terça-feira, 1 de abril de 2008

Novo inseticida para eliminar a dengue é desenvolvido pela Fiocruz

Um novo biocida, inseticida natural, foi desenvolvido por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e da Universidade de São Paulo (USP). O produto, feito unicamente a partir de uma substância de planta nativa brasileira, é capaz de eliminar 100% as larvas do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti, em um reservatório de água.

De acordo com a Fiocruz, a vantagem, em relação aos produtos existentes, é o fato de o biocida ser resultado de um produto natural de planta da Mata Atlântica, que apresenta toxicidade praticamente nula.

Os larvicidas atualmente utilizados apresentam toxicidade tanto para humanos quanto para outras espécies dependentes da água onde foram aplicados. Além disso, o novo produto não deixa resíduos, diferentemente dos larvicidas químicos que podem alterar o equilíbrio ecológico quando usados no ambiente natural.

O estudo, conduzido pelos biólogos da Fiocruz Marise Maleck e Anthony Érico Guimarães, em parceria com o pesquisador Massuo Kato, da USP, levou três anos para ser concluído. A fórmula teve eficácia comprovada em laboratório e já foi patenteada. A próxima etapa dos trabalhos será a realização de testes em campo e a pesquisa de viabilidade comercial e econômica do novo produto. A Fiocruz informou que o trabalho está em fase de publicação.

Outro método
Pesquisadores da Fiocruz Pernambuco, da Escola Nacional de Saúde Pública, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), instituição também associada à ABIPTI, da Secretaria de Saúde do Recife e da Universidade Federal do Paraná (UFPR) desenvolveram um novo método de detecção e vigilância do mosquito transmissor da dengue, a partir da coleta permanente de ovos do inseto, e avaliaram seu uso em diferentes áreas urbanas do Recife.

De acordo com a Fiocruz, o sistema de captura, baseado no modelo tradicional, tem como novidade a adição de um inseticida comercial composto pela bactéria Bacillus thuringienses israelensis (Bti). Os especialistas acreditam que esta pode ser uma estratégia promissora na detecção e prevenção de vetores de Aedes aegypti.

Informações adicionais sobre a Fiocruz no endereço http://www.fiocruz.br/ .

Fonte: Gestão CT

Fungos da Amazônia irão revolucionar cosméticos

Pesquisa inédita realizada por pesquisadores em biotecnologias da Universidade Estadual do Amazonas (UEA) analisou fungos da Amazônia. As equipes envolvidas nos estudos avaliam que os resultados poderão revolucionar o setor da cosmética.

A expectativa é que em dois anos o Amazonas esteja produzindo xampus, loções, sabonetes e rejuvenecedores muito mais eficazes, utilizando as novas descobertas.

As novidades foram mostradas durante o Seminário Interdisciplinar de Educação, Inovação e Incentivo da Pesquisa Acadêmica realizado nesta quinta-feira, 27, em Manaus, direcionado para a cosmetologia estética e beleza. A cosmetologia é o estudo dos cosméticos — composição, fabricação e modo de usar.

Até agora os pesquisadores já identificados 250 tipos de fungos. Desse total, cerca de 130 apresentam grande produção de enzimas, substâncias com potencial para serem usadas na fabricação de cosméticos.

A pesquisa que começou em 2004 e identifica enzimas em fungos que atacam madeiras, folhas e restos vegetais e animais que se acumulam no solo em plena floresta amazônica.

Os cientistas encontram, por exemplo, em folhas de algumas espécies de plantas da Amazônia a enzima a Lípase. Essa enzima, segundo os estudos, tem grande potencial para tratar a oleosidade do couro cabeludo.

A vantagem de usar um xampu com esta formulação é que, além de tratar o cabelo e não irritar a pele, o produto não causa danos ambientais. Tudo porque a fórmula utiliza enzimas de plantas que se proliferam facilmente na Amazônia.

Ademir de Castro é responsável pelos estudos. As descobertas, explica ele, podem melhorar e serem usadas nos cosméticos já existentes no mercado.

Veja também: O papel dos fungos e bactérias na dinâmica biológica dos manguezais

Fonte: Agência Amazônia

CNPq e ANA analisam projetos sobre recursos hídricos

Representantes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT) e da Agência Nacional de Águas (ANA) se reuniram ontem (31), na sede da agência, com os coordenadores dos nove projetos aprovados na segunda chamada do edital de capacitação em bacias hidrográficas (Edital CT-Hidro/ANA/CNPq nº 30/2007).

No encontro, a Superintendência de Apoio à Gestão de Recursos Hídricos (SAG) da ANA apresentou relatório sobre a situação da gestão de recursos hídricos nos estados contemplados pelos projetos. Além disso, apresentou as estratégias e ações de capacitação da agência para técnicos de órgãos gestores estaduais e membros de comitês de bacias hidrográficas.

Já o CNPq apresentou os procedimentos para a implementação, acompanhamento e prestação de contas dos projetos. Entre as nove instituições selecionadas na segunda chamada estão o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT), Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Centro Federal de Educação Tecnológica de Campos (Cefet-Campos).

Houve ainda a apresentação das propostas e dos cronogramas das atividades, esclarecimento de dúvidas e definição de possíveis ajustes nas ações contempladas. Os projetos serão financiados com R$ 2 milhões, sendo R$ 500 mil provenientes da Agência e os demais R$ 1,5 milhão originários do Fundo Setorial de Recursos Hídricos (CT-Hidro).

Fonte: Agência CT

Portaria estende benefícios do Fies aos bolsistas do ProUni

No último dia 29, o ministro da Educação, Fernando Haddad, assinou uma portaria que amplia os benefícios do Programa Universidade para Todos (ProUni). O texto deverá ser publicado na edição de amanhã do Diário Oficial da União. O ato de assinatura foi realizado durante um encontro do ministro com alunos do ProUni do Estado do Rio de Janeiro.

A portaria estabelece que os estudantes contemplados com bolsas de 50% do ProUni terão, a partir de agora, a oportunidade de financiar o restante da mensalidade, por meio do Programa de Financiamento Estudantil (Fies).

O texto também implementa uma série de outras mudanças. Uma delas está relacionada ao prazo para quitação do empréstimo dos alunos do Fies, que passa a ser duas vezes o de duração do curso. Além disso, a taxa anual de juros para as carreiras prioritárias como as licenciaturas, pedagogia, normal superior e as de tecnologia cai de 6,5% para 3,5%. Também passa a valer a opção do fiador solidário, compromisso firmado entre um grupo de até cinco estudantes.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), o Programa de Financiamento Estudantil (Fies) ainda se estende aos alunos que têm bolsas complementares e que estão matriculados em cursos com conceito 5 ou 4 no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade); e aqueles matriculados em cursos prioritários como as licenciaturas de química e física.

