da Rede Brasileira de Tecnologia de Biodiesel, ocorrido em novembro de 2007, em Brasília, 51% dos trabalhos científicos de quase todas as universidades trataram, fundamentalmente, das características físico-químicas, biológicas e agronômicas do Pinhão Manso.

Apesar disso, ainda não se pode prever, hoje, os riscos agrícolas, que vão desde uma simples doença até a possibilidade de perda do plantio, o que, em grandes áreas, pode acarretar em prejuízos da ordem de milhões de reais.

A Empresa de Pesquisas Agropecuárias de Minas Gerais (Epamig) foi pioneira e estuda a oleaginosa desde o início dos anos 1980. No Rio de Janeiro, os estudos realizados com o óleo do Pinhão Manso revelaram um Biodiesel de excelente qualidade. Resultados inéditos das análises e procedimentos foram publicados na "Cartilha do Pinhão Manso – da Semente ao Biodiesel", distribuída a todas as instituições afins brasileiras e recebendo o apoio da Coordenação Nacional do Programa de Biocombustíveis, de deputados e senadores, da Secretaria Federal de Agricultura – SFA/RJ e de órgãos representativos de classe, como a União Brasileira de Biodiesel (Ubrabio).

Essa contribuição, que ajudou a colocar o Pinhão Manso na mesa de discussão, faz parte de um convênio firmado entre o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF/MCT) e a Escola de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (EQ/UFRJ) Prêmio Finep de Inovação Tecnológica em Biodiesel, que também contou com a colaboração do Programa Rio Biodiesel, da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (SECT) do Rio de Janeiro.

Fonte: Agência CT

CNPq lança edital de R$ 20 milhões para eventos de C&T

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT) lançou edital para a seleção pública de propostas de apoio à realização de congressos, simpósios, workshops, seminários e outros. A previsão é de R$ 20 milhões para eventos de âmbito nacional ou internacional, relacionados à ciência, tecnologia e inovação e que ocorram de 1º de julho de 2008 a 30 de junho de 2009.

As propostas podem ser apresentadas por pesquisadores, professores e especialistas com vínculo empregatício com instituições de ensino superior (IES), centros e institutos de pesquisa e desenvolvimento públicos e privados, empresas públicas ou, ainda, por dirigentes de Associação Científica ou Tecnológica de âmbito nacional. São R$ 12 milhões para eventos a serem contratados no segundo semestre do ano e mais R$ 8 milhões para o primeiro semestre de 2009.

Os projetos a serem apoiados devem ter prazo máximo de execução de 12 meses, contados a partir da data da primeira liberação de recursos. As propostas devem ser apresentadas sob a forma de projeto e encaminhadas ao CNPq exclusivamente via internet, por intermédio do Formulário de Propostas Online, disponível em http://www.cnpq.br/formularios/index.htm.

Para este Edital, será constituído o Comitê de Inovação e Tecnologia (IT) específico para julgamento de propostas que apresentem viés tecnológico e de inovação.

Confira o Edital 005/2008 na íntegra.

Fonte: Agência CT

Inmetro inaugura seu Núcleo de Inovação Tecnológica - NIT

O Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) inaugurou, na última quarta (9), o Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT), no Rio de Janeiro (RJ). A unidade recebeu recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT) e tem apoio da Rede de Tecnologia do Rio de Janeiro (Redetec), que faz a gestão dos recursos.

O projeto de implantação do Núcleo recebeu R$ 207 mil da Finep, além de outros R$ 180 mil que serão investidos em bolsas de estudo em desenvolvimento tecnológico.

O NIT terá como atribuições centrais a definição de orientações gerais para a gestão das várias formas de propriedade intelectual no Instituto, e a proteção de direitos autorais relacionados a produtos de informação, como livros, periódicos, vídeos, CDs e softwares e similares.

O Inmetro, autarquia do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior criada em 1973, tem como principais competências verificar a observância das normas técnicas e legais referentes às unidades de medida, métodos e instrumentos de medição e de produtos pré-medidos, assim como fomentar a utilização da técnica de gestão da qualidade nas empresas brasileiras.

