sexta-feira, 14 de março de 2008

Estudantes de escolas públicas têm maior potencial acadêmico do que os das escolas privadas

Academic performance, students' background and affirmative action at a Brazilian research university

Estudo feito por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) entre 2003 e 2005 revelou que estudantes provenientes de escolas públicas têm maior potencial acadêmico do que os das escolas privadas, demonstrando melhor desempenho ao longo do curso.

A pesquisa ajudou a orientar a criação do programa de ação afirmativa adotado pela Unicamp em 2004 e, desde então, os autores têm feito o acompanhamento semestral do desempenho dos alunos, utilizando a mesma metodologia.

A conclusão preliminar do acompanhamento é que a medida efetivamente aumentou a porcentagem dos egressos de escolas públicas na universidade, especialmente nos cursos de alta demanda, garantindo a presença de estudantes de pior condição socioeconômica e melhor potencial acadêmico.

Os resultados atualizados do estudo foram publicados na revista Higher Education Management and Policy, editada pelo Programa sobre Gestão Institucional em Ensino Superior da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O trabalho foi realizado por Renato Pedrosa, do Departamento de Matemática do Instituto de Matemática Estatística e Ciência da Computação (Imecc), José Norberto Dachs e Rafael Maia, do Departamento de Estatística do Imecc, e Cibele Yahn de Andrade, do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas. Benilton Carvalho, da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, completou o grupo da Unicamp.

O acompanhamento semestral das turmas, segundo Pedrosa, foi uma das condições exigidas pela universidade para a implantação do programa. “Constatamos que, nas turmas que foram acompanhadas até agora, o resultado tem sido o mesmo: os alunos beneficiados pela ação afirmativa têm o desempenho melhorado ao longo do curso, em relação aos outros”, disse.

Logo no primeiro ano do programa a presença de alunos egressos de escolas públicas aumentou 15,4%, passando de 29% para 34%. O maior impacto foi nos cursos de maior demanda.

“Em medicina, por exemplo, a presença desses alunos passou de 10% para cerca de 25%. Isso ocorreu porque o número de pontos é fixo e, nesses cursos com mais demanda, com 30 pontos a mais o candidato ultrapassa maior número de concorrentes. O programa foi desenhado para isso”, explicou.

A admissão de pretos, pardos e índios aumentou 44,4% no primeiro ano. “Esse grupo passou de 11% para quase 16% do total. O número ainda está abaixo da porcentagem de 23% de estudantes que pertencem a esses grupos no Estado de São Paulo, mas mostra um claro progresso em direção a uma maior eqüidade”, afirmou.

Eqüidade em estudo
O estudo começou em 2003, quando o debate público sobre políticas de ação afirmativa ganhava corpo diante da constatação de que a maior parte dos alunos das melhores universidades vinha de escolas privadas. Na Unicamp, a proporção de estudantes nessas condições era de cerca de 70%.

“A reitoria consultou a comissão responsável pelo vestibular, da qual eu faço parte, sobre a existência de estudos que justificassem academicamente as políticas de ação afirmativa. Como não havia estudos detalhados, coube a nós tomar a iniciativa”, disse Pedrosa.

Pedrosa e Carvalho avaliaram então o desempenho dos cerca de 7 mil estudantes que ingressaram na universidade entre 1994 e 1997 – a maioria dos quais, à época do estudo, em vias de formatura –, comparando a colocação dos alunos no vestibular à colocação alcançada na média total das notas ao fim do curso.

Segundo o professor do Imecc, a comparação indicou que os estudantes provenientes da rede pública melhoravam de posição ao fim do curso, em relação aos estudantes vindos de escolas privadas. Cada curso foi avaliado separadamente.

“Percebendo essa diferença favorável aos estudantes da rede pública, fizemos uma modelagem mais detalhada, transportando a experiência de Norberto Dachs na área de estatística em eqüidade em saúde para observar a questão da eqüidade em educação”, explicou.

Pedrosa ressalta que o programa de ação afirmativa, implantado já no vestibular de 2005, não foi diretamente derivado da pesquisa, mas serviu para justificar a adoção e determinar aspectos como, por exemplo, o número de pontos a ser acrescentado à nota do estudante egresso da rede pública.

“Nossa estimativa é que, com a variabilidade estatística da nota, os alunos cujas notas diferem em 10 ou 20 pontos estão, na prática, empatados. Por isso o programa acrescenta 30 pontos aos alunos de rede pública e mais 10 para os pretos, pardos ou índios nessas condições”, disse.

Escola pública: termômetro social
Os autores da pesquisa criaram um índice de nível socioeconômico educacional envolvendo o maior número possível de variáveis – se o aluno estuda de dia ou à noite, se fez cursinho, se trabalha, qual a formação dos pais ou qual a faixa de renda.

“Além de considerar se o aluno vinha da escola pública ou privada, esse índice foi correlacionado com o desempenho do estudante. Constatamos que o fato de vir de uma escola pública resume todas as outras características socioeconômicas. E descobrimos que essa condição se associa a um efeito positivo no desempenho”, explicou Pedrosa.

A interpretação dos pesquisadores para esse fato é que esses alunos – da escola pública e de camada socioeconômica mais desfavorecida – tinham um potencial acadêmico não desenvolvido e, quando eram colocados em igualdade de condições, tinham desempenho acima dos demais.

“Seria possível também fazer uma interpretação antropológica, concluindo que o ambiente da escola pública, mais hostil e adverso, torna o aluno mais determinado a se superar ao chegar ao ambiente aberto da universidade”, sugeriu Pedrosa.

Em 2005, o acompanhamento das turmas começou a ser feito. No fim de 2006, o estudo foi apresentado no Congresso Internacional da OCDE, em Paris, antes de ser publicado, com atualizações, no periódico da instituição no fim de 2007.

