quarta-feira, 9 de abril de 2008

Abertas as inscrições do Prominp para preenchimento vagas em cursos gratuitos de capacitação



Até o dia 25 deste mês de abril estão abertas as inscrições do Prominp para preenchimento de 15.569 vagas em cursos gratuitos de capacitação para a indústria de petróleo e gás.

No Rio de Janeiro a oferta é de 3.290 vagas de níveis básico, médio, técnico, inspetor e superior. Outros 12 estados - Alagoas, Amazonas, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Paraná e Rio Grande do Sul – também participam da seleção pública.

Os interessados devem realizar a inscrição no site do programa – www.prominp.com.br , ou nas agências dos Correios selecionadas. A taxa de inscrição é de R$ 19 para nível básico, R$ 33 para níveis médio, técnico e inspetor e R$ 50 para nível superior. A inscrição só será confirmada após o pagamento da taxa.

Do total de vagas oferecidas, 8.567 são para cursos de nível básico, 5.075 para cursos de nível médio, 686 para nível técnico, 263 para inspetores e 978 para cursos de nível superior. A prova nacional será realizada em todas as localidades que possuem oferta de vagas e está marcada para o dia 25 de maio.

Para concorrer a uma das vagas o candidato deve ter idade igual ou superior a 18 anos, além de preencher os pré-requisitos do curso desejado. Os candidatos aprovados que, durante o curso, estiverem desempregados, receberão uma bolsa-auxílio no valor de R$ 300 mensais para nível básico, R$ 600 para níveis médio, técnico e inspetores, e R$ 900 para nível superior.

É importante ressaltar que a participação nos cursos do Prominp não garante emprego após a conclusão do curso. O objetivo é melhorar a qualificação dos profissionais que serão, eventualmente, aproveitados pelas empresas privadas fornecedoras de bens e serviços do setor de petróleo e gás natural. Todas as informações sobre os cursos oferecidos nesta etapa de seleção podem ser obtidas no edital, que está disponível para consulta e download desde ontem nos sites do Prominp (http://www.prominp.com.br/) e da Cesgranrio (http://www.cesgranrio.org.br/), e também nos locais de inscrição.

Fonte: Agência Petrobras

Enade define áreas e os cursos superiores de tecnologia que serão avaliados em 2008

Estão definidas as áreas e os cursos superiores de tecnologia que serão avaliados pelo Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) em 2008.

O exame será realizado no dia 9 de novembro, às 13 horas (horário de Brasília). O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) selecionará aqueles que deverão fazer a prova, dentre os integrantes e concluintes inscritos pelas instituições de ensino superior.

Em 2008 serão avaliadas as áreas de arquitetura e urbanismo, biologia, ciências sociais, computação, engenharia, filosofia, física, geografia, história, letras, matemática, pedagogia e química.

Também serão avaliados os cursos superiores de tecnologia em: construção de edifícios, alimentos, automação industrial, gestão da produção industrial, manutenção industrial, processos químicos, fabricação mecânica, análise e desenvolvimento de sistemas, redes de computadores e saneamento ambiental.

O Inep enviará às instituições de ensino superior, até o dia 1º de agosto, as instruções e instrumentos necessários para o cadastramento eletrônico dos alunos habilitados para participar do Enade. Os dirigentes são responsáveis pela inscrição dos estudantes e deverão devolvê-la até o dia 31 de agosto.

Até o dia 26 de setembro, o Inep divulgará a lista dos alunos selecionados para o Enade e, até o dia 20 de outubro, os respectivos locais das provas.

Os alunos ingressantes e concluintes que se encontram em situação irregular nas edições anteriores do Exame deverão regularizar a situação participando do Enade 2008. Cabe às instituições de ensino superior realizar a inscrição desses alunos, de 2 a 20 de junho.

Os alunos que não forem selecionados na amostra definida pelo Inep poderão participar do Enade 2008 como voluntários. As instituições devem informar a opção dos estudantes até o dia 3 de outubro.

Mais informações: www.inep.gov.br

Fonte: Agência Fapesp

3º Desafio GV-Intel de Empreendedorismo e Venture Capital - Inovação e Tecnologia

Com o apoio da Finep, a Intel e o Centro de Estudos em Private Equity e Venture Capital (GV-Cepe) lançam, ainda este mês, o "3º Desafio GV-Intel de Empreendedorismo e Venture Capital - Inovação e Tecnologia". Criado em 2006, o desafio, tem a finalidade de premiar e divulgar as melhores atividades de empreendedorismo nacionais, desenvolvidas por alunos dos cursos de graduação e pós-graduação, associados ou não a empreendedores das universidades e centros brasileiros de pesquisa e tecnologia.

Para participar, as equipes de estudantes têm de preencher o formulário de inscrição até 28 de abril e enviar, até o dia 28 de maio, os seus planos de negócio, caracterizados por soluções técnicas que possam ser transformadas em negócios promissores futuros. A Fundação Getúlio Vargas é responsável pelo recebimento dos projetos e seleciona os dois vencedores, que ganharão prêmios em dinheiro, além de representarem o Brasil na Intel+UC Berkeley Technology Entrepreneurship Challenge, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, EUA.

No ano passado, o primeiro lugar ficou com a "Equipe Trivial", formada por alunos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que apresentaram o projeto vEye, um dispositivo portátil que ajuda os deficientes visuais a se ocomoverem em lugares externos que não conhecem. Com o uso da tecnologia de reconhecimento de voz pelo aparelho celular, o usuário verbaliza uma referência ou o endereço aonde quer chegar e, após identificar o melhor caminho, o sistema passa a direcionar a pessoa com sinais vibratórios.

Mais informações sobre o desafio: http://www.cepe.fgvsp.br/desafio

Fonte: Agência CT

Empresa de engenharia organiza instituto para sistematizar relação com academia e garantir competências do futuro

Engenharia do futuro. A expressão tem sabor de novidade para os ouvidos de quem passa longe do mundo da construção de complexos industriais, das "grandes obras de infra-estrutura", como diz Ricardo Correia, o engenheiro do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) que preside o Instituto de Tecnologia Promon. A engenharia do futuro — ou ecologia industrial, como ele também a denomina — é um dos interesses estratégicos da empresa de engenharia de projetos, pelo motivo decisivo de ser uma de suas três linhas de negócios. As outras duas são energia e tecnologias da informação e comunicação.