Fonte: Agência CT

Flagrantes da Vida no Futuro

Não se trata apenas de um livro de ficção científica, mas de uma obra de divulgação científica com foco na evolução tecnológica atual e nas conseqüências socioeconômicas que muitas das novas descobertas podem trazer em um horizonte de 30 anos.

Essa é a proposta de Flagrantes da Vida no Futuro, escrito por João Antônio Zuffo, um dos fundadores, no início da década de 1970, do Laboratório de Microeletrônica da Universidade de São Paulo (USP) e hoje coordenador geral do Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI) da mesma instituição, do qual também foi o fundador em 1976.

Recheado de reflexões do autor sobre temas diversos, que são relatadas em 70 crônicas, o livro tem como pano de fundo novas linhas de pesquisas e situações com as quais cientistas de todo o mundo se defrontam atualmente, em especial no contexto da chamada Era da Informação, ou Infoera.

As crônicas são divididas por temas como inteligência artificial, economia, política, religião, sociedade, educação e profissões. Zuffo ressalta que alguns dos avanços podem não se confirmar até 2038, mas todos têm chances de se tornar realidade, uma vez que não haveria impedimentos científicos para isso.

“De acordo com os avanços das tecnologias atuais, não há nenhuma impossibilidade teórica para os eventos descritos no livro ocorrerem”, disse Zuffo.

“O estudo dessas projeções futuras é algo constante no LSI para que as novas linhas de pesquisa possam ser definidas, principalmente nas áreas de microeletrônica, permitindo que possamos minimizar os erros. Mas sempre fazemos essa extrapolação dentro dos limites naturais da ciência e das possibilidades científicas atuais”, explicou.

A obra aponta que, em um futuro não tão distante, dentro de aproximadamente três décadas, países emergentes como Brasil, Rússia, Índia e China não terão grandes problemas em áreas como a inclusão digital da população, devido ao forte papel que suas economias terão no cenário mundial.

“O grande mérito do professor Nicholas Negroponte, do MIT [Instituto de Tecnologia de Massachusetts], não foi construir o lap top de US$ 100, mas quebrar o paradigma de preço, que antes era dez vezes maior. Isso permitirá o acesso de milhões de pessoas à internet”, afirma o também professor titular do Departamento de Engenharia Elétrica da Escola Politécnica da USP.

Próximo da inclusão
No caso brasileiro, Zuffo vai além: a inclusão digital de toda a população deverá ocorrer na década de 2010 para que, por volta de 2038, quando a população do país estiver estabilizada em cerca de 220 milhões de habitantes, o analfabetismo possa estar totalmente erradicado.

“A educação no futuro será cada vez mais feita a distância e auxiliada por sistemas de microinformática e realidade virtual, de maneira que os professores, desde o nível primário, possam exercer uma função mais de orientadores e as crianças acabem tendo uma educação quase que puramente baseada na evolução natural de seus conhecimentos”, sugeriu.

Para Zuffo, a automatização de rodovias também é uma questão de tempo, levando em conta os sistemas de transporte inteligente e as padronizações tecnológicas para a melhoria do fluxo de veículos que hoje estão sendo desenvolvidas em vários países. “Isso inclui os carros que, programados previamente, chegariam sozinhos aos seus destinos”, disse.

O autor também considera de maneira otimista a evolução das nanotecnologias nas próximas décadas, quando será possível comandar bilhões de microrrobôs para executar desde tarefas relacionadas à limpeza e à higiene até operações cirúrgicas mais complexas.

“Sem dúvida, em 30 anos, a construção de nanomáquinas será uma realidade. Mas ainda tenho dúvidas se existirão softwares suficientemente sofisticados para comandá-las de maneira sincronizada”, ponderou.

A televisão tridimensional, com altíssima resolução e visão holográfica de 360°, para Zuffo também é algo que deverá estar no mercado nos próximos dez anos. “Em alguns congressos no exterior estão sendo apresentados os primeiros modelos experimentais desse tipo de TV, cuja imagem tridimensional pode ser observada sem óculos. Esse é um exemplo de evolução natural de uma tecnologia que já está sendo estudada”, explicou.