“Com a formatura da primeira turma que ingressou com o programa de ação afirmativa em vigor, no fim deste ano, o programa será reavaliado. Nosso grupo agora vai se dedicar a um estudo mais geral, para descobrir como evoluiu, nos últimos dez anos, o desempenho dos alunos da escola pública e privada na passagem do ensino médio para o superior”, adiantou.

O artigo Academic performance, students' background and affirmative action at a Brazilian research university, de Renato Pedrosa e outros, pode ser lido por assinantes da Higher Education Management and Policy (vol. 19 – nº3) em www.ingentaconnect.com/content/oecd/16823451 .

Fonte: Fábio de Castro / Agência Fapesp

FAPESP aumenta valores de bolsas a partir de abril

O Conselho Técnico-Administrativo da FAPESP aprovou proposta da Diretoria Científica de reajuste, a partir de 1º de março de 2008, nos valores de bolsas oferecidas pela Fundação.

O reajuste, para pagamentos a serem efetuados a partir de 5 de abril, será feito nas bolsas de Iniciação Científica, Mestrado, Doutorado, Doutorado Direto e Pós-Doutorado. Também serão reajustadas as bolsas de Capacitação de Recursos Humanos de Apoio a Pesquisa, Jovem Pesquisador, Ensino Público, PIPE e Jornalismo Científico.

“A formação de recursos humanos para a pesquisa é estratégia absolutamente necessária para o desenvolvimento do Estado de São Paulo. De dezembro de 2005 a dezembro de 2007, o número de bolsistas de Mestrado apoiados pela FAPESP cresceu 67%, passando de 1.400 para 2.351. No Doutorado, o crescimento foi de 31%, e no pós-doutorado, 40%. Ao mesmo tempo, é muito importante para a Fundação garantir os valores das bolsas oferecidas e, por isso, o CTA aprovou a nova tabela”, disse Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP.

Os reajustes são válidos também para as bolsas vigentes e não apenas para as concedidas a partir de março.

Para consultar a tabela de bolsas com os novos valores e os vigentes até 29/2/2008: http://www.fapesp.br/materia.php?data[id_materia]=3162

Fonte: Agência Fapesp

L'Oréal abre inscrições para o Programa de Bolsa Auxílio Grant

A L'Oréal, em parceria com a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), abriu as inscrições, até o dia 8 de maio, para o Programa de Bolsa Auxílio Grant.

O objetivo é apoiar projetos científicos de alto mérito a serem desenvolvidos durante 12 meses por pesquisadoras brasileiras em instituições nacionais.

O programa selecionará até sete pesquisadoras que tenham concluído doutorado a partir de 1º de janeiro de 2004 e que se proponham a realizar trabalhos científicos em instituições brasileiras de pesquisa. O valor de cada bolsa será de US$ 20 mil, convertidos em reais, para aplicação durante os 12 meses, e serão atribuídas nas áreas de ciências físicas, ciências biomédicas, biológicas e da saúde, ciências matemáticas e ciências químicas.

Para se candidatar, as proponentes devem preencher um formulário de inscrição e, juntamente com esse documento, encaminhar para a ABC, em quatro vias, a declaração de concordância da instituição nacional onde a pesquisa será desenvolvida; curriculum vitae resumido; e o projeto de pesquisa incluindo referências bibliográficas.

As pesquisadoras selecionadas deverão desenvolver o seu projeto de pesquisa no Brasil durante o período de vigência da bolsa auxílio. O resultado será divulgado no dia 8 de agosto.

O formulário de inscrição e outras informações podem ser obtidas no endereço: http://www.abc.org.br/loreal

Fonte: Gestão CT

Cenpes assina acordo de cooperação com a empresa americana de tecnologia KIOR

A Petrobras, por meio de seu centro de pesquisas (Cenpes), assinou acordo de cooperação com a empresa americana de tecnologia KIOR. O objetivo é desenvolver o processo BCC (sigla em inglês para Craqueamento Catalítico de Biomassa), tecnologia de produção de bio-óleo. Desta forma, a estatal busca consolidar novas rotas de produção de biocombustíveis de segunda geração, aqueles gerados a partir de resíduos.

Esta é mais uma ação da Petrobras para o aumento da sustentabilidade em seus negócios. Biocombustíveis de segunda geração não competem com a plantação de alimentos, pois sua matéria-prima é resíduo que de outra forma seria simplesmente descartado. Além disto, esta iniciativa também busca aumentar a introdução de combustíveis renováveis na matriz energética brasileira a longo prazo.

Desde 2006, o Cenpes vem estudando o processamento de biomassa para a geração de bio-óleo a partir do resíduo da palha de cana-de-açúcar. Já foram realizados testes de bancada e estão em andamento estudos em planta piloto. Os primeiros testes em unidades semi-industriais estão programados para acontecer em 2009.

Gerado a partir de matérias-primas como serragem de madeira, capim-elefante e principalmente palha ou bagaço de cana-de-açúcar, o bio-óleo, também chamado de bio-crude, é produto do processo de pirólise rápida de biomassa. O bio-óleo é considerado inadequado para uso direto como combustível veicular, sendo utilizado para geração de eletricidade ou como aromatizante na indústria de alimentos.


A KiOR Inc., uma joint venture americana entre as empresas Khosla Ventures e BIOeCON, possui notória expertise internacional na área de desenvolvimento da tecnologia de BCC.


Fonte: Agência Petrobras

Miguel Nicolelis fala sobre a integração do cérebro humano com máquinas

Miguel Nicolelis, professor titular do Departamento de Neurobiologia da Universidade Duke, nos Estados Unidos, esteve na tarde desta quarta-feira (12/3) no teatro da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), na capital paulista.

