terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Conferência Mundial sobre Desenvolvimento de Cidades

O Desenvolvimento de cidades baseada em inovações democráticas buscando transformações sociais para inclusão de todos é um tema amplo e profícuo, mas para tanto, precisa ser bem direcionado.

Esta é uma das preocupações da Conferência Mundial sobre Desenvolvimento de Cidades, que acontece entre o dia 13 e 16 de fevereiro, no Centro de Convenções da PUCRS, em Porto Alegre.

Para que o debate – fundamental em uma época de redimensionamento de limites e fronteiras, de reflexão sobre o local e o global – seja realmente produtivo e aponte para alternativas, um Comitê Científico, formado por gestores e intelectuais nacionais e internacionais, formulou 40 questões – chaves que serão a espinha dorsal do evento.

O desafio dos conferencistas será responder às indagações distribuídas pelas quatro temáticas que norteiam a Conferência: Direito à Cidade: políticas locais sobre Direito e responsabilidade dos cidadãos; Governança e Democracia em Cidades: experiências inovadoras de gestão e participação democrática; Desenvolvimento Local em Cidades: processos de investimento em capital social para desenvolver ativos econômicos, ambientais, humanos, sociais e políticos; Sustentabilidade e Cidade-Rede: a emergência das redes sociais e a cidade sustentável do futuro.

A dinâmica pretende contrapor diferentes realidades e soluções, e questionar sua aplicabilidade para problemas sociais comuns em diferentes partes do mundo.

Inscrições
As inscrições para a Conferência Mundial sobre Desenvolvimento de Cidades podem ser feitas através do site www.cmdc2008.com.br.

Informações também podem ser obtidas na Secretaria Geral da Conferência, pelo e-mail ou pelos telefones (51) 3289.3840/3289.3841/3289.1627.

Fonte: CMDC

Brasileiros participam do projeto de reorganização da nomenclatura do gênero de orquídea Maxillaria

A classificação dos seres vivos tem passado por uma revolução com o impacto da biologia molecular e da cladística – método utilizado para investigar as relações de parentesco entre organismos. Valendo-se dessas técnicas, um projeto internacional, com participação decisiva de cientistas brasileiros, reorganizou a nomenclatura do Maxillaria, um dos principais gêneros de orquídeas.

O projeto multidisciplinar, iniciado em 2001 por iniciativa de pesquisadores da Universidade da Flórida em Gainsville, nos Estados Unidos, contou com a combinação de diferentes bases de dados para traçar a filogenia molecular de Maxillaria. Os resultados foram compilados em artigo publicado em novembro no American Journal of Botany.

De acordo com um dos autores do artigo, Rodrigo Singer, professor do Departamento de Botânica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), um dos avanços do projeto foi a descrição de um novo gênero de orquídeas características do bioma Mata Atlântica: Brasiliorchis. A descoberta, de autoria de Singer, Samantha Koehler, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo, e Germán Carnevali, do Centro de Investigação Científica de Yucatan, no México, foi publicada em abril na revista Novon.

“Essas orquídeas estavam incluídas no gênero Maxillaria, mas já notamos que eram diferentes morfologicamente quando fizemos a descrição, mesmo com as análises moleculares ainda em andamento. Os estudos comprovaram que, de fato, eram um gênero à parte”, disse Singer.

O gênero Maxillaria, segundo Singer, tem 552 espécies descritas. A revisão taxonômica, portanto, só seria possível com uma metodologia cladística e dados moleculares. No conjunto do projeto, os brasileiros contribuíram com os estudos sobre as orquídeas da flora local.

“Fizemos uma megamatriz incluindo todos os táxons, brasileiros ou não. Isso comprovou que o gênero Maxillaria era artificial – isto é, não incluía apenas descendentes de um único ancestral, ou não era monofilético, como exige a sistemática moderna. Dentro deles descobrimos outros gêneros monofiléticos como o Brasiliorchis, que ganhou este nome por ocorrer praticamente apenas no Brasil”, explicou.

O gênero Brasiliorchis conta com 13 espécies, sobretudo na Mata Atlântica. Um outro pequeno gênero, o Mapinguari, tem distribuição quase que exclusivamente amazônica. O resultado da revisão taxonômica, segundo Singer, é que o gênero Maxillaria continua extenso, mas ficou mais consistente. “O gênero ficou bem menos heterogêneo, mais coeso e mais fácil de analisar. E é sustentado por uma metodologia rigorosa”, afirmou.

A descoberta sobre o gênero Mapinguari foi descrita em artigo na revista Lankesteriana, do Jardim Botânico Lankester, da Costa Rica. De acordo com Singer, o nome homenageia uma criatura mitológica da Amazônia.