Bolsistas
Esta foi a segunda vez que o ministro Haddad reuniu-se com alunos contemplados pelo ProUni. Em novembro de 2007, ele participou de um encontro com os bolsistas do Estado de São Paulo.

Hoje, apenas o Estado do Rio de Janeiro conta com 29.546 bolsistas do programa que estudam em 70 instituições de ensino superior privadas fluminenses. De acordo com o MEC, a maior parte dos estudantes, 26.454, estuda com bolsa integral, que cobre 100% da mensalidade escolar; e 3.092 têm bolsa parcial de 50% da mensalidade.

Em notícia publicada no seu site, o ministério disponibilizou dados da Secretaria de Educação Superior do órgão que indicam que, até o final de 2008, cerca de 4,5 mil bolsistas concluirão seus cursos no Estado.

Criado em 2004, o ProUni concedeu as suas primeiras bolsas de estudo no primeiro semestre de 2005. Hoje, o programa contempla 310 mil alunos que estudam com bolsas em instituições de todo o país.

Informações sobre o ProUni podem ser obtidas no endereço.

Fonte: Gestão CT

Iniciados testes nos satélites CBERS 3 e 4

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), entidade associada à ABIPTI, iniciou, na última semana, simulações estáticas do Modelo de Qualificação do Subsistema Estrutura nas versões 3 e 4 do Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS, em inglês). Os testes pretendem reproduzir as condições de carga que atuam no momento do lançamento na estrutura dos satélites.

Os CBERS 3 e 4 são produzidos em parceria pelo Brasil e China. Os novos satélites serão lançados, respectivamente, em 2009 e 2011 e serão utilizados para o sensoriamento remoto. Para tanto, os satélites contam com carga útil composta por câmeras e imageadores por varredura.

O projeto do CBERS foi iniciado em 1988, sendo que, na época, a China tinha 70% de responsabilidade na fabricação dos CBERS 1 e 2, e o Brasil apenas 30%. A ampliação do acordo para o lançamento dos modelos 3 e 4 marcou também o aumento da participação brasileira na produção dos satélites. Agora ambos os países respondem por 50% dos CBERS.

Os testes iniciados na última semana são realizados no Laboratório de Ensaios estruturais do Comando-Geral de Tecnologia Aeronáutica (CTA), entidade também associada à ABIPTI.

Mais informações, no site www.cbers.inpe.br .

Fonte: Gestão CT

3ª Expo-CO2


Nos próximos dias 7 e 8 de abril será realizada, em Barcelona, a 3ª edição da Expo-CO2, principal encontro do sul da Europa sobre economia do CO2. O evento está sendo co-organizado pela Fundación Fórum Ambiental e pela Câmara de Comércio de Barcelona e contará com a participação de diversos especialistas entre os mais destacados em economia e políticas globais do clima.

O evento será prévio à reunião do Conselho Europeu no qual será aprovado um pacote energético e do clima até 2020 e onde se definirá o European Union Greenhouse Gas Emission Trading Scheme (EU ETS) pós 2012, comissão européia fundamental para o cumprimento dos acordos aprovados por mais de 180 países que assinaram o Tratado de Bali.

Para Jordi Ortega, diretor da Expo-CO2, o evento proporcionará ferramentas para que a reunião do Conselho Europeu defina um ambicioso pacote de medidas. “Haverá uma revisão e uma ampliação da atual Direção de Comércio de direitos de emissão, o que desenvolverá todo um potencial da economia global do clima e situa a Europa como uma liderança política capaz de situá-la no centro da inovação ambiental, tecnológica, social e política que condicionará a política e a economia do século 21”, analisa Ortega, em nota distribuída à imprensa.

O diretor explica que a mudança climática passou de ser um risco ambiental a ser um risco que deve ser gerido junto com outros riscos econômicos. “A economia do clima inclui muito mais que um custo associado às emissões de CO2. A mudança climática pode ser considerada um risco para a segurança internacional. Isso impulsiona um novo caminho para acordos internacionais criando instrumentos políticos de financiamento e que favoreçam mudanças de pauta de condutas cidadãs”, explica.

Segundo Julio Panizo, responsável pela área de comunicação do encontro, a Expo-CO2 será a chave para a definição de ações sobre a mudança climática. “Serão debatidos aqui os horizontes de futuro, além de 2012, a configuração de uma economia global do carbono e na qual será proposto o desenvolvimento de todo o potencial que tem uma economia do clima com horizontes a longo prazo”, avaliou Panizo.

O encontro será realizado na Casa Llotja de Mar, prédio da antiga bolsa de Barcelona, fundada em 1.330 que fez da cidade o centro financeiro do Mediterrâneo e que pretende agora “situar-se de novo no centro da inovação sendo a capital da economia do CO2”, explica Panizo.

Mais informações: http://www.expoco2.org/

Fonte: Diogo Lopes de Oliveira / Gestão CT

Divulgado resultado da chamada de apoio a eventos científicos em saúde

O Ministério da Saúde divulgou o resultado da chamada pública 1/2008 de apoio a eventos científicos em saúde. Ao todo, foram contemplados 22 projetos, sendo 11 da região Sudeste, cinco do Nordeste, quatro da região Sul, e dois do Norte do país.

O Estado que teve o maior número de propostas aprovadas foi São Paulo, totalizando sete projetos distribuídos em São Paulo, capital, com quatro, e nas cidades de Águas de Lindóia, que somou duas propostas, e Campinas, com uma.

O Rio de Janeiro foi contemplado com três projetos, mesma quantidade que o Estado da Bahia. Neste último, todas as propostas são de Salvador. No Nordeste, as cidades de Fortaleza e Recife também tiveram projetos agraciados, um em cada localidade.

No Sul do país foram contempladas as cidades de Porto Alegre (RS), Gramado (RS), Curitiba (PR) e Joinville (SC), todas com uma proposta. Já Belém (PA) e Rio Branco (AC) são as localidades da região Norte que tiveram projetos aprovados, um em cada cidade.

A lista com os selecionados pode ser acessada no endereço.

Informações adicionais sobre o Ministério da Saúde no endereço www.saude.gov.br .

Fonte: Gestão CT

Seminário busca na biologia de Humberto Maturana a origem do pensamento sistêmico

Entre os dias 16 e 18 de abril, a FNQ - Fundação Nacional da Qualidade, sediará no Hotel Transamérica, em São Paulo, um grande debate internacional sobre técnicas de gestão empresarial. Nessas datas, será realizado o 16º Seminário Internacional Em Busca da Excelência cujo tema central será o Pensamento Sistêmico.

