terça-feira, 11 de março de 2008

Oliver Smithies analisa o uso de células-tronco em pesquisas

Antes da esperada decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o futuro das pesquisas com células-tronco embrionárias humanas no Brasil, o britânico naturalizado norte-americano Oliver Smithies, ganhador do Prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia em 2007, esteve em São Paulo e aproveitou o importante assunto.

Segundo o professor da Escola de Medicina da Universidade da Carolina do Norte, há um grande mal entendido em relação ao significado de uma célula-tronco embrionária estar viva ou morta.

“Assim como sabemos se uma planta ou um animal estão vivos, também podemos identificar vida em uma célula-tronco embrionária humana e, quando a descartamos, estamos condenando o potencial da célula e outras pessoas à morte. No momento em que a reutilizamos, podemos reconstituir tecidos e outras partes dos seres humanos, fazendo com que a célula cumpra seu papel de doadora de vida”, disse.

Smithies ministrou, na tarde de segunda-feira (10/3), em São Paulo, a palestra de abertura do 1º Simpósio Brasileiro de Tecnologia Transgênica, promovido pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Até 12 de março, o evento colocará em discussão o potencial terapêutico e econômico da aplicação da transgenia em animais.

Aos 82 anos, Smithies afirmou que ficaria muito contente se, quando morrer, partes de seu corpo puderem ser utilizadas para salvar outras vidas. “Da mesma forma, se em vez de serem descartados, os embriões humanos forem usados para fins terapêuticos, eles contribuirão para manter a vida.”

“Acredito que, em breve, o uso das células-tronco embrionárias será naturalmente aceito e fará parte do cotidiano da ciência”, apontou Smithies, que, ao lado de Mario Capecchi e Martin Evans, recebeu o Prêmio Nobel por ter desenvolvido uma técnica conhecida como “nocaute genético”, que permite apagar genes para a modificação do genoma de células-tronco embrionárias de camundongos.

A partir do conhecimento de que determinados genes causam doenças humanas específicas, por meio da técnica é possível modificar esses mesmos genes em uma célula-tronco embrionária de cobaia e criar um novo camundongo transgênico com uma modificação genética que imite a doença, de modo que sejam testadas, por exemplo, novas drogas para seu tratamento.

“A técnica consiste no isolamento das células dos embriões dos animais para a posterior alteração dos genes de interesse. Com isso, identificamos genes-alvo e os perturbamos até eles desaparecerem, visando à geração de outros animais modificados que servirão de modelo para o estudo de doenças humanas”, explicou.

Modelos animais
Smithies lembrou que esses avanços tiveram início em uma iniciativa ousada de Evans que, em 1985, isolou pela primeira vez células-tronco embrionárias de um camundongo e as levou, no bolso, até o laboratório do grupo. “Foi quando começamos a estudar esse tipo de célula. Desde então, conseguimos os primeiros camundongos com os genes alterados”, lembrou.

Para João Bosco Pesquero, diretor do Centro de Desenvolvimento de Modelos Experimentais para a Medicina e Biologia (Cedeme) da Unifesp, com a técnica de Smithies e colaboradores será possível gerar animais transgênicos com modificações de interesse medicinal em seu genoma.

“Os modelos animais podem auxiliar no entendimento de como certas doenças surgem, se propagam e devem ser tratadas”, disse o organizador do simpósio. Nesse caso, não estaria descartado o tratamento de pacientes com algum tipo de disfunção genética utilizando terapias celulares que modificam genes dos indivíduos.

Smithies, que trabalha com biologia molecular desde antes de 1953, quando ainda não era demonstrado que o DNA era responsável pela transmissão de características hereditárias, atualmente utiliza células-tronco embrionárias para desenvolver outras cobaias que são usadas no estudo de doenças como fibrose cística, hipertensão e problemas renais.

Fonte: Thiago Romero /Agência Fapesp

Resultados do debate : A Ciência Brasileira hoje - o que falta para atingirmos reconhecimento de excelência?

Pesquisas realizadas com biocombustíveis fizeram do Brasil uma referência internacional no setor. O País também está inserido na lista das 25 nações que detêm 98% da ciência mundial. Mas, apesar dos avanços ainda existem obstáculos que impedem o desenvolvimento nacional. Essas foram algumas conclusões apresentadas por pesquisadores, professores e estudantes que participaram do debate "A Ciência Brasileira hoje: o que falta para atingirmos reconhecimento de excelência?". O evento marcou a abertura do ano acadêmico da pós-graduação do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF/MCT).

Durante o encontro, realizado no último dia 6, foram abordados temas como a qualidade e a repercussão das pesquisas realizadas no País, tendo em vista os avanços da ciência nos últimos dez anos. O encontro reuniu os professores Jorge Almeida Guimarães, presidente da Capes, Jacob Palis, presidente da Academia Brasileira de Ciências  (ABC), Luiz Hildebrando Pereira da Silva, diretor do Centro de Pesquisas de Medicina Tropical, Egberto Gaspar de Moura, representante da Faperj, e Constantino Tsallis, pesquisador do CBPF.

Para o presidente da Capes, Jorge Guimarães, apesar das várias dificuldades enfrentadas, os avanços da ciência brasileira são notórios. Ele destacou que a Capes organizou, durante as reuniões da SBPC nos últimos anos, mesas de discussão sobre o tema. De acordo com ele, a conclusão tem sido a mesma. "Mesmo não tendo recebido o reconhecimento de um prêmio como o Nobel, o País é considerado referência em algumas áreas, como a de biocombustíveis, e já se encontra na frente de países como Suíça e Suécia", disse.

Jacob Palis lembrou que a boa colocação não significa que devemos ficar satisfeitos. "Não devemos nos preocupar com uma produção menor. Temos que buscar a qualidade", disse. Assim como o presidente da Capes, ele acredita que um dos principais problemas do Brasil é a ausência de massa crítica e de um prêmio que garanta maior visibilidade aos pesquisadores brasileiros. Para isso é preciso mais ousadia e mais cooperação científica internacional.

O diretor do Centro de Pesquisas de Medicina Tropical, Luiz Hildebrando, reiterou que esse hábito de "só pensar no próprio jardim" e não buscar a colaboração de outras instituições é uma das ambigüidades da ciência brasileira, junto à ausência de espaço para a pesquisa em ciência fundamental. Para ele, é necessário estimular a formação de uma elite e o desenvolvimento de lideranças, capazes de constituir a massa crítica favorável ao crescimento da pesquisa científica no País.

Constantino Tsallis acrescentou que é necessários ousadia. De acordo com ele, é mais fácil receber apoio em projetos de menor risco, mas lembrou que apenas projetos ousados têm chance de obter maior visibilidade e concorrer a prêmios importantes. Para Tsallis é preciso promover o debate entre pesquisadores e responsáveis por agências de fomento sobre como avaliar projetos de risco. Ele defende ainda a flexibilização das regras e a desburocratização de processos. Egberto de Moura, representante da Faperj, reiterou a iniciativa da instituição em manter em 2008, suas principais linhas de fomento para pesquisadores do Estado.