"Precisamos de competências: gente que faça trabalhos com demandas de mercado", explica Ricardo sobre as razões pelas quais a empresa decidiu criar o instituto. Competências significa gente competente. Quem forma gente são as universidades. Para assegurar que a empresa vai ter gente competente para contratar hoje e no futuro, existe o instituto — para ser o pólo avançado da relação da Promon com a universidade. O desenvolvimento das competências depende do conhecimento e de sua gestão.

O exemplo da ecologia industrial mostra que conhecimento é esse necessário para assegurar o futuro de uma empresa como a Promon, e o que ela espera encontrar na interação com as universidades — que são um lugar para a geração e transmissão do conhecimento. Os engenheiros da área devem estar carecas de saber, mas há sabor de novo para quem escuta pela primeira vez: existe uma demanda por plantas industriais ou por grandes obras de infra-estrutura que sejam "ambientalmente, economicamente e até socialmente sustentáveis" nas palavras de Ricardo. O cerco dos regulamentos estreitou-se em torno das grandes obras, que podem trazer impactos ambientais evidentes. A Promon transita por entre as termoelétricas, parques, refinarias, hidroelétricas, fábricas de papel e celulose. Seus 600 engenheiros projetam, implantam, treinam e entregam a chave da planta na mão do cliente — é essa a descrição do engenheiro. O cliente pode querer uma termoelétrica, uma refinaria, um parque industrial. Coisas grandes, nas quais as autoridades estão de olho.

É preciso, então, introduzir o pensamento da sustentabilidade na elaboração do projeto. Sustentabilidade associa-se à ecologia e daí à biologia. A ecologia industrial, vou entendendo da conversa, inclui o tema da sustentabilidade no projeto da planta como se fosse uma relação de simbiose. Um exemplo simples: em um parque industrial, essa engenharia pensa que, se o rejeito de uma das plantas for o insumo de outra planta, então o impacto ambiental será menor.

Essa correção ecológica é um fator de geração de valor em projetos de engenharia. No futuro ainda mais, mas já hoje. Um engenheiro envolvido no projeto de uma hidroelétrica, tipo de obra relativamente comum no Brasil, precisa pensar no impacto ambiental que o reservatório trará ao território à sua volta. Precisa ter a competência para simular os impactos do reservatório, definir quais são eles — para minimizá-los. Competência é sinônimo de conhecimento. A academia já oferece programas de mestrado na área. A gestão do uso da água — em hidroelétricas, por exemplo, ou na co-geração de energia na usina de álcool — é um tema dessa engenharia da sustentabilidade. O próximo seminário do Instituto Promon será sobre isso: a geração sustentável de energia. O seminário é uma das formas pelas quais o instituto quer garantir hoje a competência de amanhã. Convida executivos clientes da Promon para entrar em contato com pesquisadores da universidade e dos institutos de pesquisa, do Brasil e do exterior, e com decisores dos diversos níveis de governo — com o objetivo de por em circulação o conhecimento de que precisa.

O instituto começa neste ano seu programa de bolsas para mestrandos e doutorandos que queiram estudar os temas definidos pelo instituto com suas unidades de negócios como estratégicos. A seleção está em fase final. Finalmente, a tarefa de formalizar o conhecimento que os engenheiros da empresa desenvolvem para seus clientes, para poder transmiti-los internamente, é a terceira vertente da atividade do instituto.

Fonte: M.T. / Inovação Unicamp

Conhecimento de pediatras e nutricionistas sobre o tratamento da alergia ao leite de vaca no lactente

Pediatricians and nutritionists knowledge about treatment of cow milk allergy in infants
Os pediatras e nutricionistas erram com freqüência no diagnóstico para detectar a alergia às proteínas do leite de vaca em crianças menores de 2 anos.

Essa é a conclusão de uma pesquisa, feita na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em que foi demonstrada a presença de “erro conceitual” em relação às recomendações terapêuticas na alergia ao leite de vaca em lactentes.

O trabalho, publicado na Revista Paulista de Pediatria, alerta para a necessidade de diagnósticos precisos e cautelosos, uma vez que a dieta de exclusão do leite de vaca, ao ser aplicada aos lactentes, pode prejudicar o crescimento normal e a própria qualidade nutricional da dieta. As crianças menores de 2 anos, em fase de rápido desenvolvimento, apresentam necessidades nutricionais elevadas.

A eliminação do leite de vaca, sem substituição adequada, provoca déficits de cálcio e de outros nutrientes. De acordo com o coordenador do estudo, Mauro Batista de Morais, professor associado e livre-docente da disciplina de gastroenterologia pediátrica da Unifesp, deve-se prescrever dieta de exclusão do leite de vaca e derivados com substituição da mamadeira, na maioria dos casos, por uma fórmula especial, denominada hidrolisado de proteínas, ou por fórmulas de aminoácidos.

“Como se trata de produtos com custo mais elevado, muitos pediatras e nutricionistas iniciam o tratamento com fórmula de soja. De acordo com a Academia Norte-Americana de Pediatria, as fórmulas de soja só podem ser utilizadas nas alergias imediatas após o sexto mês de vida”, afirmou Morais.

Os outros autores do estudo, todos ligados à Unifesp, são Ana Paula Cortez, Lilian Cristiane Medeiros, Patrícia da Graça Speridião, Regina Helena Mattar e Ulysses Fagundes Neto, esse último professor titular de gastroenterologia pediátrica e reitor da universidade.

A pesquisa foi realizada em três hospitais públicos no município de São Paulo, em 2005. Os resultados foram analisados a partir de um questionário auto-administrado, envolvendo 53 pediatras e 29 nutricionistas com idade entre 21 e 50 anos. Cerca de 91,6% dos que responderam às questões tinham pós-graduação (especialização, mestrado ou doutorado).

