quinta-feira, 13 de março de 2008

Impactos sociais e ambientais negativos gerados pelo incremento da atividade turística

Socio-environmental and economic impacts of the tourism and its repercussions in the local development: the case of the municipality of Itacaré Bahia

O aumento no fluxo turístico ocorrido nos últimos anos no município de Itacaré, no litoral sul da Bahia, e a falta de planejamento da atividade turística têm provocado um desenvolvimento “empobrecedor”, que ameaça o ciclo turístico na região. Esse é um dos diagnósticos de uma pesquisa realizada na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), na Bahia.

O estudo, de caráter exploratório, aponta o “crescimento desordenado” como uma das conseqüências mais graves da falta de planejamento no turismo local. Os resultados foram publicados na revista de desenvolvimento local Interações.

Segundo o autor da pesquisa, Elton Silva Oliveira, do Núcleo Temático de Turismo para o Desenvolvimento Regional da Uesc, o objetivo foi identificar os impactos socioambientais e econômicos do turismo e suas repercussões no desenvolvimento local.

“Os aspectos qualitativos foram priorizados em detrimento dos quantitativos devido ao caráter social do tema. O turismo em Itacaré tem se caracterizado por ser ecologicamente predatório, economicamente concentrador, socialmente iníquo e culturalmente alienante”, disse Oliveira.

Embora o município tenha melhorado sensivelmente seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), de acordo com o pesquisador a forma como a atividade turística se estabeleceu na região gerou aumento do custo de vida, degradação ambiental, elevação dos índices de prostituição e do tráfico de drogas, especulação imobiliária, importação de mão-de-obra e ocupação desordenada.

O pesquisador ressalta que Itacaré não dispõe de uma Secretaria de Turismo nem de um Conselho de Meio Ambiente e Turismo. “Não existe um plano oficial de desenvolvimento para o setor. Todas as decisões relevantes referentes à atividade no município são tomadas em Salvador pelo governo estadual, por intermédio da Secretaria de Turismo ou pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia”, afirmou.

Segundo Oliveira, locais que deveriam ser preservados foram transformados em zonas turísticas. É o caso da praia do Resende, área adquirida por um grupo belga que será transformada em um resort. Na praia da Engenhoca, um grupo português está construindo outro resort.

“Levando-se em consideração que Itacaré está dentro do remanescente da Mata Atlântica, deveria haver investimentos em uma modalidade de turismo mais brando, como o ecoturismo, de modo a garantir a preservação do meio ambiente. Contudo, observamos o rápido crescimento do turismo de massa, que gera alto impacto sobre o ambiente, pois requer grandes e constantes fluxos de visitantes”, ressaltou.

Oliveira explica que o turismo em Itacaré é sazonal, concentrado na alta estação e em alta estação diferenciada, no mês de julho. Mas no mês de janeiro há um fluxo de mais de 120 mil visitantes, número seis vezes maior que o da população do município, que é de 18.120, de acordo com o censo de 2000.

“Isso gera um grande impacto ambiental devido ao aumento dos efluentes que são despejados diretamente e sem tratamento no mar, contaminando as praias, sobretudo as urbanas, e dos resíduos sólidos coletados e armazenados em áreas inadequadas, que se transformam em lixões a céu aberto”, disse.

Arquitetura indonésia
De acordo com o autor da pesquisa, o fluxo de turistas aumentou consideravelmente a partir de 1998, com a conclusão da Estrada Parque, um trecho de 65 quilômetros ligando Ilhéus a Itacaré. Segundo ele, o quadro tende a se agravar a partir de 2008, após a conclusão de um novo trecho de 43 quilômetros da estrada na direção norte, que ligará Itacaré a Camamu.

“A inauguração desse trecho está prevista para este mês. O fluxo de turistas poderá dobrar ou triplicar rapidamente, uma vez que permitirá que o percurso feito de carro ou de ônibus entre Salvador e Itacaré seja realizado em apenas três horas”, disse.

Como conseqüência do processo, os preços se elevam. “Os nativos vendem suas propriedades e vão morar em áreas afastadas. Também houve um aumento no custo de vida. Os alimentos ficaram mais caros e, no fim das contas, a população nativa só ficou com os postos de trabalho de baixa remuneração”, apontou.

