sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Estudo associa dependência química e transtornos mentais entre médicos atendidos pela Rede de Atendimento da Unifesp

A pioneering experience in Brazil: the creation of a support network for alcohol and drug dependent physicians. A preliminary report

Um levantamento feito com 192 médicos atendidos pela Rede Estadual de Apoio a Médicos Dependentes Químicos, criada em 2002 pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), apontou que 130 (67,7%) dos indivíduos apresentaram associação entre transtorno mental e dependência química.

A dependência de álcool e drogas foi verificada em 40 pacientes (20,8%), transtornos mentais em 15 (7,8%) e desgaste ou exaustão em oito indivíduos (4,2%). A taxa de desemprego da amostra foi de 21,6%, ou seja, quase 78,4% dos indivíduos atendidos pela rede exerciam profissões em diferentes especialidades médicas. Os médicos foram atendidos pela rede no período de maio de 2002 a maio de 2006.

“Até muito recentemente, era tabu dizer que os médicos tinham transtornos mentais pelo fato de, eventualmente, usarem drogas. Mas é preciso destacar que eles também ficam doentes por usar esse tipo de substância, seja lícita ou ilícita”, disse Ronaldo Laranjeira, um dos autores da pesquisa e coordenador da rede. “Paradoxalmente muitos médicos são negligentes com a própria saúde.”

Para o estudo, cujos resultados foram publicados na Revista Brasileira de Psiquiatria, foram realizadas entrevistas clínicas para diagnóstico de comorbidade psiquiátrica (a coexistência de transtornos ou doenças e a dependência de álcool e drogas). Do total de pacientes analisados, 158 (82,3%) eram homens com idade média de 42 anos, sendo a maioria (107 ou 55%) casados.

O trabalho mostra ainda que o intervalo médio entre a identificação da dependência pelos médicos usuários e a busca de tratamento foi de 7,5 anos. Problemas no exercício profissional foram verificados em 122 (63,5%) indivíduos e 26 (13%) estavam com problemas no Conselho Regional de Medicina.

“Grande parte dos processos que chegam aos conselhos regionais de todo o país envolve médicos que usam drogas, sobretudo álcool, maconha e cocaína, ou que têm algum tipo de problema mental”, explica o também pesquisador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (Uniad) e professor adjunto do departamento de Psiquiatria, ambos da Unifesp.

“Problemas relacionados à indisposição com os pacientes e ausência dos médicos em consultas também são freqüentes nesses casos”, afirma. Só para efeito de comparação, na Inglaterra, por exemplo, segundo Laranjeira cerca de 90% dos casos que chegam aos conselhos de medicina são relacionados ao uso de drogas.

Médico se automedica
De acordo com o estudo feito na Unifesp, que foi financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a automedicação foi verificada em 138 (71,8%) dos pacientes atendidos pela rede no período analisado.

“Como a maioria dos médicos estudados não era psiquiatra, podemos dizer que, em tese, quem se automedicou acabou usando a dose errada ou até o medicamento inadequado. A automedicação, normalmente realizada com calmantes, torna-se parte do problema e não da solução. A proposta da rede é justamente institucionalizar esse problema com o oferecimento de uma via especial de cuidados a esses médicos”, explicou Laranjeira.

A Rede Estadual de Apoio a Médicos Dependentes funciona por meio de contatos telefônicos feitos pelos próprios médicos dependentes ou familiares. Dependendo da gravidade do problema, em menos de 36 horas é agendada uma consulta com os psiquiatras voluntários que atendem em 20 cidades do Estado de São Paulo. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 5575-1708.

Laranjeira calcula que, só no Estado de São Paulo, existam mais de 100 mil médicos no exercício da profissão. “Com esse grande contigente de profissionais é de se esperar que a incidência de doenças entre eles seja semelhante à da população em geral. Uma proporção equivalente de adoecimentos entre médicos e outros profissionais já foi relatada em estudos internacionais”, disse.

Para ler o artigo Uma experiência pioneira no Brasil: a criação de uma rede de apoio aos médicos dependentes de álcool e drogas, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.


Para acessar a REDE, o  contato inicial deve ser feito  com a Central de Apoio por telefone (11) 5575-1708 e 5576- 4341, celular (11) 9616-8926 ou e-mail 

Thiago Romero /Agência Fapesp

17 milhões de estudantes participaram da 3ª Olimpíada Brasileira de Matemática nas Escolas Públicas - Obmep

Mais de 17 milhões de estudantes de escolas públicas participaram da 3ª Olimpíada Brasileira de Matemática nas Escolas Públicas (Obmep), realizada em 2007 e, agora, 3 mil serão premiados. A terceira edição do evento teve número recorde em inscrições, em participação de escolas e municípios alcançados. O número de participantes cresceu 21% em relação à 2ª Obmep, de 2006.

O número de escolas chegou a 38,5 mil, um aumento de 18% em relação à edição anterior. A competição envolveu 98% dos municípios nesta edição. A entrega da premiação será na próxima terça-feira (26), no Rio de Janeiro.

Em número total de medalhas (ouro, prata e bronze), os estados com melhor performance foram Minas Gerais (798), São Paulo (723), Rio de Janeiro (270) e Paraná (195). Em quinto lugar, aparece o estado do Rio Grande do Sul, com 126 medalhas. Outro destaque da Olimpíada é o Ceará, que surge no ranking em sexto lugar, com 106 medalhas.

O diretor do Departamento de Popularização e Difusão de Ciência e Tecnologia do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Ildeu Moreira, destaca a mobilização de alunos e professores gerada pelas Olimpíadas. "O fato de abranger 98% dos municípios e alcançar milhares de escolas mostra uma capacidade de mobilização que a gente não imaginava que os professores e as escolas tinham. Isso extrapolou as expectativas", avaliou.

O que é a Obmep
O objetivo das Olimpíadas de Matemática nas Escolas Públicas é melhorar o ensino de matemática e promover a inclusão social, além de estimular o interesse de crianças e jovens pela disciplina e identificar novos talentos para a ciência e a tecnologia.

A Obmep é promovida pelos Ministérios da Ciência e Tecnologia (MCT) e Educação (MEC) e executada pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa/MCT) e pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM).

As metas da Obmep vêm sendo superadas desde a primeira edição, realizada em 2005, quando se esperava envolver cinco milhões de estudantes e se inscreveram 10,5 milhões de alunos de 5ª e 6ª séries (Nível 1), 7ª e 8ª séries (Nível 2) e Ensino Médio (Nível 3). Foram mais de 31 mil escolas de 5.197 municípios. Em 2006, a 2ª Obmep teve 14 milhões de inscritos de 32,6 mil escolas federais, estaduais e municipais.

Já na 3ª Obmep, os números surpreenderam a organização do evento e comprovaram que há uma grande mobilização por parte dos professores e seus alunos para participar da competição. Participaram nesta edição 17,3 milhões de alunos, de 38,5 mil escolas. Cerca de 120.000 professores colaboraram voluntariamente com a iniciativa que, em 2007, atingiu 98% dos municípios do País.

O sucesso do evento como forma de induzir o interesse pela ciência em crianças e jovens fez com que as Olimpíadas fossem citadas no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal da área de Ciência, Tecnologia e Inovação. Pelo Plano, que define as ações previstas para os próximos três anos, a meta de crescimento da participação no evento é de 40%.

Ildeu Moreira ressalta que a Olimpíada de Matemática estimula a melhoria do ensino da disciplina e, certamente, pode estar gerando futuros cientistas. "Uma vez que a proposta educacional da escola for bem feita, esses alunos terão como ser cientistas e engenheiros. O quanto a Olimpíada está significando como estímulo para a área científica só vai poder ser avaliado a longo prazo. Mas logo ficará claro o quanto está atraindo jovens para as áreas de ciência e tecnologia", disse. "As Olimpíadas têm o papel de estimular a melhoria do ensino de matemática e mostram que o ensino pode ser muito interessante. Ela tem um aspecto parecido com as feiras de ciências, de química, de física e outras", concluiu.

Cerimônia de entrega da premiação da 3ª Obmep
A cerimônia de premiação ocorrerá na próxima terça-feira (26), no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, às 16h. Participam do evento o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, os ministros da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, e da Educação, Fernando Haddad, e o governador do Rio, Sérgio Cabral. No mesmo dia, às 9h30, no auditório do Impa, o ministro da Educação tem um encontro com 320 medalhistas.

A premiação é para estudantes, professores, escolas e municípios. Os alunos recebem medalhas de ouro (300), prata (600) e bronze (2,1 mil). Todos os medalhistas recebem bolsas da modalidade Iniciação Científica Jr, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT). Além da ajuda financeira, a bolsa implica em acompanhar um programa especial de matemática com professores da SBM e pesquisadores do Impa, com temas não abordados no currículo escolar.

O professor premiado é aquele que está em sala de aula, trabalhando diretamente com os alunos. Neste ano, 115 professores de matemática foram premiados com um curso de aperfeiçoamento ministrado no Impa. Eles passaram uma semana, em janeiro passado, na sede do instituto, onde a programação foi composta por temas como "Geometria do Globo Terrestre" e a "Matemática do Código de Barras".

Já a premiação das escolas é dividida por dois critérios - maior pontuação nas unidades da Federação e maior pontuação entre as escolas, independentemente da unidade da Federação, num total de 100. As 27 que alcançam maior pontuação no seu estado recebem um notebook com Kit de projeção móvel e livros para composição de uma biblioteca básica em matemática. E as 73 restantes que obtêm a maior pontuação nacional entre as municipais e estaduais, independentemente da unidade da Federação, receberão livros de matemática para sua biblioteca.

Para os 50 municípios com maior pontuação, serão entregues troféus.

Melhoria do Ensino
Os resultados da mobilização nacional empreendida pela Obmep estão diretamente relacionados com a valorização da escola pública, com a melhoria da educação científica e com a atração, identificação e construção de talentos para as áreas científicas e tecnológicas, conforme destaca a vice-presidente da SBM, Sueli Druck, que é também pesquisadora do Impa.