Fonte: Agência CT

Farmacore aposta no composto 227 para entrar no mercado de medicamentos

Uma empresa pequena com potencial gigante. Assim o farmacêutico Fábio Cícero de Sá Galetti define a Farmacore Pesquisa & Desenvolvimento em Biotecnologia, de Ribeirão Preto (SP), fundada por ele e pela administradora de empresas Helena Faccioli Lopes em 2005. A declaração do jovem empresário, de 30 anos, não é ilusória. Com a ajuda do PIPE, o programa da Fapesp que apóia as pequenas inovadoras, a Farmacore descobriu uma substância que poderá revolucionar o tratamento da tuberculose: o composto 227, que já demonstrou alto potencial terapêutico em testes com camundongos. Embora a comercialização do composto dependa da realização de testes em seres humanos — o que pode levar anos para acontecer —, Galetti se diz esperançoso. "Trata-se de uma droga com boa eficácia, de fácil síntese, muito barata e de pouca toxicidade", afirma. "Então, realmente é um produto em potencial."

Se tudo der certo, a Farmacore terá um grande mercado diante de si. Reconhecida como emergência global em 1993 pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a tuberculose ainda mata muita gente em todo o mundo — só no Brasil, que oscila da 13ª à 15ª colocação entre os países com maior incidência da doença, são pelo menos 6 mil pessoas por ano, a maior parte delas carentes e desnutridas — e seu tratamento é demorado. De acordo com Galetti, o paciente precisa tomar um coquetel de fortíssimos antibióticos, que não pode ser interrompido em hipótese alguma, durante seis meses no mínimo. "Uma das drogas no mercado atualmente foi descoberta em 1952", conta. "Há mais de meio século se utiliza esse composto para o combate à doença. Existia a necessidade mais que urgente da descoberta de novas classes de compostos que pudessem auxiliar no processo de cura da doença com mais rapidez."

A Farmacore já está se preparando para pedir a patente da ação antimicobacteriana do composto 227. O pedido será depositado juntamente com a Universidade de São Paulo (USP), que também participou da descoberta da substância. "A concorrência nesse setor existe com muita força", enfatiza Galetti, justificando a necessidade do patenteamento. "Várias frentes de trabalho de grandes indústrias farmacêuticas também estão buscando novas moléculas para o mercado da tuberculose."

Nascimento
A Farmacore nasceu a partir dos trabalhos do Instituto do Milênio de Pesquisas em Tuberculose (IMPT), criado pelo professor Célio Lopes da Silva dentro da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP. "A Farmacore surgiu da percepção de um grupo de pesquisadores da academia de que os programas de P&D&I em biotecnologia no Brasil estavam limitados aos muros de universidades e centros de pesquisas — os quais, por sua própria natureza institucional, não são habituados a realizar desenvolvimento de processos em escala nem a promover a transferência de tecnologia", conta a administradora Helena, uma estudiosa da área de biotecnologia com experiência na formação de outra empresa desse segmento, cujo nome ela não quer revelar.

"Em contrapartida, os representantes do setor na área industrial, que se encontra em expansão, ainda sofrem com a falta de recursos humanos qualificados e não possuem uma política interna consolidada de investimentos maciços em P&D&I", observa ela. Na Farmacore, no entanto, não falta gente capacitada. A empresa tem ao todo oito colaboradores: os dois sócios — formado pela Universidade Metodista de Piracicaba, Galetti defenderá em abril sua tese de doutorado em biotecnologia na USP de Ribeirão —, o professor Célio, que é o consultor de todos os projetos, um pós-doutor, um doutor, dois mestres e três graduandos na área farmacêutica. A equipe é reforçada pela colaboração de pesquisadores da área de P&D&I de produtos e processos biotecnológicos e por parcerias com instituições científicas e tecnológicas (ICTs).

Os três QGs
A Farmacore está sediada até hoje no campus da USP em Ribeirão Preto e dispõe de três espaços para conduzir suas atividades. O mais antigo é o laboratório do professor Célio, onde foram realizadas as primeiras pesquisas sobre compostos contra tuberculose. Os outros dois entraram em operação no começo de 2008: um laboratório recém-construído no prédio da FMRP, obtido por meio de um convênio com a faculdade, e duas salas conjugadas na incubadora de empresas Supera, da qual a Farmacore faz parte há um ano. Todos os espaços estão sendo adequados aos Requisitos Gerais para Competência de Laboratórios de Ensaio e Calibração e Boas Práticas de Laboratório, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), e também às normas do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro).

A empresa já usa o novo laboratório da FMRP para testar o composto 227 e outras substâncias em pequenos roedores, que ficam distribuídos em uma parede cheia de gaiolas. As duas salas na Supera, que somam 48 metros quadrados — o dobro da área geralmente oferecida pela incubadora às suas hóspedes —, foram reservadas para preparo de reagentes, esterilização, escalonamento e engenharia molecular. Elas têm cantos arredondados para evitar o acúmulo de impurezas e contam com o chamado sistema passe-partout em todas as suas microssalas. Esse sistema não permite o contato entre os cientistas que trabalham no local, diminuindo as chances de contaminações.

O PIPE
A Farmacore submeteu seu pedido de financiamento ao PIPE da Fapesp em julho de 2006. Como Galetti já havia detectado resultados animadores no laboratório do professor Célio, o projeto, intitulado "Avaliação da Atividade Antimicobacteriana e Segurança Terapêutica do Composto 227", foi aprovado em dezembro do mesmo ano diretamente para a Fase II do programa. "Não precisamos provar a viabilidade técnica do nosso projeto", explica o farmacêutico. A empresa recebeu R$ 307 mil da Fapesp e está usando esse dinheiro para adquirir equipamentos e contratar serviços de terceiros. "O valor foi importante para a obtenção da infra-estrutura mínima necessária para o desenvolvimento das pesquisas", salienta Helena.

Um dos equipamentos de tecnologia de ponta comprados com os recursos do PIPE foi o Bioflo 415, um fermentador importado de larga escala com capacidade para 20 litros. "Posso dizer com certeza que este modelo é o único da América do Sul", diz Galetti, orgulhoso, mostrando a máquina gigante, que já está funcionando. Ela é importante para a empresa porque consegue trabalhar com os fármacos em larga escala, oferecendo exatidão no fluxo de oxigênio, na temperatura e na velocidade da agitação.

Futuro
Somente em 2007, a Farmacore testou mais de 2 mil compostos da biodiversidade nacional vindos de fungos, algas, bactérias e plantas, além de compostos de síntese química, buscando encontrar novas drogas em potencial contra a tuberculose. Conseguiu extrair 46 compostos que combatem o bacilo da tuberculose e, dentre eles, encontrou duas novas moléculas com melhor atividade contra a doença do que a dos medicamentos encontrados hoje no mercado — uma delas é justamente o composto 227.

Por enquanto, o foco da empresa continuará sendo o desenvolvimento de pesquisas como essa. Mas, no curto prazo, seu objetivo é trabalhar com prestação de serviços em estudos pré-clínicos e clínicos de vacinas, fármacos e biofármacos, e também desenvolver compostos para vacinas a partir de DNA, terapia celular e imunoterapia de doenças como câncer, aids e tuberculose.

Outro plano da empresa para o futuro é se consolidar dentro do projeto do Parque Tecnológico de Ribeirão Preto (PTRP). O projeto é uma iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), da prefeitura de Ribeirão Preto e da USP para fazer do município um grande pólo tecnológico em saúde humana, animal e vegetal, biotecnologia, agronegócio, tecnologias da informação e comunicação e no setor médico-hospitalar. Ribeirão Preto já ocupa o quarto lugar no Estado na área de desenvolvimento de saúde e tecnologia hospitalar.

