quinta-feira, 27 de março de 2008

Abertas as inscrições para o Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia - 2008

Estão abertas as inscrições para o Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia - edição 2008. A iniciativa tem como objetivo reconhecer os melhores trabalhos de estudantes do ensino médio, de universitários e de pesquisadores, cujos resultados tenham o potencial de contribuir para o desenvolvimento científico e tecnológico.

Além disso, o prêmio busca incentivar a pesquisa orientada para o Mercosul e contribuir para o processo de integração regional entre os países membros e associados do bloco econômico. O presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT), Marco Antonio Zago, participa do lançamento que ocorre no Ministério de Ciência e Tecnologia e Inovação Produtiva da Argentina, em Buenos Aires.

O prêmio tem o patrocínio do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e da Petrobras e é promovido pela Reunião Especializada de Ciência e Tecnologia do Mercosul (RECyT), pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT) e o Movimento Brasil Competitivo (MBC).

O lançamento será simultâneo nos países membros e associados ao Mercosul: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. São quatro categorias: Iniciação Científica, para alunos do ensino médio que tenham no máximo 21 anos de idade até a data máxima para entrega dos trabalhos; Jovem Universitário, para estudantes que cursam o ensino superior e que tenham no máximo 28 anos de idade; Jovem Pesquisador, voltada a pesquisadores com curso superior completo, que tenham até 35 anos de idade e Integração, para equipes de pesquisadores com ensino superior completo, sem limite de idade.

No caso das categorias Jovem Universitário e Jovem Pesquisador, a participação é individual. Na modalidade Iniciação Científica, a participação pode ser individual ou por equipe. E na categoria Integração, só participam quipes, sendo que é necessário que mais de um país esteja representado pela nacionalidade dos integrantes do grupo. Nas categorias Iniciação Científica e Jovem Universitário, os participantes podem ter o apoio de um professor orientador da instituição ao qual estão ligados.

O tema desse ano é Biocombustível, cuja definição no regulamento do prêmio é qualquer combustível de origem biológica, que não seja de origem fóssil, e originado por meio do uso de uma ou mais espécies vegetais. O trabalho deve ser focado em assuntos do Mercosul e abordar um único tema em, no máximo, 30 páginas, incluindo um resumo de 25 linhas.

Os trabalhos devem ser entregues até 4 de agosto. No dia 18 de agosto, a organização do prêmio divulga os títulos dos trabalhos recebidos endereço da Unesco: http://www.unesco.org.br/premiomercosul . No mesmo endereço eletrônico, a partir de 8 de setembro, estará a lista dos trabalhos pré-aprovados para que os selecionados enviem documentos complementares. Os documentos devem ser enviados por email. A divulgação dos vencedores será dia 22 de setembro e a cerimônia de premiação está marcada para 20 de outubro.

Os vencedores classificados em primeiro lugar recebem prêmio, em dinheiro, no valor de US$ 2 mil para Iniciação Científica, US$ 3,5 mil para Jovem Universitário, US$ 5 mil para Jovem Pesquisador e US$ 10 mil para a equipe da categoria Integração. O professor orientador do trabalho premiado recebe troféu e tem o trabalho publicado em livro. A organização paga passagens aéreas e diárias para que os vencedores participem da cerimônia de premiação.

O regulamento para participar do prêmio tambem está disponível no endereço da Unesco. Na página, há também os nomes e contatos das pessoas da RECyT indicadas pelos países participantes do prêmio para auxiliar os participantes em caso de dúvidas.

Fonte: Agência CT

Lnls desenvolve tecnologia para soldagem de ligas metálicas especiais

O Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), está desenvolvendo tecnologia de soldagem de vários tipos de ligas metálicas especiais, que vai possibilitar a fabricação de elementos filtrantes para “Telas Premium”, utilizadas especialmente para controle de areia em poços de petróleo e gás.

Esse mesmo processo pode ser usado no tratamento de água industrial, filtração em alta pressão e em alta vazão, em saneamento básico, em equipamentos científicos, além das indústrias aeronáutica, espacial, entre outras.

Segundo Samuel Tocalino, da DFB Técnicas para Soldagem de Metais Ltda., parceira do LNLS no projeto, em aproximadamente dois anos o Brasil dominará todo o ciclo de produção dessas telas, nacionalizando o produto e gerando uma economia de cerca der US$ 40 milhões em importação, além de acesso a um mercado internacional de cerca de US$ 200 milhões.

