segunda-feira, 7 de abril de 2008

Vitória: cidade e presépio – Os vazios visíveis da capital capixaba

Do ponto de vista da comunicação visual urbana, cada capital brasileira tem sua própria e inconfundível personalidade. Entretanto, Vitória aparece freqüentemente como uma capital apagada, sem traços de distinção marcantes.

Mas, de acordo com um estudo feito na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da Universidade de São Paulo (USP), a capital do Espírito Santo tem grande valor visual e urbano-ambiental, que forma um conjunto emblemático de identificação que pode ser resgatado.

A pesquisa foi realizada em 2002 como dissertação de mestrado por Peter Ribon Monteiro, orientada pelo professor Issao Minami. O trabalho teve como resultado o livro Vitória: cidade e presépio – Os vazios visíveis da capital capixaba, lançado no mês passado e que teve apoio da FAPESP, na modalidade Auxílio a Publicação, e da Prefeitura de Vitória.

De acordo com Monteiro, o título remete ao apelido de “cidade presépio” dado a Vitória na década de 1920. Ele analisou o processo de urbanização da capital capixaba desde a conformação geológica e físico-natural da área insular e continental da cidade até os processos de desenvolvimento arquitetônico-urbanístico ocorridos na cidade, da sua fundação no início do século 16 até o fim do século 20.

“O livro faz uma reflexão a respeito da imagem de Vitória, mostrando que ela é uma cidade singela e despretensiosa, mas é visualmente rica e diversificada. Não se trata de uma capital apagada em relação a outras cidades brasileiras, como muita gente pensa”, disse Monteiro.

O autor afirma que o intrigava o fato de a cidade não ter uma imagem forte, embora seja uma das mais antigas do país, localizada no centro das regiões que mais se desenvolviam desde o período colonial.

“Para tentar entender os motivos, procurei duas linhas mestras de investigação: um eixo geográfico-físico-natural e um eixo histórico. Além dessa parte teórica, faço uma análise visual para identificar os pontos em que a identidade de Vitória pode ser afirmada ou negada”, disse.

A partir da investigação teórica, o pesquisador concluiu que Vitória tem uma característica peculiar: está em uma área de transição e congrega elementos típicos do Nordeste e de outros estados do Sudeste. “Isso acarreta uma dificuldade de leitura que influencia na identidade da cidade”, explicou.

Com a pesquisa histórica, Monteiro constatou que, durante o ciclo do ouro, no século 18, a cidade passou a crescer em um ritmo mais modesto do que as outras capitais do Sudeste. O território capixaba, que seria um caminho viável para o escoamento do ouro, foi preterido em relação aos portos do Rio de Janeiro e Parati. Com isso, Vitória foi relegada a segundo plano.

“Em meados do século 19, o Espírito Santo foi desbloqueado para o escoamento dos produtos mineiros e da cultura do café. Com isso, a cidade saiu da letargia pela qual passava. Mas as outras capitais do Sudeste já estavam muito mais desenvolvidas”, disse.

No auge dessa época de ascensão, na década de 1920, Vitória ganhou o apelido de “cidade presépio”, que remete à representação simbólica da junção de todos os elementos essenciais, à ordenação minuciosa e a um caráter de singeleza.

“O apelido é justamente o que Vitória representa e o que ela pode retomar como característica marcante. É um conjunto harmonioso que compreende a ilha, as montanhas, a vegetação e a arquitetura. Em 1920, a cidade parecia ‘pronta’”, disse Monteiro.

Vazio visível
Segundo o pesquisador, a arquitetura de Vitória faz a representação do desenvolvimento do Brasil urbano desde o período colonial. E isso concorre para dar à cidade uma referência secundária em relação às outras.

“Quando se fala em arquitetura colonial do século 16, se pensa em Salvador. O barroco remete às cidades históricas mineiras. O art-déco a Belo Horizonte e Goiânia. O ecletismo lembra o Rio de Janeiro imperial. O modernismo remete a São Paulo. Vitória tem tudo isso e mais um pouco”, apontou.

Hoje, o Espírito Santo é um estado promissor, que passa por um crescimento muito acentuado. Sua característica de “cidade presépio”, no entanto, é ameaçada pelo crescimento, apontou Peter Ribon Monteiro. “O simbolismo que está no apelido de Vitória é algo que precisa ser desenvolvido. Seria interessante para a cidade valorizar esse simbolismo e resguardar essas características”, disse.

Uma das cacterísticas que o crescimento de Vitória pode ameaçar, segundo o pesquisador, é a que ele define pelo conceito de “vazio visível”: pontos de interesse de uma cidade relacionados às perspectivas visuais.