Observou-se que produtos como leite de cabra, fórmula láctea sem lactose e parcialmente hidrolisada, que não são recomendados para o tratamento da alergia às proteínas do leite de vaca, foram considerados adequados por alguns profissionais. Cerca de 66% dos pediatras e 48% dos nutricionistas prescreveram pelo menos um produto considerado inadequado para pacientes com alergia ao leite de vaca.

“Muitas vezes são prescritos extratos de soja que não atendem às necessidades da criança e podem desencadear alergia. A soja que é usada por adulto não pode ser a única fonte de alimentação de uma criança. Esse é um erro comum. A dieta da exclusão não pode se limitar a curar a alergia. Ela também deve ser adequada para o lactente crescer”, afirmou Morais.

Alternativas não informadas
Outro dado que chamou a atenção no estudo é que 25% dos pediatras e 40% dos nutricionistas não apontaram as fórmulas à base de hidrolisado protéico e fórmulas à base de aminoácidos como opções terapêuticas no combate à alergia ao leite de vaca.

O problema começa na fase incial. Lactentes que apresentam diarréia e vômito levantam indícios de que tenham alergia ao leite de vaca. No primeiro momento, segundo Morais, deve haver a suspensão do leite na dieta. Depois de alguns dias, a diarréia e os vômitos desaparecem. Após cerca de oito semanas, o leite de vaca é reintroduzido na alimentação para verificar o reaparecimento dos sintomas.

“Esse é o processo correto para fazer o diagnóstico. Na prática, os médicos param no segundo ponto. Ou seja, só fazem a dieta da exclusão. Se a dieta for errada, a criança terá déficits nutricionais”, disse.

Em relação à rotina de atendimento, 52,8% dos pediatras responderam que crianças com alergia a proteínas do leite de vaca são avaliadas e orientadas por nutricionistas. E a maioria dos profissionais (97,6%) afirmou realizar, rotineiramente, a avaliação da dieta.

Houve uma proporção maior de nutricionistas, em relação aos pediatras, que afirmou ter adotado algum padrão de referência para analisar a quantidade de cada nutriente na dieta da criança.

No aspecto “alimentos que devem ser excluídos” durante o tratamento da alergia às proteínas do leite de vaca, 92,4% dos pediatras e 89,6% dos nutricionistas responderam corretamente. Mas 20,7% e 17,2%, respectivamente, “limitaram-se à exclusão da dieta do leite de vaca e de seus derivados, mas não mencionaram os produtos industrializados e as preparações que podem conter as proteínas do leite de vaca”, disse Morais.

Confusão no diagnóstico
A pesquisa também detectou haver erro no diagnóstico em relação à intolerância à lactose, que é confundida com alergia a proteínas. Os resultados mostram que 30,8% dos pediatras e 17,2% dos nutricionistas consideram necessária a retirada de todos os alimentos que contenham as proteínas do leite de vaca nos casos de intolerância à lactose.

“A intolerância à lactose é uma incapacidade de a pessoa absorver a lactose (açúcar), e não a proteína. A intolerância à lactose ocorre, geralmente, depois dos 4 anos de idade. Os sintomas são gases, flatulência, cólica abdominal e, eventualmente, diarréia. As pessoas que têm intolerância a ela podem comer eventualmente pequenas quantidades em produtos derivados do leite, como queijo e iogurte”, explicou o professor de gastroenterologia pediátrica da Unifesp.

Outro problema encontrado foi em relação à ingestão de leites de outros mamíferos, como cabra ou ovelha. Cerca de 15,2% dos pediatras e 13,7% dos nutricionistas afirmaram que “leites de outros mamíferos poderiam ser utilizados como substitutos para crianças com alergias às proteínas do leite de vaca”.

De acordo com Morais, as proteínas do leite de cabra são muito semelhantes às do leite de vaca, portanto, não adequadas para o indivíduo com alergia, ou seja, “quem tem alergia ao leite de vaca, em geral, tem alergia ao leite de cabra. Quando o paciente melhora com leite de cabra é provável que não seja alergia alimentar”, disse.

O estudo levanta a necessidade de se “elaborar estratégias educacionais que ampliem os conhecimentos desses profissionais”, visando a evitar a recomendação de dietas de exclusão sem efetividade ou a ocorrência de déficits nutricionais por dietas que não preencham as necessidades nutricionais do lactente.

“Os maiores déficits de comprometimento são os procedimentos e as condutas práticas terapêuticas. Não sabemos ainda se é por desconhecimento ou porque o profissional acha que não vai conseguir fazer o tratamento de forma mais adequada. É preferível que, se o médico tem uma dificuldade maior para prestar atendimento, que ele encaminhe o paciente para um centro especializado”, enfatizou o pesquisador.

Para ler o artigo Conhecimento de pediatras e nutricionistas sobre o tratamento da alergia ao leite de vaca no lactente, de Mauro Batista de Morais e outros, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.

Fonte: Alex Sander Alcântara / Agência Fapesp

Museu Goeldi recebe especialista em Arqueobotânica

Especialistas se reúnem no Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG/MCT) para avaliar estudos bioarqueológicos e de arqueobotânica. Até a próxima sexta-feira (11), a pesquisadora Linda Perry, do Smithsonian National Museum of Natural History, em Washington (Estados Unidos), participa de encontros no Museu Goeldi onde tratará de estudos conduzidos na área.

Especialista em estudos bioarqueológicos e arqueobotânica, Perry tem desenvolvido pesquisas com vestígios botânicos em regiões tropicais e seu trabalho tem contribuído para a melhor compreensão do processo de domesticação de plantas cultivadas e o manejo de espécies vegetais por antigas populações.

Na oportunidade, a pesquisadora apresentará técnicas de análise de material bioarqueológico preservado em artefatos cerâmicos e solos arqueológicos. Perry vai ministrar a palestra "Análises de microvestígios botânicos como bioindicadores de ação antrópica no ambiente amazônico", hoje (8), às 14h, no auditório Paulo Cavalcante, no Campus de Pesquisa do Museu Goeldi.

Através de uma bolsa de curta duração dentro do Programa CNPq-Fulbright Professor Visitante Norte-Americano, Perry chega a Belém (PA) numa parceria com o Programa de Pós-Graduação em Botânica do MPEG/UFPA.