O convidado principal é o biólogo e médico chileno Humberto Maturana e sua equipe do Instituto Matríztico, do Chile. Seus estudos biológicos deram origem ao conceito sociológico de visão sistêmica, utilizado nos principais modelos de gestão do mundo. Especialistas da Universidade de São Paulo (USP) apresentarão estudos e diretores de organizações como Gerdau, Petrobras, Promon, Fras-le e Albras, vencedoras do Prêmio Nacional da Qualidade® (PNQ) 2007 mostrarão experiências de suas organizações e debaterão com os convidados.

Programação
Quarta, dia 16 - a agenda do primeiro dia é composta de atividades que misturam teoria e prática. Serão sessões simultâneas, divididas entre clínicas de gestão e um fórum de debates sobre boas práticas. Os casos foram selecionados entre o Banco de Práticas da FNQ.

Quinta, dia 17 - nesta data, o Pensamento Sistêmico será o tema central dos debates, com palestras de Humberto Maturana e do professor da USP Oswaldo Scaico, doutor em administração e mestre nas engenharias de Sistemas e de Produção.

À tarde, haverá um painel sobre Gestão de Pessoas com as empresa vencedoras do Prêmio Nacional da Qualidade® (PNQ) 2007 (Albras, Fras-le, Gerdau, Petrobras e Promon) e com a Brasal Refrigerantes, que, pelo seu investimento em capital humano, foi destaque por critério na mesma avaliação.

Sexta, dia 18 - o último dia de debates irá tratar de competitividade e dos novos paradigmas mundiais da gestão. As empresas vencedoras do PNQ estarão presentes com a exposição de suas experiências. Haverá palestras de dois professores da USP.

Silvio Aparecido dos Santos, doutor em Administração pela FEA/USP, com pós-doutorado na França e nos Estados Unidos, falará sobre a relação entre a competitividade e o Modelo de Excelência da Gestão® (MEG), disseminado pela FNQ. Atualmente, Santos coordena o Grupo de Pesquisa em Administração Avançada e Empreendedorismo do CNPQ.

Isaías Custódio abordará os paradigmas do Modelo de Excelência da Gestão®. Ele é doutor e Administração pela USP e membro do conselho da Fundação Instituto de Administração (FIA). Já foi secretário de administração do Ministério da Fazenda, membro do Conselho Fiscal do Banco do Brasil e diretor de Planejamento da Ferrovia Paulista (Fepasa).

A programação detalhada está disponível para consulta no endereço eletrônico www.fnq.org.br. As inscrições já estão abertas e as vagas são limitadas. O investimento vai de R$ 650,00 a R$ 2.000,00, conforme a quantidade de atividades que o participante escolher. Há descontos para grupos e para associados da FNQ.

O Hotel Transamérica está localizado na Av. das Nações Unidas, 18.591, Santo Amaro, São Paulo. Inscrições e mais informações pelo endereço ou pelo telefone 0800 723 7774.

Fonte: FNQ

Seminário Brasileiro Técnico Industrial

O Conselho Nacional das Associações de Técnicos Industriais (Contae) realiza, de 9 a 11 de abril, o Seminário Brasileiro Técnico Industrial, na Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro.
O evento tem como objetivo divulgar o uso sustentável da tecnologia no cotidiano das indústrias e apresentar novos conhecimentos e pesquisas de empresas que já comercializam produtos e equipamentos voltados para o desenvolvimento sustentável.

O encontro tem o apoio do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea), da Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea (Mútua), da Federação Nacional dos Técnicos Industriais (Fentec), e da Associação Brasileira de Ensino Técnico Industrial (Abeti).

O seminário é dirigido a estudantes, gestores e empresários da área de engenharia. O valor da inscrição é R$ 20 para os três dias do encontro. Entre as atividades, serão realizadas palestras, debates, apresentação de trabalhos técnicos, e exposição técnica industrial.

De acordo com o Contae, já estão confirmadas as palestras dos seguintes representantes: ex-ministro da Integração Nacional e deputado federal, Ciro Gomes; secretário de Meio Ambiente do Estado do Rio de Janeiro, Carlos Minc; superintendente da Furnas Centrais Elétricas, Antonio de Pádua Bemfica Guimarães; presidente da Mútua, Anjelo da Costa Neto; presidente licenciado do Crea-RJ, Reynaldo Barros; diretor-técnico da Consultoria em Gestão Integrada (QSMS), Fábio Veloso; presidente licenciado do Confea, Marcos Túlio; e conselheiro federal do Confea licenciado, Jaques Sherique.

Os interessados devem entrar em contato com os organizadores pelo e-mail . Informações adicionais podem ser obtidas pelo telefone (21) 3528-0300.

Fonte: Gestão CT

R$ 3,8 milhões da França no Programa Floresta em Pé

O governo francês pretende investir R$ 3,8 milhões no combate ao desmatamento na Amazônia por meio de um projeto de manejo sustentável, o Programa Floresta em Pé. A intenção foi firmada em dezembro de 2007, mas começou a ser executada na última sexta-feira (28), em Santarém (PA), durante o seminário de lançamento do programa.

Na ocasião, foram apresentadas as soluções para a implantação do manejo florestal que serão postas em prática no próprio município de Santarém, por três anos. A cidade foi escolhida por ter uma floresta nacional, um distrito florestal, diversas comunidades que praticam o manejo e assentamentos. Por Santarém também passa uma rodovia federal, a BR-163.

O financiamento virá do Fundo Francês para o Meio Ambiente. Segundo o diretor de Uso Sustentável de Biodiversidade e Florestas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Antônio Carlos Hummel, um dos pontos mais importantes do projeto é “verificar como são as relações entre as empresas madeireiras e as comunidades que têm manejo florestal”.

Além de medidas para corrigir problemas no comércio de madeira entre empresas e comunidades, explicou, ainda que serão feitos estudos “para a produção de copaíba, andiroba e outras folhas e cascas de árvores nativas” e que serão dados “incentivos a uma agricultura familiar de cunho sustentável, que não avance sobre as áreas de floresta”.

Os principais problemas apontados pelas comunidades da Amazônia para o desenvolvimento de técnicas de manejo sustentável, segundo Hummel, são a falta de apoio do governo, de regularização fundiária e carência de infra-estrutura, serviços de saúde, educação e estradas – carências que o Programa pretende suprir com o trabalho de orientação.

Após os três anos de desenvolvimento do projeto, as conclusões dos estudos em Santarém poderão ser utilizadas pelas instituições para a aplicação do manejo sustentável em toda a Amazônia, acrescentou o diretor.