“A geografia singular de Vitória valoriza essas perspectivas. Na ausência de grandes referências monumentais, a cidade se destaca pela harmonia de espaços abertos e vistas de morros, pedras e montanhas mais ou menos distantes, com as referências de alguns edifícios que têm uma certa harmonia com o território. É preciso valorizar esse simbolismo e preservar essas vistas”, destacou.

Mais informações: http://www.annablume.com.br/

Fonte: Fábio de Castro / Agência Fapesp

2D Euclidean Distance Transform Algorithms: A Comparative Survey

Um artigo escrito por quatro pesquisadores brasileiros, que acaba de ser publicado em uma revista reconhecida pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) como a mais importante na área de computação em todo o mundo – a ACM Computing Surveys –, é mais uma amostra do alto nível das pesquisas feitas em computação no país.

O trabalho faz uma análise de seis diferentes algoritmos para a transformada da distância exata (TDE), um método que serve de base para diversas aplicações em computação. Os algoritmos analisados foram escolhidos por serem os mais utilizados pelos profissionais da área, segundo dados de literatura.

“A TDE é um método computacional básico para várias outras aplicações em reconhecimento de padrões, análise de imagens e visão computacional”, disse um dos autores do artigo, Odemir Martinez Bruno, professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos.

Bruno explica que desde os anos 1990 são pesquisados algoritmos otimizados para a redução do tempo de processamento computacional da TDE, o que permitiu que vários novos métodos fossem criados com velocidades dezenas de vezes maiores do que as anteriores.

“O problema é saber quais são os melhores algoritmos e abordagens para determinadas aplicações. Por isso, o trabalho analisou os principais algoritmos de TDE que surgiram desde então e fez uma discussão abrangente e crítica sobre o assunto, de modo a organizar, validar e comparar os diferentes métodos de TDE, que foram testados em uma mesma máquina e nas mesmas condições técnicas”, disse.

Para cada tipo de imagem analisada na tela do computador, seja ela de satélite ou voltada para diagnósticos médicos, por exemplo, os algoritmos têm comportamentos completamente diferentes. “Após testar um amplo conjunto de imagens com todas as variações teóricas que implicavam em atraso no processamento, o artigo descreveu os algoritmos mais rápidos e apropriados para diferentes aplicações”, contou.

Segundo Bruno, os algoritmos ou métodos que “ganharam”, por serem mais rápidos, foram o Meijster e o Saito. “Desses dois, o Meijster foi ainda mais rápido, ou seja, leva menos tempo para processar uma matriz numérica. Apesar de a imagem também ser uma matriz numérica, esses tipos de algoritmos não servem só para análise de imagens”, afirmou.

Possíveis aplicações
Além da ciência da computação, entre as áreas do conhecimento que podem ser beneficiadas pelas aplicações da transformada da distância exata (TDE), de acordo com o professor da USP, estão bioinformática, matemática aplicada e física computacional.

“Na área de reconhecimento de padrões se destacam os processamentos para identificação de impressão digital, voz ou íris. Outra aplicação seria a separação de células em microscópio durante um experimento biológico. Nesse caso, é possível diferenciar as células, mesmo que elas estejam muito próximas ou até sobrepostas”, apontou.

Na área de robótica, por exemplo, por meio da TDE é possível definir o melhor caminho para a navegação de um robô em um ambiente específico. “Visão computacional, por sua vez, nada mais é do que colocar o sentido de visão nas máquinas, fazendo com que o computador, com o auxílio de câmeras de vídeos, reconheça objetos ou pessoas e descreva características de cada indivíduo”, explicou.

Um dos resultados do trabalho é a publicação, na internet, das características de cada algoritmo analisado pelo artigo. “Criamos um site onde é possível baixar o código fonte dos algoritmos. Trata-se de um complemento do artigo, uma vez que aprofunda os seis algoritmos e permite que os usuários possam rodá-los em máquinas pessoais, tornando suas aplicações computacionais mais rápidas e dinâmicas”, destacou.

Parte dos resultados do trabalho foi extraída de duas dissertações de mestrado realizadas no programa de pós-graduação do ICMC-USP, de autoria de Ricardo Fabbri e de Julio Cesar Torelli, que são co-autores do artigo publicado na ACM. O trabalho foi coordenado por Bruno e por Luciano da Fontoura Costa, do Instituto de Física de São Carlos da USP.

Para ler o artigo 2D Euclidean Distance Transform Algorithms: A Comparative Survey, publicado na ACM Computing Surveys, , clique aqui.