A importância do desenvolvimento da tecnologia fica mais evidente quando se sabe que cerca de 80% da produção de petróleo no país procede de reservatórios em águas profundas, onde a instalação de contenção de areia é praticamente obrigatória.

Tocalino afirma que apenas três empresas no mundo dominam a técnica de fabricação de elementos filtrantes utilizando essa tecnologia. “O sucesso do projeto abrirá outras oportunidades, como o desenvolvimento futuro de designs de Telas Premium adaptadas às condições de produção brasileira e a difusão dessa tecnologia para outros setores industriais.”

De acordo com Osmar Roberto Bagnato, líder do Grupo de Materiais, o LNLS trabalha no desenvolvimento de processos especiais de soldagem há mais de 10 anos, onde os mesmos são utilizados na fabricação de componentes para os aceleradores de elétrons, linhas de luz e outros componentes do Laboratório.

“A parceria para o desenvolvimento desse projeto surgiu há dois anos com o interesse comum no desenvolvimento de técnicas de soldagem não convencionais que pudessem unir diferentes materiais metálicos que podem ser utilizados tanto para a fabricação de peças para os aceleradores, como para as outras aplicações citadas”, diz.

Bagnato afirma ainda que sem o apoio das áreas de projetos, oficinas e outros grupos técnicos, um trabalho como esse não poderia ser tocado.

Os recursos para o desenvolvimento da tecnologia são fornecidos pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e pela DFB Técnicas para Soldagem de Metais Ltda., que detém os direitos de fabricação e comercialização.

O projeto conta ainda com a assessoria da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que testará o produto. Desde 2003, após sugestão da Petrobrás, a FINEP tem incentivado a produção dessas telas no Brasil.

Maiores informações:
http://www.lnls.br/lnls/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?tpl=home

Fonte: Cimm

Waitro convida Abipti para ser seu ponto focal na América Latina e Caribe

A ABIPTI recebeu um convite, nesta terça-feira (25), da Associação Mundial das Indústrias e Organizações de Pesquisa Tecnológica (Waitro, sigla em inglês) para ser seu ponto focal na América Latina e Caribe.

Zulkefli Mohd Nani, da secretaria da Waitro, encaminhou um e-mail ao secretário-executivo da ABIPTI, Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque, em que informa que o Comitê Executivo da instituição, durante reunião em Dubai (Emirados Árabes Unidos), realizada em março, foi unânime em apontar a ABIPTI para essa missão.

Para aumentar a parceria, a Waitro convida a ABIPTI a participar do Senior Management Programme on Managing Research and Technological Organizations (RTOs) – um programa voltado para o gerenciamento de organizações de pesquisas e de tecnologia – a ser realizado no dia 10 de maio de 2008, em Kuala Lumpur, Malásia.

Segundo a Waitro, este programa é financiado pelo governo daquele país e tem o apoio da Associação. Também foi ressaltado que a participação da ABIPTI é de extrema importância no evento, projetado para os responsáveis pelas decisões das organizações.

Além disso, a Waitro afirma que esta é uma grande oportunidade para que os participantes troquem idéias, encontrem com outros membros da Associação Mundial e a conheçam melhor.

Fonte: Gestão CT

Empresários do Brasil e do México se reúnem no Recife

Empresários do Brasil e do México se reúnem, hoje (27), no Recife (PE), no Fórum Brasil-México, evento de negócios para gerar oportunidades de negócios entre o empresariado dos dois países. O encontro será aberto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a participação de alguns ministros, entre eles o da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, governadores e representantes do governo mexicano.
No plano institucional, o evento pretende acelerar o processo de assinatura de um acordo bilateral. Duzentos empresários das duas principais economias da América Latina são esperados para o encontro, entre eles os mexicanos Carlos Slim e Ricardo Salinas. O encontro é organizado pelo Fórum das Américas.

Programação
O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, faz a apresentação inaugural do Fórum. Na seqüência, mesas redondas discutem negócios de interesse comum entre os países. Em seguida, um painel de governadores abordar as “Perspectivas de investimentos no Brasil”, tendo como convidados os governadores do Maranhão, Jackson Lago, do Rio Grande do Norte, Wilma de Faria, e da Paraíba, Cássio Cunha Lima.

À tarde, o tema “A importância do livre comércio entre Brasil e México” será debatido com a participação do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro, do presidente do Mexican Foreign Trade Council (COMCE), Valentín Díez Morodo, e do secretário de Economia do México, Eduardo Sojo. Em seguida, devem se pronunciar o presidente do Grupo Salinas, Ricardo Salinas, e o presidente Lula.