Além da Brasiliorchis, o desmembramento do gênero Maxillaria originou ainda gêneros como Camaridium, Christensonella, Heterotaxis, Ornithidium e Sauvetrea. “Essa revisão minimiza futuras mudanças de nomenclatura, estimula estudos monográficos e facilita análises evolucionárias mais precisas das espécies do Maxillaria”, destacaram os autores no artigo na Novon.

Produtividade brasileira
Singer, cuja contribuição para o projeto foi feita a partir de pesquisa de pós-doutorado, com bolsa da FAPESP, destaca o aspecto multidisciplinar dos estudos. “O projeto não se restringia à análise molecular. Muitos outros estudos trataram de caracterização morfológica dos clados [grupo de espécies com um ancestral comum, estratégias de polinização e história natural, por exemplo. A equipe brasileira foi a que mais produziu artigos”, afirmou.

Segundo ele, a equipe de Anita Marsaioli, professora do Departamento de Química da Universidade Estadual de Campinas, encarregou-se das análises químicas de substâncias secretadas pelas flores, que são parte fundamental no estudo da polinização por pseudocópula nos gêneros Mormolyca e Trigonidium.

“A pseudocópula é uma das estratégias de atração de polinizadores mais interessantes: as fragrâncias florais mimetizam os feromônios sexuais de fêmeas de insetos. Descobrimos que o fenômeno ocorre nesses dois gêneros de orquídeas neotropicais, o que era inédito”, disse. Os estudos foram publicados no Journal of Chemical Ecology.

A estratégia de polinização, de acordo com Singer, foi fruto de uma evolução independente em cada uma das duas espécies. Isso demonstra a importância desse tipo de pesquisas para estudos da evolução. “Sem uma filogenia sólida tudo é pura especulação. Esse tipo de estudo é o ponto inicial para qualquer estudo evolucionário fundamentado.”

Com uma filogenia sólida à disposição, o grupo deverá agora fechar o foco das pesquisas, avaliando as espécies em uma escala mais pontual. “De meu lado, pretendo continuar trabalhando com Brasiliorchis e definir melhor os limites das espécies. É importante saber quais as relações entre essas 13 espécies. Alguns caracteres variam substancialmente dentro do gênero e por isso vamos precisar de uma análise mais refinada”, disse.

As orquídeas correspondem a uma das maiores famílias de angiospermas, com mais de 24 mil espécies aceitas. “Isso equivale a cerca de 10% das angiospermas, que são avaliadas em 250 mil. Além de numerosas, as orquídeas apresentam uma série de adaptações para polinização e colonização que são objeto de estudo importante”, disse.

Singer lembra que o livro sobre orquídeas On the various contrivances by which British and foreign orchids are fertilised by insects, publicado por Charles Darwin em 1862, foi concebido como um apanhado de exemplos para ilustrar a própria origem das espécies, tema do célebre livro homônimo lançado três anos antes.

Fonte: Fábio de Castro /Agência Fapesp

Estudo aponta que atendimento pré-hospitalar reduz óbitos

Entre 1994 e 2003, a taxa de mortes entre pacientes atendidos em hospitais de Belo Horizonte, vítimas de acidentes de trânsito na cidade, caiu de 3,3% para 1%, de acordo com dados de uma tese de doutorado defendida no Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

O autor do trabalho, Roberto Marini Ladeira, médico epidemiologista do Hospital João XXIII, na capital mineira, comparou resultados de dois estudos conduzidos pela Secretaria Municipal de Saúde e pela Empresa de Transporte e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans).

Nos últimos dois meses de 1994 e de 2003 foram colhidos dados de 3.991 pacientes atendidos em oito hospitais, públicos e privados, na capital mineira. As vítimas ou seus acompanhantes responderam a perguntas como o meio de transporte utilizado até o hospital, tipo e gravidade de lesões sofridas, período de internação e consumo de bebidas alcoólicas.

Em seguida, Ladeira, que foi um dos coordenadores dos dois estudos, verificou que, dos 1.719 indivíduos entrevistados em 1994, 57 (3,3%) morreram. No estudo seguinte, em 2003, foram 23 mortes entre 2.272 pacientes, cerca de 1% do total.

Uma das principais causas para a redução teria sido a implantação, em 1995, dos serviços móveis de emergência, que prestam em poucos minutos resgate e atendimento no local do acidente e no trajeto até o hospital.

Em 2003, 47,9% dos pacientes que chegaram aos ambulatórios dos serviços de emergência receberam atendimento pré-hospitalar – em 1994 esse tipo de serviço ainda não existia na cidade.

“É importante destacar que o percentual de óbitos caiu entre as vítimas que foram atendidas nos hospitais, o que não reflete necessariamente uma redução geral das mortes no trânsito em Belo Horizonte. Para isso teríamos que incluir também as vítimas fatais na cena do acidente”, disse Ladeira.