Participam do projeto, além do Ibama, o Centro de Cooperação Internacional de Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento do governo francês (Cirad) a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), o Ofício Florestas Nacional (Onfi) e o Grupo de Pesquisa e Intercâmbio de Tecnologias (Gret).

Foram convidados para o seminário o Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que poderão se tornar parceiros do projeto.

Fonte: Morillo Carvalho / Agência Brasil

Brasil frabricará biofármacos recombinantes

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai investir R$ 7,2 milhões no projeto “Desenvolvimento de Medicamentos Recombinantes para Uso em Hematologia/Hemoterapia”, uma parceria da empresa Hemobrás com o Laboratório de Engenharia de Cultivos Celulares do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ).

O financimento, no âmbito do programa Fundo Tecnológico (Funtec), será destinado ao projeto por meio da Fundação Coordenação de Projetos, Pesquisas e Estudos Tecnológicos (Coppetec). Além dos recursos do BNDES, a Hemobrás vai investir R$ 700 mil na iniciativa.

De acordo com informações da Coppe, o projeto tem como objetivo desenvolver tecnologias inovadoras para a produção de dois fatores sanguíneos, VIII e IX, e um estimulador hematopoético, conhecido como G-CSF, obtidos através de engenharia genética, de grande importância para os portadores de hemofilia, câncer e AIDS.

A Coppe informou ainda que será a primeira vez que o Brasil produzirá biofármacos, a partir de células animais, com tecnologia 100% nacional. O projeto também vai refletir na economia nacional, contribuindo para a redução de custos, uma vez que, anualmente, o Brasil gasta cerca de R$ 200 milhões com a importação dos fatores sanguíneos VIII e IX para atender a necessidade de tratamento de sete mil hemofílicos. Outra vantagem é que fatores recombinantes poderão vir a ser produzidos na quantidade que for necessária para atender a demanda dos pacientes.

G-CSF
O biofármaco G-CSF, que também será fabricado pela Hemobrás, é utilizado no tratamento de deficiências de glóbulos brancos, após quimioterapias e depois de transplantes de medula óssea.

De acordo com a Coppe, o desenvolvimento das tecnologias deverá ser feito em três anos e, ao final deste período, a Hemobrás promoverá estudos pré-clínicos e clínicos para comprovar a eficácia e segurança dos produtos. O objetivo é obter o registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e implantar a fábrica para produção dos biofármacos recombinantes.

Informações adicionais sobre a Coppe e a Coppetec no endereço www.coppe.ufrj.br .

Fonte: Gestão CT

5ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia tem calendário definido

A 5ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia está com o calendário de atividades definido. As atividades no âmbito do evento acontecerão, em todo o país, de 20 a 26 de outubro. Realizado pelo MCT, o tema deste ano será “Evolução e Diversidade”.

A principal proposta da semana é levar a C&T para a sociedade. O objetivo é apresentar o tema de um modo popular, sobretudo às crianças e aos jovens, valorizando a criatividade, a atitude científica e a inovação. Para tanto, instituições de ensino, centros de pesquisa, museus tecnológicos e demais entidades ligadas à C&T de todo o país promovem eventos como palestras, feiras de ciências, exibição de vídeos sobre o segmento e visitas a instituições de pesquisa e a universidades. Ao longo do ano também ocorrem reuniões preparatórias para a semana nacional. A primeira delas acontece no próximo dia 9, em Goiânia (GO).

A escolha do tema deste ano é uma alusão à famosa teoria da evolução por meio da seleção natural das espécies, feita pelo naturalista Charles Darwin. A publicação do estudo completa, em 2009, 150 anos.

De acordo com o site oficial da Semana Nacional de C&T do último ano, em todo o país, o evento contou com mais de 9 mil atividades cadastradas, em 357 cidades diferentes, envolvendo 680 instituições ligadas à C&T.

A programação da 5ª Semana Nacional de C&T, o cadastro de instituições e atividades e informações adicionais podem ser acessadas no endereço http://semanact.mct.gov.br/index.php/content/view/1924.html

Fonte: Gestão CT

Audiências no Congresso debatem ações da CTNBio e clones de animais

O Congresso Nacional promoveu, no dia 27, dois debates importantes para a área de C&T. Uma audiência pública realizada pelas comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI); e de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados discutiram o papel da Comissão Nacional Técnica de Biossegurança (CTNBio). Já outra audiência promovida pela Comissão de CT&I Comunicação e Informática do Senado Federal discutiu a regulamentação das pesquisas com clones de animais.

O debate sobre a CTNBio contou com a participação de Francisco Aragão, pesquisador da Embrapa em Recursos Genéticos e Biotecnologia e membro da comissão técnica da CTNBio. Ele explicou, na ocasião, que a legislação anterior, de 1995, dividia o poder de liberação de pesquisas entre a comissão e os ministérios do Meio Ambiente, Saúde e Agricultura.

Segundo informações da Agência Câmara, Aragão afirmou que essa legislação atrasava por anos as pesquisas, pois havia a necessidade de sete licenças. O pesquisador disse ainda que hoje a situação é a ideal.

Já o vice-presidente da CTNBio, Edilson Paiva, considera ainda que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) continuam interferindo de maneira indevida nos processos de liberação, seja recorrendo ao conselho, seja conseguindo liminares na Justiça.

Ainda de acordo com a Agência Câmara, o diretor-adjunto da Anvisa, Luiz Armando Erthal, que também participou da audiência, disse que a Constituição Federal determina, em seu artigo 200, ser de competência do Sistema Único de Saúde (SUS) realizar ações de vigilância sanitária e desenvolver ações capazes de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde pública. Erthal defendeu as ações da Anvisa e ainda explicou que a agência tem uma comissão de biossegurança, que atua em colaboração com a comissão de biossegurança do Ministério da Saúde e que desenvolveram um questionário em que todos os aspectos de segurança do produto são analisados. Erthal disse que se faltarem informações no questionário, há uma interferência no processo de liberação dos transgênicos.

Ainda de acordo com a Agência Câmara, a conclusão da audiência foi que apesar de a Lei de Biossegurança (11.105/05) ter atribuído exclusivamente à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) a responsabilidade pela avaliação de risco de transgênicos as situações de conflito dentro do próprio Poder Executivo ainda persistem.

Clones
Já o debate sobre as pesquisas com clones de animais no Senado ficou em torno do projeto de lei 73/07 da senadora Kátia Abreu (DEM-TO) que regula a pesquisa, produção, comercialização, importação e liberação ao ambiente de clones de mamíferos (exceto humanos), peixes, anfíbios, répteis e aves.