No Museu Goeldi, os estudos de Arqueobotânica foram realizados nos últimos anos pelo pesquisador/bolsista da Coordenação de Botânica, Seidel Santos, particularmente no âmbito do Programa de Arqueologia Preventiva na Área da Mineração Serra do Sossego, coordenado pela Dra. Edith Pereira, da Coordenação de Ciências Humanas.

Para Seidel Santos, a vinda da Dra.Perry é de grande significado para o avanço na pesquisa arqueológica e arqueobotânica. As técnicas por ela demonstradas vão auxiliar os trabalhos de pesquisa desenvolvidos no MPEG na identificação e coleta de evidências (microvestígios) deixados pelas antigas populações que habitaram a região amazônica. Os vestígios podem ser encontrados no solo e nos artefatos cerâmicos utilizados em práticas medicinais, ritualísticas e alimentícias, informa o pesquisador. São as técnicas de bioarqueologia e paleoetnobotânica que interpretam tais evidências.

Fonte: Agência CT

Minas Gerais inicia produção de radiofármacos para medicina nuclear

O Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN/Cnen) inaugura na quinta-feira (10), às 14h, no Campus da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte (MG), sua Unidade de Pesquisa e Produção de Radiofármacos (UPPR) para medicina nuclear. A produção, antes restrita ao Rio de Janeiro e São Paulo, fornecerá matéria-prima para a realização, em Minas Gerais, de exames para diagnóstico precoce de vários tipos de câncer e outras doenças.

Resultado do investimento de R$ 13,2 milhões, oriundos de emenda ao orçamento da União proposta pela bancada federal mineira, a unidade introduz o que há de mais moderno na tecnologia cíclotron, acelerador de partículas da nova unidade.

Inicialmente, será produzido o Fluorodeoxiglicose (FDG), radiofármaco mais utilizado pela Tomografia por Emissão de Pósitrons (PET), respondendo por mais de 95% da demanda mundial dessa técnica. As imagens obtidas pela câmara PET, acoplada a um tomógrafo, podem detectar lesões pequenas (5 a 10 mm) para alguns tipos de câncer, além de aplicações na cardiologia e neurologia.

Todo o processo de produção de radiofármacos obedece às normas de boas práticas de fabricação de medicamentos. Os técnicos do CDTN que irão operar a UPPR foram treinados em instalações similares, no Brasil e no exterior, e estão capacitados para iniciar a produção regular .

Além da UPPR, o CDTN está investindo em laboratórios de pesquisa em radiobiologia e em física médica, um projeto integrado à produção local de radiofármacos que permitirá o desenvolvimento de outros radiofármacos e suas aplicações.

Infra-estrutura
Com cerca de 900 m² de área construída, a UPPR consta, basicamente, de um Cíclotron (acelerador de partículas), equipamento onde ocorre a reação nuclear que produz o material radioativo desejado; unidades de síntese de fármaco marcado com o material radioativo desejado, resultando no radiofármaco; equipamentos para manipulação, dosagem e fracionamento do radiofármaco; instalações para controle da qualidade químico, radioquímico e microbiológico.

Além do ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, e do presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen/MCT), Odair Gonçalves, comparecem a cerimônia parlamentares e ex-parlamentares que assinaram a emenda orçamentária. Na ocasião, eles serão homenageados pelo diretor do CDTN, Sérgio Filgueiras.

Fonte: Agência CT

Abertas as inscrições de cursos para o uso do Portal de Periódicos

Estão abertas as inscrições para o treinamento de usuários para uso do Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Ministrados em Brasília, os cursos serão oferecidos em quatro períodos: de 14 a 18 de abril; de 23 a 27 de junho; de 18 a 22 de agosto; e de 27 a 31 de outubro.

O objetivo do treinamento é possibilitar aos participantes maior acessibilidade aos recursos disponíveis no portal. Ele é dirigido aos pesquisadores, coordenadores de pós-graduação, docentes, estudantes, servidores, bibliotecários e demais usuários da ferramenta virtual.

Atualmente, o Portal de Periódicos da Capes possui 188 instituições de ensino superior e/ou pesquisa cadastradas. O site oferece acesso a textos científicos publicados em mais de 9,4 mil revistas de todo o mundo e a resumos de documentos em diversas áreas do conhecimento.

As inscrições para o curso e mais informações sobre o portal podem ser obtidos no endereço www.periodicos.capes.gov.br .

Fonte: Gestão CT

Abertas as inscrições para o Prêmio Inovação em Gestão Educacional do Ministério da Educação

Estão abertas até o dia 18 deste mês, as inscrições para o Prêmio Inovação em Gestão Educacional do Ministério da Educação, desenvolvido em parceria com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

De acordo com o MEC, o prêmio tem como objetivo reconhecer as boas práticas de gestão dos municípios e sua divulgação em um banco de experiências na internet, que servirá de subsídio, referência e sugestão aos gestores municipais de todo o país.

Podem participar municípios de todo o Brasil, que devem se inscrever para apenas uma das seguintes áreas temáticas: gestão pedagógica; gestão de pessoas; planejamento e gestão; e avaliação de resultados educacionais.

Ao todo, serão selecionados dez projetos que vão receber cem mil reais cada, verba que está vinculada à qualificação do projeto e terá a aplicação monitorada pelo MEC.

A entrega do prêmio está marcada para o dia 19 de novembro.

Informações adicionais e a ficha de inscrição estão disponíveis no endereço: http://www.inep.gov.br/laboratorio/

Fonte: Gestão CT

Embrapa lança edital para selecionar empreendimentos de agronegócios para incubação

A Embrapa Agroindústria Tropical abriu as inscrições para uma chamada pública de apoio ao desenvolvimento de produtos, processos ou serviços. A seleção de propostas no âmbito do Edital Proeta – Programa de Apoio ao Desenvolvimento de Novas Empresas de Base Tecnológica Agropecuária e à Transferência de Tecnologia é dividida em três períodos de inscrição. O primeiro expirou em 20 de fevereiro. Já o segundo e o terceiro recebem os trabalhos, respectivamente, até 20 de maio e 20 de agosto.