De volta à FMUSP, onde se formou em 1984, mostrou suas principais conquistas científicas nas duas décadas em que esteve fora do Brasil “em busca de um sonho que nasceu na época de estudante”.

O neurocientista estuda a integração do cérebro humano com máquinas, visando à criação de próteses neurais para a reabilitação de pacientes com paralisia corporal causada por doenças neurodegenerativas. Ele descobriu, e mostrou detalhes durante a palestra “Navegando pela fronteira da neurociência”, um sistema que, por meio do registro simultâneo de centenas de neurônios no córtex de macacos, possibilitou a criação de braços mecânicos controlados por sinais cerebrais emitidos pelos animais.

“Essa foi a primeira vez na história em que o cérebro de um primata se libertou do corpo e, em menos de 200 milissegundos, executou uma função motora sem a necessidade de nenhuma contração muscular, valendo-se apenas de uma ferramenta criada por outro primata”, disse o neurocientista, que é também co-diretor do Centro de Neuroengenharia de Duke.

“A interface cérebro-máquina criada por nosso grupo de pesquisa fez com que o macaco não precisasse mais usar suas características biológicas para realizar um desejo motor. O cérebro aprendeu a imaginar o movimento, que é transferido para o robô para que ele se mexa dentro do mesmo tempo que um braço biológico usa para executar um pensamento motor”, explicou.

Nicolelis apresentou outro estudo, concluído no começo deste ano, que fez com que, também de maneira inédita, um robô andasse a partir de um sinal cerebral de uma macaca. Os sinais foram emitidos pelo animal do laboratório de Nicolelis, na Carolina do Norte, para o robô que estava em um centro de pesquisas em robótica em Kyoto, no Japão.

“Enquanto o macaco andava em uma esteira, na costa leste dos Estados Unidos, registramos as atividades elétricas de seu cérebro e marcamos, com tintas fluorescentes, as diferentes articulações de seu quadril, joelho, tornozelo e pé. Por meio de 300 células neurais do animal, conseguimos reproduzir todo o seu padrão de locomoção”, explicou.

“Enviamos os sinais cerebrais do macaco em tempo real para o robô no Japão, que começou a caminhar, também em menos de 200 milissegundos, sob o controle do primata. Em seguida, desligamos a esteira e a macaca parou de andar, mas ela continuou a pensar na necessidade de andar, fazendo com que o robô do outro lado do mundo caminhasse por mais dez minutos”, disse.

Nicolelis afirmou estar prestes a criar uma interface cérebro-máquina que seria a base da tecnologia de neuroprótese, uma vez que o cérebro de um paciente que sofre lesão medular, por exemplo, continua tendo o desejo de se mexer mesmo que os sinais cerebrais não alcancem a medula espinhal, devido à interrupção das vias neurais que levam a mensagem até a musculatura.

“Estamos desenvolvendo uma espécie de veste robótica que permitirá ao ser humano usar o desejo voluntário do cérebro de se mexer para se movimentar. Esse exoesqueleto robótico será comandado pela vontade motora dos indivíduos que perderam movimentos. Os experimentos clínicos envolvendo essa tecnologia, que terão início em breve, serão realizados conjuntamente por institutos de neurociência instalados em diferentes países”, antecipou.

Base em Natal
Segundo ele, a base dos experimentos terá sede no recém-inaugurado Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra, em Macaíba. Por isso, uma de suas principais metas atuais é passar boa parte do tempo no Brasil para desenvolver outro tipo de trabalho científico, que definiu como o “uso da ciência como agente de transformação social”.

“A proposta é utilizar o conhecimento gerado no instituto para modificar seu entorno, onde estão as piores escolas públicas do país, de acordo com estatísticas do Ministério da Educação”, disse Nicolelis, que também é professor do Instituto Cérebro e Mente da Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça.

“Tão importante quanto a missão científica do instituto é sua missão social. Lá estamos montando, em seu coração, um grande centro de pesquisas que tem seus dois primeiros prédios já construídos com 40 pesquisadores trabalhando e, em seu entorno, uma série de projetos de educação científica e de atendimento médico para a comunidade carente da região”, contou.

Nos próximos dois meses terá início a construção, também no entorno do instituto em Natal, “do primeiro parque industrial de neurotecnologias do mundo, o Neurotech Park. A idéia é atrair empresas de todo o mundo para criar o que estamos chamando de campus do cérebro”, explicou.

Sonhos possíveis
Após a apresentação de seus trabalhos, Nicolelis compartilhou com a platéia que lotou o teatro da FMUSP, formada essencialmente por docentes e estudantes de graduação e pós-graduação, idéias e motivos que o levaram a realizar pesquisas nos Estados Unidos.

“A ciência nos ensina a perseguir sonhos aparentemente impossíveis. Existe um grande glamour associado ao desenvolvimento científico mundial de alto nível, alimentado por prêmios diversos, mas não existe recompensa maior do que descobrir e perseguir, desesperadamente, nossos próprios limites”, sublinhou.

“Digo isso porque, quando saí do Brasil em 1988, muitos me disseram que os trabalhos que hoje conduzo seriam impossíveis de serem desenvolvidos. E hoje acredito que o impossível é somente o possível que alguém ainda não teve tempo suficiente para tornar realidade. Basta ter um sonho que verdadeiramente seja a razão de nossas vidas”, concluiu.

