terça-feira, 18 de março de 2008

Bioinspired Design and Assembly of Platelet Reinforced Polymer Films

A estrutura em camadas das conchas de ostras e mariscos é responsável por um dos mais duros materiais naturais com base mineral. Um grupo de pesquisadores do Instituto Federal de Tecnologia da Suíça, com participação de um brasileiro, seguiu o mesmo princípio para desenvolver um novo compósito de alta flexibilidade e resistência.

Os autores do trabalho utilizaram minúsculas placas cerâmicas artificiais e um biopolímero para montar a estrutura em lâminas do novo material. O resultado foi uma película com a espessura de um quinto de fio de cabelo, mas com resistência mecânica duas vezes maior do que a das conchas.

A película pode ainda ser esticada para aumentar em 25% de seu tamanho original, enquanto a estrutura da concha se deforma no máximo 2% antes de romper. Com alta capacidade de deformação, o composto artificial absorve cerca de dez vezes mais energia durante a fratura do que as conchas, tornando o material extremamente forte.

O trabalho, realizado por Ludwig Gauckler, André Studart e Lorenz Bonderrer, foi publicado em fevereiro na revista Science. O estudo também foi divulgado pela Chemistry World, da Sociedade Real de Química do Reino Unido, e terá destaque na edição de abril da Materials Today.

De acordo com Studart, que depois de cinco anos em Zurique mudou-se há oito meses para Cambridge, nos Estados Unidos, onde é pesquisador na Universidade Harvard, o novo material é visualmente semelhante a um filme plástico comum. Mas as plaquetas de cerâmica, que correspondem a até 15% de sua composição, dão as características especiais.

“Pelo fato de integrar materiais tão diferentes, o compósito combina as melhores propriedades de cada um: a alta resistência mecânica da cerâmica e a grande plasticidade dos polímeros”, disse. O pesquisador se formou no Departamento de Engenharia de Materiais do Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), onde estudou até o doutorado no grupo coordenado pelo professor Victor Pandolfelli.

Studart explica que, ao estudar as possibilidades de interações entre polímeros e materiais cerâmicos, o grupo de que fez parte procurou aprender as lições da natureza para harmonizar dois mundos aparentemente excludentes.

“Os polímeros têm uma temperatura de fusão muito baixa e são processados a cerca de 200º C. As cerâmicas são processadas a pelo menos 1.000ºC. No entanto, a natureza consegue conciliar esses dois materiais. Procuramos observar que ferramentas ela utiliza para, depois, adaptar ao nosso processo de trabalho”, disse.

O pesquisador lembra, porém, que a ciência tem à sua disposição composições químicas muito mais abrangentes do que a própria natureza. Exemplo disso são os materiais híbridos (que misturam estruturas orgânicas e inorgânicas) como os que compõem dentes, ossos e conchas.

“O arsenal de opções químicas disponíveis na natureza para formação desses materiais é bastante limitado. Enquanto isso, nós temos toda a tabela periódica para utilizar. A natureza, no entanto, justamente por dispor de tão poucos elementos, teve necessidade de criar estruturas muito evoluídas para conseguir propriedades específicas. Tentamos observar esses caminhos e aplicar o imenso leque de composições químicas que temos à disposição”, destacou.

Os pesquisadores não tentaram reproduzir o processo de formação da concha, mas apenas seus resultados. De acordo com Studart, a estrutura das conchas é formada pelo processo de biomineralização, que tem uma participação fundamental na liberação de determinadas proteínas pelas células do animal.

“Essas proteínas favorecem a precipitação de íons que estão na água do mar – no caso, cálcio e carbonato. Há grupos de pesquisa cuja abordagem adapta esse processo. Nós fomos por um caminho totalmente diferente, utilizando a tecnologia à disposição para conseguir resultados semelhantes”, apontou.

Mesmo com um processo menos elaborado, os autores do estudo conseguiram atingir os resultados desejados. O “truque”, segundo Studart, é utilizar composições químicas melhores do que as naturais.