Os resultados da mobilização nacional empreendida pela Obmep estão diretamente relacionados com a valorização da escola pública, com a melhoria da educação científica e com a atração, identificação e construção de talentos para as áreas científicas e tecnológicas, conforme destaca a vice-presidente da SBM, Sueli Druck, que é também pesquisadora do Impa.

Para ela, o envolvimento cada vez maior de alunos e professores mostra que todos clamam por um ensino de melhor qualidade. "Eles estão mostrando uma demanda por ensino qualificado, porque, afinal, quem inscreve os alunos são os professores, e os alunos fazem a prova. Esse projeto é uma demonstração de que os professores querem mudar a realidade do ensino brasileiro", disse.

Além disso, segundo Sueli, as Olimpíadas têm promovido um interesse maior pela matemática. "Repare que, na primeira fase, as escolas não competem entre si. A primeira fase serve de parâmetro para que as escolas selecionem 5% dos alunos com melhor desempenho. E, mesmo assim, eles praticamente nos exigiram que elaborássemos material de estudo para seus alunos. Os professores fizeram mutirões aos sábados e domingos para treiná-los. É uma participação, um esforço desses professores, que merecem o reconhecimento de todos nós", completou.

Fonte: Lana Cristina / Agência CT

1º Seminário Nacional sobre Desenvolvimento e Conflitos Ambientais


Na visão hoje dominante, o meio ambiente é um ente uno, material e externo às relações sociais, inscrito numa causa universal, fortemente marcada por uma perspectiva economicista. Ao contrário do que sugere essa abordagem, o campo ambiental é atravessado por conflitos sociais entre sujeitos que sustentam projetos distintos de sociedade e nela possuem posições assimétricas de poder.

Por meio desses conflitos se exprimem as contradições do agenciamento espacial de atividades e formas sociais de uso e apropriação dos recursos territorializados. Sua discussão se torna particularmente relevante diante dos atuais esforços de inserção da economia brasileira no cenário mundial, uma vez que a fronteira de expansão da produção de commodities se choca com a territorialidade de distintos segmentos sociais.

O I Seminário Nacional sobre Desenvolvimento e Conflitos Ambientais reunirá, na UFMG, entre 2 e 4 de abril, pesquisadores de várias áreas do conhecimento para debater de forma crítica e inovadora noções como desenvolvimento, sustentabilidade, territorialidade, eqüidade, preservação, políticas ambientais, entre outras

Maiores informações no endereço eletrônico: http://www.ufmg.br/conflitosambientais/index.html

Fonte: Ambiente MG

MCT amplia parceria com Argentina

O ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, está em Buenos Aires, Argentina, onde participa do anúncio de vários termos de cooperação entre o Brasil e aquele país nas áreas espacial, de nanotecnologia e energias novas e renováveis. O objetivo é promover a criação e a gestão conjunta de planos e programas em áreas de interesse bilateral.

Na área de nanotecnologia, o MCT informou que o termo de cooperação permite avanços para o Centro Binacional de Nanotecnologia e para as Escolas de Nanotecnologia. O acordo, segundo o ministério, determinará um programa de trabalho para desenvolvimento de ações no setor voltadas para a formação de recursos humanos, nos dois países, além de investimentos científicos e ampliação do uso da nanotecnologia nas indústrias do Brasil e da Argentina.

Outro termo que será anunciado diz respeito à gestão conjunta de um Programa Bilateral de Energias Novas e Renováveis. A intenção é reforçar a colaboração científica e tecnológica em áreas de maior complementariedade e valor agregado. De acordo com o MCT, as ações previstas nesse termo também serão voltadas para aplicação industrial, interesse social e desenvolvimento de pesquisas científicas de forma conjunta. Ainda na área de energia, estão previstas ações para o desenvolvimento de um modelo de reator nuclear, que atenda às necessidades dos dois países.

O Comunicado Conjunto será assinado amanhã (22), pelo presidente Lula e pela presidente da República da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner.

Mais informações pelo endereço http://www.mct.gov.br/ .

Fonte: Gestão CT

RedeCom Informática, empresa incubada, recebe capital angel e triplica faturamento

RedeCom Informática, empresa incubada pelo Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (CDT), da Universidade de Brasília (UnB), começa 2008 com o pé direito. Ampliou horizontes e pretende alçar vôos mais altos. Conquistou parceiros gigantes entre eles a B2Br, que permitiu à empresa atuar em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Belo Horizonte. Outros grandes nomes também foram conquistados para parceria, como Hoffmann, Furukawa e Tass Segurança Eletrônica. Além disso, a empresa acaba de receber um “capital angel”, que é um aporte em dinheiro de um investidor.

Neste negócio, os chamados Angel Investors auxiliam no desenvolvimento da empresa, com aconselhamento e indicando contatos que possibilitem o surgimento de novos projetos ou parcerias. A grande vantagem é que, neste caso, não há pagamento de juros por parte dos empreendedores. Por outro lado, os Angel Investors pedem uma pequena participação na sociedade da empresa e, de modo geral, esperam crescer junto com ela. A empresa triplicou o faturamento e hoje conta com 23 funcionários. O objetivo é aumentar ainda mais a rede de clientes, gerando 50 empregos.

Esta é uma excelente oportunidade para a RedeCom, incubada desde 2003. Ela promove soluções tecnológicas e de inovação para diversos tipos de negócios e e-ventos. “Usamos muito os serviços da incubadora, que nos orienta, presta consultoria contábil, financeira e de marketing. Queremos usar muito mais!”, declara o proprietário Etiere do Carmo.

De acordo com ele, a RedeCom cresceu em objetivos e em projetos. “Agora somos 'open source', ou seja, agregamos serviços de acordo com as necessidades dos clientes.” Além disso, o aporte financeiro deu fôlego e está sendo possível dar continuidade ao negócio e preparar a empresa para receber novos e maiores recursos nos próximos meses. Antes, a empresa se reduzia apenas a fazer trabalhos de internet condominiais e serviços Voip.

Para dar solidez aos serviços oferecidos pela RedeCom, a empresa conseguiu certificados importantes, entre eles a AMP-TYCO (líder no mercado mundial de sistemas de conexão), Wi-Fi, Taitell Telecom (que comercializa produtos na área de rede interna especializada em Voip), Nexans (dedicada a produtos de segurança em cabeamento), Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Distrito Federal (Crea-DF), CiscoSystens, Oracle, Microsoft, IBM, entre outras. “As perspectivas para 2008 estão ótimas, estamos atuando em frentes diversas com soluções em comunicação, engenharia e conectividade”, finaliza Etiere.

Fonte: Michelle Araújo / UNB

1º Congresso Internacional de Metrologia Mecânica - I CIMMEC

A metrologia mecânica está presente e serve de suporte a desenvolvimentos relativos a vários setores tecnológicos como, por exemplo, o metal-mecânico, o metalúrgico, o petroquímico, o da saúde, o energético (convencional ou alternativo), o aeroespacial, o da nanotecnologia e outros, caracterizando-se por englobar uma grande diversificação de grandezas.

Por conta disso, com a realização do Primeiro Congresso Internacional de Metrologia Mecânica - I CIMMEC, pretendemos receber na cidade do Rio de Janeiro uma grande e variada quantidade de profissionais da metrologia do Brasil e do Exterior para mostrar seus trabalhos e pesquisas desenvolvidas, através de palestras e apresentações de pôsteres, ou para participar como ouvintes, com o intuito de agregar conhecimento nas diversas áreas temáticas do evento.

Padrões, equipamentos de medição e insumos aplicados à metrologia mecânica, assim como material bibliográfico poderão ser expostos em estandes da Feira a ser realizada durante o Congresso.

De um modo geral, a organização do I CIMMEC compromete-se a trazer ao Brasil a discussão dos mais recentes e avançados temas da metrologia mundial, particularmente da Metrologia Mecânica, explorando as oportunidades criadas pelo despertar de uma nova consciência da importância do binômio metrologia e qualidade para o desenvolvimento global de uma nação, assegurando ferramentas para o desenvolvimento sem limites da ciência e tecnologia das medições, no contexto da chamada nova era da sociedade do conhecimento.

O evento ocorrerá entre os dia 8 e 10 de outubro de 2008, na cidade do Rio de Janeiro.

Maiores informações no endereço: http://www.inmetro.gov.br/cimmec/

Fonte: Metrologia e Calibração

CenPRA/MCT comemorará 25 anos no próximo dia 27

Ser um importante instrumento no suporte da política industrial brasileira. Esse é o principal anseio do Centro de Pesquisas Renato Archer (CenPRA/MCT), que comemora 25 anos na quarta-feira (27).

"Neste período, o País avançou consideravelmente em desenvolvimento científico, mas patinou em tecnologia. Espero estarmos vivendo uma nova fase: a da retomada do incremento tecnológico, para alcançarmos uma participação no cenário internacional compatível com um País continental", destaca o diretor da instituição, Jacobus Swart.

A cerimônia para comemorar a data ocorre no auditório do CenPRA, em Campinas (SP), e terá a presença do ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, dos secretários do MCT, Luis Antonio Rodrigues Elias (Executivo), Augusto Gadelha (de Política de Informática) e Joe Valle (de Ciência e Tecnologia para a Inclusão Social). Além do subsecretário das Unidades de Pesquisa do Ministério, Luiz Fernando Schettino, e do prefeito municipal, Hélio de Oliveira Santos.

"Em 25 anos de existência, o CenPRA reuniu um importante acervo de contribuições ao desenvolvimento científico, tecnológico, industrial e social do País, com soluções inovadoras em campos como microeletrônica, telecomunicações, robótica, engenharia e qualidade de softwares e automação de sistemas", afirma o ministro Sergio Rezende.