Fonte: Thiago Romero / Agência Fapesp

O papel estratégico das IPTs - Institutos de Pesquisa Tecnológica

Jorge Bounassar Filho, assessor da diretoria do Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec), disse ontem (12), em Londrina (PR), durante o Congresso Paranaense de Integração Universidade, Centro de Pesquisa e Empresa (Integra 2008) que os institutos de pesquisa tecnológica (IPTs) possuem um papel mais estratégico na hora de aproximar a pesquisa do meio industrial para gerar a inovação do que as universidades.

“Os IPTs possuem uma linguagem mais próxima do setor industrial e as universidades estão preocupadas com a formação de recursos humanos, a sua percepção é outra”, destacou Bounassar. Em sua avaliação, os institutos, assim como as empresas trabalham em um curto prazo para desenvolver as pesquisas e incentivar a inovação.

Bounassar lembrou ainda que mesmo sendo um elemento estratégico para as ações na área de inovação, os institutos nem sempre são apoiados nas políticas que estão sendo lançadas pelo governo. “É preciso olhar para os IPTs. A Finep, quando lança um edital dos fundos setoriais, não permite aos IPTs o pagamento de seus pesquisadores.” Ele lembra que pagamento feito pelos institutos ao seu corpo de funcionários depende somente de sua produção, ou seja, do que o instituto consegue comercializar com o mercado.

O vice-presidente de tecnologia do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), Claudio Aparecido Violato, apresentou um exemplo de como a parceria entre IPTs e empresas pode ser um vetor primordial para a inovação. Ele destacou, durante o encontro, que o CPqD conseguiu arrecadar, somente em 2007, R$ 10,4 milhões com as parcerias de comercialização de tecnologia. Em 1998, quando o CPqD ainda era um instituto pertencente ao Sistema Telebrás a cifra chegava a R$ 1,6 milhão. “Nossa expectativa é ampliar os recursos em 2008, afirmando que a produção de tecnologia e o estímulo a inovação são um bom negócio,” finalizou.

Fonte: Tatiana Fiuza / Gestão CT

INPI alerta para atuação de golpistas

O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (NPI) fez um alerta, esta semana, sobre a atuação de golpistas que estão utilizando o nome do instituto para extorquir dinheiro de clientes.

Algumas empresas chegam a enviar boletos para pagamentos como se fossem do INPI. Segundo informações do instituto, as empresas Primaster Marcas e Patentes S/C Ltda e Unibrasmar - União Brasileira de Marcas e Patentes Ltda não podem fazer cobranças em nome do INPI. As empresas ainda estão editando publicações em nome do instituto. O INPI alerta que a “Edição Anual de Marcas e Patentes” e o “Guia de Marcas Registradas Junto ao INPI” não são publicações oficiais do instituto.

O instituto ainda apresentou uma denúncia, que foi feita no ano passado, por uma empresa que recebeu um boleto de R$ 800 para registrar sua marca. A firma que enviou a cobrança alegava que outra empresa queria proteger aquela marca. Ainda de acordo com o INPI, em alguns casos, antes do boleto, a empresa é coagida por telefone.
Outro exemplo dado foi de uma empresa do Rio de Janeiro que recebeu uma ligação, de uma instituição que se identificava como órgão do INPI. A empresa, segundo mostrou o instituto, afirmava que uma marca depositada havia sido concedida e cobrou uma taxa de R$ 1.525 para liberar o certificado. O INPI alerta que a concessão de marcas ou patentes podem ser acompanhadas pela internet e no caso das marcas, o instituto cobra uma taxa de R$ 95 para emitir o certificado.

Plano
O INPI está preparando um pacote de medidas para punir as empresas que atuam irregularmente. Entre as propostas, está a permissão para a cassação do registro dos agentes que praticarem atos ilegais após três suspensões. Segundo o instituto, as mudanças fazem parte revisão do Código de Conduta dos Agentes da Propriedade Industrial, que incluirá também o aumento da suspensão máxima de 90 para 180 dias. A expectativa é de que o novo código esteja pronto até o fim do mês.

Outra iniciativa é divulgar informações no site do INPI sobre todas as decisões da Comissão de Conduta Profissional dos Agentes da Propriedade Industrial. As denúncias que o instituto está recebendo, e que não são atribuídas aos agentes, estão sendo remetidas à Polícia Federal ou à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), quando se trata de irregularidades cometidas por advogados.

Luiz Otávio Beaklini, presidente da Comissão de Conduta do INPI, disse que as mudanças são uma maneira de criar novas formas de punição e alertar os usuários sobre os golpes. “É importante chamar a atenção do usuário para qualquer cobrança que seja enviada. Além disso, nenhuma empresa pode falar em nome do INPI ou coagir uma pessoa a registrar sua marca”, disse, em notícia divulgada pelo instituto.

Beaklini ainda lembrou que o INPI recebe cerca de 20 denúncias de golpes por mês. Os casos são julgados a cada 15 dias durante a reunião do comitê. Algumas empresas, segundo o instituto, chegam a emitir certificados falsos de marcas. “Quando tomamos conhecimento de empresas que agem assim, procuramos alertar imediatamente os nossos usuários. O problema é que muitas destas empresas simplesmente mudam de nome e endereço para continuar atuando”, afirmou Beaklini.

As denúncias sobre estes golpes cometidos na área de propriedade intelectual podem ser feitas pelo telefone (21) 2139-3186 ou no endereço: http://www.inpi.gov.br/menu-esquerdo/pasta_ouvidoria .
Fonte: Gestão CT

Opiniões de representantes brasileiros e pesquisadores na Espanha

Em reunião realizada ontem (12) entre várias associações de brasileiros na Catalunha, o cônsul adjunto do Brasil em Barcelona, Milton Coutinho, declarou que espera que o desentendimento entre Brasil e Espanha se trate de um momento político e que, em médio prazo, o conflito seja solucionado por meio de vias diplomáticas. “O problema dos inadmitidos sempre houve, mas ocorreu um aumento exponencial do número de brasileiros que não foram autorizados a entrar em Madri em apenas uma semana. Como não temos nenhuma ingerência no processo de entrada dos brasileiros, só nos resta cuidar das condições de aguardo do retorno ao Brasil”, esclarece Milton Coutinho.