Segundo informações da Agência Senado, o professor da Universidade de São Paulo (USP), Flávio Vieira Meirelles, informou, na ocasião, que a pesquisa com a produção de clones no Brasil está tão avançada quanto nos países desenvolvidos que trabalham há mais tempo nesse campo. O professor disse ainda que, atualmente, o objetivo da clonagem é o melhoramento genético dos animais, e que até o momento ninguém está consumindo carne de animal clonado porque os animais clonados são produzidos por um custo muito alto. “Estudos realizados nos Estados Unidos, pela FDA (Food and DrugAdministration) mostram que produtos como carne e ovo de animais clonados não são diferentes dos mesmos produtos de animais não clonados”, disse em notícia divulgada pela Agência Senado.

O superintendente técnico da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, Luiz Antônio Josankian, lembrou que o país não dispõe de uma regulamentação para as pesquisas com animais clonados. Na avaliação do pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologiada, Rodolfo Rumpf, o projeto de lei do Senado é importante também para assegurar status legal à pesquisa brasileira no âmbito internacional.

Já o senador João Tenório, que é relator da proposta na CCT, lembrou que o Brasil está na vanguarda da pesquisa em clonagem de animais. Na opinião do senador,o projeto de Kátia Abreu é importante também para garantir a propriedade intelectual dos pesquisadores. Para conferir os detalhes da tramitação do PLS 73/07, acesse o endereço.

Fonte: Gestão CT

Templeton questiona método que afirma que o homem moderno descende de um único grupo originário da África

Todos descendemos de um único grupo de Homo sapiens que, há cerca de 130 mil anos, migrou da África para a Europa e para a Ásia, eliminando outras espécies de hominídeos. Essa é uma das hipóteses mais aceitas sobre a origem do homem moderno.

Mas essa teoria, conhecida como out of Africa (“saída da África”), é falha e não segue os preceitos do método científico, de acordo com um dos principais cientistas na área de genética de populações e de evolução, o norte-americano Alan Templeton, da Universidade Washington em Saint Louis, Estados Unidos.

De acordo com o geneticista, o problema com a teoria – também conhecida como hipótese da substituição – é que, embora seja compatível com os dados genéticos disponíveis, ela não inclui testes estatísticos que permitam desconsiderar outras hipóteses, como o surgimento simultâneo do Homo sapiens na Ásia.

Templeton explicou seu ponto de vista no último sábado (29/3), na palestra A evolução humana nos últimos 2 milhões de anos: genes, apresentada no evento Revolução Genômica e organizada pela revista Pesquisa FAPESP no parque do Ibirapuera, em São Paulo.

Segundo o pesquisador, a troca de material genético entre as populações é mais antiga do que a primeira leva de migração a partir da África. E não houve um processo de isolamento, mas uma miscigenação na troca desses genes. Ou seja, no lugar da substituição, houve um cruzamento do material genético desses povos.

“Os africanos e eurasianos não eram simplesmente fragmentos separados, há evidências de que eles estavam geneticamente ligados. A hipótese mais compatível é de cruzamento entre homens da África e da Eurásia, e não que os da África arrasaram os da Eurásia. As populações da África dominaram os nossos genes, mas há a influência das trocas entre esses continentes. Nossos genes vieram de todas as partes”, disse Templeton.

Para provar sua teoria, o norte-americano desenvolveu uma técnica de análise genética que reúne grupos por proximidade genética e geográfica, e um método próprio que integra conhecimentos da biologia molecular, estatística, arqueologia e paleontologia.

“Quando combinamos a genética, a arqueologia, a paleontologia e a antropologia, temos muito mais detalhes sobre a evolução humana. Elas se complementam, se integram. Nós precisamos de todas as fontes de informação para entender a evolução humana”, disse.

O geneticista lembra que o estudo por meio dos genes das origens humanas começou efetivamente em 1987, com os trabalhos de uma equipe dirigida por Alan Wilson, na Califórnia. De acordo com o grupo, a mãe de todos os homens modernos seria uma “Eva” negra que teria vivido na África há cerca de 200 mil anos, e cujos descendentes teriam progressivamente ocupado o resto do mundo.

Procedimentos questionáveis
A pesquisa baseou-se na análise do DNA mitocondrial (transmitido aos descendentes apenas pela mãe) de 147 pessoas de diferentes regiões geográficas do mundo. A conclusão é que a mulher, conhecida como a “Eva mitocondrial”, que teria dado origem ao homem moderno, seria uma africana que viveu há 150 mil anos.

Para Templeton, o ponto mais crítico desse trabalho é que o DNA usado nas amostras analisadas foi retirado das mitocôndrias e não do núcleo das células humanas. O DNA mitocondrial é menor e não se recombina, como ocorre com o do núcleo. Só que ninguém provou até agora, segundo ele, que esse tipo de DNA de um homem é capaz de refletir a árvore genealógica de uma população ou de toda a humanidade.

“Eles simplesmente assumiram isso como verdade, ou seja, um procedimento altamente questionável. Mas esses métodos nunca provam que as coisas são verdadeiras. É mais fácil provar que é falso. Eu provo o que está errado, esse é o limite”, disse.

O erro desse estudo, segundo Templeton, foi não levar em consideração uma infinidade de alternativas. O programa de computador usado era perfeito, mas somente quando aplicado na análise de seres mais simples. Diante da complexidade do DNA humano, a máquina simplesmente não consegue alcançar todas as possibilidades, e acaba gerando resultados ilusórios, destacou.

Como teste, o cientista usou o mesmo programa com os mesmos dados moleculares do DNA. Mudando a ordem dos dados, ele obteve uma origem asiática para o homem. “Se o processo for repetido aleatoriamente, certamente se chegará também a origens européias ou a outros resultados”, disse.

A hipótese de que, após deixar a África, entre 100 mil e 50 mil anos atrás, o Homo sapiens eliminou outras espécies sem deixar descendentes não se confirma, uma vez que o material genético dos seres humanos atuais deveria ter origem exclusivamente africana.

Ao analisar 25 trechos do material genético de populações atuais de diferentes partes do mundo, Templeton constatou que alguns desses trechos apresentavam contribuição de ancestrais que viveram na Ásia, em um período anterior a 130 mil anos atrás, antes de o Homo sapiens deixar a África pela primeira vez.

A partir da tese da coalescência (fusão), as misturas genéticas que foram mapeadas por ele levantam fortes indícios de que os grupos humanos que povoaram sucessivamente o planeta souberam, pelo contrário, misturar-se uns com os outros, dando origem a populações mestiças das quais “todos nós derivamos”.