Amanhã (28), um café da manhã com a mesa redonda “Experiências Empresariais no México” abre a programação do Fórum Brasil-México. Participam os presidentes do Banco do Brasil, Antonio Francisco de Lima Neto, da Nestlé, Ivan Zurita, da Andrade Gutierrez, Sérgio Andrade, e da Microsiga, Laércio Consentino.

Em seguida, outra mesa redonda trata do tema “Experiências Empresariais no Brasil”, com abertura do presidente do Grupo Telmex, Carlos Slim Filho. Participarão dos debates os presidentes da Femsa, maior indústria de bebidas do México, Ernesto Silva; do Grupo Mabe, de produtos eletroeletrônicos, Patrício Mendizábal; da Bimbo, grupo alimentício mexicano, Roberto Azevedo; e da Claro, João Cox.

Fonte: Agência CT

Estudo aponta que o cérebro é capaz de escolher o alimento com mais calorias

Food reward in the absence of taste receptor signaling

O paladar desempenha um papel importante na busca dos animais por nutrientes, estimulando-os a procurar os alimentos mais calóricos. Mas, mesmo na ausência de qualquer estímulo gustativo, o cérebro é capaz de escolher o alimento com mais calorias, de acordo com um estudo feito por pesquisadores da Universidade Duke, nos Estados Unidos.

Utilizando camundongos geneticamente modificados para perder a capacidade de sentir sabores doces, os cientistas demonstraram que os animais dão preferência ao alimento mais calórico, contrariando uma das explicações mais recorrentes para o consumo exagerado de calorias.

Segundo os autores, o trabalho pode ter importantes implicações para a compreensão de causas da obesidade. Os resultados foram publicados na edição desta quinta-feira (27/3) da revista Neuron, com Ivan de Araújo como primeiro autor. O trabalho contou com a participação de outros brasileiros, entre os quais Miguel Nicolelis, professor titular do Departamento de Neurobiologia da Universidade Duke.

“O estudo sugere que pode ser ineficaz tentar diminuir o consumo de calorias por meio da substituição do alimento por uma versão menos calórica, mas com gosto parecido. Graças aos mecanismos cerebrais que regulam o comportamento ingestivo, a pessoa pode acabar, a longo prazo, preferindo a versão mais calórica”, disse Araújo.

De acordo com o cientista, que desde junho de 2007 está no Instituto John B. Pierce, ligado à Universidade Yale, o sistema gustativo provavelmente não existe para dar prazer, mas para ajudar o animal a detectar rapidamente a presença de alimentos calóricos na natureza. Por isso a versão “light” dos alimentos acaba não sendo capaz de ludibriar o cérebro por muito tempo.

“A recompensa não é o sabor, e sim a caloria. Não surpreende que esses mecanismos cerebrais, de alguma forma, priorizem o aspecto nutritivo e, desse modo, não sustentem o consumo de compostos menos calóricos a longo prazo”, destacou.

Segundo ele, alguns trabalhos comportamentais já sugeriam que os animais mostravam atração por certos sabores, mas essa atração se potencializava quando os sabores eram combinados com altos teores de calorias.

“Uma das perguntas era se esse mecanismo, independentemente da palatabilidade, influenciaria o animal a consumir o alimento mais calórico. A outra era se os estímulos de recompensa, que respondem fortemente a tudo o que é palatável, responderiam também ao valor nutritivo mesmo na ausência da gustação. Ambas tiveram respostas positivas”, disse Araújo.

Preferência pelo açúcar
Para responder como o cérebro e o comportamento respondem à situação de insumo de calorias sem estímulo gustativo, os cientistas recorreram a camundongos transgênicos incapacitados de detectar sabores doces.

“Esses camundongos eram desprovidos do gene que expressa a proteína codificante de um canal iônico presente nas células gustativas da língua. A presença desses canais iônicos é fundamental para a capacidade de os receptores gustativos transmitirem informação sobre os sabores doces para o cérebro”, explicou Ivan de Araújo.

Os camundongos puderam escolher entre beber água ou uma solução de água com sacarose. Enquanto os animais normais apresentavam preferência pela água com sacarose, os geneticamente modificados se mostraram indiferentes.

Em seguida, os pesquisadores associaram um dos lados de uma caixa comportamental à presença ou ausência da solução de sacarose. Em um dia a solução era colocada no lado direito e o esquerdo permanecia vazio. No outro dia, água pura era colocada no lado esquerdo e o direito permanecia vazio. E assim por diante.