“Isso me leva a crer que as tecnologias de HDTV atualmente utilizadas para a TV digital deverão, dentro de cerca de cinco anos, ser substituídas por novos sistemas mais avançados. O formato atual de TV digital talvez não terá tempo de ocupar todo o mercado brasileiro, essa é a minha opinião pessoal”, disse o professor.

Fonte: Thiago Romero / Agência Fapesp

O anti-semitismo nas Américas

"Eles se fingem de católicos, com cruzes e santinhos, tudo hipocrisia. Estou apavorado com o progresso dessa gente e revoltado com a displicência das autoridades, não só do Brasil como das Américas", escreveu um cidadão comum ao Deops avisando sobre a presença de judeus no país.

Detalhe: o ano da denúncia é 1947, dois anos após o fim da Segunda Guerra Mundial e da derrocada do nazismo e do Estado Novo. Ainda assim, ajudar refugiados judeus era visto como “crime contra a nação”. Ao mesmo tempo, ao longo da guerra, figuras corajosas como o embaixador brasileiro em Paris, Luiz Martins Souza Dantas, ou a assistente da Embaixada do Brasil em Berlim, Aracy Carvalho (mais tarde, sra. Guimarães Rosa), desobedecendo ordens do regime varguista, liberaram centenas de vistos para que judeus pudessem vir ao Brasil e sobreviver ao holocausto.

Pouco conhecido, em especial se com­parado com a intensa preocupação com o racismo contra negros ou índios, o anti-semitismo brasileiro só aos poucos vem sendo trazido à luz. Uma das responsáveis por isso é a historiadora Maria Luiza Tucci Carneiro, da USP, organizadora do recém-lançado estudo

O anti-semitismo nas Américas (Edusp, 744 páginas, R$ 98), ao mesmo tempo que coordena o projeto Arquivo Virtual sobre o Holocausto e o Anti-Semitismo no Brasil, que conta com apoio da FAPESP e está baseado no Laboratório de Estudos sobre Etnicidade, Racismo e Discriminação (Leer-USP), do qual ela é diretora. Milhares de documentos serão digitalizados e disponibilizados nesse banco de dados, que registrará depoimentos de sobreviventes dos campos de concentração.

O Brasil foi um país racista ou ainda o é ?
Maria Luiza Tucci Carneiro – O Brasil sempre foi e ainda é um país racista, apesar do “negacionismo” por parte de alguns segmentos da sociedade brasileira, que insistem na veiculação da imagem do país como um “paraíso racial”.

Exatamente por convivermos com um racismo camuflado (e eu entendo o anti-semitismo como uma forma de racismo) é que devemos estar atentos aos subterfúgios. Desinformação, interesses políticos, alianças de compadrio, pesquisas históricas distorcidas e a mídia têm contribuído para fortalecer o senso comum, dificultando o exercício da crítica e o respeito às diferenças.

Clique aqui para ler o texto completo .

Fonte: Carlos Haag / Agência Fapesp

Distúrbios no perfil lipídico são altamente prevalentes em população nipo-brasileira

Lipid profile disturbances are highly prevalent in Japanese-Brazilians

Os hábitos de vida do Ocidente podem estar deteriorando a saúde da população nipo-brasileira. Estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) entre 1993 e 2007, em Bauru (SP), indicou uma alarmante prevalência de diabetes e fatores de risco cardiovascular entre descendentes de japoneses.

No entanto, a fase final do estudo, que consistiu em uma intervenção junto a essa população, demonstrou que algumas mudanças na dieta e a prática de atividades físicas podem ser medidas efetivas para combater o problema.

A primeira fase da pesquisa, em 1993, indicou que a prevalência de diabetes entre os descendentes de japoneses era de 20%, em média, contra 7,5% na população brasileira em geral. Em 2000, a segunda fase revelou que o problema havia se agravado: a prevalência de diabetes entre nipo-brasileiros era de 35%.

Os resultados da segunda fase – um Projeto Temático apoiado pela FAPESP – foram publicados na mais recente edição da revista Arquivos Brasileiros de Endocrinologia e Metabologia. A terceira fase foi realizada entre 2005 e 2007.

De acordo com a autora principal do artigo, Antonela Siqueira, que atualmente é pesquisadora da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), os descendentes de japoneses têm uma predisposição genética aos males causados por fatores típicos do cotidiano ocidental, como sedentarismo, estresse e alimentação rica em gordura e açúcar.

