quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica já está operando

O Instituto Nacional de Metrologia Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), instituição associada à ABIPTI, em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) já começou a operar o Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica.

Os produtos avaliados pelo novo sistema receberão o selo Orgânico. Segundo informações do Inmetro, o selo dará a garantia ao consumidor de que uma série de requisitos está sendo cumprida.

O alimento orgânico é produzido sem agrotóxicos. Além disso, os laboratórios de avaliação vão atestar pelas práticas associadas ao manejo sustentado dos recursos naturais e a questão da eficiência energética. Só receberão o selo de orgânico, o produto que estiver de acordo com todos os requisitos exigidos pelo Inmetro.

O sistema de avaliação da conformidade é composto ainda pelos órgãos de fiscalização dos Estados.

Avaliadores
O Inmetro ainda está cadastrando avaliadores e especialistas para a avaliação de laboratórios e de organismos de avaliação da conformidade de todo o país. As inscrições podem ser feitas até o dia 5 de outubro.

Depois de cadastrados, os avaliadores e especialistas deverão passar por um processo seletivo. Os selecionados irão atuar junto a Coordenação Geral de Acreditação (Cgcre) do Inmetro.

O instituto espera cadastrar 50 avaliadores e 200 especialistas. As inscrições podem ser enviadas para Cgcre/Dicap/Inmetro - Rua Santa Alexandrina, 416 - 9º andar, Cep: 2026-232 - Rio de Janeiro (RJ).

Mais informações podem ser obtidas no endereço.

Para informações sobre o Inmetro, acesse o site www.inmetro.gov.br .

Fonte: Gestão CT

Brasileiro encabeça novas descobertas sobre as funções da ubiquitina

Genome-Wide and Functional Annotation of Human E3 Ubiquitin Ligases Identifies Mulan, a Mitochondrial E3 that Regulates the Organelle's Dynamics and Signaling

A ubiquitina é uma proteína com funções fundamentais para a regulação de processos biológicos. Ela funciona como uma espécie de bandeira, indicando que algo deve acontecer ao substrato ao qual está ligada. Pode sinalizar, por exemplo, que outras proteínas-alvo devem ser degradadas pelo proteassomo, uma espécie de “triturador” da célula.

Depois de mapear e estudar a função de genes que codificam as ubiquitina-ligases, componentes do sistema ubiquitina-proteassomo, uma equipe internacional coordenada por um cientista brasileiro mostrou que essas proteínas têm um papel ainda mais importante e diversificado do que se imaginava.

Além de descobrir que mais de 600 genes codificam ubiquitina-ligases no genoma humano, os pesquisadores utilizaram as informações do mapeamento para gerar novas ferramentas de genômica funcional.

Ao tentar demonstrar o potencial dessas ferramentas, fizeram ainda uma descoberta inesperada: uma nova ubiquitina-ligase que controla a dinâmica das mitocôndrias. O estudo foi publicado na semana passada na revista PLoS One.

A parceria envolveu cientistas do Brasil, Estados Unidos, Índia, Rússia e China. O autor principal do estudo é Cláudio Joazeiro, professor de biologia celular do Instituto de Pesquisa Scripps, na Califórnia, Estados Unidos, cujo laboratório trabalha com ubiquitina-ligases há quase dez anos.

“Elas nos interessam porque, além de conferir especificidade ao sistema, determinando que células serão marcadas ou não, estão implicadas em diversas doenças”, disse Joazeiro.

Entre as doenças relacionadas está a de Parkinson: dos poucos genes conhecidos cuja mutação está relacionada ao mal, um deles é codificador da ubiquitina-ligase. Em oncologia, algumas mutações eliminam a função da proteína – como ocorre com o gene BRCA1, que acarreta o câncer de mama.

A descoberta da degradação regulada de proteínas pelo sistema ubiquitina-proteassomo foi feita no início da década de 1980 pelos israelenses Aaron Ciechanover e Avram Hershko Technion e pelo norte-americano Irwin Rose. A importância do processo para a regulação de processos biológicos – e a sua relevância para a compreensão de várias patologias – garantiu aos três o Prêmio Nobel de Química de 2004.

Mais surpresas à vista
No estudo, os autores combinaram informações de cinco bancos de dados públicos do genoma humano, eliminaram as repetições e utilizaram o resultado como um superconjunto de proteínas no qual buscaram as que tinham propriedades de ubiquitina-ligase.