O objetivo é selecionar projetos de empreendimentos voltados ao agronegócio para incubação no âmbito do Proeta. É necessário que as propostas sejam desenvolvidas em parceria com uma incubadora de empresas ligada à Embrapa Agroindústria. Os trabalhos devem atuar em uma das 13 áreas tecnológicas abordadas pelo programa. Algumas delas são “Aproveitamento Industrial da Fibra da Casca do Côco Verde”, “Micropropagação”, “Consultoria de Preparação para Certificação em Qualidade” e “Controlador de Baixo Custo para Irrigação de Precisão”. Os projetos selecionados serão incubados por um período de 24 meses, prorrogável por mais um ano.
As inscrições devem ser feitas por meio do envio de documentação específica para a Embrapa Agroindústria Tropical. A listagem com a documentação e o endereço da instituição podem ser visualizados no edital.

A íntegra da chamada pública pode ser visualizada no endereço:
http://www.cnpat.embrapa.br/proeta/edital.html

Fonte: Gestão CT

MEC institui comissão de acompanhamento do Prouni

Foi publicada, no Diário Oficial da União do dia 3 de abril, a portaria nº 429 do Ministério da Educação (MEC), que institui a Comissão Nacional de Acompanhamento e Controle Social do Programa Universidade para Todos - Prouni - (Conap), órgão que será vinculado à Secretaria de Educação Superior (Sesu) do MEC.

De acordo com o texto, compete à Conap exercer o acompanhamento e o controle social dos procedimentos operacionais de concessão de bolsas do Prouni, visando seu aperfeiçoamento e sua consolidação, além de interagir com a sociedade, recebendo queixas, denúncias, críticas e sugestões para apresentação à Sesu, entre outras atribuições. Neste último caso, o MEC irá assegurar canal de comunicação da sociedade com a Conap, por meio eletrônico, com repasse automático das mensagens a todos os seus membros.

Farão parte da Conap: representantes do corpo discente das instituições privadas de ensino superior, sendo pelo menos um deles bolsista do Prouni; representantes dos estudantes do ensino médio público; representantes do corpo docente das instituições privadas de ensino superior, sendo professores em regime de tempo integral; e representantes dos dirigentes das instituições privadas de ensino superior, da sociedade civil e do MEC.

A Conap será instalada em 15 dias, a contar da data de publicação da portaria.

A íntegra da portaria está disponível no endereço.

Fonte: Gestão CT

Finep divulga resultado do edital para apoio a projetos de inovação de MPEs

A Finep divulgou o resultado da chamada para apoio a projetos de inovação e difusão tecnológica de interesse de micro e pequenas empresas. As propostas foram selecionadas em duas linhas de ação.

A primeira é voltada para projeto de grupo de micro e pequenas empresas (MPEs) inseridas em arranjos produtivos locais. Nessa linha foram escolhidas 43 propostas, sendo 20 da região Sul, dez do Sudeste e dez do Nordeste, uma do Centro-Oeste e uma da região Norte.

Ainda na primeira linha, o Estado que teve o maior número de projetos contemplados foi o Rio Grande do Sul, com oito propostas aprovadas. Em seguida, Santa Catarina e Paraná, com seis cada. O Estado de Minas Gerais teve cinco projetos selecionados, seguido do Rio de Janeiro, Ceará e Rio Grande do Norte, que tiveram três cada. Já Tocantins e Pernambuco tiveram duas propostas escolhidas, cada, e São Paulo, Espírito Santo, Sergipe, Goiás e Bahia foram contemplados com um projeto cada.
Na segunda linha, voltada para projeto de grupo de micro e pequenas empresas atuantes em setores definidos como estratégicos ou como portadores de futuro pela política industrial, tecnológica e de comércio exterior (Pitce), foram selecionadas 19 propostas ao todo.Deste total, a região Sul também esteve à frente, somando sete projetos classificados, distribuídos entre Rio Grande do Sul, que teve cinco propostas selecionadas, Paraná e Santa Catarina, com um projeto cada.

A região Sudeste somou seis propostas, sendo duas de São Paulo e duas do Rio de Janeiro, um projeto do Espírito Santo e outro de Minas Gerais. O Nordeste e o Centro-Oeste tiveram a mesma quantidade de projetos classificados, totalizando dois em cada região. Desses, um foi selecionado no Ceará e outro em Alagoas, além de escolhido um projeto no Distrito Federal e uma proposta em Goiás. E, por fim, o Pará, único Estado da região Norte que teve uma proposta aprovada.

A lista com os classificados está disponível no endereço.

Fonte: Gestão CT

Relatório do MCT resume investimentos das empresas e renúncia fiscal do governo para projetos beneficiados pela "Lei do Bem"

Um total de 130 empresas localizadas em todo o Brasil utilizou em 2006 os incentivos fiscais para inovação concedidos pela Lei 11.196/2005, conhecida por "Lei do Bem". A renúncia fiscal do governo federal foi de R$ 229 milhões, contra um investimento de R$ 1,44 bilhão das empresas nos projetos classificados como de inovação, número que representa 0,06% do Produto Interno Bruto (PIB) de 2006. A maior parte das firmas beneficiadas é do Sudeste e do Sul, e dos setores de mecânica e transportes, químico e metalúrgico. Os números constam do "Relatório Anual da Utilização dos Incentivos Fiscais — Ano Base 2006", do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). As empresas devem entregar até 31 de julho deste ano o relatório de seus programas de P&D&I referente ao ano de 2007.

Os incentivos da lei
A legislação geral do Imposto de Renda Pessoa Jurídica já permitia a dedução de 100% dos dispêndios em projetos de inovação quando a empresa fizesse o cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e do Imposto de Renda (IR). Com a Lei 11.196, além desses 100%, a empresa passou a poder deduzir mais 60% do que despendeu de forma automática, ou seja, só por ter feito o projeto de P&D. Se a companhia aumentar seu quadro de pesquisadores, pode deduzir mais 20% das despesas totais dos seus projetos de inovação. O mesmo vale para o caso de a empresa conseguir uma patente ou registrar um cultivar: pode deduzir outros 20% das despesas com esses itens. Os gastos só podem ser deduzidos quando a empresa obtiver a carta-patente ou o registro do cultivar; o simples depósito ou pedido não são atividades beneficiadas pela lei de incentivos.