Ainda durante a reunião, que contou com a cobertura do Gestão C&T online, o cônsul adjunto revelou ainda que, com base nos dados repassados pelo governo espanhol, durante todo o ano de 2007 a média de brasileiros inadmitidos foi de 20 cidadãos. Somente em fevereiro deste ano 536 brasileiros foram repatriados, um número quase 27 vezes maior. Sobre a possibilidade de se exigir visto para a entrada de brasileiros na Espanha Milton Coutinho é taxativo e considera essa alternativa como um “retrocesso”.

Flávio Carvalho, coordenador da ONG Brasil–Catalunha considera que o desentendimento proporcionou uma oportunidade de reforçar o esclarecimento dos papéis dos agentes implicados como o consulado do Brasil e as associações civis. “Temos agora uma chance de ampliar o acesso à informação das normas de entrada no país e aproximar-nos do consulado e criar uma rede de brasileiros no exterior”, avalia o representante da entidade.

Origem
Desde o início de março, Brasil e Espanha vivem um mal estar diplomático. O primeiro incidente que ganhou repercussão na imprensa brasileira ocorreu quando Patrícia Magalhães, mestranda em física da USP, foi impedida, em Madri, de seguir sua viagem a Lisboa para participar de um congresso internacional. Poucos dias mais tarde, outros dois mestrandos, Patrícia Rangel e Pedro Luiz Lima, ambos do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj) foram repatriados. Ambos também estavam a caminho da capital portuguesa para representar o Brasil num evento acadêmico e tiveram sua viagem interrompida na capital espanhola. Os três estudantes brasileiros reclamaram das condições de higiene, da falta de assistência e do tempo de permanência no aeroporto internacional de Barajas.

Embora num primeiro momento o governo brasileiro negasse qualquer relação com esses acontecimentos, a Polícia Federal impediu a entrada de 14 espanhóis no país, até ontem (12).

Os corpos diplomáticos de Brasil e Espanha têm se reunido para tentar solucionar esses problemas. Na última terça-feira (11), o embaixador da Espanha no Brasil, Ricardo Peidró se reuniu, no Senado Federal, com representantes da Comissão de Relações Exteriores do Brasil e negou veementemente qualquer ação indevida do governo espanhol no atendimento aos brasileiros deportados.

Pesquisadores
A repercussão das medidas e dos episódios de repatriação entre os dois países é seguida e discutida de perto por toda a comunidade de pesquisadores brasileiros na Espanha. Em Barcelona, a Associação dos Pesquisadores e Estudantes Brasileiros na Catalunha (Apec) acompanha cada desdobramento e posta matérias das imprensas brasileira e espanhola sobre os mal-entendidos. Muitos estudantes defendem que os maus tratos a brasileiros não são recentes e outros se preocupam com a vinda de parentes e amigos que visitem a Espanha.

Para esclarecer dúvidas e analisar os acontecimentos, a Apec convidou para a sua reunião mensal o cônsul geral adjunto do Brasil em Barcelona, Carlos Alfonso Iglesias Puente. O encontro foi realizado na última sexta-feira (7). Tal foi a procura que o evento contou com a participação de cerca de 30 pessoas, quando o número habitual de participantes não passa de dez.

Carlos Alfonso Iglesias Puente explicou que a Espanha pertence ao Espaço Schengen – acordo firmado, em 1985, na cidade de Luxemburgo de mesmo nome e do qual formam parte, hoje em dia, 28 países (todos os membros da União Européia além de Suíça, Noruega e Islândia). O primeiro porto de entrada (porto, aeroporto ou posto fiscal terrestre) é o que conta para a estada no território. Uma vez que se tem autorização de entrada em qualquer cidade destes limites, o cidadão tem trânsito livre por até três meses. Como os principais pontos de entrada de imigrantes são Inglaterra e Espanha há uma forte pressão por parte dos países da União Européia para que o país ibérico seja rígido nos seus controles aduaneiros, uma vez que a ilha britânica não faz parte do acordo Schengen.

Puente ponderou sobre o momento político espanhol, que realizou suas eleições presidenciais no último domingo (9), já que a questão da imigração teve uma forte relevância política devido ao fato de que cerca de 5 milhões de estrangeiros vivem na Espanha e que o candidato de oposição, Mariano Rajoy, do Partido Popular, pressionou durante a campanha para que o governo fosse mais firme no controle de imigração. Segundo dados do próprio presidente reeleito, José Luis Rodríguez Zapatero, pelo menos 250 mil pessoas vivem ilegalmente no país ibérico. “Qualquer estatística sobre o número de brasileiros aqui é irreal. O que percebemos, pelo atendimento do serviço consular é que, de 2001 até agora, o número de brasileiros cadastrados no consulado aumentou 700%”, explicou Carlos Alfonso Iglesias Puente.

Consulado
A autoridade diplomática brasileira explicou ainda que o registro de brasileiros no consulado não serve como dados confiáveis porque muitos brasileiros ilegais não procuram a representação brasileira. “Muitas pessoas acham que nós temos algum tipo de relação com a polícia espanhola. Poucos sabem que não oferecemos quaisquer dados sobre cidadãos brasileiros, salvo em caso de condenação criminal. Nem mesmo em suspeita de crimes nós fornecemos informações sobre brasileiros”, esclareceu o cônsul geral adjunto.

