segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Workshop Sul Americano em Representações de Álgebras

O Workshop Sul Americano em Representações de Álgebras será realizado em Vitória, Espírito Santo, de 25 a 29 de fevereiro de 2008 no PPGMAT (Programa de Pós-Graduação em Matemática) nas dependências do CCE/UFES sob a coordenação da profa. dra. Regina Maria de Aquino (DMAT/UFES) e apoio das agências Capes, Fapes, Facitec e FCAA.

Maiores informações pelo endereço www.cce.ufes.br/ppgmat , pelo e-mail ou pelo telefone (55) 27 - 4009 24 74

Fonte: Profa. Regina Aquino/ PPGMAT - UFES

Pesquisador da Unicamp cria indicador para avaliar a dispersão urbana

The dimensions of urban sprawl and a methodological proposal for comparative studies: a social-spatial approach in Brazilian urban agglomerations

A urbanização dispersa é uma tendência mundial, mas, ao mesmo tempo, um fenômeno que ainda começa a ser estudado. Nesse tipo de urbanização os novos bairros surgem longe do centro da cidade e se espalham em diferentes formas, que vão desde condomínios de luxo até favelas no entorno de estradas.

Para contribuir com a compreensão do fenômeno e com a avaliação de seus impactos sobre a sociedade e o meio ambiente, o pesquisador Ricardo Ojima, do Núcleo de Estudos de População (Nepo) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), construiu um indicador de dispersão urbana inédito no Brasil.

De acordo com o pesquisador, a compreensão da dispersão urbana é fundamental para o planejamento urbano, uma vez que seus custos sociais e ambientais são muito diferentes dos gerados pelo modelo tradicional, centralizado, de ocupação do espaço.

“Em termos práticos, o uso de um indicador de dispersão pode ajudar a entender melhor as relações que existem entre a forma urbana e a organização social do espaço”, disse Ojima.

Segundo ele, a pesquisa brasileira sobre dispersão urbana ainda é escassa. “A tradição dos estudos urbanos privilegiou as dimensões sociais, que são prementes no Brasil. Com isso, as dimensões de espaço e forma urbana ficaram de lado. Mas o espaço também transforma a sociedade”, apontou.

Ojima explica que esse tipo de urbanização tem vantagens para os moradores, mas pode aumentar o custo social do investimento público, já que para diluir os serviços e a infra-estrutura em áreas pouco densas é preciso gastar mais. “Nesses locais, é preciso investir em obras viárias. O impacto ambiental também aumenta com o crescimento da demanda por transporte automotivo”, disse.

A dispersão urbana, no entanto, não se limita às grandes metrópoles, nem às classes altas, segundo o pesquisador. “Duas aglomerações urbanas podem apresentar taxas de crescimento populacional semelhantes no mesmo período, mas uma pode configurar uma forma urbana compacta, verticalizada e monocêntrica, enquanto a outra poderá conformar o seu espaço urbano de modo disperso, horizontalizado e policêntrico”, explicou.

O Indicador de Dispersão Urbana foi construído com base em quatro dimensões sociais e espaciais: densidade, fragmentação, orientação e centralidade. “Adaptei ao caso brasileiro uma metodologia semelhante à encontrada nos Estados Unidos sobre regiões metropolitanas do país. A idéia foi contribuir com a análise desses novos desafios para uma urbanização sustentável”, disse.

Média aritmética
A partir de dados fornecidos pela pesquisa Características e tendências da rede urbana no Brasil, realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pela Unicamp, Ricardo Ojima selecionou 37 aglomerações urbanas com critérios baseados principalmente no grau de mobilidade pendular da população – isto é, na proporção de pessoas que moram em um município e trabalham em outro.

“Com foco nessa seleção, criei um indicador para cada uma das quatro dimensões espaciais. Cruzando os quatro, cheguei a um indicador sintético capaz de medir essas aglomerações, em termos comparativos, organizando-as em um ranking que vai da mais compacta à mais dispersa”, explicou.

As dimensões de densidade e fragmentação consideram a concentração populacional da aglomeração e seu grau de pulverização das manchas urbanizadas. A dimensão de orientação se refere à forma espacial da mancha urbana – que algumas vezes é circular e em outras é linear, acompanhando uma rodovia ou uma faixa litorânea. A dimensão da centralidade mede, por meio dos movimentos pendulares, o grau de centralização da aglomeração urbana.

“O estudo teve uma perspectiva macro e não identificou se alguma dessas dimensões tem mais peso no grau de dispersão. O indicador é, portanto, uma média aritmética das quatro dimensões”, disse Ojima, que atualmente está aperfeiçoando esse aspecto do indicador em pesquisa de pós-doutorado, com bolsa da FAPESP.