“A primeira fase do estudo indicou que a prevalência de diabetes entre os nipo-brasileiros era quase o triplo do resto da população. Em 2000, começamos a estudar a presença da síndrome metabólica – o conjunto de fatores de risco cardiovascular, que inclui diabetes, hipertensão arterial, distúrbios lipídicos e obesidade”, disse Antonela.

Bauru foi escolhida, segundo a pesquisadora, por ter uma comunidade nipo-brasileira ampla e pouco miscigenada, com fácil acesso ao hospital em que foram feitas as análises clínicas. Em 1993, foram avaliados 647 indivíduos de 40 a 79 anos, descendentes de primeira e segunda geração. Em 2000, o estudo foi ampliado para 1.330 indivíduos.

“Em 2000, estudamos também os fatores dietéticos que poderiam contribuir para a prevalência da síndrome metabólica, que, conforme detectamos nessa época, era maior que 5%. O aumento do diabetes nos surpreendeu: passou de 20% para 35% em apenas sete anos”, afirmou.

Embora a população nipo-brasileira não tenha uma obesidade importante, os voluntários apresentaram alta taxa de gordura visceral. “O que importa para essas doenças é a cintura abdominal e não a obesidade periférica. Para os nipo-brasileiros, gordura no abdome significa perigo para a saúde. Os problemas aparecem quando a medida passa de 102 centímetros, para um homem ocidental, ou dos 90 centímetros, para um oriental”, apontou.

Os pesquisadores detectaram um aumento de glicemia – ou perda de tolerância à glicose –, que foi associado principalmente ao consumo exagerado de carboidratos refinados, sem fibra, como pão e arroz não-integrais.

“A alta prevalência de síndrome metabólica foi associada a um aumento no consumo de gordura saturada, que aumenta o colesterol ruim. A avaliação longitudinal mostrou que o fator que mais contribuiu para isso foi um consumo exagerado de carne vermelha”, disse Antonela.

O estudo transversal analisou de uma só vez, em uma série de exames, a condição da população de descendentes de japoneses naquele momento e mostrou que todos os indicadores ligados à síndrome metabólica haviam aumentado entre 1993 e 2000.

“Havia aumento do colesterol, do diabetes e principalmente dos triglicérides – associados ao açúcar –, que apareceram aumentados em 66% da população. Enquanto o nível normal é de 150 mg/dL, a média entre os nipo-brasileiros ficou em 240 mg/dL. Alguns indivíduos tinham valores próximos de mil”, afirmou.

A prevalência de doença cardiovascular – que pode resultar em infarto, derrame, obstrução arterial periférica e arteriosclerose, atingiu 14% da população analisada. “Se fosse em idosos, essa prevalência não poderia ser considerada muito alta. Mas, para uma população a partir de 30 anos, é altamente preocupante”, disse Antonela.

Ação efetiva
De acordo com Bianca de Almeida Pitito, doutoranda da Unifesp que participou da terceira fase do estudo, a partir dos resultados da pesquisa de 2000 o grupo começou a planejar um programa de intervenção.

“Ao constatar que o diabetes havia aumentado tão drasticamente em sete anos e que havia prevalência da síndrome metabólica, concluímos que, se nada fosse feito, a tendência era que dentro de mais alguns anos os problemas ficassem ainda mais graves. Por isso, planejamos a intervenção”, disse Bianca à Agência FAPESP.

Com uma equipe interdisciplinar, contando com nutricionistas e educadores físicos, os pesquisadores fizeram a intervenção focada em orientação para mudanças na dieta e estímulo à atividade física. O programa não incluiu aplicação de medicação.

Segundo Bianca, o objetivo era comparar as condições de saúde dos voluntários no início e no fim do programa. “Como havíamos detectado o problema, não seria ético deixar parte da população sem acesso ao programa, por isso não houve condições para trabalhar com um grupo de controle”, explicou.

Foram feitas três avaliações clínicas: a primeira no início da intervenção, em 2005, a segunda em 2006 e a terceira no fim do programa, em 2007. “Foram feitos exames para verificar pressão sangüínea, peso, circunferência da cintura, colesterol, triglicerídeo e glicose. Foram avaliados 653 indivíduos”, disse.