“Essa notação genômica já nos trouxe várias informações importantes. Uma delas é que existem mais de 600 genes codificando ubiquitina-ligases. Isso indica que elas devem ser tão importantes quanto as proteínas quinases, mas estimamos que pouco mais de cem deles tenham sido estudados”, disse Joazeiro.

Os pesquisadores fizeram, então, diversas análises de bioinformática com a finalidade de transformar os resultados em ferramentas para investigação das funções das ubiquitina-ligases, procurando determinar funções ainda não caracterizadas.

“Essas ferramentas de genômica funcional incluíam geração de coleções de cDNA e RNAi destinadas a interrogar a função de cada gene da família individualmente”, disse o pesquisador. O cDNA, ou DNA complementar, é o DNA sintetizado por uma molécula de RNA mensageiro em uma reação catalisada pela enzima transcriptase reversa. O RNAi, ou RNA de interferência, é uma nova técnica que permite a inserção nas células para inibir a ação de um gene escolhido. Por exemplo, o RNAi pode suprimir genes que causam tumores diminuindo o desenvolvimento de câncer.

De acordo com outro autor brasileiro do estudo, Mario Bengtson, pós-doutorando de Joazeiro no Instituto Scripps, “o uso sistemático dessas tecnologias irá inevitavelmente acelerar a compreensão das funções dessa importante classe de proteínas na regulação celular”.

“O estudo abre portas para muitas oportunidades de descobertas interessantes. O mais impressionante é que, embora conheçamos apenas uma fração desses 600 genes, sabemos que muitos estão envolvidos em doenças. Ou seja, provavelmente outras surpresas surgirão”, comentou Joazeiro.

Segundo o cientista, a via de ubiquitinação, que determina as células a serem “marcadas”, é composta de três etapas, cada uma envolvendo uma enzima: E1 (enzima ativadora da ubiquitina), E2 (enzima conjugadora) e E3 (ubiquitina-ligase).

“No genoma humano existem apenas dois genes codificando a E1 e menos de 40 genes codificando a E2. Há alguns anos sabíamos que havia milhares deles codificando as E3. Avaliamos que entre 1% e 2% de todos os genes humanos são destinados à codificação de ubiquitina-ligases”, afirmou.

Mulan e a mitocôndria
Para demonstrar o potencial das ferramentas desenvolvidas, os autores do estudo incluíram um experimento cujo objetivo foi apontar quais ubiquitina-ligases controlam a morfologia e a função das mitocôndrias nas células.

“Esses processos de interação entre as ubiquitina-ligases e as mitocôndrias são pouco estudados, mas são importantes para doenças relacionadas à neurodegeneração”, explicou Joazeiro.

Durante o experimento, os cientistas descobriram uma nova ubiquitina-ligase, localizada nas próprias mitocôndrias, sugerindo que seu efeito na morfologia das organelas era direto. A proteína foi batizada como Mulan, a partir das iniciais de Mitochondrial Ubiquitin Ligase Activator of NF-kappaB.

“Em 30 anos de estudo do sistema ubiquitina-proteassomo, essa é apenas a segunda ubiquitina-ligase a ser descoberta associada à organela. Nós demonstramos que a Mulan controla a distribuição e a dinâmica das mitocôndrias, além de seu papel já reportado de ativadora da expressão gênica nuclear”, disse Joazeiro.

A descoberta, segundo o cientista, abre portas para que a ciência compreenda como essas organelas “conversam” com o núcleo celular e coordenam suas funções.

O artigo Genome-Wide and Functional Annotation of Human E3 Ubiquitin Ligases Identifies Mulan, a Mitochondrial E3 that Regulates the Organelle's Dynamics and Signaling, de Claudio Joazeiro e outros, pode ser lido em http://www.plosone.org/article/fetchArticle.action?articleURI=info:doi/10.1371/journal.pone.0001487.

Fonte: Fábio de Castro / Agência Fapesp

Utilização de satélites no monitoramento e combate ao aquecimento global

O aquecimento do Planeta pela ação do homem já é uma realidade, segundo o Painel Intergovernamental de Mudança Climática (IPCC). A taxa de elevação tem sido de 0,2ºC por década, o que parece pouco perto das variações de temperatura que uma pessoa enfrenta durante o dia. No entanto, não se deve esquecer que apenas 5ºC nos separam da última era glacial.

As conseqüências para o meio ambiente não serão das mais animadoras. Prevêem-se o aumento do nível dos oceanos e alterações na linha costeira, desertificação da Amazônia, maior incidência de furacões e toda sorte de fenômenos influenciados pela temperatura no Planeta.