O impacto da atividade turística não se restringe ao campo econômico e à natureza. A comunidade local e sua cultura também sofreram modificações significativas, segundo Oliveira, que destaca a baixo auto-estima na comunidade.

“As principais festas e manifestações culturais, como a Festa de Reis e o Dois de Julho [data da emancipação política da Bahia], perdem força. No entanto, o Ano Novo e o Carnaval, que são festas do calendário turístico, ganham maior destaque e importância”, disse.

Além disso, segundo o autor, os casarões construídos no período áureo do cacau estão sendo substituídos por lojas, pousadas e restaurantes com arquitetura no estilo de Bali, na Indonésia. “Isso ocorre em função da ausência de leis e políticas públicas locais, que garantam a preservação e valorização do patrimônio artístico, cultural, histórico e natural da região”, disse.

Para Oliveira, é preciso haver um controle do fluxo turístico na região. Caso isso não ocorra, segundo ele, a própria atividade turística estará ameaçada. “O turismo deve ser planejado, administrado, monitorado e empreendido de modo a evitar danos à biodiversidade e ser ambientalmente sustentável, economicamente viável e socialmente eqüitativo”, afirmou.

Para ler o artigo Impactos socioambientais e econômicos do turismo e as suas repercussões no desenvolvimento local: o caso do município de Itacaré - Bahia, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.

Fonte: Alex Sander Alcântara / Agência Fapesp

Nova política industrial priorizará o desenvolvimento regional

A nova política industrial, que está sendo desenhada pelo governo federal, deverá ser lançada no próximo mês de abril com o foco no desenvolvimento regional. A informação foi repassada dia 11, por Rodrigo da Rocha Loures, vice-presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) aos participantes do Congresso Paranaense de Integração Universidade, Centro de Pesquisa e Empresa (Integra 2008).

Segundo Loures, o governo ainda não lançou a nova política porque aguarda a votação do orçamento da União que será apreciado hoje (12) pelo Congresso Nacional. O vice-presidente ainda explicou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Finep irão focar os trabalhos para atender a planos regionais.

Loures, que também é presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), afirmou que as federações estaduais das indústrias estarão apoiando o governo nas iniciativas de desenvolvimento regional. A proposta é mapear as cadeias produtivas locais para formalizar planos que possam trazer as demandas específicas das regiões.
Outra proposta da nova política, destacada por Loures, é a criação do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional. No ano passado, a CNI encomendou uma série de estudos para balizar as discussões do 2º Congresso Brasileiro de Inovação na Indústria, que aconteceu no mês de abril, em São Paulo.

Um desses estudos, produzido pelo Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Universidade Federal de Minas Gerais (Cedeplar-UFMG) propôs a criação do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional que seria formulado nos moldes dos fundos constitucionais. A administração desse fundo ficaria com a alta cúpula do governo e suas ações seriam articuladas com a política industrial e com as demais políticas setoriais. “O governo acolheu muitas contribuições levadas pela indústria ao novo plano, que são decorrentes de duas edições do Congresso Brasileiro de Inovação”, disse.

De acordo com Loures, a nova política também prevê ferramentas para que o BNDES, a Finep e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) “passem a funcionar para promover de forma efetiva a inovação”. Em sua avaliação, todos os atores envolvidos na área de inovação deverão se articular em torno de uma visão comum.

Fonte: Tatiana Fiuza / Gestão CT

39º Seminário de Redução de Minério de Ferro e Matérias-Primas - 3rd International Meeting on Ironmaking

Com a presença de renomados especialistas internacionais criteriosamente convidados pela comissão organizadora, será realizado em São Luís do Maranhão (MA), o 39º Seminário de Redução de Minério de Ferro e Matérias-Primas (3rd International Meeting on Ironmaking) e o 9º Simpósio Brasileiro de Minério de Ferro (2nd International Symposium on Iron Ore).

Os eventos ocorrerão entre os dias 22 e 26 de setembro, tendo a Vale como empresa-anfitriã e apoio das entidades internacionais AIST - Association for Iron & Steel Technology e VDEh - German Iron & Steel Institute.