“Enquanto o nosso compósito tem até 15% de plaquetas em sua composição, as cascas dos moluscos podem ter mais de 95% de plaquetas. Mas, pelo fato de as nossas plaquetas serem quatro vezes mais fortes do que as naturais, conseguimos propriedades mecânicas duas vezes maiores do que a das conchas”, afirmou.

Questão de geometria
As plaquetas das conchas, diz André Studart, são feitas de carbonato de cálcio – mesmo material extremamente frágil que compõe o giz. Por isso sua concentração precisa ser tão alta, garantindo a dureza do material, mas diminuindo a sua plasticidade.

“O material que desenvolvemos é maleável. No entanto, usamos plaquetas de óxido de alumínio, o terceiro material mais duro conhecido, perdendo apenas para o diamante e o carboneto de silício. O que garante a combinação de alta resistência mecânica e plasticidade é a geometria específica das plaquetas”, explicou.

A geometria a que Studart se refere é a razão entre o comprimento e a espessura das plaquetas inseridas na matriz plástica. Se elas são muito alongadas e finas, adquirem a estrutura frágil de vidro, rompendo-se sob tensão. Se forem muito curtas e espessas, não dão o reforço necessário.

“Elas precisam ser longas o suficiente para reforçar o material, mas não tanto a ponto de criar fraturas. A natureza precisa de plaquetas com comprimento equivalente a dez vezes a espessura. Como nossas plaquetas são mais resistentes, conseguimos uma geometria com comprimento 50 vezes maior do que a espessura. Com isso, o reforço é muito maior e as propriedades se mantêm”, afirmou.

Para tornar a aplicação do novo material viável, será preciso adaptar as técnicas à produção em larga escala, utilizando processos mais rápidos de fabricação. “Por enquanto ainda temos problemas a serem resolvidos em escala laboratorial. Será preciso melhorar a adesão entre plaquetas e plástico. Esse processo tem que ser melhor controlado para que os materiais mantenham sempre as mesmas propriedades”, disse.

Em Harvard, Studart integra suas especialidades em materiais inorgânicos à linha de pesquisa local, voltada para a área de fluidos complexos, que envolve cristais líquidos e emulsões.

“Nessa área, a preocupação é descrever a física dos fenômenos globais que envolvem os fluidos complexos. Em materiais inorgânicos, a ênfase está na engenharia e o interesse é produzir materiais inorgânicos com novas propriedades. A interface existe porque os fluidos complexos, como as suspensões, são muito utilizados na produção dos materiais inorgânicos, cuja estrutura será mais bem compreendida se soubermos mais sobre aqueles fenômenos físicos”, disse Studart.

O artigo Bioinspired Design and Assembly of Platelet Reinforced Polymer Films, de Ludwig Gauckler e outros, pode ser lido por assinantes da Science em www.sciencemag.org .

Fonte: Fábio de Castro / Agência Fapesp

Inmetro e Senai discutem regionalização de laboratórios de acreditação

O Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), instituição associada à ABIPTI, participou, na semana passada, de uma videoconferência com diretorias regionais do Serviço Nacional da Indústria (Senai) que discutiu a proposta de regionalização de laboratórios de acreditação.

Segundo informações do Inmetro, o debate ainda tratou do processo de seleção de novos colaboradores que está sendo feito pelo instituto para credenciar avaliadores e especialistas, com o objetivo de executar atividades técnicas e materiais em serviços de avaliação de organismos de avaliação da conformidade para a Coordenação-Geral de Acreditação (Cgcre) do Inmetro.

O instituto está cadastrando, desde o fim do ano passado, avaliadores e especialistas para a avaliação de laboratórios e de organismos de avaliação da conformidade de todo o país. As inscrições podem ser feitas até o dia 5 de outubro de 2008.

A expectativa do Inmetro é cadastrar 50 avaliadores e 200 especialistas. As inscrições podem ser enviadas para Cgcre/Dicap/Inmetro - Rua Santa Alexandrina, 416 - 9º andar, Cep: 2026-232 - Rio de Janeiro (RJ).