Para Paulo Resende, cientista político e presidente da Apec, além dos duríssimos requisitos, a entrada de brasileiros na União Européia fica sujeita a ser rejeitada por critérios aleatórios. “Que a Espanha tem direito e a soberania de deixar entrar quem quiser em seu território, não se discute, mas eles, além dos critérios objetivos, adotam critérios que passam pela subjetividade discriminatória e esteriotipada do policial de fronteira e que as pessoas impedidas de entrar no país passem vários dias em condições precarias. Isso é que não pode acontecer”, entende Paulo Resende.

Brasileiros
A especialista em imigração da Associação Brasileira de Assistência aos Estrangeiros (Abrae), Glaucenira Maximino da Costa, também conhece de perto a realidade dos brasileiros que não recebem a autorização de entrada na Espanha. “A pressão existe. A intimidação também existe. Sempre existiram. Além disso, muitas pessoas não conhecem os seus direitos e por isso não pode exigi-los. Poucos são os que sabem que têm direito à assistência jurídica e a um intérprete, por exemplo”, explica a jurista com mais de 20 anos vivendo em Barcelona.

Os espanhóis também foram imigrantes no passado, como lembra Kennedy Piau Ferreira, doutorando em humanidades pela Universidade Autônoma de Barcelona e professor da Universidade Estadual de Londrina, no Paraná. “Não podemos esquecer que durante o século 20, em momentos difíceis na Europa, milhares de italianos, alemães e espanhóis, entre tantos outros, migraram para o Brasil buscando uma vida melhor. Foram bem acolhidos e hoje felizmente compõem nossa diversidade cultural. Atualmente muitos espanhóis visitam nosso país e continuam sendo bem recebidos e respeitados. Só queremos ser tratados da mesma forma”, analisa o docente brasileiro radicado na capital catalã.

Enquanto a questão não é solucionada, o consulado brasileiro distribui nota entre os brasileiros residentes naquele país com “critérios para o ingresso de turistas brasileiros na Espanha”. Veja a íntegra da nota no endereço.

Os interessados em entrar em contato com o jornalista correspondente da Agência podem utilizar o e-mail.

Fonte: Diogo Lopes de Oliveira, de Barcelona / Gestão CT

CNPq abre inscrições para estágio na França na área aeronáutica e aeroespacial

O CNPq está com as inscrições abertas até o dia 3 de abril para cursos e estágios, na França, em parceria com o Institut Aéronautique et Spatial (IAS). O objetivo é apoiar a participação de pesquisadores, especialistas e técnicos em atividades de aperfeiçoamento, reciclagem ou treinamento na França nas áreas da aeronáutica e aeroespacial.

Serão oferecidos cursos de Design & Conception, Master of Science, Operation Skills, Civil Aviation e Management, todos com uma duração total de 15 meses. Nos três primeiros meses será oferecido curso de idioma francês e ambientação profissional, com financiamento pelo lado francês. Os 12 meses seguintes serão dedicados à especialização e ao estágio, com bolsa na modalidade SPE do CNPq.

De acordo com o CNPq, as mensalidades da bolsa SPE são equivalentes ao valor da bolsa de Doutorado Pleno no Exterior (GDE) sem direito à inclusão de dependente, e só serão pagas após os primeiros três meses. Os selecionados também receberão passagem aérea de ida e volta e seguro-saúde.

A contrapartida do IAS será o curso preparatório para o treinamento e manutenção do bolsista durante esse curso; curso de formação nas Escolas e Centros do IAS; treinamento em empresa aeroespacial francesa, entre outros.

As solicitações serão analisadas por consultores ad hoc do CNPq. Serão considerados, além do mérito técnico-científico da proposta, a qualificação e experiência do candidato, bem como os benefícios e resultados que poderão advir da capacitação.

As propostas deverão ser enviadas por meio do formulário online, no endereço http://efomento.cnpq.br/efomento .

A íntegra do edital está disponível no endereço: http://www.cnpq.br/editais/ct/2008/ias.htm .
Fonte: Gestão CT

Finep lança edital para capitalização de fundos de Venture Capital e Private Equity

A Finep lançou a 9ª chamada pública da Incubadora de Fundos Inovar para capitalização de fundos de Venture Capital e Private Equity. O prazo para envio das propostas é 25 de abril.

De acordo com o edital, a proposta de capitalização deverá apresentar o seguinte conteúdo: foco (setorial, regional, entre outros, caso haja) do fundo em relação ao perfil de empresas; investimento máximo e mínimo do fundo por setor e por empresa; prazo de duração do fundo; número de empresas a serem investidas, entre outras exigências.

A elegibilidade dos proponentes leva em consideração empresas que exerçam ou pretendam exercer cumulativa ou isoladamente as funções de administrador ou gestor do fundo e que possuam ou tenham solicitado autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para prestar serviços de Administração de Carteira de Valores Mobiliários.

As propostas devem ser encaminhadas para a Finep, em versão eletrônica para o e-mail . Já a versão impressa deve ser enviada para a Secretaria do Departamento de Investimento em Fundos, Área de Investimentos, Praia do Flamengo, 200, 24º andar, Rio de Janeiro (RJ), CEP: 22210-030. A divulgação dos resultados da pré-qualificação será no dia 6 de maio e o prazo para envio do parecer da Banca de Avaliação é o dia 30 de maio.

Dúvidas prévias ao envio da proposta devem ser enviadas eletronicamente para o e-mail até o dia 18 de abril. Todos os esclarecimentos serão divulgados eletronicamente, por meio do site da Finep, no endereço www.finep.gov.br .