Depois de um ano de intervenção, segundo Bianca, foi detectada uma melhora sensível em todos os parâmetros: obesidade central, glicemia, perfil lipídico, colesterol, pressão sangüínea e gordura abdominal.

“A redução desses fatores ocorreu apenas com a mudança de dieta e de padrões de atividade física, o que mostra que a mudança de hábitos pode ser fundamental para prevenir a síndrome metabólica”, afirmou.

Segundo a pesquisadora a melhora de todos os indicadores em apenas um ano, ainda que não tenha sido drástica, pode ter grande impacto do ponto de vista populacional. Os resultados da análise de 2007 ainda não foram sistematizados.

Para ler o artigo Distúrbios no perfil lipídico são altamente prevalentes em população nipo-brasileira, de Antonela Siqueira e outros, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.

Fonte: Fábio de Castro / Agência Fapesp

UFSCar lança quatro editais para a contratação de professores na área de saúde

O Departamento de Medicina do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) lançou quatro editais para a contratação de professores. As inscrições vão até o dia 9 de maio.

São cinco vagas na área de saúde do adulto e do idoso e duas vagas para cada uma das seguintes áreas: saúde da família e da comunidade, saúde da mulher e saúde da criança.

Segundo a UFSCar, o objetivo dos editais é selecionar professores assistentes, nível 1, em regime de dedicação exclusiva, para trabalho de 40 horas semanais em dois turnos. Para todos os cargos é exigida a titulação de mestrado.

O concurso incluirá prova escrita e prova didática, ambas de caráter eliminatório, argüição do plano de trabalho em ensino, pesquisa e extensão, de caráter classificatório, e exame do curriculum vitae.

Mais informações: http://www2.ufscar.br/servicos/edital.php

Fonte: Agência Fapesp

IPR, Law and Floss: building a protected commons

O Centro de Competência em Software Livre do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME-USP) promoverá, nesta segunda-feira (14/4), às 14h, uma palestra do pesquisador Rishab Aiyer Ghosh, da Universidade das Nações Unidas, sobre propriedade intelectual e software livre.

A palestra é aberta ao público em geral e ocorrerá na sala A-136 do IME/USP, na Cidade Universitária, na capital paulista.

Na palestra intitulada “IPR, Law and Floss: building a protected commons”, Ghosh abordará como os direitos de propriedade intelectual e de patentes se aplicam ao desenvolvimento de software e como a produção de programas de código aberto depende e usa alguns aspectos da propriedade intelectual para sua própria existência, mas pode ser ameaçada por outros.

Mais informações: (11) 3091-6111

Fonte: Agência Fapesp

Palestra: As atividades de exploração e produção de petróleo na Petrobras: uma visão pela área de P & D

O gerente de Geoengenharia de Reservatórios da Petrobras, Mauro Roberto Becker, é o palestrante convidado do próximo colóquio, que ocorre no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF/MCT). A apresentação, agendada para terça-feira (15), tem como tema "As atividades de exploração e produção de petróleo na Petrobras: uma visão pela área de P&D".

No encontro, Mauro Roberto Becker apresenta os estudos de P&D realizados pelo Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), na área de exploração e produção, que garantiram os avanços científicos e tecnológicos necessários para a empresa alcançar a auto-suficiência na produção de petróleo no País, em 2006. Alguns exemplos que ajudaram a empresa a ser reconhecida como uma das líderes da produção em águas profundas serão utilizados a título de ilustração.

Serviço
Evento: Colóquio CBPF
Tema: "As atividades de exploração e produção de petróleo na Petrobras: uma visão pela área de P&D"
Palestrante: Mauro Roberto Becker, gerente da Geoengenharia de Reservatórios da Petrobras - Cenpes/PDP/GR
Data: 15 de abril, às 16 horas
Local: Auditório do 6º andar - Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, rua Dr. Xavier Sigaud, 150, Urca, Rio de Janeiro (RJ).