Fonte: Lívia Komar / Inovação Unicamp

Pesquisa aponta ligação entre seca e aquecimento

Fenômeno que atingiu a Amazônia em 2005 teria sido intensificado - Um estudo realizado por cientistas brasileiros indica que o aquecimento global pode ter piorado a seca que atingiu a Amazônia Ocidental em outubro de 2005, uma das mais severas já registradas na região. Na época, rios caudalosos, como o Solimões, secaram a ponto de a navegação ser interrompida.

A pesquisa foi publicada na revista Philosophical Transactions of the Royal Society B. É uma análise da influência do aquecimento anormal das águas superficiais do Atlântico Tropical Norte no fenômeno.

Os oceanos estão cerca de 0,6°C mais quentes devido à elevação da temperatura global. Estudos prévios indicam que o Atlântico Tropical Norte está 0,5°C mais quente do que há 50 anos. E, naquele ano, a média ali era de 1°C a mais.

Isso teria induzido a uma mudança na circulação atmosférica naquele setor do Atlântico e, por conseqüência, a uma alteração nos ventos sobre a Amazônia. O efeito máximo, afirmam os cientistas, aconteceu no sudoeste e no oeste da Amazônia em agosto, setembro e parte de outubro - mês que normalmente já traz as chuvas do “inverno amazônico”.

A Amazônia sofre ciclos sazonais de seca e chuva. Contudo, uma seca daquela proporção é rara, especialmente na região ocidental.

“Está mostrado que a gênese da seca foram as águas quentes do Atlântico Tropical Norte. O aquecimento global já esquentou os oceanos e parte da razão de o Atlântico ter estado mais quente vem do aquecimento global”, diz o climatologista Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), um dos autores do estudo (que foi liderado por seu colega José Marengo). “Pode-se concluir que, não a existência da seca, mas sua intensidade, pode ter dependido de quão quente esteve o oceano - e isso, em parte, se deve ao aquecimento global.”

Exatamente pelo fato de ser um fenômeno raro, o climatologista afirma que existem poucos dados sobre ele. Nobre é, portanto, cuidadoso em sua avaliação e afirma que ainda não é possível explicar, por exemplo, todo o mecanismo que provoca a seca na Amazônia Ocidental, tampouco a chuva intensa (“dilúvio”, como chamou) que se seguiu.

“A dinâmica do sistema climático é extremamente complexa e precisamos demonstrar exatamente o que aqueles 0,5°C mais quentes, devido ao aquecimento global, influenciaram naquela seca”, afirma. “Isso é mais difícil, mas as nossas pesquisas continuam.”

O mesmo aquecimento anormal do Atlântico Norte parece ser fornecido mais energia ao furacão Katrina, que devastou a cidade de Nova Orleans no mesmo ano. (Cristina Amorim / O Estado de S.Paulo)

Fonte: Ecodebate

Divulgado o resultado da Fase 4 da Olimpíada Brasileira de Química - OBQ 2007

Foi divulgado o resultado da Fase 4 da Olimpíada Brasileira de Química (OBQ) 2007. Ao todo, 15 estudantes foram classificados para as duas últimas etapas do concurso. Ao final, quatro deles serão selecionados para representar o país em competições sobre química no exterior.

Entre os alunos aprovados, oito são de São Paulo, seis do Ceará e um do Rio de Janeiro. Nesta etapa, os estudantes passaram por exames de avaliação de conhecimentos em laboratórios de química. Os testes ocorreram no final de janeiro.

Na próxima fase, que acontece de 17 a 29 de março, os 15 selecionados participarão do 6º Curso de Aprofundamento e Excelência em Química. Nele, os alunos ficarão em tempo integral no campus da Universidade Federal do Piauí (UFPI), em Teresina (PI), assistindo a palestras, visitando laboratórios e aprofundando os conhecimentos em química. A proposta é nivelar os conhecimentos dos estudantes para participarem dos exames da última fase em iguais condições. A sexta etapa está agendada para o dia 26 de abril.

Os quatro estudantes selecionados ao final da OBQ representarão o Brasil na 40ª International Chemistry Olympiad, que acontece em julho, na cidade de Budapeste (Hungria), e na 13ª Olimpíada Iberoamericana de Química, que ocorre em outubro, em Heredia (Costa Rica).

A Olimpíada Brasileira de Química é direcionada aos estudantes dos ensinos médio e técnico de todo o país. Nesta edição, o torneio teve cerca de 164 mil inscritos. Ela é realizada pela Associação Brasileira de Química (ABQ) e conta com o apoio de diversas entidades, como o Banco do Nordeste, a Petrobras e o CNPq.

A lista completa dos estudantes selecionados pode ser acessada no endereço: http://www.obq.ufc.br/resultadovideo2008.htm

Fonte: Gestão CT

INPI reúne especialistas britânicos para discutir ativos intangíveis

No próximo dia 12 de março, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) vai promover um encontro entre especialistas brasileiros e britânicos no seminário “Da bancada ao mercado: comercialização de ativos intangíveis”. O evento acontece no Rio de Janeiro (RJ), na sede do INPI, às 9h.

A iniciativa faz parte do “Ciclo de Estudos em Propriedade Intelectual e Desenvolvimento Brasil - Reino Unido” que é organizado pela Embaixada Britânica e pela Academia de Inovação e Propriedade Intelectual do INPI. O seminário será aberto pelo professor Robert Pitkethly, do Centro de Pesquisa em Propriedade Intelectual Oxford.

Segundo informações do INPI, o encontro ainda contará com a palestra de Jerson Lima da Silva, diretor científico da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), e Marli Elizabeth Ritter dos Santos, coordenadora do Escritório de Transferência de Tecnologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (21) 2139-3232.

Fonte: Gestão CT

Proinfo Integrado capacitará 100.000 professores em 2008

A partir de abril, o Ministério da Educação (MEC) implementará um amplo projeto de formação de professores e gestores da rede pública de ensino para utilização de tecnologias da informação em sala de aula. É o Programa Nacional de Formação Continuada em Tecnologia Educacional (ProInfo Integrado), cuja meta é capacitar 100 mil participantes somente neste ano.

Os interessados já podem fazer suas inscrições nas secretarias de educação de seus Estados.

De acordo com o secretário de Educação a Distância do ministério, Carlos Eduardo Bielschowsky, o Proinfo Integrado faz parte de um conjunto de ações voltadas para a dinamização da sala de aula. Ele avalia que para garantir essa melhoria, é necessário ir além da distribuição de laboratórios de informática, oferecendo cursos aos professores e também conteúdo pedagógico adequado.

O secretário lembra que a expectativa é formar 240 mil professores até 2010. “Ao final deste ano, já teremos em média cinco professores preparados para inserir ferramentas inovadoras em cada escola beneficiada pelo ProInfo Integrado”, afirmou, em notícia publicada no site do MEC.

O programa oferecerá, durante os meses de abril, maio e junho, dois cursos. O primeiro, com carga horária de 40 horas, é de introdução à educação digital. Ele tem como objetivo familiarizar, motivar e preparar os professores para a utilização de recursos básicos de computadores e internet. O segundo, cuja carga horária é de cem horas, abordará o potencial pedagógico das tecnologias, preparando os professores para planejar e utilizar as tecnologias da informação e comunicação (TICs) em situações de ensino e aprendizagem na escola.