O edital pode ser acessado no endereço

Fonte: Gestão CT

Balanço do Ano Brasileiro-Britânico da Ciência & Inovação

O ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, e o conselheiro-chefe para Assuntos Científicos do Governo Britânico, John Beddington, apresentaram, nesta quarta-feira (12), um balanço do Ano Brasileiro-Britânico da Ciência & Inovação.

De acordo com informações da Embaixada Britânica, nesse último ano, mais de 40 atividades foram realizadas em várias regiões do Brasil e do Reino Unido, com a participação de mais de 1,6 mil pesquisadores, além de 130 especialistas britânicos que vieram ao Brasil por meio do projeto.

Ao todo, foram assinados oito acordos de cooperação entre institutos de pesquisas dos dois países, visando a colaboração científica em áreas de interesse internacional, como agricultura, bioenergia, mudança climática, células tronco, tecnologia espacial, semicondutores orgânicos, tecnologia de luz síncrotron e nanotecnologia.

Acordos
Segundo informações da embaixada, um dos seis memorandos de entendimento entre Brasil e Reino Unido foi firmado com o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), que prevê o intercâmbio entre cientistas brasileiros e britânicos para a realização de pesquisas e desenvolvimento de novas técnicas.

Outro memorando foi assinado com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o que resultou na realização de um workshop que reuniu mais de cem especialistas britânicos e brasileiros na sede do Inpe para discutir projetos de colaboração científica.

Na área das ciências agrícolas, a embaixada informou que foram assinados dois memorandos de entendimento entre o instituto britânico Rothamsted Research, o Instituto Agrônomo do Paraná (Iapar) e a Embrapa.

Ano da Ciência
O Ano Brasileiro-Britânico da Ciência & Inovação é resultado de uma parceria planejada em 2006, durante visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Reino Unido, e lançada em março de 2007. Teve como objetivos a promoção de conhecimento mútuo de excelência em ciência e inovação, o fortalecimento e crescimento da colaboração entre os dois países e o fomento à colaboração entre comunidades acadêmicas relevantes.

Segundo a Embaixada Britânica, as atividades realizadas e as cooperações são sustentáveis e a idéia é mantê-las mesmo após a finalização do projeto. As apresentações, vídeos das palestras e demais informações estão à disposição no site oficial do Ano da Ciência, no endereço www.anodaciencia.com.br .

Mais informações sobre os acordos firmados entre os dois países podem ser obtidas no site da Embaixada Britânica, no endereço www.britishembassy.gov.uk .

Fonte: Gestão CT

Brasil colaborará na reforma da educação profissional no Paraguai

A chefe de gabinete do Vice-Ministério da Educação do Paraguai, Alcira Sosa, e a diretora de Ensino Técnico daquele país, Ligia Elisabeth Larrinegabe, estão no Brasil para conhecer os projetos prioritários da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação (MEC).

De acordo com informações da Setec, durante a visita foram discutidas formas de apoiar a reforma da educação profissional paraguaia, o que será feito mediante um acordo de cooperação que será assinado em abril, em Assunção. A idéia é programar intercâmbios entre os dois países.

Em notícia publicada no site do MEC, Márcia Moreschi, da Assessoria Internacional da Setec, disse que a cooperação servirá para definir linhas estratégicas para a educação profissional do Paraguai, a partir da experiência brasileira. Segundo ela, o Paraguai necessita elaborar referenciais curriculares nacionais, mas para isso será preciso que professores ou assessores do MEC, devidamente capacitados pela Setec, atuem como multiplicadores no Paraguai.

O ministério também informou que serão programadas visitas a instituições federais de educação tecnológica no Brasil, onde os profissionais da educação paraguaia poderão aproveitar a experiência brasileira sobre gestão escolar, elaboração de conteúdos pedagógicos e a metodologia de ensino e aprendizagem. As representantes do Paraguai permanecem no Brasil até esta sexta-feira (14).

Informações sobre as ações da Setec podem ser obtidas no endereço: http://portal.mec.gov.br/setec/.

Fonte: Gestão CT

Fapes discute propostas para implantar novas formas de apoio à C&T no E.S.

Até o final do mês de março, a Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Fapes) deverá implantar novas formas de apoio à C&T no Estado, com o aprimoramento das normas e critérios de financiamento. Para isso, o Conselho Científico Administrativo da fundação está discutindo propostas de mudanças na resolução nº 010/2005 que estabelece procedimentos, condições e critérios para aplicação dos recursos do Fundo Estadual de Ciência e Tecnologia (Funcitec).

Umas das mudanças na resolução é a introdução de novas modalidades de financiamento. Entre elas o projeto integral de pesquisa, bolsas de produtividade e bolsas de capacitação para inovação tecnológica.

Em notícia publicada no site da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Sect), o diretor-presidente da fundação, Luciano Terra Peixoto, disse que as mudanças na resolução visam fortalecer os grupos de pesquisa no Espírito Santo. “Estamos estudando a implantação da bolsa de pesquisador visitante, que possibilitará trazer para o Estado cientistas renomados para acompanhar os projetos de pesquisas no período de até dois meses”, citou como exemplo.

A resolução 010/2005 está disponível no endereço.

Informações adicionais sobre a Fapes no endereço eletrônico: http://www.sect.es.gov.br .

Fonte: Gestão CT

Pós-doutorado em Paris

A prefeitura de Paris, na França, lançou chamada para um programa de bolsas voltadas para pesquisadores estrangeiros seniores e de pós-doutorado em laboratórios públicos de pesquisa parisienses.

O objetivo das bolsas é estabelecer novas colaborações ou desenvolver cooperações existentes entre os centros de pesquisa parisienses e estrangeiros. As inscrições devem ser enviadas por correio até o dia 18 de abril.