Mais informações podem ser obtidas no endereço:

Evolução da disponibilidade domiciliar de alimentos no município de São Paulo no período de 1971 a 1999

Evolution of household food availability in the municipality of São Paulo from 1979 to 1999

Uma pesquisa feita na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) põe em evidência importantes mudanças no padrão de consumo alimentar paulistano. Os resultados atestam que, nas últimas três décadas do século 20, houve um declínio no consumo de alimentos básicos, como cereais e derivados, e de frutas e hortaliças, ao passo que se verificou um aumento da participação de alimentos de baixo teor nutricional, como biscoitos e refrigerantes.

O estudo analisou a disponibilidade de alimentos em domicílios da cidade de São Paulo, e não o consumo propriamente dito. Foram utilizados dados das Pesquisas de Orçamento Familiar (POF), realizadas pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP (Fipe) em dois períodos distintos: de 1971 a 1972 e de 1998 a 1999. Ambas as pesquisas mapearam a região urbana do município. As amostras das POF se referem a um universo de 2.380 domicílios (10.418 indivíduos) e de 2.351 domicílios (7.980 indivíduos), respectivamente.

“As mudanças verificadas na disponibilidade domiciliar de alimentos em São Paulo entre as décadas de 1970 e 1990 têm aspectos positivos – como um melhor acesso aos alimentos e seu barateamento em relação ao salário das famílias – e negativos – como o consumo excessivo e desbalanceado de calorias ”, disse Rafael Moreira Claro, doutorando na Faculdade de Saúde Pública da USP e um dos autores do estudo, cujos resultados foram publicados em artigo na Revista de Nutrição.

De acordo com o pesquisador, na prática se pode fazer uma associação entre o padrão de alimentação e as doenças de determinada população. “O que se viu, desde a última metade do século 20, foi uma gradativa substituição dos problemas associados ao consumo insuficiente de alimentos, como a desnutrição, por aqueles associados ao consumo excessivo e desbalanceado, como a obesidade e as doenças cardiovasculares”, explicou.

O amplo período compreendido entre as POF possibilitou confirmar tendências de alimentação, como a substituição do consumo de manteiga por margarina, bem como a expansão na disponibilidade de alimentos processados, que registraram aumento de 500% para doces, 300% para refrigerantes e de 400% para biscoitos, itens muito menos comuns nos mercados na década de 1970.

O estudo constatou ainda um aumento na disponibilidade de alimentos de origem animal, como carnes e leite. “Apesar de a tendência apresentar características positivas devido ao aumento no consumo de proteínas e de cálcio, tais alimentos também constituem fontes de gordura animal e de colesterol, nutrientes danosos à saúde quando consumidos em quantidade excessiva”, disse Moreira Claro.

O resultado é semelhante ao encontrado em diferentes áreas metropolitanas no Brasil, mas São Paulo apresentou, segundo o estudo, maior participação de gorduras totais e menor percentual energético de carboidratos. O fenômeno, contudo, não ocorre somente em metrópoles como São Paulo e Nova York, onde os índices de obesidade provocados pelo excesso de alimentos se tornaram um grave problema de saúde pública.

“A grande confusão se dá pelo fato de esse fenômeno se iniciar nas grandes cidades, onde há necessidade de alimentos mais convenientes (de preparo e consumo fáceis e rápidos) e o marketing de consumo sobre alimentos processados é maior. Além disso, as oportunidades para prática de atividade física são cada vez mais limitadas. No entanto, a tendência é que, com o tempo, essas mudanças afetem também o estilo de vida em cidades menores e elas passem a apresentar altas taxas de obesidade”, indicou o pesquisador.

Informação nutricional
De acordo com os resultados, a participação do ferro se manteve estável devido, em grande parte, ao aumento do consumo de alimentos de origem animal, como a carne bovina. Contudo, o estudo aponta um decréscimo na quantidade de vitaminas, principalmente a vitamina C, e folato, ausência atribuída à diminuição na participação de frutas, verduras e legumes na dieta.