Mais informações no site do projeto: http://distance.sourceforge.net/

Fonte: Thiago Romero / Agência Fapesp

23ª Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental recebe trabalhos até dia 10

Ainda estão abertas, até 10 de abril, as inscrições de trabalhos para a 23ª Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE).

O evento será realizado em Águas de Lindóia (SP), de 20 a 23 de agosto, com o objetivo de difundir as atividades científicas desenvolvidas pelas sociedades federadas e promover a interação entre alunos, docentes e pesquisadores das mais diferentes áreas da biologia experimental.

Os resumos de trabalhos submetidos serão avaliados por uma comissão científica e os selecionados serão apresentados sob a forma de painéis durante a reunião. Segundo os organizadores, não deve ser encaminhado mais de um resumo sobre um mesmo trabalho.

Entre os tópicos da programação preliminar estão discussões sobre a pós-graduação internacional na América Latina, células-tronco, biotecnologia aplicada à terapia gênica, marcadores moleculares, câncer, doenças emergentes e ética no uso de animais de experimentação.

Simultaneamente ao encontro principal ocorrerão as reuniões das sociedades brasileiras de Biofísica, Investigação Clínica, Fisiologia, Biologia Celular, Bioquímica e Biologia Molecular, Farmacologia e Terapêutica Experimental, Imunologia, Neurociências e Comportamento e do Colégio Brasileiro de Experimentação Animal.

Haverá ainda o 5º Congresso do Brazilian Society for Research on Vision and Ophtalmology, o 33º Congresso da Sociedade Brasileira de Biofísica, o 43º Congresso Brasileiro de Fisiologia e o 24º Congresso da Sociedade Brasileira de Investigação Clínica.

Mais informações: www.fesbe.org.br/fesbe2008

Fonte: Agência Fapesp

Internationalization of small firms: the role of psychic distance and trust

Núcleo de Política e Gestão Tecnológica da Universidade de São Paulo (PGT-USP) convida para o Seminário de Pesquisa/Palestra Internacional Internationalization of small firms: the role of psychic distance and trust, que será realizado no dia 15 de abril, das 12h às 13h30.

A internacionalização das empresas brasileiras está na ordem do dia. Um dos espaços principais de pesquisa sobre esse tema no país é o projeto interdisciplinar Gestão para a Internacionalização de Empresas Brasileiras (Ginebra), realizado sob os auspícios do PGT/USP, com apoio da FAPESP na modalidade Projeto Temático.

Segundo os organizadores, o evento focaliza questão da maior importância nesse contexto, que é o desafio de elevar a participação das empresas de pequeno porte no movimento de internacionalização.

Os expositores serão os professores John Child, da Universidade de Birmingham, e Suzana Braga Rodrigues, da Universidade de Birmingham e da Fundação Mineira de Educação e Cultura.

Child tem mais de 40 anos de carreira acadêmica, tendo ocupado posições nas universidades de Aston, de Hong Kong e de Cambridge. Nessa última criou o Centre for International Business and Management. É autor de 15 livros e de mais de cem artigos. Foi o editor-chefe da revista Organization Studies.

Suzana Rodrigues tem experiência de ensino em várias universidades no exterior, em particular na Inglaterra e no Canadá. Entre suas linhas de pesquisa estão gestão internacional de negócios, governança corporativa e co-evolução organizacional.

A coordenadora do seminário é Maria Tereza Leme Fleury, professora titular e ex-diretora da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP e coordenadora da área de Economia e Administração da FAPESP. Ela coordena o projeto Ginebra em conjunto com o professor Afonso Fleury, da Escola Politécnica da USP.

O evento será realizado na Sala da Congregação da FEA/USP, na Av. Prof. Luciano Gualberto, nº 908, Cidade Universitária, São Paulo.

Os interessados devem confirmar presença até o dia 10 de abril.

Mais informações pelo e-mail ou (11) 3818-4011, com Sonia Vitorino.

Fonte: Agência Fapesp

Instituições científicas criam impressão digital magnética

Técnica desenvolvida por pesquisadores do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF/MCT), da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), e da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, é vista como uma promissora ferramenta contra os falsificadores e traficantes de obras de arte. Ela foi descrita em artigo no Journal of Applied Physics.

A técnica comprova a autenticidade das pinturas por meio da obtenção e análise da imagem magnética das tintas, tanto a óleo como acrílica, que a compõem. Os pesquisadores obtêm uma espécie de impressão digital do quadro, uma vez que o pigmento das tintas tem partículas ferromagnéticas que dão às pinturas magnetismos distintos.