Dessa forma, a lei permite que as empresas, acumulando abatimentos, cheguem a deduzir o dobro dos seus dispêndios com projetos de inovação tecnológica ao calcularem a CSLL e o IR. A lei concede ainda redução de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e crédito do IR retido na fonte por remessas ao exterior para registro e manutenção de marcas, patentes e cultivares fora do País. Apenas empresas que declaram o IR pelo regime de lucro real podem utilizar o benefício.

Os números do relatório do MCT
Os R$ 229 milhões correspondem à dedução extra de 60% que as empresas fizeram da base de cálculo da CSLL e do IR, mais os 40% relacionados às despesas com a contratação de pesquisadores e com a obtenção de patentes; e à redução de IPI e crédito do IR retido na fonte por remessas ao exterior.

O relatório considera esses abatimentos citados anteriormente como o ganho real das empresas, porque as despesas com inovação classificadas como custos operacionais pela legislação do Imposto de Renda Pessoa Jurídica permitem uma dedução inicial automática de 100% apenas pela execução do projeto e já são excluídas da base de cálculo da CSLL e do IR, mesmo antes da Lei do Bem. O relatório do MCT considera que, na prática, a Lei 11.196 trouxe como ganho real a dedução extra de 60%, e a dedução de mais 40% no caso da contratação de pesquisadores e obtenção de registro de patente no Brasil ou no exterior.

Foram beneficiadas 73 empresas do Sudeste, 52 do Sul, três do Nordeste, uma do Norte e uma do Centro-Oeste. Os cinco setores que mais utilizaram os incentivos foram o de mecânica e transportes (30 empresas); químico (22); de metalurgia (22); eletro-eletrônico (13) e farmacêutico (11). O setor de mecânica e transportes obteve o maior volume de incentivos, R$ 87,2 milhões. Apesar de um mesmo número de empresas dos setores de química e metalurgia terem sido contempladas, o volume de dinheiro foi diferente. Para metalurgia, o governo concedeu R$ 38 milhões; para o químico, foram R$ 21,7 milhões. Mesmo tendo um número um pouco maior de firmas do que o setor farmacêutico, o setor eletro-eletrônico ficou com R$ 8 milhões, valor bem menor do que o que coube aos fabricantes de medicamentos, cujos projetos totalizaram um incentivo de R$ 20,6 milhões.

Em sua conclusão, o relatório, destaca as dificuldades no preenchimento do formulário. Apesar disso, aponta para o interesse crescente das empresas em utilizar o benefício nos anos subseqüentes, com base nas freqüentes consultas por e-mail e telefone feitas pelas firmas para tirar dúvidas sobre os incentivos. Daí recomendar o aperfeiçoamento do formulário.

Empresas não dão detalhes sobre projetos incentivados
Firmas que se beneficiaram dos incentivos dão poucos detalhes sobre os projetos ou sobre o quanto conseguiram recuperar do investimento em abatimento ou redução de tributo. Glaisy Domingues, gerente de planejamento tributário da Aracruz, fabricante brasileira de celulose, uma das 130 empresas que usaram o benefício em 2006, diz apenas que o valor obtido com os incentivos "é relevante", tanto que usaram o benefício também em 2007 e estão preparando o relatório para envio ao MCT este ano.

Ela conta também que os projetos trabalhados são da área industrial, florestal e também do setor de P&D da empresa. A maioria dos projetos constantes da lista de programas de inovação da Aracruz incentivados veio do departamento de P&D, segundo a executiva.

Sobre a insegurança jurídica, Glaisy explica que a empresa preferiu trabalhar de forma conservadora na hora de selecionar em seu portfolio de projetos quais seriam passíveis de ser incentivados. "Como a fiscalização vai se dar por não especialistas no assunto inovação, selecionamos projetos que temos certeza de que tratam de inovação tecnológica", acrescenta.

Quando Inovação visitou o centro de P&D da Rhodia em Campinas (SP), em dezembro de 2007, o assunto incentivos fiscais foi mencionado. Na ocasião, Richard Macret, diretor de P&D da empresa para a América Latina, contou que a empresa havia usado os incentivos fiscais. A Rhodia aparece na lista das 130 empresas do relatório do MCT. Segundo o diretor, a empresa não utiliza muito os mecanismos de política pública para fomentar suas atividades de P&D&I. Já trabalhou com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), mas em poucos projetos.

Para Macret, há muita burocracia para controlar os gastos que podem ser computados para a obtenção de incentivos. Todos os projetos precisam ter uma ficha com a descrição de cada passo, o que foi realizado, quantas horas cada membro gastou no projeto, o salário mês a mês. Na Rhodia, são 150 pessoas no P&D. A empresa contava com mais de 70 projetos em seu portfolio. Macret comentou ainda que a empresa conseguiu abater algo em torno de R$ 700 mil, em um total de R$ 30 milhões de investimento. Apesar de não considerar o retorno alto, ele disse que a empresa pretendia continuar utilizando o benefício.

Uma avaliação da lei, feita por um instituto especializado
A Incentivar Consultoria, especializada em gestão de incentivos fiscais para inovação tecnológica e ligada ao Instituto Inovação — empresa privada que atua em atividades de gestão da inovação e tecnologia, com o objetivo de promover a aproximação entre os setores acadêmico e empresarial —, destaca como ponto positivo o automatismo no uso dos incentivos. "O grande avanço foi, sem dúvida, a não necessidade da aprovação prévia", afirma Christimara Garcia, diretora da Incentivar. A Lei 11.196 manteve mecanismos de incentivo do antigo Programa de Desenvolvimento Tecnológico Industrial (PDTI) do MCT.