Entre os especialistas, diz-se que mesmo que as emissões cessem imediatamente, o mundo sentirá os efeitos de todo o gás carbônico que já foi despejado na atmosfera. Se o marco limite para se retornar já foi ultrapassado, como estar preparado para enfrentar os desafios que se apresentarão nas próximas décadas? A resposta pode estar nos “olhos” que o homem conseguiu colocar no espaço para vigiar a Terra: os satélites.

Segundo o chefe da Divisão de Sistemas e Satélites Ambientais do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec/Inpe), Luiz Augusto Machado, os satélites atuam em duas frentes fundamentais: a previsão climática e o monitoramento. Enquanto a previsão analisa as condições meteorológicas e as tendências da temperatura, pressão, precipitação, nuvens, aerosóis, vento, ou seja, o clima em si, o monitoramento inclui a observação das conseqüências na superfície, principalmente na vegetação. “O satélite é a ferramenta que permite fazer medições contínuas de todo o globo terrestre; ele espacializa a informação, além de ter resolução temporal constante”, diz.

Para o pesquisador Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT), em São José dos Campos (SP), isso é um sinal de que os dados fornecidos por esses artefatos se tornarão cada vez mais importantes. “Nós precisamos ter sensores de monitoramento ambiental que possam nos ajudar a responder às grandes questões referentes ao Brasil: como o clima está mudando, como a vegetação está mudando, como o nível do mar está mudando, como a linha costeira está mudando”, afirma. “Em um país tão grande como o nosso, a melhor ferramenta para monitorar a variabilidade na paisagem são as plataformas orbitais”.

Três satélites nacionais em operação contribuem tanto para a previsão do tempo quanto para o estudo do território brasileiro. Aliado à nossa tecnologia de observação da Terra, o Brasil também faz uso de diversos artefatos estrangeiros. Dois dos equipamentos nacionais são os Satélites de Coleta de Dados (SCDs), lançados em 1993 e 1998. Os SCDs compõem o Sistema de Coleta de Dados Ambientais (SBCDA), que recolhem dados de cerca de 700 plataformas automáticas de superfície, instaladas de Norte a Sul. Esses satélites registram informações agrometeorológicas, meteorológicas, hidrológicas e oceanográficas.

Para o responsável pelo SBCDA no Inpe, Wilson Yamaguti, a aquisição de dados ambientais “in-situ” por meio de plataformas de coleta de dados é uma ferramenta importante para a observação e o conhecimento do nosso Planeta, com reflexos na calibração de modelos de diversos fenômenos naturais e conseqüente melhora das previsões de tempo e clima. Mas, na sua opinião, mesmo com o número de plataformas já instaladas e em operação no Brasil, há necessidade de incrementar esse número face às dimensões continentais do País, bem como investir na reposição dos SCDs para permitir a continuidade dos serviços de coleta de dados.

Por outro lado, a parte de monitoramento ambiental tem grande auxílio do Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (Cbers). As imagens geradas pelo Cbers cobrem todo tipo de estudo que envolva uso ou alteração na superfície, seja vegetação, cidades, plantações ou cursos d´agua, por exemplo.

“Uma das principais funções das câmeras do Cbers é a detecção de alterações na vegetação, particularmente aquelas mais drásticas, como remoção, mudanças fortes de uso, alterações sazonais. Como uma das variáveis importantes nas componentes das mudanças globais é o uso do território, conclui-se que os satélites como o CBERS são fundamentais no acompanhamento desses processos”, observa o coordenador do Segmento de Aplicações do Programa Cbers, José Carlos Epiphânio.

Floresta
Nobre, que redigiu, em conjunto com outros pesquisadores, um artigo publicado na revista científica Science sobre a possibilidade de savanização da Amazônia em decorrência das mudanças climáticas, confirma a relevância do satélite sino-brasileiro. “O Cbers é uma ferramenta fantástica, tem permitido o monitoramento da floresta amazônica com grande precisão e tem mostrado ser um instrumento da vegetação nativa. É desse tipo de satélite que nós precisamos ter um compromisso para comparar o que já temos e expandir”.

Nobre acredita que os dados obtidos pelos satélites e os estudos decorrentes dessas informações vão subsidiar decisões políticas de combate às causas e às conseqüências do aquecimento global. “São vários os componentes antes de propor políticas públicas: analisar, acompanhar os dados, e aí, sim, nós teremos a condição de criar políticas públicas ou de adaptação ou de redução dos riscos associados. E, para isso, os satélites são essenciais”, justifica.