De acordo com o MEC, os dois cursos serão oferecidos de forma independente. Num primeiro momento, eles serão destinados aos professores e gestores de escolas da rede pública de ensino que tenham recebido laboratórios de informática do ProInfo, a partir de 2005. Os computadores adquiridos já trazem o sistema operacional Linux Educacional, software livre especialmente criado para as escolas públicas brasileiras, contendo diversos conteúdos e ferramentas de produtividade.

Informações sobre as ações do ProInfo podem ser obtidas no endereço: http://sip.proinfo.mec.gov.br/entidade/entidade_cad_adesao_proinfo.php

Fonte: Gestão CT

Fapesp prepara o BIOEN - Programa de Pesquisas em Bioenergia

O Workshop sobre Bioenergia, realizado nesta segunda-feira (10/3) na sede da FAPESP, foi a última atividade oficial programada pelo Ano Brasileiro-Britânico da Ciência & Inovação antes de seu encerramento.

O evento, que reuniu pesquisadores britânicos e brasileiros, foi organizado pela Fundação paulista em parceria com a Embaixada Britânica e com o Biotechnology and Biological Sciences Research Council (BBSRC) do Reino Unido.

A sessão de abertura do evento contou com a participação de John Beddington, conselheiro-chefe para assuntos científicos do governo britânico, Martin Raven, cônsul-geral britânico, Steve Visscher, chefe executivo interino do BBSRC, Celso Lafer, presidente da FAPESP, e Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fundação.

No workshop, Brito Cruz apresentou as principais linhas do Programa de Pesquisas em Bioenergia da FAPESP (Bioen), que está em preparação. Os primeiros dois módulos do Programa são o de Pesquisa sobre a Produção de Biomassa e o de Pesquisa em Cooperação entre Empresas e Universidades.

O módulos sobre biomassa se baseia no esforço iniciado pela FAPESP em 2000. “O Projeto Genoma da Cana-de-Açúcar foi a base do programa para biomassa. Nosso objetivo é, a partir da base estabelecida, criar conhecimento relacionado a fontes renováveis de energia”, disse.

O programa tem seis módulos temáticos: produção da biomassa, incluindo principalmente o melhoramento da cana-de-açúcar para produção de energia; produção de etanol e outros produtos a partir de açúcares e celulose; novos processos em alcoolquímica; células a combustível com base em etanol; economia do etanol; e produção de bioenergia e meio ambiente.

“O programa não se refere apenas ao etanol e sim à bioenergia de modo geral, mas a nossa expertise se concentra atualmente na produção de etanol. O Bioen incluirá pesquisa acadêmica e ações conjugadas entre universidade e empresa”, explicou Brito Cruz.

O Bioen articula a pesquisa básica sobre biomassa aos convênios concretizados entre a FAPESP e empresas do setor. Estão em vigor acordos com a Oxiteno na área de materiais lignocelulósicos, com Braskem em alcoolquímica e com a Dedini na área de desenvolvimento de processos.

Segundo Brito Cruz, o novo programa trabalhará com temas como: transformação genética e genômica evolutiva e estrutural de cana-de-açúcar e outros vegetais; desenvolvimento de novos cultivares; prospecção de caracteres de interesse nos aspectos de bioquímica, fisiologia e agricultura; continuidade da análise do transcriptoma, proteoma e metabolismo de plantas.

O programa também tem foco no estudo de marcadores moleculares, no mapeamento físico, genético e molecular de genomas, em redes metabólicas da produção de carboidratos e sucrose, na função e estrutura das paredes celulares, em bioinformática, nos impactos das mudanças climáticas e nas questões de transferência de tecnologia e propriedade intelectual.

Brito Cruz destacou que o Estado de São Paulo é uma potência mundial em relação à produção de etanol. “É responsável por dois terços do total da produção brasileira de etanol. E o Brasil – um dos poucos países do mundo em que uma fração considerável da energia usada é proveniente de fontes renováveis, chegando perto de 50% – produz hoje 42% do etanol no planeta.”

No entanto, segundo o diretor científico da FAPESP, o interesse estratégico do Brasil não é dividir com os Estados Unidos um monopólio mundial do etanol. “A disseminação do uso de biocombustíveis depende de haver muitos outros produtores. Queremos dominar tecnologia tecnologias que possam ser transferidas para que outros países produzam também, fazendo com que o etanol seja mundialmente difundido”, disse.

Fonte: Fábio de Castro /Agência Fapesp

1ª Olimpíada de Língua Portuguesa – Escrevendo o Futuro

Estão abertas, até 14 de abril, as inscrições para a primeira edição da Olimpíada de Língua Portuguesa – Escrevendo o Futuro. Realizado pelo Ministério da Educação (MEC) e pela fundação Itaú Social (FIS), o concurso tem o objetivo de melhorar o ensino da leitura e da escrita nas escolas do país.

O torneio é dividido em três categorias. A primeira é direcionada aos alunos da 4ª e 5ª séries ou 5º e 6º anos. Nela, os estudantes deverão escrever textos em forma de poesia. Na segunda modalidade, as redações devem transcorrer sobre memórias.

Nesta, podem participar alunos das 7ª e 8ª séries ou 8º e 9º anos. Na terceira categoria, voltada para estudantes do Ensino Médio, os textos devem ser artigos de opinião. Em todos os casos, o tema base para as redações é “O Lugar Onde Vivo”.

A olimpíada é dividida em cinco etapas: escolar, municipal, estadual, regional e nacional. A etapa escolar recebe textos até 18 de agosto. A regional acontece em 8 de setembro. Já as três últimas fases serão realizadas, respectivamente, em outubro, novembro e dezembro. Os 500 alunos que chegarem até a etapa regional ganharão medalhas de bronze e livros. Já os 150 estudantes que alcançarem a última fase serão agraciados com medalhas de prata e aparelhos de som portáteis. Por fim, os 15 alunos, e seus respectivos professores, que vencerem a última etapa, nacional, receberão medalha de ouro, computadores e impressoras. Entre os vencedores serão cinco de cada categoria.

Para se inscrever, primeiramente as redes de ensino devem aderir ao concurso. Depois, as escolas e os professores devem fazer o cadastro online.

O acesso ao Termo de Adesão e à inscrição de professores pode ser feito no endereço: http://ww2.itau.com.br/itausocial/premio_escrev_fut/index.html.

O regulamento pode ser obtido no endereço eletrôncio: http://ww2.itau.com.br/itausocial/premio_escrev_fut/pdf08/regulamento.pdf

Fonte: Gestão CT

Empossada a comissão brasileira para implantação da UNILA - Universidade Federal da Integração Latino-Americana

Na última quinta-feira (6), o ministro da Educação, Fernando Haddad, deu posse aos 13 membros que farão parte da comissão de implantação da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila). A cerimônia ocorreu no Ministério da Educação (MEC) e contou com a presença do secretário executivo do MEC, Henrique Paim, e do secretário de Educação Superior, Ronaldo Motta.