Para o pesquisador, os dados mostram que há quase 2 milhões de anos o Homo erectus deixou a África pela primeira vez, rumo à Ásia. Depois dessa primeira migração, ocorreram mais duas, há 650 mil anos e há 130 mil anos. Cada nova leva encontrava, no caminho, as populações mais arcaicas que haviam migrado antes. E se misturava com elas.

A tese de Templeton indica o quanto é arbitrário o conceito de raça, uma vez que o conceito não é biológico, mas cultural. O paleontólogo afirma que, do ponto de vista estritamente biológico, as diferenças de cor, estatura e feições são meros detalhes. “Os nossos genes vêm de todas as partes. O histórico dos genes é mais antigo do que o histórico das populações”, afirmou.

Fonte: Alex Sander Alcântara / Agência Fapesp

BID avalia APLs da Bahia para possível investimento

Uma comissão do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) está avaliando os arranjos produtivos locais (APLs) da Bahia para possível investimento. Na semana passada, uma reunião com representantes do BID, do governo do Estado e de empresários locais discutiram a proposta de financiamento que pode chegar a US$ 16 milhões.

Os recursos serão investidos pelo BID em parceria com o governo do Estado e a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb). Segundo informações do governo baiano, a proposta é desenvolver ações por meio do Programa de Fortalecimento da Atividade Empresarial, que é coordenado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e que está apoiando dez APLs.

Ainda de acordo com o governo, os APLs têxtil e de tecnologia da informação (TI) estão entre os selecionados para participar do programa.

“A presença da missão do BID é de extrema importância neste momento em que o programa está passando por um momento de reestruturação”, disse Ildes Ferreira, secretário estadual de CT&I, por meio de sua assessoria.

Após a formatação do programa, que é realizado ainda em parceria com o Sebrae e a Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapesb), o empréstimo deverá ser aprovado pela Assembléia Legislativa. A Fapesb também é associada à ABIPTI.

Para mais informações sobre os APLs na Bahia, acesse o endereço: www.secti.ba.gov.br.

Fonte: Gestão CT

9º Seminário de Economia Industrial

Nos dias 13, 14 e 15 de agosto, a Faculdade de Ciência e Letras de Araraquara (Unesp), em São Paulo, será sede do 9º Seminário de Economia Industrial. Promovido pelo Grupo de Estudos em Economia Industrial (GEEIN), o evento é voltado para estudantes de graduação e pós-graduação das universidades e institutos de pesquisa que estão realizando pesquisa científica na área de economia industrial e afins.

O objetivo do seminário é divulgar os resultados de suas atividades num ambiente acadêmico que propicie a difusão do conhecimento sobre os temas e metodologias de pesquisa utilizadas.

De acordo com o GEEIN, os resumos dos trabalhos deverão ser encaminhados junto com a ficha de inscrição até o dia 30 de junho. A apresentação dos trabalhos será feita em forma oral e poderão ser utilizados recursos como transparências ou power point.

As categorias dos trabalhos compreendem: originalidade do tema e importância para o desenvolvimento; mérito científico; e originalidade e relevância das informações.

Os interessados devem preencher uma ficha de inscrição que está disponível no site do GEEIN, no endereço http://geein.fclar.unesp.br/ , no período de 15 de maio a 30 de junho. A taxa será uma lata de leite em pó que será doada para uma instituição beneficente.

Informações adicionais podem ser obtidas pelo e-mail ou pelo telefone (16) 3301-6272.

Fonte: Gestão CT

4ª Escola Regional de Banco de Dados acontece na UFSC

De 2 a 4 de abril acontece, em Florianópolis (SC), a 4ª Escola Regional de Banco de Dados. Promovido pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC), o evento tem como tema central a “Sintonia Fina de Banco de Dados”. O encontro é realizado pelo Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

A proposta da escola é promover a integração entre empresários, profissionais e estudantes de graduação e de pós-graduação gerando, assim, uma discussão acerca de trabalhos e ações no campo em questão. O evento conta com a realização de palestras, sessões técnicas, tutoriais e oficinas. Entre os temas apresentados estão a bioinformática, administração e tuning em bancos de dados e a auto-sintonia completa de índices.

As inscrições para todas as atividades do encontro podem ser feitas no local do evento. Estudantes e sócios da SBC têm desconto na taxa de inscrição. A escola será realizada no Departamento de Informática e Estatística (INE) da UFSC.

Mais informações, no site www.inf.ufsc.br/erbd2008.

Fonte: Gestão CT

Brasil e Noruega assinam acordo de cooperação científica

O ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, e a ministra de Pesquisa e Ensino Superior da Noruega, Tora Aasland, assinaram, nesta segunda-feira (31/3), em Brasília, um acordo de cooperação entre os dois países em ciência e tecnologia.

Segundo o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), a parceria tem como objetivo estimular o intercâmbio de informações e oportunidades para pesquisadores, estudantes e professores. Além disso, está prevista a organização conjunta de eventos como seminários sobre políticas e sistemas de pesquisas.

Rezende afirmou que a Noruega tem ótimas universidades e investe muito em ciência e tecnologia, percentualmente, em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). “Temos pouca tradição em interagir com a Noruega, mas, por meio deste acordo, teremos muitas oportunidades, especialmente nas áreas de mudanças climáticas e petróleo”, disse.

Ainda de acordo com o ministro, os noruegueses são grandes produtores de petróleo extraído, principalmente, na plataforma litorânea em águas profundas, assim como no Brasil. A cooperação nesse setor é um dos principais pontos da parceria.

Para a ministra norueguesa, o acordo é importante para estreitar os laços entre os dois países. Entre as áreas prioritárias, ela destacou meio ambiente, clima, bem-estar, saúde e educação.

Também participaram do encontro a embaixadora da Noruega no Brasil, Turid Eusebio, e a diretora do Conselho de Pesquisa Norueguesa, Kari Kveseth. O documento tem validade de quatro anos, podendo ser prorrogado por igual período.

Fonte: Agência Fapesp

Prêmio Finep de Inovação 2008

A Finep traz uma novidade para a edição de 2008 de uma das premiações mais importantes da área de C&T. O Prêmio Finep de Inovação Tecnológica passa a se chamar Prêmio Finep de Inovação. As inscrições estão abertas e podem ser feitas até o dia 28 de agosto.

Segundo informações repassadas ao Gestão C&T online por Vera Marina Cruz, coordenadora do prêmio, a proposta de mudança foi adequar o nome do prêmio ao nome e à atuação da Finep que está trabalhando como uma Agência de Inovação.

