terça-feira, 8 de abril de 2008

5º Congresso Acadêmico sobre Defesa Nacional

A Secretaria de Ensino, Logística, Mobilização, Ciência e Tecnologia (Selom) do Ministério da Defesa realizará, em parceria com a Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), uma seleção das instituições de ensino superior (IES) para participar da 5ª edição do Congresso Acadêmico sobre Defesa Nacional, que acontece de 31 de agosto a 5 de setembro de 2008, em Rezende (RJ).

As IES que inscreverem equipes multidisciplinares, preferencialmente nas áreas de ciências humanas e sociais, terão prioridade na seleção. As instituições interessadas em participar do 5º Congresso Acadêmico sobre Defesa Nacional devem enviar ao Ministério da Defesa, via postal, em envelope lacrado, solicitação relativa à participação até o dia 12 de maio. Já a documentação das IES deve ser encaminhada até o dia 26 de maio.

A instituição interessada também deve preencher uma ficha de inscrição disponível no site do Ministério da Defesa, no endereço:
http://10.200.2.11/eventos_temporarios/vcadn/cad_lote.htm .

A participação das IES está condicionada a formação de equipe constituída por um ou dois professores e, no mínimo, cinco e, no máximo, sete alunos dos cursos de graduação e pós-graduação. Cada equipe não pode ter mais de nove membros e nem menos de seis integrantes.

Estão previstas 200 vagas para universitários e professores civis, 63 para cadetes e professores das Forças Armadas, 11 para alunos do Instituto Militar de Engenharia e 11 para alunos do Instituto Tecnológico da Aeronáutica, instituição associada à ABIPTI.

Congresso
O 5º Congresso Acadêmico sobre Defesa Nacional é uma atividade de cunho social educacional e cultural promovida pela Selom e pela Aman. O objetivo do evento é estimular a interação entre as escolas militares e as universidades civis, seus alunos e professores, além de promover o debate sobre problemas relevantes para a nação e a sociedade brasileira, com temas voltados à segurança e defesa.

A íntegra do convite está disponível no endereço.

Fonte: Gestão CT

28º Congresso Brasileiro de Corrosão

O 28º Congresso Brasileiro de Corrosão reunirá, de 12 a 16 de maio, em Recife, a comunidade técnica e científica que desenvolve estudos sobre temas como tratamento de superfície, técnicas eletroquímicas aplicadas à corrosão, biomateriais e nanotecnologias aplicadas a medidas preventivas da corrosão.

Segundo os organizadores, o objetivo é permitir que os setores acadêmico e industrial troquem conhecimentos e solucionem problemas que afetam o setor produtivo, relacionados ao combate e à prevenção da corrosão

Na ocasião serão realizados ainda dois eventos paralelos: a 28ª Exposição Técnica Industrial e o 15º Concurso de Fotografia Técnica de Corrosão e Degradação de Materiais.

Mais informações: www.abraco.org.br/intercorr2008

Fonte: Agência Fapesp

Inmetro cria programa de fiscalização metrológica

O presidente do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), João Jornada, assinou a portaria nº 104, publicada no Diário Oficial da União do dia 4 de abril, instituindo o Programa de Supervisão Metrológica, a ser realizado em todo o território nacional. O objetivo é verificar o devido atendimento aos requisitos técnicos, administrativos e legais fixados pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro) e pelo Inmetro, instituição associada à ABIPTI.

De acordo com o texto, o programa deverá realizar a fiscalização e a verificação metrológica nos casos em que se fizerem necessários ao exame e à demonstração das condições de regularidade da operação de um instrumento de medição, de acordo com as exigências regulamentares vigentes. Além disso, o programa também visa o acompanhamento da qualidade e da efetividade do controle metrológico de todo o país.

As verificações metrológicas serão feitas por amostragem, com equipes técnicas compostas por servidores convocados da Rede Brasileira de Metrologia Legal e Qualidade do Inmetro (RBMLQ) e do próprio Inmetro.