Dois pontos diferenciam o PDTI da Lei 11.196, lembra Christimara. Primeiro, o PDTI dava incentivos fiscais apenas para atividades de pesquisa e desenvolvimento, não inovação tecnológica em geral, da qual o P&D é uma das atividades. Já a nova lei fomenta a inovação tecnológica. Segundo, para poder usufruir os incentivos fiscais previstos no PDTI, a empresa precisava submeter previamente um projeto de pesquisa e desenvolvimento para avaliação do ministério.

O MCT demorava oito, nove meses para analisar um projeto no âmbito do PDTI. As empresas passaram a criticar a exigência. A Lei 11.196 é de aplicação automática: a empresa seleciona projetos de inovação que atendam os critérios da lei e faz os abatimentos dos impostos. Envia um relatório anual para o MCT, que por sua vez manda a documentação para a Receita Federal. Este órgão vai fazer a fiscalização para saber se os recursos foram realmente empregados em projetos de inovação. Se a lei não foi obedecida, a empresa devolve o incentivo fiscal com multa.

Além da demora nas análises, mudanças no sistema tributário fizeram que o PDTI se tornasse menos vantajoso. Como resultado, de 1994 a 2006, apenas 179 firmas o utilizaram. Já em seu primeiro ano, os incentivos da Lei 11.196 foram usados por 130 companhias. A Lei 11.196 permite a migração do PDTI para o novo regime de incentivos, e 39% delas mudaram de regime em busca de maiores benefícios, de acordo com a análise da Incentivar.

Como lidar com a insegurança jurídica
A diretora da Incentivar Consultoria ressalva que a Lei 11.196 deixou o conceito do que é inovação tecnológica bastante aberto e não definiu quais atividades e gastos podem ser computados como de inovação tecnológica. "A lei não pode ser muito específica porque cada setor tem suas especificidades. A inovação tecnológica no setor de máquinas não é a mesma do setor químico ou automobilístico", aponta. "Mas isso causou uma insegurança jurídica", completa.

Manuela Soares, coordenadora de projetos da Incentivar, explica que a saída encontrada pela consultoria para lidar com a questão da insegurança foi utilizar manuais internacionais, como o Frascatti, e as normas e leis de países que já praticam subvenção para atividades de P&D como base para o trabalho de seleção dos projetos que integrarão as linhas de pesquisa a ser incentivadas. O relatório de uso dos incentivos fiscais não pede que a empresa declare projeto a projeto, mas sim que mostre as linhas de pesquisa — ou seja, agrupamentos de projetos — em que investiu para inovar.

"Fazemos uma prospecção na empresa para saber quais projetos ela têm que são atividades de inovação tecnológica e que podem se enquadrar na lei de incentivos", conta Manuela. Para fazer essa seleção, a consultoria usa os conceitos da literatura e de leis internacionais. Também faz um grande esforço para deixar a prestação de contas da forma mais clara possível para os fiscais da Receita Federal, traduzindo os termos técnicos. "O maior receio das empresas se dá porque o profissional que vai avaliar esse relatório é da Receita Federal, e esta pessoa pode não ter um conhecimento técnico, não entender o conceito de inovação", completa Manuela. As empresas solicitaram que o MCT desse um parecer sobre os relatórios, para ajudá-las, no caso de serem questionadas pela Receita. O ministério ficou de estudar a idéia.

A Receita tem um prazo de cinco anos para avaliar os relatórios, contados a partir da data de entrega deles ao governo. Apesar de o formulário não pedir a descrição e o detalhamento de gasto de cada um dos projetos, as companhias precisam ter isso organizado e arquivado, para o caso de serem questionadas.

Outro ponto crítico para as empresas foi o formulário. Não pela complexidade, mas pela segurança. Inovação tecnológica é um elemento estratégico para a competitividade das empresas, tratado com certo sigilo. E o formulário do MCT colocado na Internet era um documento simples, em formato Word, que as firmas baixavam, preenchiam e enviavam por e-mail para o ministério. Segundo as executivas da consultoria, no último dia de entrega dos formulários, 31 de julho de 2007, o e-mail do MCT ficou sobrecarregado. Houve dúvidas sobre se os relatórios chegaram ao MCT, e a falta de um sistema de segurança complexo para o formulário, que impedisse seu extravio pela rede, por exemplo, foi notada pelos consultores da Incentivar.

Ganhos indiretos
Além do benefício econômico do incentivo fiscal, Christimara e Manuela destacam que o uso da Lei 11.196 traz ganhos indiretos para as companhias. A prospecção e organização contábil dos investimentos dos projetos permitiu que as empresas conhecessem melhor o que fazem e aprimorassem ou até mesmo implantassem a gestão da inovação. "Além da melhoria no processo de gestão do P&D, da inovação, essas atividades ganham visibilidade dentro da própria empresa, mostram para ela mesma o que ela faz e o retorno que essas atividades lhe dão", diz Christimara.

Com o mapeamento das suas atividades, a firma consegue saber com precisão quanto e como investe em inovação, o que a auxilia na decisão por continuar, aumentar, interromper ou fazer novos investimentos em inovação tecnológica. "Há empresa que lança como gasto em inovação apenas o investimento na sua área de P&D, mas dispêndios na área industrial em melhoria de processos, com tecnologia incorporada, por exemplo, também são investimentos em inovação", completa. A Incentivar teve clientes que obtiveram quase 30% do benefício fiscal com atividades outras de inovação que não P&D.

Fonte: Janaína Simões / Inovação Unicamp

The use of multiple tools for teaching medical biochemistry

Com a intenção de aprimorar a qualidade da aprendizagem em cursos de graduação na área de ciências biomédicas, um grupo de professores da Universidade de Brasília (UnB) criou uma série de técnicas de ensino que incluem a tutoria, simulação de minicongressos, realização de experimentos científicos, criação de blogs científicos e elaboração de aulas pela internet para a comunidade.

As novas técnicas, que têm base em conceitos de Filosofia Ativa e da Aprendizagem Baseada na Resolução de Problemas (PBL), foram descritas em artigo na edição atual da revista trimestral Advances in Phisiology Education.

O artigo é a síntese das ferramentas utilizadas em sala de aula há 12 anos pelo professor do Departamento de Biologia Celular da Universidade de Brasília (UnB) Marcelo Hermes-Lima.