A fase atual de preparação dos eventos compreende o recebimento dos resumos de trabalhos para compor a programação técnica. Os interessados em apresentar trabalhos nas sessões oral e pôster devem preencher os formulários respectivos de cada evento no portal da ABM, até o final do mês (31/03).

Trabalhos

Os resumos podem ser redigidos em Português, Espanhol ou Inglês.

Os temas dos resumos para o Seminário de Redução, que se encontra em sua terceira edição internacional, são:

- Alto-forno (Blast furnace)
- Tecnologia de sinterização (Sintering technology)
- Carvão, coqueria e carboquímicos (Coal, cokemaking and coal by-products)
- Injeções auxiliares em altos fornos (Auxiliary injections in blast furnaces)
- Controle e automação, simulação, modelamento matemático e fundamentos (Control and automation, simulation, mathematical modeling and fundamentals)
- Laboratório e técnicas de análise para controle de produtos e matérias-primas (Laboratory and analysis techniques for products and raw materials control)
- Tecnologia e aplicação de refratários (Refractories technology and application)
- Meio-ambiente (Environment)
- Reciclagem (Recycling)
- Auto-redução e aglomeração a frio (Self-reduction and cold bonded agglomeration)
- Tendências tecnológicas e novos processos (Technological trends and new processes)
- Uso de biomassa na siderurgia (Biomass usage in the steel industry).

Os temas dos resumos para o Simpósio de Minério, que realiza a segunda versão internacional, são:

- Caracterização (Characterization)
- Processamento mineral (Mineral processing)
- Modelagem, simulação, controle e automação (Modelling, simulation, controlling and automation)
- Aglomeração (Agglomeration)
- Comercialização de minério de ferro (Iron Ore commercialization)
- Manuseio de granéis (Materials handling)
- Geometalurgia (Geometallurgy)
- Reciclagem (Recycling)
- Manuseio de rejeitos - barragem de rejeitos, paste thickening, aproveitamento de rejeitos (Tailings management - tailings dam, paste thickening, residues upgrading)
- Meio Ambiente (Environment)
- Deposição de resíduos (Residues disposal)
- Engenharia de Projetos (Engineering projects).


Informações adicionais: Sandra Gomes ou Marli Ferreira. Pelo telefone 11 5534 4333, ramais 119 e 175, respectivamente.

Fonte: ABM

INPE do Brasil e DLR da Alemanha ratificam acordo para o desenvolvimento do sistema Mapsar

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Centro Espacial Alemão (DLR) assinaram no dia 10 de março, em Munique, Alemanha, acordo de continuidade dos trabalhos de desenvolvimento do sistema Mapsar.

Trata-se de um projeto conjunto entre as duas instituições para o desenvolvimento de um sistema de monitoramento ambiental por meio de um satélite com imageador radar. O acrônimo Mapsar corresponde a Multi Application Purpose SAR, onde SAR significa Radar de Abertura Sintética.

O documento foi assinado pelo diretor do Inpe, Gilberto Câmara, e pelo diretor do Instituto de Radar do DLR, Alberto Moreira, acompanhados de suas equipes técnicas. A nova etapa, denominada fase B, compreende o projeto detalhado do sistema, incluindo a configuração do satélite a ser produzido, do segmento solo e do segmento de aplicações (usuários). A fase B terá duração total de um ano e meio.

Segundo o Inpe, dadas as suas características funcionais, as principais vantagens da utilização de radares orbitais são a possibilidade de aquisição de imagens à noite (sem necessidade de iluminação solar) e a capacidade de imageamento através de nuvens e/ou fumaça. Essas potencialidades tornam o Mapsar uma ferramenta importante para observação de regiões tropicais, com foco principal na Amazônia.

Com grande parte do território coberta por floresta ombrófila densa, a aquisição de informações na Amazônia é complicada, não só pela alta freqüência de nuvens, como pela extensão, dificuldades de acesso e complexidade de clima e ambiente. Conseqüentemente, a possibilidade de obtenção de imagens produzidas pelo radar imageador representa um grande avanço no fornecimento de dados e no monitoramento do desmatamento.

O satélite de cerca de 500 quilos utilizará como módulo de serviço a Plataforma Multimissão, desenvolvida pelo Inpe. Cabe à Alemanha a concepção do instrumento radar e a análise de órbita.