De acordo com informações do ministério, os especialistas designados terão a responsabilidade de realizar estudos e atividades para o planejamento institucional e para a organização da estrutura acadêmica e curricular da futura universidade. Segundo Haddad, a integração dos países da América do Sul é uma necessidade emergente. “A criação da Unila representa a vontade do Brasil de dar passos mais largos no que se refere ao continente”, disse em notícia publicada no site do MEC.

Haddad também afirmou que a comunidade acadêmica da Unila deve pensar em todos os aspectos da integração no continente, no que tange às perspectivas culturais, econômicas e políticas. Para ele, a universidade pode ter um curso de letras, por exemplo, mas terá que abordar autores de diversas localidades da América do Sul.

Compõem a comissão: Hélgio Trindade, Alessandro Candeas, Carlos Roberto Antunes dos Santos, Célio da Cunha, Marcos Ferreira da Costa Lima, Mercedes Maria Cánepa, Gerônimo de Sierra, Ingrid Piera Andersen Sarti, Paulino Motter, Raphael Perseghini Del Sarto, Ricardo Brisolla Balestrini, Paulo Mayall Guillayn e Stela Maria Meneghel.

Unila
A universidade terá sede em Foz do Iguaçu, na tríplice fronteira brasileira, argentina e paraguaia. Será bilíngüe e deverá oferecer cursos nas áreas de ciências e humanidades, com o objetivo de formar estudantes que contribuam para a integração e o desenvolvimento regional do continente.

Segundo o MEC, a previsão é que a Unila atenda a 10 mil alunos e contrate 500 professores. O corpo docente terá 50% de professores da América Latina e 50% dos alunos também provenientes dos países do continente. A outra metade das vagas será destinada a professores e estudantes brasileiros. A previsão é que a Unila esteja em funcionamento em 2009.

Mais informações, no endereço www.mec.gov.br .

Fonte: Gestão CT

Inpe representa Brasil em workshop na África do Sul

A cooperação entre Brasil, Índia e África do Sul na área de oceanografia é tema de workshop que se realiza na África do Sul até a próxima sexta-feira (14). A organização do encontro é do Instituto MA-RE, da Universidade da Cidade do Cabo (UCT), e o patrocínio é da Fundação de Pesquisa da África do Sul (NRF). Pesquisadores dos três países apresentarão estudos de variabilidade e caracterização da cor do oceano, biogeoquímica oceânica, biodiversidade marinha e previsão de clima oceânico.

O Brasil será representado pelo pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT), Milton Kampel, que vê com otimismo a participação brasileira no evento. "Nossa participação realça a relevância das pesquisas desenvolvidas no Inpe e abre perspectivas para colaborações internacionais futuras", diz.

O Brasil também promoveu um workshop temático, em setembro de 2005, em Angra dos Reis (RJ). O novo encontro dará continuidade aos trabalhos iniciados anteriormente e deve resultar em novas propostas científicas e tecnológicas da parceira entre os três países.

Fonte: Agência CT

NACAD inaugura novos recursos computacionais

A Coordenação dos Programas de Pós-graduação de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ) inaugurou, na última quinta-feira (6), os novos recursos computacionais do seu Núcleo de Atendimento em Computação de Alto Desempenho (Nacad). De acordo com informações da Coppe, o núcleo, instalado na própria instituição, conta com novos equipamentos e ampliação do atual servidor, o que vai possibilitar dobrar sua capacidade.

O objetivo é atender às atuais e futuras demandas da comunidade científica brasileira, cuja produção requer cada vez mais rapidez de processamento e capacidade crescente de armazenamento de dados. A iniciativa faz parte do processo de renovação do Sistema Nacional de Processamento de Alto Desempenho (Sinapad).

Sinapad
O Sinapad é um programa do MCT composto por um conjunto de oito unidades, denominadas Centros Nacionais de Processamento de Alto Desempenho (Cenapads). O sistema interliga os núcleos de processamento das entidades participantes e permite que projetos acadêmicos e pesquisas científicas possam ser partilhados em uma rede de informática.

Compõem o Sinapad: Núcleo de Atendimento em Computação de Alto Desempenho (Nacad), Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC/MCT), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e universidades federais de Minas Gerais (UFMG), do Rio Grande do Sul (UFRGS), de Pernambuco (UFPE) e do Ceará (UFC).

O LNCC e o Inpe são instituições associadas à ABIPTI.

Mais informações na Coppe, pelo telefone (21) 2562-7022. Acesse, ainda, o endereço: www.lncc.br/sinapad .

Fonte: Gestão CT

Central Brasileira de Comercialização e Distribuição de Rã pesquisa efeitos benéficos do óleo de rã

Os donos da Central Brasileira de Comercialização e Distribuição de Rã sempre ouviram muitas histórias sobre o poder cicatrizante e antiinflamatório do chamado "óleo de rã", que é retirado de bolsas de gordura encontradas no intestino de anfíbios da espécie Rana catesbeiana Shaw.

Francisco Hikichi
, um dos sócios da empresa, tinha um conhecido do Rio Grande do Norte que chamava o óleo de "Asmarana" e costumava indicá-lo para o tratamento de problemas respiratórios como asma e bronquite. Onessi Rolim de Freitas, o outro sócio, tinha uma amiga que afirmava ter se curado de queimaduras de sol com o uso do óleo sobre a pele. Ele mesmo guarda uma história para contar: diabético, aplicou o óleo em cortes que não cicatrizavam e garante ter obtido resultados "animadores".

Decididos a investigar as propriedades farmacológicas do óleo de rã, Hikichi e Rolim recorreram ao PIPE, o programa da Fapesp que apóia as pequenas inovadoras. O projeto de pesquisa financiado pelo programa teve duas fases e durou ao todo dois anos e meio. No final, os sócios conseguiram a resposta que esperavam: o óleo de rã realmente ajuda a tratar feridas e inflamações. Animados com os resultados, os dois requisitaram a patente da técnica de extração do óleo e começaram a vendê-lo como matéria-prima para a produção de medicamentos e cosméticos. Em uma das vendas, para um fabricante de produtos capilares de Campinas (SP), receberam R$ 500 por dois litros do óleo; já a carne de rã congelada, que é o carro-chefe da empresa, custa R$ 28 o quilo. São necessárias quase 220 rãs para se obter um litro de óleo e apenas oito rãs, em média, para se obter um quilo de carne. Mas considerando que o óleo seria simplesmente descartado, seu comércio, e o de derivados, torna-se um bom negócio.

As vantagens do óleo de rã não param por aí: como mostrou a pesquisa financiada pelo PIPE, a substância não é tóxica e pode ser extraída de maneira fácil e barata. Essas características levaram Hikichi e Rolim a encaminhar mais um projeto à Fapesp — desta vez, para a Fase III do PIPE, a ser financiada pela fundação em parceria com a firma de capital de risco Imprimatur. Se o projeto for aprovado, a Central Rã vai usar os recursos do programa para desenvolver seus próprios produtos a partir do óleo, como protetores solares, por exemplo.

O começo
Rolim começou a criar rãs em seu sítio em 1999, quando se aposentou pela Telefônica. Formado em ciência da computação pela Unicamp, ele trabalhava na área de informática da companhia. "Um belo dia, tinha 8 mil rãs", recorda. Embora conhecesse as dificuldades para se vender carne de rã no Brasil — a iguaria até hoje não é muito apreciada por aqui —, ele fundou uma empresa junto com dois sócios para comercializar a produção do sítio. Batizada de Max Rã, a empresa fixou sua sede em Campinas e instalou o abatedouro na vizinha Atibaia, de onde a carne saía congelada para ser revendida.