As bolsas são voltadas para pesquisadores de todas as áreas e serão distribuídas eqüitativamente entre as disciplinas de ciências humanas e sociais, humanidades, ciências da vida, ciências da terra, ciências físicas, engenharias e matemáticas.

Os candidatos devem ser titulares de um doutorado e ter vínculo com uma instituição de pesquisa em seu país, onde devem, necessariamente, residir e trabalhar. Não serão aceitas candidaturas de doutores que morem na França.

A chamada dá prioridade a pesquisadores que tenham defendido o doutorado há no máximo cinco anos, para permanência de três a 11 meses. Até um terço das bolsas, no entanto, será concedido a pesquisadores seniores para períodos de dois a seis meses.

As bolsas são de 2,5 mil euros para pós-doutorandos e de 3 mil euros mensais para pesquisadores sêniores. A prefeitura parisiense paga as passagens de ida e volta e o seguro-saúde obrigatório do candidato aprovado.

Haverá prioridade para temáticas que façam referência direta à cidade de Paris. Serão estimulados projetos com uma abordagem científica comparativa entre os problemas urbanos de Paris e de uma metrópole estrangeira.

O principal critério de seleção é a excelência científica do dossiê que inclui currículo do candidato, projeto de pesquisa e laboratório escolhido para a pesquisa. Ao fim do período, é obrigatória a apresentação de um relatório científico, em francês, sobre os trabalhos científicos realizados.

Mais informações: www.paris.fr

Fonte: Agência Fapesp

31º Congresso Interamericano de Engenharia Sanitária e Ambiental



O XXXI Congresso Interamericano de Engenharia Sanitária e Ambiental e o I Forum Interamericano sobre Serviços de Água e Saneamento ocorrerão em Santiago, Chile do 12 ao 15 de Outubro de 2008.

A data límite para o registro de trabalhos técnicos é no 31 de março de 2008.


Temas principais
- Água potavel: tratamento, distribuição e normativa -
- Águas chuva: hidrología urbana, manejo e gestão -
- Águas residuais municipais: recolecção, tratamento e reutilização -
- Águas residuais industriais: caracterização, tratamento e disposição -
- Lodos e biosólidos: características, manejo, tratamento e disposição -
- Normas de reúso -
- Resíduos sólidos: recolecção, reciclagem, disposição final e aterros sanitários -
- Saúde ambiental -
- Qualidade do ar, contaminação por barulho e radiações ionizantes -
- Recursos hídricos: políticas, gestão e manejo de cuencas -
- Produção limpa -
- Ética e valores na prática da engenharia sanitária e ambiental -
- Gestão ambiental pública e privada: ordenamento territorial, gestão costeira, evaluação de impacto ambiental, evaluação estratégica, educação ambiental, normas e estándares ambientais -
- Energías renovaveis -

Informação mais detalhada pode ser encontrada no endereço da AIDIS Chile http://www.aidis.cl/ onde se publica a Convocatória pra Apresentação de Trabalhos Técnicos, além de informação geral relativa ao lugar do evento.

XXII CONGRESO INTERAMERICANO DE ENGENHARIA SANITÁRIA E AMBIENTAL AIDIS
07 a 11 de Novembro de 2010


Fonte: Ambiente MG

RSAI World Congress 2008 - Conferência Mundial da Associação Internacional de Ciências Regionais

A Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP) será sede, de 17 a 19 de março, da Conferência Mundial da Associação Internacional de Ciências Regionais (RSAI World Congress 2008).

Na ocasião, pesquisadores de diversos países apresentarão trabalhos na área de economia regional. O evento ocorre a cada quatro anos em diferentes países, sendo os dois últimos realizados na Suíça, em 2000, e na África do Sul, em 2004.

Mais informações: http://www.aber.fea.usp.br/ ou (11) 3262-5438

Fonte: Agência Fapesp

Tomografia por Emissão de Pósitrons (PET/CT) no Câncer de Mama

A Sociedade Brasileira de Biologia e Medicina Nuclear realizará, no dia 31 de março, às 20 horas, em São Paulo, a palestra gratuita Tomografia por Emissão de Pósitrons (PET/CT) no Câncer de Mama.

Segundo os organizadores, o PET/CT, um dos mais avançados exames da medicina nuclear, é complementar a procedimentos convencionais e traz informações adicionais para a diferenciação de tumores benignos de malignos. Também tem demonstrado capacidade particular de avaliação da resposta à quimioterapia em pacientes com câncer de mama avançado.

A palestra será ministrada por Carlos Alberto Buchpiguel, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e diretor do Serviços de Medicina Nuclear do Instituto de Radiologia da FMUSP, e por Auro Del Giglio, da Faculdade de Medicina do ABC.

Mais informações: www.sbbmn.org.br ou (11) 3262-5438

Fonte: Agência Fapesp

Petrobras e a Mitsui constituem empresa de bioenergia

A Petrobras e a Mitsui assinaram no últimop dia 12, os documentos necessários à constituição de uma empresa no Brasil para investimentos em projetos de bioenergia, principalmente etanol para o mercado japonês, além de geração de energia elétrica a partir do bagaço de cana. Cada companhia participará com 50% na nova empresa.

Os novos projetos terão como foco o atendimento à futura demanda japonesa de etanol. Serão implantados tendo como princípio atender às exigências sócio-ambientais e de eficiência energética relacionadas à produção de biocombustíveis em unidades denominadas Complexos Bioenergéticos - CBio.

A empresa será denominada Participações Nippo Brasileira em Complexos Bioenergéticos S.A. e sua criação está alinhada com o planejamento estratégico da Petrobras que prevê ampliar a atuação nos mercados de biocombustíveis, como empresa integrada de energia de referência mundial

Fonte: Agência Petrobras