Nessa cooperação, o programa Mapsar é dividido em iguais proporções entre Brasil e Alemanha. O acordo prevê total acesso dos engenheiros brasileiros à tecnologia utilizada pelo DLR. O custo total previsto para o programa é de 100 milhões de euros, incluído o lançamento, previsto para 2013.

Mais informações: www.inpe.br

Fonte: Agência Fapesp

Senai criará canal de comunicação entre seus centros de pesquisa e setor empresarial

O vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria, Rodrigo da Rocha Loures, disse dia 11, em entrevista ao Gestão CT, que o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) está organizando os seus centros de pesquisa de forma a criar um canal de comunicação entre institutos e o setor empresarial no âmbito do Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec).

Loures participou do Congresso Paranaense de Integração Universidade, Centro de Pesquisa e Empresa (Integra 2008), evento que acontece em Londrina (PR). Ele afirmou que o convênio assinado no último dia 5 entre o MCT e a CNI vai permitir que o Senai faça o plano diretor de seus centros de pesquisa e viabilize um projeto para atuar no Sibratec. O convênio assinado com o Senai, que é uma instituição associada à ABIPTI, prevê a destinação de R$ 2,6 milhões que serão aplicados em bolsas tecnológicas para pesquisa, concedidas pelo CNPq.

Para Carlos Roberto Rocha Cavalcante, superintende do Instituto Euvaldo Lodi, instituição também associada à ABIPTI, o Sibratec é extremamente oportuno. “Porque viabiliza um conjunto de ações entre empresas e centros de pesquisa com o objetivo de desenvolver a inovação. Tudo o que vier para contribuir com essa integração é bem-vindo”, disse.

Cavalcante salientou que o setor industrial está percebendo a necessidade de preparar melhor os empresários para esse diálogo com institutos e centros de pesquisa. O superintende explicou que o processo de desenvolvimento de inovação possui diversas etapas que não são claramente compreendidas pelo setor empresarial. “Estamos com muitas dificuldades na questão de contratos, por exemplo, que envolvem propriedade intelectual ou com o pagamento de pesquisadores depois que um novo produto inovador chega ao mercado”, observou.

Cavalcante contou que existem aspectos que são muito novos e não compreendidos pelos empresários e que a inovação é uma nova realidade. “A idéia é então aproveitar a oportunidade de que novos programas estão sendo lançados pelo governo para trabalhar com o setor empresarial e capacitar esse setor para que ele possa aproveitar de maneira mais efetiva os programas.”

Sibratec
O Sibratec foi criado no dia 21 de novembro de 2007, por meio do decreto nº 6.259, no âmbito do Plano Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional, lançado pelo governo federal. O decreto de criação da iniciativa determina que as atividades do sistema sejam organizadas na forma de redes, que poderão ser temáticas, conforme as prioridades da Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (Pitce).

Mais informações complementares sobre o Sibratec podem ser obtidas no endereço.

Fonte: Tatiana Fiuza / Gestão CT

14º Congresso da Sociedade Brasileira de Biologia Celular - SBBC


O 14º Congresso da Sociedade Brasileira de Biologia Celular (SBBC) será realizado de 27 a 30 de julho no Bourbon Convention Ibirapuera, em São Paulo.

O evento celebra os 30 anos da SBBC e tem organização da própria entidade, com apoio de diversas instituições. O objetivo é abordar diferentes processos biológicos com ênfase em áreas como sinalização celular, mobilidade, proliferação celular e morte, células-tronco, fisologia celular e desenvolvimento.

Sessões também serão dedicadas a políticas científicas e educacionais e ao desenvolvimento de softwares experimentais na área de educação da biologia celular. Grandes áreas como câncer, neurociências, biologia de reprodução, biologia vegeral e interação parasita-hospedeiro estarão representadas.

As inscrições poderão ser realizadas antes e durante o congresso.

Mais informações: http://www.sbbc.org.br/ttp://www.sbbc.org.br/


2010

XV Congresso da Sociedade Brasileira de Biologia Celular 

XV Meeting Brazilian Society for Cell Biology
Bourbon Convention Ibirapuera, São Paulo
Bourbon Convention Hotel Av Ibirapuera 2927 Moema São Paulo
24 a 27 de julho de 2010


Fonte: Agência Fapesp

RNP - Rede Nacional de Ensino e Pesquisa inaugura a Escola Superior de Redes de Porto Alegre (ESR-POA).