Fonte: Agência CT

Corante de açaí para tratamento dentário

Um produto amazônico vai revolucionar o tratamento dentário. Trata-se do corante natural de açaí, que foi desenvolvido pela Unidade Amazônia Oriental da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com a Universidade Federal do Pará. O produto foi apreesentado 26º Congresso Internacional de Odontologia em janeiro deste ano.

O corante de açaí permite a identificação da cárie e de outras doenças dentárias. Segundo o coordenador de inovação tecnológica da Embrapa, Arnoldo Medeiros, o produto não apresenta gosto e é mais eficiente do que os corantes artificiais utilizados hoje em dia: "Comparando com os outros produtos existentes, a maioria deles são sintéticos. E às vezes têm efeitos no fígado, ou até efeitos cancerígenos, mas vêm sendo amplamente utilizados", compara.

O coordenador da Embrapa aponta outra vantagem do produto. Ele é obtido a partir de um fruto amazônico, o que barateia o custo de produção. Ele diz que há expectativa sobre a apresentação do corante de açaí no congresso de odontologia: "Esperamos ter a oportunidade de contatar as grandes empresas que produzem produtos odontológicos e mostrar a eles a eficiência desse produto, que, além de tudo, tem a vantagem de gerar postos de trabalho na Região Norte, que necessita de emprego”.

O produto já está registrado pela Embrapa nos Estados Unidos e está sendo analisado pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), que vai licenciá-lo para grandes indústrias brasileiras e internacionais.

Agora, os pesquisadores da Embrapa pretendem desenvolver uma fábrica processadora de açaí para extrair o corante da fruta. Isso vai gerar mais empregos na Amazônia, tanto na plantação como na colheita e no beneficiamento do produto.

Fonte: Leandro Martins / Agência Brasil

Luiz Humberto – A luz e a fúria

Luiz Humberto, um dos fundadores da UnB, é também um dos profissionais mais respeitados da fotografia brasileira. Sua vida e produção são o tema do livro Luiz Humberto – A luz e a fúria, que será lançado na terça-feira, 15 de abril, às 19h30 na Livraria Fnac (ParkShopping).

A obra, de autoria da jornalista Nahima Maciel, traz um perfil, entrevista detalhada e textos exclusivos de especialistas ligados às artes visuais no país, entre eles, o professor da UnB Marcelo Feijó. Um dos destaques é a divulgação de 30 fotos inéditas de Luiz Humberto, a quem a autora define como um “arquivo vivo do que é esta cidade (Brasília)”.

A luz e a fúria, da Editora do Autor, tem 128 páginas e será vendido a R$ 35,00.

Informações pelo telefone (61)2105 2000.

Fonte: Agência UNB

Destaque ao Biodiesel na visita do ministro de C & T ao Cetec

O ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, visitou no último dia 10 , em Belo Horizonte, a Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec), onde conheceu o trabalho que a instituição realiza para o desenvolvimento de tecnologias de produção de biocombustíveis.

Acompanhado pelo secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais, Alberto Portugal, e do presidente da Fundação Cetec, Alfredo Gontijo, o ministro visitou os laboratórios de Emissões Veiculares e de Biocombustíveis da instituição.

Segundo Gontijo, o Cetec está passando por um processo de reestruturação para que se integre ao Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec), sistema idealizado pelo MCT que tem por objetivo organizar em redes indústrias e centros de pesquisa. “É um passo estratégico e muito importante em nosso processo de reestruturação. Queremos estreitar laços com o Ministério, especialmente, com relação ao Sibratec”, disse o presidente do Cetec.

O ministro considerou importante a disposição do Cetec em integrar o Sibratec, uma vez que, segundo ele, um dos maiores desafios do País é incorporar a inovação tecnológica como parte essencial do processo produtivo das empresas. "Isso vai trazer a idéia, para o setor empresarial mineiro, do papel e do impacto que a inovação tem na agenda de desenvolvimento de qualquer setor, seja de serviço ou industrial.", afirmou.

A Cetec trabalha no desenvolvimento de tecnologias aplicáveis na indústria, tendo parcerias com diversas empresas para a transferência dessas tecnologias.

Atividades do Cetec
O Laboratório de Emissões Veiculares do Cetec realiza ensaios qualitativos e quantitativos para medição das emissões de escapamento em dinamômetro de rolos e análises das emissões evaporativas de veículos em câmara selada. Nesse laboratório, a principal demanda dos clientes do Cetec é homologar veículos de montadoras quanto ao que estabelece o Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve).