“Ao longo do tempo, os animais desenvolveram forte preferência pelo lado da caixa que fora associado à sacarose. Apesar de não detectarem o doce, eles lentamente começaram a mudar seu padrão de preferência em favor do lado que tinha a solução doce”, disse.

Segundo o cientista, que graduou-se pela Universidade de Brasília e completou os estudos nas universidades de Edimburgo e Oxford, isso mostra, em nível comportamental, que o animal desenvolve preferência clara pela caloria mesmo na ausência de qualquer prazer específico ligado ao paladar.

“Depois fizemos o mesmo experimento substituindo a água com sacarose por uma solução de água com sucarose – um adoçante artificial utilizado no mercado. O animal normal gostava muito desse adoçante, mas os animais mutantes não mostravam preferência nenhuma quando não havia conteúdo calórico”, disse.

Alterações hormonais
Após os experimentos comportamentais, os cientistas analisaram os padrões cerebrais dos camundongos, começando por uma microdiálise: obtendo pequenas amostras de fluido cerebral dos animais, mediram o conteúdo do neurotransmissor conhecido como dopamina.

“A dopamina é liberada por algumas áreas específicas do cérebro quando os animais e pessoas têm contato com estímulos sensoriais altamente atrativos – que vão desde alimentos palatáveis até imagens sexuais ou drogas. Queríamos saber se o sistema de recompensa permanecia ativo quando havia calorias, mesmo sem o componente sensorial”, explicou Araújo.

Os animais geneticamente modificados, segundo ele, mostraram alto nível de emissão dopaminérgica quando consumiam a água com sacarose. Quando se tratava da água com adoçante, no entanto, os níveis de emissão não eram detectáveis. Nos animais normais, os níveis de dopamina aumentavam em ambos os casos.

“Depois disso fizemos ainda um experimento eletrofisiológico, mostrando que nas áreas em que existia liberação de dopamina os neurônios ficavam mais ativos durante o consumo calórico”, contou.

Segundo o cientista, o “sexto sentido” dos animais para alimentos calóricos ainda não pode ser explicado, mas há algumas possibilidades plausíveis. Uma delas é que os hormônios dopaminérgicos presentes no cérebro seriam capazes de detectar receptores para insulina.

“O consumo de alimentos calóricos provoca mudanças hormonais no nível de glicose sangüínea, aumentando a insulina e alterando uma série de outros hormônios. As células cerebrais expressam receptores para muitos desses hormônios, em particular para os dopaminérgicos”, apontou.

Outra possibilidade é que o cérebro detecte mudanças nos níveis sangüíneos de glicose por meio de determinados hormônios glucossensores. “Fisiologicamente e neuroanatomicamente existem caminhos para que isso ocorra. Ninguém demonstrou ainda que esses receptores nas áreas dopaminérgicas têm uma função, mas a maquinaria necessária para que isso aconteça existe de fato”, afirmou Araújo.

O artigo Food reward in the absence of taste receptor signaling, de Ivan E. de Araújo e outros, pode ser lido no site da Neuron em http://www.neuron.org/ .

Fonte: Fábio de Castro / Agência Fapesp

RENAPI dá continuidade às suas ações em 2008

Este ano, a Rede Nacional de Agentes de Política Industrial (Renapi) pretende completar o seu ciclo de seminários que teve início em 2006. Até o ano passado, foram realizados 20 encontros, em 20 Estados, sobre informação e prestação de serviços relacionados aos instrumentos da Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (Pitce). Em 2008, serão realizados outros sete encontros.

Os números foram divulgados na segunda-feira (24), pelo coordenador da rede, Erasmo Gomes, durante a 6ª Reunião da Diretoria do Fórum Nacional de Secretários Municipais da Área de C&T, que ocorreu em São Paulo (SP). Ele foi um dos convidados do encontro.

De acordo com Gomes, neste ano também deverão ser implementados núcleos de apoio à realização da Pitce, em cinco Estados. Outra ação para 2008 será a realização de cursos de capacitação em elaboração de projetos empresariais.

A Renapi é uma iniciativa da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), que foi instituída em maio de 2006. Desde que foi criada, 3,4 mil participantes já freqüentaram os seminários da rede, entre empresários, gestores públicos municipais e estaduais, pesquisadores e demais interessados na Pitce e no tema inovação. A ABIPTI foi uma das instituições parceiras das ações da Renapi no seu primeiro ano de funcionamento.

Para Gomes, os resultados obtidos a partir do trabalho da rede têm surpreendido. Segundo ele, em todos os Estados e regiões que contaram com seminários da Renapi a receptividade foi muito positiva. “Há uma atenção muito grande com a questão da Pitce”, afirma.