O Centro é uma unidade de pesquisa do MCT e sucede a Fundação Centro Tecnológico para Informática (CTI). Atuando desde 1982, a instituição tem a finalidade de desenvolver e implementar pesquisas científicas e tecnológicas no setor de informática. Ao longo de sua existência, o CenPRA contribuiu com o setor acadêmico e industrial, inclusive com o desenvolvimento do software de segurança das urnas eletrônicas, utilizadas nas eleições brasileiras.

Fonte: Fabio Lino / Agência CT

Pesquisa aponta porque a Xylella fastidiosa, bactéria causadora do “amarelinho” é resistente a alguns pesticidas

Um trabalho de doutorado defendido no Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da Universidade de São Paulo (USP), no interior paulista, descobriu algo que pode explicar por que a Xylella fastidiosa, bactéria causadora do “amarelinho” – doença que devasta plantações de cítricos –, é resistente a alguns pesticidas à base de cianidrinas, formulados com uma substância tóxica conhecida como ácido cianídrico.

O trabalho, de autoria de Célia Sulzbacher Caruso, analisou três proteínas da Xylella fastidiosa e concluiu que uma delas tem atividade de hidroxinitrila liase e, por isso, pode fazer parte do sistema defensivo da bactéria.

A proteína hidroxinitrila liase, também encontrada nas plantas dos citros, é utilizada para produzir o ácido cianídrico contra seus agressores, que podem ser fungos, insetos ou bactérias. O estudo de Célia contribui afirmativamente para a hipótese de que a Xylella também utiliza essa proteína para neutralizar a ação defensora do ácido, tornando-se, dessa forma, resistente aos pesticidas.

Segundo o trabalho, orientado pelo professor do IQSC Emanuel Carrilho, a hipótese é viável uma vez que o processo de produção do ácido é reversível: a proteína hidroxinitrila liase da Xylella utiliza o ácido cianídrico para produzir substâncias semelhantes ao próprio ácido das plantas, que se torna inofensivo ao organismo da bactéria.

“Para se proteger da Xylella, a planta utiliza duas substâncias de seu organismo para formar um composto de ácido cianídrico que será liberado contra o agressor. A Xylella, por sua vez, pega esse composto produzido pela planta e faz uma reação reversa, utilizando o ácido cianídrico em benefício próprio, ou seja, também para se proteger e permanecer viva”, disse Célia.

O trabalho, cujos resultados ainda precisam ser validados em campo, utilizou dados extraídos do projeto Genoma Funcional Xylella, cujo seqüenciamento de 2,7 milhões de bases do DNA da bactéria foi concluído em 2000 com financiamento da FAPESP.

“Primeiramente foram analisados diversos genes que codificavam proteínas superexpressas quando a Xylella fastidiosa estava infectando a planta dos citros. Depois de analisar os genes da Xylella, selecionei três proteínas alvo para análise e descobri que uma delas tem atividade enzimática de hidroxinitrila liase”, explica Célia, que é pesquisadora do Grupo de Bioanalítica, Microfabricação e Separações (BioMicS) do IQSC.

Célia destaca que o Brasil detém a liderança mundial em citros, respondendo por cerca de 35% da produção mundial de laranja e por 80% do suco de laranja concentrado exportado. Dentre as doenças que ameaçam a produção brasileira da fruta se destaca a clorose variegada dos citros (CVC), também conhecida pelo nome de "amarelinho".

A doença foi constatada pela primeira vez no Brasil em 1987, em pomares da cidade de Colina, no interior de São Paulo, e logo depois no Triângulo Mineiro. “No Estado de São Paulo e no Triângulo Mineiro, estima-se atualmente que cerca de 47% das plantas de laranjeira apresentam sintomas da doença”, contou Célia.

“Há estimativas de que são gastos R$ 100 milhões por ano em todo o mundo para o controle da CVC, o que normalmente implica a eliminação e poda das plantas doentes e controle químico do inseto vetor, a cigarrinha”, apontou.

Trabalho em equipe
Para o orientador do trabalho, Emanuel Carrilho, um dos principais benefícios do projeto Genoma Funcional Xylella no que diz respeito ao avanço do conhecimento das ciências genômicas foi o estímulo ao trabalho em equipe e às parcerias inter e multidisciplinares entre pesquisadores de todo o país, além da visibilidade internacional e do aprendizado da comunidade científica de São Paulo.

“Lembro como se fosse hoje: em 2000 estava em um avião voltando de um congresso nos Estados Unidos quando li na revista The Economist uma matéria que falava que o Brasil era conhecido por samba, football e genomics, chamando a atenção de que a nossa lista de expertise tinha aumentado”, disse Carrilho, que desde maio de 2007 faz pós-doutorado no Departamento de Química e Química Biológica da Universidade Harvard, com apoio da FAPESP por meio do programa Novas Fronteiras.

A reportagem retratava exatamente o trabalho em equipe da Rede Onsa (Organization for Nucleotide Sequencing and Analysis, na sigla em inglês), rede de laboratórios integrantes do projeto Genoma Funcional Xylella.

“Graças a esta iniciativa da FAPESP, em poucos anos aprendemos a fazer seqüenciamentos completos de genomas e montar grandes bibliotecas de DNA. Nessas seqüências, aprendemos a trabalhar com o genoma funcional, proteômica e metabolômica, o que incentivou o avanço de áreas como biologia estrutural, biologia molecular, clonagem e expressão de proteínas, chegando às diferentes aplicações que a biotecnologia permite”, afirmou.

Há alguns anos atrás, lembra Carrilho, não se tinha nenhum relato de clonagem e expressão de proteínas da Xylella fastidiosa e, agora, com os resultados do estudo de Célia Caruso, pelo menos três proteínas já estão em condições de ter sua estrutura caracterizada. “E toda vez que se conhece a estrutura tridimensional de uma proteína avança-se no conhecimento da evolução dos organismos, do seu metabolismo e até do desenho racional de novos fármacos ou pesticidas”, disse.

O seqüenciamento da Xylella, aponta Carrilho, tem contribuido decisivamente, ao longo dos quase dez anos depois que foi finalizado, para o avanço do conhecimento dos efeitos da bactéria nos laranjais. “O seqüenciamento de qualquer organismo dá apenas a noção do que podemos encontrar pela frente. Literalmente, o seqüenciamento é a primeira etapa para um completo conhecimento da biologia de sistemas dos organismos”, explicou.

O professor destaca que, no caso específico do seqüenciamento da Xylella, muito se aprendeu nos últimos anos: como a bactéria se alimenta, cresce, obtém alimentos essenciais, causa danos ao hospedeiro, faz simbiose com outros organismos e, agora, como ela se defende. “Sabendo como ela se defende, poderemos buscar compostos que debilitem essa rota de defesa para, quem sabe, podermos chegar a um antibiótico específico”, acrescentou.

O estudo de Célia orientado por Carrilho contou com o apoio de pesquisadores e de instalações do Laboratório de Bioquímica de Microrganismos e Plantas da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Jaboticabal, liderado pela professora Eliana Lemos, e do Grupo de Biofísica Molecular Sérgio Mascarenhas do Instituto de Física de São Carlos da USP, em parceria com a professora Ana Paula Araújo.

Dois artigos sobre a proteína com atividade de hidroxinitrila liase estão em fase final de redação para submissão a revistas científicas internacionais. Para ler a tese de doutorado Clonagem, expressão e caracterização de proteínas recombinantes de Xylella fastidiosa, clique aqui.

Fonte: Thiago Romero /Agência Fapesp

MEC divulga o regulamento do Prêmio Inovação em Gestão Educacional 2008

O Ministério da Educação (MEC) divulgou o regulamento do Prêmio Inovação em Gestão Educacional para 2008. O evento é voltado para as redes e sistemas de ensino municipais, a fim de incentivar o desenvolvimento e mobilizar os municípios para que tornem públicas as experiências inovadoras em gestão educacional municipal que contribuam para o alcance das metas do Plano Nacional de Educação e do Compromisso Todos pela Educação.

De acordo com o texto, a premiação também visa reconhecer os municípios e dirigentes municipais de educação por suas iniciativas inovadoras e resultados alcançados, bem como prospectar experiências inovadoras e divulgá-las para a sociedade.

Estão habilitadas a participar do Prêmio Inovação apenas experiências desenvolvidas pelos órgãos gestores da educação municipal e encaminhadas pelo respectivo dirigente municipal. Cada município poderá apresentar somente uma iniciativa, inscrita em um dos quatro grupos temáticos que são: gestão pedagógica; gestão de pessoas; planejamento e gestão; e avaliações e resultados educacionais.

De acordo com a portaria, serão premiadas até dez experiências distribuídas entre os quatro grupos temáticos. Cada município premiado receberá uma quantia no valor de R$ 100 mil para aplicação no desenvolvimento e ampliação da experiência premiada, mediante celebração de convênio com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

As inscrições para o Prêmio Inovação em Gestão Educacional 2008 estão abertas até o dia 18 de abril. Para participar, os dirigentes municipais de educação devem preencher o formulário de inscrição disponível no endereço www.inep.gov.br/laboratorio.

Todas as iniciativas premiadas farão parte do banco de experiências do Laboratório de Experiências Inovadoras em Gestão Educacional e serão publicadas no site do MEC, do FNDE, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

O MEC disponibilizou um guia do participante com informações adicionais sobre o prêmio. O documento pode ser acessado no endereço.

A íntegra da PORTARIA No- 227, DE 18 DE FEVEREIRO DE 2008 está disponível em endereço.

Fonte: Gestão CT

Estudo detecta altas concentrações do vibrião da cólera (Vibrio cholerae) em amostras de zooplâncton

Estudo realizado no Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP) detectou, em amostras de zooplâncton de estuários paulistas, a presença do vibrião da cólera (Vibrio cholerae) em concentrações mais altas que as registradas na literatura mundial.

O estudo, resultado da trabalho de mestrado de José Eduardo Martinelli, orientado pelo professor Rubens Lopes, do Departamento de Oceanografia Biológica, também revelou um dado inédito: o vibrião está associado a diversas espécies de animais que compõem o zooplâncton, e não apenas aos crustáceos.

Zooplâncton é o conjunto de animais aquáticos que têm baixa capacidade de locomoção, sendo levados pelas correntes oceânicas.

“A bactéria possui uma enzima que degrada a quitina, um polissacarídeo presente na carapaça dos crustáceos. Por isso, sabia-se que ela aderia a esses organismos. Descobrimos que ela também se associa a muitos outros organismos, o que amplia o número de reservatórios naturais do Vibrio cholerae”, disse Martinelli.

De acordo com o pesquisador, o vibrião se encontra associado ao zooplâncton em concentrações que podem alcançar mais de mil vezes a densidade das bactérias livres na água. “A ingestão de um só desses organismos pode conter a dose mínima de bactérias necessária para a manifestação da doença, se ela for de uma cepa patogênica”, afirmou.

O estudo, no entanto, não avaliou a patogenicidade das bactérias, limitando-se a enfocar sua presença, distribuição espacial e associação taxonômica. Apesar disso, o trabalho enfocou os únicos dois sorogrupos da bactéria – o O1 e o O139 – capazes de causar grandes surtos e epidemias.

“O sorogrupo O1 foi detectado em 88% e o O139 em 77% das amostras de plâncton no complexo estuarino de Santos-Bertioga e na plataforma continental ajacente. Os valores são mais altos que os publicados na literatura mundial para outros estuários. Na plataforma, a presença dos sorogrupos foi menor devido à salinidade mais elevada”, disse.

Para as análises, o pesquisador utilizou um kit de imunoflorescência que detecta a bactéria, embora não dê indicações sobre sua patogenicidade. “O anticorpo para o grupo O139 não está com a especificidade monoclonal comprovada, o que significa que pode se ligar a outras cepas da bactéria. Por isso será necessário fazer outros experimentos para validar esse relatório”, disse Martinelli.

O pesquisador ressalta que o aspecto mais importante do estudo foi a associação do vibrião a outros organismos além dos crustáceos, sendo que alguns deles não produzem quitina. Foram testados isoladamente 43 táxons, pertencentes a nove filos.

“Encontramos dados inéditos, como a presença da bactéria associada a quetognatos, estágios larvais de equinodermos, urocordados e ovos de peixes. O trabalho, então, mostra uma ampla capacidade da bactéria em aderir a diversos táxons do zooplâncton marinho”, destacou.

Fonte:Fábio de Castro /Agência Fapesp

Reparte recebe o Prêmio Ozires Silva de Empreendedorismo

A Reparte deu exemplo ao país de como as incubadoras de empresas podem contribuir para promover o desenvolvimento socioeconômico em regiões de baixo índice de desenvolvimento humano.

A Rede Paranaense de Incubadoras de Empresas e Parques Tecnológicos (Reparte) recebeu, no último dia 14, o Prêmio Ozires Silva de Empreendedorismo, na categoria Novos Empreendedores.

A Rede participou da disputa com a apresentação de um projeto piloto de ações empreendedoras na região do Vale do Ribeira, que teve como objetivo promover a cultura empreendedora em cidades com baixo índice de desenvolvimento humano (IDH), no estado do Paraná.

Silvestre Labiak, um dos autores do projeto e presidente da Reparte na época, conta que a iniciativa nasceu a partir da identificação da ausência de ações empreendedoras nas cidades de Adrianópolis, Cerro Azul e Tunas do Paraná. “Nós procuramos fazer uma intervenção empreendedora, por meio de incubação a distância, para identificar potenciais empreendedores e possíveis cooperativas que pudessem surgir na região. Por meio de um trabalho de parceria entre gestores de incubadoras e três prefeituras, pudemos desenvolver ações de educação empreendedora, capacitação técnica e análise de mercado, com resultados positivos para a população dessas regiões”, explica Labiak.

Para Márcio Jacometti, presidente da Reparte, a conquista de um Prêmio desta magnitude, além de ser um reconhecimento à atuação da Rede no apoio às incubadoras e parques do Paraná, retrata também o papel socioeconômico das incubadoras de empresas. "A conquista deste prêmio reconhece e ressalta a importância de projetos que as Redes podem promover para estimular a realização de ações empreendedoras em regiões com baixo índice de desenvolvimento humano. Por isso, a Reparte pretende dar continuidade e replicar projetos desta natureza mediante parcerias e incentivar outras associações a seguirem o exemplo", afirma Jacometti.

Promovido pelo ISAE/FGV, em parceria com a RPC e o Sebrae no Paraná, o Prêmio contou com a presença do próprio Ozires Silva, que discursou brevemente e foi aplaudido diversas vezes pelos convidados. "Dr. Ozires é um exemplo. O Brasil precisa de muitos outros ‘Ozires’, por isso é nossa obrigação fomentar a cultura empreendedora que leve em conta a sustentabilidade. Afinal, não existe empreendedorismo se a iniciativa não for sustentável", declara Norman de Arruda Filho, superintendente do ISAE/FGV.

Além do ex-ministro e do superintendente do ISAE/FGV estiveram presentes o diretor-superintendente do Sebrae/PR, Allan Marcelo de Campos Costa, da gerente geral da central RPC de Marketing, Milena Seabra, do reitor da Universidade Positivo, Oriovisto Guimarães e do diretor corporativo de marketing do Grupo Positivo, Rogério Mainardes.

História
O Prêmio Ozires Silva de Empreendedorismo está em sua segunda edição. Neste ano, o concurso teve como tema principal "Empreendedorismo e Sustentabilidade", e procurou reconhecer iniciativas inovadoras que se preocupassem com questões ambientais e sociais.

Para saber mais sobre o Prêmio e os Projetos vencedores acesse www.fgvpr.br/premio

Ganhadores do Prêmio Ozires Silva de Empreendedorismo:
Empreendedor Público
1º Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - "Ecopostal"
2º Petrobras - "Reabilitação de Áreas na Mineração do Xisto"
3º Prefeitura Municipal da Estância Turística de Ribeirão Pires - "Implantação da Gerência de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência"

Empreendedor Sustentável
1º Bicarbras - Briquetagem e Carbonização do Brasil - "Fabricação Limpa de Carvão Vegetal"
2º Holcim Brasil - "Programa Ortópolis"
3º Fundação Educacional Itaqui - "Borda Viva" e Instituto Bom Aluno do Brasil - "Programa Bom Aluno" (empate)

Novos Empreendedores

Reparte (Rede Paranaense de Incubadoras e Parques Tecnológicos) - "Projeto Piloto de Ações Empreendedoras na Região do Vale do Ribeira"; e 1º Biomec - "Bombas de Vácuo e Compressores de Ar Ambientalmente Corretos".
2º Hi Technologies - "Hi Technologies: Tecnologia, Inovação e Humanização"
3º BioSmart - "BioFeed - Monitoramento de Movimentos Humanos"

Fonte: Anprotec

Petrobras é a petroleira mais sustentável do mundo

Pesquisa da Management & Excellence (M&E) apontou a Petrobras como a petroleira mais sustentável do mundo. Líder do ranking, com a pontuação de 92,25%, a estatal brasileira é referência mundial em ética e sustentabilidade, considerando 387 indicadores internacionais, como queda em emissão de poluentes e vazamentos de óleo, consumo de energia e transparência no atendimento a fornecedores.

Os critérios para o ranking levaram em conta a adequação a padrões internacionais, como os da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Pacto Global da ONU, os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), a presença no Índice Dow Jones de Sustentabilidade e a apresentação do Balanço Social e Ambiental, segundo as orientações do Global Reporting Initiative (GRI).

A M&E é uma consultoria espanhola especializada na avaliação de companhias, bancos, fundos de investimento, analistas de mercado e consultores, sendo uma das instituições mais respeitadas pelo mercado de investidores e pela mídia nos Estados Unidos, Europa e América Latina. A pesquisa foi realizada diretamente em todas as companhias e através de veículos de comunicação. No segmento da indústria de petróleo e gás, a consultoria mede o desempenho em governança corporativa, ética, transparência, sustentabilidade e responsabilidade social.

Na última pesquisa, publicada em 2007, a Petrobras havia sido classificada na 2ª posição com pontuação de 89,64%, atrás da Shell (90,16%) e seu avanço foi o mais acentuado entre os participantes, sendo apontada como a empresa que teve o progresso mais rápido entre as maiores companhias mundiais do setor nos últimos três anos.

Esse resultado demonstra o reconhecimento do compromisso da Companhia com as questões de governança, transparência, responsabilidade social e ambiental e no relacionamento com investidores e na comunicação com as demais partes interessadas.

Conheça o ranking das empresas e suas pontuações:
1º Petrobras - 92,25%
2º Total - 91,21%
3º BP - 89,15%
4º StatoilHydro - 89,15%
5º Shell - 87,86%
6º ENI - 78,55%
7º Repsol - 74,68
8º OMV - 73,39
9º Chevron - 72,87%
10º ConocoPhillips - 72,35%
11º ExxonMobil - 67,96%
12º Pemex - 66,93%

A pesquisa, incluindo o ranking oficial, está disponível na internet através do endereço: http://www.management-rating.com/index.php?lng=en&cmd=210

Fonte: Agência Petrobras

R$ 100 milhões da Fapesb para Inovação Tecnológica

Até 2010, serão investidos R$ 100 milhões em inovação tecnológica na Bahia. Na terça-feira (19/2), em evento na sede da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), foram lançados três editais, além da abertura oficial do Programa Estadual de Incentivo à Inovação Tecnológica, o Inovatec, e da assinatura de um protocolo de intenções com o Banco do Nordeste.

Do total de recursos disponíveis, R$ 16,5 milhões são oriundos do Edital do Programa de Apoio a Pesquisa em Empresas, o Pappe Subvenção. A iniciativa tem como objetivo financiar projetos que apresentem inovações tecnológicas em produtos, processos ou serviços oferecidos por empresas, incubadoras ou consórcios empresariais, desde que classificados como micro ou pequenas empresas.

Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado da Bahia (Secti) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o Pappe Subvenção apoiou 81 projetos em edições anteriores, obtendo resultados positivos na confecção de máquinas para desidratação do tomate, desenvolvimento de brocas para perfuração de rochas, entre outros.

Foi também lançado o Edital Pesquisadores nas Empresas, de R$ 1,5 milhão. Os recursos serão utilizados na concessão de bolsas para pesquisadores que atuarão em micro, pequenas e médias empresas baianas, fomentando a inovação tecnológica por meio da aproximação entre o setor produtivo e a academia.

Segundo a Fapesb, serão aceitos projetos de desenvolvimento tecnológico de produtos ou processos que tenham como objetivo final aumentar a competitividade das empresas. São parceiros da fundação no edital o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Secti.

O outro edital lançado foi de Apoio a Sistemas Locais de Inovação em Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs). Com recursos da ordem de R$ 1 milhão, o edital apoiará as ICTs com o objetivo de contribuir para a implantação e consolidação de políticas de inovação, gestão da inovação, fomento à aproximação com o setor produtivo e disseminação da cultura empreendedora e de propriedade intelectual no estado.

Podem submeter propostas instituições públicas ou privadas que tenham como missão executar atividades de pesquisa básica ou aplicada de caráter científico ou tecnológico. Juntamente com a Secti, são parceiros da Fapesb no edital o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/BA), a Federação das Indústrias do Estado da Bahia/Instituto Euvaldo Lodi e o Instituto Nacional da Propriedade Industrial.

Também foi lançado no evento em Salvador o Inovatec. Até 2010, o programa contará com recursos de R$ 60 milhões para ampliar a infra-estrutura de base tecnológica da Bahia. Poderão se beneficiar as empresas e instituições dispostas a realizar novos investimentos de base tecnológica, além de órgãos da administração direta ou indireta nos níveis municipal, estadual ou federal que efetuem sistematicamente investimentos em ciência e tecnologia no estado.

Completando os R$ 100 milhões que o gkoverno da Bahia está investindo na inovação tecnológica, o Programa Juro Zero dispõe de R$ 20 milhões para financiar atividades de inovação em micro e pequenas empresas. O financiamento é pago em cem parcelas, sem a incidência de juros reais, sem período de carência e sem a exigência de garantias reais. De todas as iniciativas com foco na inovação, essa é a única que é reembolsável.

A Fapesb e a Secti também assinaram um protocolo de intenções com o Banco do Nordeste. Juntas, as três instituições lançarão editais de interesse comum, oferecerão bolsas de mestrado e doutorado para pesquisadores baianos e criarão linhas de crédito para investimentos em incubadoras e empresas de bases tecnológicas da Bahia. O termo tem validade de dois anos, podendo ser renovado. Os valores dos editais e das linhas de crédito ainda estão em fase de definição.

Mais informações: http://www.fapesb.ba.gov.br/

Fonte: Agência Fapesp

Doença de Chagas - O maior desafio no momento é conter a migração da doença para países não endêmicos

Quase um século depois de sua descoberta, feita por Carlos Chagas em 1909, a doença de Chagas continua a se espalhar pelos continentes, apesar de não figurar nem mesmo na lista das doenças negligenciadas da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Como não era alvo de preocupações globais, a doença não podia ser enfocada pela OMS, mas apenas por um departamento da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Entretanto, estimativas recentes indicam que existem no mundo cerca de 12 milhões de pessoas infectadas com o mal, que causa de 20 a 40 mil mortes ao ano. Somente na América Latina são de 100 mil a 200 mil novos casos a cada ano.

Após reconhecer que não se trata de um problema restrito à América Latina e sim mundial – depois de casos notificados em países considerados não endêmicos, como Espanha, Estados Unidos e Austrália –, a OMS criou, em agosto de 2007, a Rede Global pela Eliminação da Doença de Chagas.

Estimativas dão conta de que 1.067 dos 65.255 (16 por 1 mil) imigrantes latino-americanos que vivem na Austrália podem estar infectados com o Trypanosoma cruzi, protozoário causador da doença. No Canadá, em 2001, 1.218 dos 131.135 imigrantes (9 por 1 mil) também estavam infectados.

Nos Estados Unidos, levantamento recente apontou que, de 1981 a 2005, entre 56 mil e 357 mil dos 7,2 milhões de imigrantes legais (8 a 50 por 1 mil) podiam estar infectados. Na Espanha, 5.125 dos 241.866 imigrantes legais (25 por 1 mil) podem estar infectados.

“Problemas econômicos e políticos estimulam a migração da doença de Chagas dos países endêmicos para os países desenvolvidos”, analisa o médico Pedro Albajar Viñas, do Laboratório de Doenças Parasitárias do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), que acaba de ser escolhido pela OMS para coordenar o grupo de especialistas de todo o mundo que vão compor a nova rede.

No Brasil, estimativas oficiais apontam que existem de 2 milhões a 3 milhões de pessoas infectadas com a doença. Em 2006, a Opas certificou o Brasil como um país livre da transmissão da doença pelo inseto Triatoma infestans, o que acabou dando margem para falsas interpretações e expectativas.

Segundo o especialista, o que torna o Triatoma infestans temido é ser um inseto doméstico e rápido transmissor: após picar alguém, ele logo defeca, fazendo com que a pessoa se infecte imediatamente. “Dos 100% de infectados, 40% desenvolvem a doença. Desses, 30% têm problemas cardíacos, enquanto 10% desenvolverão problemas digestivos”, explicou. A maior ameaça, segundo ele, são os 60% restantes dos infectados, que se mantêm assintomáticos ao longo dos anos.

Especialista em medicina tropical, Viñas foi consultor da Opas em projetos na América Latina. Recentemente, assessorou o órgão na Catalunha, quando a região espanhola foi surpreendida por um surto da doença. Em entrevista à Agência FAPESP, o médico esquadrinhou um panorama atual da doença no mundo e fala dos desafios e estratégias da rede que passa a chefiar.

O Brasil está livre da transmissão da doença de Chagas pelo Triatoma infestans?
A afirmação até pode ser verdadeira, uma vez que de 2006 para cá o T. infestans não transmitiu a doença. Isso, entretanto, não quer dizer que o inseto não exista mais por aqui, mas apenas que os encontrados não estavam infectados, o que também não significa que não possam vir a se infectar novamente. Além disso, existem outras espécies predominantes espalhadas por um terço do Brasil. Mesmo sendo considerado o principal transmissor da doença, por morar dentro de residências, o T. infestans não é o único vetor. Na Amazônia, por exemplo, são conhecidos 16 tipos de barbeiros, dos quais dez já foram achados infectados.

O problema então pode ser muito maior do que se imagina?
A questão é que a doença de Chagas é um mal que não se manifesta e não é obrigatória a denúncia por parte dos médicos, a não ser quando se trata de um caso agudo. Por isso, cerca de metade do número dos casos passa despercebido. Por não serem casos notificados, essas pessoas podem levar a doença para outras partes do mundo ou infectar um barbeiro, o qual por sua vez acaba infectando outro indivíduo. Além disso, há também o risco de transmissão vertical de mãe para filho ou da transmissão por doação de órgãos, uma vez que quem está doando pode não saber ser portador da doença.

Casos de doença de Chagas têm sido registrados na Europa e na América do Norte, o que estimulou a OMS a criar a Rede Global pela Eliminação da Doença de Chagas. Essa criação se deu porque a doença deixou de afetar somente os países pobres?
Sim, mas podemos dizer que isso é positivo. Quando algo se torna de interesse de um país rico e desenvolvido, as indústrias farmacêuticas começam a se interessar e a investir, o que acaba beneficiando a todos, ricos ou pobres. Como faz parte das Américas, os Estados Unidos têm, em seu território, espécies de barbeiros. A grande questão é que muitos imigrantes das Américas do Sul e Central têm ido morar lá. Quando foram detectados no país sete casos autóctones da doença, de cidadãos norte-americanos, e 117 casos de doadores positivos em bancos de sangue, descobriu-se que o problema não era somente da América Latina. Em Barcelona, onde a população latino-americana, proveniente especialmente do Equador, Colômbia, Brasil e Argentina, representa cerca de 5% do total, foram registrados cem infectados. Se existem lá 324 mil imigrantes e aplicamos uma taxa de prevalência de infecção de 2,5% – vigente nos países de origem desses imigrantes –, teremos cerca de 8,1 mil infectados. Levando em conta que desses 30% a 40% desenvolvem doenças do coração ou do intestino, então são cerca 2,4 mil pessoas doentes só nessa região da Espanha. Se existem 147 mil mulheres latino-americanas vivendo na região e aplicamos a mesma taxa de prevalência da infecção, teremos 3,6 mil infectadas, com risco de transmissão vertical para os filhos. No caso dos Estados Unidos, se aplicarmos a taxa de prevalência de Barcelona e fizermos o mesmo cálculo, veremos que a situação é ainda pior, além de ser um país sem sistema gratuito de saúde. Atualmente, vivem nos Estados Unidos 40 milhões de latino-americanos, o que representa 14% da população total. A Austrália, por sua vez, abriga 65 mil latino-americanos, portanto deve ter mais de 100 infectados. O Canadá tem 130 mil imigrantes, por isso estimamos 1,2 mil infectados. Os resultados são diferentes porque o cálculo é sempre feito tendo em vista a taxa de prevalência da infecção nos países de origem dos imigrantes. Com isso, percebemos que há uma bomba prestes a explodir.

Há um contexto favorável para ativar essa bomba?
Sim, e além da ameaça que a imigração significa, há também o risco gerado pelo turismo. O turista do mundo inteiro, ao vir para a América Latina, tem a idéia de aventura. Quando viaja para a Amazônia, quer dormir na mata, ignorando os perigos que podem advir. Outros problemas são as transfusões de sangue e transplantes de órgãos. No Brasil, os bancos de sangue testam para Chagas. Nos Estados Unidos esse teste não era sequer aplicado antes de notificados os 117 casos. França e Espanha estão correndo para fazer protocolos e organizar hospitais e bancos de sangue. Países não endêmicos que recebem imigrantes de áreas endêmicas devem desenvolver políticas para proteger os receptores de órgãos da infecção pelo T. cruzi e evitar a contaminação dos estoques de sangue.

E como a nova rede atuará no combate à doença?
Vamos nos subdividir em quatro grupos. O primeiro trabalhará com informação e vigilância epidemiológica. Outro se encarregará das transfusões de sangue e transplantes de órgãos. O terceiro grupo será responsável pela triagem e diagnóstico da doença, enquanto o quarto trabalhará com os doentes. A meta é avançar na eliminação da doença de Chagas, que não pode continuar escondida. A dois anos do centenário da descoberta da doença, a situação ainda está fora de controle. Há uma emergência da doença onde se dizia que não existia. Além disso, a resistência do Triatoma infestans é outro grande obstáculo. Na década de 1980, entusiasmados com as primeiras campanhas de borrifação, técnicos da Opas chegaram ao ponto de dizer que a doença estaria eliminada até 2010. Hoje, vemos não somente que isso não ocorreu como também que está se espalhando pelo mundo. Temos apenas dois anos para atingir essa meta, o que não será possível. Desta vez não vamos estabelecer uma nova meta.

Fonte: Washington Castilhos / Agência Fapesp

Células tronco são também promessa de desenvolvimento econômico, afirma pesquisador americano

As terapias com células-tronco não são apenas uma esperança para a cura de diversas doenças: elas são também uma promessa de desenvolvimento econômico. A opinião é de Paul Sanberg, diretor do Centro de Excelência para o Envelhecimento e Reparação Cerebral da Universidade do Sul da Flórida, Estados Unidos.

Sanberg, que também é editor-chefe da revista Cell Transplantation, apresentou nesta terça-feira (19/2), no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas, a palestra “Terapia celular em problemas cardiovasculares e neurológicos: da bancada às aplicações clínicas”.

De acordo com o pesquisador, que é autor de cerca de 500 artigos e tem mais de 25 patentes de produtos voltados para tratamentos com células-tronco de medula óssea e de sangue de cordão umbilical, a pesquisa no setor está entrando em uma nova fase.

“Os avanços são muito promissores e há novos produtos em diversos graus de desenvolvimento. A interação entre academia e indústria tem sido importante. O desafio agora é conseguir recursos para passar para o estágio de testes clínicos de grande escala”, disse Sanberg.

Segundo ele, nos Estados Unidos e em diversos países asiáticos a comunidade científica e os governos perceberam o potencial econômico das novas terapias. “A Califórnia, sozinha, investe US$ 3 bilhões por ano em pesquisas sobre terapias celulares e células-tronco. A idéia é que a produção dessas tecnologias se torne economicamente tão importante quanto a do Vale do Silício”, disse.

Sanberg, que é diretor executivo da Sociedade Norte-Americana para o Reparo e Transplante Neural, diz que atualmente as pesquisas na Universidade do Sul da Flórida são focadas em modelos animais pré-clínicos.

“Tentamos responder a questões sobre como injetar as células-tronco, quais as doses ideais, quais são os tipos de células mais eficazes para determinadas doenças e quanto tempo depois da manifestação da doença se deve começar a terapia. Todo esforço é focado em trazer as terapias para perto do paciente”, destacou.

Segundo ele, já existem produtos em estágios diversos de desenvolvimento, mas, a partir de agora, a cooperação entre academia e indústria se tornará crucial. “É absolutamente importante ter uma visão do conjunto e poder trabalhar o processo desde a bancada até o produto. A pesquisa no laboratório é fundamental, mas precisamos também trabalhar com as empresas, porque elas nos levam ao próximo nível”, afirmou.

Para o cientista, nem governo, nem universidades têm capacidade para comercialização e realização de testes clínicos de longo alcance. “Isso não é feito nem mesmo pelas pequenas companhias. Elas fazem uma fase, com 200 ou 300 pacientes e licenciam para os grandes laboratórios, que vão colocar grandes investimentos nos testes clínicos finais”, disse.

Explosão de spin-offs
Sanberg lembra que há cerca de 15 anos houve, nos Estados Unidos, um acirramento da mentalidade empreendedora entre os cientistas. “Isso ocorreu, paradoxalmente, quando os investimentos do governo diminuíram. A escassez de recursos acabou transformando os cientistas em homens de negócios, que precisaram aprender a ter um olhar comercial e a diversificar a busca de fontes de financiamento.”

O quadro gerou uma política de estímulo ao trabalho conjunto entre pesquisadores e empresas, a construção de parques tecnológicos pelas universidades e uma explosão no número de empresas spin-off.

“Na Flórida fomos especialmente estimulados depois dos atentados de 11 de setembro de 2001. A economia daquele estado vive do turismo e, como naquela época ficou muito difícil viajar, ela quase entrou em colapso. A universidade foi estimulada a assumir um novo papel no desenvolvimento econômico. Nesse contexto, nossa área se mostrou especialmente promissora”, apontou.

O grupo de Sanberg, que conta com 25 pesquisadores, trabalha atualmente na aplicação de células-tronco do sangue de cordão umbilical no tratamento de derrame e de esclerose lateral amiotrófica.

“Temos a primeira patente norte-americana mostrando que células-tronco da medula óssea podem ajudar na reparação de danos na coluna vertebral e a primeira para uma terapia com células do sangue de cordão umbilical para tratamento de doenças do cérebro”, afirmou.

Fonte: Fábio de Castro / Agência Fapesp

Potencial da mandioca doce para produção de etanol

Durante uma viagem de coleta de plantas na Amazônia o pesquisador Luiz Joaquim Castelo Branco Carvalho, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, de Brasília, conheceu uma variedade de mandioca que em vez de amido tem grande quantidade de açúcares na raiz.

Esses açúcares são, em sua maior parte, glicose, que é o substrato utilizado no processo de fermentação para a produção do etanol. A variedade descoberta pelo pesquisador é na realidade uma mutação genética, guardada e usada pelos índios brasileiros antes mesmo de os portugueses chegarem ao Brasil, para obtenção de bebida alcoólica. “Eles usavam a bebida, chamada caxirim, nas cerimônias religiosas e nas celebrações”, diz o pesquisador.

A planta mutante, após um processo tradicional de seleção de variedades e cruzamento com plantas adaptadas a algumas regiões escolhidas para futuros plantios, resultou em uma variedade que dispensa o processo de hidrólise do amido da mandioca para transformação em açúcar e conversão em álcoois, inclusive o carburante para o combustível. “A eliminação da hidrólise do amido reduz em torno de 30% o consumo de energia no processo de produção de etanol de mandioca”, diz Carvalho.

Da variedade, chamada de mandioca açucarada, a raiz é colhida, moída, prensada e o caldo sai pronto para ser usado no processo de produção do álcool, o que a diferencia das outras matérias-primas utilizadas com a mesma finalidade.

“Os substratos que existem no reino vegetal ou são sacarose, da cana, da beterraba e do sorgo sacarino, por exemplo, ou amido, do milho, de raiz de mandioca, grãos de arroz e grãos de sorgo. Também podemos fazer etanol de bagaço da cana, de gramíneas e resíduos de lavouras”, diz Carvalho.

A proposta de produzir álcool a partir da mandioca açucarada não significa concorrência com o etanol de cana-de-açúcar, mas sim a possibilidade de ocupar outros nichos agrícolas, como a Amazônia, o Nordeste e o Centro-Oeste. Clique aqui para ler o texto completo na edição de fevereiro de Pesquisa FAPESP.

Fonte: Dinorah Ereno /Pesquisa Fapesp

Capes lança dois novos editais: Programa STIC AmSud e o Programa Capes/Fipse

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) lançou dois novos editais. O primeiro, Programa STIC AmSud, é uma iniciativa da cooperação francesa e brasileira com o intuito de incentivar e reforçar a colaboração e a formação de redes de pesquisa e desenvolvimento no domínio das ciências e tecnologias da informação e da comunicação (STIC). As inscrições para o Programa STIC AmSud estão abertas até o dia 15 de maio.

De acordo com o edital, o objetivo da chamada é desenvolver instrumentos que facilitem o intercâmbio de estudantes, professores, pesquisadores e o compartilhamento de resultados de pesquisa, bem como selecionar e financiar projetos conjuntos de pesquisa, tendo em sua dimensão o potencial de inovação e de transferência tecnológica, envolvendo a França e pelo menos dois países sul-americanos parceiros.

Para essa chamada, a proposta deve ser apresentada pelo pesquisador brasileiro à Capes. O grupo de pesquisa deverá estar associado a, no mínimo, uma equipe francesa e uma sul-americana, que apresentarão simultaneamente suas propostas às contrapartes estrangeiras envolvidas no programa.

Sobre os benefícios, o edital informa que a Capes apoiará o intercâmbio de professores e pesquisadores do lado brasileiro, sendo, no máximo, duas missões de trabalho anuais de até 30 dias cada, por projeto selecionado. Os recursos para intercâmbio de pesquisadores deverão ser usados com despesas de mobilidade, como passagem e diárias para o deslocamento ao país da instituição parceira. A Capes também concederá, conforme suas normas, recursos para mobilidade de estudantes de doutorado e pós-doutorado engajados no projeto de pesquisa proposto, no limite de duas missões de estudo por ano.

O edital completo pode ser lido no endereço eletrônico : http://www.capes.gov.br/editais/abertos/stic_amsud.html .