O trabalho indica que as principais vítimas de acidentes de trânsito em 1994 foram pedestres. Em 2003, os condutores e passageiros de motocicletas foram os mais atingidos. “E dos 3.991 pacientes analisados no estudo, mais de 15% informaram ter ingerido bebida alcoólica antes do acidente”, disse o pesquisador.

O médico epidemiologista lembra que a medicina pré-hospitalar surgiu durante as grandes guerras mundiais, com o objetivo de tirar soldados feridos do campo de batalha e levá-los para um lugar mais seguro em que pudessem receber tratamento especializado.

“Historicamente, o tempo entre a ocorrência da lesão e o atendimento médico tem caído brutalmente, de cerca de quatro horas na Primeira Guerra Mundial, por exemplo, para em torno de 20 a 30 minutos nos dias de hoje”, disse Ladeira.

“A literatura científica tem comprovado que a eficiência desse tipo de atendimento está diretamente relacionada com a sobrevivência das vítimas. Nosso estudo mostrou ainda que, em 2003, mais da metade dos pacientes atendidos em menos de uma hora após o acidente foi transportada pelos serviços de atenção pré-hospitalar de Belo Horizonte”, afirmou.

Fonte: Thiago Romero /Agência Fapesp

Pernambuco terá cinco centrais de energia eólica

Pernambuco terá cinco centrais para geração de energia eólica. A construção das turbinas deve se iniciar em fevereiro, nos municípios de Gravatá (duas turbinas), Pombos (duas turbinas) e Macaparana (uma turbina). Serão investidos R$ 110 milhões, sendo R$ 20 milhões em recursos próprios pela Eólica Tecnologia Ltda. e R$ 80 milhões financiados pelo Banco do Nordeste. As obras têm previsão de conclusão em dezembro próximo.

O anúncio dos investimentos foi feito na sexta-feira (25) pelo diretor presidente da Eólica, Everaldo Alencar Feitosa, em audiência com o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, no Recife (PE), e o coordenador geral do MCT no Nordeste, Ivon Fittipaldi. As turbinas terão uma capacidade total de geração de energia de 22 Megawatts.

O empresário Everaldo Feitosa explicou que a energia gerada pelas cinco turbinas eólicas será suficiente para abastecer cerca de 150 mil habitantes, com um consumo médio de 150 kilowatts-hora/mês. Cada turbina tem uma torre de 80 metros de altura, com rotor com pás de 41 metros de comprimento. A compra da energia gerada é garantida pela Eletrobrás.

"É uma energia com preços competitivos e ecologicamente correta", apontou o empresário. Ele explicou que o custo da energia gerada por usinas eólicas é equivalente a 1/3 do das termelétricas a óleo combustível que operam hoje no País.

PhD e pioneiro na pesquisa da geração de energia eólica no Brasil, Everaldo Feitosa foi o principal responsável pela construção da primeira turbina de geração de energia eólica do País, em 1995. A unidade foi instalada em Olinda (PE), pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) com apoio do governo do estado. Com potência de 300 kW, a turbina funciona até hoje e é usada para formação de pessoal, treinamento, pesquisa e demonstração da tecnologia.

Fonte: Fabiana Galvão / Agência CT

Encontro: "Biotecnologia e o Futuro da Amazônia"

Mostrar o potencial que a biodiversidade da Amazônia oferece para a instalação de segmentos da indústria biotecnológica na região. Esse é um dos objetivos do evento Biotecnologia e o Futuro da Amazônia, que será realizado no dia 31 de janeiro, em Manaus.

O encontro é promovido pelo Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) e também divulgará atividades do centro, voltado para a promoção da inovação tecnológica a partir de processos e produtos da biodiversidade amazônica.

Mais informações: eventos.fram@redeamazonica.com.br ou telefone (92) 3216-3082 e 3216-3090

Fonte:Agência Fapesp

2º Seminário de Inovações Pedagógicas

A segunda edição do Seminário de Inovações Pedagógicas será realizado de 26 a 28 de fevereiro, em São Carlos (SP). As inscrições devem ser feitas até 18 de fevereiro.

O seminário pretende intensificar a discussão sobre as relações e interações entre professores e alunos no processo de aprendizagem, além de apresentar experiências pedagógicas no âmbito do ensino de graduação da UFSCar.

O tema central será “Aprendizagem no ensino superior: um desafio para a universidade contemporânea”. “Aprendizagem e contemporaneidade”, “Estudante universitário e aprendizagem” e “Aprendizagem e prática docente” serão outros assuntos discutidos.

Mais informações: www.ufscar.br/inovacoespedagogicas

Fonte: Agência Fapesp