Em sua avaliação, a Renapi é um dos projetos de maior êxito da ABDI porque tem o objetivo de levar informação e capacitação sobre a Pitce aos diversos Estados brasileiros numa tentativa de descentralizar e regionalizar a política.

Fórum
Durante a 6ª Reunião, Gomes apresentou a rede e disse que vê nela uma boa oportunidade de interlocução da ABDI com o Fórum Nacional de Secretários Municipais da Área de C&T, já que uma das idéias-força da Pitce é exatamente a descentralização da informação e do acesso aos instrumentos da política industrial.

“Neste sentido, nesse esforço de promover a descentralização, é que se insere a parceria com o fórum. Ou seja, levar para os municípios e para os seus empresários informações sobre como acessar os instrumentos da Pitce”, afirmou.
Outra possibilidade de parceria seria voltada para a capacitação de gestores municipais para difundir e multiplicar as informações sobre a Pitce nos municípios brasileiros.

Informações sobre as ações da ABDI podem ser obtidas no site www.abdi.com.br . Já para saber mais sobre as ações do Fórum Nacional de Secretários Municipais da Área de C&T, cuja secretaria executiva está a cargo da ABIPTI, acesse o site www.forum-municipal.org.br .

Fonte: Bianca Torreão / Gestão CT

Paleontólogos apresentam o Guarinisuchus munizi, dirossaurídeo que viveu no Brasil há 62 milhões de anos

New dyrosaurid crocodylomorph and evidences for faunal turnover at the K–P transition in Brazil

O mais completo fóssil de um réptil pertencente ao grupo dos dirossaurídeos já identificado em toda a América do Sul foi apresentado na manhã desta quarta-feira (26/3) no Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na capital fluminense. A descoberta foi feita por um grupo de paleontólogos brasileiros no norte do Recife (PE).

Trata-se de uma nova espécie de crocodiliforme marinho, nomeado pelos pesquisadores de Guarinisuchus munizi, que viveu durante o período conhecido como Paleoceno, há 62 milhões de anos. Os crocodiliformes reúnem os gaviais, jacarés e crocodilos recentes. O animal descoberto tinha três metros de comprimento.

O nome do animal agora descrito reúne o termo“guarini” (tupi para “guerreiro”) e a latinização do último nome do paleontólogo Geraldo da Costa Barros Muniz, professor da Universidade Federal de Pernambuco.

“Anteriormente, em regiões como Bolívia, Colômbia e até mesmo no Brasil, haviam sido coletados outros fragmentos de dirossaurídeos, como dentes e pedaços de vértebras, mas nada que pudesse diagnosticar uma espécie nova”, disse Alexander Kellner, professor do Departamento de Geologia e Paleontologia do Museu Nacional.

“Esse é o mais completo dirossaurídeo descoberto na América do Sul. Apesar de não estar 100% completo, ele tem a maior parte de seu esqueleto representada. É composto de um crânio inteiro, de uma mandíbula sem a parte posterior, vértebras, escudos hérnicos, costelas, dentes e alguns fragmentos dos membros anteriores”, explicou.

A identificação do esqueleto do animal, no entanto, não é o ganho mais importante. Para Kellner, o grande avanço ocasionado pela descoberta da espécie está na elaboração de duas teorias inéditas. A primeira é sobre a possível substituição de dois grupos distintos de répteis no Nordeste brasileiro, os dirossaurídeos e os mosassauros. A outra diz respeito à provável rota de dispersão dos crocodiliformes pelos continentes.

A Mina Poty, em Pernambuco, uma pedreira de calcário para a fabricação de cimento, onde o material foi coletado, abriga sedimentos que marcam a transição do período Cretáceo para o Paleoceno. “Os sedimentos na região variam de 68 milhões a 62 milhões de anos, mesma época em que ocorreu a grande extinção da maioria dos dinossauros (por volta de 65 milhões de anos atrás) e, conseqüentemente, uma crise na diversidade da vida no planeta”, contou Kellner.

Segundo ele, em sedimentos mais antigos da Mina Poty, com mais de 65 milhões de anos, podem ser encontrados restos de répteis marinhos chamados de mosassauros, considerados os grandes predadores dos mares durante o Cretáceo.

“Nos sedimentos acima desse limite de tempo não é mais possível encontrar mosassauros. Isso nos leva a concluir que, pelo menos na costa brasileira, após a extinção dos grandes dinossauros os mosassauros desaparecerem e deram lugar justamente aos dirossaurídeos, como o Guarinisuchus munizi. Essa substituição faunística é mais do que uma questão teórica. Ela é prática e nós a documentamos por meio de observações e coletas locais”, disse o paleontólogo.