Para Moreira Claro, a análise da evolução dos padrões alimentares da população propicia subsídios para melhor compreender o assunto e implementar políticas públicas mais eficazes. Segundo ele, ações individualizadas para combater as doenças geradas pela obesidade parecem surtir pequeno efeito. Imposição de taxas a alimentos não saudáveis ou ainda isenções fiscais que barateiem alimentos saudáveis são algumas das opções discutidas.

“Medidas como a proibição da venda de alimentos não saudáveis em creches e escolas, avanços quanto à rotulagem de alimentos e a inserção de temas relacionados à educação nutricional nas escolas têm se mostrado satisfatórios. Iniciativas como a Lei nº 4508, aprovada em 2005 e que proíbe a comercialização de produtos que colaborem para obesidade infantil em cantinas de escolas do Estado do Rio de Janeiro, e a Resolução RDC nº 360, de 2003, que aprova regulamento técnico sobre rotulagem nutricional de alimentos embalados tornando obrigatória a rotulagem nutricional, são bons exemplos de ações que afetam um grande número de indivíduos”, destacou.

Para ler o artigo Evolução da disponibilidade domiciliar de alimentos no município de São Paulo no período de 1971 a 1999, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.

Fonte: Alex Sander Alcântara / Agência Fapesp

Senai lança edital para investir R$ 2,5 milhões em projetos inovadores

O Serviço Nacional da Indústria Nacional (Senai), instituição associada à ABIPTI, está recebendo propostas de projetos inovadores a serem desenvolvidos em parceria com as diretorias regionais do Senai e empresas. Serão investidos R$ 2,5 milhões nos projetos e as propostas devem ser encaminhadas até o dia 15 de maio.

O objetivo do Senai Inovação 2008 é promover a pesquisa, desenvolvimento e a inovação nas diretorias regionais em parceria com empresas, para o desenvolvimento de processos ou produtos inovadores. Até o dia 30 de abril as empresas poderão conhecer o edital nas diretorias regionais do Senai e discutir sobre as propostas.

O edital ainda prevê a participação de universidades, centros de pesquisa e instituições governamentais sem fins lucrativos como parcerias. Os investimentos em cada proposta podem chegar a R$ 200 mil. A íntegra do edital está disponível no endereço:

Primeiras experiências com álcool combustível no Brasil

Um Ford empoeirado de quatro cilindros com faixas toscas amarradas na lateral, dirigido por um motorista de capuz, óculos de proteção e guarda-pó, é o carro mais antigo que se tem notícia a rodar com álcool no Brasil. Em agosto de 1925 o Ford percorreu 230 quilômetros (km) em uma corrida no Circuito da Gávea, no Rio de Janeiro, na primeira prova automobilística realizada pelo Automóvel Clube do Brasil.

O consumo foi de 20 litros por 100 km. No mesmo ano, o Ford fez os percursos Rio–São Paulo, Rio–Barra do Piraí e Rio–Petrópolis. O combustível era álcool etílico hidratado 70% (com 30% de água). “Era quase aguardente”, diz o químico Abraão Iachan, assessor da diretoria do Instituto Nacional de Tecnologia (INT). A cachaça tem entre 38% e 54% de álcool na sua composição.

As primeiras experiências com esse carro ocorreram na Estação Experimental de Combustíveis e Minérios (EECM), organismo governamental de pesquisa que se transformou no INT, em 1933. A motivação da época não era muito diferente da de hoje.

O então presidente Epitácio Pessoa (1919-1922) já reclamava em 1922 da “colossal importação de gasolina no Brasil”, aludia ao “uso do álcool em seu lugar” e previa o “amparo que a solução prestaria à indústria canavieira”. O governo seguinte, de Arthur Bernardes (1922-1926), encomendou à EECM um projeto de desenvolvimento de motores a álcool, que pudesse também servir de base para legislação sobre o assunto.