Na próxima terça-feira (18), a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP/MCT) inaugura a Escola Superior de Redes de Porto Alegre (ESR-POA). O projeto é uma parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e com sua Fundação de Apoio, a FAURGS. A Escola Superior de Redes da RNP privilegia um ensino prático. Os laboratórios são montados com ferramentas que reproduzem o ambiente de trabalho. As atividades propostas também espelham o dia-a-dia do profissional de Tecnologia da Informação e Comunicação.

Na unidade de Porto Alegre, as aulas nas áreas de Administração e projeto de redes, segurança e mídias de suporte à colaboração digital serão ministradas em laboratório com capacidade para 24 alunos. Cada um terá o seu próprio computador. A coordenação acadêmica do curso estará a cargo da profª Liane Tarouco, doutora em redes de computadores.

Há mais de 10 anos gerenciando a Internet acadêmica no Brasil, a RNP criou a Escola Superior de Redes com o objetivo de disseminar o conhecimento em tecnologias da informação e comunicação. O princípio que orienta a ESR é o da aprendizagem como construção do conhecimento por meio da resolução de problemas típicos da realidade do profissional.

O curso inaugural - Tratamento de incidentes de segurança – será realizado de 31 de março a 4 de abril. A turma conhecerá as fases do tratamento de incidentes de segurança, com simulações de casos, e também aprenderá como formar um grupo de atendimento a incidentes de segurança.

A cerimônia de inauguração da ESR-POA contará com as presenças do reitor da Universidade, José Carlos Ferraz Hennemann, do diretor-geral da RNP, Nelson Simões, do diretor-presidente da FAURGS, Nilton Rodrigues Paim, além de representantes dos ministérios da Ciência e Tecnologia.

A unidade da Escola Superior de Redes em Porto Alegre está localizada na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, no Centro de Processamento de Dados - Rua Ramiro Barcelos, 2574 - Portão K - Campus Saúde. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (51) 3308-5181 ou no endereço http://www.esr.rnp.br/local/rs-poa

A ESR
A primeira unidade da ESR foi criada em Brasília, em outubro de 2005, com apoio dos ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia, que reconhecem a necessidade de formação de recursos humanos em TIC no País. Em março de 2006, as unidades do Rio de Janeiro e de João Pessoa foram inauguradas. A ESR de Porto Alegre, que funcionará nas dependências da UFRGS, vem se juntar a essas três. Há previsão de abertura de outras unidades no Brasil ao longo dos próximos anos.

A ESR capacita profissionais do governo federal, de empresas privadas e público em geral. Mais informações sobre a programação de cursos nas quatro unidades da ESR são encontradas em http://www.esr.rnp.br/cursos/agenda/ .

Fonte: Agência CT

UFRJ comemora 70º aniversário do Professor Leopoldo de Meis

O Instituto de Bioquímica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro comemorará, nos dias 13 e 14 de março, o aniversário de 70 anos de seu fundador, o professor Leopoldo de Meis.

Dezenas de pesquisadores de diversas partes do país e do exterior confirmaram presença no evento. Juntos, relembrarão a história pessoal e profissional de um dos principais especialistas em bioenergética.

A comemoração será realizada a partir das 8h30 no Auditório Rodolpho Paulo Rocco do Centro de Ciências da Saúde da UFRJ, na Ilha do Fundão.

De Meis nasceu em março de 1939, no Egito. Veio com os pais para o Brasil ainda criança. Aos 18 anos ingressou na Faculdade de Medicina da então Universidade do Brasil (atual UFRJ). Graduou-se em 1961.

No fim da década de 1970, assumiu o cargo de professor de bioquímica da UFRJ e ingressou no então Departamento de Bioquímica Médica (que integrava o Instituto de Ciências Biomédicas). Mais tarde, teve importante atuação no processo de transformação que culminou na fundação do Instituto de Bioquímica Médica em 2004.