A íntegra da portaria Nº 104, de 20 de março de 2008 está disponível no endereço.

Fonte: Gestão CT

Poli - USP põe em uso outro microscópio eletrônico de varredura

A Escola Politécnica (Poli) da Universidade de São Paulo (USP), com o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT), colocou em funcionamento o mais versátil microscópio eletrônico de varredura ambiental do País. Trata-se do modelo holandês Quanta 600 FEG, instalado no Laboratório de Caracterização Tecnológica (LCT) do Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo.

Equipado com software de automação, o microscópio eletrônico faz automaticamente análises quantitativas de minerais, o que possibilita maior agilidade e precisão nos resultados. A Poli é a única instituição pública do País que tem este software.

A análise mineralógica quantitativa é um procedimento essencial na caracterização tecnológica de minérios com vistas à melhoria de processos e produtos. A partir de uma amostra de ouro, por exemplo, é possível saber qual é a forma de ocorrência do metal precioso, sua composição química, quais minerais estão associados a ele e qual a influência deles no processo de beneficiamento. Essa modalidade de estudo, que engloba todos os aspectos relacionados à microestrutura, morfologia e composição química da amostra, agora passa a ser feito automaticamente com maior agilidade e menor interferência do operador.

"Além disso, todas as informações geradas podem ser visualizadas em tabelas ou gráficos, o que facilita a análise dos dados", diz o coordenador do LCT, Henrique Kahn. Segundo ele, o software é capaz de analisar 20 mil partículas de um concentrado ou minério em poucas horas. Em uma noite, o microscópio é capaz de analisar até 16 amostras sem assistência de operador.

Equipamento multiusuário
O sistema de controle remoto também propicia maior aproveitamento do tempo de uso do microscópio. Pode ser usado a distância para que profissionais de outras instituições tenham condições de realizar pesquisas intensivas. "A proposta é que ele seja multiusuário, que possa ser usado tanto por pesquisadores da USP como de outras instituições, sejam elas públicas ou privadas", diz Kahn.

Com resolução de 2 a 3 nanômetros e capacidade de ampliação superior a 500 mil vezes (dez vezes superior que o antigo existente no laboratório), o microscópio de varredura tem a vantagem de operar em alto, baixo vácuo e em modo ambiental, ou seja, condições próximas às ambientais, o que dispensa o preparo das amostras.

Isso abre um leque maior de aplicações, especialmente na área de biociências, já que nessas condições é possível fazer análises de tecidos e materiais orgânicos. "O equipamento também realiza ensaios dinâmicos com água ou com variação de temperatura de -20ºC a 60ºC, o que possibilita a observação, em tempo real, de mudanças de fases como, por exemplo, a cristalização de sais", explica Kahn. Futuramente, diz ele, poderão ser acoplados acessórios para análise em temperaturas mais elevadas.

O LCT da Poli é uma referência no País no estudo de matérias-primas de origem mineral. Seus estudos são fundamentais para a tomada de decisão de empresas do setor, na medida em que fornecem parâmetros importantes para otimizar o planejamento de lavra e o processo de beneficiamento mineral, além de melhorar a qualidade do produto final da indústria mineral.

"O laboratório contribui ainda para a formação de mão-de-obra especializada e para o avanço do conhecimento, uma vez que grande parte das pesquisas científicas realizadas pelos alunos de pós-graduação é baseada em necessidades reais do setor mineral", lembra Kahn. Isso se estende a outras instituições, já que o LCT também dá suporte em pesquisas de áreas diversas, a exemplo de um estudo morfológico de lentes intra-oculares que visou detectar irregularidades que poderiam propiciar infecções pós-operatórias.

Anualmente, o laboratório realiza cerca de 50 projetos de suporte às atividades de pesquisa e desenvolvimento de empresas do setor mineral, além de diversas análises para companhias dos diversos setores produtivos. O LCT também se destaca por ter uma equipe especializada e manter sua infra-estrutura com tecnologia de ponta.