O diretor e um dos criadores da EECM, o engenheiro geógrafo e civil Ernesto Lopes da Fonseca Costa, era um entusiasta do projeto. A coordenação dos trabalhos foi do engenheiro Heraldo de Souza Mattos, dublê de pesquisador e piloto de testes do velho Ford, obtido por empréstimo.

“Essas experiências tiveram por objetivo elucidar, entre outros, os seguintes pontos ainda mal conhecidos naquela época: causas prováveis das corrosões freqüentemente observadas nas diversas peças do motor alimentado com álcool; condições indispensáveis à perfeita carburação dos carburantes alcoólicos; consumo específico e fatores interferentes no rendimento térmico do motor”, escreveu Fonseca Costa no prefácio do livro Álcool motor e motores a explosão, de Eduardo Sabino de Oliveira (Instituto do Açúcar e do Álcool, 1942).

Clique aqui para ler o texto completo na edição de março de Pesquisa FAPESP.

Fonte: Neldson Marcolin /Pesquisa Fapesp

Aprovado o FEM - Fundo Educacional do Mercosul

A representação brasileira do Parlamento do Mercosul aprovou, na última terça-feira (11), a mensagem presidencial que criou o Fundo Educacional do Mercosul (FEM). A iniciativa destina-se a financiar projetos e programas para fortalecimento da integração regional, a partir dos sistemas educacionais dos países-membros e da mobilidade acadêmica.

A Agência Senado informou que para alcançar esse objetivo, os países-membros do Mercosul se comprometem a fazer aportes anuais de recursos, classificados em duas espécies: o mínimo, de US$ 30 mil, e o proporcional, que no caso do Brasil é de US$ 132 mil e do Paraguai, de US$ 2 mil, respectivamente a maior e a menor contribuição. As verbas totais do FEM deverão somar US$ 360 mil.

De acordo com a mensagem presidencial, o Ministério da Educação (MEC) já dispõe de dotação orçamentária suficiente para honrar a quota nacional e também investir com dotações específicas para a Universidade do Mercosul e as Escolas de Fronteira.

Protocolo de Olivos
No mesmo dia foram aprovadas modificações ao Protocolo de Olivos para a Solução de Controvérsias no Mercosul, com o intuito de torná-lo adequado a futuras alterações no número de Estados-partes do bloco.

A composição do Tribunal Permanente de Revisão (TPR), instituído pelo primeiro protocolo, em 2004, para solucionar contestações, passará dos atuais cinco árbitros para um titular designado por cada Estado-parte do Mercosul.

O protocolo modificativo também detalha a necessidade de escolha ou substituição de árbitros adicionais e repassa à Secretaria do TPR suas funções específicas, até então executadas pela Secretaria Administrativa do Mercosul.

Fonte: Gestão CT

12º Concurso Inovação na Gestão Pública Federal

Na próxima quarta-feira (19), o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, em parceria com a Escola Nacional de Administração Pública (Enap), realiza, em Brasília (DF), um encontro para apresentar as dez iniciativas premiadas no 12º Concurso Inovação na Gestão Pública Federal. O prêmio tem o objetivo de identificar e estimular a implementação de atividades inovadoras na gestão de entidades do governo federal.

As iniciativas serão expostas em ordem alfabética. Ao final das apresentações será anunciada a classificação final entre os dez vencedores. O primeiro colocado ganhará uma viagem à França para uma visita técnica a uma entidade local. O segundo lugar receberá uma vaga no Curso de Especialização em Gestão Pública da Enap. Já os concorrentes que ficarem do terceiro ao décimo lugar ganharão vagas no Curso de Desenvolvimento Gerencial da Escola. Além dessas premiações, uma das iniciativas receberá o Prêmio Destaque Gestão de Políticas Públicas de Inclusão Social. O vencedor ganhará uma viagem para a Espanha para visita técnica a uma instituição.