Essa imagem magnética única é identificada em um scanner especial, o Superconductor Quantum Interference Device (Squid na sigla em inglês), que é usado na área médica para medir o campo magnético gerado pela atividade elétrica do coração. Para que essa imagem seja capturada pelo scanner, primeiramente é preciso magnetizar a obra de arte de maneira uniforme.

"Magnetizamos a tela com a aplicação de um campo de aproximadamente 100 Gauss, medida que expressa a intensidade dos campos magnéticos. Só para efeito de comparação, o campo magnético da superfície da Terra em São Paulo e no Rio de Janeiro gira em torno de 0,25 Gauss", diz o professor do Departamento de Física da PUC-RJ e coordenador do trabalho, Paulo Costa Ribeiro.

Em seguida é feita a captura da imagem magnética da pintura no Squid, que, com o auxílio de programas de computador, produz um mapa colorido do material analisado. Os sinais magnéticos das obras mudam de acordo com variáveis como o tipo das pinceladas, marca, tonalidade e quantidade das tintas usadas. "Mesmo que as reproduções e pinturas originais tenham exatamente os mesmos pigmentos, elas geram uma imagem magnética diferente", garante o pesquisador.

Segundo Ribeiro, a técnica pode ser aplicada para prevenir o roubo de uma obra, por exemplo. Se a tela for recuperada, será possível saber se a obra é de fato a verdadeira. A técnica pode ainda ser usada preventivamente por colecionadores e também incluída nos testes exigidos pelas empresas de seguro para ressarcimento em caso de furto.

"O aperfeiçoamento dessa técnica é algo em constante desenvolvimento. Estamos em busca de parcerias com museus e galerias de arte para que o método possa beneficiar principalmente galerias de países em desenvolvimento que recebem grande quantidade de obras de pintores estrangeiros", diz Ribeiro.

Os estudos de desenvolvimento da técnica, realizados com apoio da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT), tiveram a participação de Henrique Lins de Barros e Daniel Acosta Avalos, do CBPF, e Orest Symko, do Departamento de Física da Universidade de Utah.

Para ler o artigo no Journal of Applied Physics, clique aqui

Fonte: Agência CT

Faperj lança editais no valor de R$ 25,5 milhões

A Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) lançou na última quinta-feira (3/4) quatro editais, totalizando R$ 25,5 milhões.

A maior parte dos recursos – R$ 20 milhões a serem pagos em duas parcelas – será destinada à chamada Apoio a Grupos Emergentes de Pesquisa no Estado do Rio de Janeiro.

Dois outros editais, cada um com orçamento de R$ 2 milhões, referem-se às chamadas de apoio à melhoria do ensino de ciências e matemática em escolas públicas sediadas no estado do Rio de Janeiro e ao apoio a programas de pós-graduação stricto sensu em universidades estaduais do Rio de Janeiro.

O último edital, com orçamento de R$ 1,5 milhão, é voltado para o apoio à infra-estrutura de biotérios em instituições de ensino e pesquisa sediadas em território fluminense.

Os editais para apoio aos grupos emergentes de pesquisa e aos programas de pós-graduação são inéditos. São considerados grupos emergentes de pesquisa científica, tecnológica e de inovação aqueles formados por pesquisadores com até dez anos de doutoramento.

Mais informações: www.faperj.br

Fonte:Agência Fapesp

Pesquisadores desenvolvem blocos impermeáveis para moradias sociais

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está aprimorando um material cada vez mais usado na construção popular, o bloco de concreto. A meta é chegar a um bloco impermeável, que dispense revestimento externo e pintura. O desafio é desenvolver um componente com estas características e ainda de baixo custo, para alvenaria estrutural em construções de interesse social de até quatro pavimentos.

Aumentar a velocidade de execução das obras e permitir maior durabilidade e melhor aparência das moradias também são objetivos dos estudos. O bloco de concreto é o material construtivo de grandes projetos direcionados à habitação de interesse social, como o Projeto Singapura, em São Paulo, e o Bom Abrigo, em Santa Catarina. A universidade trabalha em parceria com a empresa Toniolo Pré-Moldados.

O desenvolvimento dos blocos impermeáveis tem apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT), por meio do Programa de Tecnologia de Habitação (Programa Habitare). O projeto envolve professores e estudantes do Grupo de Tecnologia em Materiais e Componentes à Base de Cimento Portland (GeTec), ligado ao Departamento de Engenharia Civil da UFSC.

Blocos e argamassas
A equipe pesquisou e experimentou diversos aditivos e impermeabilizantes. Nos testes, blocos produzidos em escala laboratorial ficaram até três horas submersos em água sem que sua estrutura fosse atingida. Em geral, um bloco comum, de concreto ou alvenaria, sem revestimento, fica encharcado em poucos minutos ao ser submerso.