Origem africana
A nova espécie de crocodiliforme e as duas teorias foram descritas em artigo publicado nesta terça-feira (25/3) na Proceedings of the Royal Society B. “Esse artigo serve como uma grande pergunta à comunidade científica internacional para saber se essa substituição faunística também ocorreu em outros continentes. Ainda estamos aguardando essa comprovação”, apontou Kellner.

A partir dessa premissa, os pesquisadores brasileiros conseguiram estabelecer relações de parentesco para determinar a origem desses animais.

“Os dados nos mostram que os dirossaurídeos mais primitivos têm um possível centro de origem no oeste da África, de onde migraram para a América do Sul e, depois, para a América do Norte. Com o Guarinisuchus encontrado em Pernambuco, pela primeira vez tivemos condições de estabelecer uma rota de dispersão para os crocodiliformes dirossaurídeos”, disse Kellner.

O primeiro paleontólogo a ter contato com os fósseis originais do Guarinisuchus munizi no nordeste brasileiro foi José Antonio Barbosa, do Departamento de Geologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

“Visitamos o sítio paleontológico da Mina Poty regularmente para fazer a coleta de material fóssil, seja de organismos vertebrados ou de invertebrados. Em 2002, quando coletava amostras para um estudo geoquímico, deparei com um grande bloco de calcário com ossos à mostra. Com o auxílio de uma escavadeira removemos todo o bloco para ter acesso ao material”, disse Barbosa.

“Tivemos uma fase inicial de preparação e logo percebemos que se tratava de um material raro e que merecia cuidados especiais. Fiz contato com o Museu Nacional e, em 2005, soubemos que o material era de um crocodiliforme dirossaurídeo”, contou.

O trabalho foi realizado em parceria com a professora Maria Somália Sales Viana, da Universidade Estadual Vale do Acaraú, no Ceará. A pesquisa teve apoio da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Uma réplica em tamanho natural do Guarinisuchus munizi ficará, a partir desta sexta-feira (28/3), em exposição no Museu Nacional, situado no parque da Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, no Rio de janeiro

O artigo New dyrosaurid crocodylomorph and evidences for faunal turnover at the K–P transition in Brazil, de José Antonio Barbosa, Alexander Wilhelm Armin Kellner e Maria Somália Sales Viana, pode ser lido por assinantes da Proceedings of the Royal Society B em http://journals.royalsociety.org/ .

Mais informações sobre a exposição: http://www.museunacional.ufrj.br/

Fonte: Thiago Romero / Agência Fapesp

INPE publica edital para contratação de pesquisadores para cargos de chefia

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou os editais para a apresentação de candidaturas ao novos cargos de chefia de áreas da entidade.

Serão selecionados pesquisadores para sete cargos de chefia nas seguintes áreas: Engenharia e Tecnologia Espacial, Divisão de Astrofísica, Centro de Rastreio e Controle, Observação da Terra, Centro Regional do Nordeste, Divisão de Geofísica e Ciências Espaciais e Atmosféricas.

Uma resolução interna estabeleceu novo critério para a escolha dos chefes para as unidades por meio de comitês de busca. Os comitês são formados por especialistas que buscam, entre os membros das comunidades interna e externa ao Inpe, nomes que se identifiquem com as diretrizes técnicas e político-administrativas estabelecidas para cada unidade.

Os novos chefes terão mandatos de dois anos. A escolha dos novos nomes será feita pelo diretor do instituto, Gilberto Câmara, a partir de uma lista tríplice elaborada por cada comitê de busca designado para a seleção.

As inscrições para o cargo de chefe para a Divisão de Astrofísica devem ser feitas até o dia 3 de abril. Os candidatos à coordenação geral de Engenharia e Tecnologia e à a chefia do Centro de Rastreio e Controle Espacial devem fazer suas inscrições até o dia 4 de abril.

Os interessados em concorrer ao cargo de chefe da coordenação-geral de Observação da Terra devem entregar a proposta de gestão e plano de trabalho até o dia 6 de abril. As inscrições para o cargo de chefia da Divisão de Geofísica (DGE) podem ser postadas até o dia 9 de abril ou entregues diretamente na secretaria da divisão até o dia 11 de abril.