Todas as iniciativas premiadas foram agrupadas num livro, que será lançado durante o evento. As ações vencedoras foram desenvolvidas pela Caixa Econômica Federal; Correios; Instituto Nacional do Seguro Social (INSS); Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), entidade associada à ABIPTI; Secretaria do Patrimônio da União (SPU); Controladoria-Geral da União (CGU); ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA) e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome; e pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca). A lista completa com as atividades vencedoras pode ser acessada no endereço.

Ao final das premiações, acontecerá o lançamento da 13ª edição do concurso.
O evento acontece no auditório da Enap.

Outras informações:

Fapeam e Censipam : R$ 2 milhões para pesquisa no Amazonas

O Centro Gestor e Operacional de Proteção da Amazônia (Censipam) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) lançaram na semana passada edital de seleção de projetos de pesquisa do Programa de Capacitação Científica e Tecnológica para o Desenvolvimento do Estado e Projetos Aplicados ao Censipam (Prosipam).

O programa reserva R$ 2 milhões para a pesquisa científica no Estado do Amazonas, envolvendo temas exclusivamente regionais. Seis projetos de pesquisa serão selecionados.

Os trabalhos serão executados a partir de 1º de junho, com duração de 24 meses. A ação tornou-se possível a partir de parceria firmada entre o Censipam, a Fapeam e a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (SECT). Os pesquisadores interessados poderão submeter propostas de trabalhos ao processo seletivo até o dia 29 de março.

Serão atendidas pelo Prosipam seis linhas de pesquisa, em convergência com as linhas de atuação do Censipam: 1) Modelagem de tempo e clima, na área de meteorologia/proteção ambiental; 2) Desmatamento em áreas especiais (com ênfase em unidades de conservação e terras indígenas); 3) Sistematização de informações/banco de dados (na área de meio ambiente/proteção ambiental); 4) Rede VSAT (Very Small Aperture Terminal), HUB (estação concentradora da rede VSAT) e rede de sensores, incluindo sensores meteorológicos, sensores de detecção de raios, plataforma de coleta de dados, radares meteorológicos e antenas de recepção de imagens meteorológicas (na área de tecnologia da informação/telecomunicações); 5) Radar multipolarimétrico e interferométrico aerotransportado (na área de sensoriamento remoto); e 6) Análise do movimento aéreo (na área de sensoriamento remoto e sistema de informações geográficas).

“São seis bolsas para doutores e seis bolsas para mestres e mais, no mínimo, seis bolsas para graduados e seis bolsas para técnicos de nível médio, compondo quadro de 24 pessoas”, disse Marcelo de Carvalho Lopes, diretor-geral do Censipam. As bolsas têm valores entre R$ 1,1 mil e R$ 6 mil mensais.

O edital está disponível para consulta no site da Fapeam, na seção editais, em www.fapeam.am.gov.br.

Fonte: Agência Fapesp

6º Prêmio Destaque do Ano na Iniciação Científica

O CNPq divulgou, no Diário Oficial da União do último dia 14, o lançamento da 6ª edição do “Prêmio Destaque do Ano na Iniciação Científica”. O concurso tem o objetivo de premiar os bolsistas de iniciação científica (IC) que são financiados pelo CNPq a formularem os melhores e mais relevantes relatórios finais de trabalho durante este ano. As inscrições podem ser feitas até 15 de agosto.

O prêmio é dividido em duas categorias. A primeira, Bolsista Iniciação Científica, é direcionada aos pesquisadores participantes do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic). O vencedor desta categoria será outorgado com uma quantia em dinheiro equivalente a 12 meses de bolsa IC, uma bolsa de mestrado, participação na Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) em Campinas (SP) e visita a centros de excelência do Reino Unido.

A segunda categoria, Mérito Institucional, é direcionada às instituições participantes do Pibic que mais contribuíram para o alcance dos objetivos do programa. As vencedoras desta modalidade receberão um troféu de honra ao mérito.

As inscrições devem ser feitas nas pró-reitorias de pesquisa e pós-graduação ou órgãos similares das universidades de todo o país. O resultado será divulgado no dia 30 de setembro.

Mais informações, no site http://destaqueic.cnpq.br.

Fonte: Gestão CT