Para tanto, Nobre defende a constância de ações nesse campo. “É importante que o Brasil faça uso de sensores de monitoramento ambiental em um programa de longo prazo, para que haja comparabilidade entre os dados”, o que compreenderia um período de, pelo menos, 20 a 50 anos. Sem uma sequência de satélites que dêem informações sobre um determinado fator, quebra-se a continuidade da sequência histórica, fundamental para permitir a comparação.

Assim como os desafios impostos pelo aquecimento global devem crescer nos próximos anos, os satélites terão de acompanhar cada vez mais de perto novos parâmetros. Para contribuir com essa demanda, o Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae) prevê o lançamento de mais três Cbers, o satélite Amazônia-1, além do Mapsar - um satélite radar que enxerga a superfície mesmo à noite ou coberta por nuvens.

Fonte: AEB

Mistura de diesel e etanol pode reduzir emissão de poluentes

Health, environmental, and economic costs from the use of a stabilized diesel/ethanol mixture in the city of São Paulo, Brazil.

Um estudo publicado na revista Cadernos de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) indica que a utilização de uma mistura de diesel e etanol na frota de ônibus de São Paulo poderia gerar não apenas ganhos econômicos como também benefícios ambientais e de saúde pública.

Para chegar a essas conclusões, a autora do trabalho, Simone El Khouri Miraglia, pesquisadora do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental (LPAE) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), fez uma série de simulações a partir de resultados de um amplo estudo elaborado pelo laboratório.

A combinação analisada pela engenheira foi constituída por 91,8% de diesel comum, 7,7% de etanol e 0,5% de aditivo. As estimativas tiveram como base uma frota de 180,7 mil caminhões – sendo 50% utilizando a mistura e o restante o diesel comum – e 42,5 mil ônibus, sendo 29 mil (cerca de 70% da frota) circulando com a mistura.

“Trata-se de um estudo de valoração econômica ambiental que se baseia em funções dose-resposta de estudos epidemiológicos realizados pela FMUSP. As funções dose-resposta são estimativas que associam concentrações de poluentes atmosféricos com indicadores de mortalidade por doenças respiratórias e cardiovasculares”, explicou Simone, que também é professora do mestrado em Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente do Centro Universitário Senac.

Partindo do pressuposto de que, quanto menores as concentrações de poluentes, menores serão os problemas de saúde da população local, a pesquisadora fez uma avaliação dos impactos ambientais com base em dados sobre poluentes atmosféricos coletados na Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb).

“A estimativa é que, devido à diluição proporcionada pelos três componentes, a mistura reduza em cerca de 10% a emissão de poluentes, especialmente monóxido de carbono e outros materiais particulados inaláveis, quando comparada ao diesel comum. Com a mistura seria possível melhorar a qualidade do ar na cidade sem alterar o desempenho dos motores dos veículos”, apontou.

Simone, que também é professora responsável pela disciplina de Valoração Econômica Ambiental no Curso de Especialização em Gestão e Tecnologias Ambientais, oferecido pela Escola Politécnica da USP, explica que a metodologia de valoração econômica, utilizada no estudo em análise, caracteriza-se pela atribuição de valores monetários aos recursos ambientais.

Segundo ela, a análise custo-benefício do estudo resultou em uma economia de cerca de US$ 2,8 milhões por ano. “Esse valor se refere principalmente à economia que os veículos teriam com a adição do etanol, que é mais barato, ao diesel comum, considerando o consumo por litro dos caminhões e ônibus estudados, além da economia associada, devido a menor emissão de poluentes, com mortes e internações hospitalares evitadas pela diminuição da incidência de doenças na população”, explicou.

Os dados sobre preços aproximados dos combustíveis comercializados nos municípios brasileiros e sobre o consumo de combustíveis nas capitais foram coletados, respectivamente, na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e na Petrobras.

Para ler o artigo Avaliação dos custos econômicos, ambientais e de saúde pública devido ao uso de mistura diesel/etanol estabilizada por um aditivo comercial na cidade de São Paulo, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.

Fonte: Thiago Romero / Agência Fapesp

5º Congresso Nacional de Engenharia Mecânica

A quinta edição do Congresso Nacional de Engenharia Mecânica, que terá o tema central “Engenharia e inovação para o desenvolvimento sustentável”, será realizada de 18 a 21 de agosto, em Salvador. As inscrições estão abertas.