O negócio começou a prosperar e logo atraiu grandes produtores do Estado de São Paulo — entre eles, Hikichi, que era dono de um ranário em Ubatuba (SP) havia mais de 30 anos. Em 2001, esses produtores se uniram a Rolim para formar a Central Rã. Com o passar do tempo, contudo, os associados foram deixando a nova empresa — uns migraram para diferentes tipos de produção, como cogumelos; outro saiu devido a problemas com a vigilância sanitária —, até que restaram apenas os atuais sócios, Hikichi e Rolim.

A Central Rã funciona hoje na própria casa de Hikichi, na capital paulista. A empresa fica no bairro do Butantã, perto do campus da Universidade de São Paulo (USP), e resume-se a uma secretária e três grandes freezers para estocar a carne, vendida por profissionais autônomos. O abatedouro de Atibaia já não funciona mais. Quando precisam renovar seus estoques de óleo de rã, os sócios pedem a seus fornecedores — um deles situado na cidade de Tucunduva, no Rio Grande do Sul — para separar a gordura do animal em pacotes de aproximadamente dois quilos.

A descoberta do PIPE
Em 2003, Rolim e Hikichi foram até a USP para verificar as possibilidades do uso artesanal da pele de rã. "A moça que nos atendeu estava com o dedo machucado", lembra Rolim. Ao ver a ferida, Hikichi prontamente lhe recomendou o tratamento com óleo de rã. "Pega o óleo e passa", foi o que disse na ocasião. Uma semana depois, quando os dois voltaram ao local, a mesma moça os procurou para mostrar que seu dedo estava curado. Ela sugeriu que eles pesquisassem a fundo as propriedades farmacológicas do óleo e lhes indicou para isso o Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec), instalado no campus da universidade.

Até então, ambos nunca tinham pensado em comercializar o óleo e não conheciam nenhuma literatura científica a seu respeito. Mesmo assim, foram ao local indicado — e lá descobriram como funcionava o PIPE. A estrutura bem delineada do programa e o espaço físico do Cietec serviram de incentivo para que eles elaborassem seu primeiro projeto de pesquisa e desenvolvimento.

Fases I e II
Por meio dos arquivos do Cietec, os planos de pesquisa da Central Rã chegaram ao conhecimento do professor Jayme Antônio Sertié, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, que já investigava propriedades cicatrizantes e antiinflamatórias em diferentes fontes, como plantas. Sertié entrou em contato com Hikichi e Rolim e acabou sendo convidado por eles para comandar o projeto que a empresa encaminharia ao PIPE.

A Fapesp aprovou o projeto e liberou R$ 44 mil para a primeira fase, de estudo da viabilidade. Com esse dinheiro, a Central Rã conseguiu atestar cientificamente a eficiência do óleo de rã na cicatrização de ferimentos e no tratamento de inflamações. Essa constatação garantiu a aprovação da segunda fase do projeto e a liberação de mais aproximadamente R$ 240 mil. A empresa fez testes mais aprofundados com o óleo e voltou a obter resultados positivos.

As duas etapas contaram com a participação de alunos de mestrado e doutorado da USP e de profissionais terceirizados. A sala do Cietec em que as pesquisas foram feitas está vazia hoje, mas Rolim desenha no ar a posição que cada equipamento ocupava. Ao lado da bancada existente no centro do laboratório ficava a chapa em que a gordura de rã era aquecida até que liberasse o óleo. Os dois freezers usados para armazenar a gordura ficavam encostados em uma das paredes. Do outro lado, esterilizador, centrífuga e balança de precisão completavam o cenário em meio a diversos outros equipamentos menores.

Se for aprovada, a terceira fase do projeto não terá a coordenação de Sertié. Segundo Rolim, a empresa tinha interesse em prolongar a parceria com o professor — tanto que chegou a investir recursos próprios para contratar os auxiliares que ele havia solicitado —, mas não houve entendimento entre as partes. O professor ficou com os equipamentos adquiridos com os recursos das duas primeiras fases, de modo que a empresa terá de remontar seu laboratório para dar seqüência ao projeto.

A nova coordenadora
Hikichi e Rolim chamaram a pesquisadora Fabiana Medeiros da Silva, que é sócia do laboratório de análises clínicas Biosíntesis, para substituir Sertié na Fase III do PIPE. "Fui aluna do professor Jayme no ICB e conhecia seu trabalho", diz ela, justificando sua escolha para a coordenação do projeto. Outro ponto que pesou a seu favor foi o fato de a Central Rã ter sido vizinha da Biosíntesis no Cietec, onde o laboratório de análises ainda está hospedado.

Uma das áreas de atuação da pesquisadora na Biosíntesis é o desenvolvimento de métodos eficientes de análise que permitam o uso cada vez menor de animais em ensaios clínicos — e, se possível, a eliminação completa dos testes in vivo, como já ocorreu na indústria de cosméticos da União Européia. Esse conhecimento também poderá ser útil para a Central Rã, visto que as pesquisas feitas até agora pela empresa foram baseadas em culturas de células in vitro e em ensaios com ratos e coelhos.

Perspectivas
Nas duas primeiras fases do PIPE, explica Fabiana, a Central Rã investigou o poder cicatrizante do óleo e sua atividade contra inflamações e úlceras gástricas. A empresa também analisou a toxicidade da substância nos usos tópico e oral — isto é, se houve irritação na pele da cobaia ou lesão de células, de acordo com a quantidade aplicada e a resposta obtida, estabelecendo-se assim uma dose eficaz. "Pelos parâmetros avaliados, a toxicidade foi praticamente ausente", conta a pesquisadora. "Isso quer dizer que os efeitos colaterais — se existirem — são muito baixos", completa. No entanto, ela faz questão de conter qualquer otimismo exagerado. "As duas primeiras fases são de pesquisa básica e é agora que vamos pensar como o óleo será transformado em produto."

Uma coisa, pelo menos, já está certa: como cosméticos e medicamentos têm de atravessar um longo e complicado processo de testes determinados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) antes de chegar ao mercado, a Central Rã vai se dedicar por enquanto apenas aos produtos de uso tópico. A empresa preparou o plano de negócios exigido para a aprovação da terceira fase do PIPE, mas afirma que ainda não tem como avaliar as perspectivas de lucro. A tendência é que os produtos finais tenham boa aceitação e preço baixo, visto que o óleo de rã demonstrou causar poucos efeitos colaterais e é uma matéria-prima barata.

Como o foco da terceira fase do PIPE será o desenvolvimento de bioprodutos, e não somente a pesquisa, os sócios da Central Rã já encaminharam a papelada necessária para a criação de uma nova empresa. Enquanto esperam a aprovação do projeto pela Fapesp, um consultor está trabalhando para costurar possíveis alianças com grandes empresas farmacêuticas e investidores de capital, na tentativa de viabilizar o desenvolvimento de um produto e, mais ainda, colocá-lo no mercado.