O estudo de aditivos foi realizado com blocos e argamassas. "Não adianta fazer só o bloco impermeável, é preciso que o conjunto garanta a impermeabilidade", explica o professor Luiz Roberto Prudêncio Jr., coordenador da pesquisa. "Um dos objetivos é ganhar tempo na construção, pois o trabalho de fachada está entre os mais demorados", complementa.

A equipe estima um encarecimento de 5% dos blocos impermeáveis em relação aos convencionais e destaca a necessidade de mão-de-obra qualificada para o assentamento. "É claro que, quando se tem o revestimento depois, e com ele pode cobrir falhas, o assentamento não exige tanto cuidado como nesse caso em que a parede já fica pronta", avalia Prudêncio. Ele considera que a indústria da construção é conservadora, mas vê boas perspectivas para o bloco impermeável, que no Brasil é uma novidade, mas já é usado em outros países.
Fonte: Agência CT

Aula Inaugural do Programa de Pós-Graduação em Ciência, Tecnologia e Sociedade PPGCTS - UFSCar

O Programa de Pós Graduação em Ciência, Tecnologia e Sociedade da UFSCar tem o prazer de convidá-lo para a Aula Inaugural, que será realizada no dia 11 de abril às 9h00, com as conferências dos professores Alan Porter (Georgia Institute of Technology, USA) e Léa Maria Leme Strini Velho (Unicamp).

CONFERÊNCIAS DA AULA INAUGURAL

Conferência:
3 Dimensões - Ciência, Tecnologia e Sociedade: Selecionando as suas dimensões
(apresentação em inglês com tradução sequencial)
Conferencista: Prof. Alan Porter (PhD),
Professor Emeritus of Public Policy
Co-director Technology Policy & Assessment Center,
Georgia Institute of Technology, USA

Conferência:
Ciência, Tecnologia e Sociedade e os Paradigmas da Política Científica e Tecnológica
Conferencista: Profa. Dra. Léa Maria Leme Strini Velho
Professora Titular de Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia
Departamento de Política Científica e Tecnológica
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

DATA: 11 de abril de 2008
HORÁRIO: 9h00 às 12h30
LOCAL: Teatro Bento Prado Júnior, Área Norte da UFSCar
Universidade Federal de São Carlos - UFSCar

A Aula Inaugural será no Teatro Bento Prado Júnior, Área Norte da UFSCar. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas na Secretaria do PPGCTS/UFSCar, fone (16) 3351 8417 ou pelo e-mail (vagas limitadas).

Mais informações no site http://www.ppgcts.ufscar.br/

Fonte: Prof. Dr. José Angelo Rodrigues Gregolin / Coordenador do PPGCTS - UFSCar

O avanço da ciência torna a humanidade melhor? Por quê?

“O avanço da ciência torna a humanidade melhor? Por quê?”. Esse será o tema debatido por Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, e Roberto Freire, ex-senador da República, na próxima Terças com Ciência, que fazem parte da programação cultural paralela à exposição Revolução Genômica.

As Terças com Ciência ocorrem sempre às 17h, com entrada gratuita, no auditório do Pavilhão Armando de Arruda Pereira (antiga sede do Prodam), no Parque do Ibirapuera (portão 10), em São Paulo.

Brito Cruz formou-se em engenharia eletrônica no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e continuou sua formação acadêmica até o pós-doutorado na área de física. Foi presidente da FAPESP de 1996 até 2002, por três mandatos, e desde abril de 2005 é seu diretor científico. Foi reitor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) entre 2002 e 2005 depois de ter dirigido o Instituto de Física Gleb Wataghin.

Roberto Freire é ex-senador da República, fundador e presidente do Partido Popular Socialista (PPS). Advogado e político pernambuco, foi candidato à Presidência da República em 1989. Na Constituinte de 1987 defendeu o fortalecimento das universidades públicas e o maior apoio à ciência e à tecnologia.

Mais informações: www.revolucaogenomica.com.br

Fonte: Agência Fapesp

35º CONBRAVET - Congresso Brasileiro de Veterinária


O CONBRAVET é unico congresso que congrega todos as areas da Medicina Veterinaria do Brasil e será realizado de 19 a 22 de Outubro de 2008 na cidade de Gramado no Rio Grande do Sul

As inscrições podem ser feitas através do e-mail
As regras para submissão de trabalhos estão descritas na imagem ao lado.

A submissão de trabalhos e outras informações podem ser acessadas através do endereço:
http://www.sovergs.com.br/conbravet2008/

Fonte: Maria Angelica Zollin de Almeida / Coordeandora Cientifica do 35 CONBRAVET