As inscrições para o cargo de chefe para o Centro Regional do Nordeste (CRN), que é sediado em Natal (RN), podem ser feitas até o dia 15 de abril. A proposta de gestão e o plano de trabalho para o cargo de chefe da Coordenação Geral de Ciências Espaciais e Atmosféricas devem ser entregues até o dia 21 de abril.

Mais informações: www.inpe.br/institucional/cargos_de_chefia.php.

Fonte: Agência Fapesp

Alan Templeton faz duas palestras na exposição Revolução Genômica

A programação cultural paralela à exposição Revolução Genômica, em cartaz no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, receberá um dos principais cientistas do mundo na área de genética de populações e de evolução, Alan Templeton, da Universidade Washington, Estados Unidos.

Templeton fará duas palestras. No sábado (29/3), falará sobre “A evolução humana nos últimos 2 milhões de anos: genes” e, no domingo (30/3), a apresentação abordará “Usando a biologia evolutiva para estudar doenças arteriais coronarianas”.

Os estudos de Templeton envolvem a aplicação de estatísticas e técnicas de genética molecular e de populações em vários tipos de problemas evolutivos, tanto em áreas básicas como aplicadas. A área de conservação biológica também é alvo de seus estudos de genética evolutiva.

Após a apresentação haverá exibição do filme O enigma de Andrôdema, de Robert Wise, um clássico da ficção científica de 1971. A entrada para os eventos, organizados pela revista Pesquisa FAPESP, é gratuita.

Mais informações: www.revolucaogenomica.com.br

Fonte: Agência Fapesp

São Carlos contará com centros tecnológicos de Agricultura Familiar e de Economia Solidária

Conhecida como a capital do conhecimento, o município de São Carlos será, em breve, contemplado com dois novos centros tecnológicos: o de Economia Solidária e o de Agricultura Familiar. A informação foi dada, ontem (25), pelo prefeito Newton Lima Neto, durante a abertura do Encontro Regional Sudeste do Fórum Nacional de Secretários Municipais da Área de C&T, realizado no município paulista.

O primeiro a ser inaugurado é o de Economia Solidária. De acordo com o prefeito, o centro será um espaço de incubação de empresas de cooperativas populares, já que São Carlos tem atualmente 20 iniciativas desse tipo. A ação conta com a parceria da Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes). O segundo centro é o de Agricultura Familiar, que está sendo implantado com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e com o MCT.

“Vamos fazer a capacitação de agricultores familiares, de toda a cadeia produtiva da agricultura familiar”, afirmou. Neto, que também é secretário geral da Frente Nacional de Prefeitos, ainda anunciou que em meados de julho será realizada, em Vitória (ES), a 1ª Mostra Nacional de Ciência e Tecnologia aplicada a Políticas Públicas Municipais. O evento será uma iniciativa da frente e do Fórum Nacional de Secretários Municipais da Área de C&T e contará com o apoio de instituições como a ABIPTI e o Instituto de Tecnologia Social (ITS).

“Nós queremos mostrar os resultados de todas as experiências que estão sendo realizadas nos municípios brasileiros e promover o seu intercâmbio”, disse. Outra idéia do evento, segundo o prefeito, é estimular as prefeituras que ainda não contam com uma estrutura voltada para a área de C&T a criarem espaços orgânicos nas suas administrações locais para tratarem do tema.

Também durante o encontro, o reitor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Oswaldo Baptista Duarte Filho, destacou a necessidade das universidades auxiliarem o processo de desenvolvimento dos municípios. Ele citou o exemplo do Núcleo UFSCar Municípios, que funciona na universidade e tem como objetivo dar suporte para o crescimento dos municípios. “Por exemplo, se um deles quer fazer o seu plano diretor, esse núcleo vai atrás dos pesquisadores que desenvolvem esse tipo de atividade e os coloca em contato com os municípios para que eles possam ajudar, juntamente com os nossos alunos”, explicou.

Já o presidente do Fórum Nacional de Secretários Municipais da Área de C&T, Silvio Ramos, destacou o apoio do MCT às ações da entidade e voltou a convocar as secretarias a participarem da análise dos sistemas locais de ciência e tecnologia. Ele solicitou que os municípios respondam aos questionários que foram enviados pela entidade. O presidente ainda ressaltou a importância do prefeito Newton Lima para a reestruturação do fórum com o apoio da Frente Nacional de Prefeitos.

Entre outras autoridades, a abertura do Encontro Regional Sudeste do Fórum Nacional de Secretários Municipais da Área de C&T ainda contou com a participação do subsecretário de Coordenação das Unidades de Pesquisa do MCT, Luís Fernando Schettino; do diretor regional Sudeste do fórum e secretário municipal de Desenvolvimento Sustentável, Ciência e Tecnologia de São Carlos, Emerson Pires Leal; e do gerente do Sebrae/São Carlos, Fábio Ângelo Bonassi.