O pesquisador determinou o papel de duas substâncias (espermina e espermidina) no relaxamento muscular. Foi no estudo dessas substâncias que surgiram os questionamentos sobre o transporte de cálcio dessas células, que resultou em temas para anos de pesquisa.

Atualmente, de Meis se dedica ao estudo dos mecanismos de transdução de energia em sistemas biológicos, transporte ativo de íons e síntese e hidrólise de ATP.

Entre os títulos que recebeu estão o de doutor honoris causa da Universidade de Buenos Aires e a Medalha Carlos Chagas Filho de Mérito Científico.

Mais informações: (21) 2562-6762 ou 2270-1635

Fonte: Agência Fapesp

Gerente do Sebrae afirma que Programa Juro Zero não atendeu às expectativas

O gerente da Unidade de Apoio e Projetos do Sebrae Paraná, Agnaldo Gerson Castanharo, disse ontem (11), em Londrina (PR), que o Programa Juro Zero, que é desenvolvido pela Finep, em parceria com consórcios estaduais, não atendeu às expectativas. Castanharo participou do Congresso Paranaense de Integração Universidade, Centro de Pesquisa e Empresa (Integra 2008), evento que acontece até amanhã (13) e conta com o apoio da ABIPTI.

“Na verdade a gente tinha uma expectativa de que o Programa Juro Zero ia atender um número muito maior de empresas. E, apesar de fazermos as divulgações e seminários, percebemos que as empresas ainda não estão preparadas para saberem a importância do Juro Zero”, disse.

Castanharo avalia que a micro e pequena empresa ainda tem um viés da “auto-preservação” e entende que por ser pequena não deve fazer inovação. Ele conta que apesar dos esforços ainda não se conseguiu quebrar esse paradigma. “Acho que podemos melhorar a comunicação com o cliente para que possamos fazer da maneira como a gente imaginou [o Programa Juro Zero].”

Ele lembra ainda que o não atendimento às expectativas em torno do programa não é um caso específico do Paraná. “Imagino que o Juro Zero não teve a mesma projeção inicial prevista pela própria Finep. A impressão que eu tenho é que no Brasil todo o Juro Zero não teve a velocidade esperada que os parceiros gostariam, ou seja, os resultados esperados.”

Castanharo acredita que o programa é uma evolução, mas em número significativo pouco andou. Ele explica que no Paraná, atualmente, existem oito projetos em operação pelo Juro Zero, mas a meta era atender 40 projetos. Ele observa que há problemas ainda com as terminologias. Segundo Castanharo, embora o Manual de Oslo identifique as terminologias de inovação como incremental ou radical, na proposta que é encaminhada ao programa a questão não é bem traduzida. “Não se consegue identificar claramente qual é a inovação e o especialista ainda fica na dúvida se é ou não inovação.” O gerente avalia que, embora se entenda que a inovação pode ser em diversas áreas da empresa, como na logística, no processo de gestão, na automação, sempre os projetos são voltados aos produtos. “Até isso pode estar desviando os resultados esperados”, ressaltou.

Castanharo lembra que as empresas ainda podem participar do programa. No Paraná, foi feito um adendo ao contrato com a Finep e a Federação das Industrias do Estado (Fiep) para que o programa tivesse continuidade até junho.

Informações complementares sobre o Juro Zero podem ser obtidas no endereço: http://www.jurozero.finep.gov.br

Fonte: Tatiana Fiuza /Gestão CT

Baixa participação dos municípios na área de C,T& I

O diretor Regional Sul do Fórum Nacional de Secretários Municipais da Área de C&T, Ercílio Santioni, disse ontem (11), em Londrina (PR), durante o Congresso Paranaense de Integração Universidade, Centro de Pesquisa e Empresa (Integra 2008), que poucos municípios no Brasil possuem atividades na área de ciência e tecnologia.

Santioni, que é secretário de Indústria, Comércio e Turismo da Prefeitura de Maringá (PR), lembrou que no Paraná nenhum município possui uma secretaria de C&T ou sequer um fundo específico para o setor. “Geralmente, as prefeituras possuem programas de descontos de tributos para as atividades que envolvem C&T, mas fundos para a área só o estadual”, observou.