Fonte: Richard Pfister / Inovação Unicamp

5ª Reunião do Comitê Gestor de Alto Nível Brasil-Argentina de Cooperação em Ciência e Tecnologia

A cidade do Rio de Janeiro (RJ) sediou, nos dias 6 e 7, a 5ª Reunião do Comitê Gestor de Alto Nível Brasil-Argentina de Cooperação em Ciência e Tecnologia. A instância, que conta com a participação de representantes do setor de C&T dos dois países, se reúne desde 2003 para avaliar propostas de parceria entre as duas nações.

A abertura do evento foi realizada no dia 6 pelo presidente do CNPq, Marco Antonio Zago. Ele apresentou aos argentinos o Plano de Ação Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional.

Durante a reunião, o chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais do MCT, José Monserrat Filho, discutiu uma proposta de cooperação num Programa Bilateral em Política e Direito Espacial. “Isso facilitaria o desenvolvimento de programas nacionais, inclusive. As leis e regulamentos são diferentes de país para país e é preciso chegar a um entendimento quando se trata de cooperação”, disse, em notícia divulgada pelo ministério.

Na ocasião, ainda foram debatidos programas já em andamento, como o Centro Brasileiro Argentino de Biotecnologia, o Centro Bilateral de Nanociência e Nanotecnologia e o Centro Bilateral de Metrologia. “Discutiu-se uma forma de dar um salto de crescimento nessa cooperação na área de nanociência, uma área com crescimento acelerado no mundo e nós não podemos ficar para trás”, contou Monserrat.

Segundo ele, os argentinos também têm interesse em trocar experiências na área de redes de informática. Por esse motivo, querem conhecer como funciona a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP/MCT). Atualmente, a Argentina conta com uma rede semelhante, mas que possui estrutura e funcionamento diferente da brasileira.

O último debate do evento girou em torno dos temas do desenvolvimento de ciência e tecnologia para inclusão social e das tecnologias da informação e comunicação (TICs). O MCT e o ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação Produtiva da Argentina ainda discutiram parceria na área espacial e o programa de energias novas e renováveis. Ambos os temas já haviam sido discutidos pelo presidente Lula e pela presidente da Argentina, Cristina Kirchner, em fevereiro.

Informações sobre as ações do MCT podem ser obtidas no endereço: www.mct.gov.br .

Fonte: Gestão CT

Avaliação positiva do Ano Brasileiro-Britânico

O Ano Brasileiro-Britânico – planejado em 2006, durante visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Reino Unido, e lançado em 2007 – gerou seis memorandos de entendimento, uma declaração de intenções e um contrato comercial.

O balanço foi feito por John Beddington, conselheiro-chefe para Assuntos Científicos do governo britânico, que participou na segunda-feira do Workshop sobre Bioenergia, na sede da FAPESP.

“Consideramos que a iniciativa foi um grande sucesso, com amplo interesse de pesquisadores e grande repercussão na mídia. Os acordos com maior potencial de trabalho foram os relativos a cooperações na área agrícola e na área de luz síncrotron”, disse Beddington.

O memorando de entendimento com o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), por exemplo, prevê o envio de cientistas brasileiros para a realização de pesquisas e desenvolvimento de novas técnicas no laboratório Diamond de Fontes de Luz, na Inglaterra.

Um dos acordos mais importantes, na opinião de Beddington, foi realizado com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). “Estabelecemos essa ligação importante com o Inpe, que está construindo um supercomputador para modelagem de mudanças climáticas, um dos focos centrais do nosso governo”, afirmou.

Segundo o professor do Colégio Imperial britânico, cujo cargo atual equivale ao de ministro da Ciência e Tecnologia no Brasil, as cooperações devem continuar, mesmo após o encerramento do Ano Brasileiro-Britânico, programado para esta semana, em Brasília.

“Uma das razões da minha visita é tentar levar em frente esse primeiro ano e dar continuidade às parcerias em várias áreas diferentes de trabalho. Em Brasília, vou visitar vários ministros para discutir a continuidade dessas colaborações”, afirmou o especialista em economia e biologia de recursos renováveis.

Diversas outras parcerias estão sendo negociadas, segundo Beddington. Uma delas prevê o estabelecimento de um acordo multilateral entre os conselhos de pesquisa do Reino Unido e organizações correlatas no Brasil.

“Deverá ser estabelecido também um comitê conjunto de ciências com o governo federal brasileiro. Está em curso o projeto do estabelecimento de um laboratório da Embrapa no Parque de Pesquisa de Norwich, por exemplo. Outro projeto é a implementação de missões conjuntas dos programas espaciais dos dois países”, disse.

Fonte: Fábio de Castro /Agência Fapesp

CNPq divulga ganhadores da 3ª edição do Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero

O CNPq divulgou, na última sexta-feira (7), os nomes dos ganhadores da 3ª edição do Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero. O julgamento aconteceu no dia 5 e contou com a presença da ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), da Presidência da República, Nilcéa Freire, e da vice-presidente do CNPq, Wrana Panizzi.

O prêmio é uma iniciativa da SPM, em parceria com o Ministério da Educação, o MCT, o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher e o CNPq. De acordo com Panizzi, esse ano o evento teve um aumento de 80% de trabalhos inscritos em relação ao ano anterior. “Este fato é extremamente gratificante para nós e proporciona a certeza que o CNPq pode preservar a produção do conhecimento na sua fronteira maior”.

Já Freire anunciou que a SPM deverá lançar um edital, com data ainda não divulgada, que apoiará a criação e o aparelhamento de núcleos de estudos de gênero nas universidades brasileiras.

Prêmio
Criado em 2005, a premiação acontece por meio do concurso de redações para estudantes do ensino médio e de artigos científicos para estudantes de graduação e graduados, com o objetivo de estimular a produção científica e a reflexão acerca das relações de gênero no país e promover a participação das mulheres no campo das ciências e carreiras acadêmicas.

Nesta edição do prêmio foram contemplados trabalhos de todas as regiões do país. O CNPq fará a entrega da premiação durante a cerimônia de comemoração dos 57 anos da agência, em abril.

A lista com os selecionados está disponível no endereço: http://www.cnpq.br/saladeimprensa/noticias/2008/0307b.htm .

Mais informações com a assessoria de comunicação do CNPq, pelo telefone (61) 2108-9414.

Fonte: Gestão CT

MS lançará o INTC - Instituto Nacional de Terapia Celular em abril

O Ministério da Saúde programou para o próximo mês de abril o lançamento do Instituto Nacional de Terapia Celular (INTC). O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, informou, na semana passada, que até o próximo mês, a rede brasileira de terapia celular já estará em atividade.

Segundo ministro, o INTC será uma rede de conhecimento, que funcionará virtualmente e tem a proposta de integrar um conjunto de instituições de pesquisas e centros universitários para a troca de experiências com células-tronco.
De acordo com informações do Ministério da Saúde, essa cooperação entre as instituições possibilitará maior integração entre os pesquisadores, bem como a padronização de alguns processos de pesquisa em todo Brasil.

A proposta de criação do instituto foi mantida, mesmo sem a decisão final do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a constitucionalidade da Lei de Biossegurança que prevê a realização de pesquisas com células-tronco embrionárias humanas. “Embora a lei esteja em vigor, há o receio dos laboratórios e pesquisadores em iniciar um investimento em longo prazo. Uma pesquisa desta natureza tem alto custo financeiro. Hipoteticamente, esses estudos podem ter que ser encerrados ou interrompidos”, disse Temporão, por meio de sua assessoria.