“São estratégias desenvolvidas espontaneamente ao longo dos anos, com a necessidade de desenvolver conhecimentos e habilidades dos estudantes a partir da contextualização em situações relevantes da vida real”, disse Hermes-Lima.

Segundo o professor, as técnicas enfatizam a importância da participação de tutores, para otimização do aprendizado a partir da interação entre estudantes em diferentes fases do curso e o corpo docente. Todas as atividades são implementadas com a colaboração de um ou mais estudantes experientes que agem como auxiliares da aprendizagem dos seus pares.

“A idéia é iniciar precocemente os alunos nos dois campos da atividade médica: a ciência básica real e o contato com o público”, explicou Hermes-Lima. Os outros autores do artigo são os professores da Faculdade de Medicina da UnB Alexandre Sé, Renato Passos e André Ono.

Adotadas sobretudo na América do Norte e no Leste Europeu, a Filosofia Ativa e a Aprendizagem Baseada na Resolução de Problemas, que são os fundamentos do artigo, sustentam que os estudantes aprendem melhor se os conhecimentos e habilidades forem inseridos e contextualizados de modo a ter relevância na realidade, em situações em que os problemas precisam ser resolvidos.

“Não acreditamos que seja útil gastar o tempo em sala de aula com uma exposição sobre a via oxidativa dos ácidos graxos, por exemplo, se os alunos podem consultar o livro. Na sala de aula, nos dedicamos à aplicação do conhecimento”, disse Hermes-Lima.

Ele conta que a maior parte das atividades foi avaliada pelos próprios estudantes por meio de questionários, no decorrer de diversos semestres, indicando alta aprovação dos métodos. “O melhor aproveitamento dos estudantes em provas e seminários de bioquímica indicou que as atividades tiveram validade como ferramentas educacionais”, afirmou.

O artigo sintetiza oito estratégias de aprendizagem que atuam como ferramentas de ensino. Um deles é o seminário-sistema pôster em BioBio (biofísica e bioquímica), que consiste na simulação de um minicongresso científico a partir da pesquisa, produção e discussão de textos ligados à resolução de problemas da vida real.

Outra ferramenta consiste na aplicação de teste lógico sobre bioquímica clínica (verdadeiro ou falso), no intuito de aprimorar a capacidade de entendimento dos conceitos e sua complexidade quando examinados em situações concretas.

A terceira ferramenta é o exame sobre o metabolismo. A prova tem nove horas de duração, pode ser feita em dupla e permite consulta. “A prova não é focada em conteúdos como ‘a diferença entre diabetes tipo 1 e 2’. Ela é voltada para a aplicação do conteúdo, com base em artigos científicos. A prova leva três meses para ser elaborada”, disse.

Blog e quiz
O Curso Avançado de Bioquímica é dirigido para os estudantes mais graduados, com o objetivo de desenvolver a capacidade de auxiliar os mais novos. “Aqui, a ênfase na discussão é maior na metodologia da ciência do que nos detalhes sobre temas particulares. O objetivo é estimular a capacidade de crítica científica”, disse Hermes-Lima.

Na quinta ferramenta, os estudantes foram estimulados a realizar experiências científicas e avaliar resultados. Nessa atividade, foram realizados experimentos como a comparação de um café-da-manhã tipicamente brasileiro – com 87% de carboidratos, 5% de lipídios e 8% de proteínas – e um tipicamente norte-americano, com 37% de carboidratos, 45% de lipídios e 18% de proteínas.

“Uma nutricionista foi responsável por preparar as refeições e calcular a quantidade de comida para cada estudante voluntário, com base em seu índice de massa corporal. Depois eram feitos testes de glucose sangüínea, triglicérides, colesterol total, ácido úrico e colesterol HDL”, explicou.

A sexta ferramenta é o Blog BioBio, criado em 2003 para facilitar a comunicação dos estudantes, auxiliares e professores. “Os pôsteres selecionados e os resultados de avaliação e de todas as atividades são colocados no blog, que também tem um papel na interação social das turmas”, disse Hermes-Lima. Outras estratégia é o BioBio Quiz-show, que funciona como um jogo televisivo no qual o objetivo é acertar o máximo de questões.

A última técnica adotada pelos professores na UnB são aulas preparadas pelos estudantes e voltadas para a comunidade universitária, especialmente para os funcionários da área técnica e administrativa.

“Essa é a estratégia mais recente a ser implantada. A idéia é que as aulas produzidas pelos alunos para essa atividade, que são vídeos de 50 minutos, sejam disponibilizadas na internet para consulta da comunidade. Essa prática exercita uma das capacidades mais importantes para os futuros médicos e nutricionistas, que é o contato com o público e seu papel didático na sociedade”, afirmou Hermes-Lima.

O artigo The use of multiple tools for teaching medical biochemistry, de Marcelo Hermes-Lima e outros, pode ser lido em http://advan.physiology.org/.

Fonte: Fábio de Castro /Agência Fapesp

O Sociólogo Pedro Demo é o novo consultor do Ibict

A partir deste mês, o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) conta com um novo consultor. É o sociólogo Pedro Demo, que usará a sua experiência acadêmica e profissional para orientar o governo sobre como unir o processo de inclusão digital ao processo de aprendizagem educacional. O Ibict é uma instituição associada à ABIPTI.

O novo consultor é professor do Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília (UnB). Ele desenvolverá um trabalho de consultoria por um ano, orientando programas e projetos educacionais na área de inclusão digital dirigidos para a população em geral e para segmentos específicos da sociedade.

De acordo com o Ibict, a estratégia de Pedro Demo será explorar os recursos oferecidos pelas novas tecnologias de comunicação e informação para aprimorar em jovens e adultos as habilidades de aprendizagem, utilizando os recursos informáticos como instrumento de educação e conhecimento.

O consultor atuará junto à Coordenação de Pesquisa e Desenvolvimento de Novos Produtos, que é dirigida por Cecília Leite, responsável pelas ações de Inclusão Digital do Ibict.

Informações sobre as ações do Ibict podem ser obtidas no site http://www.ibict.br/ .

Fonte: Gestão CT