Outra grande novidade é que os vencedores receberão apoio para a implantação de projetos de inovação que variam de R$ 500 mil a R$ 10 milhões. Ainda de acordo com a Finep, o prêmio passa a privilegiar, neste ano, o perfil inovador de empresas e instituições de ciência e tecnologia e, para isso, a financiadora modificou os critérios de julgamento, que passam a ter pesos distintos.

Outra mudança é que, nessa edição, a Finep atenderá a carteira de clientes da financiadora, cujas inovações já estejam implementadas. De acordo com a Finep, entre os clientes da financiadora sairá o vencedor nacional na categoria Grande Empresa. A categoria passará, dessa forma, a ter a mesma regra aplicada no julgamento dos Inventores Inovadores, cujos vencedores são selecionados a partir do banco de dados do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Para as demais categorias, serão aceitas inscrições espontâneas. Confira os detalhes de cada uma das seis categorias:

- Média Empresa – podem participar empresas brasileiras com faturamento bruto entre R$ 10,5 milhões e R$ 60 milhões. Elas serão avaliadas pelo conjunto de suas ações inovadoras nos últimos três anos. Os vencedores da etapa regional terão um limite pré-aprovado de R$ 1 milhão para financiamento do projeto apresentado ao prêmio. A empresa que ganhar na etapa nacional terá um limite pré-aprovado no valor R$ 5 milhões em adição àqueles conquistados na etapa regional.

- Pequena Empresa – podem participar as empresas com faturamento bruto de até R$ 10,5 milhões. Também serão avaliadas as ações inovadoras realizadas nos últimos três anos. A pequena empresa vencedora da etapa regional terá um limite pré-aprovado de R$ 500 mil para financiamento do projeto inovador. A vencedora da etapa nacional terá um limite pré-aprovado de mais R$ 500 mil.

- Instituição de C&T – podem participar centros, laboratórios e agências de inovação pertencentes a entidades de ensino ou pesquisa, núcleos de inovação tecnológica e escritórios de patentes vinculados a instituições públicas ou privadas sem fins lucrativos. Será avaliada a atividade inovadora nos últimos três anos. Para a instituição que vencer a etapa regional o limite pré-aprovado será de R$ 500 mil. O mesmo valor-limite será concedido para a instituição vencedora da etapa nacional.

- Tecnologia Social – podem participar ICTs, associações, cooperativas e instituições públicas ou privadas sem fins lucrativos. A idéia é avaliar as experiências inovadoras dos últimos três anos. A iniciativa vencedora na etapa regional terá um valor-limite de R$ 500 mil para apoio no projeto e mais R$ 500 mil para quem vencer a etapa nacional.

- Grande Empresa – serão avaliadas o conjunto de inovações dos últimos três anos de empresas brasileiras financiadas pela Finep com faturamento bruto superior a R$ 60 milhões. Neste caso, não haverá etapa regional. Para a empresa vencedora da etapa nacional a Finep concederá um limite pré-aprovado para financiamento no valor de R$ 10 milhões.

- Inventor Inovador – serão avaliadas pessoas físicas que possuam pelo menos um registro de propriedade intelectual concedido no Brasil, junto ao INPI. A Finep solicita que as invenções devem ter sido comercializadas. O vencedor da etapa regional receberá uma placa alusiva. Já na etapa nacional, o prêmio será uma medalha da Organização Mundial da Propriedade Intelectual e curso de especialização em Propriedade Intelectual oferecido pelo INPI.

Outros detalhes e o regulamento do prêmio estarão disponíveis, em breve, no endereço: http://www.finep.gov.br/premio

Fonte: Gestão CT

A Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto abre vaga para técnico em pesquisa biológica

A Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto divulgou edital para a seleção de um técnico em pesquisa científica e tecnológica para o Centro Regional de Hemoterapia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo (USP). As inscrições poderão ser feitas entre os dias 12 e 16 de maio.

A vaga é destinada a profissionais com graduação em biomedicina, farmácia, biologia ou biotecnologia e pós-graduação em nível de mestrado na área de ciências biológicas. A jornada de trabalho é de 40 horas semanais, com salário de R$ 2.942 e benefício alimentação equivalente a R$ 250. As inscrições, com taxa de R$ 40, deverão ser feitas exclusivamente pela internet.

Os candidatos deverão apresentar memorial circunstanciado descrevendo formação e progresso na carreira científica, atividades de pesquisa e produção técnica e científica, de ensino, de assessoria e consultoria, formação e orientação e demais atividades acadêmicas, técnicas e científicas.

É exigida também a apresentação de um projeto de pesquisa, de quatro páginas, visando à aplicação de métodos de biologia celular e molecular, biotecnologia na área de hematologia, hemoterapia, oncologia, terapia celular ou gênica, imunologia ou virologia.

A seleção consistirá na argüição oral do memorial, dos tópicos do programa e projeto de pesquisa, prova escrita e julgamento do memorial e projeto de pesquisa.

Mais informações no endereço

Fonte: Agência Fapesp

Anpei sugere participação dos IPTs privados e empresas no Sibratec

A Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras (Anpei), sugeriu ao comitê gestor do Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec) que os institutos de pesquisa tecnológica privados e as empresas também sejam parte integrante do sistema.

Em documento encaminhado ao presidente do comitê gestor, Luís Antonio Rodrigues Elias, na semana passada, a Anpei afirma que o foco das atividades do Sibratec deve estar orientado “prioritariamente” para a demanda. Segundo a associação, os recursos devem ser destinados diretamente ao fomento das atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação conduzidas pelos centros de P&D das empresas ou pelos institutos de pesquisa públicos ou privados, desde que em atividades de interesse das empresas. “Assim, os centros de P&D das empresas deveriam fazer parte também das redes do Sibratec, bem como os institutos de pesquisa privados”, diz o documento.

Sebastião Lauro Nau, representante da Anpei no comitê gestor do Sibratec, disse, em entrevista ao Gestão C&T online, que a primeira proposta do MCT era de que somente os IPTs públicos participassem do sistema. Ele explicou que foi esse um dos motivos que levou a Anpei a encaminhar a proposta de inclusão dos institutos privados. Ainda de acordo com Nau, a CNI também compartilha da opinião de que os institutos privados deveriam participar do Sibratec.

Contribuições
Durante a primeira reunião do comitê gestor do Sibratec, que aconteceu no dia 17, ficou determinado que os representantes do comitê mandariam contribuições para o sistema de modo a construir o regulamento do Sibratec. Ainda durante o encontro ficou decidido que as ações do sistema serão coordenadas por comitês técnicos que serão responsáveis pela proposição e acompanhamento das diretrizes técnicas e operacionais do comitê gestor. O Sibratec contará com três comitês técnicos. São eles: Centros de Inovação, Serviços Tecnológicos e Extensão Tecnológica.