Cursos
Até o dia 28, dando continuidade à programação do Encontro Regional Sudeste, o fórum realizará o curso de Capacitação em Elaboração, Acompanhamento e Avaliação de Projetos. Deverão ser capacitados 30 gestores e técnicos dos diversos municípios da região. O curso contará com a participação do representante da Finep, Paulo Rezende, do Departamento de Promoção da instituição. Ele fará a palestra: Informações Básicas de um Projeto – Formulário de Apresentação de Propostas e Problemas Recorrentes.

Informações sobre as ações do Fórum Nacional de Secretários Municipais da Área de C&T podem ser obtidas com a ABIPTI, que é a secretaria executiva da entidade, pelo telefone (61) 3348-3107 ou pelo site www.forum-municipal.org.br .

Fonte: Bianca Torreão / Gestão CT

1º Simpósio Paulista de Nanotecnologia

O 1º Simpósio Paulista de Nanotecnologia, promovido em parceria pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), será realizado nos dias 5 e 6 de maio, em Araraquara (SP).

No evento, que dará enfoque aos materiais não estruturados, pesquisadores brasileiros trocarão experiências sobre o estado da arte, problemas e avanços em nanotecnologia, além de terem acesso a resultados de pesquisas internacionais na área.

Sete pesquisadores com trabalhos reconhecidos já estão confirmados como palestrantes, quatro brasileiros, um da Espanha e dois dos Estados Unidos: Andre Studart, da Universidade de Havard (EUA), e Boris Mizaikoff, do Georgia Institute of Technology (EUA).

Mais informações: http://www.cmdmc.com.br/

Fonte: Agência Fapesp

Governo de Mato Grosso afirma que INPE errou nos dados sobre desmatamento

Um relatório produzido pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema) de Mato Grosso sustenta que em 89,98% dos pontos verificados em campo e apontados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) como alvo de desmatamento no estado nos últimos meses de 2007, não ocorreu corte raso de vegetação.

Segundo a Sema, as informações do Inpe com base no sistema Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) não são confiáveis para a comparação de dados estatísticos de desmatamento.

“Os dados disponibilizados pelo Inpe para a comunidade brasileira carecem de aferição em campo, pois os pontos Deter inspecionados em campo revelaram, em sua quase totalidade, ser de áreas que não sofreram corte raso [desmatamento] no período apontado pelo Deter”, afirma a Sema no relatório.

A Secretaria de Comunicação do governo de Mato Grosso informou que o governador Blairo Maggi só irá se pronunciar sobre o relatório após conversar sobre os dados com o presidente da República, o que, segundo o órgão, deve ocorrer nos próximos dias.

A Sema alega que, em 2007, o período seco em Mato Grosso se estendeu, o que provocou o agravamento e o alongamento das queimadas e incêndios florestais. Isso, segundo a secretaria, pode ter induzido o sistema Deter a entender que o desmatamento se acentuou no fim de 2007: “Grande parte dos pontos Deter (46,53%) apresenta vestígios de queimada, o que corrobora a tese de íntima ligação entre a estiagem, as queimadas e os incêndios florestais como fator limitante para a detecção de desmatamentos no estado de Mato Grosso no período de setembro a outubro de 2007”.

No processo de checagem dos dados do Inpe, a Sema diz que usou o conceito de desmatamento enquanto supressão total da vegetação nativa com objetivo de uso alternativo do solo (corte raso).

A secretaria relata terem sido fiscalizados por uma equipe de 49 técnicos 662 pontos em 51 municípios, 19 deles presentes na lista do Ministério do Meio Ambiente, entre os 36 que mais desmataram a Amazônia em 2007. Para a Sema, a averiguação em campo invalida qualquer tese de aumento do desmatamento no estado no fim de 2007: “Mantêm-se, portanto, como válidas as taxas decrescentes apresentadas pelo Prodes [Programa de Cálculo do Desflorestamento da Amazônia] nos últimos três anos para o estado de Mato Grosso.”

A reportagem tentou entrar em contato, na noite de ontem (24), com o secretário de Meio Ambiente do Mato Grosso, Luiz Henrique Daldergan, por telefone celular, mas não obteve sucesso.

A íntegra do relatório apresentado pode ser lido no endereço.

Fonte: Amanda Cieglinski / Agência Brasil