Mesmo com a decisão do STF em aberto, o ministro assegurou que as pesquisas em curso com células-tronco financiadas com recursos dos ministérios da Saúde e Ciência e Tecnologia não serão suspensas.

Dados do Ministério da Saúde mostram que desde 2005, os dois ministérios (Saúde e MCT) já asseguraram R$ 24 milhões para pesquisas com células-tronco. “São estudos voltados para doenças onde esta terapêutica celular pode revolucionar a medicina”, disse Temporão.

O INTC conta ainda com um investimento de R$ 30 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Tabaco
Outra iniciativa que será desenvolvida pelo Ministério da Saúde é a criação de um centro de estudos do tabaco em parceria entre o Instituto Nacional do Câncer (Inca) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O centro será construído no Rio de Janeiro (RJ). As obras estão previstas para começar este ano, com término em 2010.

Tanto o centro do tabaco como o INTC fazem parte do Programa Mais Saúde, lançado no ano passado pelo governo federal. Informações complementares sobre o programa podem ser obtidas no endereço: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/pacsaude/

Fonte: Gestão CT

R$ 3,5 milhões para a construção do ParqTel - Parque Tecnológico de Eletroeletrônica de Pernambuco

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) assinou convênio com a Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe), no valor de R$ 3,5 milhões, que permitirá a construção do Centro Administrativo do Parque Tecnológico de Eletroeletrônica de Pernambuco (ParqTel).

A pedra fundamental das obras foi lançada nesta segunda-feira (10/3) pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, e pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

Localizado entre os bairros do Curado e Várzea, nos municípios de Jaboatão dos Guarapares e Recife, o centro administrativo do ParqTel contará com laboratórios de design e eletroeletrônica, salas de reunião, auditório e refeitório.

Seis empresas estão instaladas no ParqTel: Almec Iluminação, Neiva’s, Penta Automação Industrial, JPW, Tron Controles Eletrônicos e Serttel. Também foi inaugurada a nova sede da Serttel, que ampliou suas instalações no ParqTel.

O ParqTel foi criado há mais de dez anos pelo governo de Pernambuco para reunir empreendimentos de base tecnológica no setor eletroeletrônico, estimular o desenvolvimento de pesquisa e desenvolvimento, além de gerar produtos e serviços inovadores em sua área de atuação.

A Finep tem, ao todo, recursos de R$ 7,98 milhões direcionados ao ParqTel e ao Porto Digital, parque tecnológico localizado no Recife e voltado ao desenvolvimento de software e de soluções de tecnologia da informação e comunicação. A contrapartida do estado envolvendo os dois parques tecnológicos é de R$ 9,18 milhões.

Fonte: Finep

Encontro Garp 2008-I

De 24 a 28 deste mês, o Rio de Janeiro (RJ) sediará o Encontro Garp 2008-I. Realizado pela Associação Nacional dos Especialistas em Resíduos, Contaminantes e Poluentes Orgânicos (Garp), o evento tem o objetivo de debater assuntos relacionados à melhoria da agricultura e da saúde da população.

O encontro contará com a exibição de palestras e mesas de debates. Entre os temas abordados estão a relação entre agronegócio, expansão de áreas produtivas e sustentabilidade; as ações decorrentes dos resultados dos programas de monitoramento no Brasil; e o papel do país como membro da Organization for Economic Cooperation and Development (OECD). Além dessas atividades, também está agendado um mini-curso sobre a avaliação de risco da exposição humana a pesticidas na dieta.

O evento acontecerá na sede do Instituto Nacional de Tecnologia (INT), instituição associada à ABIPTI. Ele é direcionado aos associados à Garp. As inscrições podem ser feitas no endereço eletrônico: http://garp.org.br/encontro/inscricao.html .

Mais informações, no site http://garp.org.br/encontro .

Fonte: Gestão CT

6º Encontro de Filosofia e História da Biologia

O 6º Encontro de Filosofia e História da Biologia será realizado em São Paulo, na Universidade Presbiteriana Mackenzie, de 21 a 23 de agosto de 2008. O prazo para inscrição de trabalhos termina no dia 31 de março.

O objetivo é propiciar a apresentação e a discussão de trabalhos de pesquisa sobre história e filosofia da biologia. Entre os pesquisadores estrangeiros confirmados estão os historiadores da ciência Garland Allen, da Universidade de Washington em Saint Louis, e Douglas Allchin, da Universidade de Minnesota, ambos nos Estados Unidos.

O encontro, que é apoiado pela Associação Brasileira de Filosofia e História da Biologia, está aberto à participação de professores, pesquisadores e estudantes.

Mais informações: www.abfhib.org

Fonte: Agência Fapesp

Ulbra inaugura o primeiro Laboratório de Ensino e Pesquisa em Segurança do Trabalho do país

A Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), em Canoas (RS), inaugurou na semana passada o primeiro Laboratório de Ensino e Pesquisa em Segurança do Trabalho do país.

Segundo a instituição, a iniciativa, resultado de parceria com a empresa Cenci/Epitec, tem como objetivo proporcionar aos alunos da graduação em segurança do trabalho (e engenharias em geral) contato com novas tecnologias na indústria da prevenção de acidentes.

São produtos como o abafador eletrônico, que protege o trabalhador de grandes ruídos, luvas, óculos, roupas especiais, sistemas de detecção de gases, capacetes e equipamentos para testes. O laboratório também pretende ser local de fomento à pesquisa, a partir de uma integração com as demais graduações.

“Os laboratórios de engenharia de plásticos, polímeros, mecânica, microscopia, entre outros, compartilharão os nossos estudos”, disse Marino Grecco, coordenador da graduação em Segurança do Trabalho. Ele destaca também a participação das empresas parceiras, que ministrarão cursos de especialização.

A inauguração do laboratório é o primeiro passo de um grande projeto em tecnologia e computação, segundo Rosa Blanco, diretora da Ulbra. A intenção, disse, é fomentar convênios com empresas em todas as graduações da área para que cada uma tenha o seu próprio espaço diferenciado de ensino e pesquisa.

Mais informações: www.ulbra.br

Fonte: Agência Fapesp

Apta e IAC realizam a Oficina de Planejamento para Proteção de Áreas Ciliares

O Centro Apta de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico (IAC) e a Associação Mata Ciliar promoverão, no dia 18 de março, em Jundiaí (SP), a partir das 8 horas, a Oficina de Planejamento para Proteção de Áreas Ciliares.

Segundo os organizadores, o evento será realizado em três etapas e conciliará aspectos teóricos e práticos com o propósito de aprimorar e discutir técnicas conceituais de planejamento aplicadas às atividades de proteção específicas para áreas ciliares.

Na primeira parte a abordagem será voltada para o entendimento de ações de proteção e suas relações práticas com a legislação ambiental, ecologia local e técnicas de diagnósticos. Na segunda parte o foco é prático, tendo como atividade uma visita a campo para exercitar técnicas de análise de paisagem. A última parte recairá sobre atividades práticas em sala, com foco em técnicas para construção de um plano de trabalho.

A oficina-gratuita será realizada no Centro de Engenharia e Automação – CEA / IAC, na Rodovia Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, km 65 – Jundiaí.

Mais informações pelo e-mail ou (11) 4582-8155, ramal 1

Fonte: