sábado, 9 de fevereiro de 2008

VISUM une-se à AMD para montagem de placas mãe no Paraná

A grande demanda por produtos de informática no país impulsionou a parceria entre duas empresas importantes do setor. A AMD - multinacional fabricante de processadores - e a Visum - esta genuinamente paranaense - se uniram para a produção de placas-mãe para computadores.

O volume deve chegar a 300 mil unidades somente em 2008. O objetivo da operação é tornar os produtos ainda mais competitivos e com preços atrativos, além de conseguir espaço no mercado.

A Visum, com sede no Parque de Software da Cidade Industrial de Curitiba (CIC), se dedica à produção de placas eletrônicas para diversas áreas, como energia, médica, automotiva e informática.

O perfil da empresa atraiu o interesse da AMD, uma das maiores fabricantes de processadores do mundo. Com a aquisição de uma indústria canadense em 2007, a AMD entrou também no mercado de chipsets, os “corações” das placas-mãe.

“O foco da AMD deixou de ser exclusivamente no processador e a empresa passou a enxergar o computador como um todo. Com isso, a AMD adota nova posição estratégica”, diz Otto Stoeterau, gerente de produtos da AMD.

De acordo com ele, não seria viável se basear em um modelo de montagem internacional justamente pela competição dentro do mercado. Assim, a AMD começou a procurar parceiros brasileiros. Com a Visum, a parceria vai funcionar na produção de placas mães com chipsets e processadores da AMD. O nome fantasia será VS Company. O principal objetivo do projeto é a associação das marcas.

A produção destas placas nas plantas da Visum em Curitiba já começou. Os primeiros lotes das placas-mãe da VS Company estão chegando ao mercado. Foram montadas duas linhas de produção novas exclusivamente para este trabalho. São 200 funcionários envolvidos exclusivamente nestas duas linhas de produção. O investimento não foi divulgado pelas duas empresas.

Para a Visum, um dos pontos fundamentais da parceria é aproveitar o mercado de canal, ou seja, toda a rede de distribuidores que já trabalha com o portfólio da AMD.

“Antes, os pequenos canais compravam produtos ilegais, pois eram mais baratos. Hoje, os preços estão muito mais competitivos. Parcerias como esta só favorecem o mercado e quem adquire estes produtos. A idéia aqui é a criação de uma marca nacional que atenda esta necessidade de se ter um produto local atendendo o mercado nacional. É preciso lembrar que é bem melhor contar com um apoio e redes locais”, diz Túlio Henrique de Lima, diretor da Visum.

Somente com a parceria da AMD, a expectativa é de aumento de 20% no faturamento da Visum. Em 2006, o faturamento líquido da empresa chegou a R$ 46 milhões. O crescimento em 2007 chegou a 110%. A Visum emprega 1,3 mil pessoas. Tanto a Visum quanto a AMD esperam um crescimento de, no mínimo, 30% ao ano com as placas-mãe VS Company.

Aposta é em aquecimento do mercado
O mercado de informática é um dos que mais cresce no país, favorecido pela expansão do crédito e do consumo aquecido. Muitas pessoas estão tendo a oportunidade de comprar o primeiro computador ou fazer upgrades nos equipamentos que possuem.

“Hoje, estamos atingindo uma nova gama de consumidores com a inclusão digital. Estima-se que no Brasil entre 18% e 20% da população tenha acesso ao computador. Estamos conseguindo chegar a outras camadas da pirâmide. São novos consumidores, de novas classes sociais”, diz Otto Stoeterau, da AMD. Ele ainda lembrou que o mercado de informática cresceu mais de 30% no Brasil em 2007.

Stoeterau ressalta que, além do acesso ao computador em casa, o brasileiro também está usufruindo de um crescimento de toda a infra-estrutura do segmento, inclusive da expansão da internet. Todo o panorama é influenciado por disponibilidade de crédito, produção local, acesso e queda do dólar.

“Depois do primeiro computador, é difícil ficar sem”, diz Túlio Lima, da Visum.

Fonte: Cimm

An in vitro model for dengue virus infection that exhibits human monocyte infection, multiple cytokine production and dexamethasone immunomodulation

Utilizando células humanas infectadas com o vírus da dengue, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) desenvolveram um modelo in vitro para avaliação de potenciais produtos farmacêuticos capazes de evitar a exacerbação da doença. O estudo foi publicado na revista Memórias do Instituto Oswaldo Cruz.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a dengue atinge aproximadamente 50 milhões de pessoas em mais de cem países, causando 500 mil internações anuais – a maior parte entre crianças. Apesar da gravidade, os mecanismos de ação da doença ainda não são inteiramente conhecidos.

Segundo a autora principal do estudo, Claire Fernandes Kubelka, do Laboratório de Imunologia Viral do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), o objetivo foi compreender os mecanismos de patogenicidade da dengue e aplicar esse conhecimento a longo prazo, utilizando o modelo para a triagem de drogas. O trabalho foi realizado em parceria com o Departamento de Farmacologia Aplicada do Instituto de Tecnologia em Fármacos de Manguinhos (Farmanguinhos), da Fiocruz.

“Estamos em fase de encontrar parâmetros imunológicos que possam ser bons alvos para drogas. A idéia é aliar nossos estudos sobre a imunopatologia da dengue ao conhecimento de outras entidades especializadas no desenvolvimento de fármacos”, disse Claire.

De acordo com Claire, o modelo se baseou na modulação de citocinas – moléculas envolvidas na emissão de sinais entre as células durante o desencadeamento das respostas imunes – que têm papel importante no desencadeamento de manifestações hemorrágicas da dengue e outros sintomas de exacerbação da doença.

A partir de amostras de sangue de doadores, os pesquisadores isolaram monócitos – um dos tipos de glóbulos brancos – e os infectaram com o vírus 2 da dengue. O fármaco utilizado para inibir as citocinas foi a dexametasona, corticoesteróide amplamente utilizado para suprimir processos inflamatórios de várias naturezas.

“Verificamos que, na cultura de monócitos infectados, a dexametasona provocou uma dimuição da taxa de infecção. Isso não nos anima a utilizar esse imunossupressor como possível medicamento, porque ele tem alta toxicidade e o modelo ainda requer otimização. Mas o uso da dexametasona se apresentou como um controle positivo interessante e os resultados nos incentivaram a pesquisar outros produtos, como fitoterápicos”, explicou a pesquisadora.

Segundo Claire, o imunossupressor funcionou como um antiviral, ao inibir a citocina e, conseqüentemente, diminuir a presença do vírus. Mas, mesmo como antiviral, ela aponta que é preciso ter cautela no uso da dexametasona, já que pode haver presença do vírus também no meio extracelular. Além disso, o alastramento do vírus não é a principal preocupação nas pesquisas.

“Na dengue, o mais importante não é o alastramento, mas o excesso da reação inflamatória. Acreditamos que é mais interessante buscar medicamentos capazes de barrar a reação do que fazer o controle da replicação viral”, afirmou.

A pesquisadora do IOC destaca que os detalhes de mecanismos de ação da dengue ainda precisam ser desvendados. Segundo ela, um ponto crucial da doença é a indução de distúrbios no sistema de coagulação e o aumento da permeabilidade vascular. Essas alterações levam à diminuição da quantidade de plaquetas no sangue e ao extravasamento de fluidos para vários órgãos (edemas). As conseqüências podem ser a queda da pressão, o choque (desmaios) e as hemorragias.

“Estamos tentando saber por que determinados fatores excretados são importantes para induzir essa permeabilidade. Se descobrirmos esses detalhes dos mecanismos de ação, teremos mais peças desse quebra-cabeça. É possível que, seguindo nessa linha de estudos, possamos descobrir algum mecanismo que seja um alvo potencial para as drogas que possam impedir o desenvolvimento da resposta exacerbada mais precocemente”, disse.

Alvos negligenciados
Em outro trabalho, publicado pela editora Elsevier, o grupo testou o mesmo modelo utilizando, no lugar da dexametasona, um fitoterápico já patenteado, a Uncaria tomentosa, conhecida como unha-de-gato. O estudo teve participação de pesquisadores do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

“Trata-se de um antiinflamatório comercial do qual ainda não temos uma fração quimicamente pura, apenas uma fração alcalóide. O efeito é parecido com o da dexametasona. É uma entre as várias opções que estamos testando. O interesse é mostrar se alcalóides também são capazes de modular a infecção”, explicou.

Claire afirma, no entanto, que ainda não se tem certeza de que esses são os alvos ideais. “A doença precisa ser mais bem entendida. Por isso temos um projeto de doenças negligenciadas com 12 equipes, incluindo pesquisadores da Fiocruz e da UFRJ. Um dos focos é descobrir os parâmetros de gravidade da doença sob as perspectivas da fisiopatologia, imunopatologia e genética, a fim de descobrir porque algumas pessoas desenvolvem uma forma branda da doença e outras têm manifestações hemorrágicas ou entram em choque”, disse.

Para ler o artigo An in vitro model for dengue virus infection that exhibits human monocyte infection, multiple cytokine production and dexamethasone immunomodulation, de Claire Kubelka e outros, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.

Fonte: Fábio de Castro /Agência Fapesp

Sistema de Intercâmbio de alunos das Universidades Federais a partir de 2009

As universidades federais brasileiras devem ter em 2009 um sistema que permite, sem burocracia, que o estudante de uma delas curse parte da graduação em outra instituição. Os intercâmbios entre federais também poderão ser feitos por professores e serão regulados pelo futuro Sistema Brasileiro de Transferência de Crédito, que será criado pelo Ministério da Educação (MEC). O programa é inspirado no Acordo de Bolonha, que existe na Europa desde 1998 e permite a mobilidade de milhares de estudantes entre universidades de vários países.

Segundo o secretário de Ensino Superior do MEC, Ronaldo Mota, há a intenção também de permitir o intercâmbio de alunos com outras universidades públicas do Brasil e do mundo e até privadas. "As instituições não precisam ter currículos homogêneos, mas devem conversar entre elas para que os créditos sejam validados rapidamente", diz Mota. Hoje, segundo o secretário e dirigentes de universidades federais, o processo é lento, exige avaliação por comissões e nem sempre é autorizado. O novo projeto permitirá intercâmbios de seis meses a um ano.

"Um curso de cálculo, por exemplo, é semelhante em qualquer federal", diz a pró-reitora de Graduação da Universidade Federal do ABC (UFABC), Itana Stiubiener. A instituição, criada há dois anos, é a mais preparada do sistema federal para a mobilidade de estudantes. Os alunos cursam um ciclo básico nos primeiros anos e se formam em bacharéis de Ciência e Tecnologia; só depois escolhem uma especialidade, como Engenharia. Além disso, um terço das disciplinas que precisam ser cursadas é de livre escolha e pode ser feito em qualquer instituição considerada de excelência. "Acreditamos que é importante ter uma formação em que o aluno escolhe parte do que quer aprender. Se ele gosta de um curso na USP, por exemplo, pode fazer lá", completa a pró-reitora. Ela acredita que o sistema vai ajudar no modelo da UFABC.

As universidades federais e o MEC têm se reunido desde o fim do ano passado para discutir como funcionará o sistema. Ele faz parte do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) do MEC, que teve a adesão de todas as 53 instituições e prevê o crescimento em 71% no número de vagas até 2012. O sistema de transferência de créditos também funcionará da mesma maneira, com adesão das instituições.

"É preciso mudar conceitos. O importante não é ler a página 37 de um mesmo livro para validar o crédito feito em outra universidade", diz Leonardo Lazart, diretor de Tecnologia e Apoio à Aprendizagem da Universidade de Brasília (UnB). Outra instituição disposta a aderir ao novo sistema é a federal de Goiás (UFGO). Para o pró-reitor de Administração da instituição, Orlando Valle do Amaral, a mobilidade de estudantes é essencial para a formação. "É preciso experimentar outra realidade, conhecer a diversidade, ouvir outros professores", diz.

Ele ainda acredita que o sistema pode ajudar as recém-inauguradas universidades federais. O governo Lula criou quatro instituições e dezenas de câmpus de outras já existentes. Para Amaral, professores mais experientes de universidades antigas poderão dar aulas nas mais novas. "Os docentes também poderão aproveitar laboratórios mais equipados de uma ou outra instituição", diz.

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) aprova o novo sistema, apesar de informar que já há alguns convênios entre instituições para intercâmbio. Malvina Tuttman, uma das diretoras da entidade, lembra que é preciso ter financiamento para que alunos mais pobres também possam usufruir do programa e ter condições de morar em outra cidade.

O SISTEMA
53 universidades federais em todas as regiões do País

589.821 alunos atualmente estudam nessas instituições

133.941 vagas estão disponíveis em vestibulares

32.931 delas estão em cursos noturnos

71% é quanto vai crescer até 2012 o número total de vagas

Fonte: Renata Cafardo / Secom UNB

Observatório Nacional disponibiliza a sincronização de computadores à hora legal brasileira

Está disponível pela internet, desde o mês passado, uma ferramenta que possibilita a sincronização de computadores à hora legal brasileira. O serviço é realizado pela Divisão do Serviço da Hora (DSH) do Observatório Nacional (ON/MCT), por meio de um novo servidor de Network Time Protocol (NTP).

Para atender à demanda de sincronismo em tempo real do sistema financeiro mundial, o ON atualizou a estrutura de seus equipamentos e participa do Tempo Universal Coordenado, juntamente com os órgãos disseminadores de tempo e freqüência de diversos países. Assim, para cumprir as suas atribuições, o observatório dispõe de relógios atômicos de Césio com exatidão de cerca de 5 x 10-13 em freqüência.

Segundo texto divulgado pelo ON, o engenheiro Ricardo José de Carvalho, chefe da DSH, ressalta que a possibilidade de ajuste da hora é segura e beneficia a todos os usuários de computadores que têm interesse e necessidade de uma medição de tempo precisa.

Para saber como ajustar a hora do relógio acesse o endereço: http://pcdsh01.on.br/ .

Fonte: Gestão CT

Pesquisadores brasileiros da Estação Antártica Comandante Ferraz confirmam a redução da camada de ozônio

Pesquisadores brasileiros que estão na Estação Antártica Comandante Ferraz para as atividades científicas do verão 2007/2008 constataram novamente a redução da camada de ozônio.

O grupo, que enfrenta o inverno mais rigoroso na região nos últimos 20 anos, desenvolve projetos que fazem parte do quarto Ano Polar Internacional, como o estudo do buraco na camada de ozônio e de variações climáticas.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apesar de as conclusões finais saírem apenas em 2010, os resultados científicos começam a ser divulgados este ano.

“O Ano Polar está permitindo à comunidade científica participar de uma grande campanha observacional para desenvolver pesquisas nos ambientes ártico e antártico, aprofundando o conhecimento quanto à conexão dos pólos com outras latitudes, as mudanças climáticas e sua interação com o meio ambiente da Terra”, disse Neusa Paes Leme, pesquisadora do Inpe e coordenadora do projeto Atmosfera Antártica e suas conexões com a América do Sul, que estuda a camada de ozônio e a radiação ultravioleta.

Segundo a pesquisadora, em 2007 a redução da concentração do ozônio na camada foi 15% menor do que em 2006, quando foi registado um novo recorde em tamanho e destruição da camada de ozônio. A concentração do gás CFC, responsável pela destruição do ozônio, ainda é alta e os modelos indicam que a camada só estará normal em 2060, se comparada com a concentração de 1980.

A camada de ozônio é monitorada na Estação Antártica Comandante Ferraz no período de agosto a março, desde 2001, e em campanhas especiais em setembro e outubro, desde 1992. No período da ocorrência do buraco de ozônio, a concentração sobre a estação é reduzida em torno de 65% e a radiação ultravioleta pode aumentar em 500%, atingindo valores de regiões tropicais.

Além da pesquisa sobre a camada de ozônio, o Inpe também tem projetos ligados ao estudo da alta, média e baixa atmosfera, meteorologia, aquecimento global, gases do efeito estufa, radiação ultravioleta, relação sol-atmosfera (clima espacial), transporte de poluição e oceanografia.

Os pesquisadores estão elaborando em Ferraz três publicações com dados dos projetos para periódicos científicos. O projeto de meteorologia produziu um documento com informações sobre o clima da região com registros da temperatura no local desde 1986 e na baía do Almirantado desde 1949.

Durante esta temporada foram realizadas outras atividades, como instalação da antena GPS, manutenção do sistema de registros meteorológicos da torre de coleta de dados e instalação de uma nova câmera ligada à internet no módulo do projeto Geoespaço para monitorar simultaneamente a entrada da baía do Almirantado e os arredores da Estação Antártica Comandante Ferraz.

Foi testado o robô para levantamento fotográfico e obtenção de imagens de vídeo das formas de vida marinha encontradas no fundo da baía do Almirantado. Operado de forma remota, o robô, especialmente adaptado para executar missões de exploração nas águas geladas, realizou cinco mergulhos, atingindo 26 metros de profundidade.

Nas pesquisas envolvendo a fauna antártica – região onde se reproduzem cerca de 40 espécies de aves, sendo oito espécies de pingüins e as demais espécies são aves voadoras –, foi realizado o monitoramento do vírus da influenza aviária e o vírus da doença de Newcastle em pingüins da Ilha Rei Jorge, além do estudo das condições ambientais extremas da Antártica, como o frio intenso, que influenciam as características fisiológicas, reprodutivas e comportamentais das espécies que vivem ou se reproduzem nesse ambiente.

Segundo os pesquisadores, a primeira fase de atividades de vários projetos teve a rotina alterada em função da total ausência de água no sistema de abastecimento da Estação Ferraz, o que modificou alguns dos objetivos previstos, pois as medições que dependem desse recurso seriam impraticáveis ou corriam o risco de gerar dados inverídicos em relação ao padrão usual de Ferraz.

Mais informações: www.inpe.br/antartica
Fonte: Agência Fapesp

Brasil firma acordos com a Espanha e França nas áreas de defesa e C & T

O Brasil firmou no último dia 7, acordo de cooperação com a Espanha. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e o ministro espanhol de Assuntos Exteriores e de Cooperação, Miguel Ángel Moratinos, assinaram, em Madri, o Plano de Ação em Ciência e Tecnologia entre os dois países. Já no dia 29 de janeiro, foi firmado acordo entre os ministros da Defesa do Brasil, Nelson Jobim, e da França, Hervé Morin, relativo à cooperação no domínio da defesa e ao estatuto de suas Forças.

França
No documento do acordo com a França, os dois países reafirmam o compromisso com a Carta das Nações Unidas e com a solução pacífica dos conflitos, levando em consideração o princípio da não-intervenção nos assuntos internos dos dois Estados.

Entre os temas abordados no acordo estão pesquisa e desenvolvimento; apoio logístico e aquisição de produtos; equipamentos e serviços de defesa; intercâmbio de instrutores e estudantes de instituições militares; escalas de navios e aviões militares; treinamentos conjuntos; troca de experiências em missões de paz; implementação e desenvolvimento de programas e projetos de aplicação nas áreas de ciência e tecnologia relacionados com a defesa, entre outros.

A íntegra do acordo está disponível no endereço.

Mais informações com a assessoria de imprensa do ministério pelo telefone (61) 3312-4071.

Informações adicionais sobre o Ministério da Defesa no site www.defesa.gov.br .

Fonte: Gestão CT

MEC lança chamada para projetos voltados ao desenvolvimento de tecnologias educacionais

O Ministério da Educação recebe, até o dia 14 de março, inscrições para a chamada pública MEC/SEB nº 1/2008. O edital é voltado para as empresas, universidades, professores ou qualquer interessado que tenha desenvolvido um projeto sobre tecnologias educacionais.

A partir da chamada, deverá ser elaborado um guia com o objetivo de orientar gestores na hora de escolher tecnologias capazes de melhorar a qualidade do ensino e do aprendizado.

Em notícia publicada no site do MEC, a secretária de Educação Básica do órgão, Maria do Pilar Lacerda, explica que as ferramentas a serem selecionadas podem ser programadas para diminuir a distorção idade-série ou que privilegiem formas inovadoras e efetivas de alfabetização. “O MEC oferece diversas tecnologias, como o programa Pró-Letramento, de formação de professores”, cita.

Logo após a seleção dos candidatos, a banca examinadora pré-qualificará as tecnologias educacionais que deverão contribuir para elevar a qualidade do ensino na educação básica. As propostas pré-selecionadas integrarão o Guia de Tecnologias Educacionais do MEC, que será uma referência para os gestores que queiram adquirir novas tecnologias.

De acordo com o ministério, as tecnologias educacionais que ajudarem as redes ou estabelecimentos de ensino a melhorar a qualidade da educação poderão ser certificadas pelo órgão.

Primeiro Guia
No ano passado, o MEC lançou a primeira chamada pública com o objetivo de selecionar tecnologias educacionais. Ao todo, 19 propostas foram pré-qualificadas. Elas integram o primeiro Guia de Tecnologias, que se encontra em fase de impressão. A previsão é que a publicação chegue aos Estados e municípios ainda no primeiro semestre de 2008.

Para utilizar uma tecnologia de educação, os municípios deverão incluir essa demanda em seu Plano de Ações Articuladas (PAR) ou entrar em contato com os responsáveis pela ferramenta a partir do guia oferecido pelo MEC.

Os interessados em inscrever uma nova tecnologia educacional deverão acessar o site http://www.cte.mec.gov.br/ .

Fonte: Gestão CT

Projeto Coral Vivo lança o documentário "Vida nos Recifes"

Os recifes de coral, considerados como o equivalente nos oceanos das florestas tropicais úmidas, ocupam cerca de 2,4 mil dos 8 mil quilômetros da costa brasileira. E são eles os protagonistas do documentário Vida nos Recifes, lançado pelo projeto Coral Vivo, iniciativa que tem o objetivo de gerar conhecimento sobre os ambientes recifais brasileiros.

Informações sobre o que são recifes, como são formados, importância dos corais e de outros fenômenos biológicos presentes nesses ambientes são encontrados no DVD que teve apoio do Ministério do Meio Ambiente. A proposta é apresentar conhecimentos científicos sobre o ecossistema por meio de linguagem não-técnica.

Recifes de coral são estruturas rochosas construídas por organismos marinhos, sejam animais ou vegetais portadores de esqueleto calcário, resistentes à ação mecânica das ondas e correntes marítimas. Essas estruturas se distribuem na região equatorial do globo terrestre, em geral em águas rasas, quentes e claras.

“O documentário é destinado tanto a especialistas, que se beneficiam com a riqueza de imagens inéditas captadas durante pesquisas recentes desenvolvidas no Brasil sobre temas como o sistema de desova dos corais, como também ao público leigo, que tem acesso a conteúdos básicos sobre o assunto”, disse Clovis Barreira e Castro, coordenador do projeto Coral Vivo, localizado em Arraial D’Ajuda (BA).

Além das imagens obtidas do mar, o vídeo tem uma série de animações gráficas para explicar conceitos geralmente pouco compreendidos, como detalhes sobre a formação dos recifes de coral.

Segundo Castro, professor do Departamento de Inverterbrados do Museu Nacional, entidade vinculada à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), apesar de ter múltiplos usos como o incentivo à educação ambiental e à multiplicação dos conhecimentos sobre os recifes brasileiros, um dos principais objetivos do documentário é promover a capacitação de professores e agentes de turismo que lidam com a conservação e com o uso sustentável do ecossistema.

“Com base nos conteúdos abordados no vídeo, já fizemos um curso de capacitação para mais de cem agentes de turismo da Bahia e estamos preparando outro para 200 professores de ensino fundamental do sul do estado, onde estão as áreas recifais mais importantes de todo o Atlântico sul”, contou Castro.

Segundo ele, a noção de que o litoral baiano tem as principais áreas recifais do Atlântico sul existe desde a década de 1960. “Todas as espécies de corais formadores de recifes do país conhecidas até o momento pelos cientistas brasileiros e estrangeiros são encontradas no sul da Bahia, sendo algumas espécies exclusivas da região. Os outros recifes do litoral brasileiro têm apenas parcelas dessas espécies. Não é à toa que o primeiro parque nacional marinho brasileiro, o dos Abrolhos, foi criado na região, em 1983”, disse.

De acordo com o pesquisador, um dos motivos da grande quantidade de recifes na região é seu espalhamento em diferentes distâncias da costa, o que contribuiu para o aumento da diversidade de espécies. “No sul da Bahia, diferentemente da maior parte do litoral brasileiro, os recifes são encontrados próximos à costa e também a até 70 quilômetros mar adentro.”

Uma segunda edição do documentário, que abordará as relações do homem com o meio ambiente, deverá ser lançada no segundo semestre de 2008. “A intenção é que essa edição tenha relatos de pescadores antigos e pesquisadores da área para sabermos quais foram as principais transformações dos recifes ao longo do tempo”, antecipou Castro.

O documentário Vida nos Recifes está sendo distribuído gratuitamente durante as atividades de conscientização do projeto Coral Vivo e deverá ser colocado à venda para o público em geral até o fim do ano.

Mais informações: www.coralvivo.org.br ou pelo e-mail

Fonte: Thiago Romero /Agência Fapesp

INT recebe novamente o Prêmio Nacional de Conservação e Uso Racional de Energia

Pelo segundo ano consecutivo, o Instituto Nacional de Tecnologia (INT/MCT) recebeu o Prêmio Nacional de Conservação e Uso Racional de Energia. A premiação é concedida pelo Ministério de Minas e Energia, através dos programas de Conservação de Energia Elétrica (Procel/Eletrobrás) e de Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural (Conpet/Petrobras).

O INT foi condecorado pelo trabalho de etiquetagem de fogões e aquecedores, desenvolvido pelo Laboratório de Gases Combustíveis (Lagas/DIEN), em atendimento ao Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE-Inmetro).

Os prêmios foram concedidos às empresas que se destacaram no ano através de projetos, ações ou produtos que promovem a eficiência no uso da energia. O Procel premiou os destaques da área de energia elétrica e o Conpet, aqueles referentes ao uso de derivados de petróleo e gás natural. Estiveram presentes na solenidade a diretora de Gás e Energia da Petrobras Graça Foster, o presidente do Inmetro, João Alziro Herz da Jornada, autoridades do MME, da Eletrobrás e representantes de empresas contempladas.

O troféu concedido ao trabalho da Divisão de Energia do INT foi recebido pela chefe do Lagas, Telma Villela, das mãos do representante do Conpet no Programa Brasileiro de Etiquetagem, Cláudio Alzuguir (Petrobras), e atualmente está afixado no hall de entrada do laboratório.

Fonte: Informe CT

Inscrições até o dia 29 para o Prêmio IDEA/Brasil

A data limite para inscrição de trabalhos para participar do Prêmio IDEA/Brasil termina dia 29 de fevereiro de 2008. E podem ser feitas pelo endereço: http://www.ideabrasil.com.br/.

O Prêmio
O Prêmio IDEA/Brasil é a edição brasileira do maior prêmio de design dos Estados Unidos. O prêmio será anual e chega ao Brasil quase 30 anos após sua criação, sendo considerado um dos mais importantes e reputados prêmios de design do mundo.

No Brasil, o prêmio é uma realização da Associação Objeto Brasil, que tem como Presidente de honra o bibliófilo e empresário José Mindlin, e foi criada por Joice Joppert Leal que trabalha há décadas para promover o design brasileiro com trabalhos, convênios e parcerias em todo o mundo.

Desta vez, a parceria é com a IDSA – Industrial Designers Society of America, a entidade representante de todo o setor do design nos EUA, com mais de 3.500 associados em todo o mundo. Em 1980, a IDSA criou o prêmio IDEA – International Design Excellence Award.

O prêmio começou apenas em território americano, mas expandiu-se e hoje tem patrocínio da renomada revista de negócios usinessWeek, recebe inscrições de todos os continentes e conta com a participação de empresas como Philips, Apple, HP, Intel, Microsoft e IBM.

O IDEA/Brasil trará muito prestígio ao produto, à Indústria e ao design nacional. São 18 categorias diferentes, que englobam de design de transporte a design de interface, de pesquisa a estratégia de design, de produtos industriais a projetos de estudantes.

Além disso, em caráter exclusivo, a premiação brasileira contará com a categoria Jóias, premiando um setor de excelência nacional. Um setor há muito tempo exportador e com qualidade e abundância em sua produção.

Algumas Categorias:
• Produtos Comerciais & Industriais;
• Equipamentos e Sistemas para Construção / Mobiliário Industrial;
• Acessórios e Iluminação / Máquinas Pesadas / Conceitos e Protótipos.

Fonte: Cimm

FAPEMIG aceitará propostas somente por meio eletrônico

Em 2008, todas as propostas enviadas à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) deverão ser encaminhadas por meio eletrônico, sem a necessidade de cópia impressa.

Segundo a fundação mineira, isso já vale para os três primeiros editais lançados no ano: Universal, Manutenção de Equipamentos e Programa Pesquisador Mineiro.

A submissão deverá ser feita por meio do AgilFAP, ferramenta que permite o acompanhamento e avaliação dos projetos. Para se cadastrar, o pesquisador deve acessar http://agilfap.fapemig.br e seguir os passos indicados.

Para que os pesquisadores não encontrem dificuldades, algumas melhorias foram implementadas no sistema de submissão eletrônica. A equipe do Departamento de Tecnologia da Informação (DTI) da Fapemig analisou os problemas ocorridos em 2007 e identificou, principalmente, complicações durante o envio de arquivos.

“Trabalhamos para solucionar esse tipo de problema e antecipar outros, garantindo tranqüilidade ao pesquisador na hora de enviar sua proposta”, conta Marcelo Leonardo Sant’Ana de Almeida, chefe do DTI.

“O objetivo da Fapemig é conferir mais agilidade no recebimento e tramitação dos processos. Na fase de implantação do programa, é comum aparecerem alguns problemas, mas o sistema está sendo aperfeiçoado e muitas dificuldades que ocorreram no ano passado não existem mais”, disse o diretor científico, Mario Neto Borges.

Segundo a Fapemig, o AgilFAP continuará a ser aprimorado ao longo de 2008 e a previsão é que, em 2009, a fundação já tenha um sistema mais completo, apto a atender a todas as demandas de uma agência de fomento.

A submissão eletrônica é recente na FAP mineira. Até 2006, todas as propostas eram encaminhadas em papel. Em 2007, o sistema começou a funcionar, mas, durante a fase de testes, os pesquisadores precisavam enviar o projeto pela internet e também uma cópia impressa pelos correios. Para 2008, fica valendo apenas a submissão eletrônica.

Além de uma tramitação mais ágil, o sistema garante maior segurança ao pesquisador. A submissão eletrônica foi mais uma forma encontrada pela Fapemig para modernizar seus processos. A Fundação conta, também, com o termo de outorga eletrônico, que permite a assinatura dos responsáveis a qualquer hora, de qualquer lugar.

Mais informações: www.fapemig.br

Fonte: Agência Fapesp

O primeiro satélite brasileiro (SCD-1) completa 15 anos

Primeiro satélite projetado, construído e operado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT), o Satélite de Coleta de Dados (SCD-1) completa 15 anos em órbita neste dia 9 de fevereiro. Quando lançado pelo foguete norte-americano Pegasus, em 1993, a expectativa era de apenas um ano de vida útil. Contudo, o SCD-1 se mantém plenamente operacional e retransmitindo informações para a previsão do tempo e monitoramento das bacias hidrográficas, entre outras aplicações.

“A longevidade do SCD-1 - e também do SCD -2, que completará 10 anos em outubro - é resultado de uma alta competência tecnológica, do rigor empregado no projeto e processo de qualificação, tanto no nível de componentes quanto de subsistemas, e do delicado processo de integração e testes. A esses fatores soma-se a competência no desenvolvimento dos processos operacionais utilizados para o controle dos satélites no Inpe, e das bem treinadas e eficientes equipes de operação”, declara Valcir Orlando, do Centro de Rastreio e Controle de Satélites do Inpe.

Em seu 15º aniversário, o satélite completará 79.152 voltas em torno da Terra, tendo percorrido uma distância da ordem de 3,55 bilhões de quilômetros, equivalente à realização de 4.665 viagens de ida e volta à Lua. Viajando a uma velocidade orbital de cerca de 27 mil quilômetros por hora, o SCD-1 possui uma órbita circular de aproximadamente 750 km de altitude, com 25 graus de inclinação em relação ao plano do Equador. Nestes 15 anos, os técnicos do Inpe executaram 36 manobras de reorientação de seu eixo de rotação, sendo que o satélite recebeu um total de aproximadamente 183.140 telecomandos.

Sistema de coleta de dados
O lançamento do SCD-1 foi o início da operação do Sistema de Coleta de Dados Brasileiro, que consiste de uma rede de satélites em órbita baixa que retransmitem a um centro de missão os dados ambientais recebidos de um grande número de plataformas de coleta de dados (PCDs) espalhadas pelo território nacional. Atualmente, o Sistema de Coleta de Dados é composto pelos satélites SCD-1, SCD-2, Cbers-2 e Cbers-2B, sendo que suas informações são distribuídas a diversas instituições no Brasil e no exterior.

O satélite capta e retransmite os sinais das plataformas para a estação de recepção e processamento do INPE em Cuiabá (MT) e depois os dados são transmitidos para a unidade de Cachoeira Paulista (SP), onde ficam à disposição das empresas e instituições usuárias do sistema. Os dados coletados pelo satélite SCD-1 são utilizados em diversas aplicações, como previsão de tempo, estudos sobre correntes oceânicas, marés, química da atmosfera, planejamento agrícola, entre outras. Uma aplicação de grande relevância é o monitoramento das bacias hidrográficas, que fornecem dados fluviométricos e pluviométricos.

Os dados estão disponíveis no endereço http://satelite.cptec.inpe.br/PCD/ .

Um arquivo de imagens do 1º satélite pode ser acessado no endereço eletrônico: http://www.inpe.br/scd1/site_scd/fotos.htm

Fonte: Marjorie Xavier / Informe CT

Couro de peixe para confecção de calçados, bolsas e acessórios

Agora os empresários do setor coureiro têm mais um dado para reafirmar que vale a pena utilizar o couro dos peixes amazônicos na confecção de bolsas, sapatos, carteiras e outros acessórios, e que é viável investir no curtimento na região.

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT) divulgou no final de 2007 uma pesquisa que comprova a alta resistência dos couros de tambaqui e pirarara ao rasgo, ou seja, foi comprovada a resistência desses couros utilizando as técnicas de medição da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

A pesquisa é o resultado da dissertação de mestrado “Curtimento de peles de tambaqui (Colossoma macropomum) e pirarara (Phractocephalus hemioliopturus), com curtentes sintéticos e com curtentes naturais da Amazônia”, desenvolvida no âmbito da Coordenação de Pesquisas em Tecnologia de Alimentos (CPTA) pela mestranda Maria do Perpétuo Socorro Silva da Rocha, sob a coordenação do pesquisador Rogério Souza de Jesus.

Além de comprovar por meio de testes, conforme padrões da ABNT, o projeto também analisou a viabilidade em se utilizar taninos naturais e sintéticos extraídos de vegetais amazônicos em substituição ao cromo, que é prejudicial à saúde e ao meio ambiente. A idéia era verificar a resistência dos couros curtidos com os três tipos de curtentes.

“Os taninos contribuem para o sabor adstringente em comidas e bebidas, como aquele sentido ao se consumir vinhos tintos, chás e frutas verdes. Na pele dos animais, serve para transformar as proteínas da pele em produtos resistentes à decomposição”, explica Rocha.

Segundo a pesquisadora, curtir significa conservar. Por isso, para curtir a pele do animal é necessário retirar alguns elementos que a compõem, o que é possível por meio de substâncias orgânicas ou inorgânicas, tornando-a flexível, macia e brilhosa.

O curtimento envolve, essencialmente, três fases: ribeira; curtimento; e recurtimento e acabamento. A primeira envolve a preparação do couro para o curtimento por meio de processos químicos e mecânicos. A segunda consiste no curtimento propriamente dito, ou seja, é o momento em que o curtente mineral ou vegetal reage na pele para que a mesma não se decomponha. E, por último, o acabamento por meio de tingimento, engraxe e secagem.

Rocha destaca que o trabalho é importante para os empresários do setor porque não existia na literatura nada que comprovasse, tecnologicamente, a resistência dos couros dos peixes da Amazônia em relação a sua utilização em confecções de roupas, por exemplo.

Testes
Os ensaios físico-mecânicos foram feitos no laboratório de processamento de peles de animais de pequeno e médio da Universidade Estadual de Maringá (UEM - PR). Para isso, foram enviadas para lá as peças de ambos os couros. As amostras foram submetidas aos testes de carga, tração, elongação, rasgo, força máxima e carga de força para determinar a resistência ao rasgamento progressivo tanto longitudinal quanto transversal.

Os resultados demonstraram que a carga de ruptura e a elongação até a ruptura foram significativamente superiores para os couros curtidos com tanino, 55,64%, quando comparado ao couro curtido com cromo, 34,64%, sendo que o couro de tambaqui obteve o melhor resultado quando curtido com taninos.

Em relação ao curtimento do couro da pirarara, não houve diferença significativa para carga, tração, rasgo, força máxima e carga de força entre os dois tipos de curtimento (tanino e cromo). Contudo, já para a elasticidade aos testes de resistência, houve uma diferença significativa, 79,85%, para pele curtida com cromo quando comparada ao alongamento, 51,50%, das peles curtidas com tanino. “O couro de pirarara teve um ótimo resultado, o qual foi comparado ao couro de carneiro e tubarão”, comemora Rocha.

Fonte: Agência Fapeam

6º Encontro da Cadeia de Ferramentas, Moldes e Matrizes - Moldes 2008

Todos os interessados em participar com trabalhos para compor a programação técnica do 6º Encontro da Cadeia de Ferramentas, Moldes e Matrizes - Moldes 2008 devem encaminhar os resumos pela internet até o dia 8 de fevereiro. O evento será realizado de 20 a 22 de agosto, em São Paulo.

Fonte: Cimm