Promovido pela Associação Brasileira de Engenharia e Ciências Mecânicas e pela Universidade Federal da Bahia, o encontro pretende contribuir para a divulgação das pesquisas em engenharia e o favorecer a troca do conhecimento entre pesquisadores, alunos e profissionais da área.

Mais informações: www.abcm.org.br/conem2008

Fonte: Agência Fapesp

Nova ferramenta para estudo do câncer de mama

A fonte de luz síncrotron, acelerador de partículas que produz feixes intensos de raios-X, ultravioleta e infravermelho usados para estudos de materiais em níveis atômicos, moleculares e arranjos moleculares, se revela como uma ferramenta importante para investigação de novas técnicas a serem aplicadas no estudo do câncer de mama.

É o que revela o estudo “Análise de tecido mamário normal e neoplásico por espalhamento de raios-X a baixo ângulo”, da Universidade de São Paulo (USP) - campus de Ribeirão Preto -, realizado no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), do Ministério da Ciência e Tecnologia. O trabalho será apresentado na 18ª Reunião Anual dos Usuários do LNLS, que ocorre nos dias 18 e 19 de fevereiro, no campus do Laboratório, em Campinas (SP).

A pesquisa, financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), mostra que o uso da técnica de espalhamento de raios–X a baixo ângulo, do inglês Small Angle X-Ray Scattering (SAXS), permite identificar diferenças estruturais entre os tecidos mamários normais e neoplásicos (benignos e malignos), o que poderá auxiliar em um possível diagnóstico, bem como para um prognóstico do desenvolvimento de um tumor.

“O principal objetivo desta pesquisa é auxiliar no diagnóstico do câncer de mama, eliminando a subjetividade decorrente da biópsia tradicional. Além disso, futuramente esperamos adequar esta técnica para utilização conjunta à mamografia, criando assim, uma nova ferramenta de diagnóstico para atender a população em geral”, afirma André Luiz Coelho Conceição, pesquisador da USP-Ribeirão Preto, responsável pelo estudo.

O câncer de mama é o segundo tipo de câncer de maior incidência no mundo perdendo apenas para o de pulmão. Segundo projeção do Instituto Nacional do Câncer (Inca), cerca de 49,4mil casos devem surgir no Brasil entre 2008 e 2009. Assim como em outras formas de tumores, as chances de cura chegam a 100% se a doença for diagnosticada e tratada precocemente.

Serviço
18ª Reunião Anual de Usuários do LNLS
Palestra: “Análise de tecido mamário normal e neoplásico por espalhamento de raio-X a baixo ângulo”.
Apresentação: André Luiz Coelho Conceição, do grupo de física das radiações e dosimetria, da USP-Ribeirão Preto.
Data: 18 de fevereiro de 2008 – às 11h50.
Sessão 2 – Prédio Amarelo, Sala de Leitura

Fonte: Agência CT

Abertas as inscrição para certificação de supervisores de radioproteção no CNEN

Estão abertas as inscrições para o processo de certificação da qualificação de supervisores de radioproteção para este ano. Um mês antes de expirar a validade do certificado, o Supervisor de Radioproteção deve solicitar a revalidação de sua certificação junto à Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen/MCT), como dispõe a Norma Cnen NN 3.03.

Serão realizados exames para as áreas de: medicina nuclear, radioterapia; aplicações industriais (medidores nucleares, radiografia industrial, aceleradores lineares, perfilagem de poços, irradiadores de grande porte, e traçadores); reatores; instalações nucleares; transporte e rejeitos.

O período de inscrição vai de 21 de janeiro a 20 de março próximo.

A prova geral será no dia 29 de abril e a específica em 20 de maio. O cronograma completo e o manual do candidato estão disponíveis na área de Certificações.

Primeiramente, o candidato deve fazer sua pré-inscrição no site da Cnen. O comprovante (requerimento) deve ser impresso e assinado. Os documentos solicitados devem ser anexados e postados à Cnen para que se efetue a inscrição. A postagem dos documentos não poderá ser posterior a 20 de março.

Fonte: CNEN

2º Festival de Verão da UFMG

O 2º Festival de Verão da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), uma iniciativa aberta ao público em geral que visa a oferecer à cidade de Belo Horizonte um amplo programa de atividades culturais, terá início no dia 31 de janeiro.

O evento, que terá início nas instalações da Escola de Arquitetura da UFMG e se encerrará no dia 5 de fevereiro, contará com cursos, oficinas e palestras na área de letras e artes. “Sentidos do conhecimento” será o tema que conduzirá as atividades.

Mais informações: www.ufmg.br/festivaldeverao

Fonte: UFMG