As análises da Fundação Cetec informam se o veículo está ou não dentro das exigências ambientais de circulação. Testes com biocombustíveis também são feitos nessa instalação.

Já o Laboratório de Biocombustíveis produz o combustível utilizado nos testes em motores e de emissão veicular realizados pelo Cetec. Esta planta-piloto possui capacidade de produção de biodiesel de 1.000 litros/dia. O biodiesel é produzido a partir do etanol, o que gera melhores rendimentos e qualidade do combustível produzido.
Também são realizadas pesquisas para produção de biocombustível usando como matéria-prima o girassol, amendoim, soja, algodão, mamona e babaçu.

O Laboratório foi montado com recursos de R$ 1,3 milhão, provenientes da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT), da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

Fonte: Agência CT

Avaliação seriada no vestibular da USP

Conselho de Graduação da Universidade de São Paulo aprovou mudanças no vestibular. A principal será o início da implementação do Programa de Avaliação Seriada (PAS-USP) nas escolas da rede estadual de ensino médio regular de São Paulo, voltado aos estudantes que estejam cursando o último ano desse nível de ensino.

Com isso, além do bônus universal de 3%, os alunos das escolas públicas passam a contar com um bônus qualificado pelo desempenho no PAS-USP e no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Segundo a USP, o objetivo principal do programa é aproximar a universidade das escolas públicas da rede estadual de ensino e estimular a participação dos estudantes dessas escolas no vestibular da USP.

A avaliação seriada consiste de uma prova elaborada pela USP, a ser aplicada nas escolas da rede pública estadual de São Paulo que optarem por participar do programa. O desempenho dos estudantes se traduzirá em bônus adicional de até 3%, proporcional ao resultado obtido na prova.

Essa ação será desenvolvida em parceria com a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. Neste primeiro ano, a prova será aplicada aos estudantes do 3º ano do ensino médio regular e implementada progressivamente para as demais séries em 2010 e 2011.

O desempenho do estudante no Enem também se traduzirá em bônus adicional de até 6%, proporcional ao resultado obtido nessa prova. Essas proporções serão aplicadas ao Vestibular 2009, podendo sofrer modificações após a plena implementação do PAS-USP.

A aplicação do bônus universal de 3% e do bônus qualificado pelo desempenho do estudante no PAS-USP e no Enem resultará em um bônus de até 12% para candidatos ao Vestibular da USP provenientes de escolas públicas que demonstrem seu mérito acadêmico por meio da pontuação nessas provas.

Com a adoção do PAS-USP, a Pró-Reitoria de Graduação da universidade aprimora o Programa de Inclusão Social (Inclusp). De acordo com a universidade, o impacto da adoção de uma das medidas anteriores, a concessão do bônus universal, foi determinante para inverter a tendência de queda no número, iniciada em 2005, de ingressantes oriundos da escola pública.

No ano seguinte, foram aprovados 2.448 (24,7%) alunos provenientes do ensino médio público. Em 2007, foram 2.716 (26,7%). Pela simulação realizada pela Pró-Reitoria de Graduação, sem a aplicação do bônus, o número cairia para 2.386, sendo que, em 2008, atingiria o patamar de 2.338.

No que se refere ao mérito acadêmico, os dados sobre o desempenho dos ingressantes, em 2007, demonstram que as médias dos alunos Inclusp (6,3) ficaram ligeiramente acima da média da universidade (6,2).

Dos 118 cursos oferecidos na USP, a média dos ingressantes Inclusp foi igual (em oito cursos) ou superior (em 54 cursos). Ou seja, em 64 (54,2%) cursos, os ingressantes Inclusp tiveram média superior ou igual à média USP.

“Esses indicadores nos mostram que a USP está seguindo no caminho correto quanto à adoção de ações afirmativas que contemplam o mérito acadêmico e a inclusão social e nos estimula a prosseguir no aperfeiçoamento do programa e na implantação de suas diferentes fases”, disse Suely Vilela, reitora da USP.

Mais informações: www.usp.br

Fonte: Agência Fapesp