Programa Capes/Fipse
O Programa Consórcios em Educação Superior Brasil – Estados Unidos (Capes/Fipse) tem como objetivo promover o intercâmbio e a cooperação em nível de graduação por meio de consórcios universitários binacionais, a fim de auxiliar a inserção dos cursos de graduação das instituições de ensino superior brasileiras no cenário internacional, mediante a modernização curricular, o reconhecimento mútuo de créditos e o intercâmbio docente e discente.
De acordo com o edital, o programa é aberto a todas as instituições de ensino superior e os projetos devem estar focados, exclusivamente, no apoio a docentes e discentes, no âmbito do nível de graduação e consistirá de consórcios institucionais bilaterais em qualquer área de formação acadêmica.

Cada país apoiará suas instituições participantes e são previstas, para esta chamada, até dez novas concessões de consórcios de quatro anos, e até quatro novas concessões de atividades complementares de curto prazo de dois anos.

Serão concedidas aos estudantes brasileiros bolsas de graduação, no valor mensal de US$ 750, além de passagens aéreas de ida e volta, seguro saúde e auxílio instalação.

As inscrições para o Programa Capes/Fipse estão abertas até o dia 30 de abril. A documentação deverá ser enviada em papel e em duas vias para a Capes.

Veja o edital completo: http://www.capes.gov.br/editais/abertos/fipse.html .

Fonte: Gestão CT

Brasil avança no plantio de coníferas e exóticas

O Brasil é o terceiro país, entre aqueles localizados nos trópicos, em termos de área plantada, sendo superado pela Índia que possui 18,9 milhões e a Indonésia com 8,8 milhões de hectares com plantios florestais. Quase 100% das áreas reflorestadas foram plantadas com espécies de eucalipto ou coníferas. Em termos de silvicultura dos eucaliptos e coníferas de rápido crescimento, houve um grande avanço nas áreas de melhoramento genético e nutrição florestal, culminado em plantios de alta produtividade, adaptabilidade e qualidade desejada de produtos florestais.

Técnicas modernas, como micropropagação vegetativa, são usuais na maioria das empresas florestais brasileiras. Nas áreas de tecnologia e qualidade da madeira também houve avanços significativos, principalmente nos segmentos de celulose e energia, e ultimamente os de madeira serrada.

A silvicultura de espécies tropicais que nos ocorrem diferentes ecossistemas brasileiros é bastante recente e demonstra um claro descompasso em relação aquela desenvolvida para o eucalipto e coníferas de rápido crescimento. Parte do descompasso é decorrente da falta de conhecimento sobre a fenologia das espécies, produção de sementes e mudas e sistemas de plantio. Da mesma forma, praticamente inexistem plantios comerciais com essas espécies, o que contribui para mistificar a sua utilização.

Atualmente inúmeras universidades e institutos vêm realizando pesquisas com as espécies brasileiras, visando obter os conhecimentos necessários para viabilizar a sua silvicultura. Algumas experiências de plantio dessas espécies começam a despontar, tanto no Amazônia como na região da Mata Atlântica.

O reflorestamento, com uso de espécies nativas ou exóticas pode ser feito para uma série de finalidades, que normalmente são econômicas e financeiras (comercial), mas podem ser para uso de recuperação, para proteção e, com grande ênfase atual, para usos múltiplos.

Neste sentido, torna-se necessário especificar de maneira mais precisa possíveis, os objetivos para os quais se devem considerar: o tipo, quantidade e qualidade dos produtos e outros benefícios desejados; necessidade temporal na qual os diversos produtos serão necessários e aspectos paralelos ao plantio, tais como a existência de incentivos de órgãos ambientais, dentre outros.

Clima
Um dos fatores básicos para o êxito do cultivo de espécies florestais consiste no uso de materiais genéticos adequados à ecologia das diferentes regiões. De um modo geral, é impossível para ecologistas mensurar todos os fatores ambientais que determinam o habitat natural das espécies, sendo necessário priorizar alguns destes fatores.

Dentre as diversas exigências ecológicas das espécies, os fatores climáticos têm sido um dos mais importantes utilizados para teste de seleção de espécies. Considerando, portanto, que o clima exerce forte influência na fisiologia de plantas, sendo determinante primário da produtividade biológica, estudos climáticos devem prestar grande contribuição para a compreensão da distribuição padrão das plantas.

A distribuição natural de várias espécies florestais de valor econômico e sua correlação com fatores climáticos vem sendo estudada em diversas partes do mundo. No caso de plantas, os resultados de muitos estudos indicam que os fatores climáticos tipicamente definem limites para sua distribuição em grande escala.

Decorrente do fato da distribuição geográfica de espécies vegetais estarem limitadas, até certo ponto, pela natureza particular de cada espécie e pelos aspectos climáticos, deduz-se existir uma correspondência entre o clima e a vegetação. Portanto, o clima com seus múltiplos fatores podem condicionar a possibilidade de cultivo de uma espécie ou procedência. O princípio básico ideal que deve sustentar uma indicação é colocar todas as espécies em áreas apropriadas.

Neste sentido, a escolha é baseada principalmente em seu comportamento nos plantios, na mesma área ou em regiões próximas, ou na ausência destes, no estudo de analogias climáticas, comparando as condições climáticas locais das áreas de origem das espécies ou onde as mesmas obtiveram sucesso. Dentre as características, as que mais vêm recebendo atenção são:
- Temperatura: médias das máximas e mínimas de cada mês, máximas e mínimas absolutas, média anual;
- Precipitação: não só a total, mas também a distribuição ao longo do ano e médias anuais;
- Ocorrência de geadas: ocorrência ou não de geadas, bem como sua intensidade;
- Deficiência hídrica.

Solo
Na avaliação da qualidade de um ecossistema deve-se ter em mente que uma série de fatores está intensamente envolvida no processo produtivo. A fertilidade e os aspectos físicos do solo aparecem neste contexto, como extremamente importantes, visto que os solos brasileiros são naturalmente pobres. A avaliação da fertilidade do solo é normalmente realizada com base em atributos como teor de nutrientes, vegetação natural e uso agrícola, morfologia do perfil, textura do solo, profundidade e afloramento de rocha.

A dimensão da importância do solo na seleção de espécies florestais é de difícil determinação. Sabe-se que quanto mais se conhecer suas características, menores poderão ser os problemas de inadaptação de uma espécie.

Diversos insucessos na introdução de espécies no Brasil ocorreram porque as características edáficas do sítio foram desconsideradas. Um exemplo é a escolha inadequada da espécie Gmelina arborea, introduzida na região da Floresta Amazônica na década de 70, onde a presença de uma floresta exuberante sugeriu aos silvicultores da época, que os solos daquela região eram potencialmente férteis e, portanto, aptos à introdução de plantios comerciais de espécies de rápido crescimento, sendo verificado, mais tarde, um grande erro de avaliação de fertilidade.

Para exame da aptidão de determinadas espécies arbóreas às condições locais de sítio, os seguintes recursos poderão prestar valiosa ajuda:
- Análise de plantações já existentes nos locais em questão. Neste sentido, é importante a análise das culturas bem sucedidas, bem como, daquelas mal sucedidas;
- Investigação das árvores pioneiras autóctones, de suas exigências ecológicas e de seu comportamento silvicultural;
- Análise das publicações a respeito.

O crescimento em altura e a sobrevivência das plantas são as características mais importantes para a avaliação da adaptação de uma espécie de essência florestal. O crescimento em altura é um dos parâmetros mais importantes para a sobrevivência das árvores em competição, sendo um dos índices mais seguros para determinar se a espécie foi ou não plantada em local apropriado.

Por outro lado, alguns autores relatam que a altura das plantas está relacionada mais com a capacidade produtiva do local onde cresce do que com qualquer outro parâmetro e que, por essa razão, pode ser usada como índice de qualidade local num povoamento equiâneo. Por estar menos sujeita às variações ambientais, a altura é uma característica mais precisa do que o diâmetro, na escolha de uma espécie.

Outro parâmetro que assume relevante papel na avaliação da adaptação de determinada espécie florestal é a taxa de sobrevivência. Entretanto, o estabelecimento e a sobrevivência das plantas podem ser prejudicados por falhas técnicas na produção e no plantio das mudas ou por ataque localizado de formigas ou outras pragas (Hypsipilla grandella em mogno) e doenças (mal das folhas em seringueira). Esses fatores fazem com que determinado material apresente baixa sobrevivência num dado local. Dessa forma, a avaliação isolada da sobrevivência pode conduzir a interpretações tendenciosas quanto à adaptação de um dado material. Todavia, esse parâmetro tem sido empregado por vários autores, como medida de adaptação de espécies e procedência florestais.

Independentemente da finalidade da madeira a ser produzida, a altura, o diâmetro, a sobrevivência e o volume são parâmetros importantes para a avaliação do desempenho de determinada espécie florestal. Em última análise, o volume é a característica mais importante, considerando que é derivado das outras características mencionadas e com as quais apresenta correlação alta e positiva.

Potencial
As regiões tropicais são caracterizadas, grosso modo, como locais de grande intensidade luminosidade, precipitação pluviométrica abundante e solos relativamente pobres. Mas é justamente nessas regiões que se observam os altos índices de biodiversidade, tanto animal como vegetal. As florestas Amazônicas e a Atlântica são exemplos dessa exuberância. Todavia, uma das características principais desses ecossistemas é a intensa ciclagem de nutrientes, que faz com que a biomassa possa ser ciclicamente produzida.

Dentre as espécies, merecem atenção os resultados obtidos para a castanheira que apesar de ser uma espécie tradicionalmente utilizada para produção de frutos/sementes, possui um potencial silvicultural expressivo.

Atualmente ela é explorada na Amazônia, apesar de ser protegida por lei, a partir de cortes ilegais, assim através de licenças especiais fornecidas para áreas inundadas da região, principalmente Tucuruí.