Desde sua criação, em 1991, já foram investidos mais de US$ 5 milhões na aquisição e atualização dos equipamentos existentes. Além dos dois microscópios eletrônicos de varredura, o LCT dispõe de sistemas de análise de tamanho de partículas por espalhamento laser, espectrômetros por fluorescência de raios X e difratômetros de raios X, entre outros. Sua equipe, com formação em geologia, engenharia de minas e química, é composta por quatro doutores, quatro mestres e três mestrandos, além de dez técnicos de nível médio.

Mais informações pelo e-mail ou (11) 3091.5151

Fonte: Agência CT

BID aprova projeto de telessaúde da América Latina

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) aprovou, em fevereiro passado, o projeto Políticas Públicas de Telessaúde na América Latina (Telehealth Public Policies in Latin America – TPP-LA). A previsão é que o BID repasse US$ 850 mil ao projeto, que visa a criar um processo organizado para o estabelecimento de regras e parâmetros para a implantação de políticas nacionais de telessaúde na América Latina. Através de discussões e da troca de experiências, espera-se contribuir para o desenvolvimento da tecnologia e para a disseminação das políticas de telessaúde nos países latino-americanos.

Pretende-se construir uma rede universitária de telessaúde integrando, inicialmente, programas e atividades existentes no Brasil, no México, na Colômbia e no Equador. "Estamos acertando detalhes do projeto e expandindo a lista de países participantes – tais como Argentina, Chile, Uruguai e El Salvador –, mas este grupo ainda não está 100% certo", diz Luiz Ary Messina, coordenador nacional da brasileira Rede Universitária de Telemedicina (Rute), conduzida pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP/MCT).

Um Laboratório de Excelência e Inovação em Telessaúde para a América Latina, com sede em Belo Horizonte (MG), e uma Rede Universitária de Telessaúde Latino-Americana (Rute-LA) serão constituídos para estabelecer e disseminar políticas públicas de telessaúde no continente. A Cooperação Latino-Americana de Redes Avançadas (Clara) criou um grupo de trabalho que apoiará a definição das linhas-mestras das políticas públicas de telessaúde para a América Latina. A infra-estrutura de redes da Clara servirá de canal de comunicação para a execução do TPP-LA.

Benefícios
O TPP-LA trará benefícios diretos para a população dos países participantes, tais como melhores diagnósticos; atendimento orientado a distância, em locais onde não haja especialistas disponíveis presencialmente; e educação continuada para profissionais de saúde.

Além disso, um projeto multinacional provoca uma disseminação mais rápida de tecnologia e expertise, estimulando a inovação e a produção de novas ferramentas e soluções úteis para toda a região e orientando as políticas públicas de saúde. O trabalho colaborativo, com uso das tecnologias de comunicação e informação, ademais de facilitar o acesso da população às terapias disponíveis, é capaz de reduzir custos, como já vêm provando iniciativas semelhantes em execução em todo o mundo.

Brasil
Iniciativas de telessaúde existem no Brasil desde a década passada. Porém, a integração entre estas atividades, até então isoladas, começou há apenas dois anos. Em 2006, o Ministério da Ciência e Tecnologia lançou, com apoio da Associação Brasileira de Hospitais Universitários (Abrahue), a Rede Universitária de Telemedicina (Rute), projeto coordenado pela RNP e financiado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

A Rute visa a apoiar o aprimoramento de projetos em telemedicina já existentes no país e incentivar o surgimento de novos trabalhos interinstitucionais. Até o momento, foram inaugurados três núcleos de telemedicina da Rute: em Florianópolis (SC), no Rio de Janeiro (RJ) e em Recife (PE). O próximo será lançado em Salvador (BA), no dia 18 de abril. Serão mais 53 até 2009, alguns dos quais estarão integrados também ao Programa Nacional de Telessaúde do Ministério da Saúde.

Fonte: Agência CT