“Tive a preocupação de utilizar uma base de dados disponível gratuitamente, com atualização regular, para que o indicador fosse aplicável em outros estudos. Se o acompanhamento da dispersão urbana for feito sistematicamente, será possível considerar esses vetores de dispersão para fazer planejamentos urbanos regionais”, apontou.

O indicador já está sendo aplicado atualmente por Ojima no estudo do Nepo vinculado ao Projeto Temático da FAPESP Dinâmica intrametropolitana e vulnerabilidade sociodemográfica nas metrópoles do interior paulista: Campinas e Santos.

“Estou utilizando a mesma metodologia, mas procurando refinar o indicador com informações mais específicas, de modo a articular o estudo com a questão ambiental, que é o meu campo principal de estudos.”

Para ler o artigo Dimensões da urbanização dispersa e proposta metodológica para estudos comparativos: uma abordagem socioespacial em aglomerações urbanas brasileiras, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.

Fonte: Fábio de Castro /Agência Fapesp

Aumenta em 51% a incidência de raios no sudeste brasileiro

Na primeira quinzena de janeiro de 2008, a incidência de raios na região Sudeste do Brasil aumentou 51% em comparação com o mesmo período de 2007. O número de descargas atmosféricas registradas na região subiu de 105,8 mil para 159,9 mil.

Os dados acabam de ser divulgados pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Uma das conseqüências desse aumento é o número de óbitos: das dez pessoas que morreram atingidas por raios só este ano no país, quatro estavam na região Sudeste.

Segundo o coordenador do Elat, Osmar Pinto Júnior, com base na análise comparativa das condições meteorológicas e da ocorrência de descargas atmosféricas no Sudeste entre 1999 a 2007, os pesquisadores do grupo já haviam previsto, em dezembro, uma incidência de descargas atmosféricas acima da média para o verão de 2008.

Eles compararam a incidência de raios durante a primavera de cada ano com eventos climáticos de grande escala, como o La Niña, fenômeno oceânico-atmosférico que se caracteriza por um esfriamento anormal nas águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, causando impactos ambientais relacionados à formação de tempestades no mundo inteiro.

“Estimávamos um aumento de 20% a 50% na incidência de raios no verão de 2008, que inclui também os meses de fevereiro e março”, disse Pinto Júnior. “Os dados da previsão meteorológica, que indicam um leve aumento de temperatura de acordo com a média histórica e chuvas dentro da média, também nos auxiliaram nessa estimativa, uma vez que esse cenário favorece a maior incidência de raios.”

“Desde o começo do ano, caíram cerca de 207 mil raios no Sudeste, contra 152 mil no mesmo período de 2007”, afirmou. Outro levantamento do Elat aponta que durante todo o ano de 2007 foram registradas 46 mortes causadas por raios em todo o Brasil, resultado que, para Pinto Júnior, subestima o número real de ocorrências, uma vez que muitas não são divulgadas.

“Além dos casos não documentados, muitos morrem por parada cardíaca decorrente de uma descarga atmosférica, por exemplo, e, por falta de testemunha, a causa do óbito acaba sendo considerada como infarto. Isso ocorre muito com os trabalhadores rurais, que estão com freqüência sozinhos no campo”, explicou.

Essa falta de notificação seria uma das causas para a redução de 37% nas mortes por descargas atmosféricas em relação ao levantamento anterior, realizado em 2001, quando foram registrados 73 óbitos em todo o país. Em ambos os levantamentos o estado de São Paulo detém o maior número de casos, com cerca de 30%.

Cidades mais atingidas
Em abril de 2007, o Elat divulgou um ranking das cidades brasileiras mais atingidas por raios (veja reportagem) Dos 3.183 municípios de nove estados avaliados, São Caetano do Sul (SP) ocupou a primeira posição, seguido por Unistalda e Itacurubi, ambos no Rio Grande do Sul. O próximo ranking será divulgado em 2009.

Para chegar aos resultados, os técnicos do Elat dividiram o número total de raios incidentes em um determinado período de tempo pela área do município. A medição foi feita do início de 2005 a meados de 2006. Caem cerca de 12 raios por quilômetro quadrado por ano no município paulista que lidera a lista.

Aproximadamente 60 milhões de raios caem por ano no Brasil, causando, em média, 70 mortes por ano. Calcula-se ainda que os prejuízos causados pela incidência de descargas atmosféricas no país girem em torno de R$ 1 bilhão por ano, sendo R$ 600 milhões no setor elétrico.