O taxi branco, uma leguminosa de alto valor energético, apresenta volumetria comparável às espécies introduzidas. Neste caso, e diante da demanda de matéria-prima para o setor de energia, principalmente ao longo da Estrada de Ferro Carajás (EFC) esta espécie poderá vir a somar com aquelas que hoje são plantadas ao longo dessa estrada.

O freijó tem demonstrado bom comportamento silvicultural em sistemas agroflorestais e para esse sistema produtivo é sem dúvida uma das espécies mais recomendadas. Uma das poucas espécies a possuir plantio comercial em média escala é o morototó que vinha sendo utilizado por uma fábrica de palitos de fósforos às proximidades de Belém. Não obstante essa empresa ter findado suas atividades na região, a espécie possui características bastante desejáveis, principalmente para a indústria de compensados, marcenaria e carpintaria.

Na região sudeste trabalhos realizados por pesquisadores mostram que algumas das espécies da Mata Atlântica possuem bom crescimento, forma e qualidade da madeira desejavam para inúmeros produtos. Nessa região, onde praticamente não há mais cobertura original, a demanda de produtos madeireiros vem sendo suprimido pelas derrubadas na Amazônia e sul da Bahia. Todavia, é cada vez maior a pressão sobre essas fontes de matéria-prima e em médio prazo talvez não seja mais possível obter esses produtos dessas regiões, principalmente se eles ainda o forem obtido no sistema atual.

Os dados referem-se a um plantio realizado em área da Reserva Florestal de Linhares, situada no município de Linhares-ES. Naquela época, imaginava-se fazer o plantio das espécies regionais da forma que eram os plantios com coníferas de rápido crescimento e eucaliptos. Ao longo dos anos esses plantios foram sendo desbastados e conduzidos para outras pesquisas, sendo que atualmente na mesma área existe um ensaio agroflorestal.

A boleira é uma espécie que possui crescimento semelhante aos melhores materiais de eucaliptos introduzidos na região. É utilizada na fabricação de caixas e embalagens de frutas produzidas localmente. É uma espécie que não apresenta problema fitossanitário e possui boa forma florestal (fuste).

O guapuruvú desponta como grande potencial e na região centro oeste, uma espécie Amazônica. O Schizolobium amazonicum (paricá ou pinho cuiabano) já vem sendo plantado comercialmente. Tanto o pinho cuiabano quanto o guapuruvú apresentam incrementos em altura e diâmetro capazes de prever sua exploração já aos 15 anos de idade.

A farinha seca é uma espécie de crescimento moderadamente rápido, chegando atingir, em condições naturais, 20 - 30 metros de altura e diâmetro de 50 - 80 cm. Sua madeira é leve, compacta e presta para obras internas como forros, divisórias e laminados.

O jacarandá da Bahia é uma espécie que apresenta um bom crescimento inicial, todavia em plantios puros é severamente atacada por um tipo de broca que causa sérios danos á planta, levando-a morte. Consideramos um erro o plantio nessas condições e não obstante o índice de mortalidade ser alto, está sendo possível conhecer e seu ritmo de crescimento. É uma espécie que vem sendo testados em condições de sombreamento parcial - sistemas agroflorestais, ou em plantio em clareiras no interior de florestas secundárias - com incrementos razoáveis e suficientes a se estimar o seu corte aos 40 anos de idade.

O jequitibá rosa apresenta um crescimento muito bom em altura e DAP, como também uma variabilidade genética acentuada entre árvores. Aos 132 meses de idade essa espécie já apresentava um volume de 198 m³/ha. Sua madeira é leve grã direita, textura média e é empregada na construção civil, movelaria, folhas faqueadas, fabricação de brinquedos e saltos de sapatos.( Revista da Madeira)

Nestor Prado Jr. é engenheiro florestal e especialista em Gestão e Manejo Ambiental de Sistemas Florestais

Fonte: Nestor Prado Jr. / Sbef News

Instituto Oswaldo Cruz (IOC) lança programa de pós-graduação em biologia computacional e sistemas

O Instituto Oswaldo Cruz (IOC) lançou um programa inédito de pós-graduação em biologia computacional e sistemas no Rio de Janeiro. As inscrições podem ser feitas até o dia 25 de fevereiro.

Segundo o IOC, o objetivo é ensinar técnicas e abordagens das ciências exatas e engenharias visando ao desenvolvimento de soluções para problemas biológicos, conhecimento amplamente aplicado, por exemplo, nos estudos de genômica, proteômica e estudos de expressão em grande escala.

O programa, de caráter multidiscplinar, credenciou seus cursos de mestrado acadêmico e doutorado na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) em 2007, com conceito 4. São três áreas de concentração: Biologia molecular estrutural; Genômica funcional, evolução e filogenômica; e Sistemas de informação e métodos computacionais.

Em cada área, são oferecidas poucas disciplinas obrigatórias e um grande elenco de disciplinas eletivas. Os estudantes desenvolverão projetos de pesquisa nos laboratórios do IOC e do Programa de Computação Científica da Fundação Oswaldo Cruz, além da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Instituto Militar de Engenharia e Laboratório Nacional de Computação Científica.

O IOC destaca a importância de que os candidatos tenham conhecimentos básicos em álgebra linear computacional, biologia de sistemas, biologia celular e molecular, bem como computação.

Podem se inscrever profissionais das áreas das ciências biológicas e biomédicas, ciências exatas ou engenharias que atuam ou pretendam atuar na pesquisa ou setor produtivo, interessados no estudo de soluções de problemas biológicos em diferentes escalas e níveis de complexidade.

Devem possuir ainda perfil para fazer o uso de abordagens interdisciplinares nas áreas de biologia molecular estrutural, genômica funcional, evolução, filogenômica, sistemas de informação e métodos computacionais.

Mais informações: www.ioc.fiocruz.br/ensino

Fonte: Agência Fapesp

Conferência da Indústria do Gás Natural e o Seminário Nacional de Energia e Ambiente

A Conferência da Indústria do Gás Natural e o Seminário Nacional de Energia e Ambiente serão realizados de 9 a 11 de abril, em Salvador. O objetivo é promover o intercâmbio e a difusão do conhecimento, incentivar a pesquisa e apoiar o desenvolvimento científico e tecnológico na área de gás natural na Bahia.

Promovem o evento a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a Companhia de Gás da Bahia (Bahiagás), empresa vinculada à Secretaria de Infra-Estrutura do Estado da Bahia.

No encerramento haverá a entrega do 1º Prêmio Bahiagás de Inovação aos trabalhos vencedores. O período para inscrição ao prêmio, que destacará iniciativas que contribuam para o desenvolvimento tecnológico na área de gás natural, energia e meio ambiente, termina no dia 29 de fevereiro.

Mais informações: www.bahiagas.com.br/conferencia2008

Fonte: Agência Fapesp

Seminário Internacional Ciência e Museologia

Estão abertas as inscrições para o Seminário Internacional Ciência e Museologia, que terá “Universo Imaginário” como tema central e ocorrerá de 14 a 17 de abril, em Belo Horizonte.

O evento discutirá as relações entre museologia, educação, ciência, arte e tecnologia, tendo como pano de fundo o desenvolvimento da pesquisa em museologia e o seu caráter inovador no campo da tecnologia.

A organizado é do Grupo de Pesquisa e Estudos em Museologia-Arte- Estética na Tecnologia, Educação e Ciência (Musaetec), vinculado ao Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet/MG), em parceria com o Centro de Difusão da Ciência da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Mais informações: http://www.musaetec.xpg.com.br/

Fonte: Agência Fapesp

Presidente da República inicia a segunda fase do plano de expansão da rede federal de educação profissional no E.S.

O presidente da República e o Ministro da Educação, estiveram, no último dia 19, em Cachoeiro do Itapemirim (ES) para iniciar a segunda fase do plano de expansão da rede federal de educação profissional.

O evento aconteceu no Centro Federal de Educação Tecnológica da cidade (Cefet). Na ocasião, o presidente Lula pediu aos estudantes que participavam da cerimônia que aproveitassem a escola técnica para estudar, ter uma profissão e transformar o país numa nação realmente forte.

Haddad adiantou que a expectativa do governo é que as 150 escolas técnicas previstas na segunda fase do plano de expansão estejam licitadas até junho deste ano. Segundo informações do Ministério da Educação (MEC), ele ainda destacou a abrangência do ensino profissional. “Estamos conciliando a oferta dos cursos com a vocação regional. O jovem recém-formado encontra emprego na própria região.”

Ainda de acordo com o MEC, R$ 4,1 milhões foram investidos no Cefet de Cachoeiro do Itapemirim. A proposta é que sejam implantadas, no Espírito Santo, mais nove unidades ligadas ao Cefet nas seguintes cidades: São Mateus, Cariacica Linhares, Aracruz, Nova Venécia, Ibatiba, Vila Velha, Guarapari e Venda Nova.

Mato Grosso do Sul
As discussões do ministério com os Estados na área de educação profissional e tecnológica também foram pauta de uma reunião com o governo de Mato Grosso do Sul, no último dia 18.

Governos federal e estadual estão discutindo a implantação do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Mato Grosso do Sul (Ifet-MS). Segundo informações do MEC, o Ifet terá campi em Campo Grande, Nova Andradina, Aquidauana, Ponta Porã, Três Lagoas, Corumbá e Coxim.

O ministério investirá R$ 5 milhões em cada unidade de ensino. A instalação do Ifet no Estado também está contando com o apoio da Universidade Federal Tecnológica do Paraná (UFTPR). Para Marcus Aurélius Stier Serpe, representante da universidade e diretor-geral pro tempore da Ifet-MS, a implantação dessas instituições federais terão reflexo positivo para o Estado. Serpe ainda levou uma mensagem do governador André Puccinelli ao encontro.
“Tudo o que for referente à educação é prioridade em sua gestão. No caso dessas novas unidades de ensino, serão um avanço científico tecnológico para a população”, finalizou.

Informações complementares podem ser obtidas no endereço.

Fonte: Gestão CT