A Anpei ficará responsável pelo comitê de inovação. No documento encaminhado ao MCT, a associação sugere que o objetivo principal do Comitê Técnico de Centros de Inovação (CT - Centro de Inovação), deve ser o de priorizar a ampliação da demanda tecnológica por meio do apoio e fomento à criação, estruturação, desenvolvimento, ampliação, capacitação e reforço dos centros de P&D e inovação cativos das empresas.

Segundo a Anpei, os recursos devem ser dos fundos setoriais e seriam oferecidos às empresas parte como subvenção econômica e parte como financiamento a longo prazo com baixas taxas de juros. Para viabilizar essa proposta, os centros de P&D e inovação destas empresas seriam credenciados por entidades como o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), que também são instituição associadas à ABIPTI, além da própria Anpei.

“Uma vez credenciadas por uma dessas entidades, as empresas seriam candidatas previamente habilitadas a receber recursos públicos para investirem em seus centros de P&D e inovação”, explica o documento.

Centros
Ainda durante a reunião do Comitê Gestor do Sibratec, foi apresentada a indicação preliminar de entidades para compor os comitês técnicos. Está prevista a participação da ABIPTI em dois deles – Comitê de Serviços Tecnológicos e Comitê de Extensão Tecnológica. A Anpei solicitou a sua inclusão em todos os comitês e não só no de Inovação e ainda a participação da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) nos comitês de Inovação e Serviços Tecnológicos.

Reunião
De acordo com Sebastião Nau, durante a primeira reunião do comitê gestor do Sibratec o ministro da C&T, Sergio Resende, abriu a reunião e falou sobre o sistema. A coordenação dos trabalhos foi repassada para os secretários do MCT.

Luís Elias afirmou, na ocasião, aos representantes do comitê gestor, que há recursos prioritariamente assegurados para o Sibratec, neste ano. O Gestão C&T online apurou que os recursos do sistema para 2008 estão na ordem de R$ 60 milhões.

Outros participantes do comitê também falaram sobre a iniciativa. Entre eles, Jorge Ávila, presidente do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), que citou a necessidade de o Sibratec apoiar as redes já existentes e as de propriedade intelectual. Ainda segundo Ávila, o INPI também poderia contribuir financeiramente com o Sibratec.

ABIPTI
A ABIPTI tem a proposta de contribuir para o melhor entendimento e participação das instituições na implementação e melhoria do Sibratec. Desta forma, a Associação, por meio da Agência Gestão C&T de Notícias, abriu, em fevereiro, espaço para a troca de informações sobre o tema, reunindo e disponibilizando os principais documentos sobre o Sibratec. Para mais informações, acesse o endereço.

Fonte:Tatiana Fiuza / Gestão CT

Encontro Temático sobre Utilização de História da Biologia no Ensino Médio

Estão abertas até o dia 15 de maio as inscrições para apresentação de trabalhos no Encontro Temático sobre Utilização de História da Biologia no Ensino Médio.

O evento, realizado pela Associação Brasileira de Filosofia e História da Biologia (ABFHiB), será realizado em Campos do Jordão, no interior paulista, entre 13 e 15 de novembro.

Segundo os organizadores, o objetivo do evento é contribuir para diminuir a carência de material bibliográfico em língua portuguesa destinado ao uso da história da ciência no ensino médio como recurso auxiliar na educação científica.

Os interessados em participar do encontro e do livro que será publicado como resultado do evento deverão enviar à comissão organizadora um resumo de 500 a 700 palavras do trabalho, além da bibliografia utilizada

Mais informações: www.abfhib.org/Eventos/Hist-Biol-Ensino.html

Fonte: Agência Fapesp

Dados do Projeto Biota-Fapesp definem critérios de preservação

Os dados científicos reunidos pelo Projeto Biota-FAPESP determinam, a partir de agora, os critérios e parâmetros para a concessão de autorização para supressão de vegetação nativa no Estado de São Paulo.

Uma resolução da Secretaria de Meio Ambiente (SMA) de São Paulo, publicada no Diário Oficial do Estado de 14 de março, estabelece que a análise de todos os pedidos para uso de áreas com florestas nativas deverá se basear nas categorias de importância para a restauração definidas no mapa “Áreas Prioritárias para Incremento para Conectividade” – um dos vários mapas produzidos pelo Biota.

De acordo com coordenador do Programa Biota-FAPESP, Ricardo Ribeiro Rodrigues, a resolução demonstra a efetividade do uso dos dados científicos na sustentação das políticas públicas estaduais na área ambiental.

“O volume de dados alcançado pelo Biota nos permitiu ter certeza de que eles poderiam ser usados para fornecer diretrizes às políticas públicas. Esse não era um objetivo inicial do programa, mas acabou se tornando um produto da máxima importância. O mais importante é que os critérios agora terão base científica”, disse o professor do Departamento de Ciências Biológicas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP).

A resolução, segundo Rodrigues, foi traçada com base no livro Diretrizes para a conservação e restauração do Estado de São Paulo, produzido sob coordenação do Programa Biota em parceria com a SMA. A publicação está na gráfica e deverá ser lançada no fim de abril.

Reserva legal
Rodrigues explica que a resolução utiliza os mapas do Biota para determinar objetivamente os critérios usados para não autorizar o uso de áreas que se prestam ao papel de corredores ecológicos e de abrigo de biodiversidade. O mapa de conectividade indica essas áreas prioritárias.

“Nos mapas, identificamos os fragmentos que são considerados prioritários para conservação e indicamos essas áreas para a compensação da reserva legal das propriedades agrícolas, além de recomendar a interligação desses fragmentos pela restauração da mata ciliar funcionando como corredor ecológico”, disse.

De acordo com o professor, dos 3,5 milhões de hectares de vegetação remanescente no Estado, apenas 760 mil estão em unidades de conservação. “O restante está em mãos de proprietários particulares. Para conservar essas áreas a proposta é transformá-las em reserva legal. Para as melhores áreas desses trechos, recomendamos a transformação em Reserva Particular de Patrimônio Natural”, afirmou.

Segundo a resolução, quem quiser solicitar a supressão de vegetação nativa dentro dos limites das áreas demarcadas como prioritárias pelo Biota deverá apresentar um estudo de fauna e flora, independentemente do estágio de regeneração em que se encontrar a vegetação.

Só será permitida a supressão e exploração da área nativa se a vegetação não abrigar espécies da fauna e flora silvestres ameaçadas de extinção. A concessão de autorização atenderá critérios fixados pelo mapa de conectividade.

Fonte: Fábio de Castro / Agência Fapesp