“Há 30 anos, quando começamos a desenvolver pesquisas sobre descargas elétricas, morriam cerca de 150 pessoas por ano no Brasil. Hoje, o número de casos registrados caiu pela metade, o que indica uma melhoria na conscientização da população. Naquela época era muito comum pessoas duvidarem dos raios e dizerem que eles não matam”, disse Pinto Júnior.

Mas, segundo o coordenador do Elat, a desinformação ainda é muito grande e, por conta disso, há muito trabalho preventivo a ser feito. “Esta semana mesmo um agricultor morreu no Ceará porque estava segurando uma enxada durante uma tempestade. Outra vítima deste ano, em Minas Gerais, estava encostada na geladeira dentro de casa. Sabemos que qualquer condutor metálico atrai raios e esses são mais dois casos clássicos que poderiam ter sido evitados”, lamentou.

Fonte: Thiago Romero / Agência Fapesp

Área desmatada na Amazônia pode ser o dobro do anunciado anteriormente

A área desmatada na Amazônia entre agosto e dezembro de 2007 pode ser o dobro dos 3.235 quilômetros quadrados desmatados anunciados ontem (23) pelo Ministério do Meio Ambiente. A estimativa maior pode ser explicada pelas diferenças entre os dois sistemas de monitoramento da floresta.

Segundo o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) Gilberto Câmara, os dados preliminares não refletem a totalidade da devastação ocorrida na região. "São apenas uma parte do que está acontecendo. Neste período não temos imagens de satélite detalhadas. O Inpe chama a atenção do governo para que tome medidas de prevenção cabíveis”, afirmou Câmara em entrevista concedida ao lado da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.

O Inpe trabalha com dois sistemas de monitoramento da Amazônia: um que detecta o desmatamento em tempo real (responsável por apontar os dados preliminares) e outro com imagens de satélite mais minuciosas, que divulga resultados anuais. Como a variação média entre o levantamento preliminar e o consolidado chega a 40%, o secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente (MMA), João Paulo Capobianco, acredita que o desmatamento real nos últimos cinco meses possa chegar a 7 mil quilômetros quadrados.

Segundo Capobianco, o aumento deu-se em meses atípicos e pode ser uma antecipação de algo previsto para 2008, por causa da estiagem, ou significar a retomada efetiva do desmatamento na região. “Trabalhamos com a pior hipótese”, admitiu.

O secretário ressaltou que, entre agosto de 2006 e agosto de 2007, foi registrada a segunda menor taxa de desmatamento anual da história da Amazônia. “Queremos garantir que esta conquista se mantenha”, ressaltou.

Capobianco citou medidas que serão colocadas em prática pelo MMA para diminuir a derrubada de árvores. Entre elas, a definição de uma lista suja de municípios, onde estarão proibidas autorizações de novos desmatamentos, e o embargo de propriedades que fizeram corte ilegal da floresta, para impedi-las de comercializarem produtos. “O monitoramento será feito por radar. Se os produtores desobedecerem aos embargos, os compradores respondem solidariamente”, explicou.

Fonte: Marco Antônio Soalheiro / Agência Brasil

Minicurso: "Método de Rietveld"

Na semana anterior ao da 18ª Reunião Anual de Usuários do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, será realizado o minicurso Método de Rietveld, de 11 a 14 de fevereiro, em Araraquara, no interior paulista.

O método de Rietveld é reconhecido na análise estrutural de materiais cristalinos não disponíveis na forma de monocristais. Segundo os organizadores, o método tem se firmado como uma ferramenta para a análise quantitativa de fases e tem sido extensivamente utilizado nas áreas de ciência dos materiais e geologia.

O minicurso se destina a alunos de mestrado, doutorado, profissionais de indústria de fármacos, cimento, mineração, cerâmica e áreas afins que tenham interesse em análises estruturais e quantitativa de fases.

A promoção é da Empresa de Projetos e Desenvolvimento na Área de Química do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Mais informações: http://labcacc.iq.unesp.br/mr2008

Fonte: Agência Fapesp

6º Encontro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem

O Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas, vinculado à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), está promovendo, de 22 a 24 de fevereiro, em São Paulo, o 6º Encontro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem.

O encontro, que tem o objetivo de levar aos profissionais da área de imagem diagnóstica inovações resultantes de pesquisas da FMUSP, é destinado a técnicos em tomografia, ultra-sonografia, biomédicos, radiologistas, ginecologistas, mastologistas e neurologistas.

O tema central do evento, “Musculoesquelético”, será abordado pelo professor Jean Louis Brasseur, do Hospital Pitié Salpetriére, de Paris.

Mais informações: www.hcnet.usp.br

Fonte: Agência Fapesp