Para o gerente da Unidade de Apoio e Projetos do Sebrae Paraná, Agnaldo Gerson Castanharo, as prefeituras deviam aproveitar que existe um projeto de lei tramitando na Câmara dos Deputados, que prevê o aporte de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) para fundos municipais, e trabalhar para criarem os fundos específicos para a área. “Esses recursos poderão contribuir para o desenvolvimento dos municípios”, salientou.

Santioni lembrou que o Fórum de Secretários Municipais tem trabalhado para mobilizar os municípios de todo o país para a importância da C&T. Ele salientou o diálogo que o fórum tem tido com o MCT e o apoio recebido do ministério para a realização dos cursos de capacitação de agentes locais em todas as regiões do país. Uma parceria entre o MCT e o fórum vai permitir a realização de cinco cursos. O primeiro aconteceu em Ananindeua (PA), no mês passado. O próximo curso está agendado para o dia 25 de março, em São Carlos (SP). “Nossa proposta, primeiramente, é atender 30 pessoas. Se conseguirmos isso, teremos no Brasil 150 agentes para nos apoiar a mobilizar as prefeituras sobre a importância de uma estrutura municipal para a área de C&T.”

Santioni disse que o trabalho de mobilização é complexo. Ele citou o exemplo do Paraná que possui apenas nove municípios integrados ao fórum. A proposta, segundo o diretor, é que os municípios possam participar das ações do fórum na busca de recursos para o desenvolvimento local. “O fórum é o único interlocutor dos municípios junto ao governo federal”, observou.

A ABIPTI faz a secretaria executiva do Fórum Nacional de Secretários Municipais da Área de C&T e informações adicionais podem ser obtidas no endereço: www.forum-municipal.org.br .

Fonte: Tatiana Fiuza / Gestão CT

Fatos e Números do Brasil Florestal


A Sociedade Brasileira de Silvicultura (SBS) disponibiliza para consulta on-line o documento: Fatos e Números do Brasil Florestal.

O documento pode ser acessado através do endereço eletrônico: http://www.sbs.org.br/FatoseNumerosdoBrasilFlorestal.pdf

Fonte: Sbef News

Seminário de Boas Práticas de Gestão de Unidades de Design

Na próxima sexta-feira (14), a ABIPTI realiza o Seminário de Boas Práticas de Gestão de Unidades de Design. O evento, que será coordenado pela unidade de Informação e Gestão Tecnológica (IGT) da Associação, terá início às 9h no prédio da Eletronorte, em Brasília. O encontro tem como objetivo apresentar as Melhores Práticas de Gestão das instituições participantes do Projeto Excelência em Gestão de Unidades de Design no Ciclo 2007, tendo como base os relatórios de avaliação elaborados pela banca de examinadores do Programa de Excelência na Gestão de Instituições Tecnológicas. O projeto está finalizando seu 3º Ciclo, que contou com a participação de 23 unidades de todo o país.

A programação conta com a participação do empresário Luciano Zorzal, de Vitória, Espírito Santo. A empresa Hiper Simplice, de sua propriedade, foi a ganhadora do Prêmio Master Empresarial Ciclo 2007, do Espírito Santo, na categoria Serviços. Além deste, o evento também terá a palestras de representantes das seguintes instituições: Incubadora de Design do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Universidade de Brasília; Núcleo Design Moveleiro do Espírito Santo; Centro Pernambucano de Design e Instituto Nacional de Tecnologia (INT).

O evento tem como parceiros o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) e o Programa Brasileiro de Design (PBD).

Os critérios de boas práticas que serão apresentados abrangem liderança, estratégias e planos, clientes, sociedade, informação e conhecimento, e processos. Ao final, o consultor da ABIPTI, Helio Nehrer, conduzirá um debate sobre oportunidades de melhorias e o gerente da IGT, Alceu Castello Branco, apresentará novas propostas para o ciclo 2008.

Projeto
O projeto Excelência em Gestão de Unidades de Design teve início em 2004 e contou com um grupo piloto de 13 unidades. O objetivo do projeto é oferecer às instituições prestadoras de serviços de design as ferramentas adequadas à melhoria contínua das suas práticas de gestão, com vistas a ampliação da comunicação destas unidades com o mercado, garantindo qualidade e resultados nos serviços prestados.

Fonte: Gestão CT